Mais do que restaurar fios, a integração entre técnicas cirúrgicas avançadas e recursos biológicos como fatores de crescimento e células-tronco está transformando a tricologia em uma área de medicina regenerativa de ponta.
A
queda de cabelo já deixou de ser apenas uma questão estética para se tornar
pauta de saúde, ciência e bem-estar. O transplante capilar, que ao longo das
últimas décadas passou de técnicas rudimentares a cirurgias de alta precisão,
vive agora uma nova revolução: a associação com terapias regenerativas, capazes
de potencializar os resultados e criar um ambiente biológico favorável à saúde
do couro cabeludo.
O
tricologista e cirurgião capilar Dr. Marcos Mendes destaca como essa evolução
está mudando os padrões da área: “Hoje não falamos apenas de redistribuir fios
de uma área para outra. Estamos otimizando o ambiente em que esses folículos
vão viver, acelerando a recuperação, melhorando a cicatrização e aumentando a
taxa de sobrevivência dos fios transplantados. É um avanço real dentro da
tricologia moderna”, explica.
Como
as terapias regenerativas atuam no transplante capilar?
Entre
os principais recursos utilizados estão:
- Fatores de crescimento: proteínas que atuam diretamente na comunicação celular,
estimulando reparo, angiogênese (formação de novos vasos) e regeneração
tecidual.
- Células-tronco mesenquimais: extraídas de tecidos como a medula óssea ou a gordura, têm
alta capacidade de modular inflamações, estimular renovação celular e
criar condições ideais para a sobrevivência folicular.
Ao
serem aplicadas em conjunto com o transplante, essas terapias ajudam não apenas
os folículos recém-implantados, mas também os fios já existentes, prolongando
sua longevidade e fortalecendo sua estrutura.
Um dos
pontos mais relevantes desse novo paradigma é que a tricologia passa a tratar
não apenas o sintoma visível — a falha capilar —, mas também o ambiente
biológico em que a alopecia se desenvolve. Isso significa modular processos
inflamatórios silenciosos, corrigir desequilíbrios no couro cabeludo e até
reprogramar células para uma função mais saudável.
“É
isso que torna a abordagem regenerativa tão promissora. Ela não atua só no que
se vê, mas no que sustenta a saúde do fio a longo prazo. É medicina de base,
aplicada à estética com seriedade científica”, afirma Dr. Mendes.
Benefícios
além do transplante
Embora
tenha ganhado notoriedade ao ser associada às cirurgias de transplante, a
terapia regenerativa também pode beneficiar pacientes que não passaram pelo
procedimento, mas sofrem com diferentes formas de queda de cabelo, como a
alopecia androgenética ou o eflúvio telógeno crônico.
Nesses
casos, o objetivo é interromper a progressão da queda, fortalecer os folículos
viáveis e estimular o crescimento de fios mais espessos e saudáveis, retardando
a evolução da calvície.
A
tricologia no patamar da medicina de ponta
A união entre transplante capilar e terapias regenerativas inaugura um novo patamar na medicina capilar. Se antes os resultados dependiam quase exclusivamente da habilidade cirúrgica, hoje contam também com recursos biológicos que ampliam as chances de sucesso e transformam a experiência do paciente.
“Estamos diante de uma mudança de paradigma. A integração entre cirurgia e regeneração nos permite entregar resultados mais densos, mais naturais e também mais duradouros. É o futuro da tricologia e ele já começou”, conclui Dr. Marcos Mendes.
Dr. Marcos Mendes - CRM-SP 212352 - Pioneiro em protocolos com implantes subcutâneos na tricologia


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