No mês de conscientização sobre o aleitamento
materno, o Olá Doutor, plataforma de consultas que conecta pacientes a médicos,
traz dados inéditos sobre o tema nos mecanismos digitais 
iStock
Amamentar é um processo cercado
de dúvidas — e muitas delas surgem com urgência no meio da madrugada, enquanto
o bebê mama ou logo nos primeiros dias após o parto. Não à toa, é comum que
quem amamenta recorra à internet em busca de respostas rápidas, como mostram
as pesquisas mais recentes da população no Google.
Segundo um levantamento do Olá
Doutor, plataforma de consultas que conecta pacientes a médicos, somente nos
últimos 12 meses, foram registradas mais de 6,9 milhões de buscas
online pelo tema nos mecanismos de pesquisa, entre dúvidas e boas práticas
para tornar a amamentação mais confortável no dia a dia.
O estudo, produzido em celebração à Semana Mundial do Aleitamento Materno (1 a 7 de agosto) e ao Agosto Dourado, mostra que os questionamentos são diversos: vão do uso de canetas emagrecedoras durante a amamentação à possibilidade de doação de sangue, passando por tópicos que, muitas vezes, não têm uma resposta única ou imediata.
Mas, afinal, o que mais está por trás dos altos volumes de busca sobre amamentação e o que isso revela sobre quem vive essa fase? Você confere respostas para essa e outras perguntas no conteúdo a seguir, que traz um ranking dos temas mais pesquisados e orientações para tornar o aleitamento materno tranquilo e seguro. Confira:
Mounjaro e amamentação lideram buscas sobre o
tema
Embora não faltem dúvidas entre
quem amamenta, as pesquisas mais recentes no Google Brasil revelam um
padrão: grande parte dos questionamentos está relacionada ao uso de
medicamentos durante o período de aleitamento. Das canetas
emagrecedoras a analgésicos de uso cotidiano, muitos internautas buscam
entender quais substâncias podem ser utilizadas sem comprometer a saúde do bebê
e a continuidade da amamentação.
Nos últimos 12 meses, a pergunta
que mais gerou buscas foi "quem amamenta pode tomar mounjaro",
responsável por mais de 71 mil pesquisas e líder isolada do ranking. O
interesse acompanha a popularização do medicamento, indicado para o tratamento
de diabetes e também utilizado, fora da bula, para emagrecimento.
O consenso entre especialistas,
no entanto, é de atenção: diante da falta de estudos suficientes que garantam a
segurança do uso nesse período, a exposição ao fármaco não é
recomendada. "São medicamentos que podem afetar o apetite e a
disposição de quem amamenta de forma mais ampla, o que reflete diretamente na
amamentação", explica a médica Manoella Ferreira. "De toda forma,
qualquer avaliação deve ser feita de maneira individual, com acompanhamento
médico, preferencialmente no período pós-desmame."
Outras dúvidas frequentes giram
em torno de analgésicos e anti-inflamatórios de uso comum, como dipirona,
ibuprofeno e nimesulida — que, somados, geraram 134 mil buscas online
no período.
Embora todos exijam avaliação
médica antes do uso, o grau de cautela varia entre eles, como explica Manoella.
“O ibuprofeno é considerado compatível com a amamentação pelo Ministério da
Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria; a dipirona teve sua
classificação de risco revista para cima nos últimos anos por fontes de referência
internacionais; e a nimesulida é a que exige maior atenção, sendo
frequentemente indicada sua substituição ou a suspensão temporária da
amamentação enquanto durar o tratamento. A recomendação geral, portanto,
permanece a mesma: nenhum medicamento — mesmo os de uso corriqueiro — deve ser
tomado sem orientação profissional durante esse período.”
"A internet cumpre um papel
importante, mas não substitui a orientação profissional, especialmente em uma
fase tão delicada quanto a amamentação”, complementa a médica. “A boa notícia é
que, com a telemedicina e as consultas via chat, muitas dúvidas podem ser
esclarecidas na mesma velocidade que uma navegação online, respeitando a rotina
de quem acabou de ter um bebê. É o que move o modelo de atendimento do Olá Doutor,
pensado para diferentes realidades e momentos da jornada de cuidado",
conclui.
Da tatuagem à doação de sangue:
dúvidas variadas seguem no radar de quem amamenta
Além dos medicamentos, outras
questões recorrentes mostram que as dúvidas de quem está amamentando vão muito
além da farmacologia, passando por crenças populares, cuidados estéticos e
hábitos voluntários, como a doação de sangue.
Entre os temas que mais despertam
curiosidade está a relação entre amamentação e peso, com "amamentar
emagrece" somando cerca de 45,2 mil buscas em 12 meses. E não é
bem um mito: para produzir leite, o corpo materno consome energia extra, o que
pode favorecer a perda de peso no período pós-parto. O efeito, porém, não é
regra, variando de organismo para organismo conforme a alimentação, metabolismo
e qualidade do sono.
Outra dúvida comum gira em torno
da possibilidade de fazer tatuagens durante o período, tema por trás de
cerca de 42 mil buscas online. De acordo com o Olá Doutor, a
recomendação é de cautela, já que o procedimento envolve riscos, como a
transmissão de infecções ao bebê e a exposição a substâncias presentes nas
tintas utilizadas, o que reforça a importância de se buscar orientação
médica antes de realizá-las.
Já entre quem amamenta e deseja
doar sangue, a orientação parte do próprio Ministério da Saúde, que recomenda
aguardar pelo menos um ano de amamentação antes de retomar as doações. Isso
porque, nos primeiros meses, a produção de leite exige uma reserva maior de
vitaminas e minerais, e a doação pode aumentar o risco de carências
nutricionais. Ou seja: trata-se de um cuidado pensado, sobretudo, para
preservar tanto a saúde da mãe quanto a do bebê.
Metodologia
Para desvendar as principais
dúvidas sobre amamentação na internet, foram consideradas pesquisas no Google
realizadas por brasileiros durante os últimos doze meses. A investigação foi
pautada pelas expressões "amamentação", “amamentar” e suas variações,
abrangendo todas as buscas relativas ao tópico nas cinco regiões nacionais. Em
seguida, os termos mais pesquisados foram dispostos em um ranking, no qual você
confere o volume total de buscas no último ano.
Olá Doutor

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