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quarta-feira, 11 de março de 2020

Março Lilás: Seconci-SP traz orientações para a prevenção do câncer do colo do útero


Vacinação, exames preventivos e educação sexual são as principais formas de precaução



De acordo com a estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer), 16.590 novos casos de câncer do colo do útero são esperados para 2020. Também chamada de câncer cervical, a doença é causada pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV, e, segundo o Ministério da Saúde, 75% das brasileiras sexualmente ativas entrarão em contato com o vírus ao longo da vida.

Atualmente, a doença é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no país. Com dados tão expressivos, a campanha Março Lilás surgiu para conscientizar a população sobre a prevenção e o combate deste tipo de enfermidade.  Segundo o ginecologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), dr. Wilson Kiyoshi Ueda, a prevenção está relacionada com a diminuição do risco de contágio pelo vírus.

“O Ministério da Saúde implementou, no calendário vacinal, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos em duas doses com intervalo de 6 meses”, explica o médico. “Ela protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. Os dois primeiros são responsáveis por 90% das verrugas genitais e os dois últimos por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero”, complementa.

Mesmo com a vacina, é importante que o paciente atente para outras formas de prevenção, como a orientação sexual, preservativos, realização do Papanicolau — para mulheres entre 25 e 64 anos — e exames complementares, como teste de HPV e colposcopia. Ainda assim, alguns fatores favorecem o aparecimento desse tipo de câncer, como o início precoce de vida sexual, tabagismo, múltiplos parceiros, uso prolongado de anticoncepcional e mulheres imunossuprimidas (HIV, transplatadas, e outras doenças imunossupressoras).

Segundo o ginecologista, o câncer de colo do útero, quando não tratado ou com diagnóstico tardio, pode atingir órgãos vizinhos, como bexiga e a porção retal do intestino em nível regional e metástases à distância. “Por isso, são importantes a prevenção e o diagnóstico precoce”, explica.


Sinais e sintomas aparecem a longo prazo

Com desenvolvimento lento, o câncer do colo do útero pode não apresentar sintomas na fase inicial. “Sangramentos durante as relações sexuais ou fora do período menstrual e corrimento escuro com odor podem ser os primeiros sinais do câncer”, explica o ginecologista. “As verrugas podem significar o contágio com o HPV, mas têm baixo potencial de virar câncer”.

 

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