Pesquisar no Blog

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Descubra as maneiras de ir para Ushuaia partindo de São Paulo

Além do aéreo, o transporte terrestre também é alternativa para conhecer o “fim do mundo” 


Conhecida como o “fim do mundo”, Ushuaia é um destino fascinante, renomado por suas geleiras impressionantes, passeios inesquecíveis, paisagens de tirar o fôlego e uma gastronomia impecável que encanta todos os paladares.

Além das diversas atrações, a cidade se destaca pela variedade de acomodações. Os visitantes podem escolher entre charmosos chalés, aconchegantes cabanas nas montanhas ou sofisticados hotéis 5 estrelas, garantindo conforto e estilo durante a estada. Para os brasileiros que sonham em explorar essa joia argentina, há três rotas para chegar a Ushuaia. Além do aéreo, o transporte terrestre também é uma opção de rota para chegar ao “fim do mundo”.

“A maioria, cerca de 90% do público, acaba vindo de transporte aéreo, no entanto, há aqueles mais aventureiros que gostam de dirigir e vêm para cá de carro, assim como eu, que a primeira vez que vim a Ushuaia fiz 10 mil km em 50 dias”, comenta Mario Barros, fundador da agência Brasileiros em Ushuaia, especializada em atender turistas brasileiros no destino.

Confira as dicas partindo de São Paulo (SP):


AVIÃO 

A maneira mais prática de viajar de São Paulo (SP) a Ushuaia é por via aérea. A Aerolíneas Argentinas oferece voos para o destino com conexão em Buenos Aires, para uma parada técnica. O trajeto total, contando com a conexão, leva, em média, 10 a 12 horas, dependendo do tempo de espera entre os voos. O principal aeroporto de partida é Guarulhos (GRU), que disponibiliza diferentes opções de dias e horários. Atualmente, há seis voos semanais de São Paulo para Ushuaia com conexão na capital argentina. Durante o inverno, o número de voos tende a aumentar devido à alta demanda e podem surgir rotas diretas para o destino. 

Na Argentina, as conexões para quem vem de São Paulo são via aeroportos de Buenos Aires (Jorge Newbery ou Internacional de Ezeiza) e de lá para o aeroporto de Ushuaia, chamado oficialmente como Aeroporto Internacional Malvinas Argentinas. É um aeroporto de pequeno porte que opera voos, principalmente, para cidades como Buenos Aires, Córdoba e El Calafate.

Os valores das passagens aéreas de São Paulo para Ushuaia podem variar dependendo da época do ano, da antecedência da compra e da companhia aérea. Em média, os preços podem ficar entre R$ 1.500 e R$ 3.000 para passagens de ida e volta.


CARRO 

Para os que buscam uma experiência aventureira e possuem mais tempo para aproveitar, viajar de carro é uma ótima opção. O trajeto de São Paulo até Ushuaia é longo, com aproximadamente 5.500 km, e pode levar cerca de três dias de viagem. O percurso passa por paisagens deslumbrantes, incluindo montanhas, lagos e florestas. É importante, antes de partir com destino ao “fim do mundo”, verificar as condições das estradas e a documentação necessária para cruzar fronteiras. 

Durante o percurso até Ushuaia, há várias paradas que valem a pena. A primeira delas é Curitiba, no Paraná, uma excelente parada inicial para descansar e explorar pontos como o Jardim Botânico e o Parque Barigui. Em seguida, Florianópolis, em Santa Catarina, destaca-se por suas belas praias, tornando-se um ótimo lugar para relaxar e aproveitar a gastronomia local. 

Ao chegar em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, é possível cruzar a fronteira para a Argentina e desfrutar das paisagens argentinas. Se tiver tempo, uma visita a Mendoza é altamente recomendada, pois se trata de uma região vinícola que oferece vistas deslumbrantes das montanhas dos Andes. Por fim, El Bolsón, na Argentina, é uma charmosa cidade conhecida pelo seu clima acolhedor e produtos artesanais. Outra parada recomendada e obrigatória é em Punta Delgada, para pegar a balsa com destino à Bahía Azul. De lá, são cerca de seis horas até Ushuaia. 

Os custos de combustível para a viagem de São Paulo até Ushuaia ficam entre R$ 2.000 e R$ 5.000. Esses valores não incluem aluguel de carro, pedágios ou outros gastos durante a viagem.


ÔNIBUS 

Viajar de ônibus até Ushuaia leva aproximadamente o mesmo tempo que de carro, cerca de três dias. Essa opção é econômica e oferece a oportunidade de conhecer diversas cidades ao longo do trajeto. Empresas como a Crucero del Norte disponibilizam rotas que conectam São Paulo a Buenos Aires, permitindo que você aprecie as paisagens e a cultura de diferentes regiões.

Após chegar a Buenos Aires, é possível pegar outro ônibus para Ushuaia, completando a jornada até o “fim do mundo”. Essa alternativa não só reduz os custos de viagem, mas também proporciona uma experiência única, permitindo que você interaja com outros viajantes e aproveite cada parada ao longo do caminho.

As passagens de ônibus de São Paulo a Buenos Aires custa cerca de R$ 550. Da capital argentina até Ushuaia, é necessário pegar ônibus e balsa, um trajeto que leva cerca de 2 dias e 1 hora, com custo entre $200 e $320. Na cotação atual, de R$ 1.094,20 a R$ 1.750,72.


Ponto final: Ushuaia 

Chegando no destino, para tornar a experiência ainda mais completa, é importante organizar o roteiro com atividades variadas e garantir roupas adequadas, mesmo no verão as temperaturas em Ushuaia ficam entre 5ºC e 10ºC.

“Para evitar muita bagagem e excesso de peso, para aqueles que optarem pelo transporte aéreo, uma opção com bom custo-benefício é o aluguel de roupas especiais no próprio destino. O custo da diária das roupas pode variar entre R$50 e R$200, por exemplo”, orienta Barros, da Brasileiros em Ushuaia. A maior empresa de turismo brasileira fora do Brasil oferece uma estrutura própria, incluindo um Centro de Atividades e suporte para organizar passeios incríveis em Ushuaia. Além dos diversos passeios oferecidos, a agência possui uma loja de aluguel de roupas, garantindo que o visitante esteja sempre preparado para as condições climáticas variadas da Patagônia. Seja para uma trilha na neve ou um dia de exploração na cidade.

Mais informações sobre a Brasileiros em Ushuaia pelo site Link.


Sobre a Brasileiros em Ushuaia 

A Brasileiros em Ushuaia iniciou sua trajetória em 2010, quando Mario Barros e sua esposa Janaína decidiram passar suas férias em Ushuaia. Dois anos depois, optaram por retornar, mas dessa vez para permanecer. Hoje, a Brasileiros em Ushuaia emprega diretamente mais de 230 colaboradores, consolidando-se como a maior agência de turismo do mundo focada em brasileiros fora do Brasil. Atualmente, a empresa opera com duas agências em Ushuaia e outras duas em El Calafate, além de uma matriz no Brasil, oferecendo pacotes completos que incluem passeios, hospedagem, opções de voos, transfers, seguro-viagem e todo o suporte necessário, como lojas de aluguel de roupas e equipamentos de neve, proporcionando conveniência e conforto aos visitantes. Além das agências, a empresa possui um Centro Invernal em Ushuaia, conhecido como Park Austral, que funciona o ano todo. Em El Calafate, a Brasileiros em Ushuaia administra a Estância Tierras Patagônicas, uma fazenda que oferece diversas atividades para os turistas.


Mais de 60% dos brasileiros pretendem gastar até R$ 3 mil na Black Friday

Divulgação
Estudo realizado pela LWSA, aponta eletroeletrônicos, eletrodomésticos e roupas como itens mais desejados pelos consumidores

Cartões de crédito e Pix são as principais formas de pagamento; 83% pretendem parcelar as compras em até 12 vezes

 

A Pesquisa de Intenção de Compras, realizada por Tray, Bling, Melhor Envio e Vindi, marcas da LWSA, com mais de 3 mil pessoas em todo país, mostra que o consumidor brasileiro tem se preparado cada vez mais cedo para a Black Friday. De acordo com o levantamento, 62% dos consumidores pretendem gastar até R$ 3 mil nas promoções, enquanto 64,3% planejam as compras, 44% têm guardado dinheiro nos últimos meses e 20,3% vão reservar parte do 13o salário para aproveitar as ofertas.

Segundo o levantamento, 96% dos consumidores planejam fazer compras online na Black Friday 2024. Deles, 87% realizaram compras no mesmo período em 2023. Entre os produtos mais buscados, 51% afirmaram que devem comprar eletrônicos (Smartphone, computadores, TVs), 46% planejam a compra de roupas e 45% querem adquirir eletrodomésticos.

A maior parte dos consumidores (75%) disse que pretende fazer compras para a Black Friday em  marketplaces, seguido por sites próprios das marcas e quanto a forma de pagamento, 75% dos consumidores preferem pagar com cartão de crédito, 23,2% com PIX e 83% pretendem parcelar as compras em até 12 vezes. “Na Black Friday, o parcelamento no cartão de crédito é preferido por consumidores devido à possibilidade de diluir pagamentos sem comprometer o orçamento, além de maximizar benefícios como milhas e cashback. A confiança no cartão de crédito e a popularidade crescente do PIX, que oferece conveniência e gratificação instantânea, são fatores que destacam um consumidor que busca flexibilidade e controle financeiro. Do lado dos lojistas, essas modalidades aumentam o ticket médio, eliminam objeções de compra e garantem liquidez imediata, especialmente útil em períodos de alta demanda”, avalia Monisi Costa, diretora de Payments da Vindi. 

Redes sociais das marcas e anúncios são principal atrativo para consumidores

A pesquisa de Intenção de Compra para Black Friday 2024 mostra que os consumidores começam a pesquisar produtos e preços com antecedência. Para  57%, sites e redes sociais das empresas são a principal forma de se informar sobre os descontos.  Os perfis focados em promoções e descontos das redes sociais (24%), e-mails promocionais (37 %), sites de comparação de preços (25%), canais e/ou grupos no WhatsApp focados em descontos (20%), influenciadores digitais (18%) e informativos das lojas/marcas no WhatsApp (17%) são outros meios de pesquisa de promoções utilizados pelos consumidores.

Eles revelaram ainda os fatores que influenciam a compra: 65% citaram anúncios de internet,  59% as redes sociais e 19% os influenciadores digitais. “Neste período pré-Black Friday, conhecer os hábitos do consumidor e onde estão as fontes em que ele confia para decidir a compra é um grande diferencial para os lojistas. E a grande novidade que chama a atenção neste ano em relação ao anterior é a consolidação dos canais de ofertas nos aplicativos de mensagens, como o WhatsApp e Telegram. Isso mostra que em pouco tempo essa opção já figura na preferência do brasileiro, inclusive superando outras bem estabelecidas, como os influenciadores, por exemplo”, disse Marcelo Navarini, diretor do Bling.

Frete é fator decisório de compra 

Quase 60% dos entrevistados afirmam que o valor do frete é um fator muito importante e decisivo para as compras online. Quase 40% dos entrevistados não estariam dispostos a pagar um valor de envio mais caro para receber o seu produto com mais rapidez.

Entre os pontos listados na pesquisa sobre o que faria o consumidor desistir de comprar mesmo diante de uma boa oferta na Black Friday foram taxas de frete (57%), preços mais altos do que em períodos sem oferta (50%), não confiar na loja (45%), nota baixa em sites de reputação (43%), avaliações ruins nas redes sociais (42%) e desconto/oferta não ser atrativo o bastante para a Black Friday (40%). 

"Com a consolidação da Black Friday no Brasil, os consumidores passaram a analisar de forma cada vez mais criteriosa as ofertas para o período, buscando comparar preços, conhecer a reputação da empresa em sites de venda, entre outros pontos antes de decidir pela compra. Isso ressalta a importância do lojista destacar claramente os diferenciais e benefícios que oferece, garantindo uma comunicação eficaz das vantagens associadas à compra para seu cliente. Além disso, a data demonstra a necessidade dos lojistas cultivarem bom relacionamento com seus clientes e boas avaliações ao longo do ano para que as suas ofertas sejam potencializadas pelo respeito adquirido pela sua marca." analisa Thiago Mazeto, diretor da Tray.

Segundo o levantamento, 57% desistiram da compra devido às taxas de frete e 50% revelaram que não comprariam se os preços fossem mais altos do que em períodos sem oferta. “Durante a Black Friday 2024, oferecer frete grátis para produtos específicos ou para compras acima de um determinado valor cria um incentivo irresistível para que os consumidores finalizem suas compras, aumentando o valor do carrinho. Destacar a rapidez da entrega como um diferencial competitivo, promovendo prazos de entrega curtos e cumprindo-os de forma consistente, é importante porque vai fazer aquele cliente criar uma impressão positiva e ficar propenso a comprar novamente na mesma loja”, afirma Vanessa Bianculli, gerente de marketing do Melhor Envio. 

*Para o estudo, a pedido da LWSA, a Opinion Box entrevistou 3087 consumidores, com idade acima de 16 anos de todo o Brasil e de todas as classes sociais, entre 12 e 23 de setembro de 2024. A margem de erro da pesquisa é de 1,7 pontos percentuais.



LWSA
Para mais informações, acesse


Halloween dos currículos: 5 vilões que assombram recrutadores de TI na hora da contratação

Confira os principais erros que os profissionais de tecnologia cometem na hora de criar o CV e como driblar esses obstáculos

 

Currículos desatualizados e mal formatados podem comprometer as chances de sucesso em uma seleção. No mercado de tecnologia, onde a procura por vagas é competitiva e desafiadora, esses obstáculos merecem ainda mais atenção; erros cometidos pelos candidatos, muitas vezes imperceptíveis e aparentemente insignificantes, podem ter um impacto considerável no processo seletivo. 

 

“Este documento representa a primeira impressão que o candidato transmite ao recrutador. Por ser a principal forma de apresentação profissional, ele precisa ser claro, objetivo e isento de erros, aumentando assim as chances de ser selecionado para entrevista. Um pequeno descuido pode impactar negativamente a avaliação do perfil, levando à eliminação instantânea”, explica Samyra Ramos, gerente de marketing na Higlobe, fintech de recebimentos para brasileiros que trabalham remotamente para os EUA. 

 

Em clima de Dia das Bruxas, a especialista compartilha cinco vilões que aterrorizam o caminho de desenvolvedores que buscam uma vaga no mercado de tecnologia. Confira:

 

1- O zumbi das generalidades

Esse vilão é um clássico dos currículos que não dizem nada específico. São descrições, como "Experiência em desenvolvimento de software", que deixam os recrutadores se perguntando: "Mas o que exatamente ele faz?". No mundo do desenvolvimento, ser específico é a chave. Fale sobre as linguagens, frameworks, tecnologias que domina e cite projetos concretos. 

 

2- Assombração das falhas ortográficas

Um currículo cheio de erros ortográficos é como um filme de terror mal feito que causa sustos pelos motivos errados. Especialmente para os desenvolvedores que precisam demonstrar atenção aos detalhes, ter uma escrita correta é primordial. Por isso, revise o documento, use ferramentas de correção e, se possível, peça para alguém verificar. Saiba que pequenos erros podem custar muito, deixando a impressão de desleixo e falta de cuidado.

 

3- O vampiro da sobrecarga de informações

Esse vilão se alimenta de currículos que drenam a energia do recrutador com excesso de detalhes. Por mais que a tentação seja listar todas as conquistas e experiências desde que começou a programar, o currículo não deve ser um testamento interminável. Foque nos pontos mais relevantes para cada vaga, use uma linguagem concisa e lembre-se de que um documento eficaz é aquele que permite ao recrutador compreender as qualificações em poucos minutos.

 

4- A névoa da ausência de resultados

Os desenvolvedores que não mostram resultados práticos em seus currículos ficam perdidos na névoa, ocultando o impacto que geraram em projetos anteriores. É essencial ir além da descrição de tarefas e focar nas resoluções. Qual foi a melhoria que trouxe? Reduziu o tempo de execução de um sistema em 30%? Aumentou a eficiência de um processo? Mostrar números permite que os recrutadores vejam seu verdadeiro potencial.

 

5- O Frankenstein das soft skills mal costuradas

Por fim, temos o monstro que emerge da colagem de habilidades genéricas, desconexas e muitas vezes irrelevantes. Destacar soft skills como "trabalho em equipe" e "boa comunicação" é importante, mas é preciso contextualizá-las. Explicar como elas foram aplicadas em projetos específicos ajuda o recrutador a entender o impacto real do candidato. Em vez de listá-las de forma solta, conecte as habilidades de modo orgânico, demonstrando como elas contribuem para o perfil profissional de forma coerente e relevante.

 


Higlobe, Inc.


segunda-feira, 21 de outubro de 2024

SOL EM ESCORPIÃO: VEJA COMO APROVEITAR ESSA ENERGIA



Período astrológico muda na terça (22) e traz energia de renovação, segundo a consultora esotérica Nina D´Oyá Igbalé

 

O trânsito do Sol por Escorpião, que ocorre entre 23 de outubro e 21 de novembro, é considerado um dos momentos mais intensos e transformadores, este período traz uma energia poderosa de renovação, introspecção e mudanças significativas. Regido por Plutão e Marte, Escorpião simboliza poder, transformação e a coragem de enfrentar desafios emocionais. 

"Esse trânsito astrológico intensifica características do signo de Escorpião, como profundidade emocional, mistério e o desejo de se reinventar", explica Nina D’Oyá Igbalé, consultora esotérica da Astrocentro. 

Segundo Nina, este é um momento de introspecção, ideal para explorar emoções e confrontar medos. O Sol em Escorpião oferece uma oportunidade única de transformação em diversas áreas da vida, incluindo relacionamentos, carreira e saúde emocional. 

Para se aproveitar dessa energia, Nina destaca algumas dicas, veja: Pratique a auto-reflexão: Reserve um tempo para pensar sobre suas emoções, desejos e objetivos. Journaling pode ser uma ótima ferramenta para isso.
 

● Aceite a intensidade: Não fuja das emoções profundas. Aprenda a acolhê-las e a trabalhar com elas de maneira construtiva.
 

Esteja aberto à mudança: Abrace as transformações que surgirem. A mudança pode ser desafiadora, mas também é uma oportunidade de crescimento.
 

● Cultive relacionamentos saudáveis: Este é um bom momento para revisar suas relações e cortar laços que não trazem mais felicidade.
“Se você estiver disposto a enfrentar seus medos e abraçar mudanças, poderá emergir desse ciclo mais forte e renovado”, finaliza a consultora.


 

Astrocentro 


Câncer de ovário é o 8º tipo de tumor mais comum entre as mulheres brasileiras

Doença está entre as principais causas de mortalidade relacionadas ao câncer 

 

O câncer de ovário é uma doença complexa que afeta cerca de 7.310 mulheres no Brasil anualmente, sendo esse o oitavo câncer mais incidente nas mulheres e o segundo no ranking dos cânceres ginecológicos. Apesar de existirem diversas opções de tratamento disponíveis, muitas pacientes ainda enfrentam dificuldades no acesso a essas terapias, especialmente as mais modernas. 

Em tratamento contra um câncer de ovário desde 2022, a advogada baiana Aline Deda Machado, de 45 anos, vivia uma rotina profissional e pessoal intensa quando foi surpreendida com o diagnóstico após notar um inchaço na barriga e um desconforto pélvico. 

“O câncer de ovário, por ser menos falado, muitas vezes é negligenciado por mulheres que tenham pouco acesso à informação e por isso precisamos de mais campanhas para que outras mulheres não passem pelo que eu passei”, comenta Aline. 

Após duas cirurgias e quimioterapia, Aline faz hoje um tratamento de manutenção, que a ajuda a ter qualidade de vida e controlar a progressão da doença. “O medicamento tem sido, até hoje, uma parte crucial do meu plano de tratamento, ajudando a impedir que as células cancerosas se recuperem e se multipliquem”, conta Aline. 

Apesar de eficaz, muitas pacientes ainda enfrentam dificuldades no acesso a terapias mais modernas como a de Aline. Recentemente, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu recentemente a Consulta Pública nº 68 para discutir a incorporação de niraparibe como tratamento de manutenção para as pacientes com o câncer de ovário avançado com mutação BRCA, no SUS. 

Segundo o médico oncologista Dr. Fernando Maluf, cofundador do Instituto Vencer o Câncer e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, estudos mostram que até 85% das pacientes com câncer avançado apresentam recorrência mesmo após obter resposta completa ou parcial com quimioterapia associada à cirurgia, o que justifica a necessidade de ampliar o acesso a novos tratamentos. 

“O número de óbitos causados pela doença chega a 4 mil por ano no Brasil. Isso evidencia a necessidade de abordagens terapêuticas inovadoras e seguras que não apenas prolonguem o tempo livre de progressão, mas também reduzam a chance de recorrência, minimizando complicações mais graves e a necessidade de tratamentos adicionais, como cirurgias, quimioterapia e internações”, enfatiza o Dr. Maluf. 

Ainda de acordo com o oncologista, a ampliação do acesso às novas terapias é vital para assegurar que todas as pacientes, independentemente de sua condição socioeconômica, possam ter acesso aos melhores tratamentos. “A participação e engajamento da sociedade na consulta pública é um passo essencial para fazer com que essas novas opções de tratamento sejam incluídas no sistema público de saúde e garantam mais qualidade de vida a pacientes com câncer de ovário”, complementa.


No Mês da Menopausa, especialista alerta: falta de informação ainda é um obstáculo para muitas mulheres

CEO da Menospausa, Leila Rodrigues pesquisa sobre o tema desde 2017 e traz dados importantes: apenas 15% das mulheres afirmam compreender plenamente a menopausa

 

A busca pelo termo “menopausa” cresceu 185% no Google entre setembro de 2014 e setembro de 2024. Embora o interesse pelo tema pareça estar aumentando, a desinformação ainda é um obstáculo. De acordo com Leila Rodrigues, CEO da Menospausa, a falta de conhecimento entre as mulheres é alarmante: apenas 15% das participantes de uma pesquisa online afirmaram ter pleno entendimento sobre a menopausa, enquanto em um estudo de campo, esse número é ainda menor, com apenas 3% relatando conhecimento completo sobre o que acontece com seus corpos durante esse período.

"O aumento de interesse e o aparecimento do assunto na mídia é significativo, pois até pouco tempo atrás a menopausa era um tema ignorado. Mas a menopausa real, aquela que as mulheres vivenciam no cotidiano, é muito diferente da retratada nas telas”, comenta. “Já ouvi relatos de mulheres que pensaram estar tendo um infarto quando o primeiro fogacho chegou, tamanho o desconhecimento que tinham”, complementa.

Há sete anos, Leila tem conduzido pesquisas sobre menopausa, incluindo um levantamento de campo com mais de 600 mulheres em Minas Gerais, entre 2017 e 2023, e uma pesquisa online em seu Instagram, realizada no primeiro semestre de 2024. Na rede, a executiva construiu uma comunidade de mais de 190 mil seguidores com o objetivo de desmistificar a menopausa com informações acessíveis e práticas.

Embora sejam públicos distintos, alguns dados chamam a atenção pela repetição com que aparecem. Na exploração presencial de Leila, a palavra usada pela maioria das mulheres para descrever como se sentiam naquele momento foi “exausta”, seguida de “sozinha” e “perdida”. Na pesquisa online, as palavras se repetiram, mudando apenas a ordem. “Perdida” foi a mais usada, seguida de “exausta” e “sozinha”.

Esses sentimentos se justificam quando essas mulheres respondem qual é o seu nível de conhecimento sobre a menopausa. A compreensão sobre o tema é limitada, bem como sobre as possibilidades de tratamento: na pesquisa online, 55% das mulheres disseram não saber o suficiente sobre a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) para decidir sobre seu uso. No estudo de campo, 28% afirmaram ter conhecimento insuficiente sobre TRH.

A Terapia de Reposição Hormonal é um tratamento médico que consiste na administração de hormônios, como estrogênio e progesterona, para aliviar os sintomas da menopausa e equilibrar os níveis hormonais no corpo.


Educação em menopausa para as empresas

Para mudar esse cenário, Leila Rodrigues fundou a Menospausa. A empresa, formada por ela e uma equipe de profissionais mulheres da área da saúde, tem como objetivo levar informação sobre o tema para um dos ambientes em que as mulheres mais encontram obstáculos quando chegam à menopausa: o trabalho.

Embora o âmbito pessoal também seja fortemente atravessado pela queda hormonal que acontece naturalmente com a idade, é no trabalho que os sintomas mais atrapalham. Dos fogachos às falhas na memória, esses sintomas levam muitas mulheres a pedir demissão ou transicionar de carreira. Segundo Leila, isso acontece porque nem as mulheres nem as organizações estão preparadas para lidar adequadamente com a menopausa.

Nas entrevistas que realizou em Minas, Leila descobriu que a irritabilidade é o principal sintoma psíquico que aparece, seguido de oscilações de humor, angústia e necessidade de se isolar. “Algumas contam, bem baixinho para ninguém ouvir, que perderam o “timing” de executar tarefas rotineiras, estão mais lentas e temem que isso seja prenúncio de algo pior. A memória falha, também acarreta outros problemas como culpa, vergonha e medo de doenças mais sérias”, revela.


Preparar o ambiente, flexibilizar a rotina e treinar as equipes

Na consultoria que presta às empresas, a equipe da Menospausa faz um diagnóstico completo, seguido de orientações que podem ser seguidas pelas organizações para acolher e facilitar a vida das colaboradoras que estão na menopausa. 

Preparar adequadamente o ambiente, flexibilizar os horários para que elas possam praticar exercícios físicos (algo que ameniza muito os sintomas) e treinar as equipes de Recursos Humanos ou psicólogos são alguns exemplos de direções apontadas por Leila e seu time. 

“Às vezes, só proporcionar um momento de conversa entre as colaboradoras já faz diferença. Porque quando uma mulher chega nessa fase, muitas vezes ela não sabe a quem recorrer”, comenta.

Para Leila, a menopausa é o próximo tabu a cair. E levar essa pauta para o ambiente corporativo é um passo necessário e definitivo para que isso aconteça.

 

Dados adicionais: 


  • Pesquisa presencial (Minas Gerais): 
      • 85% das mulheres se descreveram como "exaustas".
      • 63% relataram fogachos intensos.
      • Apenas 3% têm pleno conhecimento sobre a menopausa.
      • 32% das mulheres relataram constrangimento relacionado à baixa libido. 
  • Pesquisa online (Instagram): 
    • 78% afirmaram sentir cansaço constante.
    • 68% relataram mudanças de humor frequentes.
    • 25% mencionaram dificuldades com a libido.
    • 39,3% não fazem nenhum tipo de tratamento para a menopausa.

 

Leila Rodrigues - fundadora da Menospausa, empresa dedicada a apoiar mulheres durante o climatério e a menopausa. Com mais de 25 anos de experiência como empresária no setor de tecnologia, Leila agora concentra seus esforços na disseminação de conhecimento sobre essa fase crucial da vida das mulheres, oferecendo consultoria, palestras e treinamentos voltados para empresas, operadoras de saúde e órgãos públicos. A Menospausa busca desmistificar a menopausa e promover bem-estar e produtividade, contribuindo para um ambiente corporativo mais inclusivo e preparado para lidar com essa etapa da vida feminina. Leila também é autora do livro “Hormônios me ouçam!" e compartilha diariamente conteúdos sobre o tema nas redes sociais.



COCEIRA ÍNTIMA? ESPECIALISTA EXPLICA POSSÍVEIS CAUSAS DE INCÔMODO QUE ATINGE MILHARES DE MULHERES

Coceira constante de ex-participante do reality show ‘A Fazenda 16’, Raquel Britto, virou alvo de discussão nas redes sociais e chamou atenção para importância de cuidados íntimos  


Nos últimos dias, a ex-participante do reality show ‘A Fazenda 16’, Raquel Brito, viralizou nas redes sociais por coçar constantemente suas partes íntimas durante a sua participação no programa. De acordo com a sexóloga da Rilex, Li Rocha, esse incômodo que é tão comum entre as mulheres pode ser causado por diversos fatores, porém, é importante estar atento aos sinais e aos cuidados necessários para cada caso. 

“Uma das principais causas da coceira vaginal é a alergia na região íntima, o que muitas vezes acontece pelo uso de alguns produtos íntimos, sabonetes, calcinhas de material sintético, entre outros. No entanto, ela também pode ser causada por candidíase, câncer vaginal, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) ou até mesmo pela baixa imunidade que deixa o PH desequilibrado e isso favorece a proliferação de fungos. É importante ressaltar também que quando a nossa imunidade está em dia temos menos chances de sermos expostos a ISTs”, comenta a especialista.

Além da coceira, é importante estar atento a outros sintomas que possam estar interligados a ela como vermelhidão ou inchaço do local, placas esbranquiçadas na vagina, corrimento, cheiro intenso, dor ou queimação ao urinar e a presença de pequenas bolinhas na vagina. “Ao sentir essa coceira nas partes íntimas, principalmente se estiver acompanhada por outros sintomas, é importante consultar um ginecologista para identificar a causa e iniciar o melhor tratamento que pode envolver a realização de banho de assento, uso de pomadas ou de antibióticos, entre outros medicamentos”, explica Li Rocha, acrescentando que apesar de comum, esse incômodo muitas vezes é tratado como um tabu e ignorado por grande parte das pessoas. 

“A coceira vaginal e outros incômodos que envolvem a região íntima, não devem ser tratados como piada ou ignorados. Tanto o homem quanto a mulher que sente algum desconforto nas partes íntimas precisa sim procurar ajuda, investigar e tratar. Isso não deve ser considerado algo nojento ou inadequado e sim um sinal que deve ser levado em consideração”, reforça a sexóloga, pontuando alguns cuidados que podem ser realizados para evitar esse tipo de incômodo. 

“Para evitar a coceira na vagina e na vulva é fundamental manter uma boa higiene íntima, evitar o uso de calças muito justas, trocar o absorvente a cada 4 ou 5 horas, porque a vagina fica em contato direto e constante com fungos e bactérias presentes na região íntima e também usar preservativo durante as relações, para assim evitar a contaminação com as ISTs”, comenta Li Rocha. 



Rilex
www.userilex.com.br
linktr.ee/userilex


Proteínas presente no esmalte dentário ajuda na prevenção de doenças, mostra novo estudo

Getty Images
Dentista especialista em saúde integrativa explica a relação da saúde bucal com a saúde do organismo

 

Uma nova abordagem para estudar o esmalte dos dentes pode oferecer aos cientistas uma oportunidade de compreender de forma mais aprofundada a saúde das populações humanas. É o que concluiu um estudo publicado no final de setembro na revista científica Journal of A Archeological Science. Para a realização da pesquisa, foram examinadas duas proteínas imunológicas que se encontram no esmalte dentário de humanos, que é a imunoglobulina G, um anticorpo que combate as infeções, e a proteína C reativa, que está presente durante a inflamação no organismo. De acordo com a dentista biológica integrativa, dra. Sandra Chagas, a nossa saúde bucal carrega informações valiosas sobre a saúde restante do corpo, e agora, com este novo estudo, é preciso levar a relação boca-corpo mais a sério. 

De acordo com as descobertas, as proteínas imunitárias presentes no esmalte dos dentes podem fornecer informações mais específicas sobre a saúde do que as que os cientistas conseguem obter ao observarem as alterações estruturais nos ossos ou nos dentes. Isso porque muitas doenças não deixam vestígios visíveis no esqueleto, enquanto as proteínas dos dentes podem registar respostas a doenças ou inflamações.

Segundo os pesquisadores, esse método também tem o potencial de alimentar descobertas sobre os efeitos do stress, das doenças e do estilo de vida nos humanos modernos.

 

Imunoglobina G e prevenção de doenças 

A imunoglobulina G (IgG), que está presente no esmalte dentário, é um tipo de anticorpo essencial para o sistema imunológico, sendo fundamental no combate a infecções. A IgG é a imunoglobulina mais abundante no sangue e nos fluidos corporais, representando cerca de 70-75% dos anticorpos em circulação. 

“Ela desempenha um papel importante na resposta imunológica ao se ligar a patógenos como vírus, bactérias e fungos, neutralizando-os ou facilitando sua eliminação. A IgG também promove a fagocitose, um processo no qual células do sistema imunológico (como macrófagos) englobam e destroem os microrganismos”, explica a especialista. Além disso, a IgG ativa o sistema complemento, que ajuda a destruir microrganismos e células infectadas.

 

Proteína C reativa 

De acordo com a especialista, a proteína C reativa é produzida pelo fígado e liberada no sangue em resposta à inflamação. Ela é um marcador importante utilizado em exames laboratoriais para detectar a presença de inflamação ou infecção no organismo. “Quando há uma inflamação aguda, como em infecções, lesões teciduais ou doenças crônicas inflamatórias (como artrite reumatoide ou doenças cardiovasculares), os níveis de PCR no sangue aumentam rapidamente”. 

Essas descobertas são de extrema importância para os cuidados com a saúde, isso porque as proteínas imunitárias presentes no esmalte dos dentes poderiam fornecer informações mais específicas sobre a saúde do que as que os cientistas conseguem obter. Os pesquisadores explicam ainda que muitas doenças não deixam vestígios visíveis no esqueleto, enquanto as proteínas dos dentes podem registar respostas a doenças ou inflamações. 

Dra. Sandra explica que, muito além do esmalte dentário, todos os procedimentos que realizamos na boca tem alguma interferência no restante no nosso organismo. “Os nossos dentes estão ligados a todo o nosso organismo. Por isso, uma inflamação no dente é capaz de causar uma série de problemas, como alterações neurocomportamentais, alterações cardíacas, alterações cerebrais, imunológicas, hormonais e até intolerâncias alimentares. Por isso, precisamos estar sempre atentos à nossa saúde bucal e agora, com este novo estudo, preservar o máximo o nosso esmalte dentário”, pontua a especialista. 



Dra. Sandra Chagas - Com 40 anos de experiência como cirurgiã-dentista pela USP e especialista em odontologia biológica, a Dra. Sandra Chagas se destaca como autoridade em saúde integrativa. Seu canal no YouTube, “Dra. Sandra Chagas”, com 420 mil inscritos e quase 2 mil vídeos, a consolidou como referência em temas como desparasitação, inflamação, saúde digestiva e hepática. Além disso, possui uma grande comunidade de seguidores nas redes sociais com mais de 240 mil followers no Instagram. Sua vasta formação inclui pós-graduação em nutrição e atuação como terapeuta sistêmica integrativa, especialista em modulação hormonal e nutracêuticos, além de terapeuta neural. Autora do livro digital "O que há por trás da doença", a Dra. Sandra já impactou mais de 3 mil pessoas em todos os continentes com seus programas.
@Drasandrachagas


Dia Mundial e Nacional de Combate à Osteoporose

Mulheres a partir dos 50 anos têm mais chances de desenvolver a doença, alerta FEBRASGO

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que cerca de 50% das mulheres a partir dessa faixa etária devem sofrer uma fratura osteoporótica em algum momento ao longo da vida.
 

Conhecida também como doença osteometabólica sistêmica, a osteoporose é caracterizada pela redução na densidade e na qualidade óssea, e entre as consequências mais graves pode ocasionar fraturas. Neste Dia Mundial e Nacional de combate à Osteoporose, 20 de outubro, a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) reforça a importância da conscientização da população para prevenção e diagnóstico precoce, especialmente para mulheres a partir dos 50 anos de idade. 

Entre os principais fatores que contribuem para o seu desenvolvimento da doença entre as mulheres está a mudança hormonal que acontece durante o período do climatério e menopausa. A Doutora Patrícia Leite da Comissão Nacional Especializada em Osteoporose da FEBRASGO, explica que nesta fase o ovário deixa de produzir esteroides sexuais. “Com a falta de estrógeno, conhecida como hipoestrogenismo, há um aumento do número e da sobrevida de osteoclastos, responsável pela reabsorção óssea. Por consequência, o paciente apresenta perda óssea, e torna-se mais suscetível a fraturas”, explica. 

Para que o diagnóstico seja realizado de maneira precoce, a especialista reafirma a importância do acompanhamento ginecológico durante as mais diferentes fases da vida da mulher. “Dificilmente, a paciente terá sintomas na fase inicial da doença. Por isso, é importante que ela realize consultas periódicas e tenha acompanhamento médico, especialmente no climatério e menopausa. Se for necessário, recomenda-se a reposição hormonal”, diz. 

Além disso, a médica esclarece que é importante estar atenta aos fatores de risco como sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, diabetes, deficiência de cálcio e/ou vitamina D, baixa produção hormonal e alimentação inadequada. E, quando há uma suspeita, o exame mais indicado é o de densitometria óssea. 

“Infelizmente, o paciente acaba procurando o profissional da saúde quando começa a apresentar fraturas recorrentes, o que indica o diagnóstico tardio da doença. A prevenção depende de hábitos saudáveis constituídos ao longo da vida como praticar atividade física e manter uma alimentação equilibrada. Hoje é possível suplementar a alimentação com vitaminas e minerais caso exista alguma deficiência. Estamos vivendo mais e precisamos aprender a viver melhor”, finaliza a Dra. Patrícia.


Conhecer reserva de folículos é fundamental para planejar gravidez

Médico ginecologista da Origen BH comenta sobre 'estoque' de óvulos que já nasce com a mulher 

 

Muitas mulheres desconhecem que têm uma reserva de óvulos determinada no seu nascimento. A chamada reserva ovariana é o “estoque” de folículos com potencial para ovular, presente nos ovários. Para aquelas que sonham em ter filhos, o primeiro passo é conhecer sua reserva ovariana para entender sua realidade e chances de ter uma gravidez natural.

A maioria das mulheres geralmente nasce com um estoque que varia entre 1 milhão e 2 milhões de folículos. Mas este número, no entanto, diminui até a puberdade, para cerca de 400 mil. E, a cada ciclo menstrual, os folículos disponíveis que não se desenvolvem, são eliminados, reduzindo, assim, essa reserva.

De acordo com o ginecologista da clínica Origen, Rodrigo Hurtado, mestre e doutor em Saúde da Mulher e professor do Departamento de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), diferentemente do homem, que produz espermatozoides ao longo de toda a vida, a mulher já nasce com seu estoque de folículos determinado. E ainda diminui essa quantidade com o passar dos anos. “Além disso, a qualidade dos óvulos muda, por causa do envelhecimento natural das pessoas. E todas essas mudanças impactam diretamente nas taxas de gravidez, aumento no risco de aborto e nascimento de crianças com alterações cromossômicas, entre outras questões”, explica.

De acordo com Hurtado, o fator de maior impacto da capacidade reprodutiva de um casal é a qualidade dos óvulos. E essa qualidade, assim como a quantidade, diminui drasticamente com a idade. “O congelamento de óvulos, portanto, minimiza essa perda de capacidade reprodutiva porque garante um número de óvulos suficiente para fazer tentativas de fertilização in vitro e qualidade muito superior em comparação a óvulos mais velhos. E nesse contexto, as técnicas de vitrificação e desvitrificação ultra rápidos têm se mostrado superiores às técnicas de congelamento convencionais”, acrescenta.

Além do envelhecimento natural dos gametas, outras condições também podem levar à diminuição da reserva ovariana, como a chamada falência ovariana precoce (FOP), conhecida também como insuficiência ovariana primária ou menopausa precoce, caracterizada pela falência da função dos ovários antes dos 40 anos. A FOP pode ser provocada por diferentes condições, como  distúrbios genéticos ou tratamentos para o câncer, ou pode ser idiopática, ou seja, ocorrer por causas desconhecidas.


Tratamento – A falência ovariana precoce pode vir acompanhada de sintomas como ressecamento e perda da elasticidade da vagina (que leva à dor ao ter relação sexual), irregularidades menstruais (ciclos mais longos ou mais curtos que o que vinha ocorrendo), sensação de calor no corpo às vezes com sudorese abundante, perda de libido e irritabilidade. O tratamento mais comum é a reposição hormonal, especialmente de estradiol, que tem potencial para reverter os sintomas e resultar numa melhor qualidade de vida.

“Não há como reverter uma baixa reserva mas, se sabemos que ela está presente, conseguimos nos organizar, seja por meio da tentativa de gravidez espontânea o mais cedo possível, seja pelo congelamento de óvulos”, diz o ginecologista. Para congelar os óvulos, as pacientes recebem medicamentos hormonais com o objetivo de estimular o desenvolvimento de mais folículos, a estimulação ovariana. O desenvolvimento é acompanhado por exames de ultrassonografia, que indicam o momento ideal para que seja induzido o amadurecimento final dos óvulos. “Após a indução, os óvulos maduros são coletados por punção folicular. Os óvulos são então identificados em laboratório e congelados. Quando há desejo da mulher em engravidar, seus óvulos são descongelados e usados no tratamento de reprodução assistida, via fertilização in vitro”, explica Rodrigo Hurtado.


Como conhecer sua reserva - Para conhecer melhor sua reserva ovariana, a mulher pode solicitar ao(à) seu (sua) médico(a) exames como a ultrassonografia transvaginal para a contagem dos folículos nos ovários; dosagem do hormônio antimülleriano; e FSH (folículo hormônio estimulante) associado ao estradiol (esses, no 2º ou 3º dias do ciclo menstrual).

“Tirar essas e outras dúvidas sobre o ciclo reprodutivo com o (a) médico (a) que a acompanha é muito importante para a mulher. Assim, ela pode fazer escolhas, como ter filhos, com ideias já amadurecidas e informação sobre o seu corpo e seu funcionamento”, acrescenta o ginecologista. “É importante ressaltar que, quanto mais cedo a mulher tem informação sobre sua reserva ovariana, maior será a chance de conseguir engravidar quando iniciar as tentativas, uma vez que as estratégias vão ser direcionadas para cada tipo de pessoa. Individualização é primordial”.


Clínica Origen de Medicina Reprodutiva


Caso no RJ acende debate sobre importância de programas de acreditação para Controle de Qualidade de Laboratórios

 A Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) também defende a implementação de políticas públicas governamentais voltadas à segurança do paciente e ao controle da qualidade em instituições de saúde públicas.

 

Nas últimas semanas, a infecção com o vírus HIV por pessoas que receberam transplantes advindos de um laboratório de patologia clínica no Rio de Janeiro mobilizou as autoridades e a opinião pública. Diante desse cenário, especialistas apontam a necessidade de fortalecimento de programas de acreditação e controle de qualidade de sociedades médicas voltados a laboratórios privados e de políticas governamentais voltadas à segurança do paciente em laboratórios públicos e privados. 

O Dr. Emilio Assis, vice-presidente para assuntos profissionais da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), analisa que a investigação do caso no Rio de Janeiro dá uma perspectiva do contexto. Para ele, a situação pode ser semelhante em outros laboratórios públicos e privados tanto de patologia clínica, que analisam exames de sangue, quanto de anatomia patológica cujos especialistas realizam diagnóstico a partir de tecidos sólidos de biópsias e de outros exames como moleculares e são representados pela SBP. 

“O laboratório de patologia clínica não seguia os parâmetros de controle de qualidade recomendados pelo programa de acreditação da sociedade médica representante, o que ocasionou os erros desastrosos. Isso chama atenção de outras sociedades médicas de especialidade para o fortalecimento das ações de seus respectivos programas de acreditação, como da SBP”, comenta ele. 

O especialista exemplifica que a SBP possui programas de acreditação voltados aos laboratórios de anatomia patológica. “Temos boas práticas e recomendações do que fazer para que o atendimento ao paciente tenha como principal objetivo a segurança do paciente”, diz. 

No caso da patologia, a falta de rigor na qualidade pode resultar em diagnósticos imprecisos de doenças como o câncer. “Isso pode acontecer, por exemplo, quando a biópsia fica mais tempo que o ideal em formol e quando o laboratório não realiza o teste de controle para cada exame de imuno-histoquímica que realiza do tecido coletado”, explica Assis. 

Programas de acreditação - Entre seus programas, a SBP possui o Programa de Incentivo ao Controle de Qualidade (PICQ), que tem como objetivo estimular a atualização científica de patologistas e também, o Programa de Acreditação e Controle da Qualidade (PACQ), que visa auxiliar os laboratórios de anatomia patológica a alcançar a excelência nos processos e procedimentos, considerando a legislação vigente e proporcionando a segurança ao paciente e aos colaboradores. 

Assis detalha que para um laboratório participar do PACQ, os patologistas colaboradores têm que ter o certificado do PICQ, garantindo a qualidade dos especialistas e da instituição: “Com isso, trimestralmente, os patologistas participam de uma avaliação à distância em que respondem sobre a análise de casos e perguntas teóricas sobre o nível de conhecimento em medicina e patologia”. 

Além disso, anualmente, o laboratório deve submeter documentos internos que são avaliados por auditores do PACQ. Se o laboratório satisfazer os requisitos administrativos, se qualifica para uma visita presencial de inspeção e ao final recebe a certificação de Acreditação. “A SBP também disponibiliza manuais de boas práticas, guidelines e manuais de padronização de laudos que orientam o trabalho de patologistas em laboratórios”, complementa ele. 

O Dr. Clóvis Klock, presidente da SBP, lembra que o PACQ é o único programa de patologia brasileiro a ser reconhecido pela Sociedade Internacional para a Qualidade nos Cuidados de Saúde (ISQua, da sigla em inglês). “O que significa que é uma acreditação de qualidade, muito bem vista no exterior”.

 

Políticas de saúde - Para Klock, a acreditação e o controle de qualidade são necessários também na saúde pública, visando a segurança do paciente, mas faltam políticas públicas governamentais que fortaleçam tais iniciativas. 

“Estamos em uma campanha para que todos os laboratórios de anatomia patológica que atendem os pacientes do Cacon [Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia] e Unacon [Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia] tenham um controle de qualidade. Nós já discutimos essa demanda com o Ministério da Saúde, porque a gente vê que trabalhar com segurança do paciente e qualidade é primordial”, pontua ele.  

O especialista menciona ainda a importância de a Agência Nacional de Saúde (ANS) determinar que os serviços de saúde tenham um controle de qualidade: “Também propomos que haja uma remuneração diferenciada para o laboratório que tiver a certificação ou que exista nas RDCs [Resolução de Diretoria Colegiada, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária] a obrigatoriedade de todo o serviço para atender na área da saúde de ter controle de qualidade”, afirma.

Para Assis, “Quando há controle de qualidade por um programa de acreditação uma negligência como essa não ocorre.”, conclui.


Posts mais acessados