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terça-feira, 21 de março de 2017

Discutir política no trabalho? Só se for com moderação!



Consultora afirma que opiniões contrárias devem ser respeitadas, mas que assuntos polêmicos devem ser tratados com muito cuidado 


Nos últimos anos, o Brasil tem vivido uma intensa crise política, fazendo com que o assunto seja tratado como prioridade nos mais variados ambientes. Mas como tratar desse tema tão polêmico no trabalho? Para Silmara Santos Adad, supervisora do curso de Etiqueta e Comportamento Corporativo do Centro Europeu, o assunto não precisa ser evitado, mas exige muito cuidado. 


“Política se transformou no assunto preferido dos brasileiros nos últimos anos. E é lógico que isso nem sempre é positivo, pois é um tema que mexe com emoções e ideais. Por se tratar de um assunto tão polêmico, ele invadiu o universo corporativo, e é aí que as pessoas precisam ter muito cuidado, não esquecendo que o seu colega, cliente ou chefe pode ter uma opinião diferente da sua”, detalha Silmara. 


Caso o assunto entre em discussão no trabalho, a especialista sugere que ele seja tratado de maneira tranquila, madura e respeitosa, sem deixar de lado o bom diálogo. “O mais importante é saber respeitar a opinião do próximo, sem passar uma imagem extremista. A maturidade se torna ainda mais importante para evitar conflitos. E é sempre bom saber que escutar e saber a hora de parar de discutir são características elegantes e que transparecem autocontrole”, comenta a especialista.


Quando for indagado respeitosamente sobre temas políticos, Silmara sugere que o profissional não fuja do assunto, pois ter opinião sobre os mais variados temas é fundamental para quem busca se destaca no mercado de trabalho. “Por ser o assunto do momento no país, as pessoas têm muita curiosidade em saber o que as outras pensam. Então sempre que questionado, é muito importante emitir uma opinião, sem esquecer de ser claro e sereno”, completa.




Brigas entre os casais pode estar relacionada ao planejamento financeiro



Crise afeta o relacionamento entre parceiros de diversas formas

Em fevereiro foi realizada uma pesquisa afirmando que 40% dos casais brasileiros brigam por causa de dinheiro. Em 2014, o índice atingia cerca de 17% dos casais segundo a mesma fonte. Ao compararmos os dois resultados, evidenciamos o quanto a crise econômica pela qual o país atravessa tem gerado desgastes nos relacionamentos conjugais e familiares.

São vários fatores que fazem com que tantos casais entrem em atrito por conta de questões financeiras. Entre outros, um deles é a falta do dinheiro em si, e o outro é a ideia da possibilidade da falta. Ou seja, o grande drama da escassez.

 As brigas acontecem por conta de situações reais, quando um ou ambos os parceiros estão fora do mercado de trabalho gerando um decréscimo no orçamento familiar e também por conta da possibilidade do que pode vir a ser. Muitas pessoas ouvem notícias a respeito da crise e do desemprego, e entram na sensação de falta como se elas próprias já estivessem fora do mercado de trabalho.

Por conta do medo da falta e do receio de não dar conta de cumprir com as necessidades básicas, as pessoas entram em um estado emocional limitador: “crash”. Nesse caso se tornam reativas, fechadas, irritadas, feridas e ficam incapazes de pensar com clareza. Nessa situação, o indivíduo ao invés de abrir o jogo, dialogar com seu cônjuge, acaba afastando seu parceiro por conta desse comportamento inadequado, através da linguagem agressiva e cheia de carga emocional limitante ou através dos comportamentos (gestos provocativos, falta de paciência, mau humor, pessimismo, etc.).


Outro fator que distancia os casais e os levam a desentendimentos está no deslocamento da atenção para uma única área da vida em detrimento das demais. O medo de ser demitido, por exemplo, faz com que as pessoas passem muitas horas no trabalho e, por consequência, sacrifiquem momentos de lazer, saúde e convívio familiar. Sem descanso e com preocupação em excesso, a criatividade e a produtividade tendem a cair e o stress aumentar. O ciclo se torna vicioso. Um outro problema que também se acentua nessas situações é o efeito de “compensação”. Quando uma pessoa se sente cansada e estressada, com medo da falta, tende a querer compensar esse vazio de algum modo.

 Muitas vezes direciona essa frustração para o excesso de comida, bebida ou compras por impulso. “Eu mereço ter algum prazer já que estou trabalhando tanto, sofrendo tanto, etc.” Depois da impulsividade vem o sentimento de culpa. Por esse motivo e para evitar brigas escondem do parceiro os excessos cometidos. 

Um dos motivos do distanciamento conjugal é o fato que em momentos de crise, um ou ambos ignoram o que é o valor primordial do parceiro. Na hora de colocar no papel as prioridades de compras é importante levar em consideração os valores e gostos individuais. Ou seja, o que é bobagem para um pode ser de grande importância para o outro. É possível chegar ao que realmente importa quando existe diálogo e respeito mútuo.

O ideal seria que os casais pudessem ajustar os valores e comportamentos nesses momentos de dificuldades, encontrando equilíbrio emocional para lidar com os desafios. Criar o hábito do diálogo aberto e franco, de modo que juntos possam encontrar as soluções. O curioso da mesma pesquisa é o fato que 70% dos casais que brigam por conta das questões financeiras planejam o futuro incluindo o parceiro, o que evidencia ainda mais o fato das brigas serem pontuais diante das adversidades. Crises vêm e passam como tudo na vida. O importante é ter sabedoria e bom humor para seguir em frente sem perder o que de fato nos é caro e importante: um sorriso, um abraço, um olhar terno e a certeza de encontrarmos apoio na pessoa que amamos e escolhemos para dividir a caminhada.






Hilda Medeiros – Transformando Realidades. Coach e Terapeuta, realiza atendimento presencial e on-line. Ministra Palestras, Workshops e Treinamentos em todo Brasil - www.hildamedeiros.com.br




Médico e psicoterapeuta falam da Tricotilomania, distúrbio que é mais comum do que se imagina




A Tricotilomania é um distúrbio psíquico cuja principal característica é uma compulsão incontrolável por arrancar os fios de cabelo. Muitas vezes isso acaba levando os pacientes para áreas de calvície.

Na opinião da psicóloga clínica Lizandra Arita, a Tricotilomania aparece frequentemente na adolescência, o que acaba facilitando o tratamento. Há dois tipos da doença: a focada, quando o paciente tem mesmo a intenção de puxar os cabelos para controlar alguma experiência desagradável, isto é, para aliviar o estresse que vivencia no momento; e a automática, onde o paciente faz sem perceber que está fazendo, ou seja, de modo inconsciente.

O transtorno, que já foi considerado raro, hoje é muito comum. Ele é parecido com o transtorno obsessivo-compulsivo e com o transtorno do controle de impulsos, porque há um aumento da tensão antes de puxar o cabelo e alívio da tensão ou gratificação após tê-lo puxado. Suas causas não são tão aparentes. “Não há uma causa específica. O distúrbio pode estar ligado a diversos fatores como situações de estresse, problemas de relacionamento, medos, perdas ou até mesmo depressão. O mal, geralmente, é associado à genética, ou seja, alguém da família com histórico de Transtorno Obsessivo-Compulsivo, tiques ou manias”, comentou Lizandra.

Existem alguns tratamentos para combater a Tricotilomania. A primeira medida é a ingestão de medicamento prescrito por psiquiatra. Além disso, o paciente deve submeter-se à psicoterapia, para que tenha conhecimento da origem do problema. “Em conjunto com a psicoterapia, podemos aplicar outros métodos comportamentais para induzir o autocontrole. Um dos exemplos é a reversão de um hábito, ou seja, criar uma nova ação que substitua o ato de arrancar os cabelos. Além do uso de hipnoterapia, que é muito eficaz para o tratamento”, comentou a terapeuta.

Do ponto de vista físico, após sucessivas trações de uma mesma área do cabelo, a calvície se torna irreversível, principalmente quando o distúrbio psíquico chega à idade adulta. Para estes casos, o médico Thiago Bianco, cirurgião de transplante capilar, indica as restaurações cirúrgicas. “Estes pacientes, após o tratamento psiquiátricos com medicamentos e psicoterapia, devem aguardar dois anos após se verem livres da compulsão”, alertou.

Há duas técnicas de implante capilar: a FUT e a FUE. A FUT (Follicular Unit Transplantation), mais tradicional, consiste na remoção de uma faixa de couro cabeludo, da região da nuca, que contenha os folículos pilosos. Estes folículos são transplantados às áreas de calvície e, na região onde a faixa foi retirada, fica uma cicatriz muito fina, que será coberta pelos fios de cabelo. Já a FUE (Follicular Unit Extraction) é uma técnica conhecida como transplante sem cicatriz. Ao invés de retirar uma faixa de couro cabeludo da região da nuca, o cirurgião extrai as unidades uma por uma, selecionando as melhores. Tais técnicas são realizadas sob anestesia local, em centros cirúrgicos, e o paciente é liberado no mesmo dia. Com tratamento físico adequado e apoio de um profissional de psicoterapia é possível amenizar e até acabar com o transtorno da Tricotilomania.





Lizandra Arita, psicóloga - Graduada em Psicologia pela Universidade Bandeirante de São Paulo, Lizandra Arita tem experiência em Psicologia Clínica e Institucional pelo Hospital Vera Cruz e atua desde 1998 em treinamentos de autodesenvolvimento. Realiza Programação Neuro Linguística, Hipnose e Autohipnose, Rebirthing, Psicodinâmicas, Gerenciamento de Emoções e Conflitos e atua, principalmente, em casos de depressão, ansiedade, processos emocionais ou comportamentais, problemas de relacionamento, fobias, pânico e transtornos obsessivos compulsivos.


Dr. Thiago Bianco, médico expert em transplantes capilares - Considerado um dos pioneiros a realizar a técnica de implante microfolicular guiado por vídeo, Dr. Thiago Bianco especializou-se em cirurgia geral e trauma, além de direcionar sua carreira para área de implante capilar. Membro titular da ISHRS (International Society of Hair Restoration Surgery), atualmente realiza um trabalho pioneiro com as técnicas de FUT (Follicular Unit Transplant) e FUE (Follicular Unit Extraction) para o transplante capilar de barba e de sobrancelha. 






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