Levantamento alerta para a alta incidência de tumores em estágios avançados entre pacientes de 20 a 29 anos no país; especialistas da Clínica SiM reforçam que o cuidado com as mamas deve contemplar jovens e mulheres na maturidade
Durante o Outubro Rosa, a conscientização sobre o câncer de mama ganha força em todo o país. Por ser o tumor de maior incidência e mortalidade entre as brasileiras, a doença exige atenção em todas as idades, ampliando o foco tradicional nas mais velhas para incluir também as mulheres jovens. A urgência de voltar o olhar para esse público é confirmada pelo relatório Panorama da Atenção ao Câncer de Mama no SUS, elaborado pelo Observatório de Oncologia: sete em cada dez pacientes de 20 a 29 anos (70%) atendidas na rede pública descobrem a doença já nos estágios 3 ou 4, considerados os mais avançados.
O levantamento demonstra que a descoberta precoce cai
drasticamente conforme a idade reduz: na faixa de 30 a 39 anos, o índice de
diagnóstico avançado atinge 62,7%, recuando para 54,6% entre 40 e 49 anos e
chegando a 47,9% na faixa prioritária de rastreamento, dos 50 aos 69 anos. A
dimensão desse desafio nacional é reforçada pelas estimativas do Instituto
Nacional de Câncer (INCA), que aponta o surgimento de 78.610 novos casos por
ano no país para o triênio 2026–2028, representando uma taxa de 71,57
diagnósticos a cada 100 mil mulheres e cerca de 30% de todos os tumores
femininos registrados no Brasil.
A armadilha do diagnóstico tardio na juventude
Como a mamografia de rotina não é indicada para a população abaixo dos 40 anos devido à baixa incidência proporcional da doença e à maior densidade do tecido mamário nessa fase da vida, o tumor nas mulheres mais jovens é quase sempre descoberto a partir do surgimento de sintomas clínicos. A biologia tumoral nessa faixa etária, porém, costuma ser mais agressiva.
De acordo com Desirée Castro Cordeiro, mastologista da Clínica SiM, os tumores identificados em pacientes jovens tendem a apresentar grau celular mais elevado, como os perfis triplo-negativo e HER2 positivo, que possuem velocidade de proliferação acelerada e demandam intervenções terapêuticas imediatas.
"Quando a paciente com menos de 30 ou 40 anos percebe um
nódulo ou alteração, cada semana de espera conta significativamente. O tecido mamário
jovem é denso, o que reduz a precisão da mamografia isolada e exige o uso
complementar da ultrassonografia para a diferenciação rápida entre lesões
císticas benignas e tumores sólidos", destaca.
Desconhecimento e baixa suspeição nos consultórios
Atrasos no diagnóstico em pacientes jovens decorrem também do baixo grau de suspeição médica e do desconhecimento da própria população. O Índice de Conscientização sobre o Câncer de Mama indica que 86% das mulheres desconhecem que a mamografia e a ultrassonografia podem ser realizadas em qualquer idade mediante solicitação médica motivada por sintomas. Como consequência, alterações palpáveis são frequentemente atribuídas a nódulos benignos ou variações do ciclo menstrual.
A ginecologista Milena Lordão Pereira, da Clínica SiM, observa que a falta de hábitos preventivos e o preconceito de que o câncer de mama é exclusivo da terceira idade afastam as jovens dos consultórios, fazendo com que busquem atendimento apenas quando a lesão atinge proporções elevadas.
"A consulta ginecológica periódica deve ser o porto seguro da
mulher desde o início da vida adulta. Ao notar qualquer nódulo persistente,
saída espontânea de líquido pelo mamilo, retração na pele ou gânglios palpáveis
na axila, a paciente precisa passar por uma avaliação minuciosa sem presumir
que a idade a protege de complicações graves", reforça.
Agilidade na
investigação e cuidado continuado
Se na juventude a prioridade é a rápida investigação diante do aparecimento de sintomas, a partir dos 40 anos a regra passa a ser o rastreamento periódico preventivo. A convergência entre o olhar atento às pacientes jovens e o acompanhamento rigoroso das mulheres na maturidade constitui o único caminho para reduzir os índices de mortalidade da doença no país.
Para a identificação precoce em qualquer faixa etária, a mulher
deve estar atenta aos principais sinais de alerta do corpo:
·
Presença de caroço
(nódulo) fixo, endurecido e indolor na mama ou na região da axila
·
Alterações na pele que
recobre a mama, como inchaço, vermelhidão ou aspecto de casca de laranja
·
Mudanças no formato do
mamilo, como afundamento ou retração recente
·
Saída espontânea de
líquido ou sangue pelas papilas mamárias
·
Modificações repentinas
no contorno, tamanho ou assimetria das mamas
A rapidez com que o diagnóstico é
estabelecido altera diretamente o prognóstico do tratamento. Na fase inicial
(estágio 1), quando a lesão é pequena e circunscrita, as probabilidades de cura
chegam a cerca de 90%, permitindo condutas terapêuticas menos invasivas, como cirurgias
conservadoras da mama combinadas com radioterapia e hormonoterapia (bloqueando
os hormônios do corpo para retardar ou interromper o crescimento de
tumores).
Por outro lado, quando o diagnóstico ocorre
nas fases avançadas (estágios 3 e 4), as chances de cura diminuem
consideravelmente e a abordagem médica torna-se bem mais complexa, exigindo
ciclos de quimioterapia prévia, procedimentos cirúrgicos de maior porte (como a
mastectomia, remoção total ou parcial) e radioterapia.
Para viabilizar essa jornada sem entraves
burocráticos ou longas filas de espera, o acesso simplificado a consultas e
exames de imagem torna-se determinante. Estruturas de atendimento privado
popular, como a Clínica SiM, atuam de forma
decisiva nesse cenário, oferecendo consultas com ginecologistas e
mastologistas, além de exames de ultrassonografia e mamografia com prazos ágeis
e valores acessíveis, permitindo que a investigação diagnóstica ocorra no tempo
necessário para salvar vidas.
www.clinicasim.com
telefone 0800 357 6060
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