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| PreXion Elite permite direcionar a avaliação tanto para estruturas de pequenas dimensões quanto para áreas mais amplas Divulgação |
Condições odontogênicas podem responder por até 40% dos casos e exemplificam situações que exigem diferentes níveis de detalhamento nos exames
Uma dor de cabeça persistente, pressão no rosto, congestão nasal e secreção podem ter, em alguns casos, uma origem que não está nas vias respiratórias. Alterações dentárias também podem comprometer o seio maxilar e provocar a chamada sinusite odontogênica, quadro que exemplifica um dos desafios do diagnóstico por imagem na odontologia: identificar pequenas alterações nos dentes e, ao mesmo tempo, avaliar áreas mais amplas da face.
Segundo o estudo “Sinusite odontogênica: uma causa antiga, porém subestimada, de sinusite maxilar”, a sinusite odontogênica pode representar de 25% a 40% dos casos. A relação ocorre principalmente pela proximidade entre as raízes dos dentes posteriores superiores e os seios maxilares, o que faz com que alterações de origem dentária possam repercutir nesta região.
“Quando os sintomas são persistentes, unilaterais ou recorrentes, é importante considerar que a origem pode estar em uma estrutura dentária. Além da congestão, secreção, pressão ou dor facial, o paciente pode apresentar redução do olfato e episódios repetidos de piora aguda”, explica Mike Bueno, doutor em Radiologia Odontológica.
A necessidade de avaliar situações clínicas que exigem níveis distintos de detalhamento esteve entre os desafios considerados no desenvolvimento do PreXion Elite, novo tomógrafo odontológico desenvolvido e fabricado no Brasil pela Alliage. Bueno participou do projeto desde as primeiras etapas, contribuindo com a experiência clínica para a definição dos recursos de imagem do equipamento.
Primeiro equipamento odontológico no mundo com a tecnologia Dual Focal Spot (DFS), o PreXion Elite utiliza dois pontos focais distintos de acordo com a modalidade de exame. Na tomografia, trabalha com ponto focal efetivo 0,17 mm e oferece diferentes campos de aquisição, permitindo direcionar a avaliação tanto para estruturas de pequenas dimensões quanto para áreas mais amplas, de acordo com a necessidade clínica.
É justamente essa diferença de escala que aparece em quadros de origem odontogênica. Uma alteração periapical ou um canal adicional pode exigir alto nível de detalhamento, enquanto a avaliação do comprometimento dos seios da face demanda uma área maior de aquisição.
“Nesse
tipo de investigação, precisamos responder perguntas diferentes com a mesma
qualidade de imagem. Uma alteração periapical ou um canal adicional pode exigir
um nível muito alto de detalhe, enquanto a avaliação da sinusopatia demanda uma
área mais ampla, que inclua os seios maxilares, suas vias de drenagem e outras
estruturas que podem estar envolvidas”, explica Bueno.
Tecnologia parte de demandas clínicas
O desenvolvimento do PreXion Elite partiu da necessidade de atender demandas distintas de imagem em uma mesma plataforma. O equipamento integra tomografia computadorizada, panorâmica e cefalometria e incorpora, além do Dual Focal Spot, recursos para correção de movimentos, redução de artefatos metálicos e estabilização do paciente.
“O desafio não era apenas reunir diferentes exames em um mesmo equipamento, mas criar uma plataforma capaz de acompanhar a investigação clínica em diferentes escalas. Em um caso, o profissional precisa enxergar uma estrutura de poucos milímetros; em outro, precisa ampliar o campo para compreender estruturas que podem estar relacionadas ao quadro investigado”, afirma Caetano Biagi, CEO da Alliage.
No caso de condições relacionadas aos seios da face, a análise das estruturas dentárias pode ajudar a identificar alterações que exigem uma avaliação mais detalhada. Entre elas, estão canais adicionais e alterações na região próxima à raiz do dente.
“O
PreXion Elite permite identificar, por exemplo, a presença de um quarto canal
em molar superior, verificar se ele está com entrada calcificada e saber se
possui um forame apical independente ou se converge com o canal principal.
Essas informações podem mudar a abordagem do endodontista, porque ajudam a
localizar uma alteração que pode estar na origem do quadro e orientar o tratamento”,
conclui Bueno.

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