Pesquisar no Blog

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

48% dos consumidores inadimplentes sentem vergonha por terem dívidas, mostra SPC Brasil





Nervosismo, desespero, infelicidade e baixa autoestima estão entre os sentimentos
relatados pelos devedores. 33% estão mais irritados e chegam a brigar com familiares e amigos


O consumidor que fica inadimplente acaba tendo uma série de consequências, como a negativação do nome e restrição ao crédito. No entanto, uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojista (CNDL) mostra que, ao ficarem endividados, os consumidores adquirem um estado emocional negativo e que pode se transformar em mudanças de comportamento, alterando as relações sociais e até causando falta de produtividade no trabalho. Cerca de 48% dos inadimplentes entrevistados afirmam sentir vergonha por terem dívidas.
Outros sentimentos negativos mais relatados são a infelicidade (46%), insegurança e o medo de não conseguirem quitar as pendências (44%), e nervosismo, irritação e desespero (44%). Quando se referem à autoestima, 43% disseram que ela foi afetada devido às dívidas que possuem há mais de três meses. E quanto maior o valor da dívida, maior também o nível de preocupação do inadimplente: 67% dos que devem R$ 5.000 ou mais, têm nível de preocupação alto ou muito alto.
Como efeitos diretos das dívidas e dos sentimentos gerados por elas, 53% relataram alterações de apetite, seja aumento ou perda. Outros 39% afirmaram estar com insônia, e 31% terem medo de atender o telefone.

33% estão mais irritados e fazem agressões verbais a familiares e amigos
De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os efeitos práticos da inadimplência são previstos e esperados por todos. "Quando alguma dívida é contraída e o pagamento atrasado, o consumidor sabe que terá consequências no seu dia a dia e em relação ao seu orçamento", diz. "Porém, é difícil prever o impacto que estas dívidas terão sobre as suas emoções e o que isso ocasionará em seu comportamento", analisa.
Cerca de 33% dos inadimplentes afirmam estarem mais irritados, agredindo verbalmente familiares e/ou amigos. Esse tipo de comportamento é mais frequente à medida que a dívida é mais alta, e também entre as pessoas que têm maior nível de preocupação com a dívida (48%).
Como forma de aliviar a ansiedade, 26% passaram a usar mais os vícios que já possuem, como cigarro, comida e bebidas com álcool - o percentual aumenta para 43% entre os pertencentes às classes sociais A e B.
Outro comportamento mais preocupante é que 18% dos consumidores inadimplentes passaram a ficar nervosos e até já fizeram agressões físicas a familiares e/ou amigos - 22% entre as mulheres e 12% entre os homens.

31% estão mais desatentos e menos produtivos no trabalho
A pesquisa mostra que as dívidas também afetam o ambiente de trabalho: cerca de 31% dos consumidores inadimplentes estão mais desatentos e pouco produtivos em suas atividades profissionais, aumentando para 42% entre os que possuem altos níveis de preocupação. Outros 22% alegaram também perder a paciência com colegas de trabalho.
"A inadimplência pode impactar seriamente a atividade profissional, tanto em termos de desempenho quanto no que diz respeito à capacidade de se relacionar no ambiente de trabalho", diz Kawauti. "Se a situação fugir do controle, a queda na produtividade e a falta de paciência no trato com as pessoas podem colocar o emprego do consumidor em risco".

Quatro em cada dez inadimplentes estão desconfortáveis com suas dívidas
O SPC Brasil também gerou um termômetro de sentimentos para medir o impacto do valor das dívidas que os inadimplentes possuem há mais de três meses. Foi identificado que quatro em cada dez (43%) deles se sentem desconfortáveis pela situação em que estão com suas pendências atrasadas.
Chama atenção o fato de 24% dos inadimplentes afirmarem estarem confortáveis em relação às dívidas, enquanto 33% não apresentam alterações no estado emocional. O indicador médio geral, que corresponde à média das notas obtidas por todos os entrevistados, é de 44%.



Para o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, o termômetro sintetiza a pesquisa, ao mostrar que as preocupações decorrentes das contas em atraso podem trazer danos físicos e psicológicos aos inadimplentes. "Os sentimentos negativos relatados, como perda de sono, irritação, vergonha e baixa autoestima podem comprometer a capacidade de julgamento do consumidor, dificultando ainda mais a saída do processo de endividamento", analisa o educador. "De modo geral, os resultados sugerem que, ao impactar o estado emocional, as dívidas acabam por interferir diretamente na saúde e na qualidade de vida."
O termômetro também mostra que, quanto maior a dívida, maior o desconforto relatado e também que as mulheres se encontram no grupo "levemente desconfortáveis" em relação às dívidas que possuem, com um indicador de 41%, enquanto os homens estão "sem alteração" de sentimentos, com 48%.


SPC Brasil - www.spcbrasil.org.br
Meu Bolso Feliz - www.meubolsofeliz.com.br

Dr. Bactéria alerta sobre os cuidados com crianças com diarreias



                                    

A diarreia pode ser causada por uma variedade de microrganismos diferentes, inclusive bactéria, vírus, e parasitas. Consultar o médico de confiança é fundamental em todos os casos.
Porém, crianças podem às vezes ter uma diarreia sem ter uma infecção, como quando a diarreia for causada por alergia a alimentos ou como resultado da ingestão de medicamentos como antibióticos.
Uma criança devia ser considerada como tendo diarreia quando o movimento de seus intestinos são mais frequentes  que habitualmente e mais soltos e aquosos que o normal.
As crianças com diarreia podem ter sintomas adicionais inclusive náuseas, vômitos, dores de estômago, enxaqueca, ou febre. As crianças que ainda não foram treinadas para utilização do banheiro e estão com diarreia devem ser excluídas do contato com outras crianças não importando a causa.
A diarreia é espalhada de pessoa a pessoa, quando uma pessoa tocar o material fecal de uma pessoa infetada ou um objeto contaminado com este material de uma pessoa infetada, ingerido os microrganismos, normalmente por levar a mão contaminada à boca. A diarreia pode ser também disseminada por alimentos contaminados.
As crianças que ainda usam fraldas apresentam um risco ainda maior de doenças diarreicas.
 Para prevenir que doenças diarreicas se disseminem, por exemplo e também em escolas, creches, devem ser observadas as seguintes pontos:
·        Isolar qualquer criança ou adulto com diarreia até que estes sintomas tenham sumido.

·        Tenha certeza que todas as pessoas em torno da criança estejam bem treinadas no tocante a “lavagem das mãos”.

·        Lave suas mãos depois de usar o banheiro, ajudar uma criança a usar o banheiro, trocar fraldas de uma criança, antes de preparar, servir ou comer alimentos.

·        Tenha cuidados para que as crianças que convivem com outras lavem suas mãos depois de usar o banheiro, depois de ter suas fraldas trocadas (um adulto deve lavar as mãos da criança, principalmente se ela for pequena), e antes de comer lanches ou outros alimentos.

·        Desinfete brinquedos, banheiros, e superfícies de preparação de alimentos diariamente.

·        Use toalhas de papel descartáveis para lavagem das mãos.

·        Notifique os pais das crianças que estiveram em contato com uma criança com diarreia. Os pais devem contatar o pediatra se sua criança desenvolver diarreia.

·        Use trocadores próprios e os desinfete após cada uso.

·        Se possível, a pessoa que prepara e/ou serve os alimentos, não deveria trocar fraldas.

·        Se possível, as crianças devem ser trocadas em um quarto separado do banheiro utilizado por crianças já treinadas e cuidadas por funcionários diferentes.

·        Utilizar calças plásticas para as crianças que utilizarem fraldas com coberturas exteriores impermeáveis que podem conter fezes líquidas e urina

·        Tenha certeza que aquelas crianças sempre vestem roupas sobre as fraldas.


Roberto Martins Figueiredo

Golpe rouba dados sem infectar o computador





Cibercriminosos criam sites falsos de bancos para enganar consumidores

Cibercriminosos estão atacando os provedores de internet brasileiros, mais especificamente alterando os serviços de DNS usados nas conexões, de acordo com Fabio Assolini, analista sênior de malware do Brasil. Uma grande onda de ataques está afetando diversos provedores de internet nacionais com o objetivo de alterar a configuração DNS (Domain Name Server, um computador com uma espécie de banco de dados que relaciona o endereço de um site com o endereço real onde está a página na rede, para poder acessá-la) de roteadores domésticos e assim direcionar as vítimas para sites falsos de bancos.
O golpe começa com a alteração dos serviços DNS diretamente no provedor, onde são criados direcionamentos maliciosos que disseminam scripts mal-intencionados durante a navegação das vítimas. "Os ataques são massivos e atingem muita gente. A vítima passa a visualizar também propagandas on-line em excesso", alerta Assolini.
Sequestro do Google Analytics
O analista recorda um ataque recente feito contra o serviço Google Analytics, um incidente que mostrou a fragilidade dos provedores de internet no país. Cibercriminosos sequestraram o serviço DNS de dois grandes provedores, fazendo com que os anúncios da plataforma de anúncios do Google usada por diversos sites no mundo fossem direcionados para um servidor controlado pelo golpista. Os scripts maliciosos atacavam os roteadores das vítimas e forçavam a mudança na configuração do DNS do dispositivo. Se o roteador doméstico estivesse com a senha padrão do fabricante ou uma senha fraca, o ataque era bem-sucedido e o DNS malicioso era instalado no dispositivo. Com isso, o cibercriminoso passa a controlar toda a navegação do usuário, podendo direcioná-lo para páginas falsas. "Em três horas foram computadas mais de 67 mil vítimas e este ataque durou quase dois dias. Após a alteração no roteador as vítimas passaram a visualizar anúncios online de forma excessiva e elas eram redirecionadas para páginas falsas de bancos", explicou o analista.
No país existe cerca de 8.500 servidores DNS em uso, a maioria pertence a pequenos provedores, sem equipe de segurança dedicada para mantê-los seguros. Mas o ataque também afeta os grandes provedores. O analista calcula que cerca de 20 servidores DNS maliciosos aparecem por mês no país e são ativamente usados em ataques. Tais incidentes fazem com que as vítimas percam a confiança no serviço de DNS provido pelo provedor. Confira, a seguir, as recomendações de Assolini para se proteger.
- Não confie no DNS do seu provedor de internet, dê preferência a outros serviços mais confiáveis como o Google DNS ou o OpenDNS, configurando-os em seu roteador;
- Mantenha seu roteador configurado da maneira correta, com uma senha forte e única e com o firmware sempre atualizado. Para ter uma senha segura, escolha uma palavra e altere algumas letras por números ou símbolos semelhantes (família viraria f@m1l1@ e doméstico viraria dom3st1c0, por exemplo);
- Ao acessar páginas de bancos ou de compras online, verifique a presença do cadeado SSL. Se a página de pagamento ou de login não apresentar esse recurso, pare a operação imediatamente.
Fonte: Revista Amanhã

Posts mais acessados