Inadimplência
e dificuldades financeiras pressionam mais as famílias de baixa renda e homens,
aponta estudo
O percentual de famílias com dívidas a vencer subiu pelo quinto mês consecutivo, atingindo 78,4% em junho de 2025, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O número, que voltou a subir após meses de queda, acendeu o alerta para o orçamento das famílias. Um dos fatores que pode ter colaborado para a piora no cenário da economia familiar neste período, pode ser o aumento das taxas de juros e também da inflação, que reduziu o poder compra do brasileiro.
A pesquisa captou também que o grande responsável pelo endividamento das famílias continua sendo o cartão de crédito, representando 83,8% do total de devedores. Além disso, os homens e as famílias de baixa renda foram os mais pressionados pela inadimplência e dificuldades financeiras.
Contudo, o cenário exige ações que revertam o endividamento, conforme a opinião do especialista. Para o CEO da iCred, Túlio Matos, a inadimplência de grande parte da população impacta a economia como um todo. “O endividamento afeta sobretudo o setor de comércio e serviços, que percebe uma redução nas vendas e contratações, e consequentemente, acaba promovendo cortes”, alerta.
Para ele, o problema pode piorar porque existem outros fatores que contribuem para este cenário, além das previsões da economia apontarem para a manutenção da alta da inflação e da taxa de juros, a falta de educação financeira da população agrava ainda mais a situação.
Diante da necessidade de mais recursos, muitas famílias recorrem a empréstimos. Mas Túlio alerta que os empréstimos só devem ser considerados se observados alguns requisitos. “O crédito deve ter um papel de colaborar na solução do endividamento, para a pessoa se organizar financeiramente e planejar melhor o futuro”, afirma.
Confira, a seguir, algumas dicas para
colocar as finanças em dia:
Organize seus
gastos
Para iniciar o planejamento financeiro,
tenha o controle de todos os seus gastos fixos e eventuais. Comece a anotar em
uma planilha para onde vai o seu orçamento, e liste até mesmo gastos não
programados, como uma ida ao dentista, a compra de um remédio ou uma visita do
pet ao veterinário.
Analise sua renda
e alinhe os números
Após o primeiro passo, avalie se sua
renda é compatível com as despesas. Caso não seja, será necessário rever quais
gastos são realmente necessários e quais podem ser cortados. Lembrando que
despesas básicas também podem ser revistas, como economizar nas contas de água
e luz, optar por produtos mais baratos no mercado ou, ainda, deixar de comprar
itens desnecessários, como os famosos deliveries.
Considere as
emergências
Todos sabemos que emergências
acontecem: um cano quebrado, uma doença ou qualquer outro imprevisto. Para
esses casos, o ideal é sempre ter uma reserva de emergência, ou optar por um
empréstimo consignado dentro da sua possibilidade de pagamento. Analise as
alternativas com calma e uma calculadora na mão.
Pense no futuro
Para compras grandes, de bens duráveis
ou de longo prazo, é necessário se preparar. Vale poupar o que for possível. A
recomendação é poupar 20% da renda, mas se este valor for muito alto para você,
comece com o que pode. E seja constante, ainda que com valores pequenos.
iCred
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