Banco Mercantil orienta consumidores sobre os cuidados com aplicativos, senhas e dados pessoais antes de vender, trocar ou descartar o aparelho
A troca do
aparelho celular exige cuidados além da transferência de fotos e contatos. O
dispositivo antigo pode manter informações pessoais e acessos a aplicativos
bancários e contas de e-mail. Por isso, antes de entregá-lo a outra pessoa, é
importante concluir a migração, conferir o funcionamento dos serviços no novo
modelo e apagar os dados armazenados.
Em 4 de setembro
de 2026, o Pix superou 318,1 milhões de transações em um único dia, novo
recorde divulgado pelo Banco Central. O volume mostra a dimensão dos pagamentos
digitais no país e ajuda a explicar por que a proteção do telefone passou a
integrar os cuidados com a vida financeira.
O cuidado também
vale para quem recebe um celular usado de um familiar, orienta Marina
Fernandes, gerente de Experiência do Cliente do Banco Mercantil, instituição
financeira especializada no público 50+. Antes de passar o aparelho adiante, o
antigo dono deve apagar suas informações. Quem o recebe precisa instalar os
aplicativos pelas lojas oficiais e configurar os próprios acessos. Familiares
podem ajudar nessa etapa, mas senhas e códigos de confirmação devem permanecer
sob controle do titular da conta.
“Quando alguém
ajuda a configurar o aparelho, o cliente precisa acompanhar as etapas e saber
quais aplicativos foram instalados. Se receber um pedido inesperado de senha ou
código, deve interromper o processo e procurar o banco pelos canais oficiais”,
afirma a especialista.
Antes de entregar
o aparelho antigo, o consumidor deve conferir se consegue acessar as contas
pelo novo e se o e-mail e o telefone cadastrados para recuperação estão
atualizados. Caso também mude de número, precisa informar as instituições com
as quais mantém relacionamento.
A mudança de
dispositivo também pode ser usada como pretexto para golpes. Mensagens que
prometem liberar o aplicativo, solicitam códigos de confirmação ou direcionam o
cliente a páginas desconhecidas exigem atenção. A orientação é evitar links
recebidos de terceiros e buscar a instituição por um canal oficial que o
consumidor já conhece.
“A troca de
celular pode virar pretexto para contatos falsos que prometem liberar o acesso
à conta. Se alguém pedir um código recebido por mensagem ou orientar a
instalação por um link, o cliente deve interromper a conversa e procurar o
banco diretamente”, alerta Marina.
Depois de
confirmar o acesso no novo celular, é preciso seguir as instruções do
fabricante para apagar o conteúdo do antigo e restaurar as configurações de
fábrica. Chips físicos e cartões de memória devem ser retirados e conferidos
separadamente. Se o equipamento não for reutilizado, pode ser encaminhado a um
ponto de coleta de eletrônicos após a exclusão dos dados.
Banco Mercantil

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