Pesquisar no Blog

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Doenças nas carótidas acendem alerta para risco silencioso de AVC no Brasil

Freepik

Análises do Ministério da Saúde colocam a doença entre as principais causas de óbito no país, aponta o presidente da SBACV

 

A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) destaca a necessidade da realização da prevenção, diagnóstico precoce e avanço das tecnologias no combate às obstruções arteriais. Somente em 2025, o Brasil registrou mais de 85 mil mortes por acidente vascular cerebral (AVC), de acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. 

Dr. Edwaldo Joviliano, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) também sinaliza que grande parte desses casos está associada a alterações nas artérias carótidas, responsáveis por levar sangue ao cérebro, o que coloca as doenças carotídeas como um dos principais fatores de risco para eventos graves e muitas vezes evitáveis. 

“A doença carotídea é perigosa justamente por evoluir de forma silenciosa. Muitas vezes, o paciente só descobre quando já apresenta sintomas neurológicos ou até mesmo após um AVC”, afirma Edwaldo Joviliano, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). “Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir complicações graves.” 

Além disso, entre as condições mais comuns está a estenose carotídea, caracterizada pelo estreitamento das artérias devido ao acúmulo de placas de gordura. Esse processo pode reduzir o fluxo sanguíneo ou favorecer a formação de coágulos, que podem migrar para o cérebro e provocar um AVC isquêmico, tipo que representa cerca de 80% a 85% dos casos.
 

Fatores de risco e avanços no diagnóstico 

Os fatores de risco são conhecidos, mas seguem altamente prevalentes: hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade e sedentarismo. O envelhecimento da população também contribui para o aumento dos casos, embora os especialistas SBACV alertem para o crescimento da doença em pessoas mais jovens. 

Outro ponto de atenção está na chamada “instabilidade das placas”. Para os médicos da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular nem sempre o grau de obstrução é o único indicador de risco, características da placa, como inflamação e composição, podem aumentar a chance de ruptura e formação de coágulos. Segundo o presidente Joviliano, os avanços tecnológicos têm mudado o cenário do diagnóstico e tratamento. 

“Hoje contamos com exames mais precisos, como o ultrassom Doppler, e com tratamentos menos invasivos, incluindo técnicas endovasculares que permitem uma recuperação mais rápida e segura para o paciente”, explica. 

Apesar disso, a principal barreira ainda é a falta de diagnóstico precoce. Como a doença pode não apresentar sintomas por anos, muitos pacientes só procuram atendimento após sinais de alerta, como perda de força, dificuldade para falar ou episódios transitórios de isquemia cerebral. 

“A mensagem é clara: cuidar da saúde vascular é essencial para prevenir o AVC. Controlar os fatores de risco e realizar acompanhamento médico regular pode fazer toda a diferença”, reforça o presidente da SBACV.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados