O sarampo é uma doença viral transmitida pelo contato próximo
através de gotículas. Pode parecer uma condição simples, mas pode evoluir para
complicações graves. Embora atinja principalmente o trato respiratório
superior, a infecção também afeta o trato inferior, incluindo os pulmões. O
Brasil chegou a ser considerado livre do sarampo em 2016, porém perdeu essa
certificação em 2019, após um número expressivo de cerca de 18 mil casos
registrados. Grupos como crianças, idosos, gestantes e imunodeprimidos têm maior
risco de apresentar quadros graves, caso sejam contagiados.
Os sintomas do sarampo frequentemente se assemelham aos de outras infecções
respiratórias virais, como influenza e COVID-19. No entanto, a doença costuma
ser mais persistente, apresentando febre alta, muita coriza, tosse e
conjuntivite. Os olhos vermelhos acompanhados de fotofobia (dificuldade em
permanecer em ambientes iluminados devido ao comprometimento ocular) são marcas
características da condição. Para o diagnóstico preciso, realizam-se pesquisas
de sorologias para anticorpos ou testes moleculares diretos em secreções de
nasofaringe.
"Por ser uma doença viral, não existe uma medicação
específica contra o sarampo, de forma que o tratamento é voltado para o alívio
dos sintomas. Além disso, a infecção causa uma queda na imunidade que facilita
o surgimento de infecções bacterianas secundárias, como sinusites, otites, laringites,
traqueobronquites e pneumonias, sendo necessário o uso de antibióticos nesses
cenários", explica o Dr. Guilherme Furtado, infectologista do Hcor.
Como o vírus é facilmente transmitido, aqueles com suspeita ou
confirmação da doença precisam ser isolados para conter a propagação. O recurso
mais importante para prevenir o contágio é a vacinação. No Brasil, a vacina
tríplice viral – que também protege contra caxumba e rubéola – é oferecida pelo
SUS e em clínicas privadas. O esquema de imunização prevê a primeira dose aos
12 meses e a segunda aos 15 meses de idade; em adolescentes e adultos de até 30
anos são indicadas duas doses, enquanto para a faixa de 30 a 59 anos
recomenda-se uma dose.
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