Em 2026, o tema “Lived Experiences Heard: Real
Voices, Real Change” destaca a necessidade de ouvir as experiências vividas
para aprimorar os cuidados em saúde mental
Saber ouvir faz
parte de qualquer cuidado em saúde. Com a saúde mental ganhando visibilidade
nos últimos anos, cresceu também a atenção para a escuta qualificada, que
especialistas apontam como um desafio para pacientes, familiares e
profissionais da área.
O Dia Mundial da
Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, traz em 2026 o tema “Lived
Experiences Heard: Real Voices, Real Change” (“Experiências vividas ouvidas:
vozes reais, mudanças reais”), o que reforça a importância da perspectiva de
quem vive as condições de saúde mental e da escuta como um elemento capaz de
contribuir para mudanças concretas.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas vivem com alguma condição de saúde mental no mundo. Os números ajudam a dimensionar a relevância do tema, mas não traduzem, sozinhos, a diversidade de trajetórias, necessidades, contextos e expectativas que existem com cada diagnóstico.
Não existe
uma única história em saúde mental
Uma mesma condição
pode ser vivenciada de maneiras muito diferentes. Ouvir as experiências
individuais permite compreender melhor como o sofrimento psíquico pode impactar
a rotina, os relacionamentos, o trabalho, a autonomia, a identidade e os
projetos de vida.
Essa escuta também
precisa alcançar as pessoas que acompanham e participam dessa jornada.
Familiares, amigos e cuidadores frequentemente assumem um papel importante na
rede de apoio e, nesse processo, também podem enfrentar desafios que afetam seu
próprio bem-estar.
“Ouvir as
experiências vividas também pode revelar barreiras, necessidades e aspectos da
jornada que nem sempre são plenamente captados pelos dados clínicos. Quando
consideradas em conjunto com o conhecimento científico, essas perspectivas
podem contribuir para uma compreensão mais ampla das necessidades das pessoas e
para a evolução do cuidado em saúde mental”, explica Rafaela Silva, gerente
médica da Lundbeck Brasil, empresa global dedicada exclusivamente à saúde do
cérebro, ouvir as pessoas e compreender as diferentes jornadas relacionadas às
doenças do cérebro faz parte do compromisso de contribuir para avanços que tenham
significado na vida real. A Companhia concentra seus esforços em neurociência,
combinando ciência, inovação e para transformar vidas.
O cuidador
também precisa de escuta
O cuidador também
tem uma história, necessidades e limites que precisam ser reconhecidos. Incluir
essa perspectiva contribui para ampliar o olhar para além do diagnóstico,
considerando as pessoas, suas relações e os diferentes contextos em que o
cuidado acontece.
O desafio é
transformar a escuta em mudança. Isso significa criar espaços nos quais
conhecimento científico, prática clínica e experiência vivida possam se
complementar, contribuindo para o desenvolvimento de serviços, iniciativas e
políticas públicas cada vez mais conectados às necessidades reais das
pessoas.
“Reforçamos neste
mês o convite à escuta: ouvir quem vive uma condição de saúde mental, quem
acompanha, quem cuida e quem participa dessa jornada. Porque todo cérebro tem
uma história. E toda história que merece ser ouvida.”, finaliza a especialista.
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