Durante uma
conversa informal e descontraída com amigos, vizinhos, colegas de trabalho ou
parentes, é possível que você já tenha dito ou ouvido a seguinte frase: “Se eu
tivesse aprendido os conceitos básicos de Empreendedorismo e de Educação
Financeira na escola, tudo poderia ser diferente agora”. Estou certa, não
estou?
Digo a você que
essa é uma percepção correta. O ensino dos conceitos de empreendedorismo e de
educação financeira desde a infância, ainda nas salas de aula das escolas, pode
ajudar a desenvolver a criatividade, a inovação e o trabalho
colaborativo.
Ao ensinar como
funciona o empreendedorismo e a mente empreendedora às crianças desde a
Educação Infantil, passando pelo Ensino Fundamental, até chegar ao Ensino
Médio, fazemos com que elas tenham a base e se tornem aptas a resolver as mais
diferentes situações do dia a dia de maneira proativa. Além disso, crescem
tendo a cultura empreendedora enraizada em suas atitudes e as consequências de
terem recebido esses estímulos desde cedo serão vistas e sentidas pela
sociedade quando eles atingirem a idade adulta.
Claro que essa não
é uma tarefa simples. Não se ensina empreendedorismo às crianças com todas elas
sentadas em frente ao professor e à lousa. É preciso realizar atividades
diferentes, dinâmicas que estimulem os estudantes a observar o mundo que os
cerca e pensar em melhorias possíveis para as situações selecionadas. Isso
significa que cabe ao professor colocar em discussão assuntos que tenham
relação com a realidade daquela turma.
Ao perceber quais
são as problemáticas e propor soluções a elas, as crianças começam a perceber
de que maneira podem contribuir com a sociedade, entender o que significa o
sendo de coletividade, exercitar a criatividade e, claro, experimentar a
liderança. Para tornar tudo mais real e palpável, trabalha-se com a proposta de
criação de uma empresa fictícia. Ou seja, os alunos precisam pensar em como
vender seus produtos ou serviços, descobrem como é criar uma empresa, devem
passar pela experiência de criar o nome e um slogan para o negócio, como calcular
o preço, fazer a contabilidade da empresa, inclusive, com o ‘pagamento de
impostos’.
É surpreendente
ver até onde eles podem chegar. As crianças estudam opções e avaliam saídas até
encontrar soluções para fazer os negócios ganharem forma. Ainda, colocam a mão
na massa, preparando os produtos que vão comercializar e sentem, de verdade,
mesmo que em menor escala, quais são as dificuldades que o empreendedorismo
enfrenta no nosso país. Todas as etapas de um projeto como esse, proporcionam
um aprendizado riquíssimo a cada um deles e, muitas vezes, chega a impactar e a
engajar as próprias famílias.
Despertar nas
crianças a curiosidade empreendedora, ensinar que para chegar a um resultado
positivo é necessário comprometimento, iniciativa, criatividade, persistência e
estudo é, sem dúvida, um excelente legado no qual investir. Acredito que, desta
maneira, teremos cidadãos capazes de promover mudanças positivas no
mundo.
Paula
Lotto - especialista em educação e diretora pedagógica da Rede Decisão
– Unidade Colégio Renovação, instituição que tem mais de 35 anos de atuação do
Ensino Infantil ao Ensino Médio com quatro unidades em São Paulo.
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