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terça-feira, 22 de outubro de 2024

A obesidade e seus riscos durante a gestação: o que toda mulher deve saber

 Estudos mostram que mais de 20% das mulheres em idade reprodutiva estão obesas, e mais de 53% apresentam excesso de peso

 

A obesidade é um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade e suas implicações para a saúde das mulheres, em especial durante a gestação, podem ser ainda mais complexas.

Dados apontados pelo mapa da obesidade da Abeso – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica mostram que 20,7% das mulheres brasileiras acima dos 20 anos são obesas e mais de 53% estão com excesso de peso, o que representa uma parcela significativa da população feminina em idade fértil. E este aumento da obesidade tem impacto direto sobre os cuidados obstétricos.

De acordo com a dra. Claudia Cristina Goulart Ribeiro, coordenadora de obstetrícia do Hospital Paulino Werneck, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", as mulheres grávidas que apresentam obesidade estão expostas a uma série de riscos, o que torna ainda mais crucial o acompanhamento médico especializado e multidisciplinar.

A especialista reforça que a obesidade, definida como um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30, pode trazer complicações que afetam não apenas a saúde da mulher durante a gravidez, mas também a do bebê.

O quadro, segundo ela, não deve ser visto apenas como um fator de risco adicional, mas como um problema que pode alterar todo o curso da gravidez, desde a concepção até o parto e o pós-parto. “Muitas vezes, esses riscos são subestimados pelas próprias pacientes, o que reforça a necessidade de informação e conscientização”, frisa.

Para compreender melhor os impactos da obesidade na gestação, a médica destaca sete principais problemas:


  1. Diabetes gestacional:

As mulheres obesas têm um risco muito maior de desenvolver diabetes gestacional. Essa condição eleva a quantidade de glicose no sangue, o que pode resultar em bebês com peso elevado ao nascer (macrossomia), parto prematuro e, em casos graves, até problemas respiratórios e cardíacos no recém-nascido.


  1. Hipertensão e pré-eclâmpsia:

A condição caracterizada pelo aumento da pressão arterial pode colocar em risco tanto a vida da mãe quanto a do bebê. Além disso, mulheres obesas têm maior propensão a desenvolver hipertensão arterial, o que pode resultar em complicações como parto prematuro e restrição do crescimento fetal.


  1. Complicações no parto:

O excesso de peso aumenta significativamente o risco de cesarianas, uma vez que partos normais podem ser mais difíceis em mulheres obesas, devido ao trabalho de parto prolongado e ocorrências como descolamento prematuro da placenta. Isso aumenta a probabilidade de infecções pós-operatórias e dificuldades na cicatrização.


  1. Anemia:

Curiosamente, a obesidade também pode estar associada a uma maior prevalência de anemia em gestantes. A anemia pode comprometer a oxigenação adequada dos tecidos e afetar a saúde tanto da mãe quanto do bebê.


  1. Problemas no desenvolvimento fetal:

Gestantes obesas estão mais suscetíveis a ter bebês com malformações congênitas, como defeitos no tubo neural, além de maiores chances de partos prematuros, o que pode comprometer o desenvolvimento pleno do feto.


  1. Obesidade infantil:

Estudos indicam que bebês de mães obesas têm maior probabilidade de se tornarem obesos na infância, perpetuando um ciclo de obesidade familiar que pode ser difícil de quebrar. Isso também aumenta o risco de outras condições crônicas, como diabetes tipo 2, desde cedo.


  1. Complicações pós-parto:

Mulheres obesas enfrentam desafios adicionais após o parto, como maior risco de infecções, especialmente em cesarianas, além de dificuldades de cicatrização e problemas como trombose venosa profunda.

 

Crescimento das taxas de obesidade nas gestantes brasileiras

A obesidade tem se tornado uma preocupação crescente em hospitais e maternidades no Brasil. Segundo a dra. Claudia, há um aumento significativo no número de gestantes obesas, particularmente em hospitais de referência, que lidam com casos de maior complexidade.

“Em muitas dessas unidades, já existem ambulatórios específicos para gestantes com obesidade mórbida, ou seja, aquelas com IMC igual ou superior a 40. Esses casos são especialmente preocupantes, uma vez que as comorbidades associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, tornam a gestação ainda mais desafiadora”, explica a médica.

Ela acrescenta que o aumento das cesarianas está diretamente relacionado à obesidade. "Temos revisado mensalmente nossas taxas de cesariana, e é notório que muitas das indicações cirúrgicas decorrem das complicações associadas à obesidade, como diabetes gestacional e hipertensão. Essas complicações também elevam o risco de infecção da ferida operatória e de complicações puerperais, como descontrole da pressão arterial e glicemia", destaca.

 

Obesidade e fertilidade: um obstáculo adicional

Além dos riscos durante a gravidez, a obesidade também pode dificultar o processo de engravidar. As mulheres obesas frequentemente enfrentam alterações hormonais que afetam a ovulação e o ciclo menstrual.

A síndrome dos ovários policísticos (SOP), uma condição frequentemente associada à obesidade, pode causar distúrbios ovulatórios e irregularidades menstruais, dificultando a concepção.

“A obesidade tem um impacto direto sobre a fertilidade”, observa dra. Claudia. “Muitas mulheres não percebem que o excesso de gordura corporal interfere na produção de hormônios importantes, como o estrogênio e a progesterona, que são essenciais para um ciclo ovulatório saudável. Além disso, o risco de abortos espontâneos é significativamente maior em mulheres obesas.”


A abordagem multidisciplinar: cuidando da saúde da mãe e do bebê

Diante de todos esses riscos, o acompanhamento pré-natal de uma mulher obesa deve ser cuidadosamente planejado e envolvido em uma abordagem multidisciplinar. Isso inclui:


Avaliação inicial e contínua: no início do pré-natal, a gestante passará por uma avaliação abrangente de saúde, incluindo o cálculo do IMC, histórico médico e presença de comorbidades. Consultas frequentes são essenciais para monitorar a evolução da gestação.


Plano alimentar e nutricional: o nutricionista desempenha um papel fundamental no controle de peso da gestante, oferecendo orientações alimentares que garantam uma nutrição adequada, sem ganho excessivo de peso.


Exercícios físicos adequados: sob a supervisão médica, a prática de atividades físicas leves e seguras pode ajudar a controlar o peso e melhorar a saúde cardiovascular da gestante.


Controle de doenças associadas: para gestantes com diabetes ou hipertensão, o controle rigoroso dessas condições será uma prioridade ao longo de toda a gestação.


Suporte psicológico: a obesidade pode trazer desafios emocionais, como baixa autoestima e estresse. O suporte psicológico é essencial para ajudar a gestante a lidar com essas questões e enfrentar a gravidez de forma saudável.


Preparação para o parto e pós-parto: é importante que a gestante esteja ciente das opções de parto e das intervenções que podem ser necessárias. O acompanhamento também se estende ao pós-parto, onde o foco é prevenir complicações como infecções e problemas de cicatrização.


Prevenção e cuidado são essenciais

Dra. Claudia enfatiza a importância de programas de prevenção e suporte para gestantes obesas. "Ao garantir que as mulheres recebam acompanhamento médico adequado desde o planejamento da gravidez, podemos reduzir os riscos e promover gestações mais saudáveis", conclui.

O cuidado personalizado e a conscientização sobre os riscos são passos fundamentais para melhorar os desfechos maternos e infantis em um cenário de aumento da obesidade no Brasil.




CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial

 

Outubro Rosa: mamografia ainda é exame essencial para identificação da doença

Especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz ressalta importância de prevenção


Criado há mais de 30 anos, o Outubro Rosa é a época de compartilhar informações para a conscientização sobre o câncer de mama. A prevenção primária e a detecção precoce ainda são as principais aliadas para a redução da incidência e na mortalidade pela doença. 

O câncer de mama é o tipo de tumor que mais acomete as mulheres no Brasil. Para cada ano do triênio 2023-2025 foram estimados pelo Ministério da Saúde 73.610 casos novos, o que representa uma taxa ajustada de incidência de 41,9 casos por 100 mil mulheres. 

Para detecção da doença, a mamografia continua sendo o melhor método para o rastreamento, especialmente em mulheres sem sintomas, como aponta a Dra. Maria do Socorro Maciel, mastologista e oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

“Estudos mostram a redução de mortalidade com a descoberta precoce do câncer. A mamografia é o exame principal que auxilia na detecção inicial dos tumores mamários,” disse a especialista. 

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia a cada ano a partir dos 45 anos até os 55. Já a Sociedade Americana de Cancerologia adverte que o exame seja feito anualmente acima dos 40 anos. 

Mamografia é um exame simples que consiste em um raio-X da mama e permite descobrir o câncer quando o tumor ainda é bem pequeno. 

“Muitas pacientes podem ignorar sinais de alerta, como nódulos, o que a mamografia pode identificar com mais precisão”, afirmou Maria do Socorro. 

A especialista também aponta outro indicador para mulheres procurarem um mastologista para fazer o exame, a incidência de casos de câncer de mama em outras mulheres da família. 

“Se você tem um histórico familiar de câncer de mama deve começar a fazer mamografia a partir de 10 anos abaixo da idade da mãe quando teve a doença”, explicou a mastologista. 

Testes genéticos também podem identificar mutações em pacientes com histórico familiar de câncer, mas, segundo a especialista, para esse tipo de exame as mulheres devem buscar acompanhamento com um oncogeneticista. 

Dra. Maria do Socorro também enfatizou que, além dos exames, a prática de atividade física e o controle da dieta são fundamentais para a prevenção do câncer de mama. 

“Atividade física é considerada muito como um anti-inflamatório e deve ser uma prioridade na vida das mulheres. As pessoas não marcam horários para fazer exames? Também devem reservar uma hora para fazer atividade física” afirmou. 

A médica afirmou que há relação entre obesidade e o risco de câncer, embora ainda não ficou constatado que não sejam fatores determinantes. 

“A obesidade é um risco adicional. O mais importante é entender que muitos fatores contribuem para o desenvolvimento do câncer, e é fundamental estar atento à saúde geral”, ressaltou a especialista.

 

Mitos e verdades 

O câncer de mama ainda gera dúvidas sobre o que é verdade e o que é mito a respeito da doença. 

Menopausa? “Chip da beleza”? Genética? Amamentação? São muitas as informações difusas que levam a conclusões erradas sobre o câncer de mama. Reunimos aqui, com informações do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o que é verdadeiro e o que não é sobre a doença:

 

“Menopausa tardia é período de risco de desenvolvimento de câncer de mama” 

VERDADE: A menopausa é um processo natural que ocorre com todas as mulheres e equivale a ausência de menstruação em período de 1 ano. O período que precede a última menstruação onde podemos ter irregularidade menstrual é o climatério. No período da menopausa ao redor dos 50 anos, coincide com o aumento da incidência dos casos de câncer de mama. A primeira menstruação precoce (< 9 anos) e menopausa tardia (> 55 anos) são fatores considerados de risco.

 

“Reposição hormonal é risco para o câncer de mama” 

Verdade: O uso da terapia de reposição hormonal, geralmente quando se associa o estrógeno e a progesterona ,acima de 5 anos, é considerada fator de risco para câncer de mama. Mas vale lembrar que não é fator causal, e se a reposição for necessária pelos sintomas oriundos da menopausa, a terapia hormonal deve ser indicada efetuando-se controle dos exames de imagem da mama.

 

 

“ ‘Chips da beleza’ previnem o câncer de mama” 

Mito: Os chamados “chips da beleza” não são reconhecidos pelo Conselho federal de medicina, sendo seu uso regular não autorizado.


“Fumar cigarros convencionais ou vapes não são fatores de risco de câncer de mama”
 

Mito: O tabagismo é classificado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) como agente carcinogênico para câncer de pulmão em humanos, portanto, cigarros e vapes – que contém nicotina e são vaporizadores – devem ser evitados como prevenção.

 

“Anticoncepcional causa câncer de mama” 

Mito: Estudos apontam que o uso a longo prazo de anticoncepcional oral pode aumentar o risco de câncer de mama. Porém este aumento de risco é muito pequeno quando comparado com pacientes que não usam o anticoncepcional oral Vale lembrar que anticoncepcional oral é uma forma de anticoncepção altamente eficaz e que seu uso também pode ser extremamente bem-vindo em condições como endometriose ou distúrbios hormonais. O seu uso não deve ser contraindicado, mas as pacientes devem ser informadas e discutir com seu médico qual a melhor forma de contracepção.

 

“Mutação genética aumenta chances de desenvolver câncer de mama” 

Verdade: Mutação genética germinativa (ou seja, genes que são transmitidos de geração em geração) correspondem à 10% dos casos de câncer de mama e aumentam de 50% a 80% o risco de desenvolver o câncer de mama durante a vida. O mapeamento genético pode ser importante aliado na prevenção e no tratamento em casos em que a história familiar de parentes com câncer de mama, ou mama e ovário ou outros tumores existem 

A pesquisa da mutação germinativa geralmente é efetuada em quem é portador do câncer, importante a orientação do seu mastologista e do oncogeneticista.


“Próteses de silicone aumentam o risco de câncer”
 

Mito: Não há relação do uso de próteses mamária de silicone com o risco de desenvolvimento de câncer de mama.

 

“Desodorante antitranspirante causa câncer de mama” 

Mito: Não há relação entre os sais de alumínio, presentes na formulação de alguns desodorantes, e o aumento do risco de desenvolvimento do câncer de mama. Nenhum estudo científico conseguiu estabelecer relação entre o uso desse produto e o risco de desenvolver a neoplasia. Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que o produto é seguro e que não existe relação entre a substância e o desenvolvimento do tumor.

 

“Atividades físicas ajudam a prevenir o câncer de mama” 

Verdade: A atividade física, quando praticada regularmente (no mínimo três vezes por semana com duração mínima de trinta minutos), traz diversos benefícios a curto e longo prazo para qualquer pessoa. Para prevenir o câncer de mama as mulheres devem iniciar uma mudança de hábitos em sua rotina, como praticar atividade física regularmente, ingerir alimentos saudáveis e realizar os exames preventivos, como a mamografia.

 

“Usar sutiã apertado causa câncer” 

Mito: Não há embasamento científico que relacione o uso de sutiãs apertados e o surgimento do câncer de mama.

 

“Todos os nódulos da mama são câncer” 

Mito: A maioria dos nódulos na mama correspondem a lesões benignas . Os cistos estão presentes em 60 % das mulheres e para efetuar o diagnóstico diferencial entre o nódulo verdadeiro e cisto o ultrassom das mamas é importante. Achando um nódulo, consulte um médico.

 

“Mulheres que amamentam têm menos chances de desenvolver câncer de mama” 

Verdade: Uma das orientações do Ministério da Saúde para prevenção do câncer de mama é o aleitamento materno. Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostram que o risco de desenvolver câncer de mama é cerca de 22% menor em mulheres que amamentaram.




Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Acesse o nosso site para saber mais: Link


 

 

Médicos, professores, engenheiros e advogados são profissões em alta demanda na Austrália

 

Divulgação Austrália

Profissionais de TI, contabilidade e mão de obra especializada também encontram boas oportunidades no país


A  Austrália é um destino atrativo para quem deseja estudar e trabalhar por lá, já que é um país com ótima qualidade de vida e boas oportunidades de emprego. “A Austrália oferece boas oportunidades para médicos, professores, engenheiros, contadores, profissionais de TI e advogados. Além disso, profissionais de ofícios como chaveiros, carpinteiros, eletricistas, mecânicos, pintores e encanadores também encontram ótimas chances. Todas essas profissões estão em alta demanda na Austrália”, destaca Michelle Helou, advogada referência e agente de migração focada em profissionais que desejam morar e trabalhar na Austrália.  

De acordo com a especialista para preencher as oportunidades é essencial ter algum conhecimento de inglês e experiência profissional. “Não é sempre necessário ter um diploma de ensino superior, mas ter algum nível de inglês é fundamental. Além disso, é possível participar de processos seletivos mesmo estando no Brasil, e grande parte dos trâmites de visto e revalidação profissional pode ser feita estando no Brasil, exceto para algumas profissões mais técnicas. Muitas empresas australianas estão abertas a patrocinar candidatos de fora, especialmente do Brasil, devido ao comprometimento dos brasileiros. Com isso, a pessoa pode conseguir o visto de patrocínio, que permite trabalhar na Austrália com o visto de trabalho adequado. Eu, como agente de migração, cuido de todo o processo de visto", ressalta Michelle Helou.  

Segundo a agente de migração, o visto de patrocínio é sem dúvida uma das melhores opções para quem quer trabalhar na Austrália. “O visto de patrocínio é excelente, pois permite que o empregador patrocine o candidato para ocupar uma das profissões em alta demanda possibilitando a entrada no país com o visto de trabalho. Assim, evita-se a necessidade de um visto de estudante, que impõe restrições nas horas de trabalho e exige que se esteja pagando e frequentando cursos para manter o visto válido”, finaliza a especialista.  

Para mais informações sobre o visto de patrocínio e oportunidades de emprego na Austrália, acesse https://www.instagram.com/amichellehelou/ 

 

Michelle Helou - advogada brasileira e australiana, agente de migração e criadora do Acing PTE, o curso preparatório mais completo e eficaz para a prova do PTE, uma avaliação de proficiência de inglês muito importante no processo de migração para a Austrália.Michelle presta consultorias e cursos para advogados e outros profissionais que desejam migrar para a Austrália.



5 dicas para manter o equilíbrio entre foco profissional e humanização no LinkedIn

Desde a sua fundação, o LinkedIn estabeleceu-se como uma plataforma centrada no networking profissional, onde a troca de experiências e conhecimentos empresariais prevalece. No entanto, nos últimos anos, observamos uma transformação significativa em seu conteúdo: posts pessoais, antes raros, tornaram-se mais frequentes. Essa mudança reflete uma tendência mais ampla de humanização nas redes sociais, mas também levanta preocupações sobre o equilíbrio entre a autenticidade pessoal e a manutenção da finalidade profissional da plataforma.

Historicamente, esta rede social serviu como um espaço dedicado à construção e manutenção de carreiras, facilitando conexões entre profissionais e empresas. No entanto, à medida que a vida pessoal e a vida profissional se entrelaçam, muitos usuários têm sentido a necessidade de expressar não apenas suas habilidades e realizações, mas também suas emoções, desafios e histórias pessoais. Esse movimento de humanização não é algo novo nas redes sociais; plataformas como Facebook e Instagram incentivam o compartilhamento pessoal como forma de criar vínculos mais próximos e genuínos.

Por outro lado, a natureza original do LinkedIn impõe certos limites ao tipo de mensagem que é considerada apropriada. A expansão do conteúdo pessoal na plataforma traz à tona o risco de que o LinkedIn se desvie de sua missão central, tornando-se uma extensão das redes sociais já existentes e que são focadas em entretenimento, onde a linha entre o profissional e o pessoal se dissolve, perdendo-se a funcionalidade específica da plataforma. 

O desafio é encontrar um ponto de equilíbrio: como permitir a expressão pessoal sem comprometer a seriedade e o propósito profissional que definem o LinkedIn? Para responder a isso, compartilho com vocês, caros leitores, 5 dicas para ajudá-los na hora de compartilhar itens na plataforma.

 

5 dicas para manter o equilíbrio no LinkedIn

 

1. Contextualize o pessoal no profissional: compartilhe histórias pessoais que tenham uma conexão direta com o seu desenvolvimento ou lições profissionais. Isso garante que o conteúdo se mantenha focado e relevante para a rede;

 

2. Mantenha a autenticidade: humanizar não significa compartilhar tudo. Seja genuíno, mas selecione o que realmente agrega valor ao seu público;

 

3. Priorize conteúdo profissional: lembre-se de que o LinkedIn é uma plataforma profissional. Mantenha o foco em conteúdo que contribua para debates e aprendizado no ambiente de trabalho;

 

4. Evite a polêmica desnecessária: ao tratar de temas pessoais, tenha cuidado para não gerar discussões que fujam ao propósito da plataforma, mantendo o ambiente saudável e produtivo;

 

5. Contribua para a comunidade: use suas experiências para inspirar e ajudar outros profissionais. Compartilhe insights que possam ter um impacto positivo na carreira de quem o segue.

 

O LinkedIn enfrenta uma encruzilhada. Por um lado, a humanização do conteúdo reflete a necessidade de reconhecer que os profissionais são, antes de tudo, pessoas com experiências e histórias que moldam suas carreiras. Por outro, é essencial preservar o foco da plataforma como um espaço voltado para o desenvolvimento profissional e o networking.

A solução talvez resida em uma moderação consciente e na autorregulação dos próprios usuários, que devem avaliar constantemente o impacto e a relevância do que compartilham. Afinal, o valor do LinkedIn está em sua capacidade de conectar profissionais de forma significativa e focada, sem cair na armadilha de se tornar uma "terra de ninguém" digital.

  

Virgilio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria


Responsabilidade fiscal preventiva

A discussão sobre os investimentos públicos e a dívida pública tem sido pauta recorrente nos debates sobre a economia e o desenvolvimento nacional. Contudo, muitas vezes, o foco exagerado no curto prazo leva à análise simplista dos números da dívida pública, sem levar em consideração o impacto que os investimentos orientados ao desenvolvimento humano e à melhoria das condições sociais e institucionais têm sobre sua trajetória de longo prazo. 

É fundamental que o planejamento público se descole da tentação de concentrar-se exclusivamente nos dados momentâneos da dívida e, em vez disso, adote uma visão estratégica de longo prazo. A análise econômica que privilegia unicamente o tamanho da dívida no presente desconsidera o efeito transformador de certos investimentos, que, ao reduzir as desigualdades e a conflitualidade social, acabam por criar condições propícias para o desenvolvimento econômico sustentável, com impacto direto na estabilidade fiscal. 

Investir em políticas públicas que garantam a efetivação dos direitos humanos, por exemplo, resulta, no longo prazo, em menos desigualdade, mais coesão social e uma significativa redução dos conflitos e tensões. Esses fatores são estabilizadores da dívida pública, pois diminuem a pressão por gastos emergenciais em áreas como segurança pública e sistemas de saúde sobrecarregados. Em vez de gastar recursos excessivos em medidas reativas, como o aumento da repressão ou o atendimento de crises sanitárias, o governo pode concentrar esforços em políticas preventivas. 

Um exemplo notável é o investimento em educação. Quando se destina verbas adequadas para a melhoria do sistema educacional, os efeitos a longo prazo são palpáveis: trabalhadores mais qualificados geram maior produtividade, o que impulsiona a economia e, por consequência, as receitas públicas. A longo prazo, isso fortalece as bases fiscais do país e melhora a sustentabilidade da dívida. 

A educação também tem outro impacto relevante: ela aprimora as instituições públicas, tornando-as mais eficientes, e fortalece a qualidade política dos governos, o que, por sua vez, reduz a corrupção e o desperdício de recursos. Políticos mais bem preparados e instituições mais robustas gastam melhor e de forma mais criteriosa, o que alivia a pressão sobre o orçamento público. 

Além disso, o famoso ditado "quem constrói escolas não precisa construir prisões" ilustra uma realidade óbvia, mas muitas vezes ignorada: políticas públicas que favorecem a educação e a inclusão social são poderosos redutores de criminalidade. Isso, por sua vez, alivia os cofres públicos de gastos excessivos em segurança, zeladoria urbana e sistema penitenciário. 

Investir em infraestrutura urbana, como iluminação pública, limpeza e manutenção de espaços, também é uma forma de economizar em longo prazo. Cidades bem cuidadas, com boa infraestrutura e políticas urbanas voltadas ao bem-estar dos cidadãos, enfrentam menos problemas de criminalidade e segurança. Esse tipo de investimento evita o aumento de gastos posteriores com repressão, construções de presídios e contratação de mais forças de segurança. 

Outro exemplo importante é o investimento em políticas ambientais e de adaptação climática. Os desastres naturais e as mudanças climáticas geram um impacto financeiro gigantesco, tanto na reconstrução de áreas afetadas quanto no pagamento de indenizações às vítimas. Políticas preventivas, como o fortalecimento de medidas de preservação ambiental e a adaptação de infraestruturas para lidar com os novos desafios climáticos, economizam bilhões de reais em gastos reativos no futuro. Essas medidas, além de promoverem sustentabilidade e justiça social, têm impacto direto na saúde fiscal do país. 

Portanto, os investimentos públicos feitos de maneira criteriosa, sob a égide da eficiência e de um planejamento de longo prazo, são estabilizadores da dívida pública e consistentemente alinhados à responsabilidade fiscal. A visão imediatista que se apega apenas ao tamanho atual da dívida ignora os efeitos de longo prazo de políticas de bem-estar social, educação, infraestrutura e preservação ambiental. 

O caminho para a estabilidade fiscal não reside unicamente em cortar gastos de maneira indiscriminada, mas em saber onde e como investir para gerar um ciclo virtuoso de crescimento e desenvolvimento. Um planejamento de longo prazo bem-feito não só estabiliza a dívida pública, como também eleva a qualidade de vida da população, promovendo um futuro mais justo e equilibrado para todos.

 

André Naves - Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos, Inclusão Social e Economia Política. Escritor, professor, ganhador do Prêmio Best Seller pelo livro "Caminho - a Beleza é Enxergar", da Editora UICLAP (@andrenaves.def).


A revolução do ensino: 4 aplicações da IA na educação


Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) se tornou uma das principais pautas em todo o mundo. Podemos dizer que o boom que esta tecnologia gerou, impulsionado pela nova onda da IA Generativa, foi tão grande que a sua aplicação se expandiu para diversos segmentos, chegando ao dia a dia das instituições de ensino. 

Com este movimento, rapidamente pais e pedagogos demonstraram certa preocupação acerca da utilização da IA nas salas de aula, afinal trata-se de uma tecnologia recente, ainda com poucos estudos sobre seus reais riscos e benefícios para o ensino. Mas diante do seu potencial inovador e transformador, a expectativa é que, conforme as pesquisas avancem, a IA possa trazer diversos ganhos para o processo de aprendizagem. 

O mercado de tecnologia tem avançado no desenvolvimento de soluções com IA para o setor educacional, e os ganhos em processos rotineiros têm sido palpáveis. A automação é uma das aplicações desta inovação que tem se destacado nas escolas. 

Pensando nisso, compartilho abaixo 4 possíveis usos da IA no contexto da educação:
 

Controle de presença

Tarefa muitas vezes realizada de forma manual e repetitiva pelos professores, o controle de presença dos alunos pode ser conduzido de forma mais ágil com apoio da IA. Por meio de soluções com reconhecimento facial, é possível realizar este processo de forma muito mais rápida na sala de aula, otimizando o tempo, que poderá ser melhor aproveitado.
 

Aplicação e correção de provas

O processo de aplicação de provas também pode ser otimizado com o uso de inteligência artificial. Já existem soluções que auxiliam os docentes a confirmarem a identidade dos alunos na aplicação de avaliações, inclusive em provas à distância, tornando este processo muito mais seguro. A trabalhosa tarefa de correção de provas regulares e de processos seletivos, que exigem bastante tempo e dedicação dos docentes, também pode ser aprimorada, com ganho de escala e agilidade. Um exemplo prático é a correção de redação em um processo seletivo, que pode ser feita em poucos segundos, usando IA.
 

Análise de documentos acadêmicos

No que diz respeito à gestão administrativa das instituições de ensino, um dos grandes desafios é lidar com o recebimento e processamento de uma grande quantidade de documentos. Com a ajuda da IA, é possível realizar a análise de documentação acadêmica de forma automatizada, averiguando a veracidade e validade dos dados, liberando assim o tempo dos profissionais para que possam se dedicar a tarefas mais estratégicas.
 

Personalização do ensino

Quando falamos sobre a implementação de soluções com IA no conteúdo das aulas, a adoção caminha de forma mais gradual. Afinal é preciso dedicar ainda mais cuidado com o uso de qualquer inovação que interfira diretamente na aprendizagem. Neste momento, é preciso avaliar, debater e testar o que de fato funciona e que pode auxiliar os estudantes no seu dia a dia, contribuindo para o seu desenvolvimento. 

O futuro é promissor, e acredito que temos diversas possibilidades de melhora do ensino brasileiro com esta tecnologia. Um exemplo é a personalização do conteúdo das aulas com base nas necessidades de cada estudante. Por meio da análise de diversos dados, é possível identificar lacunas e dificuldades de aprendizado, assim como o ritmo de cada aluno. Com isso, a tecnologia consegue propor atividades que serão mais valiosas para o aprendizado daquele aluno em específico. 

Muito mais do que um modismo, a IA tem mostrado seu potencial para a educação. Sem dúvidas o cenário ainda é complexo, já que, longe de ser um consenso, esse é um tema que deve continuar em debate nos próximos anos. Afinal, ainda existem diversas questões éticas envolvendo a IA - no âmbito educacional e fora dele - que precisam ser discutidas. 

Por isso, reforço o potencial que a IA tem a oferecer ao ensino, mas ressalto também a importância da sua adoção ser sempre pautada por princípios pedagógicos estruturados, com o apoio da opinião de especialistas. E para isso, é crucial que os profissionais da educação se informem e atualizem acerca dos seus principais usos, tendências e novidades. Afinal, a IA não vai substituir o professor, mas sim ser uma ferramenta complementar para aprimorar seu dia a dia, para que este profissional tão fundamental possa se dedicar ao que realmente importa: o ensino e a aprendizagem. 

Eduardo Pires - diretor de produtos para o segmento Educacional da TOTVS, elaborou um artigo destacando 4 aplicações do uso da tecnologia de Inteligência Artificial no setor Educacional.


CX é importante, mas ainda não alcançou o nível de maturidade em 70% das empresas

 Soluções tecnológicas como o NICE CXone elevam o nível da Experiência do Cliente em diversas camadas - do autoatendimento à interação com os agentes


O “Gartner IT Score for Customer Experience” revela que 70% das organizações ainda estão em estágios iniciais de maturidade da Experiência do Cliente, apesar de reconhecer sua  importância. Para aprimorar, estas empresas precisam acelerar seus processos com melhorias na colaboração, nas métricas e no reconhecimento.

Para contribuir com a construção de uma Experiência de Cliente de alto nível, as empresas fornecedoras de tecnologia devem dar suporte aos Contact Centers e aos CIOS sobre como aproveitar melhor os benefícios tecnológicos para que as interações com os consumidores sejam mais efetivas.

A consultoria afirma que, sem métricas adequadas e conhecimento do setor, diversas áreas organizacionais não entendem a importância do CX ou como melhorar as ações centradas nos clientes.

“Os dados do Gartner demonstram como é essencial que todas as áreas das empresas estejam alinhadas quanto à importância do relacionamento com o consumidor. Não se trata apenas da ação de um departamento isolado, mas de um ecossistema no qual todos contribuem para uma excelente Experiência do Cliente. Isso é o que garante que cada interação, direta ou indireta, reflita o compromisso com a satisfação e a fidelização”, explica André Fernandes, Diretor de Pré Vendas da NICE.

De acordo com o documento, para reverter essa situação, as empresas devem:

  • Criar uma narrativa convincente que conecte as iniciativas de CX às metas da organização para garantir que os executivos entendam e priorizem a Experiência do Cliente.
  • Concentrar-se em métricas de CX que demonstrem um impacto na receita e na retenção.
  • Envolver os agentes com recompensas e reconhecimento para criar uma cultura centrada no cliente que motive a obtenção de resultados.
  • Formar um comitê de CX de nível organizacional para alinhar e envolver diversas áreas e hierarquias corporativas no objetivo de amadurecer a Experiência do Cliente.

Além de organizar-se internamente, as empresas precisam escolher um bom parceiro de tecnologia. É certo que uma estratégia de CX competente necessita de soluções que criem um ambiente 360 de inovação para que toda a organização seja incluída.

“A Inteligência Artificial tem papel preponderante no projeto. Um ponto de muita importância é a utilização de IA específica para CX, evitando a IA genérica. Essa atitude trará grandes benefícios, segurança da informação, melhores práticas para os agentes e satisfação para os clientes”, diz André Fernandes.

Outros pontos importantes de cobertura para a criação de um projeto de CX eficiente é a adoção de assistentes virtuais e chatbots baseados em IA, que incrementam as interações com respostas ágeis e precisas no autoatendimento. Esse tipo de solução também melhora a eficiência operacional e libera os agentes para cuidar de interações mais complexas.
 
Optar por ferramentas omnichannel, como o NICE CXone, também eleva a Experiência dos Clientes. Com a utilização de inteligência artificial, a solução da NICE integra diferentes canais de atendimento, o que dá ao consumidor a escolha sobre qual canal de contato deseja utilizar para interagir com suas marcas favoritas.

Finalmente, a tecnologia correta dá às organizações a capacidade de captar dados e utilizá-los para uma análise preditiva de comportamentos futuros. Para André Fernandes, “a oportunidade de antecipar-se às necessidades dos clientes está no cerne de uma CX de alto nível, que com certeza se tornará um grande diferencial competitivo, já que personaliza o atendimento”.

Para conhecer o relatório completo do Gartner, clique aqui.


Ameaças digitais são tão preocupantes quanto assaltos a residências, aponta pesquisa da Allianz Partners

A segurança cibernética e os assaltos a residências são igualmente preocupantes para europeus e australianos, com quase 40% preocupados com ambas as ameaças. Os dados são do mais recente estudo Allianz Partners Customer Lab, uma pesquisa exclusiva com consumidores que analisa o comportamento e as necessidades dos consumidores em relação a casa, mobilidade, saúde e viagens. A edição de 2024 pesquisou 10.000 consumidores na França, Itália, Alemanha, Reino Unido e Austrália.

Os resultados revelam que os jovens adultos com filhos são os mais preocupados com essas questões. Quase metade das famílias pesquisadas está notavelmente preocupada com ambos, com seu nível de preocupação excedendo a média em 10 pontos percentuais. Essa preocupação elevada ressalta a necessidade crescente de soluções de segurança integradas que abordem as ameaças físicas e digitais em conjunto para oferecer proteção abrangente às famílias.

Ao mesmo tempo, o lar continua sendo um fator importante na vida cotidiana das pessoas. Um número significativo de 83% dos entrevistados valoriza a sensação de segurança em casa, acima dos 78% da pesquisa de 2022. Esse sentimento é particularmente forte entre as pessoas com 66 anos ou mais, com 87,4% priorizando a segurança doméstica, enquanto apenas 68,9% dos jovens (entrevistados da Geração Z) compartilham essa preocupação. Geograficamente, os entrevistados do Reino Unido atribuíram a maior importância à segurança doméstica, com 89,7%, enquanto apenas 77,6% dos entrevistados na França tiveram a mesma opinião.

Comentando a pesquisa, Genoveva Perez-Lijo, diretora de Easy Living, Dispositivos Móveis e Risco Digital da Allianz Partners, disse: “Na atual era digital em rápida evolução, é digno de nota que as preocupações com a segurança doméstica estejam mudando de ameaças tradicionais, como roubos a residências, para ameaças cibernéticas. O Risk Barometer da Allianz 2024 revelou recentemente que os incidentes cibernéticos foram identificados como o principal risco global para as empresas pelo terceiro ano consecutivo. Os dados do Allianz Partners Customer Lab refletem essas preocupações, destacando o crescente reconhecimento de que as ameaças cibernéticas são um risco importante para empresas e indivíduos em todo o mundo e a necessidade de medidas de segurança aprimoradas nos domínios físico e digital.”

Outras descobertas importantes da pesquisa do Customer Lab incluem:

- As preocupações com o cyberbullying são maiores entre a Família Millennials* (45,6%) do que entre a Família GenX** (34,4%).

- As mulheres (43,2%) se sentem mais vulneráveis a crimes cibernéticos, como roubo de identidade e uso indevido de dados, do que os homens (36,4%).

- Para pessoas com filhos, como a Família Millennials (42%) e a Família GenX (41,1%), ter uma casa monitorada e controlada por dispositivos inteligentes é uma prioridade. Em contrapartida, isso é menos importante para quem não tem filhos, com apenas 29,4% dos Millennials sem Filhos*** e 18,7% dos GenX sem Filhos**** compartilhando a mesma opinião.

 

Notas para o editor

*Família Millennials refere-se aos entrevistados com idade entre 26 e 40 anos e com filhos.

**Família GenX refere-se aos entrevistados com idade entre 41 e 56 anos e com filhos.

***Millennials sem filhos refere-se aos entrevistados com idade entre 26 e 40 anos sem filhos.

****GenX sem Filhos refere-se aos entrevistados com idade entre 41 e 56 anos sem filhos.

O Allianz Partners Customer Lab é um banco de dados quantitativo proprietário de percepções do consumidor. Os dados acima foram coletados entre 18 de abril e 17 de maio de 2024 em uma pesquisa com 10.000 consumidores na França, Itália, Alemanha, Reino Unido e Austrália.




Allianz Partners
https://www.allianz-partners.com.br/



Cookies de terceiros estão de volta: como isso afeta suas práticas de gestão de dados

Apesar das dúvidas e algumas marcas, veículos e ferramentas ainda estarem engatinhando na preparação a poucas semanas do então prazo final, a notícia de que o Google cancelou o fim dos cookies de terceiros no Chrome pegou o mercado de surpresa em julho. Se de um lado houve um grande alívio, pois muitas campanhas e estratégias puderam seguir seu curso costumeiro, de outro ficou a dúvida: o que será dos investimentos e mudanças adotadas para a utilização de dados first party? Foi tudo em vão?

A resposta mais direta é que não. Além da expectativa por mais movimentos do Google nesta área, tendências de mercado importantes se mantêm, impactando as estratégias de gestão de dados das marcas.

De início, precisamos levar em consideração que, embora o Google tenha cancelado o fim dos cookies de terceiros, colocou na mão dos internautas um recurso importante: a possibilidade de escolher explicitamente compartilhar ou não seus cookies com os anunciantes. Esse recurso em breve estará à disposição dos usuários e deve se tornar amplamente acessível à medida que novas atualizações do Chrome cheguem. Isso, por si só, é um forte indicador de que as marcas precisam continuar a buscar outras fontes de dados, sob pena de perder de vista uma parcela significativa do público.

À medida que este recurso avance e os usuários se acostumem a ele, esperamos que uma parcela significativa do público vede o uso de suas informações. Além disso, o Privacy Sandbox (iniciativa liderada pelo Google para criar padrões da web para que sites acessem informações do usuário sem comprometer a privacidade) continua em desenvolvimento e devemos ter mais novidades nos próximos meses.

Associado a isso, a demanda por mais segurança e controle de dados pessoais se mantém forte, pelo lado dos usuários e dos órgãos reguladores. Essa tendência já vem de alguns anos e não irá retroceder, alimentada pelo aumento da maturidade digital dos usuários e pelos ainda frequentes vazamentos de dados, além de potenciais mudanças regulatórias como foi o caso da LGPD no Brasil. Mesmo de um ponto de vista mais geral, o bom uso dos dados é algo que influi no relacionamento das marcas com seus consumidores e, assim, deve ser levado em consideração.

Vários dados confirmam esta tendência. Por exemplo, 77% dos brasileiros já desinstalaram apps por preocupação com dados pessoais e 69% dos entrevistados já deixaram de visitar uma página na internet pelo mesmo motivo (CETIC). Outro estudo, desta vez da Twilio nos EUA, apontou que 95% dos consumidores desejam mais controle de seus dados na internet. Segundo a Open Text, 82% dos consumidores brasileiros se preocupam sobre como as empresas usam seus dados. Outro dado que chama a atenção é que 96% dos brasileiros acreditam que as empresas não protegem seus dados pessoais, de acordo com estudo da IBM.

Os investimentos em dados first party continuam sendo fundamentais, embora a urgência agora seja menor. Eles oferecem mais controle em comparação aos cookies de terceiros e reduzem a dependência excessiva de parceiros. Além disso, os dados first party tendem a ser de maior qualidade, devido ao foco na coleta direcionada, permitindo que as marcas compreendam aspectos essenciais para seus negócios. Por exemplo, para uma marca do setor alimentício, dados de localização podem não ser tão relevantes quanto hábitos alimentares. Com dados first party, é possível desenvolver uma estratégia focada na coleta de informações específicas, enquanto os cookies de terceiros fornecem dados mais genéricos

Por fim, temos que levar em consideração que a adaptação técnica para o uso efetivo de dados first party não é algo simples ou barato. É necessário ter uma estratégia robusta, ferramentas adequadas e testes que levam algum tempo. Logo, simplesmente interromper iniciativas nesta área pode gerar prejuízos ainda maiores no futuro. Claro, frente a brusca mudança de cenário, cabe uma revisão do cronograma, mas esta é uma área que continua a merecer atenção.

Os investimentos em dados primários não foram em vão e continuam a ser um ativo estratégico das marcas, preparando o terreno – agora com mais calma – para um provável mundo de extremo cuidado com os dados pessoais. Em outras palavras, o cancelamento do fim dos cookies de terceiros não foi uma mudança de rota, apenas um desvio.





Nícolas Santos - Data Strategy Manager & Associate Partner da Cadastra, companhia global de estratégia, tecnologia, dados e marketing.

 

Desafios e perspectivas na pecuária de corte nacional


Com a previsão de produzir 11 milhões de toneladas de carne bovina em 2024, segundo o boletim Gain Report, do USDA, o Brasil reafirma posição entre os gigantes da pecuária mundial. Este cenário reflete não apenas o potencial produtivo nacional, mas também reforça o peso do agronegócio na Economia, hoje responsável por um PIB de R$ 2,5 trilhões.


Olhando para o futuro, o país deverá contar com um rebanho de 253 milhões de cabeças até 2030, com um volume crescente de bovinos terminados em confinamento. Demanda, essa, impulsionada por países como China, Egito e outros do Oriente Médio, o que abre novas oportunidades de exportação.

Continuar com a produção exponencial de carne bovina dependerá de avanços na eficiência produtiva do rebanho e adoção de inovações tecnológicas, além uma boa capacidade de resposta à crescente pressão por práticas sustentáveis.

À medida que a conscientização ambiental se intensifica, consumidores de países reguladores exigem dos produtores métodos capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e garantir a rastreabilidade dos produtos. Programas como o “Pecuária Baixo Carbono” (Programa ABC) são ótimos exemplos de adaptação a essas novas exigências.

Além disso, as inovações tecnológicas, com destaque ao uso de inteligência artificial e monitoramento remoto, deverão nortear a gestão das propriedades rurais. O melhoramento genético também será crucial, por meio do uso de biotecnologias para aumentar a resistência a doenças e melhorar a eficiência alimentar dos rebanhos e a qualidade da carne e precocidade.

Mas nem tudo poderá ser um mar de rosas, o aumento dos custos de produção pode afetar a demanda interna, levando os consumidores a buscar proteínas mais baratas. A mudança climática, por sua vez, também trará a incerteza das implicações dos eventos extremos na saúde dos rebanhos e na disponibilidade de pastagens.

Novas regulamentações ambientais e de bem-estar animal também moldarão a pecuária do futuro, exigindo adaptações e constante investimento no manejo racional. Tais transformações poderiam resultar em uma consolidação do setor, com grandes empresas ampliando operações, enquanto pequenos produtores enfrentarão dificuldades para se manterem competitivos.

Por fim, não podemos ignorar o impacto do cenário econômico e geopolítico global sobre os preços das commodities e a estabilidade dos mercados de exportação. Dentro da porteira, é imprescindível entender o ciclo pecuário para antecipar os momentos de alta e baixa dos preços do boi gordo e as oportunidades propiciadas em cada momento.

Em suma, a pecuária de corte no Brasil tem um futuro promissor, mas repleto de desafios que exigirão inovação e jogo de cintura. Para a pecuária brasileira continuar a se destacar no agronegócio global, é fundamental a todos os stakeholders unirem-se em prol de práticas sustentáveis, eficiência produtiva e gestão inteligente, assim, garantindo a competitividade do país no cenário internacional.


Valdomiro Poliselli Junior - titular da VPJ Pecuária e promotor do 27º Leilão VPJ Genética, que ocorre no dia 26 de outubro, com transmissão ao vivo pelo Connect Leilões, WV Leilões, MF Leilões, Ingado, Lance Rural e I Prime TV.


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