Mutações do vírus
faz com que ele seja mais agressivo ao organismo e órgãos vitais
Há um ano os brasileiros estão enfrentando as
mudanças impostas pelo novo coronavírus e de lá para cá, cerca de 11,5 milhões
foram infectados e quase 280 mil perderam a vida no país em decorrência da
pandemia. Após as festas de final de ano o contágio aumentou consideravelmente
e passado período de carnaval, mesmo com a folia cancelada em todo o país; não
foi diferente. Com isso, novas variantes estão se espalhando rapidamente pelo
Brasil, atingindo cada vez mais pessoas e dificultando o trabalho de médicos e
cientistas.
Um estudo divulgado por pesquisadores da Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz) da região amazônica indica que a carga viral no corpo de
indivíduos infectados com a P.1 pode ser até dez vezes maior. A P.1 é a
variante brasileira do vírus, com mutações que tornam o coronavírus mais contagioso
e mais resistente aos anticorpos, o que pode aumentar o número de casos e
reinfecção da doença. Em Minas Gerais, novas variantes do vírus estão sendo
investigadas
Segundo o cardiologista Augusto Vilela, a segunda
onda do vírus requer cuidado redobrado, principalmente dos pacientes que
apresentam comorbidades. “A pessoa que não apresenta problemas de saúde tem
maior probabilidade de ser contaminada pelo vírus, devido a sua mutação e
presença no organismo. Não podemos mais mensurar quem tem mais ou menos chance
de ser contaminado. Pacientes que apresentam problemas cardíacos, diabetes e
obesidade, por exemplo, devem ter um cuidado ainda maior, pois os efeitos do
coronavírus no organismo estão sendo mais danosos, elevando as probabilidades
do agravamento do estado de saúde do paciente e posteriormente, podendo levar à
morte”, alerta.
Embora a vacina seja uma realidade, números
divulgados pelas secretarias estaduais de saúde mostram que até o dia 01/03,
6.770.596 brasileiros receberam pelo menos a primeira dose; o que equivale a
3,2% da população. “A vacina não anula o uso de máscara e demais protocolos de
prevenção que a população está orientada a seguir. A conscientização precisa
ser de todos, independente da idade ou fator de risco. Com as mutações que o
vírus vem sofrendo, dificilmente conseguiremos traçar quem tem mais ou menos
chance de ser contaminado e para vencermos a pandemia, é preciso mais
conscientização e entendimento quanto a gravidade do coronavírus”, completa o
médico.
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