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segunda-feira, 17 de julho de 2017

As 8 fraudes mais cometidas por megaempresários



Especialista em investigação revela “caminho das pedras” para desvendar práticas comuns de grandes devedores que buscam esconder patrimônio e fugir de dívidas


Eles são grandes empresários que devem milhões, algumas vezes até bilhões de reais, mas na hora de pagar as contas, fazem de tudo para esconder seu patrimônio. Com o objetivo de esquivar-se das dívidas, utilizam diferentes “truques”, mas acabam deixando pistas de que cometeram algum tipo de fraude pelo caminho.

Esses grandes devedores criam manobras sutis, difíceis de identificar, que vão desde um divórcio fraudulento à transferência de bens para empresas no exterior, passando pela utilização de laranjas, revela Aldo Moscardini, Diretor Jurídico da Localize, empresa contratada por bancos e financeiras de todo o Brasil para recuperar grandes dívidas não pagas.

Experiente na prática de desvendar fraudes diariamente junto à sua equipe, Moscardini selecionou as oito práticas mais comuns cometidas por fraudadores que escondem patrimônio. Ele alerta, no entanto, que para identificar as fraudes é preciso conhecer a lei no detalhe.

Comete fraude aquele que, após assumir responsabilidade patrimonial (dívida) junto a credores, promove a transferência e sucessão dos seus ativos a terceiros, de modo a esvaziar seu patrimônio. Caso não exista a responsabilidade patrimonial ao tempo da blindagem patrimonial, não há que se falar em fraude, completa.


1. Separação matrimonial ou alteração do regime de bens

É uma das práticas mais comuns utilizadas pelos fraudadores. Com o objetivo de blindar seu patrimônio, os casais se separam e transmitem bens ao cônjuge que não possui dívidas. É muito comum também alterar o regime de bens para o de separação total, deixando os bens em nome do cônjuge não endividado.


2. Doação ou transferência de bens para familiares e empresas do grupo econômico

Fraude típica e comum, a transferência de ativos para familiares e empresas do grupo econômico familiar é realizada para fraudar os credores e dificultar a localização do patrimônio. A Doação com reserva de usufruto também é muito utilizada.


3. Transferência de bens ou cotas sociais a “laranjas”

É a mesma fraude cometida na transferência de bens para familiares e empresas do grupo, porém com um agravante para o credor. Nesses casos, o devedor se utiliza de “laranjas”, pessoas estranhas ao grupo familiar, dificultando a identificação da fraude. Quando o suposto “laranja” alega ter boa-fé, cabe ao credor provar o consilium fraudis, ou seja, a fraude entre o devedor e o laranja. 


4. Criação de holdings patrimoniais para transferência de patrimônio

As chamadas holdings patrimoniais são empresas criadas para administrar bens imóveis de um grupo empresarial ou familiar. Permitas por lei, possuem vantagens tributárias, porém, em muitos casos, são utilizadas para esconder o patrimônio do devedor, que transfere seus bens a ela.


5. Sucessão fraudulenta de cotas/ações

Ocorre quando o devedor transfere suas cotas/ações a terceiros para evitar que suas participações em empresas sejam penhoradas na Justiça. Muito comum é a transferência ou cessão dessas cotas a familiares e empresas do mesmo grupo, evidenciando a fraude.


6. Sucessão operacional de empresas

Geralmente, a sucessão ocorre com a constituição de uma ou mais novas empresas que sucedem as operações da devedora, ficando todo passivo em nome da empresa sucedida. A sucessora assume a operação, trazendo com ela os clientes e os direitos da devedora. Assim, as dívidas e a má reputação continuam com a companhia antiga, e a nova fica com o nome limpo na praça.


7. Alienação fiduciária e hipoteca de bens em fraude à execução

A alienação fiduciária de bens imóveis é uma alternativa utilizada para garantir créditos, em que se utiliza a transmissão da propriedade do bem para fins de garantia. Assim, o devedor (fiduciante), aliena-o ao credor (fiduciário) a título de garantia, ficando o credor com a propriedade deste imóvel. Na hipoteca, não é permitido à transferência de propriedade ao credor, mas é garantido o ônus real sobre o bem (garantia preferencial). Assim, o devedor ciente da possibilidade de perder o imóvel para pagamento da dívida, aliena ou hipoteca o bem para levantar dinheiro e onerar o imóvel, impossibilitando a penhora prioritária por parte do seu credor.


8. Criação de offshore para controle das empresas e remessa de dinheiro ao exterior

A criação de empresas no exterior, as chamadas offshores, é permitida por lei, mas serve também para cometer fraudes em muitos casos. Por ser difícil identificar sócios de empresas sediadas em paraísos fiscais, devedores de má-fé constituem offshores e transmitem a elas o controle das empresas do grupo, ou transferem dinheiro para evitar o pagamento a credores. 





27 DE JULHO | DIA MUNDIAL DE COMBATE AO CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO




HPV amplia risco de câncer de boca e garganta entre jovens

Tumor maligno possui alta associação com a infecção pelo vírus do papiloma humano. Fique atento aos primeiros sinais e aos fatores que influenciam o seu aparecimento precoce


Entre os dez tipos de câncer de maior ocorrência no Brasil, o tumor orofaríngeo – localizado atrás da boca e que inclui a base da língua, céu da boca, amídalas e paredes laterais – é um dos tumores mais incidentes entre os jovens brasileiros de até 40 anos de idade. “E, infelizmente, o HPV possui alta associação com este cenário precoce, em conjunto com outros fatores como o tabagismo e o etilismo”, alerta Dr. Andrey Soares, oncologista do Centro Paulista de Oncologia – Grupo Oncoclínicas.

O número de casos relacionados à infecção pelo vírus vem aumentando em homens e mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a sua transmissão ocorre por meio da prática sexual sem proteção, em especial por intermédio do sexo oral. “O que acontece é que o risco de desenvolver o tumor maligno entre os jovens é muito grande pela liberdade sexual adquirida nos últimos anos”, explica o médico. “Além disso, o vírus atinge de forma massiva a população feminina. Em média, 75% das brasileiras sexualmente ativas terão contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus acontece na faixa dos 25 anos”, acrescenta.


Primeiros sinais

Os primeiros sinais do tumor orofaríngeo podem aparecer por meio de feridas que não cicatrizam na boca nos primeiros 15 dias, além do aparecimento de nódulos no pescoço. O paciente pode se queixar também de dor para mastigar ou engolir. “Estes fatores, ligados ao aparecimento de pequenas verrugas na garganta ou na boca, podem revelar um possível diagnóstico com associação ao HPV. Portanto, é muito importante que seja acompanhado de perto por um especialista”. Outros sintomas podem estar relacionados à rouquidão persistente, manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca e bochecha, bem como lesões na cavidade oral ou nos lábios e dificuldade na fala. 


Atenção aos fatores

Tabagismo: Segundo o oncologista, o câncer de cabeça e pescoço apresenta maior incidência entre os jovens e pouco mais de um terço é causado por maus hábitos. “O principal e o mais importante de ser combatido é o tabagismo”, revela Dr. Andrey. Antigamente, o hábito de fumar era visto com elegância e glamour, sendo incentivado até pelas propagandas que mostravam atores famosos tragando seus cigarros, o que estimulava esse costume entre as pessoas mais jovens. O uso frequente do cigarro também é responsável pelo aparecimento do tumor na cabeça e pescoço. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca eram tabagistas.

Álcool: Houve um tempo em que o cigarro era liberado nos restaurantes e até em sala de aula. Hoje, isso não é mais permitido. Contudo, o uso do tabaco persiste e, na maioria das vezes, vem acompanhando de bebidas alcoólicas. Estimativas apontam que 75% dos casos de câncer de pulmão são decorrentes do uso do tabaco e os fumantes têm cerca de 20 vezes mais risco de desenvolver a doença. O álcool pode agir como um solvente e facilitar a penetração de carcinógenos nos tecidos-alvos. Além disso, aumenta o índice de quebras no material genético e a peroxidação de lipídios e, consequentemente, a produção de radicais livres. Vários estudos epidemiológicos demonstram que o consumo combinado de álcool e fumo constitui o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço.

Infecções Virais: A geração de jovens e adultos com menos de 40 anos preza e valoriza muito a liberdade sexual. Trata-se de um grupo que nasceu após o “boom” do HIV e, apesar de bem informada e consciente dos riscos envolvendo doenças sexualmente transmissíveis, apresenta índices elevados de contágio pelo chamado papilomavírus humano – conhecido como HPV. “Além disso, a hepatite B e C também são fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço, são infecções virais que podem ser transmitidas em relações sexuais não seguras. Vale lembrar sempre da importância do uso de preservativos para a preservação da saúde”, finaliza o médico.




Sobre o CPO
Fundado há mais de três décadas pelos oncologistas clínicos Sergio Simon e Rene Gansl, o Centro Paulista de Oncologia CPO - Grupo Oncoclínicas, oferece cuidado integral e individualizado ao paciente oncológico. Com um corpo clínico com mais de 50 oncologistas e hematologistas e uma capacitada equipe multiprofissional com psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros e reflexologistas. Oferece consultas médicas oncológicas e hematológicas, aplicação ambulatorial de quimioterápicos, imunobiológicos e medicamentos de suporte, assistência multidisciplinar ambulatorial, além de um serviço de apoio telefônico aos pacientes 24 horas por dia e acompanhamento médico durante internações hospitalares.
O CPO possui a acreditação em nível III pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Acreditação Canadense Diamante (Accreditation Canada), do Canadian Council on Health Services Accreditation, o que confere ao serviço os certificados de "excelência em gestão e assistência” e qualifica a instituição no exercício das melhores práticas da medicina de acordo com os padrões internacionais de avaliação. A instituição possui uma parceria internacional com o Dana Farber Institute / Harvard Cancer Center, que garante a possibilidade de intercâmbio de informações entre os especialistas brasileiros e americanos, bem como discussão de casos clínicos. Além disso, ainda, proporciona a educação médica continuada do corpo clínico do CPO, com aulas, intercâmbios e eventos com novidades em estudos e avanços no tratamento da doença. Atualmente o CPO possui duas unidades de atendimento em São Paulo, nos bairros de Higienópolis e Vila Olímpia.

SOBRE O GRUPO ONCOCLÍNICAS
Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 10 estados brasileiros. Atualmente, conta com 44 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.
Seu corpo clínico é composto por mais de 400 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes. O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA. Para obter mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com





Especialista explica como socorrer um pet engasgado




Segundo o médico-veterinário da Petlove, os sintomas mais comuns são tosse, gengiva roxa e desmaio


Curiosos, é muito comum encontrarmos os pets farejando, bisbilhotando por aí e, sobretudo, ingerindo coisas do chão. Por isso, é preciso ficar atento, pois existe a possibilidade desses hábitos fazerem mal à saúde do bichinho, inclusive provocando engasgos.

Para quem é dono de um animal de estimação sabe que o engasgo pode ser um momento de bastante desespero, por isso é preciso conhecer alguns procedimentos de primeiros socorros. “De imediato, você pode utilizar uma lanterna para avaliar o que pode estar entalado no fundo da garganta do animal”, explica o médico veterinário da loja virtual Petlove, Márcio Waldman. “Caso consiga ver o objeto, você pode tentar retirá-lo. Nesse momento, uma pinça pode ajudar, mas é necessário muito cuidado. Um movimento mais brusco pode acabar empurrando ainda mais o objeto para o fundo ou, ainda, machucar a garganta do bichinho”, reitera.

Segundo Waldman, o engasgo pode não ser identificado prontamente, então é importante ficar de olho em alguns sintomas, como: elevar insistentemente a patinha à boca, apresentar a gengiva azulada ou esbranquiçada e, em casos mais graves, até um desmaio pode ocorrer.

E lembre-se: se o engasgo aparentar ser mais profundo, o mais indicado é pedir o apoio de um profissional de imediato.







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