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| Revisão de documentos e informações contábeis ajuda empresas a preparar o fechamento fiscal de 2026. Magnific |
Revisão de documentos, créditos, contratos e obrigações pode evitar inconsistências e preparar o caixa para as mudanças tributárias de 2027
Com
a aproximação do fim do ano, empresas precisam revisar as informações fiscais,
contábeis e financeiras que servirão de base para o fechamento de 2026.
Divergências acumuladas ao longo dos meses podem resultar em recolhimentos
incorretos, perda de créditos, retificações e questionamentos dos órgãos de
fiscalização.
A conferência deve abranger notas fiscais, retenções, créditos tributários,
contratos, cadastros e obrigações acessórias. Também é necessário verificar se
os dados registrados pelas áreas fiscal, contábil e financeira correspondem à operação
real da empresa.
O cuidado ganha importância diante do avanço da Reforma Tributária. As
informações encerradas neste ano serão usadas no planejamento de 2027, quando a
Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) entrará em vigor, substituindo o PIS e
a Cofins.
“Quando a revisão começa somente depois da virada do ano, a empresa perde tempo e margem para corrigir processos. O ideal é antecipar o diagnóstico e organizar os documentos enquanto as informações ainda podem ser localizadas com mais facilidade”, afirma Lucas dos Santos, advogado tributarista e fundador da Lucro Ativo.
Cruzamento de dados amplia exposição
A digitalização das obrigações fiscais aumentou a capacidade de cruzamento
de notas, declarações, registros contábeis, movimentações financeiras e
informações trabalhistas. Com isso, diferenças entre faturamento, documentos
emitidos, tributos recolhidos e valores declarados podem ser identificadas com
maior rapidez.
A empresa deve conferir se os dados apresentados na Escrituração Fiscal Digital
(EFD), Escrituração Contábil Digital (ECD), Escrituração Contábil Fiscal (ECF),
EFD-Reinf e DCTFWeb estão conciliados. Embora parte das declarações anuais seja
entregue em 2027, os registros são formados ao longo de 2026.
“Uma
diferença pequena, quando repetida durante vários meses, pode se transformar em
uma inconsistência relevante no fechamento. A conciliação precisa comparar o
documento fiscal, o registro contábil, o pagamento e a informação declarada”,
explica Santos.
Falhas podem comprometer
créditos
A
qualidade dos documentos fiscais também será decisiva no novo sistema
tributário. Estudo da Roit com dados de 295 mil empresas, responsáveis por 6,5%
do Produto Interno Bruto (PIB), estima que falhas cadastrais e erros em notas
de fornecedores podem bloquear R$ 57,4 bilhões em créditos fiscais no primeiro
ano das novas regras.
Por
isso, a revisão deve incluir cadastros, enquadramentos tributários, códigos
fiscais e informações presentes nas notas. Contratos com vigência em 2027
também precisam ser analisados, principalmente nas cláusulas relacionadas a
preços, reajustes, tributos, retenções e responsabilidades das partes.
Parcelamentos,
compensações, créditos pendentes, processos administrativos e benefícios
fiscais completam a lista de pontos que podem afetar provisões e fluxo de
caixa. A análise deve envolver as áreas contábil, fiscal, financeira, jurídica
e comercial.
“O fechamento não serve
apenas para encerrar o ano sem pendências. Ele permite que a empresa comece
2027 com dados confiáveis e clareza sobre seus riscos, créditos e obrigações”, conclui o
tributarista.
meulucroativo.com.br
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