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terça-feira, 18 de julho de 2017

Período de férias exige cuidados redobrados com as crianças



Quedas, intoxicações e queimaduras lideram atendimentos no pronto-socorro


Para que as férias das crianças não virem o pesadelo dos adultos, os pais precisam se atentar a alguns cuidados. Segundo a Dra. Maria Inês Nantes, pediatra do Hospital da Criança, da Rede D’Or São Luiz, os campeões de atendimento no pronto-socorro são as quedas, seguida pelas intoxicações e queimaduras. 

Engana-se quem pensa que a atenção deve estar nos pequenos que vão à praia, piscina ou fazem alguma atividade fora de casa: as residências também oferecem muitos perigos.

A pediatra ressalta que, em qualquer ambiente, a criança de férias precisa de supervisão de uma pessoa que consiga olhar e entender o que pode trazer perigo. “É necessário preparar o ambiente ou a criança para que se evitem os acidentes”, explica. 

Dentro de casa, os perigos podem ser divididos em quatro pontos: 

1.   Janelas e portas: ambas devem estar sempre protegidas e trancadas. No caso das portas, as chaves não devem ficar nas fechaduras, pois as crianças podem acessar escadas e locais externos.
2.   Intoxicação por produtos de limpeza ou medicamentos: os pais devem lembrar sempre que os produtos de limpeza e os medicamentos não devem estar ao alcance das crianças, mas sempre colocados em locais altos, para que elas não tenham acesso, mesmo se empurrem uma cadeira com o objetivo de alcançar o local, por exemplo.
3.   Queimaduras: deve-se tomar cuidado com ferro elétrico, com panelas sobre o fogão – de preferência use sempre as bocas do fundo. O cabo da panela virado para fora do fogão pode ser puxada e o que está quente vir a cair em cima da criança. Os bebês que ficam na cozinha podem se desequilibrar e colocar a mão na porta do forno quente.
As toalhas de mesa podem ser puxadas e derrubarem alimentos quentes. A especialista recomenda que as famílias com crianças pequenas utilizem jogos americanos para mesa. 

4.   Quedas: as crianças podem tropeçar e cair, pois costumam sempre correr e se desequilibram facilmente. A médica explica que o correto é remover os tapetes nesse período. Além disso, evitar que elas subam em sofás, cadeiras e outras superfícies.
Já para as crianças que vão à praia, os cuidados também precisam ser redobrados:

- Cuidados para a criança não se perder: “o ideal é não perder as crianças de vista e não deixa-las andar sozinhas na praia, mesmo que por um minuto”, explica a Dra. Maria Inês. 

Em crianças de dois a nove anos, pode-se optar pela pulseira de identificação, para que seja mais simples posteriormente localizar os pais. 

- Como prevenir afogamentos: em caso de praias, o cuidado mais importante é ir a locais sempre com salva-vidas e atentar-se sempre aos avisos. 

As boias dão uma falsa segurança a quem a está usando, caso opte-se por seu uso, a atenção deva ser redobrada, devido à possibilidade de correntes e ondas que as desloquem para longe. No caso das piscinas, é importante ressaltar que grande parte das crianças afogadas estava sob o cuidado dos pais. “Um mero descuido basta para que ocorra um afogamento”, explica.

- Caso o seu filho goste de bicicleta, skate, patins: ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos que há em quedas é a lesão na cabeça. A maneira mais efetiva de reduzir isto é utilizando capacete. A especialista recomenda ainda que as crianças usem sapatos fechados e tomem cuidado com os cadarços folgados ou soltos. 

Esses esportes devem acontecer em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, longe do fluxo de carros. Caso a criança caia e se esfole, lavar o ferimento com agua corrente e sabão para prevenir infecção local.

Caso a queda leve a uma suspeita de fratura, mobilizar o mínimo possível o local comprometido e leve a criança a uma unidade de pronto-atendimento.




Férias escolares: Pais sentem no bolso a temporada dos filhos em casa



Professor de economia da IBE-FGV dá dicas para driblar os preços altos e curtir com a garotada


As férias chegaram, mas os pais devem ficar atentos com alta dos produtos e serviços mais procurados no período. Entre julho de 2016 e junho de 2017, os preços avançaram 4,78%, ficando acima da inflação acumulada no mesmo intervalo de tempo (3,44%), de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE).

O levantamento mostra que a maioria dos itens ficou mais cara em relação ao ano passado. O milho de pipoca (14,96%), bolo pronto (13,51%) e pão de forma (11,21%) foram os que mais subiram. Entre os serviços, os aumentos foram ainda maiores, como as passagens aéreas (15,44%), teatro (14,85%) e show musical (12,07%).

A dona de casa Aline Silva, mãe do trio Laura, Sara e Sofia, de 12, 10 e 7 anos, respectivamente, estava preocupada. “As crianças esperam ansiosamente por este período em casa. Mas, elas se cansam da rotina, se estressam e começa a desejar os passeios. Tento equilibrar as contas, mas já senti no bolso os gastos maiores”, diz. A secretária Gisele Lima, mãe do pequeno Filipe de Lima Rosa, de 5 anos, concorda. “Com ele em casa dobram as despesas de mercado e os gastos com atividades extras. Afinal, é férias e ele quer passear. Já deu para sentir que os preços deste ano estão mais salgados”, afirma.

Apesar dos aumentos registrados em produtos típicos, as despesas com alimentação avançaram menos que a inflação, subindo, nos últimos 12 meses, 0,63%. Entre os alimentos, a queda de 12,54% registrada nos preços das frutas é a principal contribuição a queda.

Dicas
Para tentar driblar as altas e curtir o período sem abrir mão da economia, há boas alternativas para a família. O professor doutor em economia da IBE-FGV, Paulo Ferreira Barbosa, explica que os aumentos de preços se devem ao maior consumo e redução e oferta.

Ele recomenda o planejamento como melhor forma de fugir dos preços altos. “Planeje com antecedência e defina um orçamento para conseguir os melhores negócios, fazer as escolhas corretas e garantir o passeio da turma toda”, sugere.

Ele também indica a pesquisa de preços como fundamental. “Faça diversos orçamentos e veja os descontos para pagamento à vista. Se tiver que parcelar, prefira a quantidade de parcelas sem juros”. Além disso, as compras antecipadas saem com melhores condições de valores e entradas para espetáculos e parques podem ser encontradas com bons preços em sites e aplicativos. “Procure os cupons de desconto e promoções”.

Fuja da alta temporada”, aconselha ainda. Segundo o professor, viajar para locais que continuam sendo atrativos mesmo em baixa temporada, como o Nordeste em julho, também é uma opção. “As temperaturas continuam agradáveis para os passeios e os preços são menores”, diz.

Por fim, quem não vai sair para viajar pode se divertir com pequenos passeios perto de casa. Veja qual o zoológico ou parque mais próximo e programe piqueniques ao ar livre. “O importante é passar tempo com as crianças e garantir que elas descansem para o segundo semestre”.

“Para a próxima temporada, faça seu planejamento antecipado e boas férias”, finaliza o professor.




Transtorno de identidade de gênero não tratado pode conduzir a tentativa de suicídio



Risco de tentativa de suicídio chega a 50% dos pacientes, o que reforça a importância do diagnóstico correto e tratamento, que deve ser multidisciplinar; especialista da SBEM-PR responde às principais dúvidas no consultório de endocrinologia sobre o tema



  Pessoas que não se identificam com o sexo que nasceram enfrentam grande angústia (Bebel Ritzmann) 


Uma pessoa que não se identifica com o sexo que nasceu enfrenta um processo de grande angústia, ansiedade e frustração, até que receba um acompanhamento adequado. O tratamento do transtorno de identidade de gênero, no sentindo de promover uma melhor aceitação pessoal, pode contribuir para reduzir o risco de suicídio, que chega a 50% dos pacientes.

“A Conduta no Transtorno de Identidade de Gênero” será abordado durante a 11ª edição do EndoSul – Congresso de Endocrinologia e Metabologia da Região Sul. Os especialistas convidados para falar sobre o tema são os endocrinologistas Emerson Cestari Marino (PR) e Elaine Frade Costa (SP), juntos com a psicóloga Fernanda Bonato (PR). Organizado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional Paraná (SBEM-PR), o EndoSul 2017 acontecerá nos dias 4, 5 e 6, na Associação Médica do Paraná.  

A intervenção médica em jovens transexuais é eficiente? Quais os efeitos deletérios da terapia hormonal ao metabolismo? Quais são os riscos de não oferecer ao paciente a possibilidade para fazer a mudança de gênero? O endocrinologista Emerson Cestari Marino, membro da SBEM-PR, respondeu algumas das perguntas frequentes no consultório de endocrinologia.


Como deve ser a conduta no tratamento do transtorno de identidade de gênero?

Dr. Emerson Marino Cestari - O tratamento é multidisciplinar, envolvendo principalmente psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, endocrinologistas, ginecologistas e urologistas, com uma abordagem geral do paciente, desde o aspecto psicológico ao tratamento de comorbidades comuns e tratamento hormonal.


Quais os principais desafios para os profissionais envolvidos?

Dr. Emerson Marino Cestari - Os principais desafios são fazer o diagnóstico correto da situação do indivíduo que busca o atendimento, indicar a terapia e medicamentos corretos, agir na prevenção de complicações, atentar aos efeitos colaterais de medicamentos, auxiliar na aceitação pessoal, identificar quadros psiquiátricos, principalmente depressivos e risco de suicídio.


No consultório como são as etapas de atendimento ao paciente, até que seja possível fazer a cirurgia de redesignação sexual?

Dr. Emerson Marino Cestari - O diagnóstico é feito pelo psiquiatra, passando pela psicoterapia e avaliando a elegibilidade para o tratamento hormonal, após 6 meses de acompanhamento. Quando o indivíduo passa a ser elegível, ele inicia o tratamento hormonal, que deve ser de no mínimo 2 anos, para então poder se submeter a cirurgia de redesignacão sexual.


Porque é importante tratar o paciente com este transtorno? 

Dr. Emerson Marino Cestari - É importante tratar estes indivíduos visando melhor aceitação pessoal e social, assim como prevenir mortalidade e comorbidades, dentre elas as tentativas de suicídio, que chega a 50% dos pacientes.


A terapia hormonal pode ser adotada em indivíduos jovens? 

Dr. Emerson Marino Cestari - As normas de tratamento para maiores de 18 anos são bastante claras para a indicação, porém para menores de idade, em nosso país, é ambígua, devendo ser avaliada caso a caso. Entidades como a Endocrine Society preconizam bloqueio puberal a partir do estadio 2, até o indivíduo completar 16 anos e poder ter seu diagnóstico firmado com certeza, sendo tratado com hormônios sexuais a partir desta idade.


Quais efeitos desse tratamento no metabolismo?

Dr. Emerson Marino Cestari - O tratamento hormonal pode levar a efeitos no metabolismo lipídico, alterações nas concentrações de glóbulos vermelhos, aumento de risco de eventos tromboembólicos e cardiovasculares (Trombose venosa / Infarto do miocárdio/ AVC), alterações no fígado e principalmente na função reprodutiva.

Confira a programação científica do 11ª EndoSul – Congresso de Endocrinologia e Metabologia da Região Sul no site: http://www.endosul2017.com.br/






Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná | SBEM-PR
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