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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Pesquisadores descobrem um mesmo conjunto de neurônios responsável pela febre e pelo torpor

Imagens térmicas de camundongo que teve torpor induzido. À dir.,
barra indica cores e temperaturas correspondentes. Após seis horas
 da indução, animal ficou em estado de dormência (primeira imagem
da esquerda, abaixo); depois de 24 horas, tinha praticamente retornado
ao estado original
(
imagens: Natália Machado/BIDMC-HMS)

Grupo internacional de cientistas vislumbra agora a busca de um fármaco que induza o estado em que funções fisiológicas e metabólicas são reduzidas ao extremo, o que poderia favorecer novos tratamentos para AVC e até mesmo auxiliar astronautas em longas viagens espaciais

Estudo liderado por uma brasileira na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, encontrou uma população de neurônios que pode controlar tanto a febre quanto o torpor, estado em que funções fisiológicas e metabólicas são reduzidas ao extremo. Publicado na revista Nature, o trabalho, apoiado pela FAPESP, pode dar origem a novos tratamentos para diversas condições clínicas, como o acidente vascular cerebral (AVC), e até ajudar a viabilizar longas viagens espaciais.

“Essa população de neurônios, localizados na região do hipotálamo conhecida como núcleo mediano pré-óptico, pode ser identificada pela expressão do receptor de prostaglandina E2 do tipo EP3. Quando esses neurônios são inibidos, produzem febre; quando ativados, induzem o que chamamos de torpor, um estado caracterizado por uma queda profunda e prolongada na temperatura corporal e no metabolismo”, explica Natália Machado, professora assistente na Escola de Medicina de Harvard e pesquisadora do Beth Israel Deaconess Medical Center, que coordenou conjuntamente com o professor Clifford Saper o estudo.

“Nossa ideia agora é identificar alguma molécula circulante que seja responsável por essas respostas e que possa ser futuramente convertida em fármacos, abrindo possibilidades para novos tratamentos médicos em humanos”, completa.

O trabalho tem entre os autores Luís Henrique Angenendt da Costa, que realizou pós-doutorado na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP) e fez estágio no laboratório de Machado com bolsa da FAPESP.

Os pesquisadores explicam que algumas espécies, como os camundongos, chegam ao estado de torpor quando submetidos simultaneamente à fome e ao frio. Os humanos não chegam ao torpor naturalmente, mas os autores acreditam que o grupo de neurônios identificado estaria evolutivamente conservado também em nós. O estímulo certo poderia fazê-los serem ativados ou inibidos, induzindo à febre ou ao torpor. Durante o torpor, os camundongos chegam a reduzir em 80% seu metabolismo.

Indução do torpor

“Induzir a redução da temperatura corporal e o metabolismo pode ser uma estratégia muito interessante para o tratamento do AVC, por exemplo, fazendo o tecido afetado tolerar por mais tempo a falta de oxigênio, aumentando o tempo para se realizar uma intervenção médica”, exemplifica Costa.

Atualmente, existem formas de fazer a hipotermia terapêutica, como é chamada. No entanto, reduz-se muito pouco a temperatura e ainda podem ocorrer efeitos colaterais graves, como instabilidade cardíaca e tremores intensos. Isso ocorre porque o corpo tenta retomar a faixa normal de temperatura a todo custo. A ativação da população de neurônios descrita pelo grupo faz com que a temperatura do corpo diminua sem que haja uma contrarresposta do organismo, evitando os efeitos indesejados da hipotermia.

“É como se tivéssemos mudado o termostato dos animais para uma faixa mais baixa, aproximadamente 10 °C abaixo da temperatura corporal antes da indução do torpor”, diz Machado.

Numa hipótese extrema, a redução do metabolismo poderia ajudar até mesmo em longas viagens espaciais, como as que estão planejadas para Marte pelas agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA). Com o corpo em estado de torpor, haveria menor demanda por energia e, logo, por alimentos, o que pode ser essencial para suportar a jornada de cerca de mil dias entre ida e volta e ainda reduzir o estoque de alimentos necessários para a viagem.

“Não seria uma queda tão drástica de função metabólica quanto a dos camundongos, mas algo próximo à hibernação que os ursos fazem no inverno”, ilustra a pesquisadora.

Indução de febre

No caso da indução de febre, como a elevação da temperatura corporal é uma estratégia para combater invasores como vírus e bactérias, o desenvolvimento de novas terapias que facilitem sua produção pode também causar um impacto positivo em indivíduos que apresentam uma resposta inadequada, como é comumente observado em idosos.

Para se certificarem de que essa família específica de neurônios podia induzir tanto a febre quanto o torpor, os pesquisadores usaram um conjunto de métodos em camundongos geneticamente modificados que permitem manipular especificamente os neurônios que expressam receptores de prostaglandina E2 do tipo EP3 da região pré-óptica, localizada no hipotálamo cerebral.

Utilizando a técnica de quimiogenética, esses neurônios foram infectados com um adenovírus que promove a expressão de um receptor mutado nessas células, permitindo que sejam ativadas posteriormente por meio de uma droga específica. Os neurônios também foram manipulados por meio de optogenética, em que uma fibra ótica implantada na região do cérebro estudada emite luz em um comprimento de onda específico que ativa essas células. Usando técnicas que mensuram a atividade neuronal em tempo real, os pesquisadores observaram ainda que o cálcio é o principal sinalizador intracelular envolvido nas respostas de febre e torpor nesses neurônios.

Por fim, os pesquisadores deletaram esses neurônios, o que fez com que os animais deixassem de ter febre e de entrar em torpor. Esse dado mostra a importância dessas células na regulação de mecanismos que levam tanto ao aumento como à diminuição da temperatura corporal nos camundongos.

Natália Machado em seu laboratório na Escola de Medicina de Harvard
(
foto: Anna Olivella/ Harvard Brain Science Initiative)

Com o papel da família de neurônios determinado, os pesquisadores querem agora encontrar alguma forma não invasiva de induzir os efeitos do torpor, uma vez que as técnicas utilizadas nos experimentos não poderiam ser reproduzidas em humanos. Por exemplo, a possibilidade de um hormônio ou peptídeo circulante realizar a sinalização seria um caminho fundamental para desenvolver novos tratamentos.

De volta ao país por meio do programa Conhecimento Brasil, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Costa segue trabalhando na linha de pesquisa de seu pós-doutorado. Como pesquisador na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, vai investigar a fundo os mecanismos envolvidos na hipotermia causada por infecções graves, como a sepse, abrindo possibilidades para desenvolver novas abordagens terapêuticas.

O artigo Preoptic EP3R neurons constitute a two-way switch for fever and torpor pode ser lido em: www.nature.com/articles/s41586-025-09056-1.

 

André Julião

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/pesquisadores-descobrem-um-mesmo-conjunto-de-neuronios-responsavel-pela-febre-e-pelo-torpor/56666


5 dicas para transportar medicamentos em viagem, farmacêutico ensina

 

A época das férias e viagens está chegando e a forma como transportamos nossos remédios pode determinar desde a eficácia do tratamento até evitar problemas em fronteiras e aeroportos. “Medicamento não é acessório, ele sofre com calor, luz, umidade e até com movimentos bruscos da viagem. Por isso que, uma simples falha no transporte pode comprometer a ação terapêutica”, alerta o farmacêutico homeopata Jamar Tejada. 

A seguir, o especialista lista as principais regras de ouro para viajar com qualquer tipo de medicação — de analgésicos comuns a hormônios, antibióticos, homeopáticos e até injetáveis.

 

1. Medicamentos sempre na bagagem de mão

Segundo Jamar, o porão da aeronave atinge temperaturas extremas e variação de pressão que podem danificar fórmulas sensíveis. “Na bagagem de mão você tem controle de temperatura e evita perdas caso a mala seja extraviada.” Isso vale para remédios de uso contínuo, como para hipertensão, diabetes, tireoide, anticoncepcionais, ansiolíticos e antidepressivos. Vale ainda a atenção para a nova regra em voos internacionais: “Frascos acima de 100 ml só podem entrar se houver comprovação médica de uso e os colírios, xaropes e soluções devem ficar em sacos transparentes”, alerta.
 

2. Manter a embalagem original e levar a receita

Viajar com a embalagem original, bulas e rótulos é indispensável — especialmente em voos internacionais. “Isso evita suspeita das autoridades sanitárias e comprova que aquilo é, de fato, um medicamento. Para substâncias controladas, a receita é obrigatória.” Para países que exigem documento adicional, como Estados Unidos e alguns da Europa, leve declaração médica em inglês.
 

3. Como transportar medicamentos que precisam de refrigeração

Insulinas, alguns hormônios, colírios e antibióticos líquidos precisam ficar entre 2°C e 8°C. As orientações do farmacêutico é sempre usar bolsas térmicas apropriadas, com gelo rígido e nunca colocar o medicamento em contato direto com o gelo para evitar o risco de congelamento. “Temperaturas acima ou abaixo do recomendado degradam o princípio ativo e tornam o tratamento ineficaz.”
 

4. Remédios homeopáticos também precisam de cuidados para transporte

Jamar orienta que os medicamentos homeopáticos são extremamente sensíveis ao calor, luz e campos eletromagnéticos. “Por isso, é preciso carregar sempre longe de celulares e dispositivos eletrônicos, evitar exposição ao sol e sempre manter os frascos bem fechados e sem umidade já que a vibração energética do medicamento homeopático muda com facilidade e o transporte correto preserva a ação.”
 

5. É proibido transferir remédios para porta-comprimidos sem necessidade

Embora prático, o hábito pode gerar problemas já que além de perder as informações da embalagem, em caso de fiscalização, as pílulas soltas podem gerar suspeita e ainda: os comprimidos podem absorver umidade e deteriora.
 

Jamar ainda ensina a montar uma mini farmacinha de bolso para viagens: 

Segundo ele, as medicações que não podem faltar:

  • Analgésicos e anti-inflamatórios permitidos
  • Antitérmico
  • Antialérgico
  • Protetor gástrico
  • Sais de reidratação oral
  • Curativos e antisséptico
  • Medicamentos de uso contínuo organizados por horário

“Quando você cuida bem do seu medicamento, ele cuida bem de você onde quer que você vá”, finaliza o especialista.
  



Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008. www.tejardiando.com.br
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Dia da Justiça: celebração e compromisso com a defesa da Advocacia e do Direito

No Dia da Justiça, celebrado em 8 de dezembro, retomamos a história de Themis e reafirmamos a centralidade da advocacia criminal na defesa da cidadania, do devido processo legal e do Estado Democrático de Direito. É a advocacia que faz a Justiça acontecer. Sem ela, a Justiça não existe. 

A Constituição Federal, em seu art. 133, estabelece que “o advogado é indispensável à administração da Justiça”. O exercício desse múnus público, que compartilha o espaço com magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos e policiais judiciários, compõe a verdadeira “Arca da Aliança da Justiça”, na qual cada ator cumpre uma missão institucional essencial. 

A Justiça, em sua concepção etimológica, deriva do latim justitia, expressão fundada na preservação da ordem social e dos direitos fundamentais. Na simbologia clássica, ela é representada pela deusa grega Themis, guardiã da lei e da ordem: a espada que combate a injustiça, a balança que assegura igualdade e equilíbrio, e a venda nos olhos que garante que todos sejam iguais perante a lei. 

Neste 8 de dezembro, resgatar a história e o simbolismo de Themis é reafirmar o compromisso do sistema de Justiça com aquilo que lhe dá sentido: proteger direitos, garantir liberdades e materializar a Justiça em sua forma mais plena. É também reconhecer os profissionais éticos, probos e honrados que se dedicam diariamente à realização desse ideal. 

Entre eles, ocupa papel de destaque a advogada e o advogado criminalista. Com coragem, técnica, ética e sensibilidade humana, a advocacia criminal enfrenta injustiças, combate arbitrariedades e assegura que o devido processo legal seja rigorosamente observado. Defende a cidadania e protege a Constituição, contribuindo decisivamente para a paz social. 

Por isso, é imprescindível enaltecer todas as instituições que, dentro da legalidade, colaboram para a concretização da Justiça — Advocacia, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Judiciária e Magistratura. A harmonia entre essas funções essenciais fortalece o Judiciário, aprofunda a democracia e amplia o acesso à Justiça, direito fundamental de todo cidadão. 

Ao celebrar o Dia da Justiça, presto homenagem às advogadas e advogados que integram a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim). Há 32 anos, a entidade cumpre sua missão institucional na defesa da advocacia criminal e da Justiça brasileira, contribuindo de forma decisiva para a preservação do Estado Democrático de Direito. 

Como presidente nacional da Abracrim, missão que desempenho com honra e responsabilidade, reafirmo hoje a relevância da advocacia criminal para a defesa da liberdade, das garantias constitucionais e da Justiça. Seu trabalho é essencial, e seu compromisso ético, inegociável. A dignidade do exercício profissional é o que legitima a nobreza dessa função social. 

O sistema de Justiça exige aprimoramento constante. É um dever de todos os seus atores lutar por sua democratização, valorização institucional e fortalecimento. Afinal, como bem afirmou Victor Hugo, “a primeira igualdade é a Justiça”. Sem ela, não há democracia, cidadania, redução de desigualdades ou ordem social possível. 

A espada de Themis deve guiar nossa coragem para enfrentar arbitrariedades; sua balança deve inspirar equilíbrio, imparcialidade e respeito à diversidade. Que nossa atuação jamais se deixe contaminar por cor, gênero, etnia, classe social, orientação sexual ou crença ideológica. 

E, na busca por julgamentos justos, ideal máximo de todo criminalista, vale lembrar as palavras do subprocurador-geral da República Luciano Mariz Maia: “É necessária a presença do advogado desde o primeiro momento, porque é ela que faz cessar o arbítrio. (...) Sem o advogado para apontar abusos e excessos, não é possível garantir um julgamento justo.” 

Que este Dia da Justiça seja um momento de celebração e, sobretudo, de renovação do compromisso da advocacia criminal com a ética, a independência, o respeito às prerrogativas e a defesa intransigente da Constituição, do Direito e da Justiça.

 

Sheyner Yàsbeck Asfóra - presidente nacional da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim)


G4 Valley: seis tendências para acelerar os negócios em 2026

 

O atual ambiente de negócios exige mais do que boas ideias, demanda velocidade e disciplina. Esse senso de urgência corrobora o clima de "campo de batalha", reforçando o compromisso com a performance e a execução imediata para gerar crescimento. Nesse sentido, a tecnologia é, sem dúvidas, uma forte aliada para esse salto de desenvolvimento das organizações. Não à toa, segundo um levantamento conduzido pela TNS Research, empresas que investem nesse recurso crescem, aproximadamente, 60% a mais em comparação àquelas que descartam esse mindset.

Na prática, essas companhias se tornam mais inteligentes, enxutas e adaptáveis. Com base nisso, destaco seis tendências que foram destaques no G4 Valley, maior evento de negócios:

#1 Gestão orientada a dados e em tempo real: mais do que gerar a informação, é preciso tê-la na palma da mão. Esse tem sido um fator decisivo para as organizações que, a partir de uma gestão baseada em dados, conseguem migrar de uma posição reativa para uma postura ativa e preditiva, através de análises efetivas sobre o desempenho e o cenário atual da organização.

#2 IA e automação: a Inteligência Artificial continua despontando na lista de tendências. Só em 2024, segundo a McKinsey, 72% das empresas do mundo adotaram essa tecnologia. Contudo, muito além de um discurso sobre os ganhos e funcionalidades que esse recurso oferece, as empresas precisam investir na aplicação da IA junto à automação que, na prática, se torna o principal motor de eficiência operacional e escala.

#3 Cultura de accountability: os times são peça-chave para o sucesso. Em todo processo de transformação, as pessoas são o elo central de todo o movimento. Nesse sentido, investir em uma cultura baseada em acompanhar e delegar responsabilidades de acordo com as habilidades de cada um, ajuda os membros a assumirem metas com clareza, autonomia e responsabilidade, priorizando o resultado sobre a hierarquia.

#4 Customer Centricity radical: o cliente continuará sendo o centro de tudo. Nesse sentido, é crucial conhecê-lo, entender suas preferências e criar uma jornada sem interrupções. Embora esses pontos não sejam uma novidade em si, a tecnologia atua como uma aceleradora desse processo de entendimento, ajudando a tratar a experiência do usuário como o eixo central de sobrevivência, diferenciação e crescimento orgânico do negócio.

#5 Modelos de negócios OPEX-First: maximizar o desempenho das equipes e criar um ambiente de engajamento são pilares que a liderança deverá focar, visando combinar habilidades estratégicas e comportamentais. Entre as ações que devem ser tomadas pela alta gestão estão destinar o foco na cadência e criar processos de gestão e comunicação visual, a fim de manter toda a equipe alinhada e caminhando em prol do mesmo objetivo.

#6 Liderança de alta performance: maximizar o desempenho das equipes e criar um ambiente de engajamento. Esses são pilares que a liderança deverá se atentar, visando combinar habilidades estratégicas e comportamentais. Entre ações que devem ser tomadas pela alta gestão estão destinar o foco na cadência e criar processos de gestão e comunicação visual, a fim de manter toda a equipe alinhada e caminhando em prol do mesmo objetivo.

Essas tendências apontam para organizações mais inteligentes, enxutas e adaptáveis. Isso porque, aquelas que dominarão o mercado nos próximos anos serão as que estruturarem suas operações com base em um sistema de gestão robusto, e não apenas em táticas pontuais.

Para isso, algumas estratégias-chave se tornam essenciais. A primeira, sem dúvidas, é a utilização de indicadores claros, com ritmo e previsibilidade. No entanto, essa abordagem exige uma integração total entre processos, tecnologia e pessoas, garantindo que não existam silos de informação. Ou seja, o foco deve estar na eficiência operacional, eliminando desperdícios e burocracias internas antes de buscar acelerar os negócios.

Afinal, embora a velocidade na execução seja um diferencial, o ganho de competitividade é obtido através da estruturação de processos, tecnologia e liderança para crescer com consistência, garantindo que a inovação seja aplicada diretamente ao negócio, e não fique apenas no campo do discurso.

As empresas de alta performance operam nos bastidores com o desenvolvimento de uma cultura forte antes da estratégia, um sistema de gestão que agregue na previsibilidade e a excelência operacional, garantindo a escalabilidade com processos sólidos.

Em suma, as organizações que crescem mais rápido não são as maiores, mas as mais disciplinadas e rápidas em executar o essencial. A urgência, neste contexto, significa priorizar o que precisa ser feito, eliminar burocracias e manter a empresa inteira alinhada na mesma direção para o próximo ciclo de crescimento.

 

Tailan Oliveira é CRO da ALFA

ALFA Consultoria – SAP Gold Partner


IBS e CBS 2026: maiores erros de classificação que podem causar rejeição de notas fiscais


As empresas brasileiras chegaram à reta final de 2025 diante de uma das maiores mudanças tributárias já implementadas no país: a necessidade de ajustar seus sistemas para emitir documentos fiscais, com o destaque obrigatório de IBS e CBS a partir de 1º de janeiro de 2026.

A partir do próximo ano, esses tributos devem constar em todas as notas eletrônicas, ainda que com alíquotas simbólicas e sem impacto financeiro, tributário e contábil de imediato. Entretanto, a partir de 5 de janeiro de 2026, as regras de validação passam a valer integralmente, e qualquer inconsistência poderá ocasionar na rejeição da nota fiscal – o que exige das organizações máxima atenção a fim de evitar falhas de enquadramento que podem gerar grandes impactos operacionais logo na primeira semana útil do ano.

É importante destacar que a fase de estabilização técnica já está ocorrendo. Nesse ambiente, sempre que os campos de IBS e CBS são preenchidos, as regras de validação já são aplicadas exatamente como ocorrerão no ambiente de produção. Esse período permite que empresas identifiquem falhas de integração, inconsistências de parametrização e problemas de leitura de XML antes da virada do ano, reduzindo riscos em janeiro.

Outro ponto essencial é que, até o momento, não foi disponibilizado um novo layout oficial do DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica) que contemple os campos específicos relacionados aos tributos IBS e CBS. Por isso, toda conferência fiscal deverá ser feita exclusivamente pelo arquivo XML, onde estarão os dados efetivamente validados pelas administrações tributárias e elementos centrais da nova rotina fiscal: o CST e o C-ClassTrib.

Esses códigos representam a classificação tributária da operação e determinam como o IBS e a CBS devem ser destacados, inclusive quando houver redução de alíquota. De forma simples, o CST indica o tipo de tributação, enquanto o C-ClassTrib aponta o fundamento legal que justifica aquele enquadramento. Se essa combinação estiver incorreta, o destaque dos tributos também estará — e, a partir de 5 de janeiro, a nota fiscal será rejeitada. As notas técnicas já listam essas rejeições possíveis.

No caso da NFS-e (Nota Fiscal de Serviços), a adaptação segue cronograma próprio. A Nota Técnica nº 04/2025 estabeleceu o padrão nacional para 2026, enquanto a Nota Técnica nº 05/2025 trouxe atualizações que deverão ser incorporadas às versões de produção em momento posterior. Os municípios continuarão utilizando seus próprios sistemas emissores, desde que enviem as informações ao Ambiente Nacional. Para o contribuinte, o essencial é assegurar que o sistema esteja preparado para emitir NFS-e compatíveis com o padrão nacional a partir de janeiro.

Para o caso dos serviços, o ponto de partida para o enquadramento tributário não é o NCM e CFOP, mas sim a NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços). Para apoiar essa transição, o governo publicou uma Tabela de Correlação NBS, que relaciona cada item e subitem da Lei Complementar nº 116/2003 ao código utilizado na nova estrutura da Reforma Tributária. Essa tabela funciona como referência oficial para que empresas realizem o enquadramento correto dos serviços e simulem o cálculo dos tributos no novo modelo, garantindo mais segurança na definição da classificação tributária aplicável às operações de serviços.

Outro ponto importante para essa fase é a recepção de notas de entrada, especialmente quando a empresa utiliza importadores automáticos de XML. Embora o destaque de IBS e CBS não tenha efeito financeiro em 2026, os sistemas precisam reconhecer os novos campos para evitar falhas de leitura automáticas, além de problemas na emissão de notas de devolução.

Outro ponto importante para essa fase é a recepção de notas de entrada, especialmente quando a empresa utiliza importadores automáticos de XML. Embora o destaque de IBS e CBS não tenha efeito financeiro em 2026, os sistemas precisam reconhecer os novos campos para evitar falhas de leitura automáticas, além de problemas na emissão de notas de devolução.

Para apoiar as empresas nesse processo de adaptação e garantir que os sistemas leiam corretamente os novos campos, o governo disponibilizou duas plataformas oficiais que auxiliam na validação dos documentos fiscais. A Calculadora de Tributos da Receita Federal permite simular o cálculo do IBS e da CBS e validar a classificação tributária aplicada; já o Validador Conformidade Fácil, do ENCAT, verifica se o XML está tecnicamente consistente antes do envio. Juntas, essas ferramentas ajudam empresas e desenvolvedores a identificar falhas e ajustar seus sistemas com maior segurança.

Mesmo com alguns pontos ainda em evolução, o essencial para janeiro está claro: o destaque de IBS e CBS será obrigatório e a classificação tributária correta será o fator decisivo para validar a nota fiscal. Qualquer divergência poderá travar a autorização do documento já na primeira semana útil de 2026. Por isso, este é o momento de revisar sistemas, ajustar cadastros, realizar testes e preparar equipes, garantindo que a operação entre no novo ano com segurança e continuidade.




Taís Baruchi - CEO na PKF BSP


PKF BSP
www.pkfbrazil.com.br

 

7 passeios fora do comum para curtir as férias sem sair da Grande São Paulo

São alternativas para levar a família ou amigos com acesso rápido e dentro da metrópole

 

Tudo bem não querer viajar nas férias, mas também não precisa ficar em casa, né? Reunimos 7 sugestões para curtir seus dias livres com cara de escapada, mas sem trânsito de estrada. As dicas foram reunidas com apoio da Turbi, empresa que oferece locação de carros em um formato 100% digital, tudo pelo app e com mais de 300 pontos de retirada em toda a grande São Paulo. 

 

Confira os destinos: 

  1. Trilha do Mirante, em Santo André


Localizada no extremo sul da capital, dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, a Trilha do Mirante oferece uma vista impressionante: em dias claros, é possível enxergar até o mar que banha cidades como Mongaguá e Itanhaém. O acesso ao local é gratuito e pode ser feito de carro até o Núcleo Curucutu, que conta com estacionamento e estrutura para trilhas de nível moderado, ideais para quem curte ecoturismo.

 

  1. Embu das Artes, próximo a Taboão da Serra


Famosa por sua feira de artesanato aos domingos, Embu das Artes é um passeio completo para quem gosta de arte, cultura e boa gastronomia. Além das lojinhas e ateliês, vale explorar atrações como o Parque Lago Francisco Rizzo, a Viela das Lavadeiras e o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas. A cidade é perfeita para uma escapada rápida com clima acolhedor e muitos cantinhos charmosos. 

 

  1. Parque da Serra da Cantareira, em Guarulhos


O mais novo núcleo do Parque da Cantareira está em Guarulhos e oferece cinco trilhas em meio à Mata Atlântica preservada. A Trilha da Cachoeira é a mais desafiadora, mas recompensa com um banho refrescante no final. Ideal para quem busca contato com a natureza. 

 

  1. Basílica Nossa Senhora do Rosário, em Caieiras

Com arquitetura imponente inspirada em catedrais medievais europeias, a basílica de Caieiras impressiona por seus vitrais e riqueza de detalhes. É um local de fé e contemplação que também recebe seminaristas de várias partes do mundo. Uma ótima opção para quem busca espiritualidade e beleza em um único passeio. 

 

  1. Paranapiacaba, em Santo André


Um vilarejo que conserva os ares do século XIX, Paranapiacaba guarda a história da ferrovia paulista em cada esquina. Criada por imigrantes ingleses, a cidade tem charme de sobra com sua arquitetura peculiar, clima serrano e bons restaurantes.  

 

  1. Templo Zu Lai, em Cotia


O maior templo budista da América do Sul está logo ali em Cotia. Com entrada gratuita, jardins bem cuidados e uma atmosfera de paz, é o passeio ideal para quem busca um refúgio tranquilo. O espaço é excelente para relaxar, meditar ou apenas caminhar entre as cerejeiras e esculturas orientais. 

 

  1. Kinkaku-Ji e Parque Vale dos Templos, em Itapecerica da Serra


Inspirado em um templo japonês de Kyoto, o Kinkaku-Ji brasileiro fica em meio à mata em Itapecerica da Serra. A construção dourada ao lado de um lago com carpas é o ponto alto do passeio, que também inclui trilhas e áreas verdes. Um passeio para desacelerar, recarregar as energias e conhecer um pedacinho do Japão sem sair de SP.

 

Carnaval, 3ª data mais rentável, movimenta prefeituras e grandes marcas

Com editais inéditos e maior interesse do setor privado, ano deve marcar uma das temporadas mais fortes da história da folia 

 

O Carnaval de rua volta ao centro da pauta econômica do país. Com dois novos editais de fomento lançados pelas prefeituras de São Paulo e Belo Horizonte, além de ações inéditas da iniciativa privada, o setor vive um movimento que sinaliza uma temporada de ainda mais crescimento.

Segundo Fabio Frazão, fundador do Blocos de Rua.com, plataforma de conteúdo especializada em Carnaval que reúne mais de 6 milhões de usuários e cobre o Carnaval de 10 cidades — São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Olinda, Florianópolis, Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre — o movimento é inédito:

“Pela primeira vez em muitos anos, vemos governo e empresas se movimentando juntos para fortalecer o Carnaval com uma boa antecedência. Isso mostra que o Carnaval tem se tornado cada vez mais uma data importante para movimentar o comércio, vendas de produtos e amplificar conexões com marcas.”

Poucas pessoas sabem, mas o Carnaval é a terceira data que mais movimenta dinheiro no Brasil, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães, e ultrapassa a marca de R$30 bilhões em impacto econômico. Em 2025, a folia reuniu mais de 53 milhões de pessoas nas ruas e cresceu 35% em relação a 2020, última celebração carnavalesca antes da pandemia.

Turismo, hospedagem, alimentação, bebidas, comércio, serviços e toda a cadeia criativa são diretamente impulsionados pelo período, que se consolida como uma das principais engrenagens da economia brasileira.


Editais públicos abrem espaço para pequenos blocos

 Os editais de São Paulo e Belo Horizonte ampliam o investimento direto em blocos de rua, sobretudo os pequenos, um dos segmentos que mais enfrentam dificuldades nos últimos anos.

“Assim como todo mercado, o carnaval se modernizou, se tornou mais exigente e os custos para botar um bloco na rua aumentaram para todos. Muitos blocos pequenos não acompanharam as mudanças para gerar visibilidade e interesse de potenciais marcas patrocinadoras. Agora, com os editais, o poder público sinaliza que está atento a essa necessidade e criando instrumentos de fomento”, explica Frazão.

A chegada antecipada desses programas abre espaço especialmente para blocos menores, que historicamente enfrentam dificuldades para viabilizar estrutura. Colocar um bloco na rua pode custar entre R$ 10 mil e R$ 30 mil, e muitos grupos deixam de desfilar justamente por falta de apoio suficiente. “Para os blocos pequenos, isso pode significar a diferença entre sair e não sair”, avalia.


Iniciativa privada antecipa ações e disputa território

Além das prefeituras, empresas dos setores de bebidas, tecnologia, eventos e serviços — como Ambev, iFood e Sympla — já iniciaram seus planejamentos para o Carnaval de 2026.

A Sympla anunciou um edital próprio voltado para blocos de rua em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife, reforçando o objetivo de fortalecer a cultura popular e garantir a viabilidade da operação dos organizadores.

Já a Ambev está no centro de um dos principais movimentos do mercado para 2026 com o lançamento do “Brinde à Rua”, edital que vai apoiar blocos do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A iniciativa — assinada por Brahma no Rio e Skol em São Paulo — contemplará 250 blocos com até 20 mil foliões, com repasse direto, antecipado e sem custo para os grupos. No total, serão R$ 4 milhões destinados ao fortalecimento da estrutura dos blocos, integrando um esforço maior da companhia: só em 2025, a Ambev anunciou R$ 67 milhões em projetos culturais.

“Quando vemos tantas iniciativas públicas e privadas caminhando na mesma direção, com tanto empenho, temos a certeza de que 2026 será o maior Carnaval da história”, finaliza Frazão.

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 Isabel Braga - CEO da Closet BoBags e da BoGo. Ambas priorizam a Economia Circular e o aproveitamento, em respeito ao meio ambiente.

 

Estudo aponta que Brasileiros viajam em média 401 km na véspera de Natal, confira detalhes

O Brasil reafirma sua posição como um país de vastas distâncias e forte demanda por viagens rodoviárias de longa distância. 

 

O Brasil reafirma sua posição como um país de vastas distâncias e forte demanda por viagens rodoviárias de longa distância. Embora São Paulo, Atibaia e Rio de Janeiro tenham sido os destinos mais comuns para passageiros de ônibus brasileiros em 2025, a nova análise da plataforma de viagens brasileira Buson, com base em mais de 10 milhões de passagens vendidas globalmente, destaca a importância das conexões regionais.

Tendências de Viagens de Fim de Ano: Natal e Ano Novo

O relatório da Buson aponta padrões claros e intensos para o período festivo:

  • Viagens Mais Longas do Mundo: O Brasil é o segundo país onde os viajantes de ônibus percorrem as maiores distâncias na véspera de Natal, com uma média de 401 quilômetros por viagem em 24 de Dezembro. Apenas a África do Sul (687 km) supera o Brasil, que por sua vez fica à frente dos Estados Unidos (326 km).
  • Destinos de Natal: Na véspera de Natal, a busca por reencontros familiares e locais de fácil acesso leva à alta demanda por São Paulo (SP), Atibaia (SP) e Extrema (MG).
  • Origens em Destaque no Natal: Muitas das viagens mais longas da véspera de Natal se originaram de cidades do Norte e Centro-Oeste: Fortaleza (CE) e Cuiabá (MT) estão entre as principais origens.
  • Destinos de Réveillon: A virada do ano desloca o foco para as grandes festas, com São Paulo, Fortaleza e Rio de Janeiro sendo os destinos mais movimentados.

De acordo com a Buson, os países que lideraram as vendas globais de passagens de ônibus foram Chile, Brasil, Canadá, África do Sul e Estados Unidos, o que reflete o alto volume e a importância das viagens de ônibus intermunicipais nas Américas e na África. A demanda europeia também foi forte, com Espanha (6º), Reino Unido (7º) e França (8º) impulsionando vendas significativas, enquanto Portugal e Argentina completaram o top dez. Essa diversidade geográfica destaca o papel do ônibus como principal meio de transporte em muitas das nações mais populosas e geograficamente diversas do mundo.

“O Brasil é, por natureza, um país de longas distâncias, e o ônibus é a espinha dorsal que conecta o Norte ao Sul e o Sudeste ao exterior”, afirma LP Maurice, CEO da Buson. “Os dados da Buson mostram que, além da forte demanda interna por rotas como São Paulo-Rio, o viajante brasileiro valoriza enormemente a acessibilidade regional, com Paraguai, Uruguai e Argentina no topo da lista. É um testemunho da confiança na malha rodoviária para o lazer, o trabalho e o reencontro familiar.”

A Campanha de Fim de Ano: "O Trenó do Papai Noel Quebrou... Então Ele Pegou o Ônibus"

Este relatório faz parte do lançamento da campanha global da Busbud com a Buson com o tema divertido e emocionante: “O Trenó do Papai Noel Quebrou… Então Ele Pegou o Ônibus.” A campanha visa destacar a confiabilidade e o conforto das viagens de ônibus.

Na peça criativa específica para o mercado brasileiro, o Papai Noel, após ter o trenó quebrado, enfrenta o calor intenso do verão brasileiro, que o impede de seguir a pé com a distribuição dos presentes. Ele é "salvo" ao optar pelo ônibus, que é a opção superior, climatizada e sem complicações para completar suas entregas de Natal pelo vasto território nacional.


Mercosul e expectativas para 2026

Olhando para o exterior, os destinos mais procurados pelos brasileiros reforçam a integração com o Mercosul: Assunção (Paraguai), Montevidéu (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina) lideram as preferências.

Para 2026, as reservas antecipadas mantêm a tradição das viagens intercapitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza são os destinos mais procurados, sinalizando a contínua dependência do ônibus para conectar os principais centros econômicos e turísticos do país.

 

Buson


Qualy instala ponto de coleta de embalagens em formato de pote de margarina gigante no Parque Villa-Lobos

Ação busca incentivar consumidores a se unirem à marca em sua jornada em prol do cuidado do meio ambiente 


Qualy, marca líder em margarinas no Brasil, implementou um ponto de coleta de embalagens no Parque Villa-Lobos, em São Paulo/SP. Com o mote “Gosto de Qualy é cuidar do meio ambiente”, a instalação tem formato de pote de margarina gigante e poderá ser visitada pelo público até 19 de dezembro. O objetivo é promover a conscientização de consumidores sobre a importância da circularidade de resíduos e convidá-los a aderirem práticas mais sustentáveis, como a reciclagem de embalagens.

A iniciativa também inclui mobiliários urbanos e anúncios geolocalizados que serão enviados para pessoas que estiverem dentro do parque ou em áreas próximas, buscando atraí-las para a ativação. Além disso, Qualy também conta com influenciadores parceiros para divulgar a ação nas redes sociais, como Ellora Haonne (@ellorahaonne),  Camila Viseu (@camiviseu) e Jeska Grecco (@jeskagrecco).

“Estamos sempre buscando novas maneiras de fortalecer a atuação de Qualy em sustentabilidade e engajar nossos consumidores nessa jornada. Essa ação reflete essa perspectiva, contribuindo para ampliar ainda mais o nosso impacto positivo de forma coletiva, além de demonstrar às pessoas que o cuidado com o meio ambiente pode ser acessível e começar no nosso dia a dia”, comenta Marina Secaf, gerente executiva de Marketing de Spreads da MBRF.

Qualy é a primeira marca de margarinas a reciclar o equivalente a 100% de suas embalagens graças à uma parceria com a eureciclo, iniciada em 2021. Desde então, a marca já reciclou 31 mil toneladas de plástico – cerca de 1,5 bilhão de potes de margarina – evitando a emissão de 48,6 mil toneladas de gases de efeito estufa. Além disso, Qualy já investiu mais de R$ 4,2 milhões nessa iniciativa, contribuindo para a melhoria da infraestrutura, segurança e capacidade operacional de 124 cooperativas e operadores de reciclagem em 21 estados brasileiros. Ao todo, 11 mil pessoas já foram beneficiadas com geração de renda e emprego viabilizadas pelo projeto.

Qualy também vem buscando inserir seus consumidores em suas iniciativas de sustentabilidade cada vez mais. Desde 2024, a marca promove a Campanha dos 4 R’s – Reciclagem, Reuso, Reaproveitamento e Receitas – em que busca inspirar as pessoas a colocarem em prática hábitos voltados para o cuidado com o meio ambiente, como receitas com reaproveitamento de sobras de alimentos, evitando desperdícios, e a reciclagem e reutilização de potes de margarina da marca de formas criativas. A campanha é protagonizada pela atleta olímpica Rebeca Andrade, embaixadora de sustentabilidade da marca, e ganhou novas edições recentemente, com os lançamentos de embalagens sustentáveis de Qualy Vegê – feitas com material 100% renovado, a base de óleo de cozinha – e de Reflorescer, linha de potes de margarina colecionáveis, com designs inspirados em elementos da natureza para incentivar ainda mais o reuso dos recipientes no dia a dia.

 

Gado no verão: veja como manter o ganho de peso e equilibrar custos de produção na estação mais quente

Pesquisas indicam que o estresse térmico pode reduzir o ganho de peso em até 20%, perda que pode custar mais de R$ 180 por animal no período mais quente

 

O prognóstico climático do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) aponta que o verão de 2026 terá temperaturas acima da média histórica em grande parte do país, principalmente no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, regiões onde se concentram os maiores rebanhos de corte do Brasil. 

 

Essa tendência intensifica o risco de estresse térmico, que reduz o consumo de ração, altera o metabolismo e compromete diretamente o ganho de peso dos animais. Bovinos sob calor intenso podem apresentar queda de 10% a 20% no ganho médio diário (GMD), segundo estudo da Phibro Saúde Animal (2024).

 

José Loschi, fundador da SRX Holdings, explica que, quando o animal entra em estresse térmico, a primeira resposta dele é reduzir a ingestão. “Se o animal come menos, a eficiência de conversão cai e o custo por quilo produzido sobe. Além do impacto no bem-estar do animal, o calor também afeta diretamente a rentabilidade da fazenda”, afirma o executivo do grupo que abarca a Master Nutrição, empresa especializada em tecnologia para nutrição animal.

 

A queda no ganho de peso em períodos de calor pode realmente elevar o custo por arroba produzida e prolongar o tempo de terminação, de acordo com dados de mercado da Scot Consultoria (2025). Na prática, um bovino que ganha menos peso por dia precisa mais dias de ração para atingir o mesmo acabamento de carcaça. 

 

Com base nas perdas médias apontadas pela Phibro, uma redução de 15% no GMD pode representar prejuízo superior a R$ 180 por animal por ciclo, ao considerar o aumento de tempo e o custo alimentar acumulado.

 

A seguir, veja três medidas práticas que evitam perda de desempenho e ajudam a proteger a margem por arroba mesmo com temperaturas elevadas.

 

1. Ajuste a formulação da dieta para a estação quente

O calor reduz o consumo de matéria seca e altera o metabolismo do animal, por isso dietas específicas para o verão são essenciais. Entre as estratégias recomendadas estão aumentar a densidade energética, usar gorduras protegidas, preferir carboidratos menos fermentáveis, ajustar o balanço de aminoácidos e incluir aditivos que estimulam consumo e reduzem produção de calor metabólico.

 

"Com a formulação certa para o verão, o produtor recupera parte da conversão perdida. A dieta vira uma estratégia para encurtar o tempo de terminação e proteger a margem por arroba, mesmo em calor extremo”, completa José.

 

2. Sincronize os horários de arraçoamento

Oferecer alimento nos períodos mais frescos do dia, especialmente no início da manhã e no fim da tarde, reduz o estresse térmico associado à alimentação. Essa sincronização melhora a ingestão e sustenta a eficiência de conversão, já que o animal não precisa gastar energia adicional para dissipar calor durante o pico de temperatura.

 

3. Garanta água fresca e sombra estratégica

Hidratação adequada é decisiva no controle térmico do bovino. Água limpa, em volume suficiente e mantida em temperatura agradável já reduz parte do estresse. 

 

Associe isso à oferta de sombra natural ou estruturas estrategicamente posicionadas no curral e nas áreas de pastejo. “Além de melhorar conforto, essa combinação aumenta o tempo de alimentação e reduz queda de desempenho nas horas mais quentes”, diz Loschi.

 

 SRX Holdings

 

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