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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

O novo destino preferido da América Latina: 7 motivos que convidam a viajar para a República Tcheca agora

A República Tcheca registrou um aumento de 12,8% no número de visitantes latino-americanos em 2026. Partilhamos alguns dados para compreender o que está por trás deste fenômeno turístico 

A América Latina encontrou o seu novo destino preferido na Europa. Os números oficiais confirmam: durante os primeiros cinco meses de 2026, a chegada de viajantes latino-americanos à República Tcheca cresceu em impressionantes 12,8 % em comparação com 2025, estabelecendo um recorde histórico sem precedentes para o país. 

O que está por trás desta onda de interesse? Para além da beleza das suas cidades e paisagens, a República Tcheca cativa pela sua personalidade única, onde a história medieval se entrelaça com tradições vivas e detalhes fora do comum. Para compreender o magnetismo que hoje cativa a região, partilhamos sete curiosidades de leitura rápida que irão inspirar a sua próxima viagem:

 

1. Tchéquia ou República Tcheca?

Ambos os termos estão corretos. “República Tcheca” é a denominação política oficial, enquanto “Tchéquia” é a versão geográfica simplificada, ideal para o turismo, a cartografia e o âmbito esportivo. Utilize o que preferir na sua próxima aventura!


 

2. Terra de lendas e castelos

É o país com a maior densidade de castelos da Europa. Possui mais de 2.000 unidades entre fortalezas, ruínas medievais e palácios espalhados pelo seu território, transformando qualquer viagem pelas suas regiões num verdadeiro passeio por um conto de fadas.

 

3. Uma cultura encorpada (e com espuma)

Os tchecos têm uma grande cervejeira; são os maiores consumidores per capita da bebida no mundo. De fato, a famosa variedade Pilsner nasceu na cidade de Pilsen. A sua cultura cervejeira é tão rica que foi declarada patrimônio nacional.

 

4. Um recorde monumental em Praga

O icônico Castelo de Praga é considerado o maior complexo palaciano contínuo do mundo pelo Guinness World Records. A sua imponente área equivale a cerca de sete campos de futebol profissional, unindo história e majestosidade.

 

5. O “esporte” de procurar cogumelos

A procura de cogumelos silvestres na floresta é considerada quase um esporte nacional. Durante o outono, milhares de famílias aventuram-se na natureza com cestas de vime, uma tradição bela e relaxante que se transmite de geração em geração.

 

 

6. Janelas repletas de história

Praga popularizou o termo “defenestração”, que significa, literalmente, atirar alguém pela janela. Este curioso método de protesto político ocorreu de forma real e em grande escala em três ocasiões distintas ao longo da sua história medieval e moderna. Contudo, não há registro de uso recente.

 

7. Uma doce ideia que mudou o mundo 

Sabia que o prático cubo de açúcar foi inventado na cidade tcheca de Dačice, em 1843? Antes desta doce inovação de Jakub Kryštof Rad, o açúcar era comercializado em blocos enormes e pesados, que eram extremamente difíceis de cortar em casa.

 


Para mais informação, visite VisitCzechia e nosso blog DestinoTchequia

visitczechia.com

destinotchequia.com

 

Mudanças no WhatsApp reforçam debate sobre quem controlará o comércio agêntico no Brasil, alerta especialista

Especialista afirma que o Brasil controla apenas metade da infraestrutura necessária para a próxima geração do varejo digital e defende que empresas preservem a inteligência do negócio em vez de depender exclusivamente das plataformas

 

As mudanças anunciadas pela Meta para a WhatsApp Business Platform podem representar mais do que um reajuste operacional para empresas que vendem pelo aplicativo. Para especialistas em comportamento do consumidor e transformação digital, elas revelam um movimento estrutural: a disputa pelo controle da decisão de compra está migrando para plataformas de inteligência artificial.

 

Desde 1º de agosto, a Meta passou a cobrar pelo consumo de tokens do seu agente nativo de inteligência artificial utilizado por empresas na plataforma. Além disso, já informou que, a partir de outubro, respostas de atendimento que desde 2024 eram gratuitas passarão a ser tarifadas.

 

Para Paulo Crepaldi, designer de comportamento, especialista em consumo e CEO da ING Marketing & Training, a mudança evidencia uma vulnerabilidade pouco discutida no mercado brasileiro. "O Brasil possui apenas metade da infraestrutura necessária para competir no comércio agêntico. A outra metade é alugada. O Pix é um ativo nacional extraordinário, mas a camada onde milhões de consumidores conversam, são atendidos e passam a tomar decisões de compra pertence a plataformas privadas." Segundo o especialista, o comércio agêntico — modelo em que agentes de inteligência artificial pesquisam, recomendam e executam compras para o consumidor — muda completamente a lógica competitiva do varejo. "Durante muitos anos disputamos atenção. Agora começamos a disputar quem controla a arquitetura da decisão. São coisas diferentes."

 

A lição que vem da China


Crepaldi afirma que essa transformação ficou evidente durante uma viagem à China em 2024, quando percebeu que restaurantes, marketplaces, pagamentos, logística e atendimento já funcionavam dentro de um único fluxo digital. "O que impressiona não é a inteligência artificial em si. É a ausência de atrito. Você conversa, escolhe, paga e recebe sem trocar de ambiente. Quando tudo acontece dentro da mesma arquitetura, o comércio deixa de depender de persuasão e passa a depender de infraestrutura." Na avaliação do especialista, essa integração explica por que empresas chinesas avançaram rapidamente na adoção do comércio baseado em IA. Enquanto no Ocidente a construção desse modelo ainda enfrenta dificuldades. Um exemplo citado por Crepaldi foi a interrupção do Instant Checkout da OpenAI poucos meses após seu lançamento, além de relatos do Walmart de que compras realizadas exclusivamente dentro do chatbot apresentaram conversão inferior às jornadas tradicionais.

 

O consumidor brasileiro já está pronto


Os números indicam que o comportamento do consumidor evoluiu mais rápido do que a estrutura das empresas. Dados do DHL E-Commerce Trends Report 2026 mostram que 82% dos brasileiros que compram em sites internacionais adquiriram produtos de vendedores chineses, enquanto 96% afirmam priorizar conveniência durante a jornada de compra. "Não foram as plataformas chinesas que mudaram o consumidor brasileiro. Elas apenas organizaram, em escala, um comportamento que já existia. O brasileiro já comprava pelo WhatsApp antes mesmo da chegada dos grandes marketplaces asiáticos."

 

O ativo que não pode ser terceirizado


Para Crepaldi, o principal erro das empresas será acreditar que basta adotar inteligência artificial para competir. Segundo ele, canais podem ser alugados, mas inteligência não. "WhatsApp, marketplace, buscadores e agentes de terceiros são infraestrutura. O cérebro do negócio é outra coisa. Ele é formado pelo histórico do cliente, pelas regras comerciais, pelo estoque em tempo real, pelos dados proprietários e pela capacidade de decidir a melhor oferta. Quem terceiriza isso deixa de construir vantagem competitiva."

 

Uma nova métrica para o varejo


Na avaliação do especialista, indicadores tradicionais como CAC, ROAS e ticket médio continuarão relevantes, mas deixarão de explicar sozinhos o desempenho comercial. "Surge uma métrica que quase ninguém acompanha hoje: quantas mensagens uma empresa precisa trocar para concluir uma venda. Cada interação representa atrito. E, quando plataformas passam a cobrar pelo uso da inteligência artificial, o atrito deixa de ser apenas uma questão de experiência. Ele passa a ter custo financeiro." Para Crepaldi, o debate sobre comércio agêntico ainda está excessivamente concentrado em preços e tecnologia. "A discussão correta não é quem terá a melhor inteligência artificial. É quem continuará dono da inteligência do próprio negócio quando a decisão de compra acontecer dentro de plataformas que pertencem a outras empresas."

 

Paulo Crepaldi - CEO da ING MKT &Tranining - Behavior Designer

Nunca é tarde para parar de fumar, alerta geriatra

Especialista da SBGG explica por que abandonar o cigarro preserva autonomia, reduz complicações e melhora a qualidade de vida mesmo após décadas de tabagismo
 

Muitas pessoas acreditam que abandonar o cigarro depois dos 60 anos já não faz diferença. Mas, segundo geriatra da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), esse é um dos principais mitos sobre o tabagismo. 

"Nunca é tarde para parar de fumar. É claro que quanto mais cedo a pessoa abandona o cigarro, maiores são os benefícios. Mas mesmo depois dos 60, 70 ou 80 anos, a interrupção do tabagismo reduz o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), câncer e doenças respiratórias. Diminui também sintomas como tosse e reduz as idas ao pronto-socorro", explica Lucas Gomes de Andrade, médico geriatra e diretor da SBGG. 

Na Geriatria, porém, os benefícios da cessação do tabagismo vão além da prevenção de doenças. O foco também está em preservar a capacidade funcional, ou seja, manter condições de realizar as atividades do dia a dia com autonomia e independência pelo maior tempo possível. 

"Parar de fumar pode melhorar o fôlego, facilitar a prática de atividade física, reduzir infecções respiratórias, favorecer a recuperação após cirurgias e ajudar a pessoa idosa a manter sua independência por mais tempo. Em outras palavras, não é apenas viver mais. É viver melhor."
 

Mais do que prevenir o câncer de pulmão 

Embora o câncer de pulmão seja uma das principais doenças associadas ao tabagismo, os prejuízos do cigarro vão muito além desse diagnóstico. O hábito acelera o envelhecimento do organismo, favorece a perda de massa muscular, aumenta a fragilidade e compromete a capacidade funcional, fatores que interferem diretamente na autonomia e na qualidade de vida. 

"Além de aumentar o risco de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, o cigarro favorece perda de massa muscular, fragilidade e redução da capacidade funcional. Na Geriatria, nosso objetivo não é apenas aumentar a expectativa de vida, mas preservar autonomia e qualidade de vida. E parar de fumar é uma das medidas que mais contribuem para um envelhecimento saudável", reforça Lucas. 

Parar de fumar é a medida mais importante, mas não a única. O cuidado também inclui atividade física regular, alimentação adequada, vacinação, controle de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e, em alguns casos, a avaliação da indicação de rastreamento do câncer de pulmão por meio de tomografia de baixa dose, conforme critérios clínicos.
 

O papel do geriatra 

O acompanhamento da pessoa idosa fumante vai muito além da recomendação para abandonar o cigarro. O trabalho do geriatra é compreender o momento de vida do paciente, identificar fatores que dificultam a cessação do tabagismo e construir um plano individualizado para aumentar as chances de sucesso. 

"A principal estratégia é ajudar o paciente a parar de fumar: acolher as demandas, conversar e entender se ele está no momento de parar de fumar ou a presença de gatilhos como depressão e ansiedade. Educação continuada e apoio à cessação do tabagismo devem fazer parte do acompanhamento longitudinal. Esta medida continua sendo a que mais reduz o risco de câncer de pulmão e de várias outras doenças relacionadas ao tabagismo." 

Recaídas podem acontecer e fazem parte do processo de abandono do cigarro. "O primeiro passo é acolher, sem julgamentos. Muitos idosos fumam há décadas e já tentaram parar diversas vezes e essas tentativas não representam fracasso, fazem parte do processo. O geriatra procura entender o grau de dependência, identificar as dificuldades e construir um plano individualizado. Dependendo da situação, podemos utilizar orientação comportamental, envolver a família e lançar mão de medicamentos que aumentam as chances de sucesso. Também é importante acompanhar o paciente ao longo do tempo. Recaídas podem acontecer, mas isso não significa que a pessoa não conseguirá parar definitivamente," finaliza Lucas.
 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG

 

AMÉRICA DE TIRAR O FÔLEGO: AVENTURAS PARA QUEM BUSCA ADRENALINA NOS ESTADOS UNIDOS

Hells Canyon, Idaho. Crédito: Raft Idaho

De marcos mundialmente famosos e ilhas remotas a trilhas espetaculares, rotas cênicas de ciclismo, caminhadas à beira de penhascos e experiências imersivas na natureza, são muitas as formas pelas quais os viajantes podem se conectar com os ambientes naturais em todo o território americano. Como parte da etapa final de uma série de cinco capítulos em celebração aos 250 anos dos Estados Unidos, o Brand USA divulga uma coleção de 50 experiências ao ar livre que destacam as paisagens, maravilhas naturais e o espírito de exploração do país. 

“Quando se trata de atividades ao ar livre e experiências de exploração, existem poucos lugares no planeta que se comparam à variedade, qualidade e grandiosidade encontradas nos Estados Unidos”, afirmou Fred Dixon, presidente e CEO da Brand USA. “À medida que os viajantes buscam cada vez mais experiências conectadas à natureza, à descoberta e a conexões pessoais, convidamos visitantes do mundo todo a desfrutar das infinitas oportunidades de exploração existentes em cada região do país.”

 

Caminhe pela “milha mais difícil” em Mahoosuc Notch – Maine

Amplamente reconhecido como a “milha mais difícil” da Trilha dos Apalaches, este trecho acidentado desafia os caminhantes com um emaranhado caótico de enormes blocos de pedra, passagens estreitas semelhantes a cavernas e temperaturas significativamente mais baixas que mantêm o gelo entre as rochas até mesmo durante o verão.

 

Exploração de cavernas na região TAG – Tennessee, Alabama e Geórgia

As áreas calcárias de Tennessee, Alabama e Geórgia estão entre os principais destinos de cavernismo do mundo, com rios subterrâneos, cachoeiras internas e complexos poços verticais. As opções vão desde visitas guiadas para iniciantes até expedições altamente técnicas. Um destaque para espeleólogos experientes é a Caverna Ellison, que abriga o poço vertical mais profundo dos Estados Unidos, com 179 metros (586 pés).

 

A maior tirolesa dos EUA no WildSide Zipline – Pigeon Forge, Tennessee

Inaugurada em 2025, a atração MegaZip conta com um cabo de 1.759 metros (5.771 pés), uma descida vertical de aproximadamente 305 metros (1.000 pés) e velocidades de até 88 km/h (55 mph). É a maior tirolesa da América do Norte. Quatro linhas paralelas permitem que grupos promovam corridas em meio ao cenário das Montanhas Smoky.

 

OZ Trails Bike Park – Bella Vista, Arkansas

Com inauguração em junho de 2026, este parque de mountain bike com teleférico oferece cerca de 32 quilômetros de trilhas de gravidade nos Montes Ozark, desde percursos para iniciantes até descidas de nível avançado. A estrutura inclui teleférico de alta velocidade, área de alimentação, serviços para bicicletas e espaços de convivência.

 

Maah Daah Hey Trail – Dakota do Norte

Esta trilha remota de aproximadamente 241 quilômetros (150 milhas) atravessa as Badlands do oeste da Dakota do Norte, conectando formações isoladas, planaltos gramados e cânions erodidos por séculos de ação do vento. Em 2026, será oficialmente integrada ao sistema expandido da Theodore Roosevelt Trail.

 

Telluride Via Ferrata – Telluride, Colorado

Um percurso entre 3 e 5 quilômetros por uma via ferrata equipada com cabos, escadas e grampos metálicos percorre penhascos expostos a cerca de 150 a 180 metros acima do vale. A travessia, que dura entre quatro e cinco horas, proporciona vistas impressionantes das Bridal Veil Falls e das montanhas San Juan.

 

Rafting em corredeiras no Hells Canyon – Idaho

Passeios de barco a jato e rafting levam os visitantes pelo Hells Canyon, o desfiladeiro fluvial mais profundo da América do Norte — mais profundo, em seu ponto máximo, do que o Grand Canyon. O estado oferece a maior concentração de rios para rafting em corredeiras dos Estados Unidos continentais, com opções para famílias e expedições avançadas de vários dias.

 

Redwood Sky Walk – Eureka, Califórnia

Localizada dentro do zoológico Sequoia Park Zoo, esta passarela elevada de quase 400 metros percorre sequoias costeiras centenárias a mais de 30 metros de altura. Considerada a mais longa passarela suspensa do oeste dos Estados Unidos, grande parte da atração é acessível para pessoas com deficiência.

 

Glacier Central – Regiões de Anchorage, Seward e Chugach/Matanuska, Alasca

Pense nesta região como um centro completo de aventuras glaciais. Helicópteros levam os visitantes a campos de gelo remotos, permitindo pousos em geleiras dentro de áreas como o Parque Estadual Chugach. Os viajantes podem caminhar sobre gelo milenar, explorar fendas e formações azuladas e participar de atividades como trenós puxados por cães, snowmobile e escalada no gelo no Glaciar Matanuska.

 

Jet Ski em formato de carro esportivo – St. Croix, Ilhas Virgens Americanas

O que parece um carro esportivo deslizando sobre o mar é, na verdade, um jet ski com assentos lado a lado e design automotivo. Trata-se de uma experiência única para passeios pelas águas tranquilas próximas a Frederiksted.

  



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5 dicas para supermercados que querem implementar farmácias dentro das lojas

Separar operações, gerir medicamentos, integrar sistemas com governança, proteger dados e planejar a operação são pilares para o sucesso, segundo especialista da TOTVS 

 

A autorização para a instalação de farmácias dentro da área de vendas dos supermercados abre uma nova oportunidade de negócios para o varejo alimentar. No entanto, embora compartilhem o mesmo espaço físico, supermercado e farmácia precisam operar de forma independente, com processos, controles e exigências regulatórias próprias. Diante desse cenário, João Giacomassi, Diretor de Produtos para Supermercados da TOTVS, reúne cinco dicas para ajudar varejistas a estruturar esse novo modelo de operação com eficiência, conformidade e segurança.

 

1. Trate a farmácia como uma operação independente

Apesar da integração física, a farmácia precisa contar com processos, controles e responsabilidades próprias. A legislação exige um ambiente delimitado, exclusivo e preparado para atender às normas sanitárias do segmento farmacêutico.

 

2. Estruture uma gestão específica para medicamentos

Medicamentos exigem controle por lote e validade, rastreabilidade, armazenamento adequado e regras próprias de dispensação. Práticas comuns ao varejo alimentar, como centralização de compras, reposição automática, definição de preços e promoções, não podem ser simplesmente replicadas na farmácia. O sistema precisa reconhecer as particularidades dessa operação e criar controles específicos.

 

3. Integre as operações sem abrir mão da governança

A tecnologia deve conectar informações financeiras e administrativas, preservando a segregação dos dados relacionados à dispensação de medicamentos e demais informações sensíveis. A oportunidade não está em misturar todos os dados, mas em utilizar a tecnologia para estabelecer uma governança segura. O sistema deve ajudar a definir o que pode ser integrado e quais informações precisam permanecer protegidas ou segregadas", destaca o executivo.

 

4. Proteja os dados dos consumidores

A integração entre supermercado e farmácia também exige atenção especial à gestão dos dados dos clientes. Informações relacionadas à compra de medicamentos podem revelar aspectos da saúde do consumidor e, por isso, demandam um nível de proteção e governança superior ao de outras categorias de produtos. 

Por isso, programas de fidelidade, aplicativos, marketplaces e demais canais digitais devem ser estruturados com regras claras de acesso, compartilhamento e utilização dessas informações. Além de garantir conformidade com a legislação, uma governança adequada reduz riscos, fortalece a segurança dos dados e aumenta a confiança dos consumidores na operação.

 

5. Planeje toda a operação antes da inauguração

O sucesso da farmácia começa muito antes da abertura das portas. Além da definição do espaço físico, é essencial estruturar processos, escolher os sistemas que darão suporte à operação, definir os fluxos de informação e estabelecer controles capazes de garantir conformidade e eficiência desde o primeiro dia. A farmácia deve nascer integrada à estratégia do grupo, mas preparada para atender às exigências específicas do setor, garantindo uma operação segura, eficiente e escalável desde o início. 

“O desafio é oferecer uma experiência integrada ao consumidor sem comprometer a gestão da operação farmacêutica. Embora, para o cliente, a jornada seja única, nos bastidores supermercado e farmácia possuem processos, exigências e controles distintos. O varejista precisa garantir que toda a operação respeite as regras específicas do segmento farmacêutico, desde a entrada dos medicamentos no estoque até a dispensação e o atendimento ao consumidor”, alerta Giacomassi.

 

TOTVS
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Sua empresa apoia a parentalidade? Veja sinais que vão além da licença

Para quase 70% dos pais brasileiros, licença paternidade estendida influencia decisão de permanecer ou sair de uma empresa. Gestor explica como a cultura organizacional influencia na possibilidade de exercer a parentalidade sem medo de prejuízos na carreira 

 

A recente aprovação da ampliação da licença-paternidade no Brasil representa um avanço importante para a participação dos pais nas primeiras semanas de vida dos filhos e para a promoção de relações familiares mais equilibradas. A nova legislação, que entra em vigor em 2027, amplia gradualmente o período de afastamento dos pais para 20 dias, até 2029. Mas, embora a mudança seja celebrada como um marco, a forma como líderes e empresas enxergam a parentalidade é decisiva para que esse direito seja utilizado plenamente.

O tema tem ganhado cada vez mais relevância para o engajamento de talentos. A pesquisa Radar da Parentalidade, realizada pela consultoria Filhos no Currículo, em parceria com o Talenses Group, por exemplo, revelou que 69% dos pais brasileiros consideram a licença-paternidade estendida um fator importante na decisão de permanecer ou deixar uma empresa. Ao mesmo tempo, um levantamento feito pelo Infojobs mostrou que, no Brasil, 76% dos pais sentem culpa por dar prioridade ao trabalho.

Para Rennan Vilar, diretor de Pessoas e Cultura do Grupo TODOS Internacional, esse cenário evidencia que a parentalidade ainda é tratada, em muitas organizações, como uma questão individual, quando deveria fazer parte da cultura da empresa. "Ampliar a licença é um passo importante, mas ela, sozinha, não transforma a experiência das famílias. O verdadeiro diferencial está em construir ambientes onde pais e mães sintam que podem exercer esse direito sem medo de serem julgados, perderem oportunidades ou terem sua dedicação colocada em dúvida", afirma.

 

Cultura organizacional precisa se preocupar de verdade

Na avaliação de Rennan Vilar, uma empresa que realmente apoia a parentalidade vai muito além dos direitos previstos em lei. "Não adianta oferecer uma licença ampliada se, na volta, o profissional sente que precisa compensar o tempo em que esteve ausente, justificar suas prioridades familiares ou provar que continua comprometido. O apoio à parentalidade é percebido no cotidiano, nas decisões da liderança e na forma como a organização enxerga o cuidado", explica.

Esse apoio, segundo o executivo, beneficia pais e mães, mas também toda a organização. "Quando as pessoas conseguem conciliar trabalho e vida familiar com segurança, elas tendem a desenvolver relações de maior confiança com a empresa, apresentam mais engajamento e permanecem por mais tempo na organização. Não é apenas uma pauta de bem-estar, é uma estratégia de retenção de talentos".

 

10 sinais de que a empresa realmente apoia a parentalidade

Segundo Rennan Vilar, alguns comportamentos ajudam a identificar quando o discurso sobre parentalidade se traduz em práticas concretas.

 

1) A licença é respeitada integralmente: o profissional consegue usufruir do período de afastamento sem ser acionado constantemente para resolver demandas de trabalho. 

2) A liderança incentiva o uso da licença: gestores deixam claro que utilizar a licença não será interpretado como falta de comprometimento ou menor dedicação à carreira. 

3) Pais e mães recebem tratamento equilibrado: a responsabilidade pelo cuidado não recai apenas sobre as mulheres, e homens também são incentivados a exercer plenamente a parentalidade. 

4) O retorno é planejado: a empresa organiza a reintegração do colaborador, atualizando informações, redistribuindo prioridades e facilitando sua adaptação à rotina. 

5) Não há prejuízo nas oportunidades de crescimento: promoções, projetos estratégicos e avaliações de desempenho continuam baseados em entrega, e não no fato de o profissional ter usufruído da licença. 

6) Existe flexibilidade para situações familiares importantes: consultas médicas, reuniões escolares e imprevistos relacionados aos filhos são tratados com naturalidade e planejamento, e não como demonstrações de desinteresse pelo trabalho. 

7) O trabalho é organizado para que ninguém precise compensar a licença: a equipe se prepara para a ausência temporária do profissional, evitando que ele retorne com uma sobrecarga de tarefas acumuladas ou sinta a obrigação de "pagar" pelo período afastado. 

8) A liderança dá o exemplo: gestores também exercem sua parentalidade, utilizam os benefícios disponíveis e demonstram, na prática, que cuidar da família faz parte da vida profissional saudável. 

9) O desempenho é medido pelos resultados, e não pela disponibilidade constante: a empresa valoriza entregas e impacto, evitando criar uma cultura em que estar sempre presente seja sinônimo de comprometimento. 

10) O cuidado faz parte da cultura, e não apenas das políticas: o respeito à parentalidade aparece nas decisões do dia a dia, na comunicação interna e na forma como as lideranças tratam o tema, demonstrando que o apoio às famílias vai além do cumprimento da legislação. 

Na avaliação de Rennan Vilar, organizações que valorizam a parentalidade tendem a construir ambientes mais saudáveis e preparados para os desafios atuais do mercado. "Estamos vivendo uma transformação importante na forma como as pessoas escolhem onde querem trabalhar. Salário e benefícios continuam sendo relevantes, mas cada vez mais profissionais avaliam se a empresa respeita seus diferentes momentos de vida. A parentalidade é um deles. Quando esse cuidado faz parte da cultura, todos ganham: as famílias, as lideranças e a própria organização", conclui.

 

“Faxina digital” no fim das férias: 82% dos brasileiros apagam dados do celular, mas só 29% alteram senhas

Nova pesquisa da Kaspersky revela que a maioria dos usuários ignora a segurança digital básica e expõe seus dados 

 

No fim das férias, o acúmulo de fotos, vídeos e arquivos de viagem dispara o alerta de memória cheia no celular. Segundo nova pesquisa da Kaspersky, 82% dos brasileiros fazem "faxina" no smartphone para apagar arquivos e histórico. No entanto, quando o assunto é proteção de acesso, apenas 29% alteram suas senhas com frequência. O levantamento mostra que a preocupação em fazer o aparelho rodar mais rápido supera os cuidados com a proteção de dados pessoais e bancários. Para unir a liberação de memória à proteção de dados no dia a dia, veja quatro hábitos fundamentais de higiene digital. 

Os dados mostram que o usuário brasileiro encara a faxina digital apenas como uma manutenção estritamente prática para fazer o celular rodar mais rápido, deixando de lado os cuidados que realmente protegem a vida virtual. As pessoas passam, em média, de 4 a 6 horas por dia em frente às telas, o equivalente a cerca de 70 dias por ano. Toda essa navegação deixa pegadas, e, aos poucos, aplicativos esquecidos, fotos repetidas e arquivos inúteis vão se acumulando, pesando na memória e reduzindo o desempenho do aparelho. 

Ao analisar o que o brasileiro mais limpa no celular, a pesquisa mapeou comportamentos bastante distintos. A grande maioria, representada por 86% dos entrevistados, mantém o sistema operacional e os aplicativos atualizados, o que é excelente para evitar vulnerabilidades. Além disso, 84% costumam desinstalar apps que não usam e 73% organizam pastas de arquivos e e-mails, uma prática comum de quem precisa esvaziar a memória depois de uma viagem. Em relação à vida financeira e cadastros online, 64% afirmam excluir contas antigas em sites esquecidos e remover dados de cartão de crédito salvos, reduzindo o impacto em caso de vazamento. 

Por outro lado, o estudo acende um alerta vermelho quando o assunto é prevenção de perdas e privacidade. Apenas 33% dos brasileiros fazem backups de forma regular e, mesmo entre os 63% que dizem transferir fotos e arquivos para a nuvem ou para HDs externos de vez em quando, poucos seguem a regra de manter cópias em locais independentes. O cenário é ainda mais preocupante no controle de dados: apenas 21% dos entrevistados têm o hábito de revisar as permissões de privacidade dos aplicativos instalados. 

Os dados revelam que a prioridade da maioria das pessoas está no desempenho do aparelho, enquanto as medidas de segurança acabam ignoradas. Só que, em um dispositivo cheio de dados bancários, fotos pessoais e mensagens de trabalho, negligenciar a proteção digital abre brechas para golpes, roubo de identidade e vazamento de informações. 

É comum associar uma limpeza digital apenas à exclusão de arquivos ou aplicativos que ocupam espaço no celular. Mas a organização do dispositivo também deveria incluir uma revisão do que permanece acessível: contas antigas, permissões concedidas a aplicativos, senhas reutilizadas e dados financeiros salvos. Quanto mais informações deixamos espalhadas e sem revisão, maior é a superfície que pode ser explorada em caso de fraude ou invasão. Incorporar esses cuidados à rotina ajuda a reduzir riscos antes que eles se transformem em um incidente de segurança”, afirma Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky. 

A Kaspersky enfatiza que é fundamental não esquecer aquelas práticas que, embora não gerem resultados instantâneos, podem proteger os dados e o dinheiro dos usuários a longo prazo. Para isso, a empresa de cibersegurança recomenda:

  • Automatize a limpeza de dispositivos com ferramentas especializadas. Usar soluções que ajudam a identificar e remover arquivos duplicados, arquivos grandes, aplicativos não utilizados e outros itens desnecessários ajuda a reduzir a bagunça digital e manter os dispositivos funcionando de forma mais estável.
  • Mantenha os aplicativos e softwares sempre atualizados. Verificar e instalar atualizações regularmente ajuda a corrigir vulnerabilidades, melhorar o desempenho e reduzir o risco de cibercriminosos explorarem falhas conhecidas em sistemas ou aplicações desatualizadas.
  • Configure backups automáticos. Backups regulares ajudam a proteger informações importantes contra perda, falhas de dispositivos ou incidentes de segurança. Com o Kaspersky Premium, os usuários podem fazer backup e restaurar informações em dispositivos Windows, salvando os dados em drives removíveis ou na nuvem em formato criptografado.
  • Revise contas antigas, métodos de pagamento salvos e senhas. Contas que não são mais usadas podem se tornar pontos de entrada para cibercriminosos, especialmente se reutilizarem senhas. Para reduzir esse risco, é uma boa ideia excluir serviços desnecessários, eliminar métodos de pagamento salvos e usar um gerenciador de senhas que armazene credenciais e dados financeiros em um cofre seguro. Geradores de senhas também podem ser usados para criar chaves fortes, únicas e difíceis de adivinhar.


Kaspersky
Mais informações no site.


 

Rota Vicentina revela as paisagens mais deslumbrantes do Alentejo



Entre falésias, praias selvagens, vilas históricas e natureza preservada, o percurso convida viajantes a descobrir o lado mais autêntico da região 

 

No Alentejo, a Rota Vicentina transforma a caminhada em uma experiência de conexão com a natureza, a cultura e as tradições locais, conduzindo os viajantes por praias selvagens, falésias imponentes, campos floridos, pequenas aldeias e vilas cheias de história. Esta grande rota é constituída por dois percursos principais e oito circulares e surpreende os caminhantes pela diversidade de cenários magníficos. Uma forma única de conhecer o Alentejo, desacelerando e descobrindo paisagens que só podem ser apreciadas caminhando.

Com cerca de 400 quilômetros de trilhas sinalizadas, a Rota Vicentina percorre grande parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, revelando alguns dos cenários mais espetaculares de Portugal. O percurso pode ser explorado em diferentes ritmos e níveis de dificuldade e cada etapa não tem mais de 25 quilômetros, ideal para ser realizada em apenas um dia, permitindo que cada viajante escolha as etapas que melhor combinam com seu tempo e preparo físico.

A aventura começa em Santiago do Cacém, onde o patrimônio histórico se mistura à natureza. O castelo medieval, as ruas históricas e as vistas panorâmicas marcam o ponto de partida do Caminho Histórico, percurso que atravessa o interior alentejano por antigas rotas utilizadas durante séculos. A partir dali o caminho segue por campos agrícolas, montados de sobreiros, pequenas aldeias e paisagens rurais que revelam a essência do Alentejo.

Um dos trechos mais emblemáticos da Rota Vicentina passa por Porto Covo, charmosa vila costeira conhecida pelas casas brancas, ruas de pedra e atmosfera tranquila. É também dali que começa o famoso Trilho dos Pescadores, considerado um dos percursos costeiros mais bonitos da Europa. O caminho acompanha o topo das falésias, proporcionando vistas panorâmicas do Oceano Atlântico. Ao longo do percurso, é comum observar aves marinhas e um pôr do sol inesquecível.

Outro destaque da rota é Vila Nova de Milfontes. A combinação entre praias de mar aberto e águas mais tranquilas torna o destino perfeito para uma pausa durante a caminhada. Além das paisagens naturais, os visitantes podem explorar o centro histórico, experimentar a gastronomia regional ou simplesmente relaxar admirando o encontro entre o rio e o oceano.

Entre Almograve e Zambujeira do Mar, a caminhada ganha um dos cenários mais impressionantes com falésias altas, dunas protegidas e praias selvagens. Já Zambujeira do Mar encanta pelas ruas tranquilas, casas caiadas e mirantes voltados para o Atlântico, oferecendo uma das vistas panorâmicas mais fotografadas da região.

Na transição entre o Alentejo e o Algarve, Odeceixe é uma das etapas mais especiais da Rota Vicentina. A praia, emoldurada pelo encontro do rio com o mar, cria um cenário único, ideal para descanso após a caminhada. A vila preserva o charme típico da região, com ruas estreitas, cafés, restaurantes e um ambiente acolhedor que convida os visitantes a prolongarem a estadia.


Três formas de explorar a Rota Vicentina

O Caminho Histórico, com aproximadamente 230 quilômetros entre Santiago do Cacém e o Cabo de São Vicente, percorre antigas trilhas rurais, passando por serra, vales, rios e ribeiras. O trajeto pode ser feito a pé ou de bicicleta. 

Já o Trilho dos Pescadores, com cerca de 125 quilômetros entre Porto Covo e o Cabo de São Vicente, acompanha o litoral por caminhos utilizados há gerações pelos pescadores para acessar praias e pesqueiros ao longo das falésias. É considerado o percurso mais exigente fisicamente.

Para quem dispõe de menos tempo, os Percursos Circulares são uma excelente alternativa. Com trajetos mais curtos e início e fim no mesmo local, permitem conhecer diferentes cenários da região em poucas horas, passando por Almograve, São Luís, Troviscais, Santa Clara, Sabóia, Bordeira e Carrapateira. 

 

Sobre o Alentejo 

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística do Alentejo, efetuada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, conta com o apoio dos fundos comunitários através do Alentejo 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia. Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.

 


Marketing de influência: como potencializa a geração de negócios B2B?


O marketing de influência já provou sua força no mercado B2C, mas ainda existe uma oportunidade pouco explorada no universo B2B: transformar especialistas em verdadeiros agentes de geração de negócios. Em um ambiente onde decisões de compra são mais complexas e envolvem múltiplos responsáveis, essa construção de credibilidade passou a ser um fator determinante para empresas que desejam gerar vendas de forma consistente – transformando autoridade em confiança, e confiança em oportunidades reais de geração de valor. 

Nesse cenário, especialistas, executivos e lideranças têm assumido um papel cada vez mais relevante na produção de conteúdo e no fortalecimento da reputação das marcas. Isso porque, mais do que ampliar o alcance das empresas, esses profissionais ajudam a construir autoridade, compartilhar conhecimento e aproximar as organizações de potenciais clientes, ao transformar suas experiências e perspectivas em pontos de conexão com um público que busca informação qualificada antes de tomar decisões. 

Isso, na prática, é visto em comunicações que vão além do que apenas institucionais. É muito comum, por exemplo, que, antes de contratar um fornecedor, os gestores pesquisem referências, acompanhem especialistas do setor e consumam conteúdos que demonstrem experiência prática sobre determinado assunto. Nesse contexto, a autoridade construída por pessoas passa a complementar a autoridade da própria empresa. 

Essa movimentação ganha ainda mais força com a consolidação dos canais digitais na jornada de compra B2B. Segundo o Panorama de Marketing e Vendas 2025, como prova disso, as redes sociais estão entre os principais canais utilizados pelas empresas para a geração de leads – o que reforça sua importância no ponto de relacionamento entre as partes, abrindo espaço para conteúdos produzidos por profissionais que atuam, diretamente, no mercado, e que, justamente por isso, conseguem agregar conhecimento, experiência e credibilidade às conversas que antecedem uma decisão de compra. 

Plataformas como o LinkedIn ganham protagonismo nesse processo. A rede deixou de ser utilizada apenas para networking e recrutamento, passando a funcionar como um ambiente de troca de conhecimento, compartilhamento de experiências e posicionamento profissional. Nesse contexto, publicações produzidas por especialistas ajudam a manter as empresas presentes no cotidiano de clientes e parceiros, fortalecendo sua reputação de forma contínua e criando pontos de contato que podem influenciar decisões futuras. 

Ainda, outro movimento que também vem crescendo é o employee advocacy, estratégia que incentiva colaboradores e lideranças a compartilharem, em seus próprios perfis, conteúdos relacionados ao mercado, tendências e boas práticas. Ao ampliar o número de vozes que representam a empresa, a organização consegue aumentar seu alcance de maneira mais orgânica e, ao mesmo tempo, fortalecer a percepção de autenticidade. Afinal, quando o conhecimento é compartilhado por pessoas que vivenciam o mercado e conhecem, de perto, os desafios dos clientes, a comunicação tende a ser percebida menos como publicidade e mais como uma contribuição relevante para a tomada de decisão. 

Esse tipo de estratégia, contudo, não substitui as ações tradicionais de marketing, pelo contrário. A atuação de especialistas potencializa iniciativas de branding, eventos e geração de demanda, criando diferentes pontos de contato ao longo da jornada de compra. Ainda mais, considerando que o mercado B2B depende, cada vez mais, da construção de relacionamento antes da abordagem comercial em si.  

Para que haja a conquista de resultados verdadeiramente positivos nesse sentido, é necessário produzir conteúdos relevantes de forma consistente. O objetivo não deve ser promover produtos ou serviços em todas as publicações, mas compartilhar conhecimento, análises, tendências e experiências capazes de gerar valor para o público, de forma que a venda seja uma consequência da autoridade construída ao longo do tempo.   

A comunicação precisa estar, constantemente, alinhada ao posicionamento corporativo, assegurando que as mensagens estejam coerentes com a visão do negócio e fortalecendo, assim, a identidade da organização, aumentando sua capacidade de gerar conexões duradouras. 

Em um ambiente digital marcado pelo excesso de informações, profissionais que compartilham conhecimento de forma consistente conseguem estabelecer relações de confiança que, dificilmente, seriam construídas apenas por campanhas publicitárias. Mais do que uma tendência, esse fortalecimento da autoridade representa uma evolução na forma como empresas se relacionam com o mercado, combinando conhecimento técnico, presença digital e produção de conteúdo relevante, e ampliando sua capacidade de gerar negócios e construir relacionamentos sustentáveis no ambiente B2B.   

 


Renan Cardarello - Fundador e Diretor da iOBEE - Agência de marketing digital e Growth.


iOBEE
https://iobee.com.br/


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