Homens ainda são resistentes aos exames, mas acompanhamento médico masculino é indispensável para o diagnóstico adequado e a realização da sonhada gravidez
A sensação de que engravidar está mais difícil é
bastante comum entre as brasileiras e tem levado cada vez mais mulheres a
procurarem ajuda médica para conseguir ter filhos. Segundo o ginecologista e
obstetra credenciado da Paraná Clínicas, Dr. André de Paula Branco (CRM-PR
18.011, RQE 11.804), a investigação é muito importante, mas não pode se
concentrar apenas na mulher.
“As chances de infertilidade são de 50% para cada,
por isso não adianta se concentrar só no homem ou só na mulher. Investigar em
tempos separados também não é lógico, a busca tem de ser feita ao mesmo tempo
para que não seja preciso repetir exames”, explica o médico especialista em
fertilidade e reprodução humana. Quando a avaliação deve ser iniciada fica a
critério de cada paciente.
“A indicação é de um ano de tentativa regular sem
uso de qualquer método contraceptivo. No caso de não obter sucesso, é
importante procurar um médico. Mas esse período é uma referência, nada impede
que se investigue com menos tempo, principalmente se houver histórico familiar
de infertilidade e doença ou cirurgia prévia no aparelho reprodutivo, tanto do
homem, quanto da mulher”, alerta Dr. André.
A principal dica é: não adie por muito tempo a
visita a um especialista, pois pode resultar em complicações adicionais. “É
comum os casais demorarem para perceber que existe algo errado, mas aí o tempo
vai passando, a idade vai aumentando e as dificuldades também. Procurar ajuda é
um passo muito importante e um dos primeiros a serem tomados”, enfatiza o
médico.
Fatores complicadores
É fato que a maternidade vem perdendo espaço entre
as prioridades de vida e as mulheres têm deixado para engravidar mais
tardiamente. O problema é que, a partir dos 35 anos, há um decréscimo natural
na quantidade e na qualidade genética dos óvulos femininos – o que ocorre de
forma muito mais amena com os homens. “No caso da mulher, quanto mais idade,
mais chances de erros genéticos na geração do embrião, mais dificuldades de
desenvolvimento do embrião, mais risco de abortamento e de síndromes genéticas,
como Down”, aponta o médico.
Além disso, a ocorrência cada vez mais frequente de
doenças ginecológicas, como a endometriose e a síndrome dos ovários
policísticos, acaba sendo limitadora da gravidez. “Existem ainda os fatores
externos, que afetam homens e mulheres. Entre eles, podemos citar o estilo de
vida estressante, com alimentação inadequada e índices glicêmicos altos,
sedentarismo, tabagismo e obesidade”, explica Dr. André. “Manter uma rotina
mais equilibrada, pode fazer muita diferença na hora de engravidar”, completa.
Paraná Clínicas
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