Crianças e
adolescentes aprendem ciência da computação para aplicar futuramente nas mais
diversas profissões
Muitos países de primeiro mundo estão mudando suas leis para que ciência da computação seja
inserida na grade curricular, como matéria obrigatória, das escolas. No Brasil
mais recentemente com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a cultura
digital foi reconhecida como uma competência que deve ser dominada.
Além de desenvolver diversas
competências e habilidades (Soft Skills) ao aluno, como raciocínio
lógico, criatividade, resolução de problemas, pensamento crítico e sistêmico,
foco, concentração, inglês, entre outros, a disciplina é
imprescindível para a formação dos profissionais do futuro. Isso porque pelo
menos 90% das profissões no futuro dependerão de bons conhecimentos em ciência
da computação. Muitos empregos, inclusive, deixarão de existir e serão
substituídos por máquinas. Segundo a consultoria McKinsey, 50% dos atuais
postos de trabalho no Brasil poderiam ser automatizados, ou 53,7 milhões de um
total de 107,3 milhões.
Com mais de 5 mil alunos nas mais de 60
unidades, a SuperGeeks atende crianças entre 05 e 17 anos que fazem
cursos para aprender ciência da computação a partir do desenvolvimento de
games, conhecimento em robótica, realidade virtual e aumentada, inteligência
artificial e também da criação de aplicativos e sistemas web, incluindo
questões de redes de computadores e servidores.
Muitos de seus
alunos já sabem o que pretendem fazer quando forem adultos. Crianças que pretendem
ser engenheiros, biólogos ou programadores de jogos. Meninas que querem
usar todo aprendizado que estão adquirindo na SuperGeeks para aplicar na
carreira policial, acreditando que a programação pode ajudar a criar
aplicativos para combater o crime.
O principal
objetivo da SuperGeeks é preparar crianças para demandas futuras e fazer com
que façam parte de uma massa digital qualificada e preparada. A rede quer
tornar o país um dos maiores criadores de tecnologia do mundo. “Ensinar
programação e robótica desde cedo passa a ser fundamental para o
desenvolvimento do país. A programação está em diferentes áreas do
conhecimento, como na medicina, biologia, segurança e administração”, explica
Marco Giroto, fundador da SuperGeeks.
Segundo dados
publicados pela Foundation for Young Australians (FYA), 60% dos jovens estão
buscando profissões que serão tomadas por robôs dentro de 10 a 15 anos. Ainda
de acordo com o relatório, esses empregos terão robôs em mais de ⅔ das tarefas, o que pode deixar pelo menos 66% desses profissionais
desempregados, caso eles não se renovem.
Estudo da PwC
indica que em países mais desenvolvidos, como Japão, Reino Unido, Alemanha e
Estados Unidos, até um terço dos postos de trabalho podem ser ocupados por
robôs até 2030.
O percentual de vagas vulneráveis vai de 21%
no Japão a 30% no Reino Unido, 35% na Alemanha e 38% nos Estados Unidos. O
efeito sobre o nível de emprego total é muito incerto, já que os robôs também
farão com que novas vagas sejam criadas no setor de tecnologia.

Nenhum comentário:
Postar um comentário