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domingo, 14 de setembro de 2025

Adotou seu primeiro pet?

Adimax - Divulgação
Veterinária dá dicas de como cuidar da alimentação do seu novo companheiro

 

Adotar um animal de estimação é abrir as portas da casa e do coração para um novo integrante da família. Para quem está recebendo seu primeiro pet, a experiência pode ser repleta de alegria, descobertas e também de dúvidas. Afinal, cada gesto de cuidado faz a diferença no bem-estar desse novo companheiro. Especialmente quando o assunto é a alimentação, um dos pilares para promover sua saúde e qualidade de vida. Seja ele filhote, adulto ou um animal já idoso, é importante entender suas necessidades nutricionais, oferecer um alimento de qualidade e fazer o manejo correto, adequando a nova rotina de ambos.  

Para ajudar nessa fase, tão desafiadora quanto prazerosa, a médica-veterinária Juliana Soncin, que atua na capacitação técnica da Adimax, fornece dicas práticas e respostas às dúvidas mais comuns dos tutores de primeira viagem, quando o assunto é a alimentação do pet. Com informação, carinho e dedicação, essa adaptação será muito mais tranquila.

 

- A partir de quanto tempo de vida é recomendado adotar um filhote, para assegurar que já tenha desmamado?

O desmame é um processo gradual e muito importante para o desenvolvimento saudável dos filhotes. Tecnicamente, eles devem permanecer com a mãe por, no mínimo, 45 dias, período essencial para garantir nutrição adequada, fortalecimento da imunidade e os primeiros aprendizados sociais. No entanto, especialistas recomendam que a adoção responsável aconteça entre 2 e 3 meses de idade, pois esse tempo extra contribui para uma socialização mais completa, maior independência e equilíbrio comportamental. 

Vale lembrar que, em casos de resgate, quando filhotes são encontrados abandonados antes da idade ideal, a prioridade deve ser oferecer os cuidados adequados e acompanhamento veterinário, assegurando que recebam o suporte necessário para se desenvolverem bem. Assim, mais do que seguir apenas a idade mínima, a adoção deve sempre considerar o bem-estar do animal e as condições para que ele cresça de forma saudável.

 

- Qual é o alimento recomendado para esta fase inicial da vida do pet?

Durante a fase de crescimento, o ideal é oferecer sempre um alimento completo e balanceado formulado para filhotes de cães ou gatos, de acordo com a espécie. Isso porque, nesse período, o organismo do animal ainda está em desenvolvimento, finalizando a formação de tecidos, fortalecimento do sistema imunológico e estruturas importantes para a vida adulta. Por isso, os alimentos destinados a filhotes possuem maiores teores de proteína, energia e gordura, além de nutrientes essenciais como o DHA, um ácido graxo da família do ômega 3, essencial para o desenvolvimento cerebral e da visão.

 

- Quantas vezes ao dia o animal deve comer?

Para os filhotes, a quantidade diária de alimento deve ser dividida em, no mínimo, três porções diárias, respeitando assim sua menor capacidade estomacal e favorecendo o aproveitamento do alimento. No caso de gatos filhotes, a orientação também é dividir em, no mínimo, três porções ao dia. Porém, o ideal é que o alimento fique disponível o dia todo, uma vez que é um comportamento natural dos gatos realizar várias e pequenas refeições ao dia. Mas atenção: a quantidade a ser oferecida deve seguir o recomendado. O número de refeições é livre, mas a quantidade não. 

Já para cães adultos, a quantidade diária de alimento deve ser dividida em pelo menos duas refeições, para que não passem muito tempo sem se alimentar. Se a rotina do tutor permitir, é interessante dividir em três refeições. Lembrando que oferecer mais refeições ao dia não significa que o animal comerá mais, mas sim que a quantidade total será dividida em mais porções ao longo do dia.

 

- Como fazer a troca do alimento, quando for necessária?

Os filhotes geralmente chegam às casas dos tutores já desmamados. Durante o desmame, eles passam do leite materno para a ração seca apropriada para filhotes de forma natural e gradual. O ideal é que o alimento esteja disponível no comedouro mesmo enquanto o filhote ainda mama, assim ele pode ir experimentando aos poucos e observando a mãe comer, o que estimula a aceitação. Para facilitar essa transição, pode-se oferecer também alimento úmido ou papinha de desmame, que ajudam na passagem do leite materno para o alimento sólido. O alimento úmido não deve permanecer no comedouro por mais de 30 minutos, para evitar contaminação. 

Quando chegar o momento de mudar o alimento, a transição deve ser gradual para evitar desconfortos gastrointestinais, conforme indicado na embalagem ou sob orientação do médico-veterinário. 

Vale lembrar dos casos especiais de cães e gatos órfãos, ou adotados antes do período de desmame: nesses, devem ser utilizados alimentos para essa fase, como colostro comercial e papinha de desmame, até que estejam prontos para iniciar a alimentação sólida.

 

- É normal o pet rejeitar o alimento nos primeiros dias? O que fazer?

É normal que o pet apresente rejeição ao alimento nos primeiros dias em um novo lar. Isso acontece porque ele está passando por um período de adaptação, marcado pela separação da mãe e da ninhada, além do estresse da mudança de ambiente, com novos cheiros, pessoas e rotinas. Nessa fase, o tutor deve oferecer a mesma ração que o filhote já estava acostumado, em um local tranquilo e sem muitos estímulos, evitando alterações bruscas na dieta. Com o tempo, o animal tende a se sentir mais seguro e volta a se alimentar normalmente.

 

- Como calcular a quantidade ideal de ração para meu pet?

A quantidade diária deve respeitar a indicação da embalagem, conforme o peso e o nível de atividade física do animal, ou a recomendação do médico-veterinário de confiança. Em caso de dúvidas, o tutor pode ligar no Serviço de Atendimento ao Cliente do fabricante. Vale destacar ainda que os petiscos, geralmente oferecidos como agrado ou recompensa, também devem seguir a quantidade recomendada na embalagem, para que o animal não receba um excesso de calorias, o que pode levar ao ganho de peso em excesso.

 

- Posso variar a ração ou isso faz mal?

É possível variar a ração de cães e gatos, mas não é recomendado fazer isso com frequência. Diferente dos humanos, os pets têm o paladar menos exigente e não costumam enjoar do alimento, de modo que não há necessidade de trocas constantes. Pelo contrário: mudanças frequentes podem causar desconforto digestivo e até levar à rejeição do alimento, especialmente no caso dos gatos, que tendem a ser mais seletivos com texturas e formatos. Sempre que for necessário trocar a ração — seja por indicação veterinária, mudança de fase de vida ou outra necessidade, o ideal é realizar o processo de forma gradual. 

 

- É verdade que alguns alimentos humanos são tóxicos para os cães? Quais?

Há uma série de alimentos da dieta humana que apresentam riscos ocultos para nossos amigos de quatro patas: 

*O primeiro item da lista de alimentos proibidos é o chocolate, pois contém duas substâncias tóxicas para os pets: cafeína e teobromina, que podem provocar vômitos, diarreia, convulsões e problemas cardíacos. Para animais mais sensíveis, podem até levar à morte. Vale destacar que o tutor que pensar em oferecer um chocolate mais amargo, acreditando ser menos prejudicial, estará colocando o animal em risco, pois o teor de teobromina é maior; 

*Uva (fresca ou passa) contém uma substância tóxica aos animais que pode provocar alterações como o aumento da frequência urinária e da ingestão de água, ocasionando lesão nos rins;

*Temperos como o alho e a cebola, usados nas preparações e considerados saudáveis na dieta humana, podem atacar as células do sangue dos animais, podendo causar anemia. 

Além desses, há outros alimentos que podem ser perigosos: xilitol (adoçante encontrado em gomas, balas, doces sem açúcar e pasta de dente), macadâmia e semente de frutas. 

 

- Como saber se a ração que escolhi é realmente de qualidade?

Para saber se a ração escolhida é de qualidade, é importante observar tanto o comportamento e a saúde do pet quanto a confiabilidade da marca:

 

Indicação veterinária: uma ração recomendada por médico-veterinário que leva em consideração a idade, porte e condição de saúde do pet;

 

Qualidade das fezes: fezes bem formadas e consistentes, que não marcam o piso, ou fezes macias, bem formadas e com aspecto umedecido que marcam levemente o piso. A qualidade das fezes indica boa digestibilidade e absorção de nutrientes;

 

Saúde da pelagem: pelo brilhante, macio e saudável é reflexo de ingredientes de qualidade, como proteínas e ácidos graxos essenciais;

 

Ingredientes funcionais: alimentos que incluem componentes extras, como antioxidantes, prebióticos, fibras especiais e outros ingredientes funcionais, oferecem benefícios à saúde além da nutrição básica;

 

Empresa idônea e responsável: prefira alimentos de fabricantes que sigam padrões de qualidade e segurança reconhecidos, com transparência nas informações do rótulo e compromisso com o bem-estar animal. Isso garante confiança e segurança naquilo que está sendo oferecido ao seu pet.

 

- Qual a diferença da ração para cães adultos e para cães idosos (sênior)?

Enquanto a ração para adultos é formulada para atender às necessidades energéticas e nutricionais de cães em plena atividade e evitar o sobrepeso, a ração sênior foca em promover qualidade de vida, bem-estar e saúde na idade mais avançada. O envelhecimento é representado por mudanças progressivas que ocorrem após a maturidade em vários órgãos, as quais resultam em diminuição da sua capacidade funcional. Durante essa fase de vida, os cães passam por um processo natural de perda de massa muscular e queda no metabolismo. Além disso, podem apresentar alterações no trato digestivo (intestino preso – constipação), diminuição da resposta imunológica e desgaste natural das articulações. Desse modo, a ração para cães sênior possui energia moderada e maior teor de fibras para evitar ganho de peso devido à menor atividade física; mix de fibras e prebióticos para manter a saúde intestinal; antioxidantes naturais e ômega 3 (EPA + DHA)para auxiliar na proteção de células e no processo inflamatório devido a doenças crônicas; proteína de alto aproveitamento para preservar massa muscular; condroprotetores que ajudam na saúde das articulações; fósforo controlado para cuidar da função renal.

 

- Com que idade o animal é considerado sênior, para receber o alimento específico para esta fase?

Cães de porte médio e grande, a partir de 5 anos. Cães de porte mini e pequeno, a partir de 7 anos de idade. 

 

 

Câncer em pets: 5 mitos sobre o tratamento da doença

Reprodução
Nouvet
O câncer é multifatorial e pode ser causado por fatores genéticos e ambientais, afetando cães e gatos em qualquer etapa da vida 

 

O câncer em pets é mais comum do que as pessoas imaginam. O de mama, por exemplo, atinge pelo menos 45% das cadelas e 30% das gatas, segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Contudo, cães e gatos podem desenvolver outros tipos de tumores, e a incidência aumenta com a idade. 

“Embora o risco seja maior para animais mais velhos, cães e gatos jovens também podem ser diagnosticados com a doença, pois a genética e o ambiente influenciam o desenvolvimento do câncer em qualquer etapa da vida”, analisa Nazilton De Paula Reis Filho, médico-veterinário do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo. 

Como esta é uma doença de origem multifatorial, com fatores de risco muitas vezes não identificados nos pets, é importante realizar exames periódicos para a detecção precoce. Consultas com o veterinário e exames de rotina ajudam a identificar seu estágio inicial, favorecendo o prognóstico. Esse acompanhamento é ainda mais importante nos animais que apresentam predisposição familiar ou riscos já conhecidos. 

No entanto, há muita desinformação em torno do tema. A seguir, o Dr. Nazilton desmonta os principais mitos relacionados ao tratamento de câncer em pets. Veja:

 

Mito 1: O câncer é uma sentença de morte para o pet

Com o avanço da oncologia veterinária, o diagnóstico de câncer deixou de ser uma sentença de morte, e cães e gatos podem receber tratamentos independentemente do estágio da doença, do estado de saúde do animal e do prognóstico recebido. Mesmo nos casos sem cura, o tratamento pode trazer mais tempo e qualidade de vida para o pet. “Sempre vale a pena tratar, mesmo se o animal estiver com a idade mais avançada. Muitos pets idosos respondem bem aos tratamentos disponíveis contra o câncer”, acrescenta Dr. Nazilton.
 

Mito 2: Só tumores grandes precisam ser removidos

Tumores pequenos também podem ser malignos, e a remoção cirúrgica pode ser aconselhada após a avaliação de um veterinário. A cirurgia é uma das principais formas de tratamento e, desde que aplicada corretamente, pode aumentar as chances de cura do animal.

Mito 3: A quimioterapia prejudica o animal

A quimioterapia é indicada para tratar tumores que não podem ser operados ou submetidos à radioterapia, ou ainda que não responderam bem a esses tratamentos. A quimio também controla a recidiva do tumor (o retorno da doença após o início do tratamento ou da regressão) e a progressão PARA metástase (quando o câncer se espalha para outros órgãos). 

“A resposta do cão ou gato ao tratamento com quimioterapia vai depender de fatores individuais, sensibilidade das células de câncer e do protocolo que o médico utilizará. A boa notícia é que, diferente do tratamento em seres humanos, os pets têm maior tolerância à quimioterapia e acabam apresentando poucos efeitos colaterais, ou até mesmo nenhum. Desse modo, na maioria dos casos, o cão ou gato continua se alimentando, brincando e dormindo normalmente”, comenta o especialista do Nouvet.
 

Mito 4: O tratamento do câncer pode acelerar a progressão da doença

É mito acreditar que tratar o câncer pode acelerar a doença. Na verdade, os tratamentos como cirurgia, quimioterapia e radioterapia são fundamentais para controlar o tumor, aliviar sintomas e oferecer mais qualidade de vida aos pacientes, inclusive nos casos mais avançados.
 

Mito 5: O tratamento para o câncer é sempre caro

Existem protocolos de tratamento para o câncer acessíveis para todos os casos. O ideal é que o tutor converse com o veterinário para entender qual é a melhor alternativa para o animal e para a sua realidade financeira. 

Combater a desinformação sobre o câncer em pets é fundamental para encorajar o cuidado preventivo. “Se você suspeita que seu pet esteja doente, agende uma consulta para receber a orientação adequada do veterinário”, finaliza o Dr. Nazilton.

 

 Nouvet


Conectividade genética dos budiões brasileiros ganha destaque em publicação internacional

Resultados mostram que algumas regiões, como os recifes
do Rio de Janeiro e as ilhas oceânicas, funcionam
 como “ilhas genéticas”
Conclusão acende alerta sobre a importância da conservação de populações e seus habitats

 

Um estudo assinado por cientistas integrantes do Projeto Budiões foi publicado na revista científica Marine Environmental Research e lança novas luzes sobre a conservação dos budiões (Sparisoma frondosum e S. axillare), peixes-papagaio exclusivos da costa brasileira e fundamentais para a saúde dos recifes. 

A pesquisa analisou amostras coletadas em diferentes pontos do litoral, do Maranhão a Santa Catarina, além das ilhas oceânicas de Trindade e Martim Vaz. Por meio de ferramentas genéticas, os cientistas investigaram como as populações dessas espécies estão conectadas entre si. 

Os resultados mostram que algumas regiões, como os recifes do Rio de Janeiro e as ilhas oceânicas, funcionam como “ilhas genéticas”, com menor troca de indivíduos com outras áreas. Essa baixa conectividade indica que, caso essas populações locais desapareçam, dificilmente seriam repostas por outras. 

Segundo os autores, a descoberta reforça a necessidade de políticas de conservação integradas e direcionadas para regiões críticas. “A conectividade entre populações é como uma rede de segurança ecológica. Onde essa rede é mais frágil, a atenção à conservação precisa ser redobrada”, resume a pesquisadora Karis Itchel Tuñón Valdés, que liderou o trabalho. 

O artigo completo está disponível aqui.

 

Sobre o Projeto Budiões

Criado em 2020, o Projeto Budiões atua ao longo dos mais de 7 mil quilômetros da costa brasileira com o objetivo de conciliar conservação marinha e desenvolvimento sustentável nas comunidades costeiras. Patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto busca reduzir a pesca predatória, estimular alternativas econômicas sustentáveis e apoiar políticas públicas voltadas para a gestão eficiente dos recursos naturais. 

A iniciativa reúne cientistas de seis universidades brasileiras e monitora populações de budiões em 12 estados do país. Esses peixes, conhecidos popularmente como peixes-papagaio, são fundamentais para a saúde dos recifes de corais, já que controlam o crescimento de algas. Entre eles, o budião-azul (ou bico-verde) figura na lista oficial de espécies ameaçadas de extinção desde 2014.


Dermatite Atópica Canina: Entenda a Doença e Conheça Soluções Inovadoras para o Bem-Estar dos Pets

A dermatite atópica canina (DAC) é uma das doenças dermatológicas mais comuns em cães, afetando o bem-estar e a qualidade de vida de milhares de pets no Brasil e no mundo. Estudos indicam que a DAC atinge entre 10% e 15% dos cães globalmente, enquanto no Brasil, pesquisas em hospitais veterinários registraram índices acima de 25% entre os casos dermatológicos.

"A DAC é uma condição inflamatória crônica e pruriginosa, de origem genética e imunológica, que compromete a barreira cutânea e provoca coceira intensa, vermelhidão e infecções secundárias. “A dermatite atópica não é apenas uma questão estética; ela impacta diretamente a qualidade de vida do animal. O prurido constante leva ao estresse, alterações de comportamento e até perda de peso. Por isso, o manejo da doença precisa ser integrado, atuando no controle da inflamação e no fortalecimento do sistema imunológico”, explica o médico-veterinário da Soft Care, Edren Silva.

De olho nesta questão, compartilhamos quatro dicas essenciais para os tutores que possuem pets com esta condição:

 

1. Fortaleça a saúde intestinal com probióticos

O intestino está diretamente ligado ao sistema imunológico. Por isso, o uso de suplementos como o Soft Care Nutri Bioflora Pet Tabs é um grande aliado no manejo da DAC. O produto contém 7 cepas probióticas (3,9 bilhões de UFC por tablete), além de prebióticos MOS, Betaglucanas, Zinco e Vitamina E, que atuam na modulação da microbiota intestinal e na resposta imune, favorecendo uma pele mais saudável e menos suscetível a inflamações.

“Estudos recentes mostram que a saúde intestinal influencia diretamente doenças de pele, incluindo a dermatite atópica. Um ecossistema intestinal equilibrado ajuda a reduzir processos inflamatórios sistêmicos e, consequentemente, os sintomas da DAC”, reforça Dr. Edren Silva.

 

2. Banhos terapêuticos e hidratação da pele

O uso de shampoos calmantes e hidratantes específicos para cães com DAC é fundamental para restaurar a barreira cutânea e aliviar a coceira.

 

3. Controle ambiental e alérgenos

Reduza a exposição a poeira, ácaros, mofo e pólen, mantendo a casa limpa e o ambiente arejado. Esses fatores são gatilhos importantes para crises alérgicas.

 

4. Acompanhamento veterinário personalizado

O tratamento deve ser individualizado, podendo incluir medicamentos específicos, imunoterapia, suplementação e terapias tópicas. 

A dermatite atópica canina é uma condição complexa, mas, com cuidados adequados e produtos inovadores como o Bioflora Pet Tabs, é possível melhorar a qualidade de vida dos pets e proporcionar mais conforto e bem-estar.




Pet Society
https://petsociety.com.br 


Pets e crianças: como tornar essa relação ainda melhor?

 A relação entre pets e crianças é fonte constante de aprendizado, afeto e alegria


A relação entre pets e crianças é uma das mais ricas em aprendizado e afeto dentro de uma família. Diversos estudos mostram que crianças que crescem em contato com animais desenvolvem maior empatia, autoestima e habilidades sociais, além de aprenderem desde cedo noções de responsabilidade e respeito. Para os pets, essa convivência também é extremamente positiva: o contato constante com os pequenos contribui para que se tornem mais sociáveis, ativos e emocionalmente equilibrados, além de reduzir a solidão e o tédio.

Mas para que essa parceria funcione de maneira segura e prazerosa, é essencial que os adultos atuem como mediadores. “Nem todas as crianças sabem lidar com os limites do animal, e nem todos os pets estão naturalmente prontos para conviver com o comportamento enérgico e curioso dos pequenos. A paciência dos pais e cuidadores é determinante nesse processo de adaptação, e recursos simples, como os snacks, podem fazer toda a diferença ao transformar encontros e interações em momentos de confiança e prazer para ambos”, detalha a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe.

Ao introduzir um animal no convívio com uma criança, a supervisão constante é indispensável. Essa presença garante segurança e permite que os adultos ensinem a maneira correta de se aproximar, acariciar ou brincar com o pet. É igualmente importante que a criança aprenda a reconhecer sinais da linguagem corporal do animal, como rabo baixo, orelhas para trás ou rosnados, que indicam desconforto e servem como alertas para evitar situações de estresse. Outra medida fundamental é garantir que cães e gatos tenham sempre um espaço próprio onde possam se recolher se não quiserem interagir. Esse “refúgio” transmite segurança e previne conflitos.

“Nesse processo de aproximação, sob orientação dos pais, a criança pode oferecer petiscos de maneira correta, seja na mão aberta ou colocando-os no chão. Para o animal, esse gesto representa uma associação positiva: a presença da criança passa a estar ligada a algo prazeroso. Essa prática fortalece a confiança e ajuda a estreitar os laços de forma saudável. Os petiscos também podem ser incorporados a brincadeiras educativas; ensinar o cão a sentar ou dar a pata, recompensando-o com um snack, é uma atividade divertida que envolve a criança e ao mesmo tempo promove disciplina no animal. Para os gatos, esconder petiscos em brinquedos interativos ou em pequenos espaços pode estimular o instinto de caça e tornar a interação lúdica e enriquecedora”, elucida a profissional.

Outra forma de fortalecer o vínculo é envolver a criança em pequenas responsabilidades cotidianas. “Permitir que ela ajude a encher o potinho de água, organizar os brinquedos ou oferecer o snack na hora certa ensina sobre cuidado e dedicação, ao mesmo tempo em que cria uma rotina de parceria com o pet. É importante, no entanto, considerar sempre a personalidade e o nível de energia de cada animal. Cães mais ativos podem se adaptar melhor a brincadeiras físicas, enquanto gatos ou cães tímidos podem precisar de interações mais calmas e respeitosas”, conta Bruna.

Quando conduzida com atenção, paciência e estratégias adequadas, a convivência entre pets e crianças se torna transformadora. O uso equilibrado de snacks nesse processo não deve ser visto apenas como recompensa, mas como ferramenta pedagógica e afetiva, capaz de ensinar, aproximar e fortalecer o vínculo entre eles. Mais do que momentos de diversão, essa relação se traduz em aprendizado mútuo, confiança e afeto genuíno, valores que permanecem por toda a vida.

 

Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Anffa Sindical alerta para os riscos da tuberculose bovina em animais e seres humanos

Tuberculose bovina é causada por bactéria  e também acomete bubalinos
(Foto: Anffa Sindical)
Doença é transmitida pelo contato direto com animais infectados e pelo consumo de carne, leite e derivados, o que reforça a importância das medidas sanitárias nos rebanhos

 

A tuberculose bovina afeta rebanhos em todo o País e também coloca em risco a saúde da população, podendo ser transmitida pelo consumo de carne, leite e derivados sem inspeção sanitária e pelo contato direto com animais infectados. Trata-se de uma zoonose que ameaça a segurança dos alimentos, gera prejuízos à pecuária e reforça a importância da fiscalização oficial para proteger a saúde pública. Por isso, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) alerta para a importância das ações de controle da doença nos rebanhos e para o consumo de alimentos inspecionados.

A tuberculose bovina é causada pela bactéria Mycobacterium bovis, de evolução crônica, que acomete também os bubalinos. A doença acarreta perdas econômicas relevantes devido à queda na produção leiteira, emagrecimento progressivo dos animais, pela eliminação de animais positivos e condenações de carcaça em abatedouros, sendo imprescindível a adoção de medidas sanitárias para o controle da doença nos rebanhos e, consequentemente, evitando a transmissão aos seres humanos. 

Além da transmissão via alimentos, a infecção também se dá pelo contato direto com animais infectados. Entre os grupos de maior risco estão médicos veterinários, trabalhadores rurais e profissionais de frigoríficos, assim como os auditores fiscais federais agropecuários. A tuberculose pode levar a quadros clínicos graves, colocando em evidência a relevância da vigilância e do controle sanitário. 

De acordo com o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Marcelo de Andrade Mota, a tuberculose atinge entre 0,16% e 9% dos rebanhos do País. A maior prevalência é observada em sistemas de produção leiteira intensiva, onde a densidade populacional e as práticas de manejo favorecem a disseminação do agente. 

Segundo a diretora de Comunicação da Delegacia do Anffa Sindical no Distrito Federal e chefe da Divisão de Controle da Brucelose e da Tuberculose Animal do Mapa, Patricia Santana Ferreira, o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal estabelece medidas como a testagem obrigatória de animais para trânsito interestadual para fins de reprodução e participação em aglomerações, a eliminação de reagentes positivos sob supervisão oficial, a vigilância epidemiológica e o saneamento obrigatório. A adesão rigorosa a essas ações, aliada à fiscalização oficial, é indispensável para evitar a disseminação da enfermidade. 

“Entre outras medidas de prevenção estão a exigência de exames negativos de brucelose e tuberculose antes da introdução de novos animais ao rebanho, a testagem periódica do rebanho, e evitar o consumo de carne, leite e derivados sem inspeção sanitária oficial”, destacou a especialista. 

O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, destaca a atuação dos auditores fiscais federais agropecuários, determinante para a segurança da população e que esses profissionais também precisam ser protegidos contra a doença. 

O Anffa Sindical destaca também que o consumo responsável, aliado ao cumprimento das normas sanitárias por parte dos produtores, é fundamental para proteger a saúde pública, preservar a competitividade do agronegócio e assegurar a imagem internacional do Brasil como fornecedor de alimentos seguros.


Cão sem patas dianteiras volta a andar com protótipo de cadeira de rodas inédito

Projeto de estudantes de Medicina Veterinária e Engenharia resultou em protótipo anatômico, de baixo custo e pioneiro no Brasil


Um desafio pet incomum transformou-se em marco científico no Centro Universitário de Brasília (CEUB). O protagonista é Bili, um poodle jovem que nasceu sem as patas dianteiras — condição rara, pouco estudada e ignorada pela indústria de acessórios veterinários. Agora, graças ao empenho de estudantes de Medicina Veterinária e Engenharia da Computação do CEUB, ele voltou a andar com uma cadeira de rodas anatômica e de baixo custo, desenvolvida a partir de tecnologias de prototipagem rápida e impressão 3D. 

O projeto envolveu mais de 50 horas de trabalho contínuo, sucessivos testes, falhas e correções. A iniciativa nasceu como projeto de iniciação científica das alunas Beatriz Miranda e Sarah Mazetti. O ineditismo do caso exigiu não apenas criatividade, mas revisão aprofundada de pesquisas anteriores, o mapeamento de requisitos técnicos e materiais adequados para dispositivos assistivos. “Estudamos projetos de prototipagem rápida na medicina veterinária para compreender métodos e dificuldades”, explica Beatriz. 

O processo começou com medições detalhadas do corpo de Bili — como altura, largura do tórax e comprimento, o escaneamento 3D e um molde de gesso para validar proporções e áreas de apoio. A partir daí, as estudantes projetaram a modelagem digital em software CAD, onde ajustaram ergonomia, conforto e resistência. Com o apoio do curso de Engenharia da Computação do CEUB, o estudo evoluiu para a fase prática, transformando os modelos digitais em peças físicas. 

Esse processo envolveu falhas de impressora e correções sucessivas até alcançar a versão final. Apesar dos obstáculos, os primeiros testes já mostraram que Bili se adaptava bem. “Mesmo sem estar totalmente adequada no primeiro teste, deu pra ver que ele já demonstrava familiaridade com a cadeira”, recorda Sarah. As partes rígidas foram feitas em plástico PLA, enquanto as áreas de contato receberam TPU flexível, garantindo estabilidade e conforto. 

Hudson Capanema, professor de Engenharia destaca que o design foi pensado para acompanhar o crescimento do cão, permitindo ajustes conforme ele ganhasse peso ou aumentasse de tamanho. “Considerando as particularidades do Bili, escolhemos materiais que melhor se adequassem a cada componente. O corpete de apoio, por exemplo, foi confeccionado com um material mais confortável, facilitando a adaptação e reduzindo incômodos”, destaca Hudson.
 

Inovação acessível e impacto social

O protótipo foi concluído a um custo de R$ 448,81, valor 63% inferior ao de cadeiras de rodas comerciais, que podem ultrapassar R$ 1.200 e, ainda assim, não atendem casos como o de Bili. Para o Coordenador de Medicina Veterinária do CEUB, professor Carlos Alberto da Cruz Júnior, trata-se de um avanço com grande potencial social: “Clínicas e ONGs podem replicar esse modelo a baixo custo, democratizando o acesso à tecnologia, que hoje ainda é restrita a poucos tutores”. 

Beatriz e Sarah acreditam que a impressão 3D na veterinária tende a se popularizar, embora ainda haja barreiras, como a capacitação de profissionais e a disponibilidade de equipamentos. Com a evolução e estudos em projetos como o nosso, fomentamos a utilização e investimentos nesse tipo tecnologia para que mais animais tenham a mesma oportunidade do Bili”, afirmam as estudantes do CEUB.
 

Um marco na formação acadêmica

Além de devolver a mobilidade a Bili, o projeto marcou a trajetória de Arthur Dornfeld, estudante de Engenharia da Computação do CEUB, que ficou responsável pela modelagem de peças até chegar ao modelo ideal. Ele considera a experiência um salto na sua vida acadêmica: “Pude participar da criação de um produto real. Vi como surgem as ideias, como são avaliadas as viabilidades e como se chega a algo que faz diferença”. 

“Mais do que um protótipo, o caso de Bili representa um avanço científico no Brasil. É o exemplo de como dedicação, pesquisa interdisciplinar e uso de novas tecnologias podem transformar vidas e abrir caminhos para soluções antes inimagináveis”, arremata o professor Carlos Alberto.


sábado, 13 de setembro de 2025

Melasma e depilação a laser: riscos e cuidados para evitar piora da mancha

Adobe Stock
Procedimento estético é um dos mais procurados no país, mas exige cautela para quem tem a condição crônica, que afeta até 35% das brasileiras em idade fértil

 

A depilação a laser é a solução para muitos que querem se livrar dos pelos, mas para quem tem melasma, a atenção deve ser redobrada. Isso porque, segundo a fisioterapeuta e esteticista Gabriela Fachini (@gabrielafachinilaser no Instagram), o calor e a inflamação gerados pelo laser podem piorar as manchas escuras na pele. 

A condição, que afeta até 35% das mulheres brasileiras em idade fértil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), exige cautela, especialmente por ter um impacto emocional e estético significativo na autoestima das pacientes.

 

Melasma: o que é e por que a cautela é essencial? 

O melasma é uma condição crônica, sem cura, caracterizada por manchas acastanhadas que surgem principalmente no rosto, mas podem aparecer em braços e colo. Os principais fatores que o desencadeiam são a predisposição genética, alterações hormonais e, principalmente, a exposição ao sol. 

O cuidado com o melasma é crucial porque, como define a especialista Gabriela Fachini, a mancha é sensível. "Qualquer estímulo de calor ou de processo inflamatório vai piorar essa mancha. E se eu gerar esse processo inflamatório em cima da mancha do melasma, posso tanto piorar o quadro quanto queimar a paciente, porque existe melanina ativa ali", explica.

 

O laser é proibido para quem tem melasma? 

Apesar dos riscos, a resposta é não. A depilação a laser não é totalmente proibida, mas precisa ser feita com inteligência.  

Segundo a especialista, a aplicação do laser deve ser feita em áreas que não tenham manchas. Se for próximo, o ideal é manter uma "borda de segurança" ao redor da região afetada. Em outras áreas do corpo, a depilação a laser não tem restrições para quem tem melasma.

 

Cuidados essenciais no procedimento 

Para garantir a segurança e evitar que a condição se agrave, a especialista recomenda os seguintes passos: 

·         Avaliação prévia: Antes de qualquer sessão, o profissional deve avaliar o histórico de pele do paciente.

·         Evitar a mancha: O laser não deve ser aplicado diretamente sobre as manchas ativas.

·         Acompanhamento dermatológico: Em casos mais avançados, é fundamental que o paciente seja acompanhado por um dermatologista.

·         Pós-procedimento: O uso de filtro solar e barreiras físicas é obrigatório para proteger a pele no período pós-laser.

 

Gabriela Fachini - fisioterapeuta e esteticista cosmetóloga, com especialização em eletrotermofototerapia e mais de oito anos de experiência na área de depilação a laser. Já realizou mais de 5 mil atendimentos e atua também como mentora na capacitação técnica de profissionais da estética. Criadora do Método Valiosa de Depilação a Laser Personalizada, já formou mais de mil alunas em todo o país com foco em segurança, eficácia e avaliação individualizada. Sua metodologia própria foi recentemente reconhecida pelo MEC e contribui para elevar o padrão técnico no setor.


Suor em Excesso nas Axilas? Cirurgia Pode Devolver o Conforto e a Autoconfiança


Sentir calor, suar após exercícios ou em momentos de tensão é algo natural. Mas, para quem sofre de hiperidrose axilar, o suor vem sem aviso, em excesso e com frequência, atrapalhando a rotina, os relacionamentos e até o bem-estar emocional. O que muita gente não sabe é que a cirurgia plástica tem avançado como uma solução segura e eficaz para esse incômodo.

A chamada lipocuretagem das axilas é um procedimento minimamente invasivo que vem mudando a vida de pacientes com sudorese excessiva. A técnica consiste na remoção parcial das glândulas sudoríparas responsáveis pelo suor nas axilas, reduzindo drasticamente a produção de suor na região. O alívio costuma ser imediato e duradouro.

Além da redução da sudorese, os benefícios vão muito além do físico. “Muitos pacientes relatam melhora na autoestima, mais liberdade para escolher roupas, aumento da confiança em ambientes sociais e profissionais e, principalmente, um conforto que há muito tempo não sentiam”, explica o Dr. Marco Aurélio Guidugli, cirurgião plástico membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Fim do constrangimento diário
A hiperidrose pode ser mais do que uma condição clínica — ela também se transforma em um desafio psicológico. O medo de levantar os braços, de deixar manchas em roupas claras ou de ser julgado no ambiente de trabalho acaba levando muitos pacientes ao isolamento e à baixa autoestima. A cirurgia oferece um caminho mais duradouro, diferente dos antitranspirantes potentes ou das injeções de toxina botulínica, que exigem reaplicações frequentes.

Procedimento rápido, recuperação tranquila
Por ser minimamente invasiva, a lipocuretagem exige apenas pequenas incisões e, geralmente, a recuperação é rápida. “Em poucos dias, o paciente pode voltar às suas atividades habituais, com uma grande diferença: sem o suor excessivo que tanto incomodava”, afirma o especialista.

Mais do que estética: é qualidade de vida
Se antes o suor nas axilas limitava encontros sociais, decisões profissionais ou escolhas do dia a dia, após a cirurgia os pacientes relatam uma verdadeira transformação. Ao tratar a hiperidrose axilar, a cirurgia plástica não oferece apenas um benefício estético, mas devolve a liberdade, o conforto e a autoconfiança de viver plenamente.



Dr. Marco Aurélio Guidugli é Especialista em Cirurgia Corporal, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - SBCP, formado em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Dr. Marco Aurélio é atuante nas redes sociais, compartilhando informações relevantes sobre beleza, saúde, qualidade de vida e cirurgias plásticas.
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Instagram: @dr.marcoaurelioguidugli


Homens também fazem: 4 benefícios do preenchimento de olheiras

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Médica esclarece causas e como o tratamento estético cresce entre o público masculino e ajuda a devolver um aspecto mais descansado e jovial ao olhar

Dormiu bem, mas acordou com marcas abaixo dos olhos? Pois é, a falta de sono não é a única culpada pelo olhar cansado. Genética, flacidez da pele, envelhecimento natural e até alguns hábitos de vida podem deixar bolsas escuras sob os olhos mais evidentes. E a queixa não é exclusividade feminina: cada vez mais pacientes masculinos têm procurado alternativas para suavizar esse incômodo. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), entre 2018 e 2023, a participação do universo masculino nos tratamentos estéticos não cirúrgicos aumentou de cerca de 5% para 30%, passando de 72 mil para 276 mil intervenções por ano, e a aplicação com ácido hialurônico está entre as preferidas.

De acordo com a Dra. Angela Helena Perretto, médica estética da Homenz, rede pioneira em estética e saúde masculina, a técnica de volumização na área abaixo dos olhos é indicada não apenas por motivos estéticos, mas também como forma de melhorar a autoestima e transmitir uma imagem de maior vitalidade. “O método é minimamente invasivo, feito em consultório e com resultados imediatos, que suavizam o olhar cansado e devolvem uma expressão mais jovem”, explica.

Quando é o momento ideal para fazer?
O tratamento é indicado quando as sombras ao redor dos olhos passam a causar incômodo visível, seja pelo escurecimento ou pela profundidade apresentada. “Não existe uma idade certa: o ideal é procurar orientação médica quando o paciente percebe que os sinais estão interferindo na aparência e na confiança pessoal”, ressalta a profissional. 

A especialista ainda faz um alerta importante: o preenchimento de olheiras não tem a função de clarear a pele. “Existem pelo menos quatro tipos de olheiras, são elas: pigmentares, vasculares, estruturais e mistas, e o preenchimento atua na reestruturação da área, melhorando o contorno e a profundidade. O efeito de clareamento pode acontecer indiretamente, pelo jogo de luz e sombra, mas não se trata de uma ação direta sobre a pigmentação”, explica. Pensando nisso, a profissional destaca os principais benefícios da aplicação com ácido hialurônico. Confira:

1. Olhar mais revigorado
“Um dos maiores incômodos relatados pelos pacientes é a impressão de cansaço constante, mesmo após noites bem dormidas. A técnica devolve o volume perdido, suavizando as bolsas e melhorando contorno e profundidade, o que resulta em um olhar mais leve e renovado. Isso não apenas melhora o visual, mas também muda a forma como a pessoa é percebida socialmente”, explica.

2. Rejuvenescimento imediato
“Diferente de outros métodos que exigem várias sessões ou tempo de recuperação, o uso do ácido hialurônico oferece resultados logo após a aplicação. Em poucos minutos já é possível notar a melhora no contorno da parte inferior dos olhos e a suavização das marcas. Esse impacto imediato é um dos principais fatores que atraem indivíduos do sexo masculino, que buscam praticidade sem abrir mão da eficácia”, ressalta.

3. Segurança do tratamento
“A aplicação é feita com ácido hialurônico, uma substância biocompatível que já existe naturalmente no organismo, o que reduz o risco de rejeição. Além disso, é uma técnica reversível, o que dá tranquilidade ao paciente sabendo que há possibilidade de ajustes, se necessário”, orienta.

4. Retorno rápido à rotina
“O público masculino geralmente busca soluções rápidas que não interfiram no trabalho ou nos treinos. Essa opção se encaixa bem porque é minimamente invasiva, não exige internação e permite retomar as atividades quase imediatamente. Essa praticidade é um dos maiores atrativos”, reforça.

A especialista ainda ressalta que o pós-tratamento exige atenção a alguns detalhes simples, mas fundamentais. “Recomendamos evitar exposição solar intensa, uso de sauna, prática de atividade física pesada e consumo de bebidas alcoólicas nas primeiras 48 horas. Esses cuidados ajudam a reduzir o inchaço, prevenir efeitos adversos e garantir melhor fixação do produto”, conclui.

 

Homenz

 

Por que perder peso não significa emagrecer?

Luta contra a obesidade e o emagrecimento vai além dos números indicados pela balança

 

É comum encontrar pessoas que lutam contra a perda de peso e até têm resultados na balança, mas fisicamente a gordura localizada permanece no corpo. Enquanto o peso corporal total engloba músculos, ossos, líquidos e gordura, emagrecer refere-se especificamente à redução da gordura corporal. Portanto, é possível perder peso eliminando líquidos ou massa muscular, sem que haja uma diminuição significativa da gordura.

Estudos científicos reforçam essa distinção entre perda de peso e emagrecimento. Uma pesquisa publicada no Journal of Obesity & Metabolic Syndrome, em 2020, demonstrou que intervenções focadas apenas na balança podem resultar em perda de massa muscular e líquidos, mas com pouca ou nenhuma redução significativa na gordura corporal.

Segundo o estudo, estratégias de emagrecimento eficazes precisam priorizar a redução da gordura visceral, especialmente a abdominal, em vez da simples queda numérica no peso total. Além da luta contra medidas, essa diferença é essencial para ganhos reais em saúde metabólica no geral e ajuda na prevenção de doenças como diabetes tipo 2 e hipertensão.

Para além da contagem de calorias e das dietas passageiras, o emagrecimento sustentável exige uma compreensão mais profunda do funcionamento do corpo humano. “Essas células não desaparecem com a perda de peso. Elas apenas encolhem. E se os hábitos inadequados retornarem, elas voltam a se expandir. É por isso que a manutenção do peso exige mudanças contínuas na rotina e acompanhamento com profissionais especializados”, afirma o gastroenterologista e cirurgião geral Mauro Lúcio Jácome, diretor da Clínica Cronos. 

Muito além do que indica a fita métrica, a obesidade é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores problemas de saúde pública do Século XXI. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2023 revelaram que cerca de 22% da população adulta é obesa, enquanto mais da metade, 56,8%, está com excesso de peso.

Ampliando a magnitude, no mundo, a situação é igualmente alarmante. Um relatório da própria OMS de 2022 estimou que mais de 1 bilhão de pessoas convivem com sobrepeso ou obesidade. Isso inclui 650 milhões de adultos, 340 milhões de adolescentes e ainda 39 milhões de crianças.

Contudo, para Dr. Mauro, o desafio, no entanto, vai além da balança. “Perder peso é só o começo. O mais difícil é sustentar a perda. Trata-se de um processo multifatorial e mais complexo, que exige até mesmo acompanhamento contínuo e regularidade nos seus processos. Isso inclui uma equipe multidisciplinar, seja com nutricionista, endocrinologista, psicólogo e até mesmo o educador físico”, completa.

Entretanto, o avanço da medicina tem ampliado as alternativas terapêuticas para pessoas com obesidade. “Procedimentos como a cirurgia bariátrica e a colocação do balão intragástrico são cada vez mais recomendados, especialmente em casos nos quais a reeducação alimentar e a atividade física não geram os resultados necessários. O balão intragástrico, por exemplo, ocupa parte do estômago e contribui para a saciedade precoce. Já a bariátrica, indicada para obesidade grau II com comorbidades ou grau III, promove uma alteração estrutural no trato gastrointestinal com impacto direto na absorção de calorias”, acrescenta o médico.

Seja qual for o caminho, o combate à obesidade exige, portanto, uma abordagem ampla, baseada em evidências científicas, ações de saúde pública e, sobretudo, educação continuada da população. Afinal, como mostram os dados, a gordura pode até diminuir, mas ela permanece à espreita, pronta para voltar se o corpo for negligenciado.

“O ganho de peso não acontece do dia para a noite. O quadro de obesidade é progressivo, baseado no acúmulo de maus hábitos que, por meses e até anos, seguem lineares. O emagrecimento é como se fosse um combate a esse tempo de ganho. O paciente precisa ter paciência, mudar a rotina e levar isso adiante. Sem desanimar. Só assim as células de gordura vão perder seu tamanho e o emagrecimento acontecerá de verdade, tanto na balança quanto no espelho”, finaliza Dr. Mauro.

 

O futuro da tricologia: nova fronteira da medicina para resultados mais naturais e duradouros com terapia regenerativa

  

Mais do que restaurar fios, a integração entre técnicas cirúrgicas avançadas e recursos biológicos como fatores de crescimento e células-tronco está transformando a tricologia em uma área de medicina regenerativa de ponta. 


A queda de cabelo já deixou de ser apenas uma questão estética para se tornar pauta de saúde, ciência e bem-estar. O transplante capilar, que ao longo das últimas décadas passou de técnicas rudimentares a cirurgias de alta precisão, vive agora uma nova revolução: a associação com terapias regenerativas, capazes de potencializar os resultados e criar um ambiente biológico favorável à saúde do couro cabeludo. 

O tricologista e cirurgião capilar Dr. Marcos Mendes destaca como essa evolução está mudando os padrões da área: “Hoje não falamos apenas de redistribuir fios de uma área para outra. Estamos otimizando o ambiente em que esses folículos vão viver, acelerando a recuperação, melhorando a cicatrização e aumentando a taxa de sobrevivência dos fios transplantados. É um avanço real dentro da tricologia moderna”, explica.
 

Como as terapias regenerativas atuam no transplante capilar?

Entre os principais recursos utilizados estão:

  • Fatores de crescimento: proteínas que atuam diretamente na comunicação celular, estimulando reparo, angiogênese (formação de novos vasos) e regeneração tecidual.
     
  • Células-tronco mesenquimais: extraídas de tecidos como a medula óssea ou a gordura, têm alta capacidade de modular inflamações, estimular renovação celular e criar condições ideais para a sobrevivência folicular.

Ao serem aplicadas em conjunto com o transplante, essas terapias ajudam não apenas os folículos recém-implantados, mas também os fios já existentes, prolongando sua longevidade e fortalecendo sua estrutura.
 

Do sintoma à raiz do problema

Um dos pontos mais relevantes desse novo paradigma é que a tricologia passa a tratar não apenas o sintoma visível — a falha capilar —, mas também o ambiente biológico em que a alopecia se desenvolve. Isso significa modular processos inflamatórios silenciosos, corrigir desequilíbrios no couro cabeludo e até reprogramar células para uma função mais saudável. 

“É isso que torna a abordagem regenerativa tão promissora. Ela não atua só no que se vê, mas no que sustenta a saúde do fio a longo prazo. É medicina de base, aplicada à estética com seriedade científica”, afirma Dr. Mendes.
 

Benefícios além do transplante

Embora tenha ganhado notoriedade ao ser associada às cirurgias de transplante, a terapia regenerativa também pode beneficiar pacientes que não passaram pelo procedimento, mas sofrem com diferentes formas de queda de cabelo, como a alopecia androgenética ou o eflúvio telógeno crônico. 

Nesses casos, o objetivo é interromper a progressão da queda, fortalecer os folículos viáveis e estimular o crescimento de fios mais espessos e saudáveis, retardando a evolução da calvície.
 

A tricologia no patamar da medicina de ponta

A união entre transplante capilar e terapias regenerativas inaugura um novo patamar na medicina capilar. Se antes os resultados dependiam quase exclusivamente da habilidade cirúrgica, hoje contam também com recursos biológicos que ampliam as chances de sucesso e transformam a experiência do paciente. 

“Estamos diante de uma mudança de paradigma. A integração entre cirurgia e regeneração nos permite entregar resultados mais densos, mais naturais e também mais duradouros. É o futuro da tricologia e ele já começou”, conclui Dr. Marcos Mendes.


Dr. Marcos Mendes - CRM-SP 212352 - Pioneiro em protocolos com implantes subcutâneos na tricologia


Saúde íntima sob risco: o preço oculto do emagrecimento acelerado

O uso de medicamentos à base de semaglutida — como Ozempic e Wegovy — migrou rapidamente do tratamento do diabetes tipo 2 para a busca estética por emagrecimento. Segundo estimativas da empresa de pesquisas Trilliant Health, cerca de 16 milhões de adultos nos Estados Unidos já fazem uso dessas drogas. No Brasil, a demanda é tão grande e incompatível com o salário médio da população que as próprias farmácias têm dificuldades em administrar o estoque, levando à falta do produto no mercado. Ainda assim, o uso off-label tem se multiplicado nas redes sociais e clínicas de estética, alimentado pela promessa de perda rápida de peso: estudos apontam uma redução média de até 14,9% do peso corporal em cerca de 68 semanas.

Apesar da eficácia comprovada na balança, os riscos à saúde são significativos e nem sempre transparentes para o público. Náuseas, vômitos, diarreia e constipação estão entre os efeitos adversos mais comuns. Contudo, também vêm sendo documentados casos de queda acentuada de cabelo, alterações menstruais, hipersensibilidade oral, ressecamento da mucosa e perda de paladar. Ainda mais preocupante é a perda de massa magra, que pode representar até 25% do peso eliminado, comprometendo músculos, colágeno e densidade óssea. Em pessoas sem acompanhamento profissional, esse desequilíbrio pode levar à sarcopenia, osteopenia e maior propensão a lesões, especialmente entre mulheres e idosos.

A saúde íntima feminina tem sido um dos pontos mais negligenciados nesse debate. A perda abrupta de gordura subcutânea em regiões como os grandes lábios da vulva e o monte de Vênus tem provocado desconforto físico e psicológico. Com o esvaziamento dessas estruturas, muitas mulheres relatam dor durante as relações sexuais, maior sensibilidade ao usar roupas justas e desconforto ao pedalar ou correr. Há ainda relatos de fissuras e traumas cutâneos pela ausência de acolchoamento natural — efeitos que, nas redes sociais, ganharam até expressões pejorativas como “vagina de Ozempic”, evidenciando a banalização de um problema complexo.

Na dimensão hormonal, os efeitos são contraditórios. Alguns homens relatam aumento da libido, possivelmente associado à melhora da resistência à insulina e à elevação de testosterona. No entanto, muitas mulheres apontam queda na disposição sexual e alterações no ciclo menstrual, evidenciando que o impacto da semaglutida sobre a sexualidade humana ainda precisa ser mais estudado. Como o medicamento interfere diretamente na saciedade e na relação com a comida, efeitos emocionais e psicológicos também devem ser considerados.

Para garantir o uso seguro da semaglutida, é fundamental que o tratamento esteja sempre associado a orientação médica qualificada, reeducação alimentar, prática regular de exercícios de resistência e suporte multiprofissional — incluindo endocrinologistas, nutricionistas, ginecologistas e, em muitos casos, psicólogos. Apenas com esse cuidado é possível minimizar riscos, preservar a saúde óssea, proteger a função pélvica e garantir qualidade de vida durante e após o processo de emagrecimento.

Emagrecer é um desejo legítimo, mas não pode custar a saúde física, hormonal e sexual. O ideal de um corpo magro e performático, amplamente promovido por celebridades e influenciadores, não deve obscurecer a responsabilidade ética e médica que o uso desses medicamentos exige. Cabe à sociedade — e especialmente aos profissionais de saúde — promover informação baseada em evidências, combater a medicalização excessiva da estética e lembrar, sempre, que saúde não se mede apenas em quilos.

  

Daniele Rosevics - médica ginecologista e especialista em saúde hormonal da mulher.



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