iGaleria, de Alphaville, orienta colecionadores na escolha, avaliação e formação de acervos e pode aceitar obras de arte aquiridas na galeria como parte do pagamento
Tradicionalmente
associada à cultura, à expressão e ao prazer de colecionar, a arte também vem
sendo observada como uma alternativa de diversificação patrimonial.
Diferentemente de investimentos financeiros convencionais, porém, a aquisição
de obras exige conhecimento sobre artistas, procedência, autenticidade,
relevância histórica, estado de conservação e comportamento do mercado.
Uma reportagem
publicada pela Forbes Brasil destaca que as obras de arte podem integrar um
portfólio de investimentos, mas ressalta que o segmento demanda conhecimento,
planejamento e paciência. Entre as características do mercado estão a baixa
liquidez, a ausência de dividendos e a possibilidade de valorização, ou
desvalorização, conforme a trajetória do artista, a procura por suas obras, a
raridade da peça e outros fatores subjetivos.
É nesse cenário
que o acompanhamento de um curador especializado pode contribuir para reduzir
riscos e tornar a decisão de compra mais criteriosa. Além de apresentar
artistas e obras de acordo com o perfil de cada cliente, a curadoria auxilia na
análise da procedência, da autenticidade, da inserção do artista no mercado, de
seu histórico de exposições e do potencial de consolidação de sua produção.
Para Cláudia
Paronetti, sócia e curadora da iGaleria, de Alphaville, comprar arte deve ser
resultado do encontro entre identificação pessoal, conhecimento e visão de
longo prazo. “Uma obra precisa despertar algum tipo de conexão, porque fará
parte da vida e do ambiente do comprador. Ao mesmo tempo, quando existe o
interesse em formar um patrimônio artístico, é fundamental avaliar a trajetória
do artista, a qualidade da produção, sua presença em exposições e coleções e a
coerência de seu trabalho. A curadoria ajuda a reunir essas duas dimensões: o
prazer de colecionar e uma escolha mais consciente”, afirma.
Segundo a Forbes,
a orientação profissional também pode ajudar na construção de uma coleção e
reduzir riscos relacionados à aquisição de obras falsas. A publicação informa
ainda que galerias permanecem como o canal mais utilizado para compras de arte
entre pessoas de alto patrimônio, justamente por oferecerem acesso a obras selecionadas,
informações sobre procedência e acompanhamento especializado.
Curadoria
vai além da escolha estética
Na prática, o
trabalho de curadoria começa pela compreensão do perfil do comprador. O
especialista considera aspectos como preferências estéticas, objetivos da
coleção, orçamento disponível, espaço no qual a obra será instalada e horizonte
de permanência do investimento.
A partir dessas
informações, é possível selecionar artistas e trabalhos compatíveis com o
projeto de vida do cliente, evitando decisões baseadas apenas em tendências
passageiras ou em promessas de valorização rápida.
“Não existe uma
fórmula capaz de prever com certeza quanto uma obra valerá no futuro. O que
existe é um processo de análise, com critérios técnicos e acompanhamento contínuo
do mercado. Uma boa curadoria não vende uma promessa de lucro imediato. Ela
oferece informação, contexto e segurança para uma decisão patrimonial mais bem
fundamentada”, explica Cláudia.
A especialista
ressalta que a arte deve ser entendida como um ativo de longo prazo e de baixa
liquidez. Por esse motivo, o comprador precisa considerar custos relacionados à
conservação, armazenamento, documentação, seguro e eventual revenda.
Obras
podem ser utilizadas como forma de pagamento
Como parte de sua
atuação no mercado secundário, a iGaleria também aceita obras de arte como
forma de pagamento na aquisição de novas peças, desde que tenham sido
adquiridas na própria iGaleria. Nesses casos, os trabalhos são submetidos a uma
avaliação que considera a conservação e valor praticado no mercado.
Após a análise, a
obra pode ser recebida com seu valor atualizado e utilizada de forma parcial na
negociação de uma nova aquisição. “Essa possibilidade permite que o
colecionador renove ou reorganize seu acervo sem desconsiderar o patrimônio que
já construiu. Avaliamos cada obra individualmente e trabalhamos com valores
atualizados, garantindo o investimento e oferecendo uma alternativa segura para
quem deseja dar continuidade à formação da coleção”, afirma Cláudia. “E significa
também uma garantia adicional para os clientes de nossas peças”, completa.
Informação
e visão de longo prazo
Embora possa
apresentar potencial de valorização, a arte não deve ser tratada como um
investimento convencional nem como garantia de retorno financeiro. A orientação
especializada contribui para que o comprador compreenda as particularidades do
mercado e tome decisões baseadas em critérios artísticos, históricos e
comerciais.
“Colecionar é
construir uma história. Quando existe curadoria, essa história passa a ter mais
coerência, identidade e consistência. O potencial de valorização é importante,
mas a melhor coleção é aquela que combina qualidade artística, significado
pessoal e escolhas responsáveis”, conclui Cláudia Paronetti.
Acervo iGaleria
Alameda Araguaia, 681 – Alphaville Industrial, Barueri, SP
Horários: segunda a sexta, das 9h30 às 18h30; sábados, das 10h às 15h

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