Mais do que
impulsionar vendas, ações de experimentação permitem identificar dúvidas,
barreiras de compra, preferências e comportamentos do shopper diretamente no
ponto de venda
O consumidor entra no supermercado em busca de uma
bebida. Diante da gôndola, encontra dezenas de rótulos, faixas de preço,
categorias e propostas diferentes. Alguns produtos já são conhecidos; outros
despertam curiosidade pela embalagem ou posicionamento, mas nem sempre chegam
ao carrinho.
É nesse intervalo entre o interesse e a decisão de
compra que a degustação pode ganhar uma função que vai além da promoção:
transformar o ponto de venda em uma fonte de informações sobre o comportamento
do consumidor.
Uma dose, uma conversa e uma explicação sobre o
produto podem mudar a percepção de quem compra. Ao mesmo tempo, permitem que as
marcas entendam, em tempo real, quais atributos despertam interesse e o que
efetivamente influencia a escolha diante da gôndola.
Segundo estudo da NielsenIQ citado pela SuperVarejo
em dezembro de 2025, um em cada três consumidores que participa de uma
degustação compra o produto na mesma visita. A experimentação também pode
contribuir para reduzir barreiras de entrada, estimular categorias e criar uma
conexão direta entre marca e consumidor.
Para a indústria, porém, existe outro ativo por
trás dessa experiência: informação.
A gôndola como laboratório de
comportamento
Dados de sell-out mostram o que foi vendido. A
interação no ponto de venda pode ajudar a compreender por que o consumidor
comprou, ou por que decidiu não comprar.
O consumidor compreende as diferenças entre
categorias? O preço interfere na decisão? Quais sabores surpreendem? Há dúvidas
sobre formas de consumo? O que leva alguém a experimentar uma marca que ainda
não conhece?
Quando essas informações são coletadas e analisadas
de maneira estruturada, promotores deixam de exercer apenas uma função
comercial e passam também a atuar como importantes pontos de escuta do
consumidor.
Na Weber Haus, destilaria gaúcha que chega à quinta
geração da família Weber, as degustações realizadas em supermercados passaram a
integrar essa estratégia de aproximação e entendimento do público.
Em 2026, a empresa tem realizado degustações do
Licor de Doce de Leite em grandes redes de supermercados. Durante essas ações,
a Weber Haus observa cerca de 30% de aumento nas vendas do produto.
Segundo a empresa, a aceitação tem sido muito
positiva, especialmente por se tratar de um produto que ainda desperta
curiosidade. Muitas vezes, é depois de provar que o consumidor compreende
melhor a proposta, conhece o sabor e se sente mais seguro para escolhê-lo.
Mas a análise não se limita à
conversão em vendas.
A empresa também acompanha as reações e percepções
manifestadas durante a experimentação. As interações ajudam a identificar quais
aspectos despertam interesse, quais questionamentos surgem e quais argumentos
funcionam melhor no momento da compra. Esses aprendizados podem contribuir para
as estratégias de comunicação, posicionamento e atuação comercial da marca.
Para Evandro Weber, CEO da Weber Haus, o contato
presencial ajuda a vencer uma barreira especialmente relevante no segmento de
destilados: apresentar ao consumidor atributos que nem sempre são facilmente
percebidos apenas pela embalagem.
“A degustação permite apresentar características
que nem sempre conseguimos comunicar apenas pela embalagem. Quando o consumidor
experimenta, podemos falar sobre sabores, envelhecimento, madeiras e formas de
consumo. Isso aproxima o público da categoria e contribui para a decisão de
compra”, afirma.
Nesse contexto, o resultado de uma degustação deixa
de ser medido apenas pelo número de garrafas vendidas naquele dia. As perguntas
feitas, as hesitações e até os motivos que levam o consumidor a não comprar
podem gerar informações capazes de orientar decisões da indústria e do varejo.
O que acontece diante da gôndola, portanto, pode valer
tanto quanto aquilo que termina dentro do carrinho.
Weber Haus
www.weberhaus.com.br
Instagram: @weberhausoficial
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