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quinta-feira, 15 de março de 2018

Trabalho remoto: conheça as tecnologias que encurtam as distâncias entre os colaboradores



Soluções focadas em comunicação, administração de projetos e até realidade aumentada facilitam o trabalho em equipe, mesmo estando cada um a quilômetros de distância


O trabalho remoto pode economizar o dinheiro das empresas e funcionários, mas, a menos que se tenha as ferramentas certas, também pode deixar os trabalhadores desconectados e com dificuldades para se comunicar. Entretanto, com a expansão da modalidade e o avanço tecnológico, a distância deixou de ser um empecilho para o compartilhamento de informações. “Praticamente todas as empresas já utilizam ferramentas para reuniões a distância e tecnologias para comunicação interna, o que facilita a interação para os colaboradores que trabalham de forma remota”, afirma Tiago Alves, CEO do Grupo IWG (detentor das marcas Regus e Spaces) no Brasil.


É como estar no mesmo ambiente

Softwares de videoconferência permitem tirar proveito dos aspectos sutis da comunicação, mesmo quando os funcionários estão em locais distantes. É fácil começar com o uso de opções gratuitas, como o FaceTime da Apple ou o Google Hangouts. À medida que as reuniões online se tornam mais cruciais para o negócio, é possível testar soluções empresariais dedicadas com recursos como lousas virtuais, como a integração do Zoom.us ou do Microsoft Office com o Skype for Business.

“O e-mail e o telefone são ferramentas cruciais para a comunicação das empresas, porém, por vezes, aspectos visuais, como expressões corporais, são relevantes para a transmissão da mensagem. Para colaboradores remotos, essas soluções de videoconferência quebram a barreira da longitude e trazem a experiência de juntar todos os funcionários para uma mesma sala de reunião, mesmo que a quilômetros de distância”, conta Alves.

Realidade virtual e realidade aumentada também estão transformando ainda mais a comunicação corporativa. Produtos como o Meta e o Hololens, da Microsoft, permitem que trabalhadores em diferentes localidades compartilhem objetos 3D usando hologramas ou utilizem óculos especiais para visualização de produtos e para treinamento imersivo.


Gerenciamento de projetos

Mesmo quando todos estão juntos em um escritório, acompanhar o andamento do trabalho pode significar longas reuniões demoradas. Quando os funcionários estão localizados em diferentes lugares, isso pode ser um enorme desafio logístico.

Softwares de acompanhamento de progresso, como o I Done This, são projetados para substituir as reuniões. A ferramenta lembra a cada membro da equipe que atualize seu progresso no final do dia e as informações se tornam, juntas, um resumo na manhã seguinte para garantir que todos permaneçam sincronizados.

Para um gerenciamento de projetos mais detalhado, o Trello usa um sistema de placas, cartões e listas compartilhadas para ajudar no monitoramento. Os colaboradores podem criar um diário de atividades e discutir o que precisam fazer em tempo real.


A evolução das conversas de e-mails

Criado na década de 1970, o e-mail não foi projetado para lidar com o volume de comunicação no mundo dos negócios de hoje. “Em trocas de e-mails muito extensas, as informações podem perder-se facilmente ou passar despercebidas naquela troca gigantesca de 50 mensagem com 20 pessoas em cópia”, pondera Alves.

Pensando nisso, algumas empresas estão tentando ajudar as organizações a se libertar desse problema com sistemas de mensagens instantâneas. O Slack chegou rapidamente a mais de seis milhões de usuários com suas comunicações rápidas e simples. Os usuários apreciam a maneira como a plataforma cria um espaço de trabalho compartilhado onde as conversas são organizadas e acessíveis, reduzindo as conversas redundantes e mantendo todos incluídos.

Como alternativa, há o Stride, que pretende oferecer muitos dos mesmos recursos que o Slack, ao mesmo tempo em que se concentra em conversas de vídeo e voz integradas. Além disso, ele oferece um recurso que torna mais fácil converter conversas em itens de ação.


Tudo na nuvem

A última parte do quebra-cabeça para trabalhar remotamente é ter um sistema para compartilhar documentos. “Mesmo quando os colaboradores estão no escritório, existem documentos com três versões finais, ou aquela atualização que não foi salva. Por isso, o armazenamento em nuvem favorece não apenas aos funcionários que ficam remotos, mas otimiza toda a rede de documentos da empresa”, explica o CEO.

O G Suite (antigo Google Apps) popularizou a colaboração em tempo real de documentos online, o que agora se tornou uma característica central do Microsoft Office padrão.

Para as empresas que trabalham com aplicações específicas ou informações confidenciais, os serviços padrão da nuvem podem não ser uma opção. Em vez disso, eles podem usar uma Rede Privada Virtual (VPN, na sigla em inglês). Ela cria um gateway seguro para que os trabalhadores remotos façam login nos servidores da empresa e acessem os aplicativos e dados de que precisam, adicionando flexibilidade sem comprometer a segurança.
 





Regus


Dano moral em consequência de violência doméstica



Muito tem se discutido sobre a legislação que rege sobre a violência da mulher. No entanto a tese aprovada por unanimidade no STJ, sobre a reparação de natureza cível, por meio de sentença condenatória nos casos de violência doméstica, ainda é matéria de discussão entre juristas.
Segundo o especialista em Direito Processual Penal, sócio do escritório Cury & Cury Sociedade de Advogados, e professor de Direito Penal e Processual Penal e do Centro Preparatório Jurídico (CPJUR), Rogério Cury, “É aceitável o estabelecimento de uma nova sistemática que tenha como objetivo a celeridade na tramitação destes tipos de processos, no entanto é importante analisar alguns pontos relevantes e complexos acerca dessa orientação que passa agora a nortear os tribunais de todo o país no julgamento de casos de violência contra a mulher ocorridos em contexto doméstico e familiar”.
Inicialmente, o jurista alerta sobre a necessidade de verificar o preparo das câmaras criminais para agregar o enfrentamento destas questões, pois a nova orientação leva aos tribunais criminais uma competência cumulativa. “Então, segundo essa determinação, se o advogado desejar recorrer da sentença condenatória de danos morais, será possível ao jurista apelar no âmbito penal, e nesse ponto há uma disparidade na atuação do juizado”, adverte.
Há ainda que se lembrar que o texto estabelece a condenação do réu por dano moral presumido associada à condenação do crime, e não determina a necessidade (ou não) de um pedido expresso da parte ofendida na petição introdutória, descrevendo como desnecessária a instrução probatória específica sobre a ocorrência. “Quando se diz que há dispensa de prova de dano moral em casos de violência contra a mulher ocorridos em contexto doméstico e familiar, é importante salientar que em tese o réu já esta sentenciado, como conseqüência automática, ainda que sem especificação do valor”, complementa o doutor.
Rogério Cury afirma que ainda há muito que se discutir sobre essa nova determinação como, por exemplo, o estabelecimento de valores para indenização de acordo com as condições financeiras do réu, ou a fixação de valor mínimo de indenização pelos danos morais, quando houver pedido expresso, ou ainda a determinação relacionada ao agravamento do crime.

Mudanças na lei do Cadastro Positivo vão beneficiar consumidores, avalia SPC Brasil



Com nova lei, todos os brasileiros que possuem CPF passam a fazer parte do Cadastro Positivo. Para SPC Brasil, novo cadastro é um direito do cidadão e deve estimular concorrência entre instituições de crédito e criar critérios mais justos de concessão



Em vigor desde 2013, o ‘Cadastro Positivo’ ainda é pouco conhecido entre os brasileiros, mas poderá ganhar mais espaço e beneficiar os consumidores no acesso ao crédito, caso o Projeto de Lei Complementar 441/2017 já aprovado no Senado também passe pela Câmara dos Deputados nas próximas semanas, avalia o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

A proposta que tramita no Congresso desburocratiza a atual legislação do Cadastro Positivo. Com a alteração da lei, todos os cidadãos brasileiros que possuem CPF passam automaticamente a fazer parte do cadastro, a não ser que peçam a exclusão de suas informações, o que é feito de forma gratuita. Atualmente, para fazer parte do Cadastro Positivo, o consumidor deve autorizar de forma voluntária a inclusão do seu histórico de pagamentos.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a baixa adesão ao Cadastro Positivo nos últimos anos tem a ver com o excesso de burocracia para a inclusão de informações no sistema e será revertido com essa proposta do legislativo. “A mudança é fundamental para consolidarmos o Cadastro Positivo como um instrumento de concessão de crédito”, afirma.


Cadastro Positivo deverá estimular juros mais baixos ao consumidor

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o Cadastro Positivo é um direito do cidadão e será importante para democratizar o acesso ao crédito no país, pois permitirá que informações que atualmente não são consideradas em uma avaliação de crédito, passem a ser consultadas, possibilitando uma avaliação de risco mais justa na concessão de crédito e maior precisão por parte do empresário.

“A proposta beneficia os consumidores que buscam crédito porque estimula a utilização de informações sobre os pagamentos que são realizados em dia pelos clientes, considerando não apenas os dados negativos de inadimplência, como funciona hoje em dia. Com essa mudança, consumidores e empresas que estão em dia com seus compromissos financeiros poderão ter acesso a condições mais favoráveis de financiamento, juros diferenciados de acordo com o perfil de cada consumidor e formas de pagamento facilitadas. Isso tudo sem afetar a proteção de dados sensíveis e o próprio sigilo bancário que permanecem preservados”, explica Pellizzaro Junior.

A expectativa do SPC Brasil é de que o Cadastro Positivo estimule a concorrência no mercado de instituições de crédito, com mais competidores e ampliando o escopo de informações acessadas na tomada de decisão em financiamentos, empréstimos e compras a prazo. “Um dos motivos das taxas de juros serem altas e de não haver flexibilização dos prazos para pagamentos é a ausência de algumas informações sobre os hábitos de pagamento dos consumidores. Atualmente, o bom pagador é penalizado pelo consumidor inadimplente, fazendo com que os juros sejam elevados para todos, independentemente do seu comportamento financeiro. Com o Cadastro Positivo, o consumidor será analisado pelo histórico de pagamentos, e não apenas pelas restrições pontuais existentes em seu nome, o que é um modelo mais justo”, afirma Pellizzaro Junior.


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