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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Dia Mundial da Visão, 11 de outubro| Mais de 100 mil brasileiros estão na fila do SUS para cirurgia de catarata


Mapeamento da Central da Catarata, negócio de impacto social focado em saúde, aponta que 382 mil cirurgias deixaram de ser feitas pelo poder público em 2017. Com envelhecimento populacional, a demanda potencial é de 1,5 milhão de cirurgias de catarata por ano.


No Dia Mundial da Visão, 11 de outubro, os brasileiros que dependem de consultas e procedimentos oftalmológicos da rede pública de saúde não têm motivos para comemorar. Em média, os cidadãos aguardam 314 dias por uma avaliação de catarata. Na prática, quase um ano inteiro para verificar se há indicação para cirurgia, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Até dezembro de 2017, a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) para correções da opacidade do cristalino contava 24 mil pessoas, somente em São Paulo; no Brasil são 113.185 cidadãos, de acordo com levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Esse contingente é formado, em grande parte, por idosos da baixa renda.

A catarata é responsável por 51% dos casos de cegueira no mundo;sendo a população acima de 50 anos a de maior incidência da catarata senil –um processo natural de envelhecimento do cristalino e que pode ser completamente reversível com a cirurgia. Estimativas apontam que 5% da população acima de 60 de anos deverá ter catarata no decorrer de um ano. O Brasil já possui 30 milhões de idosos, que representa uma demanda potencial de 1,5 milhão de cirurgias de catarata por ano. Entretanto, o volume de cirurgias realizadas é inferior a isso. Em cinco anos, de 2012 a 2017, os procedimentos realizados pelo SUS cresceram 13%, contra um aumento de 19% do número de maduros. Para complicar o cenário, o número de beneficiários de plano de saúde caiu 1,4%.

De acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS), em 2017 havia 47,4 milhões de beneficiários de plano de saúde, representando 23% da população. Nesse ano, foram realizadas 241 mil cirurgias de catarata pelos planos de saúde, contra 428 mil cirurgias pelo SUS (DataSUS), totalizando 669 mil cirurgias.

“Se considerarmos que os planos de saúde deveriam representar 23% das cirurgias, teríamos um total 1.051 mil cirurgias para serem feitas. Ou seja, 382 mil cirurgias deixam de ser feitas pelo poder público. Esse problema é real. Mas, também vemos aqui muitos pacientes que protelam buscar ajuda médica. Como a perda de visão pela catarata é gradual e o cérebro vai se adaptando, muita gente empurra o problema com a barriga. E vão buscar ajuda só depois de um acidente doméstico ou problema mais grave. Vemos, ainda, muita gente que não vai em um oftalmologista há décadas. Só quando a pessoa faz a cirurgia é que ela percebe quão ruim estava sua visão e como sua vida estava limitada”, esclarece Guilherme de Almeida Prado, fundador da Central da Catarata – negócio de impacto social que viabiliza consultas oftalmológicas e cirurgias com preço acessível.

O atendimento público de um paciente por um especialista pode demorar meses – após a consulta, o paciente enfrenta a fila dos exames; depois, retorna ao oftalmologista e só então entra na fila da cirurgia. Nesse processo, muitos acabam desistindo. A demora para realizar a cirurgia torna o procedimento ainda mais delicado, pois o cristalino endurece e tira a autonomia da pessoa que pouco a pouco perde a visão e alegria de viver.

Almeida Prado alerta para um outro problema: “a visão é algo que só a própria pessoa detecta; os familiares são um fator importante para ajudar a pessoa a buscar auxílio, mas não conseguem perceber o quão ruim está a visão do indivíduo. Se o pai tem um problema no pulmão o filho percebe ele ofegante, se tem um problema no quadril ele vê o pai caminhar com mais dificuldade, mas o filho não consegue perceber o quão mal o pai está enxergando.”


Negócio de impacto social como alternativa

A dificuldade no acesso à cirurgia para correção da opacidade do cristalino para a população de baixa renda motivou a criação da Central da Catarata (www.centraldacatarata.com.br). O empreendimento, criado em 2017, já realizou mais de 500 cirurgias somente no primeiro ano com o objetivo social de aumentar o acesso das pessoas a cirurgia, oferecendo condições exclusivas de preço, formas de pagamento facilitadas e processos transparentes. 

A central de agendamento tem hoje quatro centros cirúrgicos de renome afiliados em São Paulo e cabe aos pacientes decidir o local de atendimento: Hosp – Hospital de Olhos de São Paulo, IPEPO - Instituto da Visão; Clínica Oftalmológica Guarnieri e o Instituto Paulistano de Olhos (IPO).

O processo de afiliação das clínicas é baseado em três pilares: médicos formados nas melhores universidades, clínicas com mais de 20 anos de experiência e todas especializadas em catarata. Além disso, as clínicas devem compartilhar do mesmo objetivo social da Central da Catarata e oferecer parte dos seus horários com condições mais acessíveis para a população. A acessibilidade não é relacionada apenas ao preço, o processo simples e acolhedor de agendamento também é um diferencial no atendimento aos pacientes. A equipe da empresa orienta, tira dúvidas, envia informações e vídeos e oferece o pacote de cirurgia das clínicas afiliadas para quem solicita. Não há troca de dinheiro e nenhum vínculo com o paciente – que não seja o de suporte emocional para a tomada desta importante decisão.

“Começamos pela cidade de São Paulo para validar o modelo e poder ter melhor controle da operação. Apesar disso, já recebemos vários pacientes de outros estados. Já temos mapeadas algumas cidades que teriam potencial para expansão. A nossa expectativa é dobrar o número de cirurgias chegando a 1.000 até o final de 2018”, ressalta Guilherme de Almeida Prado.


Voltar a enxergar

Monalisa Pisani decidiu não esperar o tempo estimado pela rede pública para que a mãe, Gioconda Oddette Pisani, de 83 anos, realizasse a cirurgia de catarata. “Quando falaram para gente o tempo de espera tivemos que recorrer a outras soluções. A primeira delas foi pesquisar clínicas particulares, mas o valor ficava entre 10 a 15 mil reais para a cirurgia em cada olho. Foi quando encontramos na internet a Central da Cataratae vimos a diferença absurda no valor. A primeira coisa que minha mãe falou, ao sair da clínica, foi que agora podia ver as estrelas no céu”, relembra. História similar é contada pela corretora de imóveis, Ana Luzia de Marco, que há um ano operou o olho direito e voltou a enxergar. “Eu não conseguia ler um livro, ver a televisão direito e nem mesmo pegar ônibus era possível. Agora deu tão certo a cirurgia que nem mesmo os óculos para correção do astigmatismo e hipermetropia eu preciso. Tenho qualidade de vida”, afirma.

Minas Gerais detém três dos 10 trechos mais perigosos de estradas federais brasileiras, segundo ranking da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Uma delas é a BR-381, conhecida como rodovia da morte. E é por ela que o autônomo Roberto de Paula Braga, de 62 anos, segue o trajeto em direção ao trabalho. “No dia a dia viajo muito para o Sul de Minas, tinha dificuldade na estrada para ler as placas e os óculos não estavam mais ajudando. Fui diagnosticado com catarata, mas pelo SUS demoraria mais de um ano para fazer e eu trabalho dirigindo, não dava mais para esperar. Fui em uma clínica particular e o médico não queria me operar, disse que eu podia aguardar um pouco mais. Pedi uma segunda opinião e descobri que estava bem progressivo. Fiz a cirurgia pela Central de Catarata que me permitiu escolher a clínica; em 15 dias eu já tinha feito a cirurgia nos dois olhos e estava completamente recuperado. Hoje viajo de madrugada e o escuro não me atrapalha em nada, na verdade não uso nem mais óculos”, relata. 





Sobre a Central da Catarata

Maiorcentral de agendamento de cirurgia de catarata do país, a Central da Catarata tem o objetivo de garantir acesso das pessoas de baixa renda a cirurgia de catarata. Fundada pelo empreendedor Guilherme de Almeida Prado, o negócio social já realizou mais de 500 procedimentos para correção da opacidade do cristalino, somente no primeiro ano de fundação. Para 2018, a expectativa é dobrar o número de cirurgias chegando a mil procedimentos www.centraldacatarata.com.br


sábado, 6 de outubro de 2018

Destinos para quem é apaixonado por cultura brasileira


Confira algumas sugestões de lugares espalhados pelo país


Formando um mosaico de culturas e etnias por toda sua extensão, o Brasil está pontilhado de cidades com patrimônios históricos incríveis. Que tal passear pelo país e voltar para casa sabendo um pouco mais sobre a terra tupiniquim? O ViajaNet, agência de viagens online, elaborou uma lista com cinco destinos repletos de manifestações culturais que vão render muito conhecimento! Confira:


São João del-Rei, Minas Gerais


Berço da Inconfidência Mineira, um dos episódios mais marcantes do Brasil, São João del-Rei exala cultura e história. A cidade compõe estilos arquitetônicos do barroco ao moderno, que se refletem em suas ruas, casas e igrejas centenárias. É possível realizar passeios de Maria Fumaça e entrar no túnel do tempo em direção a época do Brasil Colônia, entre o município e Tiradentes, cidade vizinha. Embora apresente diversos elementos do século 18, São João del-Rei está sempre em movimento, em virtude das festas e eventos populares, que atraem o público para as belas pousadas e hotéis.



Porto Seguro, Bahia


De acordo com a história, foi aqui que tudo começou. Porto Seguro foi o primeiro lugar a ser avistado por Pedro Álvares Cabral em 1500, e até os dias de hoje suas ruas conservam referências do descobrimento, como ruínas das primeiras igrejas e escolas construídas em solo brasileiro. Quando estiver na cidade, inicie o passeio pelo Marco do Descobrimento, na praça Pero Campos de Tourinho, Cidade Alta, que sinaliza a chegada dos portugueses ao Brasil. Além disso, é proprietária de praias belíssimas de águas limpas, sendo um dos destinos favoritos dos turistas.


São Luís, Maranhão 


A capital maranhense foi fundada pelos franceses em 1612, invadida pelos holandeses e, em sequência colonizada por Portugal. Nos costumes e arquitetura, a cidade reflete o multiculturalismo no qual foi originada, tendo boa parte dessa herança preservada no Centro Histórico. A capital é um grande atrativo entre turistas do Brasil e do exterior por ser porta de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.



Petrópolis, Rio de Janeiro 


Fundada em 1843 por Dom Pedro II, a "Cidade Imperial", como é conhecida, é o maior município da região serrana carioca. A região foi testemunha de grandes eventos históricos, como o Tratado de Petrópolis, responsável por anexar o território do Acre ao Brasil. O Museu Imperial, antiga casa de veraneio de seu fundador, que abriga hoje relíquias do Segundo Reinado. Petrópolis encanta turistas por seu repertório cultural, elegância e boa gastronomia.



Lapa, Paraná


A cerca de 70 quilômetros da capital paranaense, a história da cidade tem início em 1769, quando os tropeiros locais decidiram fundá-la. Como uma boa cidade histórica, seu centro, ainda pavimentado com as pedras dos tempos de batalha da cidade, preserva um complexo arquitetônico repleto de atrações impressionantes. Um dos acontecimentos que marcaram o local foi a batalha do Cerco da Lapa, durante a Revolução Federalista de 1894, que barrou o avanço de tropas inimigas da República, recebendo o apelido de "Cidade dos Heróis".




ViajaNet
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7 benefícios dos parques aquáticos para a mente e o corpo



Passar um dia, ou mais, em um parque aquático é um sonho ao alcance de todos, e além de ser algo muito agradável e refrescante, outros benefícios fazem parte deste programa. Nós fazemos tantas atividades porque nos dizem que faz bem para a saúde, que esquecemos que diversão também é importante para nosso bem estar. Por isso, o site Espaço Tur criou esse guia informativo apontando os 7 benefícios, tanto para seu corpo, como para sua mente, que farão você reavaliar o seu próximo passeio.






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