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sábado, 6 de junho de 2026

Dia dos Namorados: a eterna busca pela companhia ideal

A coach de relacionamentos Sheila Rigler dá dicas para quem deseja encontrar sua cara metade e iniciar uma nova vida

 

Os tempos atuais têm sido de relacionamentos muitas vezes superficiais, em parte pelo distanciamento causado pelas redes sociais, mas a busca por uma pessoa para dividir os momentos da vida é sempre contínua, sendo ainda mais lembrada com a aproximação dos Dia dos Namorados (12 de junho).

 

Nesse período, a procura por um(a) parceiro(a) acaba se intensificando, com muitas pessoas também buscando algo que vá além do que apenas um encontro. Mas encontrar a cara metade não tem sido muito fácil atualmente, mesmo com a ajuda da tecnologia e seus sites e aplicativos de namoro e encontro. O chamado amor moderno tem sido uma experiência pouco satisfatória, principalmente para quem procura um relacionamento mais sério, que pode até evoluir para uma união estável.  

 

“Talvez o amor moderno não tenha acabado. Talvez ele só tenha desaprendido a acontecer devagar. Antes de existir conexão instantânea, existia presença, intenção e coragem de conhecer alguém além da superfície. Não era sobre jogos ou perfeição, era sobre construção. Sobre permitir que o sentimento tivesse tempo para criar raiz”, aponta Sheila Rigler, diretora da Par Ideal, a maior agência física de namoro e casamento do Brasil, responsável pela união de mais de 5 mil pessoas em 31 anos de serviços prestados.

 

Ela lembra que, hoje, tudo acontece rápido demais: conversas intensas, vínculos rasos e despedidas silenciosas. “A facilidade do mundo tecnológico aproximou pessoas, mas também tornou descartável aquilo que antes era cultivado com cuidado. No fim, relacionamentos saudáveis nunca nasceram da pressa. Eles nascem da reciprocidade, da clareza e da paciência de duas pessoas que escolhem se conhecer de verdade”, continua.

 

Para a coach de relacionamentos, o Dia dos Namorados pode se tornar o começo de uma nova história na vida das pessoas. Ela sugere algumas dicas essenciais para quem deseja encontrar o par ideal, para depois quem sabe viver uma história que vá mais além.

 

A primeira é cuidar da própria imagem e autoestima, pois a primeira impressão é a que fica em um encontro. E não é apenas sobre beleza física, mas cuidado pessoal, higiene, bom gosto. “Homens e mulheres se sentem atraídos por pessoas que demonstram segurança, equilíbrio e que se valorizam. Pequenos detalhes fazem diferença: um perfume agradável, roupas adequadas à ocasião e uma aparência que transmita cuidado. Mais do que tentar impressionar, o importante é mostrar a sua melhor versão”.

 

Outro ponto importante é ter em mente exatamente o perfil da pessoa que se pretende ter ao seu lado. “Antes de procurar alguém, reflita: O que é importante para você em um relacionamento? Quais valores são importantes para você? Quais são suas preferências quanto ao perfil da pessoa? Que tipo de relacionamento deseja construir? Como imagina sua vida a dois?”, destaca Sheila.

 

Aliado a isso, é ideal também frequentar ambientes compatíveis com o perfil buscado. Quem procura alguém culto pode frequentar livrarias, cafés, eventos culturais. Quem valoriza saúde e bem-estar pode encontrar alguém em academias, corridas e atividades ao ar livre. Relacionamentos sérios dificilmente surgem em ambientes onde ninguém quer realmente se conhecer.

 

Marcado um encontro, a indicação é tornar tudo mais leve. Inicialmente, não se deve fazer interrogatórios, perguntas sobre casamento, filhos, futuro a dois. “Ninguém gosta de sair com uma pessoa que só reclama da vida ou transforma o encontro em uma entrevista de emprego. Bom humor, educação e interesse no que o outro fala fazem toda a diferença. E um detalhe importante: estar presente. Ficar no celular o tempo todo transmite desinteresse e falta de consideração. Também evite falar de relacionamentos ou de temas mais polêmicos”, afirma Sheila.

 

Depois de um encontro agradável, muitas pessoas acabam estragando tudo com jogos emocionais. Esperar dias para responder, fingir desinteresse ou desaparecer pode fazer o relacionamento esfriar rapidamente. Quando existe interesse, pequenas atitudes contam muito, como mandar uma mensagem no dia seguinte, lembrar de algo que a pessoa comentou ou demonstrar atenção.

 

“Mas o mais importante é não esperar que o amor aconteça sozinho. Ele chega para quem tem atitude. Muitas pessoas incríveis continuam solteiras simplesmente porque fazem sempre as mesmas coisas, frequentam os mesmos lugares e insistem em relações superficiais. Encontrar um relacionamento sério exige decisão. E, muitas vezes, também ajuda profissional para conhecer pessoas realmente compatíveis”, finaliza a coach da Par Ideal.

 

Agência Par Ideal

WhatsApp: (41) 99647-7755

Instagram: https://www.instagram.com/agenciaparideal/ 

Site: https://www.parideal.com.br/  

 

A SOLIDÃO DO MENTIROSO

Dizer-se o que não corresponde ao que se acredita que seja. O nome disso é mentira. Formulei este conceito para poder excluir compreensões distorcidas por transtornos de qualquer ordem que alcancem alguém.

Se, por motivos emocionais, eu desvirtuo os fatos, de maneira a contornar desconfortos insuperáveis, não estaria mentindo, pois me encontraria pressionado por consternações emotivas invencíveis.

Mentir, então, é mentir mesmo, é não dizer a coisa como se a sabe, ou honestamente se a supõe: aumentar, mitigar, distorcer, suprimir, acrescentar, escamotear etc., em ato deliberado, induzindo a erro.

Há casos em que a mentira é legítima. O exemplo usual é o do judeu que negava sua etnia a um nazista, simplesmente para não ser morto. Mas há coisas mais singelas, que, igualmente, legitimam a mentira.

Se pais autoritários cerceiam exageradamente o ir e vir da filha, não se pode condenar o ‘‘vou dormir na casa da amiga para estudar’’, e, de lá, o ir para as festas que a vida oferece, às quais a menina tem direito.

Existe a mentira misericordiosa, dita, talvez devidamente, ao doente, ou à pessoa vestida não tão bem assim. Há, inclusive, a regalia de mentir: ninguém é obrigado, ao depor em juízo, a produzir prova contra si.

E a mentira gratuita? Aquela que não é transtorno, misericórdia ou legítima. Não creio que haja mentiroso gratuito sem necessidade psicológica de sê-lo. Necessidade, contudo, explica esse mentiroso; não o justifica.

Ninguém pode atender suas necessidades, desconsiderando os danos emocionais e de relacionamento que causa ao seu redor. Uma necessidade não é, forçosamente, insuperável. Talvez, se pedir ajuda...

Quem mente tem que optar entre as amarguras de saber-se um mentiroso e as dores de encarar uma verdade que lhe é difícil. O imperativo de optar é solitário e aflitivo. Mas, quem pode viver sem enfrentar opções?

O mentiroso mente, antes, para ele mesmo. Autoengana-se de que enganou o próximo. A vontade vence a vergonha de mentir. Vencesse a vergonha, não mentiria. E não é de ser descoberto que tem medo.

Ao mentiroso apavora-lhe é que se lhe descubra a verdade. Envergonha-se de algo escondido: a verdade. Essa verdade, normalmente, o envolve. O mentiroso tem vergonha da verdade em que está envolvido.

Criada uma ficção, o mentiroso tem que sustentá-la com outras, o que não lhe é confortável. Porém menos confortável é-lhe a realidade que deseja esconder. Cria um mundo vicioso de mentiras e vai morar nele. Sozinho.

Este mundo é construído sobre mentiras indulgentes, pregadas para si. O mentiroso se convence de que está convencido (no fundo, não está) de que mentir é o menor mal, ou de que prega a última mentira.

O mentiroso, em momentos sinceros, está só: ele sabe que os outros sabem que ele está mentindo e que não vai parar. Na vida, quem mente vai sendo desmoralizado; vai se desmoralizando até se desmoralizar.

Não deve ser confortável levar a existência deparando-se consigo falsificado por si mesmo. “Fiz questão de esquecer \ Que mentir pra si mesmo \ É sempre a pior mentira” (Legião Urbana, Quase sem querer).

Os amigos do mentiroso devem-lhe um espaço afetuoso, que lhe abrigue a verdade escondida, e a recusa à própria falsificação. Tolerá-lo sob suspeita é acrescentar-lhe mal ao mal que ele faz ao seu viver. 



Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicanalista e Jornalista

 

“Assinar conteúdo adulto é traição?”: sexóloga virtual revela dúvidas mais inusitadas enviadas por usuários

Créditos: @fatal_fans
 CO - Assessoria
Ferramenta recebeu dúvidas sobre assinaturas escondidas, ciúmes de influenciadores e relacionamentos afetados por inteligência artificial

 

“Assinar conteúdo de outra pessoa é traição?”, “ter ciúmes de uma influenciadora é normal?” e “conversar todos os dias com uma inteligência artificial pode colocar um relacionamento em risco?” estão entre as perguntas mais curiosas recebidas por uma sexóloga virtual criada pela FatalFans para orientar usuários sobre relacionamentos, comportamento e vida afetiva. 

As interações registradas pela ferramenta mostram como situações que até pouco tempo atrás sequer faziam parte das discussões amorosas passaram a ocupar espaço nas inseguranças dos casais. Além das dúvidas sobre conteúdo por assinatura e inteligência artificial, usuários também questionaram se esconder determinadas interações online pode ser considerado traição, se manter conversas frequentes com criadores de conteúdo ultrapassa limites da relação e até se curtir fotos antigas de alguém pode ser interpretado como flerte. 

Segundo Kellerson Kurtz, diretor de operações da FatalFans, o volume de perguntas mostra que muitos usuários estão tentando entender regras que sequer existiam até poucos anos atrás. “As perguntas mostram que os limites da fidelidade mudaram. Hoje, muita gente não sabe se uma assinatura escondida, uma conversa frequente com IA ou o ciúme de um influenciador pode ser considerado traição. São dúvidas que surgem porque a vida afetiva também passou a acontecer dentro das plataformas”, afirma. 

Uma das dúvidas que mais se repetiram envolvia inteligência artificial. Muitos usuários queriam saber se conversar diariamente com uma IA, compartilhar segredos ou buscar apoio emocional fora da relação poderia ser considerado uma forma de traição emocional. Para Kellerson, esse tipo de questionamento mostra como a tecnologia passou a ocupar espaços que antes pertenciam exclusivamente às relações humanas. “Antes, muitas discussões sobre traição estavam ligadas ao contato físico ou a conversas privadas. Agora, os conflitos também passam por algoritmos, redes sociais, plataformas de assinatura e inteligência artificial”, analisa. 

Outro grupo de perguntas girava em torno dos influenciadores digitais. A ferramenta recebeu questionamentos sobre ciúmes de criadores de conteúdo, assinaturas escondidas e interações que, para alguns usuários, ultrapassariam os limites da relação. Entre os exemplos que mais chamaram atenção estão dúvidas como “meu parceiro assina conteúdo adulto escondido, isso é traição?”, “se ele conversa todos os dias com uma IA, devo me preocupar?”, “ter ciúmes de uma criadora de conteúdo é exagero?” e “curtir fotos antigas de alguém pode ser considerado flerte?”. 

Entre as interações registradas pela sexóloga virtual, uma percepção chamou atenção: em muitos casos, os usuários não buscam apenas uma resposta objetiva. As perguntas revelam uma tentativa de entender onde termina o entretenimento, começa o envolvimento emocional e em que momento uma interação digital pode ser vista como quebra de confiança dentro da relação. 

Para a FatalFans, o levantamento mostra que conceitos como fidelidade, privacidade e intimidade estão sendo constantemente desafiados pelas novas formas de interação online. Segundo Kellerson, a principal surpresa foi perceber quantas dúvidas surgiram a partir de situações que simplesmente não existiam há alguns anos. “A tecnologia mudou a forma como as pessoas se relacionam, e isso também criou novos questionamentos sobre confiança, ciúmes e fidelidade”, conclui.



Estudo brasileiro cria modelo capaz de prever depressão em adolescentes antes dos sintomas

Combinação de dados sociodemográficos com exames de sangue e neuroimagem amplia a capacidade de prever o risco e pode melhorar a prevenção em saúde mental
 


Um estudo liderado professor e doutor em psiquiatria, Christian Kieling, Head da Unidade de Pesquisa em Saúde Mental do Instituto de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento, em parceria com pesquisadores do Reino Unido, aponta um caminho promissor para identificar o risco de depressão em adolescentes antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas. Os resultados indicam que, além de ser possível estimar o risco de desenvolver a doença utilizando um escore baseado no contexto de vida dos jovens, a combinação dessas informações com um conjunto de marcadores biológicos, melhora de forma significativa a capacidade de previsão.
 

Entre os adolescentes classificados como de alto risco em ambos os modelos, 44% desenvolveram depressão ao longo de três anos. Já entre aqueles considerados de baixo risco nos dois critérios, não houve registros da doença no mesmo período. Publicado na revista Molecular Psychiatry, do grupo Nature, o trabalho reuniu dados sociodemográficos, exames de sangue e neuroimagem em um modelo preditivo inédito, com potencial para transformar as estratégias de prevenção em saúde mental. 

A pesquisa integra o consórcio internacional IDEA (Identifying Depression Early in Adolescence) e acompanhou estudantes da rede pública de Porto Alegre durante três anos. “A depressão não surge de forma repentina. O que mostramos é que existem indicadores psicossociais e biológicos que permitem identificar uma vulnerabilidade maior ao desenvolvimento da doença”, afirma Christian Kieling.

 

Da identificação tardia à prevenção 

Tradicionalmente, o diagnóstico ocorre apenas quando os sintomas já estão presentes. O estudo propõe mudar esse cenário pela identificação do risco para desenvolver a depressão. Ao combinar o contexto de vida dos adolescentes, como ambiente familiar e condições sociais, com indicadores biológicos relacionadas a inflamação, desequilíbrios em substâncias que protegem o cérebro e maior sensibilidade a estímulos negativos em áreas cerebrais ligadas às emoções, os pesquisadores ampliaram de forma consistente a capacidade de prever quem desenvolveria o transtorno. 

“Quando analisados em conjunto, esses fatores permitem uma compreensão mais ampla da saúde mental, ao conectar o funcionamento do cérebro, o sistema imunológico e o contexto de vida,” explica o pesquisador brasileiro.

 

Impacto para prevenção e políticas públicas 

Os resultados abrem caminho para mudanças concretas com impacto direto na sociedade. Entre elas, destacam-se:

  • A possibilidade de identificar precocemente adolescentes em situação de vulnerabilidade;
  • A chance de reduzir o impacto da depressão, hoje uma das principais causas de incapacidade no mundo, sobretudo entre jovens;
  • A alocação mais eficiente de recursos em saúde mental;
  • O fortalecimento de estratégias de prevenção baseadas em evidência.

Para viabilizar essa abordagem, os pesquisadores sugerem que um caminho possível seria um modelo aplicável aos sistemas de saúde, com uma triagem em etapas: primeiro com informações sociodemográficas simples e acessíveis e, em seguida, para jovens selecionados, a complementação com exames mais específicos.

“Esse modelo abre caminho para uma mudança importante no cuidado em saúde mental: sair de uma abordagem reativa, focada no tratamento, para uma atuação preventiva, identificando quem precisa de atenção antes do adoecimento”, destaca Kieling.

 

Dia Mundial da Corrida reforça benefícios da prática para mente e corpo

 Psicóloga destaca efeitos positivos da prática na redução do estresse e na sensação de pertencimento 


O Dia Mundial da Corrida, celebrado em 4 de junho, reforça um movimento que cresce cada vez mais no Brasil: a busca pela prática esportiva como aliada da saúde física e emocional. O estudo “Por Dentro do Corre”, realizado pela Olympikus em parceria com a consultoria Box1824, aponta que o país ganhou mais 2 milhões de corredores em 2025. Com isso, o número de brasileiros que correm ao menos uma vez por semana saltou de 13 para 15 milhões. 

Além do condicionamento físico, a saúde mental aparece como um dos principais motivos que levam as pessoas a começarem, e permanecerem, na corrida. Segundo o levantamento, 40% dos praticantes relatam melhora na saúde mental após adotarem o hábito, além de benefícios relacionados ao sono, autoestima e disposição no dia a dia.
 

Corrida vai além do exercício físico

Para Ana Cristina Vasconcellos, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, o crescimento da corrida está diretamente ligado à necessidade das pessoas em encontrar mecanismos saudáveis para lidar com o estresse e a sobrecarga emocional da rotina moderna. 

“A corrida atua como uma importante ferramenta de regulação emocional. Durante a prática física, ocorre a liberação de neurotransmissores como endorfina, serotonina e dopamina, substâncias associadas à sensação de prazer, bem-estar e redução da ansiedade”, explica. 

Segundo a especialista, além dos efeitos biológicos, o esporte também contribui para o fortalecimento emocional e social dos praticantes. “Muitas pessoas encontram na corrida um momento de autocuidado, de pausa mental e até de conexão consigo mesmas. Ao mesmo tempo, os grupos de corrida criam vínculos sociais importantes, que ajudam no sentimento de pertencimento e diminuem sensações de isolamento”, destaca. 

Ana Cristina ressalta ainda que a corrida pode funcionar como importante aliada na prevenção de transtornos emocionais, desde que seja praticada com equilíbrio. “A atividade física regular ajuda na redução dos níveis de estresse, melhora a qualidade do sono, favorece a autoestima e aumenta a sensação de capacidade pessoal. Tudo isso contribui para uma saúde mental mais estável”, afirma. 

Apesar dos benefícios, a psicóloga alerta para a importância de evitar excessos e comparações, especialmente em um cenário de exposição constante nas redes sociais. “A corrida precisa estar associada ao bem-estar e não à cobrança excessiva por performance. Cada pessoa possui limites físicos e emocionais diferentes, e respeitar esse processo é fundamental para que a prática continue sendo saudável”, conclui a coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera.  



Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.



Como acompanhar a jornada escolar dos filhos de forma colaborativa

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Orientadora pedagógica do Villa Global Education aponta como a parceria entre família e escola é determinante para o desenvolvimento da autonomia dos estudantes

 

No cenário educacional, a sintonia entre a rotina do lar e o ambiente de ensino é um dos caminhos mais eficientes para o sucesso dos estudantes. A relação entre escola e família se consolida como uma parceria importante, baseada na troca de experiências e no acolhimento mútuo, onde cada lado contribui diretamente para o amadurecimento seguro da criança e do adolescente.

 

Mas o equilíbrio é a base de uma formação sólida e a família ocupa um papel essencial no desenvolvimento infantil, como pontua a orientadora pedagógica do Villa Global Education Andréa Guedes.

 

“A escola e a família são pilares fundamentais na formação de um indivíduo. É no ambiente familiar que a criança encontra suas primeiras referências de afeto, segurança, valores e confiança. Quando família e escola caminham juntas, criamos um ambiente acolhedor e seguro, capaz de impulsionar o crescimento, a aprendizagem e o desenvolvimento integral da criança. A família, como base e referência, fortalece a autoestima, a autonomia e a capacidade da criança de enfrentar desafios com mais confiança e equilíbrio”, explica.

 

Essa construção conjunta se fortalece no dia a dia, quando os laços afetivos de casa se alinham aos estímulos pedagógicos. Ao acompanhar de perto as descobertas e os desafios do cotidiano acadêmico, os pais se tornam grandes incentivadores, ajudando a consolidar a autoconfiança necessária para que os jovens se sintam seguros e preparados para os seus próximos passos, tanto na vida adulta quanto na profissional.

 

Caminhos para contribuir com a rotina escolar

Favorecer a autonomia no cotidiano: Estimular o estudante a organizar seus próprios materiais e a resolver as atividades que ele já domina, fortalecendo sua independência e capacidade de organização;

 

Valorizar o potencial e a evolução individual: Olhar para os resultados do aluno a partir de sua própria bagagem e progresso particular, evitando comparações, celebrando suas conquistas individuais e respeitando o seu ritmo;

 

Fortalecer os valores familiares como base: Nutrir em casa os princípios e crenças em que a família acredita, contando com a escola como um complemento que amplia essa formação no convívio coletivo;

 

Acompanhar o desenvolvimento de forma contínua: Manter uma proximidade constante com o ambiente de ensino em todos os momentos do ano, integrando-se aos processos escolares de forma natural e preventiva. 

A orientadora pedagógica reforça que o engajamento consciente da família reflete diretamente no cidadão que está sendo formado. "Nosso objetivo é que essa parceria seja transparente e focada no desenvolvimento da autonomia, preparando o estudante não apenas para as provas, mas para os desafios globais do futuro", finaliza Guedes.


Por que homens ainda associam mulheres à emoção e a si mesmos à razão? Psicóloga analisa como estereótipos de gênero seguem impactando relações e espaços de poder

Para a doutora em Psicologia pela PUC-SP, Blenda Oliveira, a ideia de que mulheres seriam “emocionais demais” ainda influencia desde relações afetivas até o mercado de trabalho 

 

A antiga divisão entre homens associados à razão e mulheres ligadas à emoção continua presente no imaginário social e ainda influencia a forma como homens e mulheres são percebidos, ouvidos e educados. Do ambiente profissional aos relacionamentos, comportamentos femininos frequentemente são interpretados a partir de estereótipos ligados à sensibilidade, à instabilidade ou ao exagero emocional.

 

Para a doutora em Psicologia pela PUC-SP, Blenda Oliveira, embora existam diferenças biológicas entre homens e mulheres, a ideia de que um sexo seria naturalmente racional e o outro emocional é, sobretudo, uma construção cultural reforçada pela história. “Durante muito tempo, homens foram associados ao pensamento lógico e à liderança, enquanto as mulheres foram ligadas ao cuidado e à emoção. Isso não surgiu por acaso. Essa divisão ajudou a justificar desigualdades históricas e ainda aparece de formas muito sutis no cotidiano”, explica.

 

Segundo Blenda, o problema não está nas emoções, mas na forma como elas são interpretadas, dependendo de quem as manifesta. “Quando um homem demonstra raiva, muitas vezes ele é visto como firme ou assertivo. Quando uma mulher expressa indignação, ela pode ser chamada de desequilibrada, dramática ou sensível demais. Existe uma diferença importante na forma como a sociedade lê essas emoções”, afirma.

A psicóloga destaca ainda que o estereótipo da mulher “menos racional” continua atravessando espaços profissionais e acadêmicos. Dados do IBGE mostram que, mesmo com maior escolaridade média, as mulheres ainda recebem salários inferiores aos dos homens no Brasil, inclusive em áreas intelectuais e científicas. “Existe uma tentativa histórica de deslegitimar a fala feminina associando as mulheres ao excesso emocional. Isso impacta a forma como elas são ouvidas em reuniões, em cargos de liderança e até dentro das próprias relações pessoais”, diz Blenda Oliveira.

 

A especialista também chama atenção para os impactos desse modelo sobre os próprios homens. Segundo ela, muitos crescem sendo ensinados a reprimir emoções consideradas frágeis, como tristeza, medo ou vulnerabilidade. “Muitos homens não aprenderam a lidar emocionalmente consigo mesmos porque foram ensinados que a sensibilidade ameaça a masculinidade. Isso pode gerar sofrimento emocional silencioso, dificuldades afetivas e até formas inadequadas de lidar com frustrações e conflitos, chegando a diferentes expressões de violência contra a mulher.”

 

Blenda ressalta ainda que, embora estatisticamente os homens pratiquem mais violência física contra as mulheres, é importante não reduzir a masculinidade à violência. “Força física não significa maturidade emocional, equilíbrio afetivo ou superioridade moral. Quase sempre fala mais sobre o oposto: desequilíbrio afetivo e imaturidade. Muitas vezes, a dificuldade em lidar com emoções e frustrações se transforma em relações violentas e em uma significativa dificuldade de comunicação consigo mesmo e com o outro”, afirma.

 

Para a psicóloga, emoção e razão não são opostos, mas dimensões que coexistem em qualquer ser humano. “A ideia de que sentir invalida a inteligência de alguém é extremamente equivocada. Emoções fazem parte da forma como todos nós pensamos, decidimos e nos relacionamos”, conclui.

 

Para Blenda Oliveira, mais do que reforçar divisões entre homens e mulheres, o desafio atual talvez seja justamente permitir que ambos possam existir de maneira mais inteira: homens autorizados a sentir sem vergonha e mulheres reconhecidas também por sua racionalidade, liderança e potência intelectual. “Uma sociedade emocionalmente mais saudável depende da capacidade de homens e mulheres se ouvirem para além dos estereótipos que, durante séculos, limitaram ambos”, conclui. 

 

Blenda Oliveira - doutora em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). É autora do livro Fazendo as pazes com a ansiedade, publicado pela Editora Nacional, que foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2023. A especialista também palestra sobre saúde mental e autoconhecimento e vem se dedicando ao tema do envelhecimento e solidão.



Ghosting deixa marcas

Especialista alerta que desaparecimento repentino em relacionamentos pode provocar sofrimento emocional profundo e impactos na saúde mental

 

O fim silencioso de relacionamentos, conhecido popularmente como “ghosting”, tem se tornado cada vez mais comum na era digital e acendido um alerta entre especialistas em saúde emocional. A prática acontece quando uma pessoa simplesmente desaparece da vida da outra sem explicações, interrompendo contatos, mensagens e qualquer tipo de comunicação. Apesar de acontecer no ambiente virtual, os efeitos emocionais são reais e podem gerar ansiedade, insegurança e sensação intensa de abandono.

Segundo o neurocientista e hipnoterapeuta Renê Skaraboto, da clínica Hipnose para Todos o cérebro humano interpreta a rejeição emocional de maneira muito mais profunda do que muitas pessoas imaginam. “O ghosting é como uma despedida sem funeral. A pessoa simplesmente desaparece sem dar um motivo, sem encerrar o ciclo. Isso deixa o cérebro preso em expectativa, dúvida e sofrimento emocional”, explica.

De acordo com especialistas em comportamento, o cérebro humano ainda carrega mecanismos ancestrais ligados à sobrevivência em grupo. Durante milhares de anos, ser excluído de uma comunidade significava risco real de morte, vulnerabilidade e isolamento. Embora a sociedade tenha evoluído, o cérebro continua reagindo à rejeição social como um sinal de ameaça. “Nosso cérebro não foi feito para viver na velocidade das relações modernas. Quando alguém nos rejeita ou desaparece sem explicação, o inconsciente entende isso como perda de conexão e risco emocional”, afirma Renê.

O impacto psicológico pode ser ainda maior justamente pela ausência de respostas. Sem uma conversa final ou um encerramento claro, muitas pessoas permanecem alimentando expectativas, criando hipóteses e revivendo situações na tentativa de encontrar uma explicação. Esse processo aumenta o desgaste emocional e pode desencadear sintomas como insônia, ansiedade, baixa autoestima e dificuldade de confiar em novos relacionamentos.

Outro ponto levantado pelo especialista é a dificuldade crescente das pessoas em desenvolver comunicação emocional verdadeira. Em muitos relacionamentos, existe excesso de conversa superficial, mas pouca troca genuína de sentimentos. “Falar não é o mesmo que se comunicar. Muitos casais conversam sobre trabalho, rotina, notícias e problemas externos, mas não conseguem falar sobre suas dores, inseguranças e necessidades emocionais”, destaca.

Segundo ele, a ausência de diálogo é um dos principais fatores que enfraquecem os relacionamentos atuais. A comunicação emocional saudável exige maturidade, vulnerabilidade e disposição para conversas difíceis. “Quando as pessoas evitam conflitos ou desaparecem sem enfrentar situações desconfortáveis, acabam gerando ainda mais sofrimento no outro”, explica.

Especialistas em saúde mental reforçam que o autoconhecimento é uma das ferramentas mais importantes para lidar com situações de rejeição e abandono emocional. Direcionar toda a atenção para as atitudes do outro pode aumentar ainda mais o sofrimento. “Enquanto a pessoa continuar esperando respostas externas para se sentir bem, ela perde a conexão consigo mesma. O processo de cura começa quando ela volta o olhar para si”, afirma Renê.

Em um cenário cada vez mais acelerado e digital, profissionais alertam para a importância de fortalecer relações mais humanas, conscientes e transparentes. Pequenos momentos de conexão, escuta e diálogo podem fazer diferença significativa na construção de vínculos mais saudáveis e duradouros.

 

Hipnose para Todos

Renê Skaraboto - Neurocientista e Hipnoterapeuta
@hipnose_para_todos
www.clinicahipnoseparatodos.com.br
Ed. Batel Executive Center
Travessa João Turin, nº 37, sala 601, 6º andar, Água Verde, Curitiba/PR.



Entre gerações e palavras: o que as gírias revelam sobre a língua portuguesa


Poucas situações revelam tão claramente o choque entre gerações quanto a reação de muitos adultos diante das novas gírias utilizadas pelos jovens. Expressões como "cringe", "tankar", "forma aura" e "six seven" costumam provocar estranhamento, críticas e até previsões pessimistas sobre o futuro da língua portuguesa. Pode-se observar que, sempre que uma nova forma de expressão se populariza entre os mais jovens, surgem discursos anunciando o empobrecimento da linguagem e a perda dos padrões considerados corretos. 

A preocupação não é totalmente descabida. Afinal, a escola possui a responsabilidade de ensinar a norma-padrão e de preparar os estudantes para contextos acadêmicos, profissionais e institucionais. Entretanto, vale perguntar: toda mudança linguística representa, de fato, uma ameaça à língua? Ou estaríamos diante de um fenômeno que acompanha a própria história das línguas humanas? 

Segundo a Sociolinguística, campo da Linguística dedicado ao estudo das relações entre língua e sociedade, a variação constitui uma característica natural dos idiomas. Desde os estudos de William Labov e de Uriel Weinreich, sabe-se que as mudanças linguísticas não ocorrem à margem do sistema, mas em seu interior, impulsionadas pelas necessidades comunicativas dos próprios falantes. A língua muda porque a sociedade muda. E talvez seja justamente essa capacidade de adaptação que garanta sua permanência ao longo do tempo.

Quando um jovem utiliza a palavra "cringe" para classificar comportamentos considerados ultrapassados por sua geração ou emprega expressões como "six seven" para compartilhar referências compreendidas por determinado grupo, não se trata apenas da substituição de palavras antigas por palavras novas. Trata-se da construção de identidade, pertencimento e reconhecimento social. A linguagem, nesse contexto, funciona como um espaço de encontro entre indivíduos que compartilham experiências semelhantes. 

Pode-se observar, ainda, que a resistência às gírias não é um fenômeno recente. A história da língua portuguesa parece sugerir exatamente o contrário do que afirmam os discursos alarmistas. Muitas palavras hoje plenamente incorporadas ao vocabulário comum também despertaram desconfiança em outros períodos históricos. O que muda são as expressões; a preocupação permanece praticamente a mesma. 

Não se trata de abandonar a norma-padrão ou de defender que qualquer forma de expressão seja adequada para todos os contextos. Trata-se de compreender que diversidade linguística e ensino formal não são realidades incompatíveis. Talvez o verdadeiro desafio não seja combater as gírias, mas ensinar os falantes a transitarem conscientemente entre diferentes registros da língua. 

Afinal, uma língua viva não se caracteriza pela ausência de mudanças, mas pela capacidade de se renovar sem perder sua identidade. E, sob essa perspectiva, as gírias dizem menos sobre a decadência da língua portuguesa e mais sobre sua permanente vitalidade.


Midian Rebeca Justino de Araújo - professora de Linguística no Ensino Fundamental e Médio do Colégio Presbiteriano Mackenzie Agnes, no Recife. Mestranda em Educação Clássica e licenciada em Letras, dedica-se à formação linguística e ao desenvolvimento humano por meio da educação.


Dia dos Namorados: Quatro sinais para entender se é um relacionamento saudável ou dependência emocional

Psiquiatra explica como identificar comportamentos confundidos com amor, mas que podem indicar dependência e desgaste psicológico
 


O Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho, costuma celebrar o amor, a parceria e a conexão afetiva. Mas nem sempre é fácil perceber quando uma relação deixa de ser saudável e passa a comprometer a autonomia emocional de um dos parceiros. Em muitos casos, comportamentos associados ao romantismo são vistos como demonstrações de amor, quando na verdade podem sinalizar dependência emocional. 

Segundo o Dr. Guido Boabaid May, médico psiquiatra e CEO da GnTech, a principal diferença entre uma relação saudável e uma relação baseada em dependência emocional está na preservação da individualidade. “Um relacionamento saudável é aquele em que duas pessoas escolhem estar juntas sem abrir mão da própria identidade. Existe afeto, apoio mútuo, compromisso e cada um pode manter seus interesses, amizades, objetivos, que podem até ser os mesmos, desde que seja uma opção da pessoa e não uma imposição do outro”, explica. 

Dessa forma, o especialista listou alguns pontos para prestar mais atenção dentro das relações, com o intuito de ajudar pessoas que têm dificuldade de perceber se estão ou não em uma relação saudável. Confira:
 

1. Necessidade constante de contato

No início de um relacionamento, alguns comportamentos podem ser confundidos com paixão intensa. No entanto, quando a necessidade de estar conectado o tempo todo gera sofrimento, é importante observar com mais atenção. “Entre eles, estão a necessidade de contato constante, a sensação de ansiedade quando o parceiro demora a responder mensagens, o abandono progressivo de atividades pessoais para priorizar a relação e a dificuldade em tolerar momentos de distância”, afirma Guido.
 

2. Ignorar comportamentos tóxicos

Ignorar comportamentos que causam desconforto ou justificar atitudes inadequadas para preservar a relação também pode indicar um vínculo emocional desequilibrado. “Outro sinal frequente é a tendência a idealizar o parceiro, ignorando comportamentos que causam desconforto ou justificando atitudes inadequadas para preservar a relação”, explica o psiquiatra.
 

3. Confundir controle com demonstrações de amor

Algumas atitudes frequentemente romantizadas podem esconder sinais de dependência emocional e perda de autonomia. “Abrir mão de todos os próprios interesses para agradar o parceiro, tolerar repetidas situações que causam sofrimento por medo de perder a relação, monitorar constantemente a rotina do outro e acreditar que ciúme excessivo é sinal de amor são exemplos comuns”, alerta o especialista. “O amor saudável envolve cuidado e concessões, mas não exige o apagamento da individualidade”, comenta.
 

4. Medir a qualidade da relação pelas redes sociais

As redes sociais também podem contribuir para expectativas irreais e aumentar a insegurança dentro dos relacionamentos. “A internet frequentemente apresenta versões editadas e idealizadas dos relacionamentos. Isso pode criar expectativas irreais sobre felicidade constante, ausência de conflitos e demonstrações públicas permanentes de afeto”, explica o Dr. “Quando o relacionamento passa a ser medido pela frequência de mensagens, curtidas ou publicações, há um risco maior de ansiedade e desgaste emocional”, pontua.
 

Para o especialista, o fortalecimento da autoestima e da autonomia emocional são fundamentais para a construção de relações mais saudáveis. “Quanto mais a pessoa consegue reconhecer seu próprio valor independentemente da relação, menor a probabilidade de estabelecer vínculos baseados na dependência”, afirma. 

O médico também reforça que dependência emocional não é sinônimo de amar intensamente. “O problema surge quando a relação passa a comprometer a autonomia, a saúde mental e a capacidade de fazer escolhas livres. Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante quando o relacionamento se torna fonte constante de sofrimento, ansiedade ou perda de identidade. Relações saudáveis permitem que cada pessoa cresça e se desenvolva enquanto compartilha a vida com o outro”, conclui.



Guido Boabaid May - Médico psiquiatra há mais de 32 anos, com mais de 110 mil consultas realizadas, mais de 1.100 pacientes em tratamento guiado com teste farmacogenético e pioneiro da farmacogenética no Brasil. Guido também é fundador e CEO da GnTech, empresa de biotecnologia pioneira e líder em farmacogenética no Brasil, com mais de 25 mil testes farmacogenéticos realizados sob sua liderança, a empresa é detentora do maior banco de dados de farmacogenética sobre a população brasileira. Boabaid também atua como médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e é autor do livro "Onde Foi Parar Minha Alegria?”, publicado em 2025.


O Abraço: especialista dá 6 dicas para fortalecer a saúde emocional de crianças e adolescentes no ambiente escolar

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Diretor do Colégio Liceu Pasteur Start Anglo Trilingual School indica que a escola deve simbolizar acolhimento, segurança emocional e pertencimento 


O Abraço visa reforçar a importância da demonstração de carinho, afeto e amizade, sentimentos e relações humanas presentes no dia a dia. No ambiente escolar esses sentimentos são fundamentais para a geração de bem-estar emocional, pilar de relevância para o alcance de boa performance no estudo.  

 

Para Vinicius de Paula, diretor do Colégio Liceu Pasteur Start Anglo Trilingual School, no ambiente escolar, não é possível construir um aprendizado sólido em um ambiente de ansiedade, tensão, violência ou bullying. O aprendizado, segundo ele, é estimulado em um ambiente seguro, acolhedor e respeitoso. O alerta ganha ainda mais relevância diante do aumento dos desafios emocionais enfrentados por crianças e adolescentes. De acordo com levantamento do Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef), um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos possui algum transtorno mental, sendo ansiedade e depressão os quadros mais recorrentes.  

 

Por isso, De Paula propõe uma reflexão: mais do que o contato físico, o “abraço” no ambiente escolar deve simbolizar acolhimento, segurança emocional e pertencimento. “O afeto é fundamental para ensinar, criar vínculos e fortalecer conexões, mas ele nunca pode existir sem respeito”, explica. 


 

Promoção do bem-estar emocional  


Com o objetivo de mostrar a importância de relações sociais saudáveis no ambiente escolar, De Paula reúne seis práticas que ajudam escola e família a promover bem-estar emocional e favorecer o aprendizado. Confira: 


 

1. Priorize o acolhimento antes da performance acadêmica 


Antes de pensar em notas, idiomas ou desempenho, é crucial garantir que a criança e ao adolescente estejam emocionalmente seguros. Segundo o especialista, ambientes marcados por medo, tensão ou exclusão dificultam diretamente a aprendizagem.  


 

2. Entenda que afeto vai além do abraço físico 


O Dia do Abraço não deve ser interpretado apenas literalmente. Para De Paula, o afeto no ambiente escolar significa escuta, respeito, vínculo e presença emocional, sempre respeitando limites e consentimento. “É pelo afeto que ensinamos, construímos amizades e fortalecemos a relação entre estudantes, professores e escola.” 


 

3. Explique regras com sinceridade e não apenas imponha 


O afeto e disciplina não são opostos, o equilíbrio entre eles, acontece quando a escola estabelece limites claros, mas também explica os motivos por trás das regras. “O ‘porque eu estou mandando’ não funciona. Precisamos respeitar a inteligência da criança e mostrar por que aquela regra existe”, destaca. 


 

4. Crie espaços de escuta ativa 


Permitir que crianças e adolescentes expressem sentimentos, dúvidas e sugestões fortalece o senso de pertencimento e a segurança emocional. Segundo Vinicius, esse acolhimento é essencial para que o aluno se sinta parte do ambiente escolar. “No Colégio Liceu Pasteur Start Anglo Trilingual School, por exemplo, os estudantes participam de encontros periódicos com a gestão escolar para compartilhar percepções sobre a rotina da escola, o que contribui para fortalecer esse vínculo de pertencimento”, explica. 


 

5. Não minimize emoções difíceis 


Ansiedade, frustração e insegurança precisam ser acolhidas sem comparações ou julgamentos. Frases como “na minha época era pior” ou “isso não é motivo para sofrer” podem enfraquecer a autoestima da criança. “Não é recomendável hierarquizar a dor ou diminuir a história daquela criança. Cada um vive seus desafios dentro da sua realidade”, alerta. 


 

6. Fortaleça a parceria entre escola, família e profissionais 


Quando há sofrimento emocional, o suporte precisa ser coletivo.  De Paula defende uma atuação conjunta entre escola, responsáveis e profissionais da saúde mental. “É esse triângulo que pode ajudar o estudante a desenvolver segurança emocional para enfrentar desafios.”  

Além dos impactos no bem-estar, a atenção às competências socioemocionais também tem reflexos no desempenho escolar. 


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Start Anglo Bilingual School - Rede de escolas



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