Especialista do Hospital Santa Catarina
- Paulista explica por que os cuidados com
o envelhecimento podem começar aos 50 anos, mesmo
antes do surgimento de limitações
O Dia do Idoso, celebrado em 1º de outubro, pode ser um convite para olhar para o envelhecimento antes mesmo da chegada da velhice. O envelhecimento da população brasileira tem ampliado a discussão sobre qualidade de vida, prevenção de doenças e cuidados de saúde ao longo dos anos. Embora a geriatria ainda seja associada principalmente ao cuidado de pessoas idosas ou com doenças e limitações já instaladas, o acompanhamento pode começar por volta dos 50 anos, com foco na prevenção, na adoção de hábitos saudáveis e na manutenção da autonomia ao longo dos anos.
De acordo com o geriatra Dr. Vinicius Altomani, do Hospital Santa Catarina - Paulista, o especialista em geriatria atua na prevenção e no acompanhamento integral do processo de envelhecimento. “Além de ser o médico do idoso, o geriatra também é o médico que lida com o envelhecer. Geralmente, recomendamos o início do seguimento para a população 50+, no entanto qualquer adulto interessado em envelhecer de forma saudável pode se beneficiar deste suporte”, afirma.
A avaliação geriátrica é ampla e vai além da análise de sintomas
pontuais, uma vez que considera aspectos físicos, emocionais, cognitivos e
sociais do paciente. O especialista explica que a assistência geriátrica inclui
desde medicina preventiva até o controle de doenças prevalentes com o avanço da
idade, assim como a revisão do uso de medicamentos, a fim de garantir o
resultado mais eficaz para cada caso e evitar excessos e tratamentos
desnecessários.
O que fazer a partir dos 50?
Entre os pilares do envelhecimento saudável estão a alimentação
equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção das relações
interpessoais e acompanhamento médico preventivo. Segundo o especialista,
hábitos simples ainda são os mais importantes. “O envelhecimento ativo está
ligado, antes de mais nada, a um estilo de vida. Muitas vezes as pessoas
procuram soluções rápidas, como suplementos vitamínicos, mas têm dificuldade em
manter uma boa alimentação e uma rotina benéfica”, destaca o Dr. Vinicius.
Sinal amarelo: hora de buscar ajuda
No dia a dia, sinais como cansaço frequente, falta de disposição, dificuldade para realizar pequenos esforços, alterações de peso sem causa aparente e sono inadequado podem indicar a necessidade de rever costumes diários e buscar orientação médica. A avaliação periódica individualizada permite a atualização do histórico do paciente, o que contribui para identificar precocemente fatores de risco e prevenir complicações futuras, com estratégias para apoiar a manutenção da saúde e bem-estar.
Além das demências – como, por exemplo, a doença de Alzheimer – e
da fragilidade física, diversas patologias apresentam maior incidência com o
envelhecimento, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, câncer e
Parkinson. “Queixas relacionadas à saúde osteomuscular, dores crônicas,
mobilidade, tonturas e alterações de memória também estão entre as mais
frequentes nos consultórios geriátricos. Outro ponto de atenção é a saúde
mental da população idosa, já que quadros de depressão e ansiedade seguem amplamente
subdiagnosticados”, conclui o especialista do Hospital Santa Catarina -
Paulista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário