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sábado, 20 de junho de 2026

Celular virou fator de risco para a saúde mental? Psiquiatra alerta para os impactos das mensagens fora do expediente

Dados do Ministério da Previdência Social mostram que os afastamentos por transtornos mentais e comportamentais continuam crescendo no Brasil. Em 2025, foram concedidos mais de 500 mil benefícios por incapacidade temporária relacionados à saúde mental, um aumento de mais de 15 % em comparação com 2024

 

A mesma tecnologia que ajuda, também adoece. Na mesma proporção que o celular otimiza e aumenta a produtividade, também pode estar criando um novo risco para a saúde mental dos trabalhadores. 

Para o psiquiatra corporativo Dr. Daniel Sócrates, as mensagens enviadas à noite, grupos de trabalho ativos durante finais de semana, notificações fora do expediente e a sensação constante de que é preciso estar disponível a qualquer momento estão levando muitos profissionais a um estado permanente de alerta e esse comportamento pode gerar consequências importantes para a saúde emocional. 

"O trabalhador não precisa necessariamente estar trabalhando para estar sob estresse. Muitas vezes basta a expectativa de que uma nova demanda pode surgir a qualquer momento. O cérebro permanece em vigilância constante", explica. Esse estado de alerta contínuo dificulta o descanso mental e impede que o organismo complete processos importantes de recuperação emocional. 

"O cérebro precisa de momentos de desconexão para consolidar memórias, regular emoções e restaurar a energia mental. Quando a pessoa permanece monitorando notificações o tempo todo, ela reduz sua capacidade de recuperação", alerta. 

Ele explica que o problema não é apenas o volume de mensagens, mas a percepção de que tudo precisa ser resolvido imediatamente. Isso alimenta ansiedade e aumenta o desgaste emocional."

 

Sinais que o celular pode estar adoecendo 

O especialista destaca que um dos primeiros sinais de que a relação com o celular está se tornando prejudicial é a incapacidade de se desligar mentalmente do trabalho. 

Entre os sinais de alerta estão: 

  • Verificar mensagens corporativas logo ao acordar;
  • Sentir culpa ao não responder imediatamente;
  • Levar o celular para todos os ambientes da casa;
  • Interromper momentos de lazer para acompanhar grupos profissionais;
  • Dificuldade para dormir após interações relacionadas ao trabalho;
  • Sensação de estar sempre devendo alguma resposta. 

"Quando o trabalhador perde a capacidade de diferenciar momentos de trabalho e momentos de recuperação, o risco de adoecimento emocional aumenta significativamente", afirma.

 

Como criar limites saudáveis no uso do celular para trabalhar 

Daniel Sócrates destaca que a solução não está em abandonar a tecnologia, mas em estabelecer fronteiras claras entre vida profissional e pessoal. Entre as recomendações do especialista estão: 

1. Criar horários para consultar mensagens

Evitar acompanhar grupos corporativos continuamente ao longo do dia.

2. Desativar notificações fora do expediente

Nem toda mensagem precisa interromper momentos de descanso.

3. Evitar celular profissional no quarto

O ambiente de sono deve estar associado ao descanso e não ao trabalho.

4. Definir expectativas claras nas equipes

Lideranças precisam comunicar quando uma resposta imediata realmente é necessária.

5. Respeitar períodos de recuperação

Tempo livre não é improdutividade. É parte fundamental da manutenção da saúde mental.

Para o psiquiatra, o futuro das relações de trabalho passa pela capacidade de proteger a atenção e a saúde mental dos profissionais. "O celular é uma ferramenta extraordinária. O problema surge quando ele deixa de ser um instrumento de trabalho e passa a ocupar todos os espaços da vida. Nenhum ser humano foi feito para permanecer disponível 24 horas por dia."

 

Dr. Daniel Sócrates - Médico psiquiatra, doutor pela UNIFESP, com mais de duas décadas de atuação clínica. Dedica-se ao cuidado de profissionais que enfrentam altos níveis de exigência e responsabilidade, com abordagem focada em performance sustentável, saúde mental e qualidade de vida. Link


O que fazer quando o jovem não larga o celular? Confira cinco dicas para reduzir os excessos digitais

Especialista da Fundação Darcy Vargas orienta pais e destaca a importância da disciplina de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) nos currículos escolares
 

Em meio à hiperconectividade, ao avanço da inteligência artificial e ao consumo acelerado de conteúdos digitais, ensinar crianças e adolescentes sobre como usar a tecnologia passou a ser um desafio para pais e educadores. Nesse cenário, a Fundação Darcy Vargas (FDV), escola gratuita de ensino básico do Rio de Janeiro, tem incluído o letramento digital como parte do desenvolvimento dos estudantes por meio da disciplina eletiva de Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs), iniciativa ainda pouco explorada na educação básica. 

Para apoiar os adultos nesse processo com crianças e adolescentes, a professora Sarah Batista Santos, da FDV e que atua há seis anos com educação e uso de tecnologias, reuniu cinco orientações que podem ser incorporadas à rotina familiar:
 

1. Criar momentos fixos sem telas
Estabelecer horários específicos para desconectar, como durante as refeições ou antes de dormir, ajuda a fortalecer vínculos familiares, melhorar o descanso e reduzir o uso automático dos dispositivos.
 

2. Construir regras em conjunto
Mais do que impor limites, o ideal é combinar horários, tempo de tela e tipos de conteúdo junto aos filhos. Quando adolescentes participam dessas decisões, tendem a desenvolver mais responsabilidade sobre os próprios hábitos digitais.
 

3. Incentivar experiências fora do ambiente virtual
Esportes, leitura, atividades artísticas, cozinhar e encontros presenciais ampliam repertório, estimulam criatividade e ajudam a equilibrar o cotidiano.
 

4. Conversar sobre o que é consumido nas redes
Acompanhar conteúdos, questionar fontes e discutir exageros, intenções e possíveis desinformações contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e da autonomia digital.
 

5. Dar o exemplo no uso da tecnologia
Crianças e adolescentes observam os comportamentos dos adultos. Valorizar conversas presenciais, respeitar momentos sem telas e equilibrar o uso do celular tende a gerar hábitos semelhantes nos mais jovens.
 

Segundo Sarah, o maior desafio das famílias atualmente é encontrar equilíbrio entre os ambientes online e offline.

“A tecnologia trouxe benefícios importantes para a rotina dos jovens, especialmente no acesso à informação e na organização das atividades. Mas o excesso de conteúdos prontos e sugestões automáticas também pode reduzir processos criativos e dificultar o desenvolvimento do pensamento crítico. Por isso, é essencial ensinar não apenas o uso das ferramentas, mas também a reflexão sobre aquilo que consumimos”, afirma. 

Na Fundação Darcy Vargas, esse trabalho acontece dentro da disciplina eletiva de TDICs, que tem como objetivo preparar os estudantes para utilizar ferramentas digitais de forma crítica, ética e responsável. 

Ao longo das aulas, os alunos aprendem sobre funcionamento da internet, segurança e privacidade digital, identificação de conteúdos confiáveis e resolução de problemas do dia a dia ligados ao ambiente online. O conteúdo aborda estudos de caso e situações reais para discutir exposição em redes sociais, golpes virtuais, proteção de dados e os impactos dos algoritmos na forma como consumimos informação. 

O diferencial da proposta, segundo a professora, está em ir além do ensino instrumental da tecnologia.

“Os estudantes aprendem não apenas a usar aplicativos ou acessar plataformas, mas a compreender como essas ferramentas influenciam decisões, comportamentos e relações. O objetivo é formar jovens mais autônomos, criativos e conscientes.”
 

Os resultados já aparecem no cotidiano escolar: alunos demonstram mais cuidado com informações compartilhadas na internet, maior capacidade de identificar conteúdos confiáveis e percepção mais crítica sobre os impactos das redes sociais e dos algoritmos.
 

Para Sarah, o aprendizado precisa continuar dentro de casa.

“A participação da família é fundamental para orientar e acompanhar o uso da tecnologia no cotidiano. Mais do que controlar, é importante dialogar, estabelecer limites equilibrados e ajudar crianças e adolescentes a desenvolver responsabilidade e bom senso no ambiente digital.”


O cansaço de pensar: por que você está exausto sem ter feito nada


Você chega ao fim do dia com a sensação de que trabalhou muito, mas quando olha para o que produziu, a conta não fecha. O cansaço é real. A entrega, nem sempre. Esse é um dos paradoxos mais comuns e silenciosos do ambiente corporativo atual.

A primeira reação costuma ser de culpa: "Preciso ser mais disciplinado", "estou perdendo foco", "tenho que me organizar melhor". Mas o problema, muitas vezes, não é falta de vontade. É um fenômeno que a ciência do comportamento humano descreve como ego depletion, ou esgotamento do ego.

O cérebro humano lida mal com o volume e a velocidade de decisões que o ambiente moderno impõe. Em 1998, o psicólogo social Roy Baumeister foi um dos primeiros a demonstrar, cientificamente, que a capacidade de autorregulação (que envolve tomar decisões, manter o foco e resistir a impulsos) funciona como um recurso limitado, quanto mais usada ao longo do dia, mais ela se desgasta.

Esse mecanismo ficou conhecido como ego depletion, ou esgotamento do ego, e deu origem ao que hoje chamamos de ‘fadiga de decisão’. A ideia central permanece observável na prática: a qualidade das decisões declina à medida que o dia avança e o esforço cognitivo se acumula. As decisões do final da tarde tendem a ser piores do que as da manhã, não porque você seja menos inteligente nesse horário, mas porque seu sistema de controle consciente já consumiu grande parte da energia disponível.

Estar ocupado e ser cognitivamente eficiente são coisas diferentes. E aqui mora a armadilha. O ambiente corporativo confunde movimento com progresso. Reuniões que poderiam ser e-mails, notificações constantes, mudanças de contexto a cada dez minutos, tudo isso impõe um custo cognitivo alto, muitas vezes invisível. Quando está exausto você não percebe o ato de pensar porque o corpo não dói. Mas a mente entra em modo de sobrevivência, evita o que é complexo, recorre ao automático e escolhe o mais fácil.

É nesse cenário que a dimensão reativa assume o controle. Na metodologia que desenvolvi ao longo de mais de uma década de trabalho com alta performance, trabalho com três dimensões cognitivas integradas: a reativa, a emocional e a racional. Em condições ideais, as três operam em conjunto. A reativa capta o estímulo, a emocional dá significado, e a racional organiza a melhor resposta. O problema é que a dimensão racional é a mais cara em termos de energia e atenção. Quando o tanque está no limite, ela sai de cena. O que sobra é reação pura: impulsividade, decisões no piloto automático, respostas que você mesmo não reconhece como suas no dia seguinte.

A grande virada começa quando paramos de medir produtividade pelo volume de tarefas e passamos a medir pela qualidade das decisões. Um profissional de alta performance não é aquele que aguenta mais horas na cadeira. É aquele que entende quando seu sistema racional está mais afiado e protege esse tempo com inteligência.

Na prática, isso exige mudanças simples, mas contraintuitivas como, por exemplo, reservar decisões relevantes para o início do dia; criar blocos de trabalho profundo sem interrupções, em vez de estar permanentemente disponível; e aprender a distinguir o que exige raciocínio real do que pode ser resolvido no automático.

A cultura da alta performance criou um mito perigoso, o de que resistir ao cansaço é virtude, de que trabalhar mais é sempre melhor, e também que o profissional que não para é o mais comprometido. A ciência do comportamento humano sugere o contrário. Ignorar limites cognitivos não é dedicação, é desperdício. Um cérebro exausto entrega apenas volume.

O verdadeiro desafio não é trabalhar mais horas. É garantir que, nas horas em que você trabalha, o sistema racional esteja presente e não apenas o reativo respondendo no automático. Porque, no fim, os resultados não são definidos pelo volume do que você faz, mas pela qualidade do que você decide quando realmente importa.

 

Bruno Rosa - engenheiro eletricista e Managing Director da Domperf High Performance, empresa de treinamento de alto desempenho profissional e consultoria empresarial. Há mais de uma década dedica-se ao estudo da neurociência e comportamento, desenvolvendo metodologias práticas aplicadas ao ambiente corporativo. https://domperf.com.br/


Quatro sinais de que o sono virou prioridade para a Geração Z mais do que qualquer outra coisa

Freepik 

Marcada por hiperconexão, estresse e pressão por performance, nova geração passa a enxergar o sono como parte essencial da saúde mental, da recuperação e da qualidade de vida 


A Geração Z cresceu em um contexto sem precedentes de hiperconectividade, acesso instantâneo à informação e estímulos permanentes. Ao mesmo tempo em que enfrenta níveis elevados de ansiedade, pressão social e sobrecarga mental, essa geração também demonstra uma consciência maior sobre temas como saúde emocional, autocuidado e qualidade de vida, ainda que, na prática, transformar essa consciência em hábitos consistentes continue sendo um desafio. 

Essa contradição ajuda a explicar a volta de um fenômeno que ganhou força na China em 2020 e voltou ao debate global em 2026: a chamada “vingança da hora de dormir”, comportamento em que pessoas com rotinas exaustivas abrem mão de horas de sono para recuperar, à noite, o tempo livre que não tiveram durante o dia. No Brasil, porém, a relação da Geração Z com o descanso revela uma dinâmica particular. Embora a hiperconexão continue impactando a qualidade do sono, os jovens brasileiros têm demonstrado uma valorização crescente do descanso, com sinais de que dormir bem passou a ser visto não como perda de tempo, mas como investimento em saúde e qualidade de vida.

“O que observamos é uma mudança importante de perspectiva, enquanto gerações anteriores frequentemente associavam sucesso à privação do sono e à produtividade constante, a Geração Z começa a compreender o descanso como parte fundamental da performance, da saúde mental e do bem-estar”, afirma Olga Fonseca, diretora de marketing da Flex do Brasil, responsável pela operação da Simmons no Brasil, marca global referência em soluções para o sono. 

Essa transformação ajuda a explicar por que o descanso deixou de ser visto apenas como uma necessidade biológica e passou a ocupar papel central na rotina de uma geração marcada pelo estresse. A seguir, a especialista destaca quatro sinais que mostram essa mudança de mentalidade. Confira:
 

1. Maior consciência e hiperconexão sobre o descanso
 

Apesar do excesso de estímulos digitais ser um dos grandes desafios da atualidade, ele também ampliou o debate sobre saúde mental e recuperação. O uso intenso de dispositivos digitais e a dificuldade de desconexão criam obstáculos para a higiene do sono, mas também impulsionam uma conscientização maior sobre a necessidade de estabelecer limites.“A hiperconexão trouxe um paradoxo interessante. Nunca tivemos tanto acesso à informação sobre saúde e bem-estar e, ao mesmo tempo, nunca estivemos tão expostos a estímulos capazes de comprometer o descanso”, explica a especialista.
 

2. Descanso não é mais visto como improdutividade 

Uma das principais mudanças geracionais está na forma como o sono passou a ser interpretado. Para a Geração Z, descansar não significa produzir menos. “A Geração Z contribui para ampliar a compreensão de que o autocuidado vai muito além da estética ou da atividade física. O sono passa a ser reconhecido como um dos pilares fundamentais da saúde e dormir bem passou a ser visto como uma ferramenta de recuperação, criatividade, aprendizado e equilíbrio emocional”, afirma a diretora.
 

3. Sono passou a ser tratado como saúde e bem-estar 

Outra mudança importante está na forma como os jovens encaram performance. O foco já não está apenas em produzir mais, mas em recuperar melhor. Descanso, alimentação, atividade física e saúde mental deixaram de ser temas isolados e passaram a fazer parte de um mesmo ecossistema de bem-estar, no qual o sono ocupa papel central. “Talvez um dos sinais mais claros dessa mudança esteja na forma como as novas gerações passaram a enxergar o bem-estar como um projeto integrado de vida”, comenta Fonseca.
 

4. O ambiente de descanso se tornou parte da equação 

Com a valorização crescente do bem-estar, o quarto e o ambiente de descanso também ganharam protagonismo. “O consumidor passou a compreender que o sono não é apenas uma consequência do bem-estar, mas um dos seus principais pilares”, explica Olga. Nesse contexto, o colchão deixou de ser percebido apenas como um produto funcional e passou a ser compreendido como uma plataforma de recuperação, capaz de favorecer conforto térmico, alinhamento postural e uma experiência de descanso mais consistente. Para Olga, a principal lição trazida pela Geração Z é clara, “Desempenho e recuperação não são conceitos opostos, mas sim complementares e a A Geração Z ajuda a acelerar essa mudança de mentalidade”, conclui.

 

Simmons


O medo da solidão: a ansiedade de quem não consegue ficar solteiro

A dificuldade em tolerar os momentos de isolamento e a confusão entre solitude e abandono despertam crises de angústia em indivíduos sem vínculos afetivos estáveis, analisa especialista

 

 

Em um mundo hiperconectado, onde aplicativos de relacionamento e redes sociais prometem companhia a qualquer hora, ficar solteiro ainda é motivo de sofrimento para muitas pessoas. Mais do que a ausência de um parceiro, o que gera angústia é a incapacidade de lidar com a própria companhia, transformando momentos de solitude em uma sensação constante de abandono.

O medo de ficar solteiro, muitas vezes chamado de anuptafobia, é uma ansiedade intensa desencadeada pela ausência de um parceiro romântico. Pessoas que vivenciam esse quadro costumam confundir solitude com abandono, interpretando o fato de estarem sozinhas como um sinal de fracasso ou rejeição. Em consequência, podem aceitar relacionamentos insatisfatórios ou permanecer em vínculos desgastados apenas para evitar o desconforto de ficar consigo mesmas. 

Segundo a psicóloga especialista em ansiedade Eliane Alves, esse comportamento pode estar relacionado a padrões emocionais construídos ao longo da vida e que fazem o indivíduo acreditar que seu valor depende da presença de alguém ao seu lado. “Existe uma diferença importante entre estar sozinho e sentir-se sozinho. A solitude é uma escolha saudável de conexão consigo mesmo. Já o medo intenso de ficar sem um relacionamento pode desencadear ansiedade, insegurança e comportamentos de dependência emocional”, explica.

O cenário encontra respaldo em pesquisas recentes. Dados do relatório World Mental Health Report, da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que os transtornos de ansiedade afetam mais de 300 milhões de pessoas no mundo, sendo um dos problemas de saúde mental mais comuns da atualidade. No Brasil, considerado um dos países com maior prevalência de ansiedade, sentimentos ligados ao medo da rejeição e à necessidade constante de validação podem potencializar esse quadro.

Para a especialista, muitas pessoas entram em novos relacionamentos antes mesmo de elaborar o término do anterior ou permanecem em vínculos insatisfatórios apenas para evitar a sensação de vazio. “Quando a própria identidade fica condicionada ao outro, qualquer possibilidade de separação é vivida como uma ameaça extrema. Isso gera um ciclo de ansiedade que pode levar à idealização de relacionamentos e à dificuldade de estabelecer limites saudáveis”, afirma.

As redes sociais também contribuem para esse fenômeno. A exposição constante de casais felizes, viagens românticas e declarações públicas cria uma falsa percepção de que estar solteiro significa fracasso ou exclusão. Essa comparação permanente aumenta a pressão para encontrar alguém e reforça sentimentos de inadequação.

Eliane destaca que aprender a conviver consigo mesmo é um processo essencial para a construção de relações mais equilibradas. Desenvolver hobbies, fortalecer vínculos familiares e de amizade, investir em autoconhecimento e reconhecer o próprio valor para além da vida amorosa são passos importantes para reduzir a dependência emocional.

“Quem consegue desfrutar da própria companhia tende a entrar em um relacionamento por desejo de compartilhar a vida, e não por necessidade de preencher um vazio. A solitude não é sinônimo de abandono; ela pode ser um espaço de crescimento, autonomia e fortalecimento da autoestima”, ressalta.

Quando o medo de ficar solteiro provoca sofrimento intenso, crises de ansiedade, baixa autoestima ou faz com que a pessoa aceite relações abusivas apenas para evitar o término, buscar acompanhamento psicológico é fundamental. “Entender a origem desse medo é o primeiro passo para construir vínculos mais saudáveis consigo mesmo e com os outros. Estar em paz sozinho é uma das bases para viver um relacionamento verdadeiramente saudável”, conclui a psicóloga.

 

Fonte: Eliane Alves - Psicóloga – especialista em ansiedade.

 

Por que os álbuns de figurinhas sobrevivem à era digital?


Psicólogo explica a força emocional da tradição da Copa


Em tempos de aplicativos, inteligência artificial e consumo instantâneo, colecionáveis seguem despertando nostalgia, pertencimento e conexões que vão além do futebol


A cada Copa do Mundo, eles reaparecem nas bancas, escolas, escritórios e grupos de amigos. Álbuns de figurinhas, tabelas impressas, brindes promocionais e outros itens tradicionalmente associados ao Mundial continuam movimentando milhões de pessoas, mesmo em uma época em que aplicativos oferecem informações em tempo real, estatísticas detalhadas e até versões digitais dessas experiências.
 

Para o psicólogo, mestre em Administração de Empresas e docente do curso de Psicologia da Universidade Positivo (UP), Luiz Gustavo Lara, o fenômeno vai muito além da nostalgia. Segundo ele, o valor desses objetos não está apenas no produto em si, mas na experiência emocional que proporcionam. 

“Uma figurinha rara, por exemplo, não vale apenas pelo papel impresso. Ela representa uma busca, uma expectativa e uma pequena conquista diante de um desafio compartilhado por milhões de pessoas. O prazer não está somente em possuir a figurinha, mas em procurá-la, encontrá-la, trocá-la e, finalmente, colá-la no álbum. Curiosamente, a busca costuma ser mais prazerosa do que o momento em que ela termina”, explica. 

De acordo com o especialista, embora o ambiente digital seja extremamente eficiente para facilitar o acesso à informação, as experiências humanas nem sempre seguem a lógica da praticidade. Muitas vezes, o que gera envolvimento emocional é justamente o percurso necessário para alcançar determinado objetivo. 

A nostalgia também ajuda a explicar o sucesso dos álbuns de figurinhas, mas não é o único fator envolvido. Para Lara, esses produtos funcionam como uma ponte entre diferentes momentos da vida. 

“Muitos adultos não estão apenas comprando figurinhas. Estão reencontrando sensações associadas à infância, às descobertas, às expectativas e aos momentos compartilhados com amigos e familiares. O álbum transforma a Copa em uma pequena aventura pessoal, repleta de histórias para contar”, afirma. 

Além da dimensão afetiva, os colecionáveis também desempenham um importante papel social. As tradicionais trocas de figurinhas, realizadas em escolas, praças, parques e centros comerciais, continuam promovendo encontros e fortalecendo vínculos entre pessoas de diferentes idades. 

“Quando observamos alguém trocando figurinhas, parece uma simples negociação. Mas o que acontece ali vai muito além disso. Crianças aprendem a negociar e lidar com frustrações, famílias compartilham objetivos em comum e pessoas que talvez nunca conversassem encontram um assunto que as conecta”, destaca. 

Segundo o psicólogo, o sucesso desses objetos em uma era cada vez mais digital está relacionado à necessidade humana de participar ativamente das experiências consideradas significativas. 

“O álbum, a tabela impressa ou uma camisa comemorativa ajudam a trazer a Copa para dentro da vida cotidiana. Eles transformam algo distante, transmitido pelas telas, em algo presente na rotina das pessoas. Mais do que registrar um evento esportivo, esses objetos ajudam a criar vínculos, produzir memórias e reforçar o sentimento de pertencimento. Em uma época marcada pela velocidade e pela virtualização das relações, isso continua tendo um valor profundamente humano”, conclui. 



Universidade Positivo
Mais informações em up.edu.br/

 

Dinheiro no casamento vai além dos boletos; entenda

Terapeuta familiar explica por que acordos sobre renda, gastos e decisões financeiras podem revelar confiança, distância e ressentimentos na vida a dois

 

Falar de dinheiro no casamento envolve decidir quem paga o aluguel, quem fica com as compras da casa, quanto guardar e como dividir os gastos do dia a dia. Mas, na prática, o assunto raramente fica restrito às contas.

 

A divisão das contas pode revelar sensação de injustiça, medo de depender do outro, distância entre o casal, falta de transparência e ressentimentos antigos. Em muitos casais, a briga começa no cartão de crédito, mas o incômodo é anterior.

Segundo a terapeuta familiar Aline Cantarelli (@aline.cantarelli no Instagram), especializada em relacionamentos conjugais e reconstrução de vínculos familiares, o dinheiro precisa ser visto dentro da dinâmica do casal, não apenas como uma questão financeira.

 

“Muitas vezes, a questão financeira é confundida com falta de amor. Quando está tudo funcionando bem, ok. Quando desencaixa, pode virar uma série de tormentas na vida do casal”, afirma.


 

Separar contas por praticidade é diferente de viver separado

 

Um dos conflitos pode aparecer quando o casal trata cada despesa como um território separado, sem olhar para o projeto de vida que está sendo construído em comum.

 

A conta pode até parecer organizada, mas ainda assim gerar desgaste quando o dinheiro passa a representar distância, desconfiança ou falta de participação nas decisões da casa.

 

O problema não está, necessariamente, em ter contas separadas por praticidade. O ponto é entender se essa organização preserva a comunhão do casal ou se transforma o dinheiro em um território individual dentro da relação.

Para Aline, existe diferença entre separar contas por praticidade e tratar o dinheiro como um território individual dentro da relação.


 

Quando o dinheiro vira disputa de poder

 

O dinheiro também pode virar instrumento de distância ou assimetria na relação. Isso acontece quando uma pessoa decide sozinha, esconde gastos importantes, usa a própria renda para impor escolhas ou faz o outro se sentir menor por ganhar menos.

 

Em outros casos, o casal evita falar sobre dinheiro para não brigar. As decisões ficam soltas, cada um faz do próprio jeito e o problema só aparece quando há dívida, frustração ou sensação de que um lado está carregando mais peso.

 

Segundo Aline, casamento não é uma terceira entidade abstrata, separada das pessoas. A relação é construída pelas escolhas concretas dos dois.

 

Comunhão de bens não é o mesmo que comunhão de vida


 

Uma ideia central para Aline é que a conversa financeira não pode ficar restrita ao patrimônio. Para ela, mais importante do que discutir apenas “o que é meu” e “o que é seu” é entender que tipo de vida o casal quer construir junto.

 

“Eu falo de comunhão de bens e comunhão de vida. Não adianta estar mais preocupado com a comunhão de bens do que com a comunhão de vida”, diz.

 

Na vida cotidiana, isso envolve decisões simples e grandes: como o casal usa o dinheiro, quais prioridades tem, como lida com imprevistos, quais planos deseja construir e quanto cada um se sente parte dessas escolhas.

 

Sem essa conversa, cada gasto pode virar disputa. Um quer guardar, o outro quer gastar. Um vê segurança, o outro vê falta de liberdade. Um enxerga lazer, o outro enxerga irresponsabilidade.


 

Como conversar sem transformar tudo em cobrança

 

A conversa financeira precisa ser concreta. Em vez de começar com acusações, o casal pode separar os temas por blocos: contas fixas, gastos pessoais, filhos, dívidas, reserva, lazer e planos de médio prazo.

 

Também ajuda definir o que precisa ser combinado antes e o que pode ficar como gasto individual. Transparência não precisa virar fiscalização de cada compra pequena, mas envolve clareza sobre decisões que afetam a casa e os planos do casal.

 

Algumas perguntas podem orientar a conversa: quanto entra por mês? Quanto sai? O que é prioridade agora? Existe alguma dívida? Qual valor cada um pode usar livremente? O que precisa ser decidido em conjunto?

 

O alerta aparece quando o casal só fala de dinheiro no momento da briga. Nesse caso, o tema deixa de ser planejamento e vira explosão. 


Para Aline, organizar o dinheiro a dois não é apenas fazer uma planilha. Antes de discutir quem paga cada conta, o casal precisa entender que tipo de vida está tentando construir junto.

 

Aline Cantarelli - terapeuta familiar com mais de uma década e meia de atuação, especializada em relacionamentos conjugais, comunicação afetiva e reconstrução de vínculos no ambiente familiar. É professora de pós-graduação em Saúde Mental, Ciências da Mente e Orientação Familiar. Também é palestrante e comunicadora com presença digital expressiva, onde compartilha reflexões e orientações sobre amor, rotina conjugal, maternidade, perdão e sexualidade com sensibilidade, profundidade e linguagem acessível. Ao longo da carreira, já acompanhou mais de 6 mil famílias, sempre com foco em acolhimento e construção de soluções reais para os desafios afetivos da vida moderna.



O que atletas da Copa, Ayrton Senna, Michael Jackson e outras celebridades faziam e ainda fazem, antes de momentos decisivos

Técnica de visualização mental utilizada por grandes nomes do esporte e do entretenimento vem ganhando espaço entre pessoas que buscam reduzir a ansiedade e fortalecer a confiança diante de desafios profissionais e pessoais


Enquanto a Copa do Mundo de 2026 mobiliza bilhões de pessoas ao redor do planeta, um aspecto menos visível da preparação dos atletas também chama a atenção de especialistas em comportamento humano: o treinamento mental. Antes de entrarem em campo para partidas decisivas, muitos jogadores recorrem a técnicas de visualização para imaginar jogadas, antecipar cenários e fortalecer a confiança diante da pressão.

A prática está longe de ser exclusiva do futebol. Ao longo das últimas décadas, nomes como Ayrton Senna, Michael Phelps e Michael Jackson relataram o uso de técnicas de visualização mental como parte da preparação para momentos de alta exigência. O objetivo não era prever o futuro, mas reduzir a incerteza e aumentar a sensação de segurança diante do que estava por vir.

Para Elainne Ourives, treinadora mental, psicanalista e especialista em reprogramação mental, esse é justamente o principal benefício da técnica.

“A ansiedade nasce quando a mente acredita que não está preparada para lidar com uma situação futura. Por isso, costumo dizer que o oposto da ansiedade não é a calma, é a segurança. Quando a pessoa desenvolve uma sensação interna de confiança, o cérebro reduz os estados de alerta e passa a funcionar de forma mais equilibrada”, afirma.

A visualização consiste em criar mentalmente uma experiência antes que ela aconteça, imaginando detalhes, comportamentos, emoções e possíveis desdobramentos de uma situação. Segundo especialistas, esse processo ajuda o cérebro a construir familiaridade com cenários que ainda não foram vividos.

Um dos exemplos mais conhecidos é o do nadador americano Michael Phelps. Seu treinador, Bob Bowman, revelou em diversas entrevistas que o atleta assistia diariamente a um “filme mental” de suas provas, visualizando cada etapa da competição antes mesmo de entrar na piscina. A estratégia ficou mundialmente conhecida durante os Jogos Olímpicos de Pequim, quando Phelps conquistou uma medalha de ouro mesmo após enfrentar problemas com seus óculos durante a prova.

No Brasil, Ayrton Senna também ficou conhecido por utilizar recursos semelhantes. Pessoas próximas ao tricampeão mundial relataram que ele costumava percorrer mentalmente os circuitos antes das corridas, imaginando curvas, ultrapassagens e diferentes cenários que poderiam surgir durante a disputa.

A visualização também esteve presente na rotina de artistas. Diversos relatos sobre Michael Jackson mostram que o cantor ensaiava mentalmente apresentações antes de subir aos palcos. O tema voltou a ganhar repercussão recentemente com a chegada aos cinemas da cinebiografia do artista, que reacendeu discussões sobre seus métodos de preparação e disciplina profissional.

Mais do que ensaiar performances, pessoas que trabalharam ao lado de Michael Jackson relatavam que ele tinha o hábito de construir mentalmente seus projetos antes que eles existissem na realidade. Shows, videoclipes e apresentações eram visualizados em detalhes, desde movimentos coreográficos e efeitos de iluminação até a reação do público. Em muitos casos, o artista chegava aos ensaios com uma visão bastante clara do resultado que pretendia alcançar, transformando posteriormente aquela imagem mental em execução prática.

A forma como enxergava o próprio potencial também ficou registrada em entrevistas. Em uma delas, Michael afirmou que não importava quantas pessoas duvidassem de alguém, desde que essa pessoa mantivesse a confiança em si mesma. Ao citar nomes como Thomas Edison, Walt Disney, Henry Ford e os irmãos Wright, destacou que muitos dos responsáveis por transformar a história foram desacreditados antes de alcançarem seus objetivos. Para especialistas em comportamento, essa capacidade de visualizar possibilidades antes que elas se tornem evidentes para os demais está entre os elementos mais associados à construção da autoconfiança e da perseverança diante de grandes desafios.

Segundo Elainne, a popularização dessas histórias ajudou a ampliar o interesse por técnicas de preparação mental fora dos ambientes esportivos e artísticos.

“Hoje as pessoas utilizam a visualização para situações muito mais próximas da vida cotidiana. Entrevistas de emprego, apresentações profissionais, provas, negociações importantes e até conversas difíceis podem gerar ansiedade porque envolvem algum grau de incerteza. Quando a mente cria familiaridade com o cenário, a sensação de ameaça diminui”, explica.


Da Copa do Mundo à entrevista de emprego

Embora seja frequentemente associada a atletas e celebridades, a visualização mental pode ser aplicada por qualquer pessoa no dia a dia.

No ambiente profissional, a técnica costuma ser utilizada antes de reuniões importantes, apresentações, entrevistas de emprego, negociações ou decisões que envolvam pressão e exposição.

“Quando o profissional visualiza previamente uma apresentação ou reunião, ele reduz a sensação de imprevisibilidade. Isso diminui a ansiedade e aumenta a confiança durante a execução”, afirma Elainne.

Nos estudos, a prática pode ajudar estudantes a se preparar emocionalmente para provas, vestibulares, concursos e apresentações acadêmicas. “Muitas vezes o aluno domina o conteúdo, mas é prejudicado pela ansiedade. A visualização ajuda a criar um estado emocional mais favorável para acessar o conhecimento que já foi aprendido”, explica.

A técnica também pode ser aplicada em relacionamentos e situações pessoais. Conversas difíceis, resolução de conflitos, mudanças de carreira, novos projetos ou qualquer situação cercada por incertezas podem ser trabalhadas por meio da preparação mental. “Quando uma pessoa visualiza uma conversa importante de forma equilibrada, ela chega ao momento real menos reativa e mais preparada emocionalmente para ouvir e se expressar”, diz.

A técnica de visualização é uma das principais ferramentas utilizadas no método de cocriação e materialização de objetivos, sonhos e metas. Porque, segundo Elainne, tudo começa em nossa mente.

Pesquisas sobre ensaio mental e imagética apontam que a visualização pode contribuir para melhorar concentração, coordenação motora, retenção de movimentos e controle emocional em situações de pressão. Utilizada há décadas por atletas de alto rendimento, a técnica passou a ser incorporada também em programas de desenvolvimento pessoal, educação e treinamento corporativo.

Para a especialista, a eficácia da prática não está em imaginar resultados perfeitos, mas em preparar o cérebro para lidar melhor com situações desafiadoras. “Muitas pessoas acreditam que visualizar é apenas pensar positivamente. Na verdade, trata-se de um exercício de preparação emocional. Quando a pessoa se vê enfrentando determinada situação com confiança, ela reduz a resistência mental e fortalece a percepção de capacidade para agir”, afirma.

Segundo Elainne, um exercício simples pode ser realizado em poucos minutos. A orientação é escolher uma situação que esteja gerando ansiedade, imaginar o cenário com riqueza de detalhes, visualizar comportamentos seguros e associar a experiência a emoções positivas. A repetição ajuda a criar familiaridade com aquilo que antes parecia ameaçador.

O interesse crescente pelo tema também impulsionou treinamentos e imersões voltados ao desenvolvimento dessa habilidade. Entre eles está a Oficina da Visualização, conduzida por Elainne Ourives, que reúne participantes para exercícios de mentalização guiada e construção consciente de objetivos. A próxima edição acontece nos dias 11 e 12 de julho.

Em meio à Copa do Mundo, quando milhões de pessoas acompanham atletas lidando com pressão, expectativa e decisões que podem definir carreiras inteiras, a discussão sobre visualização mental ganha novo espaço. Afinal, antes de um gol decisivo, de uma medalha olímpica ou de um espetáculo histórico, muitos dos nomes mais conhecidos do esporte e do entretenimento afirmam ter vivido aquele momento diversas vezes dentro da própria mente.

Para Elainne, a principal lição deixada por esses exemplos não está relacionada à fama ou ao sucesso.“A visualização não serve apenas para quem quer vencer uma competição. Ela pode ajudar qualquer pessoa que esteja enfrentando um desafio importante. O que muda não é o tamanho do palco, mas a capacidade de desenvolver segurança emocional diante do que ainda não aconteceu”, conclui.

 


Elainne Ourives - Treinadora mental, psicanalista, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 11 livros; mestra de mais de 300 mil alunos, em 50 países, sendo 130 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Objetivos, Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, vibracional e emocional, bem como de cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. Autora Best Seller dos livros: DNA Milionário® (2019); DNA da Cocriação® (2020); DNA Revelado das Emoções® (2021), Cocriador da Realidade (2022); Algoritmos do Universo (2022), Taqui-Hertz® (2022), O Meu Ano de Gratidão (2023), Gene da Juventude (2023), Visualização Holográfica (2023), DNA do Dinheiro (2024) e Frequência do Milagre (2025). É ainda idealizadora dos Movimentos “A Vida é Incrível” e “Eu Estou Vivo”, lançados para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos. Criadora da Técnica Hertz® - Reprogramação da Frequência Vibracional, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas terapias energéticas e emocionais do mundo, e já foi utilizada por mais de 3 milhões de pessoas no mundo todo.Para mais informações: Acesse elainneourives.com.br ou acompanhe pelo Instagram @elainneourivesoficial.



Fontes de pesquisa


Mais fome no frio? Saiba por que o inverno muda o apetite e como equilibrar a alimentação

Menor exposição ao sol, alterações hormonais e maior demanda energética impactam o corpo e pedem atenção à nutrição na estação

 

Com a chegada do inverno, marcada para 21 de junho, mudanças no comportamento alimentar e no funcionamento do organismo se tornam mais evidentes. Dias mais frios costumam vir acompanhados de maior vontade de comer, preferência por alimentos mais calóricos e uma queda natural na disposição, cenário que vai além da percepção e tem explicação fisiológica.

Durante essa época do ano, o corpo precisa de mais energia para manter a temperatura interna estável, o que leva a um leve aumento na necessidade calórica diária. Além disso, fatores hormonais também entram em jogo: há um aumento na produção de grelina, hormônio responsável pela fome, e uma redução na serotonina, associada à sensação de bem-estar — o que ajuda a explicar o desejo por alimentos mais calóricos e reconfortantes.

Outro ponto de atenção é a menor exposição ao sol, comum nos meses mais frios. Segundo pesquisas internacionais, cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo apresentam deficiência ou insuficiência de vitamina D, condição que se intensifica no inverno e impacta diretamente o humor e a imunidade. E esse cenário também se reflete no aumento de infecções respiratórias durante a estação, reforçando a importância de fortalecer o organismo por meio da alimentação.

“Durante o inverno, o corpo sinaliza necessidades diferentes, e a alimentação pode ser uma aliada importante para manter o equilíbrio. O foco deve estar na qualidade das escolhas, garantindo nutrientes que apoiem a imunidade e o bem-estar”, afirma Gisele Pavin, head de Nutrição, Saúde e Bem-Estar da Nestlé Brasil.

Na prática, alguns ajustes simples fazem diferença, confira algumas dicas da Nestlé: 

  • Priorize refeições com proteínas e fibras, que ajudam na saciedade e no equilíbrio ao longo do dia.
  • Inclua alimentos que fortalecem a imunidade, como frutas cítricas (vitamina C), carnes e leguminosas (zinco), além de vegetais como cenoura e abóbora (vitamina A).
  • Aposte em preparos quentes, como sopas, que são práticas e ajudam a aumentar o consumo de legumes, verduras e cereais integrais.
  • Mantenha a hidratação com bebidas quentes, como chás, cafés e outras opções que ajudam a aquecer o corpo.
  • Evite exageros, o aumento do apetite é natural, mas pequenas escolhas ao longo do dia fazem diferença no equilíbrio.


Nestlé

 

Entre o treino e o quentão: como encontrar equilíbrio durante as festas juninas

 

Pamonha, milho, bolo de fubá, canjica e quentão. Com a chegada das festas juninas, as comidas típicas voltam a ocupar espaço nas celebrações e, junto delas, surge uma dúvida comum para quem busca manter hábitos saudáveis: é possível aproveitar os arraiás sem comprometer a alimentação e os resultados conquistados ao longo do ano? 

A resposta é sim. Uma alimentação equilibrada não está relacionada à restrição absoluta, mas à construção de hábitos consistentes ao longo do tempo. Isso significa que aproveitar uma festa junina não precisa ser sinônimo de culpa. 

Para quem deseja fazer escolhas mais equilibradas durante as festas, algumas trocas simples podem ajudar. Segundo a nutricionista Marcela Mendes, o milho cozido ou assado e os espetinhos de carne, por exemplo, costumam ser opções mais interessantes do que alimentos fritos. A pipoca salgada pode substituir versões carregadas de açúcar, enquanto bolos caseiros de milho ou fubá tendem a ser alternativas mais equilibradas quando comparados a receitas com excesso de coberturas e recheios. 

Outro ponto importante é a atenção às bebidas. Refrigerantes, drinks açucarados e bebidas alcoólicas podem aumentar significativamente a ingestão calórica da ocasião. Sempre que possível, vale priorizar a hidratação e alternar o consumo com água. 

"Uma outra dica é que as pessoas evitem chegar à festa com muita fome. Fazer uma refeição equilibrada antes de sair ajuda a controlar melhor as escolhas e permite aproveitar os alimentos típicos com mais consciência e satisfação", acrescenta a profissional. 

Mas o equilíbrio não passa apenas pela alimentação, outra dica é manter a prática regular de exercícios durante esse período também contribui para manter os resultados trabalhados anteriormente.  

"Muitas pessoas acreditam que precisam escolher entre ter vida social ou cuidar da saúde, mas essa não é a realidade. A atividade física deve fazer parte da rotina de forma sustentável. Participar de uma festa junina, encontrar amigos e aproveitar momentos de lazer também faz parte de um estilo de vida saudável, principalmente, para a saúde mental", afirma Marcela. 

A discussão acompanha uma mudança de comportamento observada nos últimos anos. Segundo tendências apontadas pelo American College of Sports Medicine (ACSM), cresce a busca por práticas de atividade física mais sustentáveis, acessíveis e compatíveis com a rotina, reforçando a importância da constância e da adesão aos hábitos saudáveis no longo prazo  

Nesse contexto, a BlueFit incentiva o movimento como parte da rotina, respeitando as individualidades de cada pessoa. Afinal, cada corpo possui necessidades, objetivos e desafios diferentes, mas todos podem se beneficiar de uma vida mais ativa. A proposta não é abrir mão dos momentos de prazer e convivência, mas encontrar um equilíbrio que permita cuidar da saúde sem transformar datas especiais em motivo de culpa. 

"O erro mais comum é tentar compensar um dia de exagero com restrições extremas ou treinos excessivos. O ideal é simplesmente retomar a rotina normalmente no dia seguinte. Um único dia não define os resultados de ninguém. O que realmente gera transformação é a consistência construída ao longo das semanas e dos meses", conclui a nutricionista. 

E para quem pretende encaixar o treino na agenda antes de seguir para o arraiá, alguns alimentos típicos desta época do ano podem até funcionar como aliados. Quando consumidos de forma equilibrada, eles ajudam a fornecer energia para diferentes modalidades de exercício e mostram que tradição e vida saudável podem caminhar juntas.  


 Milho cozido: Corrida e exercícios aeróbicos 

Rico em carboidratos, ajuda a fornecer energia para atividades de maior duração, como corridas, caminhadas e aulas coletivas. 


Amendoim: Treinos de força 

Fonte de gorduras boas e proteínas, pode ser uma opção interessante para quem vai realizar exercícios de musculação, desde que consumido com moderação. 


Pipoca: Cardio leve 

Quando preparada sem óleo, manteiga ou açúcar, a pipoca fornece carboidratos e fibras, sendo uma alternativa para atividades de menor intensidade. 


 Batata-doce:  Longões e treinos de resistência 

Conhecida entre os praticantes de atividade física, é uma fonte de energia de liberação gradual, ideal para exercícios mais longos. 


Café com canela: HIIT e treinos intensos 

A cafeína pode contribuir para a disposição e o foco durante treinos de alta intensidade, enquanto a canela adiciona sabor e um toque típico das festas juninas. 

No fim das contas, saúde e bem-estar não se resumem ao que acontece em uma única refeição ou em um único fim de semana. Aproveitar uma festa junina, celebrar com amigos e familiares e seguir cultivando hábitos saudáveis nos demais dias pode ser justamente o equilíbrio que torna uma rotina saudável mais leve, prazerosa e duradoura.  


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