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segunda-feira, 13 de março de 2017

Cão a bordo: Mitos e verdades sobre o comportamento dos pets com a chegada do bebê






Renato Zanetti, zootecnista e especialista em bem-estar animal, destaca as ações mais comuns entre os cachorros e dá dicas de como lidar durante o período de adaptação  

Foto: Site Cultura Mix

A chegada de um bebê, sem dúvida, modifica toda a rotina da família. Não apenas com os preparativos, durante o período de espera, mas principalmente após recebê-lo. Afinal, os cuidados e atenção se voltam totalmente para o bebê. Todas essas mudanças podem ser ainda mais delicadas quando há cães em casa.

Muitos tutores ficam preocupados com a reação dos pets com a chegada do bebê, pois todo o ambiente será adaptado e é natural que os animais percebam a alteração na rotina. Assim, temendo um comportamento agressivo dos cães, pois alguns demonstram depressão e ciúmes. Sentimentos que, às vezes, não são tratados da forma correta. Para esclarecer as dúvidas e tornar esse processo mais saudável, o zootecnista e especialista em bem-estar animal, Renato Zanetti, separou alguns mitos e verdades para ajudar os tutores a agirem da melhor maneira durante essa nova fase. Confira:


1. CÃES SENTEM CIÚMES
VERDADE (é um sentimento próximo ao ciúme). ‘Potencial de reter recursos’, este é o nome correto para este sentimento. O cão gosta de determinados objetos ou pessoas e vai fazer tudo para retê-los. O tutor é um recurso que vale a pena.


2. CÃES FICAM AGRESSIVOS COM A CHEGADA DO BEBÊ
MITO.  O cão não ‘se torna’ agressivo porque há um novo integrante na família. Se a chegada do bebê não tiver sido bem planejada, ele pode ficar frustrado, entediado, ansioso, apreensivo com a nova situação, emoções que podem ser confundidas com agressividade.


3. CÃES PODEM CHAMAR A ATENÇÃO COM A CHEGADA DO BEBÊ
VERDADE. Ao perceber que a atenção (que antes era destinada exclusivamente ao cão) está sendo transferida para o bebê, o cão pode tentar resgatar esta atenção. Ele se valerá de comportamentos que realmente dão certo: latir, uivar, pular, etc. Pois, nestas situações, certamente os pais irão interagir com ele.


4. CÃES SABEM QUE A CASA TEM UM NOVO INTEGRANTE
VERDADE. Não adianta disfarçar. Os cães sabem (pelo cheiro, pelos barulhinhos do bebê e pelo comportamento diferente dos pais) que há algo novo no ambiente. O melhor que se tem a fazer é agir de forma natural.


5. CÃES E BEBÊS PODEM SER GRANDES AMIGOS
VERDADE. Não é porque o cão perderá o reinado que ele não terá um bom convívio com o bebê. Ambos podem se tornar excelentes amigos. Há muitos mais relatos de amizade entre cães e filhos do que o oposto.


6. DEVO MOSTRAR O BEBÊ AO CÃO LOGO NO 1º DIA
MITO. Vá com calma. Se for possível, perfeito. Se a situação ainda não estiver sob controle, deixe o cão entender melhor o que está acontecendo. Preocupe-se mais em criar situações positivas para o cão com a presença do bebê, do que colocá-los juntos logo no 1º dia.


7. CACHORRO MIMADO SOFRE MAIS QUANDO PERDE O STATUS DE ‘FILHO ÚNICO’
VERDADE. O cão perdeu o status de preferido da casa. Não porque sua família não tem mais interesse pelo cão. Simplesmente porque os pais precisam dividir o tempo disponível com o bebê, que demanda atenção em tempo integral.


8. POSSO DEIXAR MEU BEBÊ SOZINHO COM MEU CÃO, POIS JÁ SÃO AMIGOS
MITO. Jamais deixe uma criança sem a supervisão de um adulto junto de um cão. O comportamento da criança pode ser imprevisível (puxar o rabo, apertar as orelhas, etc) em situações nas quais seu cão ainda não fora ‘testado’.


9. DEVO ENSINAR MEU CÃO A SER MAIS INDEPENDENTE E A FICAR SOZINHO
VERDADE. Não é sinal de falta de amor ensinar independência ao cão. É torná-lo apto para sua inserção num ambiente humano. Com um bebê em casa, o tempo dos pais estará quase que exclusivo aos cuidados de banho, alimentação, descanso e, ainda, suas atividades domésticas.


10. MOSTRAR ROUPINHAS E OBJETOS DO BEBÊ AJUDA NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO
VERDADE. Excelente atitude! Mostrar o carrinho do bebê, deixar o cão cheirar as roupinhas, permitir que ele tenha acesso aos brinquedos e outros objetos diminuem a curiosidade do cão a estes pertences que passam a ser normais na rotina da casa.


11. PRECISO DESSENSIBILIZAR O CÃO AO TOQUE (ORELHA, RABO, PATAS, ETC)
VERDADE. Quando a criança estiver em fase de engatinhar ou andar, ela tenderá a se apoiar no cão. Ou, mesmo brincando e sem intenção de machucar, ela poderá puxar os pelos do cão. É necessário que ele já esteja acostumado a este tipo de toque.






Renato Zanetti, Fundador da Dog Solution

Pensando no bem-estar e nas necessidades naturais dos cachorros que vivem em centros urbanos, o zootecnista e especialista em bem-estar animal, Renato Zanetti, desenvolveu um local com o conceito de que os animais podem expressar os comportamentos naturais, praticar atividade tanto física, quanto mental, além de promover equilíbrio e bem-estar em um ambiente tranquilo e seguro. A Dog Solution está presente no mercado há 6 anos e é pioneira na aplicação do enriquecimento ambiental para cães em grupo de grandes cidades. Hoje a Dog Solution é referência para novos centros e Renato Zanetti atua ministrando palestras e Workshops sobre bem-estar animal e a idealização do Day Care Ideal.





Atenção: O calor pode queimar as patinhas do seu cão




Especialista da Hercosul Alimentos alerta para os perigos do chão quente e dá dicas de como evitar que o pet se machuque durante os passeios na rua.


As patas dos cães são a base de sustentação para que os bichinhos possam correr e brincar. Essa estrutura é essencial para que o seu pet esteja sempre bem disposto para uma brincadeira divertida e sem hora para acabar. 

Porém, muitas pessoas não sabem que essa região também merece cuidados especiais, pois a almofada plantar, como é conhecida a parte macia debaixo da pata do cão, apesar de parecer forte, é sensível e delicada. É fundamental que os tutores deem todo suporte necessário para que o animal se movimente sem incomodo algum. 

"Os passeios com os cães devem garantir a segurança do animal, pois pedrinhas, plásticos, galhos e cacos de vidro podem machucar, além do piso quente - que provoca sérias queimaduras nos pets. Uma boa dica é sempre limpar e revisar as patinhas depois do passeio, aparando os pelos que ficam entre as almofadinhas”, explica a veterinária da Hercosul Alimentos, Esther Reinheimer. 

Para a especialista, as botinhas ou sapatos podem não ser a melhor opção, afinal de contas, se o animal não estiver acostumado, o passeio pode virar um estresse para o bichinho. Sair nos horários de sol mais baixo, antes das 10 horas pela manhã e após as 16 horas, já ajuda (e muito) na prevenção. 

“Precisamos lembrar sempre que os animais sentem o que nós sentimos, ou seja, medo, tristeza, raiva e dor. O chão quente não apenas vai fazer com que as patinhas ardam, mas também pode provocar ressecamentos e até mesmo bolhas”, alerta.

Outro ponto importante é saber analisar os sentimentos do cão. Se ele para no meio do passeio e se nega a continuar caminhando, não negligencie sua vontade. O animal pode estar com dor e ter dificuldades de seguir o percurso. 

“Se você constatar ferimentos nas patas do seu pet, lembre-se que lavar ainda é a melhor alternativa. Não medique seu cão em hipótese alguma e consulte o veterinário para que o medicamento, se necessário, seja aplicado corretamente. Por vezes, o machucado necessita de hidratantes, desinfetantes ou antibióticos de uso oral de acordo com a gravidade da lesão”, completa Esther.

A veterinária alerta também para a importância de manter as unhas aparadas, visto que unhas grandes também incomodam o pet. Um sintoma de que é hora de cortá-las se dá quando o animal morde ou lambe compulsivamente a região das patinhas, machucando ainda mais a região. 

“Lembre sempre que dar amor e carinho é, especialmente, cuidar da saúde de todo o corpo do seu cãozinho. Com os cuidados essenciais correspondidos, o seu companheiro vai crescer forte, saudável e muito feliz”, conclui.






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