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sábado, 14 de junho de 2025

Pensando em algum procedimento estético injetável? Conheça as opções mais indicadas para cada região do rosto

Especialista detalha aplicações de botox, ácido hialurônico, Sculptra e bioestimuladores de colágeno 

Com o avanço da harmonização facial e o aumento da busca por procedimentos minimamente invasivos, os injetáveis estéticos se tornaram os queridinhos de quem quer suavizar sinais do tempo ou realçar os traços naturais do rosto. Mas cada produto tem sua aplicação ideal – e entender as indicações é essencial para alcançar resultados harmônicos e seguros. 

A biomédica e especialista em estética Melissa Brum explica que os injetáveis atuam de formas distintas e são escolhidos conforme a necessidade de cada paciente. “Cada substância tem uma função e uma área em que atua melhor. Por isso, a avaliação individualizada é fundamental antes de qualquer procedimento”, afirma.
 

A seguir, confira o que cada um dos principais injetáveis pode fazer por você:
 

Botox: para suavizar linhas de expressão

A toxina botulínica – popularmente conhecida como botox – é indicada para tratar rugas dinâmicas, ou seja, aquelas que aparecem com o movimento facial, como ao sorrir, franzir a testa ou levantar as sobrancelhas. “É uma excelente opção para prevenir e suavizar marcas na testa, entre as sobrancelhas e ao redor dos olhos”, detalha Melissa. O botox age bloqueando temporariamente a contração muscular, o que promove uma aparência mais descansada e jovem.
 

Ácido hialurônico: preenchimento e contorno facial
O ácido hialurônico é um dos preenchedores mais versáteis da estética facial. Além de hidratar a pele, ele é utilizado para restaurar volume e redesenhar contornos. “É muito procurado para suavizar o sulco nasogeniano, o famoso bigode chinês, e também para redefinir áreas como mandíbula, queixo e malar”, explica a biomédica. O resultado é um rosto mais estruturado e com aspecto rejuvenescido, sem alterar a naturalidade.
 

Sculptra: firmeza para a região do pescoço

O Sculptra é um bioestimulador de colágeno à base de ácido poli-L-lático. Apesar de também atuar na face, ele tem ganhado destaque para o tratamento do pescoço, uma das áreas que mais denunciam o envelhecimento. “Esse é um procedimento ideal para quem busca mais firmeza na região cervical, que tende a apresentar flacidez com o tempo”, comenta Melissa. O efeito é gradual, já que o produto estimula o corpo a produzir seu próprio colágeno, proporcionando melhora progressiva da textura da pele.
 

Bioestimuladores de colágeno: tratamento global do rosto

Além do Sculptra, há outros bioestimuladores que podem ser aplicados em diversas áreas da face para promover o rejuvenescimento sem volume artificial. “Eles são indicados para quem tem perda de viço e quer uma pele mais firme de maneira natural. São ótimos para tratar as bochechas, a lateral do rosto e até áreas mais delicadas, como as têmporas”, explica Melissa Brum. O colágeno novo que se forma melhora a sustentação da pele e retarda os sinais do envelhecimento.
 

Avaliação é indispensável

Apesar de promissores, todos os procedimentos injetáveis devem ser realizados por profissionais habilitados e com conhecimento anatômico aprofundado. “A escolha da substância, da técnica e da quantidade ideal é feita após uma avaliação criteriosa, respeitando sempre a individualidade de cada rosto”, reforça a biomédica.

 

Cirurgias plásticas no inverno: recuperação mais confortável e resultados otimizados

Reprodução internet
Dr. Carlos Tagliari comenta os benefícios de realizar procedimentos nas estações mais frias

 

Com a chegada das estações mais frias, cresce também a procura por procedimentos cirúrgicos estéticos. E não é por acaso: o inverno é considerado uma das melhores épocas do ano para realizar cirurgias plásticas. Segundo o Dr. Carlos Tagliari, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o clima ameno favorece uma recuperação mais tranquila e contribui significativamente para a qualidade dos resultados. 

Dr. Tagliari explica que, tanto o inverno quanto a meia estação, oferecem condições ideais para o pós-operatório. “O clima mais ameno reduz o desconforto causado pelo calor excessivo, minimiza a vasodilatação e o inchaço, e diminui a sudorese, o que também ajuda na cicatrização. Além disso, a menor exposição ao sol é fundamental para uma boa evolução das cicatrizes, que tendem a ficar com uma coloração mais clara mais rapidamente”, destaca. 

Outro ponto favorável destacado pelo médico é a possibilidade de se recuperar com mais calma. “Muita gente consegue tirar um tempo para si durante o inverno, ficando em casa, longe das atividades externas. Isso ajuda o corpo a se recuperar melhor. E o melhor: quando chega o verão, o paciente já está com o resultado final praticamente pronto, podendo aproveitar as férias, a praia e a piscina com autoestima renovada”, afirma. 

Além dos aspectos físicos, há também o fator emocional. “Usar roupas mais leves, justas ou decotadas no verão com segurança e satisfação após um procedimento bem cicatrizado eleva a autoestima. A paciente se sente mais segura e feliz com o próprio corpo”, complementa o cirurgião. 

Apesar dos benefícios, Dr. Tagliari ressalta que a melhor época para uma cirurgia depende também da rotina individual de cada paciente. “O mais importante é escolher um momento em que a pessoa tenha tempo para se dedicar ao pós-operatório. Às vezes, o verão pode ser uma opção mais viável para quem está de férias ou conta com ajuda em casa, mesmo que o clima não seja o ideal. O planejamento é essencial para garantir um bom resultado”, esclarece. 

Com a orientação adequada e um bom período de recuperação, realizar uma cirurgia plástica no inverno pode ser a escolha ideal para quem busca conforto, segurança e um resultado mais eficaz

 

Italian Bob vira símbolo de estilo e leveza para todos os tipos de cabelo

Clássico, elegante e versátil, corte volta a ganhar destaque e segue como grande tendência

 

Ele é sofisticado, atemporal e transforma qualquer look em elegância. O corte ‘Italian Bob’ ou bob italiano está de volta e é uma das grandes apostas de hairstylists para as próximas estações. 

Diferente do clássico chanel reto, o bob italiano é levemente arredondado nas pontas e mais volumoso, o que dá movimento aos fios sem perder o ar polido. “É um corte democrático, que valoriza diversos tipos de rosto e funciona bem tanto em cabelos lisos quanto ondulados”, explica a especialista do Pelle Capelli, Silvana Meira. Mas, como adaptar esse corte para o seu tipo de cabelo?

Para quem tem cabelo liso, segundo a cabeleireira, naturalmente se beneficia do acabamento polido do corte. A versão clássica do Italian Bob, com as pontas bem modeladas para dentro e comprimento rente ao maxilar, valoriza a estrutura do cabelo e confere um visual elegante e moderno. “Para evitar que o look fique chapado, a dica é investir em leveza nas pontas ou em uma franja longa, que adiciona movimento”, adiciona Silvana. 



Já para os cabelos ondulados, o Italian Bob ganha um toque extra de charme. “É um corte que funciona muito bem com ondas soltas e irregulares, dando um ar parisiense ao visual”, comenta a hairstylist. A melhor pedida é o long Italian Bob, com comprimento um pouco abaixo do queixo e textura propositalmente bagunçada. Finalizadores como mousses e sprays de sal ajudam a destacar o movimento dos fios. 



Esse visual icônico também funciona, e muito, para cabelos cacheados. O segredo aqui, de acordo com a profissional do Pelle Capelli, é trabalhar bem o formato do corte, equilibrando o volume natural com uma base mais arredondada. O resultado é um bob cheio de personalidade, que valoriza a textura dos cachos e traz um toque retrô sofisticado. “Evite o corte reto demais, que pode criar um efeito pirâmide, e opte por camadas leves nas pontas”, destaca.



 E para quem tem fios mais densos, o segredo está em adaptar o bob com um leve repicado interno, que suaviza o volume sem tirar o caimento pesado que é a marca registrada do corte. Neste caso, o Italian Bob funciona como uma moldura poderosa para o rosto — ideal para looks mais dramáticos e impactantes.

 



Pelle Capelli Endereço: Rua Siqueira Campos, 1000, Santo André, Brasil - 09020-240.
Site:
https://pellecapelli.com.br/
Instagram: @
pellecapellioficial/


Com a chegada do inverno, especialista indica adaptações nos cuidados com a pele

Com a umidade do ar em queda, manter a hidratação da pele é essencial para preservar a barreira cutânea e evitar ressecamento, perda de elasticidade e irritações

 

Segundo a MetSul Meteorologia, o Brasil vivenciará uma intensa onda de frio neste inverno, que começa oficialmente em 20 de junho. Com a redução da umidade do ar, o aumento dos ventos e dos banhos mais quentes, comuns nesse período, a pele tende a perder oleosidade natural, que protege a epiderme, fator que faz com que a rotina de cuidados precise de adaptações.

“A pele torna-se mais vulnerável à desidratação, irritações, descamações e à piora de condições preexistentes, como é o caso das dermatites”, esclarece Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, rede especializada no desenvolvimento de produtos hipoalergênicos. Segundo a profissional, os danos tendem a se agravar com o avanço da estação, principalmente em peles sensíveis.

Ela ainda reforça que as temperaturas baixas reduzem a transpiração e a produção natural de oleosidade, o que torna a pele mais vulnerável à perda de água e à penetração de agentes irritantes presentes no ambiente. “A prevenção é o caminho mais seguro para preservar a integridade cutânea ao longo da estação, com ajustes simples na rotina de cuidados”, completa.

A seguir, confira algumas das recomendações da profissional para diminuir o impacto do clima invernal na saúde cutânea.

 

Intensificar a hidratação com ativos funcionais

Com a pele mais suscetível à perda de água, é fundamental investir em fórmulas capazes de restaurar e manter a hidratação natural. Produtos enriquecidos com alantoína, vitamina E e D-pantenol promovem uma ação umectante profunda, estimulam a renovação celular e formam um filme protetor que reduz a evaporação da água pela superfície cutânea.

A escolha de texturas mais densas, como cremes e loções ultrahidratantes, oferece maior permanência na pele e melhor resposta à ação climática do inverno.

 

Reduzir o atrito e evitar esfoliações intensas

A remoção mecânica de células mortas, comum em rotinas de skincare, deve ser moderada durante o inverno. A pele já enfrenta um processo natural de descamação em virtude do ressecamento, o que torna esfoliações agressivas um fator de risco para irritações, fissuras e perda da barreira lipídica. A recomendação é optar por esfoliantes suaves, em menor frequência, e priorizar produtos calmantes e regeneradores entre as aplicações.

 

Manter a fotoproteção diária mesmo sem sol

A presença de nuvens ou a sensação térmica mais baixa não reduz a ação dos raios ultravioleta. No inverno, a radiação UVA continua ativa e é responsável por danos acumulativos à pele, como envelhecimento precoce e surgimento de manchas.

Protetores solares com amplo espectro de proteção, enriquecidos com ativos antioxidantes como vitamina E e alantoína, ajudam a preservar a estrutura cutânea mesmo sem exposição direta ao sol. A reaplicação ao longo do dia segue sendo necessária, principalmente após suor ou lavagem do rosto.

 

Observar ingredientes e fórmulas com atenção

Produtos utilizados no frio precisam conter menos agentes irritantes e mais substâncias compatíveis com a fisiologia da pele. Parabenos, isotiazolinonas e petrolatos, ainda presentes em muitos cosméticos, comprometem o equilíbrio da flora cutânea e tendem a provocar reações adversas, especialmente em peles sensibilizadas pelo clima.

O uso de fórmulas com ingredientes biomiméticos, como derivados de oliva, favorece a regeneração e imita os mecanismos naturais de proteção do organismo, resultando em maior tolerância.

 

Priorizar cuidados pós-banho para evitar perda de água

Logo após o banho, a pele ainda está úmida e os poros, mais dilatados, o que favorece a absorção dos hidratantes. Aplicar loções ou cremes ultrahidratantes nesse momento aumenta a retenção hídrica e reduz a perda transepidérmica de água, intensificada pelo uso de água quente.

Para Julinha, esse cuidado é um dos mais eficazes durante os meses frios - “A hidratação pós-banho age como um selante natural, impedindo que a pele perca ainda mais água para o ambiente seco. É uma etapa essencial da rotina”.

  



Alergoshop
https://alergoshop.com.br/

 

 

Estresse e cansaço? A astrologia tem uma explicação (e um alerta) importante


Astrolink explica evento raro que ocorreu nos últimos meses e como ele pode mudar como lidamos com nossas emoções


A entrada de Netuno e Saturno no signo de Áries marca o início de uma nova era. E, com ela, vem também um aumento da exaustão física, mental e emocional. Nos últimos tempos, você tem se sentido mais cansado do que o normal? Como se tudo estivesse acelerado demais, as cobranças maiores e o estresse prestes a transbordar? Pois bem, talvez não seja “só você”, e nem “só a vida adulta”. De acordo com o Astrolink, site e app especializados em astrologia, existe uma explicação dos astros para essa percepção. 

Segundo o  Astrolink, estamos vivendo um período astrológico inédito para esta geração: Netuno entrou em Áries em março de 2025, após 14 anos transitando por Peixes. A última vez que esse planeta esteve nesse signo foi em 1861, ou seja, ninguém vivo hoje experimentou essa energia na pele. E ela promete mudar profundamente como lidamos com os nossos ideais, emoções e ritmo de vida.

No final de maio, Saturno também iniciou sua jornada por Áries, após três anos intensos de transição pelas águas piscianas. Agora, ambos os planetas estão posicionados em um signo de fogo, trazendo consequências reais para todos nós: impulsividade, urgência, excesso de pressão e esgotamento.


De Peixes para Áries: do sonho à ação (rápida)

Durante os últimos anos, com Netuno e Saturno em Peixes, estivemos imersos em temas emocionais profundos, espiritualidade, subjetividade e dissolução de padrões antigos. Foi um tempo de aprendizado sobre rendição e fé.

Mas agora, Áries chegou com tudo e ele não espera. Áries é aquele signo que  quer resolver, agir, se posicionar, mudar. Ele incendeia o que antes estava em banho-maria, que pode ser libertador, mas também desgastante.

Esse novo céu vem pressionando a sociedade por mudanças rápidas: na forma de trabalhar, de produzir, de se posicionar. A Inteligência Artificial avança, as demandas crescem, e o “tempo para pensar” desaparece. Com tanta pressão, é natural que os sintomas apareçam: ansiedade, irritabilidade, insônia, crises de burnout.


O estresse da pressa: como lidar?

A energia de Áries é sobre coragem, sim - mas também é sobre aprender a respeitar os próprios limites. É aí que Saturno entra: ele nos ensina que não dá para avançar sem estrutura. Ou seja, a ação precisa vir acompanhada de estratégia, consciência e responsabilidade emocional.

Esse momento exige que você:

  • Tenha clareza sobre o que é realmente prioridade.
  • Aprenda a dizer “não” sem culpa.
  • Desenvolva novos hábitos com foco e presença.
  • Use a intuição (Netuno) para guiar sua energia de forma mais consciente.
  • E principalmente: cuide da sua saúde emocional e física.


E se você tem Áries no seu mapa...

Se o seu Sol, Lua ou Ascendente estão em Áries, é provável que essa mudança esteja te atravessando com ainda mais força. Você pode se sentir intensamente cobrado a agir, resolver e provar seu valor. Mas cuidado: essa não é uma corrida. É uma travessia.

Ao invés de se sobrecarregar, reconheça que:

  • Você está inaugurando um novo ciclo de identidade e expressão.
  • Liderar a própria vida também é saber pausar.
  • Crescer não significa se atropelar.

 

Astrolink


“Casa equilibrada”: pequenos detalhes promovem mais saúde dentro do lar

Neuroarquitetura, Design Biofílico, Feng Shui e Arteterapia são algumas técnicas e implantadas no conceito, que já está em desenvolvimento em projetos residenciais de alto padrão


Com a constante sensação de que o mundo gira cada vez mais rápido, em uma sociedade ávida por atualizações, novidades, vivemos em um ritmo ditado pela urgência do cotidiano, da vida que acontece lá fora, literalmente. E dentro das casas, a busca tem sido por ambientes que funcionem como refúgios, que permitam a desaceleração e o conforto, sem abrir mão de sofisticação e design. E é justamente a partir dessa necessidade que surgiu o conceito da ‘Casa Equilibrada’, da arquiteta e urbanista Grace Flemming. 

Em Campinas, já há um projeto que nasce sob esse conceito. É o recém-lançado residencial Casa da Mata, em da Azo Incorporadora. 

“Ao longo da minha vida profissional, fui percebendo que, além dos estudos de tendências, é necessário compreender os efeitos do ambiente no nosso corpo e principalmente, no nosso cérebro, que coordena as nossas percepções e as nossas ações, proporcionando melhores condições de saúde e bem-estar”, afirma Grace Flemming.



Para a urbanista, para que esse trabalho seja desenvolvido da melhor forma, é preciso entender o que o cliente está dizendo nas entrelinhas, para que o projeto esteja totalmente de acordo com as suas demandas, mesmo que ele não saiba identificá-las. A personalização pode ser elaborada em qualquer momento do projeto, porém, quando realizada desde a sua concepção inicial, a diferença e os resultados são marcantes. 

O conceito pode ser adotado para gerar mais pertencimento e sensação de bem estar e exclusividade. De acordo com levantamento do Google Survey, 42% dos brasileiros afirmam que após a pandemia, a relação com a casa mudou, passaram a dar mais valor, e se conectarem à ela.



Para aplicar esse conceito em qualquer residência, é preciso estar atento a alguns aspectos centrais. Confira abaixo as dicas e observações de Grace Flemming, para que a arquitetura esteja a favor do seu bem estar e saúde:

 

Iluminação Zenital 

A iluminação zenital, ou seja, que vem do zênite, de cima, prevê a utilização de luz natural nos ambientes. Esse tipo de iluminação possibilita criações muito bonitas, mas também pode servir para gerar economia na conta de energia elétrica. 

Também é importante sincronizar o organismo dos moradores com o ambiente, pois sabemos da importância e da influência fisiológica, psicológica e comportamental que ela exerce sobre nós. O nosso ritmo biológico funciona praticamente em função da iluminação natural, o nosso sono, por exemplo, tão importante para a restauração do nosso corpo e cérebro, acontece em função dela. 

A luz natural é importante também para a nossa visão, ela diminui os riscos de depressão, a presença do sol estimula a produção de serotonina que regula o nosso humor e traz sensação de felicidade e bem-estar. Ela também ajuda a controlar mofo e bactéria, ou seja, os benefícios são muitos. Portanto, priorize a iluminação natural sempre que for possível. 

 

Contato com a natureza 

Existem vários estudos científicos comprovando que o contato com a natureza melhora a nossa imunidade, equilibra a frequência cardíaca e pressão arterial, diminui o nível de cortisol, reduz o stress e, consequentemente, restaura nosso comportamento e as tomadas de decisões. No Casa da Mata, a natureza se encontra muito presente em todos os espaços. Os dormitórios, em específico, se abrem para a natureza e isso traz um benefício enorme. Uma outra forma de estar em contato com a natureza, é optar, na decoração de interiores, por materiais naturais ou com texturas que provoquem uma associação visual e tátil a tais elementos, por exemplo: Tapetes de fibras naturais, e pisos naturais como madeira, bambu, cerâmicos e cimento queimado.

 

Diversidade de materiais 

A diversidade de materiais atrai o olhar, direciona a atenção, e ajuda a memorizar o espaço. Com isso, cria-se uma conexão com ele, fazendo com que as pessoas se sintam mais seguras e confortáveis no ambiente. “Quando a gente fala de residência, essa característica é indispensável; um ambiente minimalista, por exemplo, onde existe pouca diversidade, acaba trazendo uma sensação de impessoalidade”, ensina.

 

Relaxamento nos dormitórios 

No conceito Casa Equilibrada, o quarto deve ser o mais saudável possível, sendo apenas um espaço de repouso, porque é lá que recuperamos as nossas forças para o dia seguinte. Além disso, trata-se de um ambiente de longa permanência. Portanto, o ideal é que não tenha no quarto aparelhos eletrônicos, como TV e computadores. A iluminação na cabeceira da cama nunca deve estar acima da cabeça de quem dorme ali, e sim ao lado. No caso do aparelho celular, que muitos utilizam como alarmes, o indicado é que o ponto de recarga esteja a pelo menos dois metros de distância da cama. Todos esses equipamentos geram um campo eletromagnético incompatível com o nosso organismo, principalmente na hora de dormir, que o nosso corpo está mais relaxado e vulnerável. O uso de roupas de cama 100% algodão também é recomendado, para um relaxamento mais duradouro e de qualidade.


 

Design equilibrado 

É importante planejar cuidadosamente a disposição da mobília, para viabilizar a circulação fluida e promover ambientes enriquecidos para o convívio social e de relaxamento. Cores e Formas Harmônicas: Cores com tons naturais são combinadas de maneira equilibrada, enquanto as formas harmônicas geram padrões de beleza e bem-estar.

 

Cores e formas harmônicas 

Cores com tons naturais são combinadas de maneira equilibrada, enquanto as formas harmônicas geram padrões de beleza e bem-estar. É vital saber escolher as tonalidades indicadas para fazer com que um ambiente pareça mais amplo, quente, luminoso, alegre e que possa interferir nas energias do lar de forma positiva. Antes de tudo, é importante observar também o espaço disponível. Analise os tons dos móveis e dos objetos de decoração. Assim como todos os aspectos da ‘Casa Equilibrada’ listados aqui, as cores das mobílias e objetos influenciam diretamente no resultado final harmonizando o ambiente. 

 

Equilíbrio entre arquitetura, saúde e bem-estar 

"Viver em um local com natureza intacta e muito exuberante, ou estar próximo de uma área totalmente cuidada e preservada, não só valoriza os empreendimentos, mas também enriquece a vivência dos moradores", afirma José de Albuquerque, CEO da Azo Inc.


Pesquisador brasileiro revela os caminhos da intuição no cérebro com base na alta inteligência

A intuição, frequentemente reduzida à ideia de "pressentimento", passa a ser compreendida sob uma nova ótica científica graças à pesquisa conduzida por Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, pós-doutor em neurociências e especialista em genômica. Em estudo publicado no International Journal of Health Science (DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.15952325280511), o autor demonstra, com rigor morfológico e neurobiológico, como a intuição emerge de uma interação altamente especializada entre redes neurais e neurotransmissores, especialmente em indivíduos superdotados.


Intuição: produto de conexões neurais e não de adivinhações

Segundo Abreu, a intuição deve ser entendida como um processo cognitivo avançado, e não um mecanismo místico ou esotérico. Envolve a atuação integrada de áreas como o córtex pré-frontal ventromedial (vmPFC), o giro do cíngulo anterior (ACC) e a amígdala, entre outras regiões cerebrais. A ativação dessas estruturas possibilita respostas rápidas sem passar pela lógica consciente tradicional. “A intuição é uma operação neurocognitiva que simula a análise, mas a realiza em velocidade superior à consciência ordinária”, afirma o autor.


Superdotação e intuição: uma combinação de plasticidade e emoção

O estudo utiliza como referência um grupo de indivíduos com altas habilidades cognitivas, vinculados ao CPAH (Centro de Pesquisas e Análises Heráclito). A análise demonstrou que essas pessoas apresentam maior densidade de fibras no corpo caloso, o que potencializa a integração hemisférica e favorece decisões mais rápidas e assertivas. Além disso, há uma ativação mais eficiente do sistema dopaminérgico e serotoninérgico, essenciais na motivação e na regulação emocional.


O papel dos genes: COMT e 5-HTTLPR

Abreu ressalta a importância dos fatores genéticos. Polimorfismos nos genes COMT (envolvido na regulação da dopamina) e 5-HTTLPR (ligado à serotonina) foram identificados como determinantes no desempenho intuitivo. Indivíduos com variantes favoráveis desses genes tendem a demonstrar maior flexibilidade cognitiva e controle emocional — pilares da intuição eficaz.


Inteligência emocional e criatividade subjetiva: os pilares ocultos da intuição

A pesquisa também aponta que nem todos os superdotados possuem intuição elevada. Aqueles com menor desenvolvimento de inteligência emocional ou criatividade subjetiva apresentam menor integração entre os sistemas límbico e pré-frontal, limitando a efetividade do processo intuitivo. Para Abreu, “a intuição genuína exige um equilíbrio entre cognição racional e emoção regulada”.


Por que isso importa?

Em um mundo onde decisões rápidas são cada vez mais exigidas, compreender os mecanismos biológicos da intuição pode ajudar a aprimorar treinamentos em áreas como liderança, saúde mental, tomada de decisões críticas e até mesmo educação de superdotados. Além disso, a abordagem interdisciplinar que une neurociência, genética e psicologia proporciona novos parâmetros para a avaliação da inteligência humana além do QI tradicional.

Ao evidenciar que a intuição não é fruto do acaso, mas de um circuito cerebral específico e potencializado em pessoas com alta inteligência, o estudo de Fabiano de Abreu representa um avanço importante na compreensão das habilidades humanas complexas. E mais do que isso: oferece uma base científica sólida para aplicá-las de forma estratégica em contextos reais, do ambiente corporativo à clínica psicológica.

 

Referência
ABREU, Fabiano de. What Intuition is and How it Arises in the Brain: An Analysis Using High Intelligence as a Reference. International Journal of Health Science, v. 5, n. 23, 2025. DOI: https://doi.org/10.22533/at.ed.15952325280511



Uso excessivo das redes sociais já provoca adoecimentos mentais e perdas financeiras graves, alertam especialistas em seminário da AMRIGS

Debate promovido nesta terça-feira (10/06) reuniu profissionais de Medicina, Psicologia e Saúde do Trabalho, que chamaram atenção para dependência digital, transtornos de humor, esgotamento profissional e até venda de bens por conta de jogos online

 

As redes sociais, cada vez mais presentes na rotina da população, estão impactando a saúde mental dos adultos, em alguns casos de forma positiva, mas em outros com consequências que vão muito além do tempo de tela. Esse foi o alerta de especialistas reunidos no seminário “O Impacto das Redes Sociais na Saúde Mental na Vida Adulta”, realizado na tarde desta terça-feira, 10 de junho, na sede da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), em Porto Alegre.  

De acordo com a Pesquisa Digital 2023, realizada pela We Are Social em parceria com a Hootsuite e apresentada no evento, os brasileiros passam, em média, mais de cinco horas por dia conectados às redes sociais. Mais preocupante ainda, segundo dados do IBGE e da Fundação Getúlio Vargas, é que 58% de profissionais admitem verificar notificações mesmo durante reuniões de trabalho, e 86% usam o celular para atividades laborais fora do expediente. O resultado é exaustão, ansiedade, comparação constante e o agravamento de transtornos mentais. 

O presidente da AMRIGS, Dr. Gerson Junqueira Jr., reforçou a importância de levar esse debate à sociedade.

“A tecnologia atravessa todas as áreas da nossa vida. Por isso precisamos aprender a lidar com ela de forma consciente”, avaliou. 

O tema da dependência digital foi abordado inicialmente em evento realizado no mês de maio, com foco em crianças e adolescentes. Agora, foi a vez de tratar do assunto sob o olhar do adulto, segundo lembrou a psicóloga e vereadora Tanise Sabino.  

“Vivemos em um tempo de conexões infinitas, mas de relações frágeis. O uso das redes começa na infância, mas nos acompanha e nos afeta ao longo de toda a vida. Estamos sobrecarregados e muitas vezes adoecendo em silêncio”, relatou. 

 No primeiro painel, a psicóloga Carolina Lisboa falou sobre “O algoritmo da felicidade” e as repercussões na autoestima. Ela apontou que o uso excessivo das plataformas pode ser um gatilho para dependências, isolamento e conflitos familiares.  

“A tecnologia pode ser aliada ou fator de risco. Quando se torna um refúgio ou obsessão, os danos são profundos. Temos observado um aumento significativo de problemas emocionais associados ao uso desregulado das redes”, disse.

 No painel seguinte, o médico do trabalho Fabio Dantas abordou os efeitos da hiperconectividade no ambiente corporativo, em especial o que chamou de “exaustão digital”. 

“A comparação constante adoece. Há uma pressão por disponibilidade permanente, uma diluição dos limites entre vida pessoal e profissional, que gera cansaço, ansiedade e burnout. Precisamos refletir sobre os impactos disso no bem-estar dos trabalhadores”, afirmou. 

Já Dra. Carla Hervé Moram Bicca, psiquiatra e vice-presidente da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS), alertou para o crescimento de transtornos de humor, como depressão e ansiedade, relacionados ao uso das redes — especialmente entre idosos e pessoas em vulnerabilidade social. 

“Em 2024, 86,5% dos idosos acessam a internet todos os dias. É um número expressivo, mas precisamos olhar com atenção para esse público. Além disso, há uma explosão de casos envolvendo jogos online, inclusive com relatos de pessoas que venderam o patrimônio da família por prejuízos com apostas. As classes D e E são as mais impactadas e o risco de suicídio aumenta”, alertou. 

Encerrando a programação, a psicóloga Ilana Fermann conduziu a palestra “Detox digital: quando e como desconectar das redes?”, oferecendo orientações práticas para equilibrar o uso da tecnologia. Ela destacou que o uso excessivo de dispositivos pode influenciar diretamente em nosso bem-estar mental e emocional. 

“Mais do que economizar tempo, precisamos refletir sobre a qualidade da vida que levamos. Muitas vezes, acreditamos estar ganhando tempo, mas na verdade estamos abrindo mão da nossa capacidade de pensar com profundidade. Quero plantar essa semente para refletirmos sobre o verdadeiro significado de equilíbrio. Quando falamos nisso, estamos pressupondo que, em algum momento, houve uma intoxicação”, declarou Ilana. 

O evento foi promovido pela Associação Médica do Rio Grande do Sul em parceria com a Frente Parlamentar de Promoção da Saúde Mental da Câmara Municipal de Porto Alegre, presidida pela vereadora Tanise, com apoio da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS) e da Sociedade Gaúcha de Medicina do Trabalho (SOGAMT).

 

Marcelo Matusiak

 

Luto não reconhecido: as perdas invisíveis que também doem

Mariana Clark, psicóloga especializada em luto, explica como vivências deslegitimadas podem afetar profundamente a saúde mental


Perder alguém querido é doloroso — mas há perdas que, mesmo gerando sofrimento profundo, passam despercebidas ou são minimizadas socialmente. São os chamados lutos não reconhecidos, que ocorrem quando a dor de uma perda - ou de uma mudança - não encontra espaço de acolhimento, validação ou escuta.

Essas situações envolvem, por exemplo, o término de um relacionamento, a perda de um animal de estimação, a morte de um ex-parceiro, o aborto espontâneo, a perda ou o ganho de peso de maneira não intencional ou até mesmo depois de uma cirurgia bariátrica, a demissão ou aposentadoria, entre outras vivências que, apesar de emocionalmente impactantes, são muitas vezes tratadas como “menos importantes”.

A sociedade reconhece o luto principalmente quando há morte e vínculos formais. Mas a dor não precisa de certidão para existir. É importante explicar e educar a população a respeito dessas ‘dores invisíveis’, mas que são reais e devem ser validadas”, explica Mariana Clark, psicóloga, palestrante e especialista em Perdas, Lutos e Saúde Mental.

Segundo pesquisa da Universidade de Columbia (EUA), cerca de 40% das pessoas que vivem um luto relatam não se sentir compreendidas socialmente — índice ainda maior quando o motivo da perda foge ao "modelo tradicional" de enlutamento. “A falta de reconhecimento agrava o sofrimento, podendo levar à culpa, isolamento e, em alguns casos, até ao adoecimento mental. Muitas pessoas enlutadas nos chamados lutos não reconhecidos precisam lidar com todo o sofrimento que o luto traz e, adicionalmente, com a dor de não ter a sua dor reconhecida. ”, completa Mariana.

Falar sobre luto não é apenas falar sobre a morte, mas sobre todos os sentimentos que envolvem perda e mudança. É uma nova abordagem em saúde mental que precisa ser levada a todas as rodas de conversa”, afirma a psicóloga, que defende uma abordagem mais sensível e ampliada sobre o tema — tanto na vida pessoal quanto no ambiente profissional. 

“Em tempos de tanta pressão emocional, reconhecer as perdas invisíveis é um passo essencial para construir uma cultura de cuidado e empatia”, finaliza a especialista.

 

Mariana Clark - psicóloga formada com MBA em Gestão de RH pela PUC-RJ. Além disso, é formada em Psicologia Positiva e especialista em Perdas, Lutos e Saúde Mental no contexto organizacional. Sua carreira corporativa de mais de 20 anos inclui passagens na Natura e no grupo Globo. Sua missão de levar o cuidado para o centro das relações de trabalho fizeram com que Mariana trocasse uma carreira como executiva de sucesso pela vida empreendedora. Fundadora da Humanizar Consultoria, desde 2018 Mariana leva o seu conhecimento para empresas através de processos de acolhimento, letramento emocional, capacitações e travessias para a promoção da saúde e do desenvolvimento humanos. Mentora de Saúde Mental na Top2You, palestrante e escritora, Mariana é também um dos nomes em ascensão na Suicidologia brasileira, sempre tendo o luto e suas dores no contexto principal de seu trabalho.



O aumento da melancolia nos dias frios não é frescura nem drama, é neuroquímica


Basta a temperatura cair que, junto com os casacos, muitos também tiram do armário sentimentos como desânimo, irritabilidade e até tristeza sem motivo aparente. O inverno — ou mesmo períodos mais frios ao longo do ano — podem mexer profundamente com o equilíbrio emocional, como alerta a psicóloga e neuropsicóloga Tatiana Serra. "O frio não afeta apenas o corpo, ele também tem impacto direto na nossa saúde mental. E isso tem explicações biológicas e comportamentais claras", afirma a especialista.

De acordo com Tatiana, uma das principais razões está na diminuição da exposição à luz solar, responsável por regular hormônios como a melatonina (ligada ao sono) e a serotonina (ligada ao humor). “Com menos luz natural, o cérebro reduz a produção de serotonina, o que pode levar à sensação de tristeza, apatia e cansaço. É como se o organismo entrasse em modo de economia de energia — física e emocional.”

Outro fator relevante é o isolamento social involuntário. Com o frio, as pessoas tendem a sair menos, ver menos amigos e praticar menos atividades ao ar livre, o que reforça a sensação de solidão. “Esse comportamento favorece o surgimento ou o agravamento de quadros como depressão sazonal, especialmente em pessoas que já têm predisposição”, destaca Tatiana.

Entre os efeitos psicológicos mais comuns observados nos dias mais frios estão:

  • Maior tendência à ruminação mental (pensamentos repetitivos e negativos)
  • Alterações no apetite (com busca por alimentos mais calóricos)
  • Queda na motivação para tarefas simples do dia a dia
  • Aumento da irritabilidade e sensibilidade emocional

A boa notícia é que existem formas de se proteger. Segundo Tatiana Serra, manter uma rotina de exercícios físicos, garantir ao menos alguns minutos diários de exposição à luz natural (mesmo nos dias nublados), praticar a auto-observação emocional e procurar manter vínculos afetivos ativos são atitudes que ajudam a equilibrar o bem-estar mental durante o frio. “Não é frescura nem drama. É neuroquímica e contexto. Por isso, o acolhimento e a informação são fundamentais”, finaliza a psicóloga.

Dia Mundial do Bem-estar: como a felicidade tóxica afeta a vida pessoal e profissional

 No Brasil, 33% das pessoas enfrentam transtornos mentais em níveis graves ou extremamente graves; com jornada dupla, mulheres têm desafios ainda maiores

 

No dia 14 de junho será celebrado o Dia Mundial do Bem-estar. Criado na Turquia em 2012, sua proposta é conscientizar as pessoas a terem uma vida mais saudável e com significado. Porém, a busca por um bem-estar pleno e uma vida, aparentemente, perfeita tem gerado um efeito adverso: a felicidade tóxica. Ou seja, diante das pressões sociais e do bombardeio de estímulos e informações provenientes das redes sociais, a pressão constante para ser feliz tem deixado as pessoas cada vez mais infelizes. 

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas no mundo estão ansiosas. No Brasil, 33% da população enfrentam transtornos mentais em níveis graves ou extremamente graves, segundo dados da Vittude. 

Renata Rivetti (foto), especialista na ciência da felicidade e fundadora da Reconnect, afirma que vivemos um momento desafiador, no qual o bem-estar e a felicidade são vendidos como uma fórmula mágica nas redes sociais, ou mesmo como resultados de uma sobrecarga de atividades.

Segundo ela, um caminho viável para buscar a felicidade não-tóxica é o equilíbrio. “De forma mais consciente e embasada cientificamente, a felicidade resulta do equilíbrio entre uma vida hedônica, baseada em prazeres e conquistas, e uma vida eudaimônica, pautada por propósito e sentido. Só quando alinhamos satisfação e significado é que encontramos um bem-estar verdadeiro e duradouro”, afirma, em referência aos conceitos do cientista social Arthur Brooks.

 

A realidade feminina

Por enfrentarem jornadas múltiplas, as mulheres lideram esta mudança, trazendo uma consciência crítica sobre equilíbrio e bem-estar, comprovando que qualidade de vida gera pessoas mais felizes e profissionais mais engajados. 

“As mulheres, por vivenciarem jornadas duplas ou triplas e assumirem maiores responsabilidades na vida pessoal, desenvolvem uma consciência crítica sobre a insustentabilidade do trabalho excessivo. Essa experiência as leva a questionar: ‘quem está exausto vai produzir?’”, indaga.

 

Futuro do trabalho

A origem da palavra "trabalho" vem do latim tripalium, um instrumento de tortura utilizado na antiguidade. Isso por si só já revela muito sobre como, historicamente, a atividade laboral foi associada ao sofrimento e à obrigação. 

Desde então, o mundo passou por transformações profundas. No entanto, a nossa relação com o trabalho parece não ter acompanhado esse movimento, explica a especialista. 

“Um fator importante na busca pela felicidade é a nossa relação com o trabalho. O mundo mudou completamente nas últimas décadas, mas a nossa relação com o trabalho continua desafiadora”, afirma Rivetti. 

Em um cenário corporativo marcado por sobrecarga, desmotivação e conflitos, a desconexão entre expectativas e realidade explica a crise na produtividade: apenas 23% dos profissionais estão motivados, enquanto 77% praticam "quiet quitting" (mínimo esforço) ou "task masking" (fingimento de produtividade). 

A solução, segundo Rivetti, está em repensar modelos: ”Está na hora de olharmos mais para habilidades pessoais do que descrições de cargo".
 


Renata Rivetti - Especialista na ciência da felicidade, Renata é fundadora da Reconnect, palestrante, consultora e colunista da Fast Company Brasil. É formada em Administração pela FGV-EAESP, com pós-graduação em Psicologia Positiva na PUC-RS e especialização em Estudos da Felicidade na Happiness Studies Academy, além de possuir diversas certificações em bem-estar e saúde mental no trabalho nas universidades Harvard, da Pensilvânia e outras instituições.

 

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