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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Alerta sarampo: sensibilidade à luz é o principal sintoma


O sarampo é uma doença viral transmitida pelo contato próximo através de gotículas. Pode parecer uma condição simples, mas pode evoluir para complicações graves. Embora atinja principalmente o trato respiratório superior, a infecção também afeta o trato inferior, incluindo os pulmões. O Brasil chegou a ser considerado livre do sarampo em 2016, porém perdeu essa certificação em 2019, após um número expressivo de cerca de 18 mil casos registrados. Grupos como crianças, idosos, gestantes e imunodeprimidos têm maior risco de apresentar quadros graves, caso sejam contagiados. 

Os sintomas do sarampo frequentemente se assemelham aos de outras infecções respiratórias virais, como influenza e COVID-19. No entanto, a doença costuma ser mais persistente, apresentando febre alta, muita coriza, tosse e conjuntivite. Os olhos vermelhos acompanhados de fotofobia (dificuldade em permanecer em ambientes iluminados devido ao comprometimento ocular) são marcas características da condição. Para o diagnóstico preciso, realizam-se pesquisas de sorologias para anticorpos ou testes moleculares diretos em secreções de nasofaringe. 

"Por ser uma doença viral, não existe uma medicação específica contra o sarampo, de forma que o tratamento é voltado para o alívio dos sintomas. Além disso, a infecção causa uma queda na imunidade que facilita o surgimento de infecções bacterianas secundárias, como sinusites, otites, laringites, traqueobronquites e pneumonias, sendo necessário o uso de antibióticos nesses cenários", explica o Dr. Guilherme Furtado, infectologista do Hcor. 

Como o vírus é facilmente transmitido, aqueles com suspeita ou confirmação da doença precisam ser isolados para conter a propagação. O recurso mais importante para prevenir o contágio é a vacinação. No Brasil, a vacina tríplice viral – que também protege contra caxumba e rubéola – é oferecida pelo SUS e em clínicas privadas. O esquema de imunização prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade; em adolescentes e adultos de até 30 anos são indicadas duas doses, enquanto para a faixa de 30 a 59 anos recomenda-se uma dose.

 

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