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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Estudo realizado no município de São Paulo revela o impacto econômico do câncer de mama


A pesquisa revelou uma previsão de gasto de R$ 1,1 bilhão da cidade até 2022
 

 “Impacto Econômico do câncer de mama no município de São Paulo” é o estudo realizado pelo Instituto Avon e a EIU (The Economist Intelligence Unit). Os dados projetam que, até 2022, serão gastos R$ 1,1 bilhão referente aos custos diretos (tratamentos) e indiretos (perda de produtividade) em todos os estágios do câncer de mama. Esta estimativa é baseada na extrapolação de tendências históricas relativas ao crescimento da população e seu perfil demográfico, a incidência de câncer e os custos per capita com serviços de saúde.
O estudo estima que o fardo econômico do câncer de mama para o município de São Paulo está na ordem de R$ 880 milhões. Isto inclui R$ 861 milhões de custos com tratamentos e R$ 19,5 milhões referentes ao impacto causado no mercado de trabalho por conta de abstenções e mortalidade prematura das mulheres diagnosticadas. Além do aspecto econômico, o levantamento mostra uma queda de produtividade na vida de milhares de mulheres em idade de atividade profissional.
Outro dado de destaque são as diferenças entre os setores público e privado para o tratamento de câncer de mama, refletindo as distinções nos protocolos de tratamento e nos recursos disponíveis nas respectivas redes de atendimento.  Enquanto os custos diretos para o setor público em São Paulo são estimados em R$269 milhões, no setor privado estão na ordem de R$592 milhões.

 A pesquisa revela também que no setor público 63% das mulheres são diagnosticadas precocemente nos estágios 0, I ou II, enquanto no privado este número equivale a 80%.

O estudo traz também dados de benchmark com o fim de identificar boas práticas que possam ser estudadas e avaliadas. A Austrália foi escolhida por estar entre os dois países com as melhores taxas de sobrevivência após 5 anos e por guardar certas similaridades com Brasil. No país, a adesão ao programa nacional de rastreamento assintomático é de 56%, resultando em um declínio acentuado na mortalidade atribuível ao câncer de mama: de 19% em 1982 para 6,5% em 2016.

Segundo o Dr. Bruce Mann, Professor de Cirurgia da Universidade de Melbourne e Diretor do Breast Tumor Stream, se olharmos para as melhorias de sobrevida nos últimos 30 anos, as duas questões críticas são o diagnóstico precoce e melhor tratamento da equipe multidisciplinar, ambos trabalhando juntos para que o sistema ofereça melhores resultados.
Em São Paulo, cerca de um terço (33%) dos casos de câncer de mama no setor público são diagnosticados quando são considerados localmente avançados (estágio III) e 6% quando são metastáticos (estágio IV). Isto significa que o diagnóstico tardio corresponde a 39% dos casos na saúde pública. Comparativamente, os dados de 2011 correspondentes na Austrália são 13% (estágio III) e 5% (estágio IV). Esta diferença provavelmente seja um dos fatores explicativos para a disparidade na taxa de sobrevida após 5 anos nos dois países: cerca de 75% no Brasil e 90% na Austrália no período de 2010-2014.

O câncer de mama atinge majoritariamente mulheres que exercem alguma atividade profissional. Os custos associados à perda de produtividade, decorrente da incapacitação temporária das mulheres com a doença são substanciais e foram calculados considerando o absenteísmo estimado de acordo com o estágio do diagnóstico. No Brasil, somente em 2018, foram estimados em R$10 milhões. Estes impactos poderiam ser menores se mais mulheres fossem diagnosticadas em fase inicial recebessem apoio para retomar suas atividades profissionais.
“A mensagem econômica é clara: o câncer de mama afeta muitas mulheres em idade economicamente ativa e os custos de perda de produtividade são altos. Trazer essa informação à tona é importante para que as empresas possam se apropriar de seu papel na resolução deste desafio social e conceber iniciativas de acesso ao diagnóstico precoce, de acolhimento da mulher em tratamento e de apoio ao seu retorno ao ambiente de trabalho”, ressalta Daniela Grelin, diretora Executiva do Instituto Avon.
As políticas de triagem, que são imprescindíveis para o diagnóstico e tratamento do câncer de mama, são inconsistentes no Brasil e aplicadas de maneiras distintas nos diferentes municípios. Não não há sistemas para manter um registro de mulheres elegíveis ao rastreamento e que emita convites de rotina para a triagem no momento certo. Isso exigiria um investimento maior por parte das autoridades responsáveis e as decisões sobre se e como oferecer o rastreamento requerem um levantamento de benefícios e riscos associados.

Algumas evidências sugerem que a falta de equipamentos de mamografia não é o problema no Brasil. Ao analisar dados do SUS, o estudo constatou que 1.526 máquinas de mamografia estavam disponíveis em 2012. A capacidade desses aparelhos era de cerca de 7,74 milhões de exames por ano, pouco aquém dos 7,79 milhões de exames estimados necessários para atender as demandas da população. No entanto, o número total de mamografias realizadas naquele ano foi de pouco menos de 4 milhões.



Sobre a pesquisa*: Foram utilizadas quatro abordagens principais para a realização dessa pesquisa: (i) revisão de literatura; (ii) descrição de duas referências de benchmark de boas práticas no tratamento do câncer de mama para comparação com o município de São Paulo: um nacional e outro internacional; (iii) entrevistas com experts em câncer de mama em São Paulo e nas regiões de referência; (iv) modelagem dos custos diretos e indiretos do câncer de mama no município de São Paulo.


SOBRE O INSTITUTO AVON

Há 16 anos, o Instituto Avon se dedica em salvar vidas e é por isso que sempre apoiou e desenvolveu ações que tenham em sua essência a premissa de superar dois dos principais desafios à plena realização da mulher: o combate ao câncer de mama e o enfrentamento das violências contra as mulheres e meninas. Ano após ano, o trabalho do instituto tem contado com parcerias importantes e a colaboração e dedicação de muitas pessoas e organizações para fazer com que, a cada dia, mais pessoas recebam informações sobre as causas e saibam como agir. Como braço de investimento social da Avon, empresa privada que investiu mais de 170 milhões em ações sociais voltadas às mulheres no Brasil, o Instituto já apoiou a realização de mais de 350 projetos e ações, beneficiando 5,7 milhões de mulheres.



Câncer de Mama

Há 16 anos, desde a fundação, o Instituto desenvolve iniciativas que contribuem com a detecção precoce do câncer de mama. No total, foram investidos R$ 86 milhões para o desenvolvimento de 161 projetos e doação de 51 mamógrafos e 32 aparelhos de ultrassom. Por meio destas doações, mais de 2.3 milhões de mamografias e 471 mil ultrassonografias de mama foram realizadas e 38.5 mil diagnósticos positivos feitos.



Sobre a The Economist Intelligence Unit (EIU)

Somos a divisão de pesquisa e análise do Grupo Economist, empresa irmã da revista The Economist. Criada em 1946, nós temos mais de 70 anos de experiência ajudando empresas, instituições financeiras e governos a entenderem como o mundo está mudando e como essas mudanças criam oportunidades a serem capturadas e riscos a serem gerenciados.  Uma empresa britânica, somos intensamente globais. Servimos clientes no mundo todo através de nossos 24 escritórios, nossos colaboradores falam mais de 25 idiomas e nós abraçamos distintas culturas com grande paixão.

Acreditamos que a utilização de metodologias de ponta e pessoal bem capacitados pode fornecer os melhores dados para conclusões e insights aprofundados. Nós alocamos muitos recursos na aquisição e checagem de nossos dados econômicos e de mercado. incluindo técnicas de pesquisa primária e trabalho de campo, quando necessário. Algumas de nossas metodologias, frameworks e ferramentas analíticas são quantitativas, enquanto outras são qualitativas. Mas todas são ferramentas de ponta. E nossos recursos humanos são especialistas com muita experiência em análises de países e indústrias, altamente qualificados para suportar suas tomadas de decisão.

Nós somos transparentes em nossos pontos de vista. Ao contrário de nossa empresa irmã, a revista The Economist, a maior parte de nosso trabalho é feito sob medida para nossos clientes e permanece confidencial. Mas nós compartilhamos a mesma paixão por independência e integridade. Nossos clientes trabalham com nós porque não temos medo de lhes dizer o que realmente pensamos. Nosso trabalho nunca é direcionado por agendas internas ou serve para suportar estratégias preconcebidas . Não temos interesse em qualquer recomendação específica - Não nos comprometemos a seguir o trabalho para ajudar os clientes a implementar estratégias ou planos de M&A. Nós apenas analisamos os fatos e apresentamos nossas conclusões. Acreditamos que nossos clientes possam executar melhores estratégias como resultado de nossos serviços.

Cirurgiões-dentistas podem identificar sinais de violência infantil – denúncia é obrigatória



O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) destaca a importância da atenção aos sinais na face, cabeça e pescoço dos pacientes;   

 Em casos de suspeita de maus tratos, a denúncia às autoridades deve ser feita imediatamente
            

A Odontologia é uma profissão que se exerce em benefício da saúde do ser humano. Dessa forma, a atuação dos profissionais envolve, entre outros aspectos, a promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente. Neste contexto, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) traz orientações sobre como identificar e denunciar casos de maus tratos sofridos por pacientes menores de idade.
               
Como a maioria das agressões físicas acontecem na face, na cabeça e no pescoço, os(as) cirurgiões(ãs)-dentistas devem estar atentos para identificar os sinais de maus tratos em todos os pacientes, especialmente nos menores de idade. Portanto, o profissional deve realizar uma boa anamnese, exame detalhado intra e extra oral, aproximar-se da criança ou adolescente e, assim, criar um laço de confiança com o paciente.


Indícios de violência

                Sinais como contusões e lacerações de lábios, dentes fraturados, luxação dentária, queimaduras na gengiva, equimoses em bochechas, infecções na boca como sífilis, gonorreia, entre outros, são recorrentes em menores que sofrem maus-tratos. Ferimentos em outras partes do corpo próximas a boca, como olhos, nariz e orelhas, também podem ser indicativos de violência. “Também deve-se prestar atenção ao lado psicológico, ou seja, crianças e/ou adolescentes extremamente irritadas, retraídas ou introspectivas demais podem ser um alerta. É importante conhecer a personalidade do seu paciente para entendê-lo e observar qualquer indício que não seja normal”, aconselha a presidente da Câmara Técnica de Odontologia Legal do CROSP, Soraya Monteiro.

                Normalmente, o paciente menor que sofreu maus tratos mostra dificuldade em confiar nos adultos. Por isso, durante o atendimento, o profissional deve mostrar preocupação em ajudar, demonstrar entender suas angústias e medos. Esses gestos facilitam estabelecer um vínculo de confiança. Ao criar esse relacionamento com o paciente menor, o(a) cirurgião(ã)-dentista poderá colher mais informações sobre os possíveis maus tratos.
Saiba como denunciar


                Em suspeita ou confirmação de maus tratos, o(a) cirurgião(ã)-dentista deve comunicar ao Disque Denúncia Nacional, por meio do número 100. Na denúncia, não é necessário apresentar provas e o sigilo do profissional é garantido. Informar a suspeita ao Conselho Tutelar da Criança e Adolescente do município ou à autoridade policial também são formas de denúncia. É importante ter em mente que é obrigatório denunciar casos de violência infantil às autoridades.





Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)


Pesquisas da ZF visam combater a cinetose


  • Em uma iniciativa de prevenção e reação e em parceria com especialistas em neurotecnologias, a ZF trabalha para evitar a cinetose antes que os ocupantes sintam náuseas provocadas pelo movimento do corpo em um veículo
  • A inteligência artificial usa a dinâmica de condução e marcadores psicológicos da cinetose para desenvolver estilos de dirigir preventivos

Friedrichshafen. O conforto dos ocupantes é um aspecto fundamental para a ZF na mobilidade da próxima geração. Para muitas pessoas, fazer viagens longas de carro é sinônimo de tonturas, dores de cabeça e náuseas, ou seja, cinetose, ou, mal-estar causado pelo movimento do corpo. Em cooperação com especialistas em neurotecnologias do Estado do Sarre, Alemanha, a ZF analisa formas de detecção precoce desse distúrbio e maneiras de evitar o impacto negativo durante a experiência de condução.

Ao percorrer trajetos mais longos com o carro, muitas pessoas sentem indisposição quando estão sentadas no banco de trás ou no assento do passageiro. Uma sensação de tontura e desconforto provocado pelo movimento pode impedir qualquer tentativa de aproveitar a viagem ou trabalhar a bordo. A ZF vai além da abordagem focada apenas no veículo. “Somos uma das primeiras empresas do setor a colocar os ocupantes e sua experiência de condução no centro das atenções”, afirma Florian Dauth, responsável pelas atividades na área de controle dos movimentos do veículo com foco no ser humano do departamento de desenvolvimento de tecnologias avançadas da ZF. “Nosso objetivo consiste em identificar casos individuais de cinetose e desenvolver medidas adequadas à respectiva condição do passageiro”, completa ele.

O conceito tem fundamento científico em pesquisas realizadas em parceria com a Systems Neuroscience & Neurotechnology Unit (SNNU) da Saarland University e com a Politécnica instalada no mesmo estado (htw saar), ambas na Alemanha. Durante os testes, foram examinadas as reações psicológicas dos participantes em várias situações de condução. “Nossos estudos pioneiros incorporam os campos da neurotecnologia, fisiopsicologia, inteligência artificial e dinâmica de condução”, relata o Prof. Dr. Dr. Daniel J. Strauss, diretor da SNNU. “As competências dos parceiros se complementam perfeitamente nesse projeto colaborativo. Os resultados científicos que obtivemos até o momento foram muito bem recebidos pela comunidade internacional de especialistas”, completa.


Dados científicos revelam processos psicológicos

A cinetose é causada por uma discrepância na percepção: o órgão responsável pelo equilíbrio localizado no interior do ouvido sente um movimento que não é confirmado pelos outros órgãos dos sentidos, como os olhos. Isso geralmente acontece quando o passageiro está concentrado em um monitor ou livro. Nessas situações, o corpo humano tem uma reação que pode ser comparada com a que ocorre em casos de envenenamento. Os sintomas variam de uma leve sensação de mal-estar a fortes náuseas.


Em diversos estudos, os pesquisadores da ZF e da SNNU analisaram os marcadores psicológicos que evidenciam a maior correlação com a percepção subjetiva dos indivíduos ao mal do movimento e examinaram como isso está ligado à dinâmica de condução de um veículo. “Batizado de ‘Motion Sickness Research Vehicle’ e auxiliado por uma plataforma computacional de alto desempenho, o carro que utilizamos para realizar as pesquisas registra o imenso volume de dados de medições psicológicas, das câmeras e da dinâmica de condução. Além disso, o veículo serve como base para o desenvolvimento e validação dos algoritmos”, explica Dauth.

Depois de mais de 10 mil quilômetros rodados, a equipe de pesquisadores coletou mais de 50 mil gigabytes de marcadores psicológicos do sistema nervoso central e autônomo na forma de dados termográficos, visuais e de dinâmica de condução. Todo esse material constitui um incomparável banco de dados multimodal sobre a cinetose, único no setor. “Por meio de métodos científicos, essas informações nos ajudam a compreender o fenômeno da doença do movimento, além de serem os fundamentos dos algoritmos baseados na inteligência artificial”, declara Dauth ao explicar o processo de desenvolvimento.


Foco no indivíduo

Para o levantamento, foi utilizado um conjunto de sensores no interior do veículo, bem como dispositivos para realizar medições não invasivas. “O desafio consiste em desenvolver um programa compatível com o sistema veicular que, abrangendo uma série de estágios evolucionários, possibilita detectar a cinetose sem que haja um contato físico. Consideramos essa informação essencial para podermos detectar a intolerância ao movimento, que é um fenômeno bastante individual que é o enjoo”, comenta Dauth. Dessa forma, o motorista – ou, posteriormente, a unidade de controle do veículo automatizado – é capaz de identificar logo de início se, por exemplo, uma criança sentada no banco de trás está começando a se sentir enjoada e assim pode adaptar as características de condução.



O veículo aprende um estilo de dirigir preventivo

Cada pessoa reage de forma diferente aos movimentos do carro e tem sua própria sensação de conforto durante a condução. A ZF considera esse fato em um algoritmo que, com base em métodos de inteligência artificial, identifica as reações físicas de cada passageiro e cria um respectivo perfil personalizado. Como isso permite obter os dados individuais de cada ocupante do veículo, os modelos automatizados até mesmo poderiam armazenar o estilo de direção preferido de cada passageiro.



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