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quarta-feira, 11 de março de 2020

Ciência da Computação será requisito básico para profissões do futuro


Crianças e adolescentes aprendem ciência da computação para aplicar futuramente nas mais diversas profissões

Muitos países de primeiro mundo estão mudando suas leis para que ciência da computação seja inserida na grade curricular, como matéria obrigatória, das escolas. No Brasil mais recentemente com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a cultura digital foi reconhecida como uma competência que deve ser dominada. 

Além de desenvolver diversas competências e habilidades (Soft Skills) ao aluno, como raciocínio lógico, criatividade, resolução de problemas, pensamento crítico e sistêmico, foco, concentração, inglês, entre outros, a disciplina é imprescindível para a formação dos profissionais do futuro. Isso porque pelo menos 90% das profissões no futuro dependerão de bons conhecimentos em ciência da computação. Muitos empregos, inclusive, deixarão de existir e serão substituídos por máquinas. Segundo a consultoria McKinsey, 50% dos atuais postos de trabalho no Brasil poderiam ser automatizados, ou 53,7 milhões de um total de 107,3 milhões.

Com mais de 5 mil alunos nas mais de 60 unidades, a SuperGeeks atende crianças entre 05 e 17 anos que fazem cursos para aprender ciência da computação a partir do desenvolvimento de games, conhecimento em robótica, realidade virtual e aumentada, inteligência artificial e também da criação de aplicativos e sistemas web, incluindo questões de redes de computadores e servidores.

Muitos de seus alunos já sabem o que pretendem fazer quando forem adultos. Crianças que pretendem ser engenheiros, biólogos ou programadores de jogos.  Meninas que querem usar todo aprendizado que estão adquirindo na SuperGeeks para aplicar na carreira policial, acreditando que a programação pode ajudar a criar aplicativos para combater o crime.
    
O principal objetivo da SuperGeeks é preparar crianças para demandas futuras e fazer com que façam parte de uma massa digital qualificada e preparada. A rede quer tornar o país um dos maiores criadores de tecnologia do mundo. “Ensinar programação e robótica desde cedo passa a ser fundamental para o desenvolvimento do país. A programação está em diferentes áreas do conhecimento, como na medicina, biologia, segurança e administração”, explica Marco Giroto, fundador da SuperGeeks.

Segundo dados publicados pela Foundation for Young Australians (FYA), 60% dos jovens estão buscando profissões que serão tomadas por robôs dentro de 10 a 15 anos. Ainda de acordo com o relatório, esses empregos terão robôs em mais de das tarefas, o que pode deixar pelo menos 66% desses profissionais desempregados, caso eles não se renovem.

Estudo da PwC indica que em países mais desenvolvidos, como Japão, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos, até um terço dos postos de trabalho podem ser ocupados por robôs até 2030. 

O percentual de vagas vulneráveis vai de 21% no Japão a 30% no Reino Unido, 35% na Alemanha e 38% nos Estados Unidos. O efeito sobre o nível de emprego total é muito incerto, já que os robôs também farão com que novas vagas sejam criadas no setor de tecnologia.





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