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Análises do Ministério da Saúde colocam a doença entre as principais causas de óbito no país, aponta o presidente da SBACV
A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV)
destaca a necessidade da realização da prevenção, diagnóstico precoce e avanço
das tecnologias no combate às obstruções arteriais. Somente em 2025, o Brasil
registrou mais de 85 mil mortes por acidente vascular cerebral (AVC), de acordo
com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
Dr. Edwaldo Joviliano, presidente da Sociedade Brasileira de
Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) também sinaliza que grande parte desses
casos está associada a alterações nas artérias carótidas, responsáveis por
levar sangue ao cérebro, o que coloca as doenças carotídeas como um dos
principais fatores de risco para eventos graves e muitas vezes evitáveis.
“A doença carotídea é perigosa justamente por evoluir de forma
silenciosa. Muitas vezes, o paciente só descobre quando já apresenta sintomas
neurológicos ou até mesmo após um AVC”, afirma Edwaldo Joviliano, presidente da
Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). “Por isso, a
prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir complicações
graves.”
Além disso, entre as condições mais comuns está a estenose
carotídea, caracterizada pelo estreitamento das artérias devido ao acúmulo de
placas de gordura. Esse processo pode reduzir o fluxo sanguíneo ou favorecer a
formação de coágulos, que podem migrar para o cérebro e provocar um AVC
isquêmico, tipo que representa cerca de 80% a 85% dos casos.
Fatores de risco e avanços no diagnóstico
Os fatores de risco são conhecidos, mas seguem altamente
prevalentes: hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade e
sedentarismo. O envelhecimento da população também contribui para o aumento dos
casos, embora os especialistas SBACV alertem para o crescimento da doença em
pessoas mais jovens.
Outro ponto de atenção está na chamada “instabilidade das placas”.
Para os médicos da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular nem
sempre o grau de obstrução é o único indicador de risco, características da
placa, como inflamação e composição, podem aumentar a chance de ruptura e
formação de coágulos. Segundo o presidente Joviliano, os avanços tecnológicos
têm mudado o cenário do diagnóstico e tratamento.
“Hoje contamos com exames mais precisos, como o ultrassom Doppler,
e com tratamentos menos invasivos, incluindo técnicas endovasculares que
permitem uma recuperação mais rápida e segura para o paciente”, explica.
Apesar disso, a principal barreira ainda é a falta de diagnóstico
precoce. Como a doença pode não apresentar sintomas por anos, muitos pacientes
só procuram atendimento após sinais de alerta, como perda de força, dificuldade
para falar ou episódios transitórios de isquemia cerebral.

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