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terça-feira, 15 de julho de 2025

De férias, mas com a casa segura: quais tecnologias realmente funcionam para evitar furtos durante o recesso de julho

 

Câmeras contribuem, mas não bastam, diz especialista da Emive. Detecção antecipada, resposta imediata e integração com seguro patrimonial são pilares para proteção eficaz 

 

Com o início das férias escolares de julho, muitas famílias se ausentam de suas residências por dias ou até semanas. Esse período, embora aguardado com entusiasmo, acarreta um risco significativo: o aumento da vulnerabilidade dos imóveis a furtos e invasões.

“Casas desocupadas e bairros com menor circulação de pessoas criam o ambiente ideal para ações criminosas. O que observamos, com frequência, é a confiança excessiva em câmeras de vigilância, quando na verdade esses dispositivos cumprem apenas função de registro posterior — não de prevenção”, afirma André Prado, CEO da Emive.

De acordo com ele, o consumidor médio ainda desconhece os avanços mais recentes em proteção residencial. “Hoje, a tecnologia permite antecipar ameaças. É possível detectar movimentações suspeitas antes da invasão e acionar automaticamente protocolos como o alerta às autoridades competentes. A segurança deixou de ser reativa e passou a ser preditiva, mas essa virada ainda não chegou a boa parte das residências.”


O que, de fato, protege uma residência?

A orientação do especialista é clara: proteger uma casa exige um sistema integrado, que combine sensores de intrusão, alarme monitorado, câmeras e seguro patrimonial. “A câmera é um componente importante, mas sozinha não oferece proteção total. A base da segurança moderna é a detecção em tempo real e a capacidade de resposta imediata. Sem isso, o sistema é passivo e o criminoso ganha tempo, o que é justamente o que ele procura.” 

Com a evolução das tecnologias sem fio, a instalação tornou-se mais acessível. “Hoje, é possível instalar sensores de porta e janela sem obras, apenas com fixação adesiva. Essa tecnologia acelera a implantação do sistema e amplia a cobertura do imóvel. O sensor detecta a intrusão, e a informação é enviada instantaneamente à central de monitoramento, que inicia o protocolo de resposta.” 

O tempo, segundo ele, é o fator crítico. “Toda ação criminosa depende de tempo. Quando conseguimos encurtar essa janela entre o início da invasão e a intervenção, reduzimos drasticamente o potencial de perdas. E, se ainda houver algum dano, o seguro patrimonial cobre os prejuízos residuais.” 

“Dê preferência a soluções que já contem com inteligência artificial integrada. Esse tipo de tecnologia é capaz de fornecer informações relevantes em tempo real, como o comportamento do seu pet durante a sua ausência, identificando, por exemplo, se ele está se alimentando corretamente, além de recursos avançados de segurança, como o reconhecimento facial, que permite detectar a presença de pessoas não autorizadas em ambientes monitorados”, afirma Prado.

 

Veja a seguir recomendações técnicas para proteger sua casa durante as férias:

1. Invista em alarme com monitoramento 24h

Sistemas monitorados atuam de forma ativa: ao identificar qualquer violação do ambiente, alertam automaticamente a central, que pode acionar as autoridades competentes se necessário. A velocidade da resposta é o diferencial em relação aos sistemas convencionais. 

2. Prefira sensores sem fio de fácil instalação

Tecnologias modernas eliminam a necessidade de quebrar paredes ou passar cabos. Sensores são fixados de forma simples e ampliam a eficácia do sistema, protegendo pontos críticos de acesso. 

3. Reduza a exposição de bens de valor

Evite exibir joias, eletrônicos ou malas na entrada e saída da residência. “Para itens de alto valor, a recomendação técnica é armazená-los em cofres bancários ou sob guarda de alguém de confiança que permanecerá na cidade”, orienta Prado. 

4. Integre o sistema de segurança a um seguro patrimonial

Mesmo com proteção ativa, é possível haver perdas pontuais. O seguro integrado oferece cobertura financeira para esses casos, funcionando como complemento ao sistema físico. 

5. Seja criterioso com suas postagens nas redes sociais

A divulgação de viagens nas redes pode ser monitorada por criminosos. Postar que está fora da cidade funciona, na prática, como um aviso de que a casa está desocupada. 

6. Totens e câmeras externas têm função de inibição, mas não de prevenção ativa

Dispositivos externos, como totens com câmeras ou leitura de placas (LPR), têm papel dissuasório, mas não garantem resposta imediata. “Sem integração com uma central ativa, esses recursos funcionam apenas para reconstrução posterior dos fatos. A proteção real começa da porta para dentro.” 

7. Consulte um especialista antes de viajar

A avaliação técnica de um consultor em segurança eletrônica permite identificar vulnerabilidades específicas da residência. “Não existe solução padrão. Cada imóvel exige um projeto próprio de proteção, considerando pontos de acesso, rotina dos moradores e valor dos bens protegidos”, finaliza Prado.


Asteroides “invisíveis” próximos de Vênus podem ameaçar a Terra no futuro

Vênus e os asteroides coorbitais: corpos rochosos "escondidos" com cerca de 300 metros de diâmetro poderiam formar crateras de 3 a 4,5 quilômetros e liberar centenas de megatons em energia 

(imagem: Valerio Carruba/Google Gemini)


Simulações indicam que objetos hoje indetectáveis, por causa de sua posição, talvez venham a colidir com o planeta em uma escala de milhares de anos. Observação só será possível com missões espaciais específicas

 

Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) identificou uma ameaça pouco conhecida, mas potencialmente importante: asteroides que compartilham a órbita de Vênus e que podem escapar completamente das campanhas observacionais atuais por causa da posição que ocupam no céu. Embora ainda não observados, esses objetos poderiam atingir a Terra em escalas de milhares de anos – com impactos capazes de devastar grandes cidades.

“Nosso estudo mostra que há uma população de asteroides potencialmente perigosa que não conseguimos detectar com os telescópios atuais. Esses objetos orbitam o Sol, mas não fazem parte do Cinturão de Asteroides, localizado entre Marte e Júpiter. Em vez disso, estão muito mais próximos, em ressonância com Vênus. Mas são tão difíceis de observar que permanecem invisíveis, mesmo que possam apresentar um risco real de colisão com nosso planeta em um futuro distante”, diz à Agência FAPESP o astrônomo Valerio Carruba, professor da Faculdade de Engenharia da Unesp no campus de Guaratinguetá (FEG-Unesp) e primeiro autor do estudo.

Artigo a respeito foi publicado por Carruba e colaboradores na revista Astronomy & Astrophysics. O trabalho combinou modelagem analítica e simulações numéricas de longo prazo para rastrear a dinâmica desses objetos e avaliar sua capacidade de se aproximar perigosamente da Terra.

Os chamados “Asteroides Coorbitais de Vênus” circulam ao redor do Sol, e não do planeta, mas compartilham com ele a mesma região orbital, com períodos semelhantes. “Esses objetos entram em ressonância 1:1 com Vênus, o que significa que completam uma volta ao redor do Sol no mesmo tempo que o planeta”, explica o pesquisador.

Diferentemente dos “Troianos de Júpiter”, que tendem a ser mais estáveis, os coorbitais venusianos conhecidos até agora são altamente excêntricos e instáveis. Eles alternam entre diferentes configurações orbitais, ao longo de ciclos que duram, em média, cerca de 12 mil anos. Essas transições fazem com que o mesmo objeto possa, em um momento, estar em configuração segura, próxima de Vênus, e, em outro, passar perto da Terra. “Durante essas fases de transição, os asteroides podem atingir distâncias extremamente pequenas da órbita terrestre, potencialmente cruzando-a”, alerta Carruba.


Quanto menos excêntrico, mais perigoso

O catálogo atual lista apenas 20 asteroides coorbitais de Vênus – todos, com exceção de um, com excentricidade superior a 0,38. Isso significa que suas órbitas os levam para regiões do céu mais afastadas do Sol, onde são mais facilmente detectados por observatórios terrestres. No entanto, os modelos computacionais mostram que deve existir uma população muito maior de asteroides com menor excentricidade, que permaneceriam praticamente invisíveis a partir da Terra. “A ausência de objetos com excentricidade menor do que 0,38 é claramente resultado de um viés observacional”, pontua o pesquisador.

O conceito matemático de excentricidade é um parâmetro que mede o quanto uma órbita é alongada em relação a uma circunferência perfeita. Seu valor varia de 0 (órbita circular) até próximo de 1 (órbita altamente elíptica). A órbita da Terra, por exemplo, tem excentricidade de aproximadamente 0,017 – quase circular, portanto. Já os asteroides coorbitais de Vênus conhecidos até agora têm excentricidades superiores a 0,38, o que indica trajetórias muito mais alongadas. Asteroides com excentricidade menor tendem a permanecer mais próximos de sua órbita média e, por isso, são mais difíceis de detectar quando localizados perto do Sol.

Em simulações com objetos fictícios, o grupo identificou regiões de risco onde asteroides poderiam se aproximar perigosamente da Terra. Alguns desses objetos simulados atingem valores mínimos de distância da ordem de 5×10−45 unidades astronômicas – distância tão pequena que, estatisticamente, corresponderia a impactos quase certos em escalas de milênios.

“Asteroides com cerca de 300 metros de diâmetro, que poderiam formar crateras de 3 a 4,5 quilômetros e liberar energia equivalente a centenas de megatons, podem estar escondidos nessa população”, afirma Carruba. “Um impacto em uma área densamente povoada causaria devastação em larga escala.”

O estudo analisou a possibilidade de detectar esses objetos a partir da Terra usando o Observatório Vera Rubin (LSST), recém-inaugurado no Chile (leia mais em: agencia.fapesp.br/55122). Mas as simulações indicam que mesmo os asteroides mais brilhantes só seriam visíveis durante janelas de uma a duas semanas – e apenas se estivessem acima de 20 graus no horizonte. Além disso, essas janelas de visibilidade são separadas por longos períodos de não observação. “Tais asteroides podem ficar meses ou anos invisíveis e aparecer por poucos dias em condições muito específicas. Isso os torna efetivamente indetectáveis com os programas regulares do Vera Rubin”, revela o pesquisador.

Uma alternativa seria empregar telescópios espaciais voltados para regiões próximas ao Sol. Missões como a Neo Surveyor (Nasa) e a proposta Crown (China) poderiam detectar asteroides em baixas elongações solares a partir de órbitas próximas a Vênus, oferecendo uma cobertura mais abrangente e contínua. “A defesa planetária precisa considerar não só o que conseguimos ver, mas também o que ainda não conseguimos”, argumenta Carruba.

A origem dos asteroides já foi atribuída à fragmentação, por impacto, de um hipotético planeta de tipo terrestre. Mas, hoje em dia, a hipótese mais amplamente aceita sobre a origem dos objetos do Cinturão de Asteroides, localizado entre Marte e Júpiter, é que sejam remanescentes do próprio processo de formação do Sistema Solar. Esses corpos rochosos seriam fragmentos de planetesimais (os “blocos de construção” dos planetas) que não conseguiram se agregar para formar um planeta por causa da forte influência gravitacional de Júpiter, que perturbou as órbitas dos objetos nessa região, impedindo sua coalescência (o processo em que acabam se fundindo). Assim, o cinturão representaria uma espécie de “fóssil” do disco protoplanetário, contendo blocos de construção planetária em diferentes estados de evolução e composição.

Quanto aos coorbitais de Vênus, acredita-se que se originaram no Cinturão Principal e, devido a complexas interações gravitacionais, principalmente com Júpiter e Saturno, foram gradualmente desviados para órbitas internas, onde teriam sido temporariamente capturados em ressonância com Vênus. “Essas capturas são efêmeras na escala de tempo astronômica, durando, em média, cerca de 12 mil anos. E os objetos podem eventualmente evoluir para trajetórias próximas da Terra ou ser ejetados do Sistema Solar”, explica Carruba.

A pesquisa foi conduzida no âmbito do Grupo de Dinâmica Orbital e Planetologia (GDOP) da Unesp e recebeu apoio da FAPESP por meio de bolsa concedida a Gabriel Antonio Caritá, um dos integrantes da equipe, atualmente doutorando no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O artigo The invisible threat: assessing the collisional hazard posed by undiscovered Venus co-orbital asteroids pode ser lido em: www.aanda.org/component/article?access=doi&doi=10.1051/0004-6361/202554320.

 

Agência FAPESP
José Tadeu Arantes
https://agencia.fapesp.br/asteroides-invisiveis-proximos-de-venus-podem-ameacar-a-terra-no-futuro/55297


Brasil lidera ranking de contas de streaming vazadas em 2024

Kaspersky alerta ainda sobre os perigos ocultos em downloads e apps piratas


Em um novo relatório, a Kaspersky identificou mais de 7 milhões de contas comprometidas pertencentes a serviços de streaming como Netflix, Disney+ e Amazon Prime Video. Além da perda financeira, essas plataformas contêm dados pessoais e financeiros (cartão de crédito). Porém, para os jovens da Geração Z, elas também desempenham um papel central na forma de se socializar e se relacionar com a cultura global. Alheios aos riscos de segurança e privacidade desse público, a Kaspersky criou uma campanha gamificada chamada “Case 404” para educar sobre os perigos de forma leve e divertida. 

As plataformas de streaming se tornaram santuários digitais para a Geração Z. De acordo com estudos recentes, a Geração Z não só gasta mais em plataformas de streaming do que qualquer outra geração, como também participa ativamente de fandom online, compartilhando clipes, memes e teorias de fãs através das redes sociais. 

No entanto, esse comportamento online tem riscos ocultos. Os próprios dispositivos que a Geração Z utiliza para assistir aos seus programas favoritos podem se tornar pontos de entrada para cibercriminosos propagarem malware. Essas ameaças frequentemente se escondem em downloads não oficiais, conteúdos piratas, extensões de navegador ou aplicativos comprometidos, coletando silenciosamente credenciais de login, dados de sessão e outras informações pessoais. 

A equipe de Digital Footprint Intelligence da Kaspersky analisou credenciais comprometidas ligadas aos principais serviços de streaming (Netflix, Disney+, Amazon Prime Video, Apple TV+ e Max) e descobriu 7.035.236 casos em 2024. Estes não foram roubados diretamente das próprias plataformas, mas foram coletados como parte de campanhas mais amplas de roubo de credenciais. 

Segundo análise da Kaspersky, mais de 5,6 milhões de contas da Netflix foram comprometidas globalmente em 2024, com o Brasil liderando em número de exposições, seguido por México e Índia. A Disney+ também foi afetada, com mais de 680 mil contas vazadas. Mais uma vez, o Brasil se destacou como o país com mais contas violadas, seguido do México e da Alemanha. 

Já a Amazon Prime Video teve 1.600 mil contas comprometidas, principalmente no México, Brasil e França. As plataformas não são responsáveis pelas violações, mas compartilham o risco com os usuários, reforçando a necessidade de boas práticas de segurança digital. 

Quando um dispositivo é infectado, os cibercriminosos não limitam sua ação aos aplicativos de streaming. O malware coleta dados sensíveis, como credenciais de contas, cookies e detalhes de cartões bancários, que são então vendidos ou divulgados em fóruns clandestinos. Às vezes, os atacantes cedem esses dados apenas para construir sua reputação. 

Esses fóruns são ativos, rápidos e acessíveis a uma vasta gama de criminosos. O que começa como uma senha de um streaming comprometida pode transformar-se em um ataque digital maior, roubo de identidade ou fraude financeira, especialmente se as mesmas credenciais forem reutilizadas em vários serviços. 

À medida que as plataformas de streaming, a cultura de fandom e as redes sociais se tornam parte integrante da experiência cotidiana da Geração Z, as ciberameaças estão se adaptando para visar os espaços em que mais confiam. Para responder a essa mudança, a Kaspersky criou o “Case 404”, um jogo interativo de cibersegurança explicitamente projetado para os usuários da Geração Z. 

Nesta missão digital, os jogadores assumem o papel de ciberdetetives que investigam crimes online realistas inspirados nas ameaças atuais. Ao completarem todos os casos, os usuários recebem um desconto no Kaspersky Premium, transformando os novos conhecimentos em proteção prática. 

Para a Geração Z, o streaming é mais do que entretenimento. Tornou-se um hábito diário, uma fonte de identidade e de comunidade. Mas essa conexão emocional também cria um ponto cego. O malware escondido em downloads não oficiais ou em ferramentas de terceiros rouba silenciosamente credenciais de login e dados pessoais, que são então trocados ou vendidos em fóruns de cibercriminosos. Atualmente, proteger sua conta de streaming significa pensar além das senhas e proteger seus dispositivos, evitar downloads suspeitos e ter atenção onde seus cliques o levam”, afirma João Brandão, analista do time Digital Footprint Intelligence da Kaspersky no Brasil. 

Para assistir aos seus programas favoritos com segurança, a Kaspersky recomenda:

  • Conheça o novo jogo online interativo da Kaspersky - “Case 404” - criado explicitamente para ajudar a Geração Z a aprender as melhores estratégias de segurança em um mundo online cada vez mais vulnerável.
  • Altere as senhas das contas potencialmente comprometidas e certifique-se de que não houve qualquer atividade suspeita associada a essas contas.
  • Utilize sempre uma assinatura legítima ao acessar serviços de streaming e certifique-se de que está usando aplicativos de lojas oficiais ou de sites oficiais.
  • Verifique sempre a autenticidade dos sites antes de inserir qualquer informação pessoal. Mantenha-se fiel às páginas oficiais e confiáveis ao assistir ou baixar conteúdo e verifique novamente os URLs e a grafia dos nomes das empresas para evitar sites de phishing.
  • Verifique as extensões dos arquivos que está baixando. Arquivos de vídeo não devem ter extensões .exe ou .msi, pois estas estão normalmente associadas a programas maliciosos.
  • Utilize uma solução de segurança confiável, como o Kaspersky Premium, para detectar anexos maliciosos que possam comprometer seus dados.
  • Garanta uma navegação segura através do Kaspersky VPN, que protege seu endereço IP e evita vazamentos de dados.

 

Kaspersky
Mais informações no site


9 em cada 10 empresas entram na era da disputa pelos “superprofissionais”

Cenário de instabilidade faz companhias buscarem executivos com nível de qualificação altamente elevado, tornando os processos seletivos mais complexos, com mais etapas, maior número de candidatos e de entrevistas 

 

Nove em cada dez empresas entraram pra valer na era da disputa pelos “superprofissionais”. É o que aponta a Michael Page, uma das maiores consultorias especializadas em recrutamento de média e alta gerência, parte do PageGroup. Segundo os consultores da companhia, o cenário de instabilidade tem levado grande parte das organizações a buscar executivos com qualificação técnica e comportamental elevadas, o que torna os processos seletivos mais exigentes, com múltiplas etapas, mais candidatos envolvidos e entrevistas aprofundadas. 

De acordo com Marina Brandão, gerente da Michael Page, há quase que uma unanimidade por parte das empresas em fazerem contratações “100% certeiras”. “Como há um clima de incerteza econômica global, as companhias querem contratar apenas funcionários que “já cheguem rodando” e tragam algum retorno financeiro”, contextualiza a consultora. 

Para Stephano Dedini, diretor-executivo da Michael Page, há uma busca acelerada por perfis de profissionais altamente qualificados e com nível de desempenho acima da média. “As empresas estão pedindo perfis mais completos, contendo mais habilidades técnicas e comportamentais. Não basta ter agora oito de dez habilidades. É preciso ter 11 ou 12”, revela o consultor. 

Essa busca mais seletiva tem impactado diretamente nos processos seletivos, tornando o processo mais complexo e com tempo médio 15% superior ao verificado no ano passado. “Hoje está mais comum as empresas demandarem um número adicional de candidatos, além daqueles solicitados anteriormente. Isso resulta em mais entrevistas e num tempo maior para concluir o processo”, conta Marina. 

Outro aspecto que tem chamado a atenção dos recrutadores é a inclusão de mais etapas no processo seletivo. “Se antes a gente conseguia concluir um processo apenas com uma entrevista, agora o candidato precisa ser entrevistado pelo RH, gestor da vaga e, em até alguns casos, pela área de compliance”, diz Dedini. 

A exigência maior das empresas não tem sido traduzida em oferta salarial mais atrativa. Os consultores contam que há uma pressão maior por resultados e isso tem impactado em ofertas salariais nem sempre condizentes às exigências da vaga. “Notamos que as empresas estão mais conservadoras e buscando fazer o famoso ‘mais com menos’. Isso quer dizer que a régua está mais elevada, mas não ligada diretamente a uma remuneração mais agressiva”, finaliza Dedini.


VAI PARA OS EUA? ESPECIALISTA ENSINA CINCO DICAS DE COMO EVITAR PROBLEMAS NA IMIGRAÇÃO

Advogada de imigração destaca cuidados essenciais com documentação, visto e segurança para uma viagem tranquila aos Estados Unidos.

 

As férias escolares já chegaram e muitos brasileiros escolheram os Estados Unidos como destino para momentos de lazer e diversão. Durante esse período, o clima no país é considerado agradável, com temperaturas que variam entre 20ºC e 30ºC, sendo ideal para frequentar parques, shoppings, praias e explorar atrações turísticas ao ar livre, como museus, feiras e pontos históricos nas principais cidades americanas. 

Entretanto, uma viagem internacional exige cuidados especiais com relação às regras de entrada e à documentação necessária. A advogada de imigração e CEO da Salvador Law, Larissa Salvador, destaca a importância de estar com toda a documentação em ordem para evitar contratempos no embarque ou durante a estadia. "É importante garantir que a documentação esteja correta e compreender a rigidez das regras de entrada nos Estados Unidos. Como muitos vão como turistas e acabam ficando, eles endureceram este processo e exigem que a pessoa comprove que irá retornar ao seu país de origem. Embora seja um momento de diversão, exige cuidados para que os turistas aproveitem ao máximo a experiência", explica Larissa.
 

Saiba cinco dicas essenciais para não ser barrado na imigração:
 

Passaporte e visto: Segundo a advogada de imigração Larissa Salvador, um dos primeiros passos para garantir uma viagem tranquila é verificar se todos os documentos estão em ordem. “O passaporte, em particular, deve ter validade mínima de seis meses a partir da data de entrada nos Estados Unidos. Isso significa que, se o turista for viajar em janeiro, por exemplo, o passaporte precisa ser válido até pelo menos julho do mesmo ano.” Larissa ainda destaca a importância de ter o visto adequado para o tipo de viagem, seja turismo, negócios ou outro propósito. Para evitar contratempos, é fundamental que o passaporte e o visto estejam facilmente acessíveis durante o embarque e a chegada no país.
 

Roteiros claros: Ao chegar no controle de imigração, é possível que os agentes questionem as razões da visita, o destino e a duração da estadia. Quanto mais claras e organizadas essas informações estiverem, menores serão as chances de haver problemas na entrada em solo americano. Larissa também ressalta que o turista deve respeitar o tempo de permanência permitido, para evitar ser banido em futuras visitas e, assim, perder a oportunidade de retornar aos EUA.
 

Seguro viagem: Embora não seja obrigatório, o seguro viagem é altamente recomendado para turistas que viajam para os Estados Unidos. Larissa exemplifica: “Se um turista sofrer um acidente ou necessitar de atendimento médico, o seguro viagem pode cobrir custos elevados, que no sistema de saúde americano podem ser exorbitantes.” Além disso, o seguro pode ser útil em situações como o extravio de bagagem ou o cancelamento de voos, evitando que o turista tenha que arcar com despesas inesperadas. Um seguro de viagem completo oferece tranquilidade, especialmente quando se viaja para um país com custos de saúde elevados.
 

Dinheiro e cartões: É importante lembrar que, ao entrar nos Estados Unidos, é obrigatório declarar valores superiores a US$10 mil em espécie por pessoa. “Se um turista estiver levando essa quantia ou mais, ele deve informar às autoridades na imigração, sob pena de multa ou apreensão do valor”, explica Larissa. Já os cartões de crédito internacionais são fundamentais para facilitar os pagamentos durante a viagem. Por exemplo, se alguém for comprar ingressos para parques ou pagar por um jantar em um restaurante, o cartão precisa ser aceito internacionalmente. Larissa também sugere que, para evitar fraudes, o turista guarde os comprovantes das compras e utilize apenas cartões em locais de confiança.
 

Procure a embaixada em casos de urgência: A advogada orienta que, em caso de problemas durante a viagem, como perda de passaporte ou questões legais, os turistas devem procurar imediatamente o consulado brasileiro mais próximo. “Os consulados podem fornecer assistência em situações de roubo, perda de documentos ou até mesmo em questões jurídicas”, afirma. Larissa também ressalta a importância de ter sempre à mão os números de contato de serviços essenciais, como os da seguradora (caso tenha contratado um seguro viagem) e do consulado, para garantir que a ajuda necessária esteja disponível de forma rápida.


Salvador Law
Saiba mais em: Link



Cânion do Peruaçu, em Minas Gerais, é reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela Unesco

  

Agora o Brasil possui nove patrimônios naturais reconhecidos pela instituição

 

No último domingo (13), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) reconheceu mais um Patrimônio Mundial Natural no Brasil. O Cânion do Peruaçu, em Minas Gerais. O título foi dado com base em sua relevância geológica, arqueológica, ecológica e paisagística. A Unidade de Conservação é uma importante atração turística do estado e atrai milhares de visitantes todos os anos. 

O Cânion fica localizado no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, unidade de conservação criada em 1999, com uma área de 56.448 hectares. A decisão foi anunciada na 47ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Paris, na França. 

O Parque foi estruturado recentemente e possui trilhas, mirantes e passarelas de proteção a sítios arqueológicos. Possui também um grupo de condutores ambientais treinados e credenciados pelo ICMBio para garantir uma experiência segura e única, num passeio de tirar o fôlego. Todas as visitas são com condução obrigatória. Em 2024, a unidade recebeu 14.600 visitas. 

Lá os turistas vão poder se encantar com a Gruta do Janelão, a Trilha do Arco do André, as grutas Bonita, do Índio, Lapa do Boquête, Lapa dos Desenhos, Gruta do Rezar, Gruta do Caboclo e Gruta do Carlúcio. Vários dos atrativos contam com paredões com pinturas rupestres. 

O título de Patrimônio Mundial é dado a lugares cuja relevância natural ou cultural ultrapassa fronteiras nacionais e tem importância para toda a humanidade. O novo título coloca o Brasil como um dos principais detentores de sítios naturais. 

Além do Peruaçu, outros oito sítios naturais brasileiros já receberam o título da Unesco. Com o Cânion do Peruaçu, o país passa a ter 25 títulos de Patrimônio Mundial, sendo 15 culturais, 9 naturais e um misto.
 

REDETRILHAS - Fruto da articulação entre o Ministério do Turismo, o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a RedeTrilhas vai além da simples definição de trilhas de longo curso. Ela conecta áreas de interesse turístico, cultural e ambiental, promovendo o desenvolvimento sustentável e o turismo responsável. 

Como destaca o ministro do Turismo, Celso Sabino, "a Rede permite que diversas atividades econômicas se desenvolvam e ganhem força, proporcionando novas experiências aos visitantes e mais oportunidades às comunidades locais. É mais um passo para transformar o enorme potencial do ecoturismo brasileiro em geração de emprego e renda.” 

A RedeTrilhas convida você a redescobrir o Brasil por uma nova perspectiva: mais natural, mais consciente, mais conectada. Prepare-se para viver experiências inesquecíveis! 

Clique AQUI e saiba mais sobre as trilhas do Brasil.

 

Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo


Endividamento das famílias aumenta pelo quinto mês seguido

 

 Inadimplência e dificuldades financeiras pressionam mais as famílias de baixa renda e homens, aponta estudo

 

O percentual de famílias com dívidas a vencer subiu pelo quinto mês consecutivo, atingindo 78,4% em junho de 2025, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

O número, que voltou a subir após meses de queda, acendeu o alerta para o orçamento das famílias. Um dos fatores que pode ter colaborado para a piora no cenário da economia familiar neste período, pode ser o aumento das taxas de juros e também da inflação, que reduziu o poder compra do brasileiro.  

A pesquisa captou também que o grande responsável pelo endividamento das famílias continua sendo o cartão de crédito, representando 83,8% do total de devedores. Além disso, os homens e as famílias de baixa renda foram os mais pressionados pela inadimplência e dificuldades financeiras. 

Contudo, o cenário exige ações que revertam o endividamento, conforme a opinião do especialista. Para o CEO da iCred, Túlio Matos, a inadimplência de grande parte da população impacta a economia como um todo. “O endividamento afeta sobretudo o setor de comércio e serviços, que percebe uma redução nas vendas e contratações, e consequentemente, acaba promovendo cortes”, alerta. 

Para ele, o problema pode piorar porque existem outros fatores que contribuem para este cenário, além das previsões da economia apontarem para a manutenção da alta da inflação e da taxa de juros, a falta de educação financeira da população agrava ainda mais a situação.  

Diante da necessidade de mais recursos, muitas famílias recorrem a empréstimos. Mas Túlio alerta que os empréstimos só devem ser considerados se observados alguns requisitos. “O crédito deve ter um papel de colaborar na solução do endividamento, para a pessoa se organizar financeiramente e planejar melhor o futuro”, afirma. 

Confira, a seguir, algumas dicas para colocar as finanças em dia:

 

Organize seus gastos

Para iniciar o planejamento financeiro, tenha o controle de todos os seus gastos fixos e eventuais. Comece a anotar em uma planilha para onde vai o seu orçamento, e liste até mesmo gastos não programados, como uma ida ao dentista, a compra de um remédio ou uma visita do pet ao veterinário.

 

Analise sua renda e alinhe os números

Após o primeiro passo, avalie se sua renda é compatível com as despesas. Caso não seja, será necessário rever quais gastos são realmente necessários e quais podem ser cortados. Lembrando que despesas básicas também podem ser revistas, como economizar nas contas de água e luz, optar por produtos mais baratos no mercado ou, ainda, deixar de comprar itens desnecessários, como os famosos deliveries. 

 

Considere as emergências

Todos sabemos que emergências acontecem: um cano quebrado, uma doença ou qualquer outro imprevisto. Para esses casos, o ideal é sempre ter uma reserva de emergência, ou optar por um empréstimo consignado dentro da sua possibilidade de pagamento. Analise as alternativas com calma e uma calculadora na mão.

 

Pense no futuro

Para compras grandes, de bens duráveis ou de longo prazo, é necessário se preparar. Vale poupar o que for possível. A recomendação é poupar 20% da renda, mas se este valor for muito alto para você, comece com o que pode. E seja constante, ainda que com valores pequenos. 

 

iCred


Aprimore seu inglês antes de viajar: dicas infalíveis para aproveitar Londres

 

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Planejar uma viagem para Londres pode ser uma excelente oportunidade para melhorar seu inglês e expandir conhecimento. Especialistas da KNN Idiomas recomendam investir em práticas diárias de conversação com nativos, consumir mídia em inglês e ouvir a pronúncia britânica, que se diferencia do inglês norte-americano. Ao seguir alguns desses passos, é possível interagir com mais confiança e aproveitar a capital da Inglaterra, no Reino Unido. 

 

Melhorar seu inglês antes de viajar para Londres, capital da Inglaterra, no Reino Unido, pode transformar a experiência na cidade e ajudar a explorar e entender melhor sobre os principais pontos turísticos e culturais. De acordo com o prêmio Travellers' Choice Best Of The Best Destination 2024, da Trip Advisor, Londres está em terceiro lugar na lista dos melhores destinos do ano, pois engloba uma série de atrações históricas, locais ligados à realeza, restaurantes premiados e pubs tradicionais. Para aproveitar a cidade, os professores da KNN Idiomas, uma das maiores redes de escolas de inglês do Brasil, recomendam investir em práticas diárias de conversação para ganhar confiança, consumir mídia em inglês e ouvir a pronúncia do inglês britânico. Além disso, reforçar os estudos das aulas de inglês nos meses que antecedem a viagem oferecem oportunidades adicionais para iniciantes praticarem e aumentarem o nível de inglês. Com essas e outras estratégias, é possível sair bem preparado para a estadia na capital britânica e expandir a cultura e o vocabulário.

“Viajar para Londres oferece uma série de oportunidades para aprimorar seu inglês e expandir conhecimento cultural. Além de práticas de conversação, a preparação antes da viagem pode incluir a prática de ouvir e repetir as principais abordagens em inglês de forma mais intensiva, além de se familiarizar com a pronúncia britânica, que é diferente do inglês norte-americano. Um curso de inglês bem estruturado, especialmente para iniciantes, pode fazer toda a diferença. Com essas preparações e a orientação certa, você estará mais confiante para explorar e interagir durante a viagem,” destaca Edilene Bogo, Diretora Pedagógica da KNN Idiomas.

A KNN Idiomas traz algumas sugestões para se preparar para uma viagem a Londres: 

  • Pratique conversação regularmente: tenha conversas diárias com falantes nativos ou colegas fluentes. Cursos, plataformas de conversação e até jogos online são boas opções.
  • Faça exercícios de gramática e vocabulário: por meio dos cursos, é possível aproveitar aplicativos e sites indicados por professores para praticar gramática e aprender novas palavras e expressões.
  • Consuma mídia em inglês: assista a filmes, séries e vídeos em inglês, preferencialmente sem legendas ou com elas em inglês britânico, para melhorar sua compreensão auditiva e a construção das frases.
  • Leia livros e artigos: Mergulhe em livros, jornais e blogs em inglês para melhorar o entendimento de estruturas gramaticais e ampliar o vocabulário.
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Assédio corporativo: programas de prevenção são suficientes ou apenas marketing?

O assédio no ambiente de trabalho é uma das questões mais críticas que as empresas enfrentam atualmente, tanto é que ela é um dos pontos que integram a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor em maio de 2025 e que começará a penalizar em 2026.

Nessa mudança ocorreu a inclusão de riscos psicossociais, que envolvem questões de saúde mental no ambiente de trabalho, a norma reconhece, finalmente, o impacto de fatores como estresse, assédio moral, sexual, e burnout, entre outros, como elementos que afetam diretamente a saúde do trabalhador.

Embora muitos negócios implementem programas para combater essas práticas, é importante questionar: as ações tomadas são genuínas ou apenas uma fachada de preocupação? O que realmente precisa ser feito para erradicar o assédio, especialmente o assédio sexual, uma forma de violência de gênero que ainda afeta fortemente as mulheres no mercado de trabalho?

Entre 2020 e 2024, a Justiça do Trabalho recebeu 33.050 novos casos de assédio sexual, segundo a CNJ, envolvendo pedidos de indenização por dano moral decorrente de assédio sexual no trabalho. Este aumento de denúncias é alarmante. Somente entre 2023 e 2024, o volume de novas ações cresceu 35%, passando de 6.367 para 8.612. Esses números evidenciam uma realidade preocupante e indicam a necessidade urgente de ações mais eficazes dentro das empresas.

Além do assédio sexual, as empresas também enfrentam a crescente realidade do assédio moral, com muitos casos desse tipo de ação. Vale lembrar que o número de denúncias relacionadas a qualquer forma de assédio tende a ser muito menor do que a realidade, devido à dependência financeira, ao medo de retaliações ou ao receio de prejudicar o currículo profissional da pessoa, por exemplo. 

"Infelizmente, o que muitas vezes se observa é que as empresas criam programas de combate, mas esses não se mostram eficazes na prática. É preciso ir além das aparências. O combate ao assédio deve ser genuíno, e não apenas uma questão de imagem", alerta o advogado especializado em Direito do Trabalho da Barroso Advogados Associados, Dr. Guilherme Fernando de Almeida Moraes.



Entenda os tipos de assédios 

Para entender melhor o que está em jogo, é necessário distinguir os tipos de assédio que ocorrem no ambiente corporativo. "O assédio moral é caracterizado por comportamentos repetidos que buscam humilhar ou desestabilizar emocionalmente o colaborador", explica o Dr. Guilherme. 

Já o assédio sexual, embora também seja repetitivo, envolve avanços de cunho sexual indesejados, como propostas ou insinuações, sem a necessidade de contato físico. "Não é preciso que haja um toque físico, gestos ou palavras já são suficientes para configurar assédio sexual", complementa o advogado Barroso Advogados Associados. 

Esses comportamentos prejudiciais não só afetam o bem-estar das vítimas, mas têm sérias consequências para as empresas, como a queda na produtividade, aumento do absenteísmo e, em casos extremos, a perda de talentos. Dr. Guilherme alerta que a falta de uma resposta firme pode resultar em processos trabalhistas e danos à reputação da empresa. "Se as empresas não lidam com o assédio de maneira eficaz, elas estão expostas a riscos legais graves, danos irreparáveis à sua imagem, além de poderem perder grandes talentos", enfatiza. 

Os números que envolvem casos de assédio são alarmantes. Entre 2020 e 2023, mais de 400 mil processos envolvendo assédio foram registrados, com um aumento expressivo nas alegações de assédio sexual. "Esses números são apenas a ponta do iceberg. O assédio é um problema subnotificado, especialmente quando o agressor é um superior hierárquico", alerta Dr. Guilherme. A dificuldade de denunciar, a vergonha e o medo de retaliações ainda são barreiras para muitas vítimas.
 

Medidas eficazes para prevenir o assédio

Para enfrentar esse problema, as empresas precisam adotar uma abordagem estruturada e consistente. Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Medicina do Trabalho, destaca que é essencial que as empresas estabeleçam regras claras e eficazes para prevenir o assédio. "As políticas internas precisam definir o que é assédio moral e sexual de forma objetiva, garantindo que todos os colaboradores estejam cientes dessas normas", afirma.

Entre as medidas mais eficazes estão:

  1. Políticas claras e estruturadas: "As empresas devem criar regimentos internos que definam claramente o que caracteriza o assédio e as consequências para quem violar essas regras", sugere Dr. Guilherme.
  2. Canal de denúncias confidenciais: A criação de canais de denúncias anônimos é essencial. "As vítimas precisam de um espaço seguro para relatar o ocorrido sem medo de represálias", observa Tatiana Gonçalves.
  3. Treinamentos constantes: A realização de treinamentos regulares é fundamental. "Líderes devem ser capacitados para identificar e lidar com situações de assédio", afirma Dr. Guilherme. A inclusão de treinamentos sobre diversidade e inclusão também ajuda a criar um ambiente mais respeitoso.
  4. Monitoramento e auditorias internas: A realização de auditorias periódicas ajuda a identificar áreas mais vulneráveis ao assédio e a garantir a efetividade das políticas implantadas.
  5. Apoio às vítimas: "O apoio psicológico é fundamental para a recuperação das vítimas de assédio", destaca Dr. Guilherme. Além disso, é crucial garantir que não haja retaliações contra aqueles que denunciam.


A importância das novas legislações

A recente atualização das normas, como a Lei 14.457/22, trouxe mudanças significativas no combate ao assédio nas empresas. "A legislação agora exige que as empresas tenham regras claras sobre assédio e violência no ambiente de trabalho, além de canais de denúncias e punições para os infratores", explica Tatiana Gonçalves. 

Além de prevenir danos à saúde mental e à produtividade, essas mudanças na legislação também visam proteger a reputação das empresas. A omissão no tratamento de casos de assédio pode gerar consequências legais severas, incluindo sanções financeiras e danos irreparáveis à imagem corporativa. 

A não adoção de práticas eficazes no combate ao assédio pode resultar em consequências legais graves, como processos trabalhistas e até mesmo ações criminais. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) exige que as empresas garantam um ambiente seguro para seus colaboradores. "O descumprimento dessa responsabilidade pode levar a sanções severas", alerta Dr. Guilherme. 

As empresas que não lidam com o assédio de forma séria correm o risco de enfrentar ações judiciais e ver sua imagem deteriorada. Dr. Guilherme enfatiza: "O compromisso com a erradicação do assédio deve ser genuíno. Empresas que investem em um ambiente de trabalho saudável não só protegem seus colaboradores, mas também aumentam sua produtividade e reforçam sua reputação no mercado." 

"Empresas que investem na criação de um ambiente de trabalho saudável, respeitoso e sem assédio têm muito a ganhar, tanto em termos de produtividade quanto de imagem", conclui o advogados da Barroso Advogados Associados. A prevenção do assédio no trabalho é uma responsabilidade compartilhada por todos os níveis hierárquicos. Com políticas claras, canais de denúncia eficazes e campanhas de conscientização, é possível criar uma cultura de respeito e um ambiente de trabalho mais saudável, que atenda não apenas às obrigações legais, mas também à ética e ao bem-estar de todos os colaboradores.

 

Qual a importância de desvendar a rentabilidade real do negócio?

O mercado está cada vez mais competitivo. Não é de hoje que ouvimos essa expressão. No entanto, se antes a forma de medir o sucesso da organização era apena analisando o volume de vendas ou faturamento, atualmente, não é mais assim. Diante disso, a análise de rentabilidade ganha protagonismo, uma vez que permite uma visão mais estratégica acerca da performance financeira da empresa, verificando se os investimentos feitos estão dando o retorno esperado.

A partir dessa análise é possível ter uma dimensão do quanto a organização lucra em relação ao que investe. Essa ação vai além de analisar o valor em caixa, pois ajuda a revelar quais ações, serviços, canais ou áreas estão contribuindo com o seu crescimento e quais estão consumindo tempo e verba.

A falta desse tipo de clareza impacta diretamente no crescimento da companhia, uma vez que as decisões são tomadas com base em indicadores isolados que não refletem a real situação da organização. E, justamente, esse é um dos grandes desafios a serem superados pelas empresas. Isso porque, com a dinâmica do dia a dia, muitas acabam investindo em estratégias que acreditam ser aquilo que o negócio precisa, quando na verdade, estão desperdiçando recursos.

Ou seja, a conjuntura do mercado atual, pede que as organizações tenham um olhar mais acentuado sobre as estratégias a serem adotadas. Sendo assim, mais do que executar, é preciso entender a funcionalidade de cada serviço, compreender se faz sentido ou não, bem como identificar pontos de melhorias desde localizar gargalos até reajustar as operações.

Sem dúvidas, executar todas essas ações não é uma tarefa simples, pois exige foco máximo e máxima assertividade nos resultados apresentados. Quanto a isso, a tecnologia, como sempre, se mostra uma importante aliada. Por meio de ferramentas especializadas nessa abordagem, é possível maximizar o desempenho e lucratividade da empresa, ampliar a geração de insights e, sobretudo, tomar decisões com base em informações corretas.

Por meio dessa análise precisa, a companhia consegue destravar as suas oportunidades de valor, permitindo um ganho de crescimento contínuo e medidas que assegurem o seu desempenho. No entanto, é preciso enfatizar que uma ferramenta sozinha não tem a habilidade de mudar realidade organizacional sozinha.

Deste modo, ter o apoio de uma consultoria especializada na análise de indicadores, bem como no planejamento financeiro, é uma importante iniciativa para garantir máxima assertividade e resultados promissores. Afinal, o time de especialistas ajuda a identificar o que pode ou não ser removido, e assegurar que apenas iniciativas rentáveis sejam mantidas nas operações.

Conhecer a rentabilidade real do negócio mais do que importante, é algo fundamental para assegurar a eficiência operacional, saúde financeira e longevidade. Deste modo, para as empresas que querem se manter ativas em um mercado cada vez mais dinâmico, é essencial atribuir essa iniciativa no núcleo organizacional.

Se antes tínhamos a ideia de que era necessário produzir em escala, agora, percebemos o quão importante é analisar. É a partir do conhecimento que é possível traçar um caminho de sucesso e, em se tratando do meio corporativo, conhecer sua rentabilidade hoje, é o que garante o sucesso de amanhã.

 


Alexandre Kuntgen - Partner da SolvePlan.

SolvePlan


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