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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Hidratação da pele é decisiva para a fixação do perfume na mudança de estação

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Oscilações típicas entre o fim do verão e a chegada do outono interferem na performance dos perfumes e na forma como aderem à pele

 

Com a transição entre verão e outono em março, variações de temperatura e umidade começam a impactar não apenas a pele, mas também a performance das fragrâncias. A sensação de que o perfume “não fixa” pode estar menos relacionada à qualidade do produto e mais às condições climáticas e ao estado de hidratação da pele. 

Segundo Daniela Holanda, gerente da Lord Perfumaria, calor e frio interferem diretamente na volatilização das fragrâncias. “Perfume é composto por moléculas aromáticas que evaporam. Quanto maior a temperatura, mais rápida é essa evaporação. No verão, as notas de topo — geralmente mais cítricas e leves — desaparecem com maior rapidez”, explica. 

No calor, a maior produção de suor e oleosidade também altera a forma como o perfume evolui ao longo do dia. “A fragrância pode projetar mais nas primeiras horas, mas tende a perder intensidade mais cedo”, afirma. 

Já no período mais frio, o cenário se inverte parcialmente. A evaporação ocorre de forma mais lenta, o que favorece a duração das notas de fundo, como amadeiradas e orientais. No entanto, a queda na umidade do ar e os banhos mais quentes contribuem para o ressecamento da pele — e isso compromete a fixação. “A pele seca tem menor capacidade de reter as moléculas do perfume. Quando a barreira cutânea está fragilizada, a fragrância evapora mais rapidamente, mesmo em temperaturas mais baixas”, diz a especialista.

 

Hidratação é fator-chave 

De acordo com Holanda, manter a pele hidratada é uma das estratégias mais eficazes para prolongar a duração do perfume, independentemente da estação. “Hidratantes ajudam a restaurar a barreira cutânea e criam uma superfície mais favorável para a fixação das moléculas aromáticas”, explica. 

Ela recomenda o uso de hidratantes sem fragrância antes da aplicação do perfume, para evitar competição olfativa. “O ideal é aplicar o hidratante logo após o banho, com a pele ainda levemente úmida, e aguardar alguns minutos antes de borrifar o perfume nos pontos de maior circulação sanguínea, como pulsos, pescoço e atrás das orelhas”, explica a gerente da Lord Perfumaria. Outra orientação é evitar esfregar a fragrância após a aplicação. “Esse hábito acelera a quebra das moléculas e altera a evolução do perfume”, completa.

 

Consumo acompanha a lógica técnica 

O comportamento do consumidor também reflete essa busca por maior durabilidade. Redes de perfumaria ampliam, nesse período, a oferta de conjuntos que combinam fragrância e produtos corporais da mesma linha. 

No mercado, marcas internacionais mantêm kits que associam perfume e loção corporal ou gel de banho, como as linhas Good Girl, de Carolina Herrera, La Vie Est Belle, da Lancôme, e Olympéa, da Rabanne. Entre as opções masculinas, Pour Homme, da Versace, segue a mesma proposta. Já fragrâncias como Scandal, de Jean Paul Gaultier, e Dylan Purple Pour Femme, também da Versace, aparecem frequentemente nesse formato. 

De acordo com a especialista, a lógica é funcional. “Quando o hidratante possui a mesma base olfativa da fragrância, cria-se uma camada complementar que tende a prolongar a percepção do aroma ao longo do dia”, descreve.

 

Adaptação por estação 

Além da hidratação, a escolha da fragrância também pode acompanhar as mudanças climáticas. Perfumes mais frescos tendem a funcionar melhor em temperaturas elevadas, enquanto composições mais densas e envolventes costumam ter melhor desempenho em períodos frios. 

“A ideia de um ‘guarda-roupa olfativo’ faz sentido. Assim como adaptamos roupas e rotina de cuidados, a fragrância pode acompanhar a estação”, diz Holanda. 

Com a mudança de estação em curso, a recomendação é observar como o perfume se comporta ao longo do dia e ajustar hábitos simples — como hidratação e forma de aplicação — antes de atribuir a baixa fixação à qualidade do produto.

 

Especialista aponta os riscos de bichectomia desnecessária em pacientes jovens

Procedimento é impulsionado por redes sociais

 

A bichectomia, cirurgia que remove parcial ou totalmente as bolas de Bichat (acúmulos de gordura nas bochechas), foi assunto durante o 60º Simpósio Baker Gordon, realizado em Miami no início de fevereiro: um crescente número de pessoas muito jovens está buscando o procedimento com finalidade puramente estética, muitas vezes sem indicação clínica precisa, expondo-se a riscos de resultados indesejados a médio e longo prazo. 

A retirada precoce dessa gordura em pacientes jovens pode comprometer seriamente a harmonia facial futura. “As bolas de Bichat desempenham papel importante na sustentação e no volume do rosto. Com o envelhecimento natural, já ocorre uma perda progressiva de gordura facial. Quando a bichectomia é realizada precocemente, o resultado pode ser um rosto com aspecto encovado (afundado), cansado e envelhecido antes do tempo”, alerta o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, que esteve presento no evento. 

Dr. Amato, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), conta que já é observada uma tendência preocupante de jovens buscando a bichectomia, muitas vezes influenciados por vídeos de celebridades nas redes sociais e sem critério clínico.

 

Quando a bichectomia é Indicada: O procedimento possui indicações bastante específicas, tais como: 

·         Pacientes com volume excessivo na região jugal (bochechas muito volumosas) que desarmonizam o contorno facial.

·         Casos em que o paciente morde frequentemente a mucosa interna da bochecha, causando ferimentos recorrentes.

·         Situações em que o excesso das bolas de Bichat compromete a definição do terço médio da face, mesmo em pacientes adultos.

·         Pacientes com face arredondada de forma desproporcional ao restante da estrutura facial. 



Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
https://plastico.pro/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/meu.plastico.pro/

 

Blefaroplastia: a cirurgia que rejuvenesce o olhar


A busca por uma aparência mais descansada e jovial tem impulsionado a blefaroplastia, cirurgia realizada nas pálpebras e realizada a laser. Cada vez mais popular entre a faixa etária dos 40+, a blefaroplastia é uma cirurgia estética indicada para a remoção do excesso de pele, bolsas de gordura e rugas nas pálpebras superiores e inferiores.  

 

Diferente da técnica tradicional, que utiliza bisturi, a versão a laser proporciona cortes mais precisos e uma recuperação mais rápida, atributos que a tornam ainda mais atraente para o público que busca resultados eficazes com menos tempo de inatividade. 

 

O cirurgião plástico Dr. Fernando Amato explica os benefícios da abordagem com laser: “Durante a blefaroplastia a laser é utilizado o CO2 para fazer incisões nas pálpebras, remover o excesso de pele, músculo e, se necessário, ajustar a gordura ao redor dos olhos. O laser cauteriza os vasos sanguíneos durante o corte, o que reduz o sangramento e o inchaço”, esclarece Dr. Amato. 

 

Ele também ressalta uma particularidade da técnica: “Dependendo da quantidade de pele na pálpebra, a blefaroplastia pode ser realizada usando o laser apenas para retrair os tecidos, sem a necessidade de corte”, explica Dr. Fernando Amato.  

  

Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
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Três em cada dez brasileiros têm propensão a consumir produtos e serviços ligados a bem-estar, revela Serasa Experian

• Mapeamento do Insights Hub, plataforma proprietária da datatech, aponta 56,7 milhões no perfil “Vida Saudável e Fitness” (30% da base analisada);

• Afinidade de consumo vai além do fitness: moda (54,1%), delivery (23,4%) e cosméticos (17%).

  

Saúde, bem-estar e autocuidado deixaram de ser um nicho e passaram a integrar o consumo cotidiano de uma parcela relevante da população. Um levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, mostra que 56,7 milhões de pessoas fazem parte do perfil Vida Saudável e Fitness, mapeado pela solução Insights Hub. O grupo reúne brasileiros que consumem produtos, serviços e conteúdos ligados a esse universo, e representa 30% de uma base que abrange 188,7 milhões de CPFs. 

 

“O crescimento do interesse por vida saudável e fitness indica uma mudança consistente no consumo e no jeito de viver. Ainda assim, não existe um único perfil nesse universo – são diferentes prioridades, rotinas e formas de se relacionar com o tema. Estudos como este ajudam a revelar essas nuances e a compreender, com mais precisão, quem compõe esse público. Assim, as marcas interessadas conseguem construir mensagens e ofertas mais alinhadas ao que cada grupo valoriza”, declara a CMO e Vice-Presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto.

 

Essa propensão se conecta a categorias que vão além do segmento fitness em si. Entre as pessoas desse perfil, 54,1% apresentam afinidade de compra por artigos de moda, 23,4% têm afinidade com food delivery e mercado delivery e 17% possuem propensão à compra de cosméticos. Esses indicadores apontam para um comportamento de consumo que combina autocuidado, conveniência e estilo de vida.

 

Afinidade com bem-estar em diferentes idades 


A análise também indica que a afinidade com o tema aparece de forma distribuída entre faixas etárias, com presença consistente entre diferentes gerações, com consistência entre 18 e 48 anos. Esse retrato ajuda a reforçar que “vida saudável e fitness” não é um assunto com uma cara só: Segundo Giroto, há motivações e momentos de consumo variados, que vão de autocuidado e rotina a performance, saúde preventiva e bem-estar no dia a dia. Confira, abaixo um gráfico que detalha a divisão por faixa etária: 

 


 Oportunidade para marcas: falar com quem tem maior chance de consumir


Para empresas de categorias como alimentação, bebidas, varejo, esporte, saúde, beleza e serviços, os dados ajudam a entender quem tem maior probabilidade de consumir e engajar com iniciativas ligadas ao tema, especialmente em períodos como o começo do ano, quando campanhas e conteúdos sobre mudança de hábitos ganham força.


“O papel de estudos como este, feitos a partir do Insights Hub, é transformar propensão de consumo em insight prático. Quando a marca enxerga quem tem mais afinidade com determinada mensagem, indo além de estereótipos, consegue construir conexões mais relevantes e planejar melhor, reduzindo o ‘achismo’ na hora de decidir”, conclui a executiva da datatech.

 

Experian
experianplc.com

 

Tamarindo, aloe vera e algas: os ingredientes naturais estão transformando os tratamentos capilares

A busca por fórmulas eficazes e alinhadas à natureza tem levado a indústria de beleza a buscar nos ativos botânicos aliados para a produção de cosméticos capilares. Nos cuidados com os cabelos, ingredientes como tamarindo, algas marinhas, cupuaçu e aloe vera ganham protagonismo por entregar resultados que vão além da hidratação superficial, atuando na saúde da fibra capilar e do couro cabeludo. Ricos em compostos bioativos, esses ingredientes vêm sendo incorporados a rotinas de tratamento que combinam hidratação, nutrição e fortalecimento, pilares essenciais para a manutenção de fios mais resistentes e com aparência saudável. 

O tamarindo se destaca pela alta concentração de polifenóis, ácidos orgânicos suaves e polissacarídeos. Com ação antioxidante, ajuda a combater os danos causados por radicais livres gerados por fatores como poluição e radiação solar. Também atua como agente hidratante e condicionante, favorecendo a retenção de água na fibra capilar. O resultado são fios mais macios, brilhantes, alinhados e com menos frizz, além de uma cutícula mais uniforme. Já as algas marinhas funcionam como um verdadeiro concentrado de minerais, aminoácidos, vitaminas e oligoelementos. Esses nutrientes auxiliam no fortalecimento da fibra capilar e na proteção antioxidante, além de contribuírem para o equilíbrio do couro cabeludo. Com o uso contínuo, os fios tendem a se tornar mais resistentes, com melhora perceptível na vitalidade e na aparência geral. 

O cupuaçu, ingrediente típico da biodiversidade brasileira, é conhecido pelo alto poder de absorção e retenção de água. Sua manteiga promove nutrição profunda, reposição lipídica e melhora da elasticidade dos fios. Isso ajuda a prevenir ressecamento, rigidez e quebra, deixando o cabelo mais flexível, macio e protegido contra agressões externas. A aloe vera, por sua vez, é reconhecida pelas propriedades hidratantes, calmantes e regeneradoras. Além de auxiliar na hidratação da fibra capilar, contribui para a saúde do couro cabeludo, ajudando a manter o equilíbrio dessa região. Os fios ficam mais maleáveis, suaves ao toque e com aspecto sedoso. 

A força desses ativos está também na forma como atuam em conjunto. Tamarindo e aloe vera são especialmente eficazes nas etapas de hidratação e manutenção da umidade. O cupuaçu se sobressai na fase de nutrição, promovendo reposição lipídica e maior flexibilidade da fibra. Já as algas marinhas oferecem suporte ao fortalecimento dos fios e ao equilíbrio do couro cabeludo. Inseridos de maneira estratégica na rotina, seja em shampoos, máscaras de tratamento ou finalizadores, esses ingredientes ajudam a atender diferentes necessidades do cabelo, respeitando sua fisiologia. A atuação combinada favorece resultados progressivos e mais duradouros, em vez de soluções pontuais. 

Com a adoção regular de produtos que contenham esses ativos naturais, é possível notar cabelos mais hidratados, nutridos e resistentes. A redução gradual do frizz, a melhora da maleabilidade e o maior equilíbrio do couro cabeludo também estão entre os efeitos percebidos ao longo do tempo. Os fios passam a responder melhor aos tratamentos e mantêm a aparência saudável por mais tempo. Na prática, isso se reflete em uma textura mais macia, sedosa e uniforme, além de maior resistência contra quebra e pontas duplas. O brilho e a leveza voltam a fazer parte do visual, e o cabelo ganha movimento natural.  



Carine Silva - educadora da Prohall Professional, marca de produtos capilares voltados para cuidado pessoal e estética. – E-mail: prohall@nbpress.com.br.


Prohall Professional
www.prohall.com.br



Autoestima em minutos: o poder dos pequenos cuidados no dia a dia

Crédito: Caio Faz para Bessie Beauty Club
Serviços rápidos como escova, manicure, depilação e design de sobrancelhas mostram que alguns detalhes são capazes de transformar humor, postura e confiança das mulheres

 

No ritmo acelerado da vida moderna, equilibrando carreira, estudos e/ou família, encontrar tempo para si mesma pode parecer um luxo. Mas e se bastassem alguns minutos para mudar o dia inteiro? Pequenos cuidados de beleza, como unhas feitas, sobrancelhas desenhadas e cabelos bem cuidados, vão muito além de estética, mas de presença, posicionamento e bem-estar. De acordo com a McKinsey Global Institute, empresa norte-americana de consultoria, estima-se que o mercado de beleza atinja cerca de US$ 580 bilhões até 2027, crescendo 6% ao ano.

“Cada vez mais, mulheres buscam soluções práticas que caibam na agenda sem abrir mão da qualidade. Serviços rápidos e eficientes permitem encaixar um momento de autocuidado no intervalo do almoço ou antes de um compromisso importante. A proposta é simples: menos culpa por “tirar um tempo para si” e mais consciência de que autoestima também é prioridade”, comenta Camila Drummond, sócia-fundadora e diretora de inovação da Bessie Beauty Club, rede de salões de beleza express. 

Para quem quer uma transformação rápida e prática, mas poderosa e significativa, Camila reuniu sugestões de serviços de fast beauty que renovam o visual em minutos. Veja abaixo:

  • Hidratação capilar – Fios mais macios e saudáveis refletem no espelho e na autoestima. A hidratação devolve brilho, reduz o frizz e melhora o toque do cabelo em poucos minutos. “No modelo express, o tratamento é otimizado para agir rápido, perfeito para quem quer recuperar os fios sem passar horas no salão”, indica Camila. 
  • Manicure – Unhas feitas transmitem organização e atenção aos detalhes. Uma esmaltação renovada pode mudar o humor e trazer sensação de autocuidado imediato. 
  • Design de sobrancelhas – As sobrancelhas moldam o rosto e valorizam o olhar. “Um design bem feito ilumina a expressão e realça os traços naturais”, ressalta Drummond. 
  • Depilação facial à linha – Técnica delicada e precisa, remove até os pelos mais finos, deixando a pele limpa e definida. Além de prática, é menos agressiva e ideal para áreas sensíveis do rosto. 

 

Bessie Beauty Club

 

Entenda as mudanças na pele durante a menopausa


A médica Isabel Martinez explica o que a ciência mais recente diz que você pode fazer a respeito

 

Você está na menopausa e tem aquela sensação de que o creme que funcionava há dois anos parou de funcionar? De que a pele parece papel? De que o rosto está mais flácido do que deveria para sua idade? Não é impressão. E não é "da idade".

 

A médica Isabel Martinez explica que o estrogênio — aquele hormônio que a gente associa com menstruação e fertilidade — é, na verdade, o grande arquiteto da pele feminina.

 

"Ele está em todo lugar: nas células que fabricam colágeno, nas que formam a barreira protetora, nas que produzem a oleosidade natural, até nos vasinhos que nutrem a pele por dentro. Quando o estrogênio cai, tudo cai junto. E cai rápido"

 

De acordo com Dra. Isabel, uma das descobertas mais impactantes da dermatologia é esta: nos primeiros cinco anos de menopausa, a pele pode perder até 30% do seu colágeno total.

 

"Não em décadas. Em cinco anos. E esse número não depende da sua idade — depende de quanto tempo faz que a menopausa começou. Uma mulher de 42 com menopausa precoce pode ter a mesma perda de colágeno que uma de 58.

É por isso que a menopausa não é "envelhecimento". É uma transição. O corpo todo muda de regime — e a pele é o primeiro lugar onde isso aparece. Na prática, o que acontece é um efeito dominó: a pele fica mais fina (menos colágeno), mais seca (menos oleosidade natural e menos ácido hialurônico), mais sensível (a barreira enfraquece), mais flácida (as fibras elásticas se desorganizam) e cicatriza mais devagar (porque o fluxo sanguíneo na derme diminui). Tudo ao mesmo tempo".

 


As "células-zumbi" que ninguém te contou

 

Em 2025, pesquisadores da Mayo Clinic e da Charité de Berlim publicaram uma revisão mostrando que existe outro vilão no envelhecimento da pele — além do sol, além do tempo, além dos hormônios. São as células senescentes.

 

"Toda célula do seu corpo tem um ciclo de vida. Nasce, trabalha, morre, é substituída. As células senescentes são as que pararam de trabalhar, mas não morrem. Ficam ali, ocupando espaço, e — pior — soltando substâncias inflamatórias que danificam as células vizinhas. É como um colega de trabalho que desistiu, mas fica na sala de reunião atrapalhando todo mundo";

 

De acordo com Dra. Isabel, os cientistas chamam essas substâncias de SASP — um perfil inflamatório que degrada o colágeno, gera estresse oxidativo e recruta mais inflamação.

 

"Um ciclo que se retroalimenta. E aqui entra a menopausa: o estrogênio tinha um papel protetor contra o acúmulo dessas células. Sem ele, a pele acumula "zumbis celulares" mais rápido"

 

A médica esclarece que ciência já está desenvolvendo substâncias que eliminam essas células (os senolíticos) ou que silenciam suas emissões inflamatórias (os senomórficos). Algumas delas são naturais — como a fisetina, encontrada em morangos e maçãs, e a apigenina, do chá de camomila. "Ainda estamos no estágio de pesquisa, mas o conceito é poderoso: não basta repor o que se perdeu. É preciso limpar o que está inflamando".



Sua pele tem um ecossistema. E ele também muda na menopausa

 

Você provavelmente já ouviu falar em microbioma intestinal — as bactérias que vivem no nosso intestino e influenciam tudo, de imunidade a humor. O que é menos conhecido: a pele também tem o seu próprio ecossistema de microrganismos. E ele muda com a menopausa.

 

Um estudo publicado recentemente mostrou que mulheres pós-menopausa têm significativamente menos Lactobacillus na superfície da pele facial — o mesmo fenômeno que acontece na mucosa vaginal. O mais interessante: os pesquisadores concluíram que o status menopausal é um indicador melhor do que a idade cronológica para prever o perfil microbiano da pele.

 

"O que isso significa na prática? Que tratar a pele na menopausa sem considerar o seu ecossistema microbiano é tratar metade do problema. Produtos muito agressivos, com excesso de ingredientes antibacterianos, podem estar piorando a situação. O futuro da dermatologia menopausal passa por cuidar também das bactérias boas", destaca Martinez.

 


"Por que minha pele ficou tão seca?"

 

Dra. Isabel conta que essa é a queixa número um no consultório. E a resposta não é "use mais hidratante". Ela afirma que a pele seca da menopausa é diferente da pele seca de quem não bebe água ou usa sabonete errado. É fisiopatológica — tem múltiplas causas simultâneas:

 

"O ácido hialurônico — que é a principal "esponja" de água da pele — diminui porque o estrogênio era quem mandava produzi-lo. As glândulas sebáceas produzem menos óleo, então aquele manto protetor natural que impedia a água de evaporar fica insuficiente. A epiderme fica mais fina e menos eficiente como barreira. E, como acabamos de ver, o microbioma se desorganiza, reduzindo espécies que ajudavam a manter a acidez e a hidratação da superfície".

 

Não é uma causa. São quatro. Ao mesmo tempo.

 

A médica esclarece que o tratamento inteligente trabalha em camadas: primeiro, reconstruir a barreira (emolientes com ceramidas, óleos vegetais que imitam os lipídios naturais da pele, limpeza suave com pH 5,0-5,5). Depois, reter a água que já está ali (ácido hialurônico tópico, glicerina, ureia). E, quando possível, tratar a causa — que é hormonal.

 

O que realmente funciona?

 

Dra. Isabel Martinez explica que é preciso honestidade para responder o que realmente funciona, porque existe o que é popular, o que é promissor e o que tem ciência de verdade. Ela elencou os três.

 

O que já tem evidência forte:


Retinoides (tretinoína, retinol) continuam sendo o padrão-ouro para estimular colágeno novo. O problema? A pele na menopausa muitas vezes não tolera. Está mais fina, mais seca, com a barreira fragilizada. É preciso começar devagar, com concentrações mínimas e muito suporte de hidratação.

 

Vitamina C é mais do que antioxidante — é literalmente a matéria-prima que o corpo precisa para fabricar colágeno. Sem vitamina C, a enzima que monta as fibras de colágeno não funciona. Para pele sensibilizada, prefira versões estabilizadas (menos irritantes que o ácido puro).

 

Niacinamida (vitamina B3) é talvez o ativo mais versátil e gentil para a pele madura. Ela faz algo essencial: ensina a pele a produzir mais ceramidas — que são os "tijolos" da barreira cutânea. Quando a barreira funciona, tudo melhora: hidratação, sensibilidade, inflamação. Funciona bem em concentrações de 2 a 5%.

 

Ácido hialurônico tópico em diferentes tamanhos de molécula. O grande forma um filme protetor. O pequeno penetra e hidrata mais fundo. Os dois juntos funcionam melhor do que qualquer um sozinho.

 

Colágeno hidrolisado oral (2,5 a 10 gramas por dia). Não é modismo. Uma meta-análise — que é o nível mais alto de evidência científica — mostrou melhora consistente em hidratação, elasticidade e firmeza da pele. Os peptídeos não viram colágeno direto: eles funcionam como mensageiros que dizem aos fibroblastos "produza mais". A combinação com vitamina C potencializa o efeito.

 


O que é promissor (mas precisa de mais pesquisa):

 

Bakuchiol — chamado de "retinol botânico". Um estudo publicado no British Journal of Dermatology mostrou que ele melhora rugas e pigmentação tanto quanto o retinol, mas sem a irritação. Para quem não tolera retinoides, é a melhor alternativa que temos hoje. E tem um bônus: ele também age como fitoestrógeno, ativando receptores de estrogênio na pele. Mas atenção: a maioria dos estudos usou formulações combinadas — ainda precisamos de mais pesquisa com bakuchiol isolado.

 

Fitoestrógenos tópicos (como a genisteína da soja). Estudos brasileiros, da UNIFESP, mostraram que um gel de genisteína aplicado por 24 semanas aumentou colágeno e ácido hialurônico na pele de mulheres pós-menopausa. Não é tão potente quanto o estrogênio tópico, mas funciona — e sem efeito sistêmico.

 


O que está chegando (mas ainda não é hora de usar):

 

Segundo a médica, os senolíticos e senomórficos são substâncias que eliminam ou silenciam as células-zumbi. Mas eles estão em fase de ensaios clínicos. "Os pré e pós-bióticos específicos para o microbioma da pele madura. Tudo isso é ciência em movimento. Vale acompanhar. Mas não vale se medicar com base nisso — ainda"

 

Dra. Isabel Martinez (CRM-SP 115398 | Coren-SP 89562) - Médica com mais de 20 anos de atuação em saúde feminina. Com passagens por Harvard e University of Chicago. Fundadora da CLIMEX Academy e criadora do conceito Climex®️. Palestrante no IMCAS World Congress 2026 (Paris). Entrou na menopausa aos 38 anos — e fez disso ciência. CEO | Climex®️ | Clínica Martinez®️. Procure sempre seu médico de confiança. Siga @draisabelmartinez



CARNAVAL ACABOU, AGORA O ANO COMEÇA: RITUAIS E BANHOS PARA RETOMAR O FOCO NAS METAS DE 2026



Nina D' Oyá Igbalé do Astrocentro traz simpatias simples para atrair o emprego dos sonhos, conseguir guardar dinheiro, ter saúde e sorte

 

No Brasil, existe quase um acordo silencioso: o ano só começa depois do Carnaval. E agora que os bloquinhos ficaram para trás, é hora de guardar o glitter, organizar a rotina e, para muitos, finalmente tirar as metas do papel.


Segundo a especialista
Nina D' Oyá Igbalé do Astrocentro, esse período pós-folia é energeticamente simbólico. “O Carnaval é um momento de expansão, excesso e extravaso. Quando ele termina, entramos numa fase de reorganização. É como se o coletivo virasse uma chave interna para retomar compromissos e objetivos”, explica a especialista do Astrocentro.


Para quem quer aproveitar esse ‘recomeço oficial’ de 2026, alguns rituais simples podem ajudar a direcionar energia, fortalecer a intenção e trazer mais foco para as áreas que precisam de atenção.


Para conquistar um emprego

A simpatia é indicada para quem deseja uma recolocação ou uma nova oportunidade profissional. Em uma folha de papel, escreva seu nome completo e, logo abaixo, o tipo de emprego que deseja. No verso, anote o salário pretendido. Dobre o papel sete vezes e coloque no fundo de um pote de vidro. Acrescente moedas, pimentas e sal grosso até cobrir tudo. Feche o pote, faça uma prece ao seu anjo da guarda e deixe no congelador até conseguir o emprego. Depois, descarte o conteúdo em um jardim ou área com árvores.


“Ao escrever o cargo e o salário, a pessoa deixa de falar de forma genérica sobre ‘arrumar trabalho’ e passa a mentalizar algo concreto. O universo responde melhor quando existe clareza de intenção”, comenta a especialista.


Para melhorar a vida financeira

Na última sexta-feira do mês, doe moedas a três pessoas carentes que encontrar pelo caminho. Leve com você uma imagem de Santa Edwiges ou de São José e, ao chegar em casa, guarde-a na carteira. Caso perca a imagem, repita o ritual. A prática simboliza desapego e circulação de energia financeira.


“Prosperidade não é apenas ganhar mais, mas também saber movimentar e agradecer o que já se tem. O ato de doar abre caminhos e cria um fluxo de abundância”, orienta.


Banho para atrair saúde

Com 1 punhado de lavanda, camomila, manjericão roxo e alecrim, 10 pétalas de rosa branca e 1 litro de água, ferva a água e misture os ingredientes. Tampe, desligue o fogo e deixe esfriar. Após o banho habitual, despeje a mistura do pescoço para baixo.


“As ervas trabalham limpeza energética e equilíbrio. É um ritual indicado para quem sente que exagerou nos últimos dias e quer começar o ciclo com mais leveza”, diz.


Banho para sorte e proteção no novo ciclo

Ferva 1 litro de água e adicione 1 ramo de arruda, 1 maço de guiné e 1 espada de São Jorge picada. Abafe, desligue o fogo e espere esfriar. Após o banho comum, despeje do pescoço para baixo, mentalizando o Arcanjo São Miguel e pedindo proteção para o ano que se inicia.


“Proteção espiritual e foco caminham juntos. Quando a pessoa se sente protegida, ela age com mais segurança e confiança nas decisões”, finaliza a especialista do Astrocentro.

 


Astrocentro

. www.astrocentro.com.br

 

 

 

SUPERPROTEÇÃO: QUANDO O EXCESSO DE CUIDADO VIRA UM OBSTÁCULO PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Especialista alerta que proteger demais pode comprometer autonomia, autoestima e habilidades emocionais das crianças

 

Muito se fala sobre a autonomia dos bebês atualmente. Basta uma rápida busca nas redes sociais para encontrar uma enxurrada de conteúdos que incentivam a independência desde os primeiros anos de vida. De fato, estimular a autonomia é fundamental para que a criança cresça e se desenvolva de forma saudável. Mas existe um outro lado dessa discussão: a superproteção. Comum, especialmente entre pais de primeira viagem, ela levanta um questionamento importante, até que ponto o excesso de cuidado pode prejudicar o desenvolvimento infantil? 

De acordo com o neurocirurgião e especialista em desenvolvimento infantil, doutor André Ceballos, o excesso de intervenção dos adultos impede que a criança vivencie experiências fundamentais para seu crescimento emocional e cognitivo. “Errar, frustrar-se e tentar novamente fazem parte do processo natural de amadurecimento. Quando os pais antecipam soluções ou evitam qualquer desconforto, acabam limitando a construção da autonomia” explica.


Veja os sinais mais comuns de superproteção por parte dos pais segundo o doutor Ceballos.

  • Fazer pela criança tarefas que ela já é capaz de realizar sozinha;
     
  • Intervir constantemente em conflitos escolares ou entre amigos;
     
  • Evitar qualquer situação que gere frustração;
     
  • Controlar excessivamente rotinas, decisões e escolhas.

Para o doutor, é importante diferenciar cuidado de controle. “Proteger é garantir segurança e orientação. Superproteger é impedir a vivência. O equilíbrio está em acompanhar, orientar e permitir que a criança experimente, dentro de limites seguros.” 

A longo prazo, o excesso de cuidado pode deixar marcas nas crianças, segundo o doutor, em alguns casos elas podem apresentar baixa tolerância à frustração, dependência excessiva dos pais, ansiedade e dificuldade para tomar decisões na adolescência e na vida adulta. 

Sendo assim, desde os primeiros momentos em que os pequenos começam a apresentar os marcos do desenvolvimento infantil, é importante que os pais os auxiliem e incentivem pequenas responsabilidades e valorizem o esforço mais do que o resultado. “A construção da autonomia começa nas pequenas escolhas diárias. Confiar na capacidade do filho é um dos maiores presentes que os pais podem oferecer.” Finaliza o doutor André Ceballos.

 

Dr. André Ceballos - Médico neurocirurgião, Ceballos atua como Diretor técnico do Hospital São Francisco, referência no diagnóstico e tratamento de crianças com transtornos do desenvolvimento. O médico tem como missão identificar precocemente condições que possam comprometer o pleno desenvolvimento das crianças, oferecendo intervenções terapêuticas baseadas nas melhores evidências científicas. A atuação do Dr. Ceballos vai além do atendimento clínico e da gestão hospitalar e reconhecendo a importância da informação e da educação para a saúde pública, se dedica a projetos de divulgação e conscientização sobre os marcos do desenvolvimento infantil, com o objetivo de influenciar políticas públicas que beneficiem especialmente as populações mais vulneráveis. Saiba mais em: Link


Exposição a conteúdos inadequados revela falha na segurança de adolescentes na internet

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Especialistas em cibersegurança apontam que proteção efetiva precisa de controles técnicos, educação digital e maior responsabilidade das plataformas

  

A entrada de crianças e adolescentes no ambiente digital acontece cada vez mais cedo, mas a proteção não acompanha esse ritmo. Uma pesquisa realizada pela Unico em parceria com a Ipsos revelou que mais da metade dos adolescentes brasileiros já tiveram contato com conteúdos inadequados na internet, um indicativo claro de que o ecossistema digital atual falha ao lidar com públicos em formação.
 

No mês em que disseminamos o uso consciente da internet, especialmente nesta faixa etária, especialistas alertam que o problema vai muito além de episódios isolados ou do tipo de conteúdo acessado.

“Trata-se de um ambiente desenhado para engajamento contínuo, onde verificação de idade frágil, algoritmos de recomendação e ausência de governança digital ampliam a exposição de jovens a riscos que eles ainda não estão preparados para enfrentar”, afirma Jardel Torres, sócio e diretor comercial (CCO) da OSTEC, empresa referência nacional em cibersegurança.
 

“O ambiente digital foi construído para adultos, mas passou a ser ocupado massivamente por crianças e adolescentes. Sem ajustes estruturais de segurança, isso cria uma assimetria perigosa entre tecnologia sofisticada e usuários vulneráveis”, complementa Torres.
 

Conteúdo inadequado é só a parte visível do problema

A exposição a materiais impróprios costuma ser o primeiro alerta, mas está longe de ser o único risco. Atualmente, crianças e adolescentes também se tornam alvos frequentes de engenharia social, assédio digital, golpes disfarçados de jogos ou desafios virais e coleta indevida de dados pessoais. Com menos repertório crítico e maior propensão ao compartilhamento, esse público acaba ampliando sua própria superfície de ataque, muitas vezes sem perceber.
 

“O jovem confia mais rápido, compartilha mais informações e questiona menos o que aparece na tela. Isso o transforma em um alvo estratégico para práticas maliciosas que passam despercebidas pelos mecanismos tradicionais de segurança”, explica Jardel Torres.
 

Nos últimos meses, episódios que ganharam grande repercussão nas redes sociais como o caso exposto pelo influenciador Felca, envolvendo a adultização e exposição indevida de menores, ajudaram a trazer o tema para o debate público. No entanto, o especialista afirma que esses casos apenas iluminam um problema que já existia de forma silenciosa no ambiente digital.
 

“Quando um episódio viraliza, ele chama atenção para algo que vinha acontecendo sem visibilidade. A maioria dos riscos não vira manchete, mas impacta diretamente o desenvolvimento emocional, psicológico e digital de crianças e adolescentes”, avalia o executivo.
 

Outro ponto crítico é a facilidade com que menores burlam restrições de idade em plataformas digitais. A autodeclaração, ainda amplamente adotada, se mostra insuficiente para impedir o acesso a ambientes inadequados e transfere a responsabilidade quase integralmente para famílias e escolas.
 

Segurança digital precisa mudar de lógica

De acordo com Jardel, enfrentar esse cenário exige uma mudança clara de abordagem: sair da reação a incidentes e adotar segurança digital desde a concepção das plataformas, especialmente quando o público inclui menores de idade. Isso envolve:

  • Tecnologias de cibersegurança mais inteligentes, capazes de identificar padrões de risco e comportamentos suspeitos;
  • Mecanismos mais robustos de verificação etária e governança digital;
  • Educação digital contínua, que prepara jovens para navegar com mais consciência e senso crítico.

“Não se trata de limitar o acesso à tecnologia, mas de torná-la responsável. Se o ambiente digital continuar falhando na proteção dos mais jovens, estaremos formando uma geração altamente conectada e estruturalmente vulnerável”, conclui Jardel Torres.

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