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segunda-feira, 11 de maio de 2026

O que é lúpus? Entenda sinais, causas e por que o diagnóstico é complex

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No Dia Mundial do Lúpus, especialista explica os desafios para identificar a doença e alerta para sintomas

 

O diagnóstico de uma doença pode ser comparado a um quebra-cabeça, e, no caso do lúpus, essa montagem costuma ser mais longa e desafiadora. No Dia Mundial do Lúpus, celebrado em 10 de maio, o alerta é para os sinais variados e pouco específicos da doença, que dificultam a identificação precoce.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o Brasil tem entre 150 mil e 300 mil pessoas com a doença, que atinge principalmente mulheres entre 20 e 45 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade e sexo.

A dificuldade no diagnóstico ficou popular até na cultura pop, como na série Doutor House, em que o lúpus era frequentemente cogitado e descartado. E isso não é ficção. “A doença pode se confundir com outras condições, exigindo uma investigação detalhada, com avaliação clínica e exames laboratoriais específicos”, explica o reumatologista Leonardo Zambom, do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, da Rede D’Or.


O que é o lúpus

O lúpus é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar células saudáveis do próprio corpo, podendo causar inflamações em diversos órgãos.

A condição pode se apresentar de duas formas principais:

• Lúpus cutâneo: restrito à pele, com manchas avermelhadas, especialmente em áreas expostas ao sol (rosto, orelhas, colo e braços);

• Lúpus sistêmico: mais grave, podendo afetar múltiplos órgãos, além de articulações e pele.

Entre os sintomas mais comuns do Lúpus estão febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo. Outros são específicos de cada órgão acometido, como dor nas juntas, manchas na pele, inflamação na pleura, hipertensão e/ou problemas nos rins.

As manifestações da doença podem afetar o trabalho, a vida social e o emocional dos pacientes. Sem cura, o tratamento é adaptado a cada caso.

“O lúpus tem origem multifatorial, envolvendo fatores genéticos, hormonais, imunológicos e ambientais. Exposição solar, infecções e até alguns medicamentos podem atuar como gatilhos”, destaca o médico do São Luiz Osasco. A unidade possui maior e mais completa estrutura hospitalar da cidade e conta ainda com corpo clínico renomado, tecnologia de ponta, pronto-socorro, hotelaria diferenciada e serviços de alta complexidade.


Exames e investigação

O diagnóstico costuma começar pelo exame Fator Antinuclear (FAN), que identifica a presença de autoanticorpos, comuns em pacientes com lúpus. Outros testes, como o Anti-SM (Anti Smith), ajudam a confirmar o diagnóstico, enquanto o Anti-DNA funciona como um indicador da atividade da doença.

Exames gerais, como hemograma, função renal e análise de urina, também são fundamentais para avaliar possíveis impactos no organismo.


Tratamento e qualidade de vida

Apesar de não ter cura, o lúpus pode ser controlado. A base do tratamento inclui medicamentos como a hidroxicloroquina, além de corticoides e imunossupressores nos casos mais ativos. Em situações específicas, terapias imunobiológicas também podem ser indicadas.

“Hoje há um avanço importante na medicina personalizada, que permite ajustar o tratamento conforme o perfil de cada paciente, aumentando as chances de controle da doença e melhorando a qualidade de vida”, finaliza o especialista.

 

Rede D’Or


Saúde bucal pode influenciar risco de AVC, aponta estud

  Pesquisa revela que doenças gengivais e cáries aumentam em até 86% as chances de derrame e outros problemas vasculares  

 

A conexão entre a saúde bucal e o bem-estar do corpo humano é mais profunda do que se imagina. A má higiene bucal não causa apenas desconfortos locais, mas pode ser um fator determinante para a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC). Uma pesquisa  publicada na Neurology Open Access, revista da Academia Americana de Neurologia, revelou que indivíduos portadores de doença gengival possuem 86% mais chances de sofrer um AVC isquêmico em comparação àqueles que mantêm a saúde bucal em dia. 

 

O estudo, que acompanhou quase seis mil adultos durante duas décadas, demonstrou que, entre os participantes com idade média de 63 anos, a incidência de AVC foi maior conforme o agravamento das condições bucais, saltando de 4% entre pessoas com boca saudável para 7% naquelas com doença gengival e atingindo 10% nos casos em que havia também a presença de cáries. 

 

O dado mais alarmante da pesquisa reside na persistência do risco mesmo após o ajuste de variáveis relacionadas ao estilo de vida como tabagismo, idade e índice de massa corporal. Nesses cenários, o risco de AVC permaneceu 86% maior entre quem apresentava o quadro combinado de cáries e gengivite, e 44% superior entre os que sofriam isoladamente de doenças gengivais. 

 

O neurologista e professor da Afya Montes Claros, Dr Marcelo José da Silva de Magalhães, comenta que uma das explicações para essa relação é que as bactérias presentes nessas condições bucais liberam substâncias inflamatórias, levando a um estado de inflamação crônica no organismo. “Esse processo contínuo pode favorecer o desenvolvimento da aterosclerose, caracterizada pelo acúmulo de colesterol nas paredes das artérias. Esse acúmulo, por sua vez, é um dos principais fatores que podem levar à obstrução dos vasos e, consequentemente, ao AVC”.

 

A gravidade da correlação se estende para outros eventos fatais, como o infarto, na qual as chances de ocorrência crescem 36% quando problemas bucais são negligenciados. Dr Marcelo José ressalta que antes de um AVC isquêmico, alguns pacientes podem apresentar um ataque isquêmico transitório (AIT). “Esse quadro se manifesta por sintomas neurológicos de curta duração, geralmente de poucos minutos, como fraqueza ou dormência em braço ou perna, alterações na fala ou diminuição da visão. Diante de qualquer um desses sinais, é fundamental procurar atendimento médico imediato para investigação. O AIT, quando não tratado, pode evoluir posteriormente para um AVC isquêmico, cujo tratamento é mais complexo”, complementa o neurologista.


 

Importância da higienização bucal correta 

 

O cenário torna-se mais crítico quando analisamos o panorama brasileiro, que aponta para uma falha estrutural no acesso aos cuidados preventivos desde os primeiros anos de vida. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil 2023), divulgados em 2025, 41,2% das crianças brasileiras de apenas cinco anos já possuem dentes com cáries não tratadas, sendo que 10% desse contingente necessita de intervenções odontológicas de urgência. 

 

De acordo com a dentista e professora da Afya Contagem, Dra Paula Lima Bosi, quando falamos em prevenir complicações maiores, como inflamações sistêmicas, infarto ou AVC relacionados à saúde bucal, tudo começa com hábitos simples do dia a dia.

 

“A escovação correta, pelo menos duas a três vezes ao dia, é fundamental. Não se trata apenas de escovar, mas de fazer isso de forma adequada. Usar uma escova macia, limpar todas as superfícies dos dentes e alcançar a região da gengiva ajuda a remover a placa bacteriana, principal responsável por cáries e doenças gengivais. O uso diário do fio dental é um dos hábitos mais importantes, e também um dos mais negligenciados. Ele remove resíduos e placas entre os dentes, áreas onde a escova não alcança e onde, com frequência, começam a gengivite e a periodontite”.

 

O levantamento indica que 43,9% dos jovens entre 15 e 19 anos convivem com cáries, um reflexo direto de hábitos alimentares carregados de açúcares processados somados a uma rotina de higiene insuficiente. A dentista ainda ressalta que a higienização da língua merece atenção, devido ao poder de acumular grande quantidade de bactérias e, quando não é limpa, contribui para o aumento da carga bacteriana na boca. 


“O enxaguante bucal pode ser um aliado, quando indicado. Embora não seja necessário para todos, ele pode ajudar especialmente pessoas com maior tendência à gengivite ou ao acúmulo de placa. Por fim, as visitas regulares ao dentista são essenciais. Consultas periódicas permitem identificar problemas ainda no início, acompanhar a saúde da gengiva e evitar que condições simples evoluam para quadros mais grave”, conclui a especialista.



Aeróbicos ou musculação: qual estratégia é mais eficaz para quem tem risco cardíaco

Combinação entre exercícios potencializa a proteção cardiovascular em pessoas com histórico familiar

 

A prática regular de exercícios físicos está entre as principais recomendações para prevenir doenças cardiovasculares e pode reduzir em cerca de 40% o risco de mortalidade, segundo o European Journal of Preventive Cardiology. Ainda assim, é comum que pessoas com histórico familiar de infarto ou doenças coronarianas tenham dúvidas sobre qual caminho seguir entre tantas modalidades, como corrida, crossfit ou musculação. 

Durante muito tempo, os exercícios aeróbicos foram considerados os principais aliados do coração, mas hoje, a visão é mais ampla e a proteção cardiovascular é maior quando diferentes modalidades são combinadas. É o que explica Daniel Terrível, cardiologista do Hospital IGESP. 

“Os exercícios aeróbicos, como caminhada ou corrida na esteira, têm impacto direto no músculo cardíaco e no sistema circulatório. Eles aumentam o volume sistólico, permitindo que o coração bombeie mais sangue a cada batimento, o que reduz a frequência cardíaca em repouso. Também ajudam a controlar a pressão arterial e a elevar o HDL, o chamado bom colesterol, além de melhorar a capacidade do organismo de absorver e utilizar o oxigênio”, explica Daniel Terrível, cardiologista do Hospital IGESP. 

Se o aeróbico atua diretamente no condicionamento cardiorrespiratório, a musculação complementa esse efeito ao trabalhar outros mecanismos importantes para a saúde do coração. Embora ainda seja associada principalmente ao ganho de massa muscular, ela também tem papel relevante na proteção cardiovascular. 

“O treinamento resistido contribui para reduzir a rigidez arterial e melhorar a função do endotélio, camada que reveste os vasos sanguíneos. Também aumenta a sensibilidade à insulina, auxiliando na prevenção e no controle do diabetes e da obesidade, fatores de risco importantes para o infarto. Além disso, o ganho de força muscular reduz a sobrecarga do coração em atividades do dia a dia”, complementa o médico. 

Nesse contexto, as duas práticas não competem, mas se complementam. “A estratégia mais indicada é a combinação das modalidades. A esteira melhora a resistência cardiorrespiratória e a eficiência do miocárdio, enquanto a musculação atua no metabolismo, na pressão arterial e no controle glicêmico e lipídico”, reforça o especialista. 

Mais do que escolher entre uma ou outra atividade, o ponto principal está na consistência e na segurança. Para quem tem histórico familiar de infarto, a integração entre exercícios aeróbicos e musculação tende a ser a abordagem mais completa. 

“Antes de iniciar qualquer rotina, é fundamental buscar orientação médica e manter os exames em dia. Com acompanhamento adequado, é possível definir a frequência cardíaca segura e as cargas ideais, garantindo que o exercício seja, de fato, um aliado da saúde do coração”, finaliza o cardiologista do Hospital IGESP.

 

Rede IGESP


Fibromialgia: saiba quais são os sintomas e formas de tratamento da doença

Dor crônica generalizada atinge cerca de 3% de toda a população brasileira


O Dia Mundial de Conscientização sobre a Fibromialgia, celebrado em 12 de maio, reforça uma luta de milhões de pessoas em todo o planeta que, todos os dias, precisam lidar com dores que impactam, de maneira crônica, a qualidade de vida. Segundo uma estimativa da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 2,5% da população mundial é afetada pela doença, em especial mulheres entre 30 e 50 anos de idade.

A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica generalizada que gera dor musculoesquelética difusa e sintomas associados, como fadiga persistente, distúrbios do sono, alterações cognitivas e até mesmo aspectos de ansiedade, depressão e problemas gastrointestinais. A sobreposição com outras condições e a ausência de marcadores laboratoriais específicos tornam o diagnóstico predominantemente clínico.

No Brasil, de acordo com levantamento do Ministério da Saúde baseado em dados da SBR, 3% da população brasileira convive com a fibromialgia. Considerando a população estimada pelo IBGE em aproximadamente 213 milhões de habitantes em 2025, o percentual equivale a cerca de 6,4 milhões de brasileiros portadores da doença.

Carlos Trindade, coordenador de pós-graduação de Clínica em Dor da Afya, a serviço da Afya Educação Médica Curitiba, explica quais são os principais sintomas da fibromialgia, as formas de diagnóstico, tratamento e convivência com os efeitos da doença no dia a dia.


Quais são os primeiros sinais que a pessoa deve prestar atenção, que podem ser o princípio de uma fibromialgia?

“Ela começa com sinais que parecem desconexos e justamente por isso são ignorados por anos. Os principais marcadores são o sono não restaurador (a pessoa dorme oito horas e acorda exausta), fadiga desproporcional, dor muscular que muda de lugar a cada semana, rigidez matinal que melhora com o movimento e algo que os pacientes chamam de névoa mental: dificuldade de concentração, lapsos de memória e sensação de ‘câmera lenta’.

Quando os sintomas começam a se sobrepor de forma persistente, especialmente em momentos de estresse físico ou emocional, é sinal de que o sistema nervoso central começou a processar a dor de forma amplificada, o que chamamos de sensibilização central, quando o cérebro deixa de ser um receptor passivo de estímulos e passa a gerar a experiência dolorosa por conta própria. O erro mais comum, aqui, é tratar cada sintoma de forma isolada, pois a fibromialgia é uma desregulação integrada e precisa ser lida assim desde o início”.


Como funciona o diagnóstico e qual deve ser o entendimento do paciente sobre essa "nova rotina"?

“Não existe exame de sangue ou imagem que feche o diagnóstico, isso é algo que o paciente precisa entender. Ele se baseia em alguns critérios do Colégio Americano de Reumatologia, que avaliam a distribuição da dor pelo corpo, a duração mínima de três meses dos sintomas e a presença de manifestações como fadiga, distúrbio do sono e sintomas cognitivos.

O diagnóstico real, que muda o curso do tratamento, é a investigação sistêmica do que mantém o sistema nervoso sensibilizado: meta-inflamação de baixo grau, deficiências nutricionais que afetam neurotransmissão (vitamina D, magnésio, ômega-3), disfunção mitocondrial, eixo intestino-cérebro alterado, sobrecarga psicoemocional crônica. A fibromialgia não é uma condição psicogênica — é uma condição biológica com expressão integrada”.


Existe cura para a fibromialgia? Se não, como funciona o tratamento, tanto medicamentoso quanto terapias/atividades?

 “O paciente precisa entender que, quem espera um remédio resolver, não melhora. A fibromialgia exige uma reorganização do estilo de vida, não um remédio diário: sono regular e profundo, atividade física graduada, nutrição anti-inflamatória, manejo do estresse e suporte multiprofissional. Cura, no sentido clássico, não existe; o que existe é a remissão clínica sustentada, na qual pacientes bem tratados podem passar anos com sintomas mínimos ou ausentes.

O tratamento se sustenta em frentes integradas, não em uma única intervenção. Na medicamentosa, o papel é pontual, com antidepressivos duais, anticonvulsionantes específicos e moduladores de sono. Na frente comportamental, atividade física regular e de baixo impacto, regulação do sono, terapia cognitivo-comportamental e manejo do estresse. Já na frente metabólica e nutricional, é preciso corrigir deficiências nutricionais, reduzir inflamação sistêmica de baixo, dar suporte ao eixo intestino-cérebro e modular a resposta ao estresse via ritmo circadiano. São intervenções complementares.

Existe ainda uma frente intervencionista e tecnológica, com infusão venosa de medicamentos de ação moduladora sobre a sensibilização central, terapias com laser, ondas de choque, magnoterapia e neuromodulação”.

 

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Vacina antes do embarque deve entrar no planejamento das famílias para a Copa do Mund

 

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul alerta para risco de sarampo em viagens internacionais e orienta conferência da caderneta vacinal de crianças e adolescentes antes da ida aos países-sede 

 

A preparação das famílias que pretendem viajar para a Copa do Mundo de 2026 deve ir além de passagens, hospedagem e ingressos. Com jogos programados a partir de 11/06 nos Estados Unidos, México e Canadá, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) alerta pais e responsáveis sobre a necessidade de verificar, com antecedência, a vacinação contra o sarampo de crianças e adolescentes. O Ministério da Saúde publicou orientação específica para viajantes diante dos surtos registrados nos países-sede e recomenda que a proteção esteja atualizada antes do embarque.

O sarampo é uma doença viral grave e extremamente contagiosa. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias eliminadas ao tossir, falar, espirrar ou respirar próximo de outras pessoas. Em ambientes com grande circulação, como aeroportos, aviões, estádios e pontos turísticos, o risco de exposição aumenta quando há pessoas não vacinadas. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Região das Américas registrou forte crescimento de casos em 2025 e no início de 2026, o que reforça a importância da vacinação e da vigilância.

O presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Marcelo Pavese Porto, destaca que a medida mais segura é revisar a caderneta vacinal antes da viagem. “Nos países-sede está circulando sarampo, e o sarampo é uma doença altamente contagiosa. Nove em cada dez pessoas não vacinadas podem se infectar quando expostas ao vírus. As crianças são especialmente vulneráveis e podem desenvolver formas graves da doença”, alerta.

Entre os principais sintomas estão febre alta, tosse seca, coriza, conjuntivite, mal-estar intenso e manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto ou atrás das orelhas e se espalham pelo corpo. Também podem aparecer pontos brancos na mucosa da boca. A pessoa infectada pode transmitir o vírus de quatro dias antes até quatro dias depois do surgimento das manchas. 

 

Vacinação 

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetra viral, que também inclui proteção contra varicela, estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme indicação para cada faixa etária. A recomendação é que pais e responsáveis procurem uma unidade de saúde com a caderneta vacinal para avaliação, especialmente se houver viagem internacional programada. O Ministério da Saúde orienta que a situação vacinal seja conferida antes da viagem para países com surto de sarampo.

Marcelo Pavese Porto reforça que a vacinação é uma atitude de proteção individual e coletiva. “A boa notícia é que o sarampo tem vacina, e a vacina é altamente eficaz. Ela está disponível gratuitamente no SUS. Então, verifique se você está vacinado e, principalmente, se os seus filhos estão protegidos antes da viagem.  Quem ama protege e quem protege com amor, vacina!. Vacine, viaje em segurança e desfrute da Copa do Mundo”, orienta.

A SPRS salienta que não há tratamento específico para o sarampo. O cuidado é baseado em medidas de suporte, como hidratação, controle da febre e acompanhamento médico, podendo incluir vitamina A em situações indicadas para reduzir complicações. Entre os riscos associados à doença estão pneumonia, otite, diarreia, encefalite e, em casos graves, óbito.


 Marcelo Matusiak


Fique atento: nem toda a emergência oftalmológica causa dor

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O Dr. Pedro Soriano alerta sobre os sintomas que podem indicar condições oculares graves que exigem tratamento imediato 


Acidentes oculares são assustadores, tanto pela dor quanto pelo receio de perder a visão. Sofrer uma pancada, perfuração ou queimadura no olho exige atendimento oftalmológico imediato, pois há risco de ocorrerem lesões irreversíveis e até mesmo cegueira total. Mas nem toda emergência oftalmológica provoca dor ou sinais facilmente percebidos. 

Quem faz o alerta é o Dr. Pedro Soriano, oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco, o HOPE. O médico explica que “qualquer sinal sutil no campo visual deve ser rapidamente investigado. Perceber flashes de luz, pontos pretos, sombras, redução ou perda súbita de visão, mesmo que temporária, são indicações de que há algo errado”.
 

Sinais de alerta de que é preciso procurar um pronto atendimento

- Dor ocular excessiva, vermelhidão ou baixa visual;

- Sensibilidade intensa à luz (fotofobia);

- Presença de secreção abundante;

- Trauma ocular recente;

- Sensação de “cortina” ou sombra na visão;

- Visão de flashes luminosos, pontos pretos ou manchas flutuando;

- Olho vermelho acompanhado de dor e náuseas.
 

Emergências oftalmológicas mais comuns 

- Traumas oculares (contusões, perfurações, acidentes domésticos ou esportivos). Proteja o olho com um disco rígido sem pressionar ou tentar abrir à força. Não aplique colírios sem orientação médica e procure atendimento imediato;

- Corpos estranhos na superfície ocular (principalmente em trabalhadores expostos a poeira, metal ou areia). Lave o olho com soro fisiológico ou água limpa e evite esfregar. Não tente retirar objetos presos ou profundos e nem utilize pinças, cotonetes ou objetos improvisados. Procure atendimento médico se não melhorar;

- Queimaduras químicas (produtos de limpeza, álcool, ácidos ou substâncias alcalinas). Lave imediatamente com água corrente ou soro fisiológico por pelo menos 15 a 20 minutos. Não utilize colírios caseiros ou qualquer substância sem orientação. Procure atendimento oftalmológico urgente;

- Conjuntivites agudas (principalmente virais e bacterianas); Higienize as mãos com frequência e evite contato com outras pessoas. Não compartilhe objetos pessoais e busque a avaliação de um especialista para o diagnóstico correto;

- Crises de glaucoma agudo (aumento súbito da pressão ocular). Busque o pronto atendimento oftalmológico;

- Descolamento de retina (quando a retina, camada do olho sensível à luz, se separa da parte posterior do olho, interrompendo o suprimento de sangue e nutrientes). Procure atendimento imediatamente;

- Úlceras de córnea (frequentes em usuários de lentes de contato). Não utilize colírios sem orientação e busque atendimento oftalmológico urgente. 

O oftalmologista do HOPE reforça que “realizar consultas oftalmológicas regularmente é fundamental para a prevenção de diversas doenças oculares que podem evoluir de forma silenciosa e levar à perda permanente da visão, quando diagnosticadas tardiamente. Além disso, o acompanhamento periódico permite atualizar o grau dos óculos, avaliar a saúde ocular como um todo e reduzir o risco de complicações futuras”.


Doce Veneno: Como o uso de vape pode comprometer os pulmões de jovens em poucos meses; entenda o ‘Pulmão de Pipoca’

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 Especialistas explicam como o cigarro eletrônico acelera lesões pulmonares e vicia até 10 vezes mais rápido que o convencional

 

O que começa com um aroma inofensivo de baunilha, morango ou menta pode terminar em uma mesa de cirurgia ou com a dependência de um cilindro de oxigênio. O uso dos cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como vapes, deixou de ser uma "alternativa recreativa" para se tornar um problema de saúde pública no Brasil. O alvo? Jovens e adolescentes atraídos por cores e sabores que escondem um coquetel de mais de 2.000 substâncias tóxicas. 

A condição, conhecida como bronquiolite obliterante e apelidada de “pulmão de pipoca”, atinge os bronquíolos – considerados as menores vias aéreas dos pulmões, responsáveis por levar o ar até os alvéolos, onde ocorre a troca de oxigênio. A inflamação intensa destrói essas estruturas e provoca uma obstrução permanente, levando à insuficiência respiratória e, em casos extremos, à morte. 

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE)1, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que 29,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no Brasil já experimentaram o cigarro eletrônico. O índice quase dobrou em relação a 2019 (16,8%) e evidencia o avanço acelerado do vape entre adolescentes, na contramão da queda observada no consumo de cigarros tradicionais. 

Para a pneumologista Elnara Márcia Negri, do Hospital Sírio-Libanês, os cigarros eletrônicos não são uma alternativa mais segura e podem, inclusive, acelerar danos ao organismo. “O vape é muito prejudicial, e suas lesões se instalam nos pulmões mais rapidamente que o cigarro convencional. Apenas alguns meses de uso podem levar a lesões que o cigarro levaria vários anos para causar”, afirma. 

O nome da doença surgiu após trabalhadores de fábricas de pipoca desenvolverem o problema ao inalar substâncias como o diacetil, um composto usado para dar aroma de manteiga. Hoje, esse mesmo elemento está presente em líquidos de vape. “Esse composto aromatizante, quando inalado, causa fibrose dos bronquíolos. A inflamação é tão intensa que destrói o revestimento dessas vias aéreas, levando a uma obstrução irreversível”, explica a médica. 

Mas o diacetil está longe de ser o único vilão. De acordo com a especialista, os dispositivos eletrônicos podem conter mais de 2 mil substâncias químicas. Entre elas, metais pesados como níquel, chumbo e zinco – liberados pelas baterias – além de compostos tóxicos e cancerígenos como formaldeído, acroleína e nicotina. “São substâncias altamente venenosas, sem qualquer segurança para inalação”, alerta. 

Outro ponto de atenção é o alto potencial de dependência. “O sal de nicotina presente no cigarro eletrônico foi desenvolvido para viciar até dez vezes mais rápido que o convencional”, afirma Elnara. A especialista explica que a combinação de nicotina com sabores doces e frutados funciona como porta de entrada especialmente perigosa para jovens. Os impactos, no entanto, não se restringem aos pulmões, já que estudos também apontam prejuízos ao cérebro em desenvolvimento, com efeitos sobre a neuroplasticidade, além de quadros de ansiedade, distúrbios de atenção, insônia e até crises de pânico. 

Os primeiros sinais de alerta costumam ser silenciosos: tosse crônica, chiado no peito e falta de ar ao se esforçar. Em estágios iniciais, alguns danos podem ser revertidos, mas o diagnóstico tardio pode levar a consequências permanentes. “Os danos podem evoluir para câncer de pulmão, boca e bexiga, além de perda progressiva da função respiratória”, explica a médica. 

Para a especialista, reverter esse cenário passa por informação e diálogo dentro e fora de casa. “Pais precisam estar atentos e conversar com seus filhos. O vício em vape muitas vezes exige ajuda médica para ser tratado. E complementa: “Quanto mais cedo ocorre o contato com o dispositivo, maior a dificuldade de interromper o uso e mais intensos podem ser os impactos no desenvolvimento cerebral de crianças e adolescentes”. 



Hospital Sírio-Libanês
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Mesmo em níveis baixos, poluição do ar aumenta internações por doenças renai


 

Para a doença renal crônica, a exposição de longo prazo ao nível mais  alto encontrado
 entre 2011 e 2021 aumentou consideravelmente o risco para indivíduos
entre 19 e 50 anos e foi até 2,5 vezes maior para homens entre 51 e 75 anos
 (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)

Em dez anos, concentrações de material particulado na cidade de São Paulo chegaram a mais de quatro vezes além do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde

 

Um estudo apoiado pela FAPESP e publicado na revista Scientific Reports mostrou uma forte correlação entre a concentração de material particulado no ar da cidade de São Paulo, emitido sobretudo pela queima de combustíveis por veículos, com doenças renais.

O estudo estimou o risco de internações por três condições renais de acordo com os níveis desse tipo de poluição do ar entre 2011 e 2021. Homens, de diferentes faixas etárias, foram os que mostraram maior risco de hospitalização.

Mesmo a exposição a baixas concentrações desse poluente, considerando o limite estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de 15 micrômetros por metro cúbico (μg/m3) de material particulado fino em 24 horas, é suficiente para aumentar o risco de hospitalização em homens por injúria renal aguda, uma das condições analisadas. O risco não aumenta para mulheres nesse caso.

“A exposição do paulistano a esse material chegou a 65 μg/m3, mais de quatro vezes o máximo tolerável segundo a OMS. No entanto, mesmo concentrações dentro do limite ainda mostraram relação com internações por doenças renais, um resultado que indica a necessidade da intensificação de políticas para redução da poluição do ar”, afirma Iara da Silva, primeira autora do estudo, parte de seu doutorado no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) e atualmente realizando pós-doutorado na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

O estudo é parte do projeto “A poluição do ar é o motor do envelhecimento renal prematuro”, apoiado pela FAPESP e pela Organização Neerlandesa para a Pesquisa Científica (NWO), coordenado por Lucia Andrade, professora da Faculdade de Medicina (FM) da USP.

O trabalho teve ainda apoio da FAPESP por meio do projeto “Área Metropolitana de São Paulo: abordagem integrada mudanças climáticas e qualidade do ar” (Metroclima Masp), coordenado por Maria de Fátima Andrade, professora do IAG-USP.


Risco aumentado

O material particulado fino é composto de partículas, sólidas ou líquidas, com menos de 2,5 micrômetros (μm) – um micrômetro equivale a um milímetro dividido por mil. Os resultados apontam que a exposição a esse tipo de poluição aumenta em até quatro vezes o risco de hospitalização por doença renal crônica, entre diferentes faixas etárias e níveis de exposição.

Para a doença renal crônica, a exposição de longo prazo ao nível mais alto encontrado no período analisado no estudo, 65 μg/m3, aumentou consideravelmente o risco para indivíduos entre 19 e 50 anos, sendo até 2,5 vezes maior para homens entre 51 e 75 anos.

A exposição prolongada a altas concentrações aumentou o risco de hospitalização para injúria renal aguda, outra condição que afeta os rins, para homens entre 19 e 50 anos. O risco de glomerulopatias, que afetam as estruturas responsáveis pela filtração do sangue, foi maior para homens com menos de 40 anos, especialmente para aqueles expostos a concentrações de 15 μg/m3 a 65 μg/m3 , respectivamente o limite de exposição recomendado pela OMS em 24 horas e o valor mais alto encontrado no estudo.

Esse nível de exposição também aumentou o risco cumulativo de hospitalização para nefropatia membranosa, uma das formas de glomerulopatia, independentemente de idade e sexo.

“A hipótese é que o material particulado que respiramos pode ir para a corrente sanguínea e se depositar em tecido renal, onde é tomado pelo sistema imune como corpo estranho, o que faz com que o organismo produza uma série de mediadores inflamatórios, de fibrose e de envelhecimento precoce [senescência]”, explica a pesquisadora.

Em um trabalho anterior, seu grupo comparou a resposta à injúria renal aguda em camundongos de dois grupos, um exposto ao ar de São Paulo e outro que respirava o mesmo ar depois de passar por uma série de filtros para purificá-lo.

“Nos animais, observamos que aqueles expostos ao material particulado tiveram uma doença mais grave. Houve diminuição da filtração glomerular, mais inflamação nos rins, mais vias de necroptose [morte celular], além de apresentarem marcadores de senescência e fibrose. Em longo prazo, há mais chance de a condição evoluir para doença renal crônica”, afirma.

Para as pesquisadoras, os dados são preocupantes em termos de qualidade de vida e custos de saúde provocados por essas doenças, evitáveis ou menos severas com menores níveis de poluição. Em casos graves, esses pacientes precisam ser submetidos a hemodiálise, procedimento que filtra o sangue fora do corpo, e mesmo ao transplante de rim, órgão pelo qual há mais pacientes esperando na fila.

Num próximo estudo, o grupo brasileiro e neerlandês vai acompanhar pacientes transplantados e comparar os desfechos de saúde em diferentes exposições a material particulado.

“Existem políticas públicas para redução da poluição do ar em andamento, que não têm sido suficientes. Precisamos mesmo de um novo modelo de desenvolvimento que não demande a queima de combustíveis fósseis, também maior responsável pelo aquecimento do planeta”, encerra Silva.

O trabalho ainda teve apoio da FAPESP por meio de Bolsa de Doutorado para Caroline Fernanda Hei Wikuats no IAG-USP, com estágio na Universidade de Amsterdã, nos Países Baixos.

O artigo Chronic PM2.5 exposure and increased risk of hospitalization for kidney disease in São Paulo, Brazil está disponível em: nature.com/articles/s41598-026-39558-5.
 

 

André Julião

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/mesmo-em-niveis-baixos-poluicao-do-ar-aumenta-internacoes-por-doencas-renais/58011

 

Fazer a diferença no mundo é a principal motivação para os mais jovens empreenderem

Mais de 75% dos empreendedores das faixas de 18 a 34 anos e de 35 a 54 anos apontam esse motivo, segundo a mais recente pesquisa GEM 

 

Empreendedores mais jovens buscam “Fazer a diferença no mundo” quando abrem um negócio. Essa é a principal motivação para essa camada da população segundo o recorte por faixa etária da pesquisa GEM: Empreendedorismo no Brasil 2025. O motivo é citado por 76% entre os mais jovens (18 a 34 anos) e por 78% dos empreendedores do grupo de 35 a 54 anos. 

“Quando o empreendedor tem o propósito de transformação pessoal e social, os resultados de seu trabalho tendem a beneficiar ainda mais a economia e a qualidade de vida no país”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares. 

A motivação “fazer a diferença no mundo” é importante para os empreendedores de todas as faixas etárias, mas para os seniores entre 55 e 64 anos e entre 65 e 74 anos (faixa incluída pela primeira vez no levantamento), o principal impulso para abrir um negócio é “ganhar a vida porque os empregos são escassos”.

 

Motivações para começar um novo negócio 

Empreendedores de 18 a 34 anos

• 75,9% – Fazer a diferença no mundo.

• 74,6% – Construir uma grande riqueza ou uma renda muito alta.

• 65,3% – Ganhar a vida porque os empregos são escassos.

• 43,5% – Continuar uma tradição familiar.

 

Empreendedores de 35 a 54 anos

• 77,9% – Fazer a diferença no mundo.

• 75,8% – Ganhar a vida porque os empregos são escassos.

• 66,5% – Construir uma grande riqueza ou uma renda muito alta.

• 46,8% – Continuar uma tradição familiar.

 

Empreendedores de 55 a 64 anos

• 70,7% – Ganhar a vida porque os empregos são escassos.

• 69,5% – Fazer a diferença no mundo.

• 59,5% – Construir uma grande riqueza ou uma renda muito alta.

• 50,1% – Continuar uma tradição familiar.

 

Empreendedores de 65 a 74 anos

• 82% – Ganhar a vida porque os empregos são escassos.

• 63% – Fazer a diferença no mundo.

• 52,5% – Continuar uma tradição familiar.

• 48,9% – Construir uma grande riqueza ou uma renda muito alta.



GEM - considerada a maior pesquisa sobre empreendedorismo no mundo e é feita, no Brasil, pelo Sebrae em parceria com a Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (Anegepe). A pesquisa GEM vem sendo realizada no Brasil anualmente, de forma ininterrupta desde o ano 2000, como parte de um projeto internacional que já envolveu mais de 100 países ao longo dos anos. No Brasil, passou a contar, desde 2001, com o apoio do Sebrae.


Para cada vaga de emprego gerado no setor de eventos, 16 surgem em atividades associadas

Dados da ABRAPE mostram que encadeamento produtivo fortalece as oportunidades de trabalho em diferentes segmentos da economia

 

Dados do Radar Econômico, boletim elaborado pela Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) com base em informações do IBGE, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal, apontam que os empregos formais gerados pelo setor no primeiro trimestre do ano. 

Os números revelam que, para cada oportunidade de trabalho do core business, as atividades associadas, ou hub setorial, avançaram em cerca de 16 postos, indicando a capacidade do segmento de impulsionar diferentes áreas da economia.

No primeiro trimestre de 2026, o core business do setor registrou saldo positivo superior a 3,1 mil empregos formais. No mesmo período, o hub setorial gerou mais de 50 mil postos de trabalho. 

O primeiro abrange atividades como organização de eventos, atividades artísticas e culturais, espetáculos, recreação e lazer, e a produção e promoção de competições esportivas. Já o segundo engloba 52 atividades impactadas indiretamente pelo segmento, como operadores turísticos, bares e restaurantes, segurança privada, hospedagem, entre outras.

Para o presidente da ABRAPE, o empresário Doreni Caramori Júnior, esse movimento reforça o caráter transversal do setor, que mobiliza desde serviços diretamente ligados ao consumo, como bares, restaurantes e hospedagem, até áreas de suporte, como infraestrutura, publicidade e segurança. 

“O crescimento não se limita ao núcleo das atividades, mas alcança toda uma cadeia de serviços, gerando empregos e renda de forma mais ampla. Trata-se de um setor fortemente indutor de atividade econômica: os investimentos realizados em eventos se propagam por diversas cadeias produtivas, ampliando a competitividade não apenas do próprio segmento, mas de diferentes setores da economia”, acrescenta.


Ambiente empreendedor

Os dados mais recentes do Radar também mostram um forte avanço do ambiente empreendedor. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o setor registrou saldo positivo de mais de 11 mil novos CNPJs no core business, enquanto o hub setorial apresentou abertura líquida superior a 87 mil empresas. 

Além da expansão empresarial, o setor apresenta crescimento relevante da atividade econômica. O consumo ligado ao segmento atingiu R$ 38,1 bilhões no período, com alta de 9,7% na comparação anual, refletindo o fortalecimento da demanda por experiências presenciais, o avanço do turismo e a maior circulação de renda nas atividades de lazer e entretenimento. 

A estimativa tem como base o item Recreação no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado mensalmente pelo IBGE, associada à massa de rendimento real de todos os trabalhadores com 14 anos ou mais de idade, conforme a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). 

O Radar Econômico da ABRAPE acompanha mensalmente os principais indicadores do setor, com base em dados oficiais. O objetivo é oferecer uma visão integrada do desempenho dos eventos no Brasil e de seus impactos sobre o consumo, o emprego e a atividade econômica.


Quase 60% das pessoas apontam flexibilidade como principal fator para crescimento de mães na carreira, revela enquete da Serasa Experian

Levantamento realizado por rede social da mostra que modelo de trabalho flexível é prioridade para impulsionar o desenvolvimento profissional feminino após a maternidade


A flexibilidade no trabalho é o principal fator que contribui para o crescimento de mães na carreira atualmente, segundo enquete realizada pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, em seus perfis nas redes sociais. A consulta contou com a participação de 327 pessoas. De acordo com os resultados, 58% dos respondentes apontam a flexibilidade, como jornada adaptável e possibilidade de trabalho remoto ou híbrido, como o elemento mais relevante para o avanço profissional de mães. Na sequência, aparecem apoio da liderança (19%), cultura da empresa (14%) e benefícios como creche e auxílios (9%).

 

Para a gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, Fernanda Guglielmi, o resultado reforça uma transformação importante no ambiente corporativo. “A flexibilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um fator estruturante para a permanência e o crescimento de talentos, especialmente para profissionais com múltiplas demandas. Empresas que compreendem esse contexto saem na frente na atração e retenção desses profissionais. Ao mesmo tempo, vemos que, embora benefícios e políticas formais sejam importantes, aspectos culturais e comportamentais, como liderança empática e ambientes inclusivos, têm um peso significativo na experiência dessas profissionais”, afirma.


 

Maternidade e carreira: iniciativas internas ganham protagonismo


Diante desse cenário, empresas têm avançado em iniciativas que complementam a flexibilidade e estruturam um apoio mais completo à maternidade. Na Serasa Experian, o tema é tratado de forma integrada, com destaque para o Programa Cuidar, que oferece acompanhamento de saúde ao longo de todo o período gestacional, curso de preparação para a chegada do bebê, consultoria de amamentação com orientação especializada, apoio psicológico e conteúdos voltados à preparação da liderança para o retorno após a licença-maternidade.

 

O programa da datatech também disponibiliza salas de amamentação nos escritórios, equipadas para extração e armazenamento de leite. A companhia também oferece benefícios como licenças maternidade e paternidade estendidas, parcerias para congelamento de óvulos e fertilização in vitro (FIV) e o Programa de Madrinhas, que conecta mães experientes a colaboradoras em retorno de licença, fortalecendo uma rede de apoio interna.

 

“As iniciativas fazem parte de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento feminino, que combina flexibilidade, apoio estruturado e oportunidades reais de crescimento. Nosso objetivo é garantir que mães possam evoluir na carreira com suporte contínuo, em um ambiente que reconhece e acolhe diferentes momentos de vida”, completa a gerente da datatech.



Experian
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