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domingo, 20 de outubro de 2024

Outubro Rosa

 Qual a relação da obesidade com o câncer de mama em pets? Veterinária explica e dá dicas para prevenção 

 

Como os benefícios de uma alimentação saudável e equilibrada pode apoiar a prevenção de doenças em cães e gatos, inclusive o câncer de mama, que acomete especialmente as fêmeas? Muita gente não sabe, mas a obesidade é um dos fatores que aumentam as chances de cadelas e gatas desenvolverem tumores, como por exemplo, os mamários, uma vez que a obesidade é um estado inflamatório crônico de baixa intensidade que gera diversas alterações sistêmicas, como alterações celulares da glândula mamária. Por isso, a escolha de alimentos completos, de alta qualidade e adequados ao porte, fase de vida e necessidades do pet, nas quantidades ideais, está - junto com a castração - entre as principais medidas para prevenir essa e outras doenças.  

Neste mês, não só para os humanos, mas também para o mundo pet, a campanha do Outubro Rosa é dedicada à conscientização sobre a importância da prevenção do câncer de mama. De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, a estimativa é de que esse tipo de tumor afete 45% das cadelas e, aproximadamente, 30% das gatas. Em machos é mais rara, mas também pode acontecer.  

A médica-veterinária de Guabi Natural, marca de pet food da BRF Pet, Mayara Andrade, tira as principais dúvidas dos tutores sobre o assunto e dá dicas sobre como prevenir o câncer de mama e como cuidar da longevidade dos pets.

 

Quais são as principais causas de câncer de mama nos pets?  

Mayara explica que não há como determinar uma causa específica para o câncer de mama nos pets, mas entre as mais comuns estão, além da obesidade, fatores genéticos, como predisposição de algumas raças, exposição à poluição, tabagismo passivo, além do fato de os pets estarem vivendo mais, o que também pode causar maior chances de tumores, já que há mais mudanças celulares pelo passar da idade.  

"Essa é uma doença multifatorial, mas, assim como nos humanos, o câncer de mama em cães e gatos ocorre quando há crescimento descontrolado de células nos tecidos mamários. É uma condição mais prevalente em cadelas do que em gatas, mas ambas as espécies podem ser acometidas pela doença", explica Mayara.

 

Como a alimentação pode ajudar na prevenção?  

Mayara Andrade explica que o tecido adiposo (gordura) em excesso nos pets pode levar a alterações hormonais, principalmente ao aumento de estrogênio, que pode estimular o desenvolvimento de tumores mamários, especialmente em cadelas não castradas. Por isso, a obesidade é um dos principais fatores de risco para várias doenças crônicas, incluindo cânceres.  

"Isso quer dizer que uma alimentação saudável e equilibrada é essencial para a manutenção do peso ideal e, consequentemente, uma vida mais longa e saudável dos animais. Para evitar o ganho de peso excessivo, alimentos com redução de calorias, alta quantidade de fibras e ingredientes funcionais auxiliam na manutenção de peso corporal evitando o ganho excessivo de peso, sem esquecer de seguir a quantidade recomendada", orienta.  

Ainda segundo a médica-veterinária, o desafio é que, apesar de muito conhecida e estudada, a maioria dos tutores não consegue identificar a obesidade em seus pets, o que dificulta o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento. "O ideal é consultar sempre o profissional de medicina veterinária que acompanha o pet. Mas é importante lembrar que o tratamento da obesidade não é baseado somente na mudança da alimentação. A prática de exercícios físicos aliada à alimentação adequada, em quantidades controladas, junto do comprometimento e entendimento do tutor também fazem parte desse processo", completa.

 

Por que a castração também é uma forma de prevenção?  

Segundo Mayara, nos pets, uma das melhores e mais eficazes formas de prevenção é a castração, já que pode reduzir significativamente o risco da doença, devido à influência hormonal que pode estimular o crescimento de células tumorais mamárias.  

"No caso do câncer de mama, a influência hormonal é um dos fatores de maior contribuição para o aparecimento dessa doença. Estudos mostraram que existe uma relação entre a atividade hormonal e a crescente incidência dessa doença para cadelas e gatas, e a castração antes do terceiro cio contribui para a prevenção desse tipo de tumor, que na maioria das vezes é maligno. Pode aparecer em uma ou mais mamas e muitas vezes a remoção cirúrgica é o tratamento escolhido, tendo a remoção total ou parcial das mamas", explica.

 

Como identificar o câncer de mama nos pets? 

O principal sintoma do câncer de mama em cadelas e gatas, segundo a veterinária, é o aparecimento de nódulos em uma ou mais mamas, que podem ser detectados a partir da palpação.

 

Qual o tratamento do câncer de mama nos pets?  

Mesmo com a evolução da medicina veterinária e da oncologia, o câncer de mama muitas vezes não tem cura, sendo o tratamento paliativo uma alternativa para dar conforto às fêmeas. Por isso, a conscientização sobre o tema é uma das ações de prevenção de maior importância.  

"Manter o acompanhamento regular com o médico-veterinário e garantir uma rotina de check-ups também é fundamental para cuidar da saúde dos pets", finaliza Mayara.


Xixi de pet: confira dicas para eliminar odores de sofás e tapetes

Freepik

Dividir a casa com pets é, sem sombra de dúvida, uma experiência recompensadora e de muito amor. Porém, é necessário estar preparado para lidar com possíveis acidentes que eventualmente podem acontecer e o xixi fora do lugar é um deles. Alvos frequentes desses pequenos incidentes, os sofás e tapetes precisam de cuidado redobrado na higienização e proteção, para que não acumulem odores ou manchas ao longo do tempo.  Para auxiliar nesses casos, Fritz Paixão, CEO e fundador da CleanNew, uma das maiores franquias de higienização e conservação de estofados do Brasil, listou algumas dicas infalíveis. 


Sujou? Seja rápido

A agilidade em limpar o local assim que notar a urina nos estofados é o segredo para minimizar os danos. “Quanto mais tempo o xixi ficar no tecido, mais difícil de removê-lo completamente. Nesses casos, há a possibilidade do uso de produtos nos locais que neutralizam o odor e evitam as manchas, como  PiPi Clean e Pipi Shielding. Um irá retirar a mancha e o odor de uma forma rápida e o outro irá blindar a região para proteger o tecido”, explica.


Limpeza especializada

A limpeza correta do estofado é indispensável para evitar o acúmulo de odor e manchas e, principalmente, faz toda a diferença para manter a vida útil do estofado. “O acúmulo de xixi pode deixar manchas difíceis de sair apenas com um paninho molhado. Com o tempo e a recorrência desses pequenos acidentes, o tecido vai ficando cada vez mais manchado e perdendo a cor, além do cheiro que pode não sair. Uma limpeza especializada é a melhor opção para quem quer mantê-lo sempre novo e prolongar sua vida útil”, destaca Fritz.


A blindagem será sua maior aliada

A melhor forma de evitar odores é também blindar o tecido, assim qualquer problema que aconteça, como a urina, não terá a possibilidade de alcançar a fibra e consequentemente estragá-la.  Caso isso aconteça com o tecido blindado, basta usar um guardanapo, ou uma flanela branca para retirar todo o excesso de urina. Caso o tecido não esteja blindado não faça nada, não passe nenhum produto químico pois pode piorar o problema”, completa o especialista.

 


CleanNew


Turismo para o exterior: saiba como levar seu pet para suas viagens internacionais

Especialista da D4U Immigration explica quais são os certificados, vacinas, condições e documentos necessários

 

Em 2023 cerca de 21,2 milhões de brasileiros realizaram voos internacionais para turismo, registrando aumento de 29,8% se comparado ao ano anterior, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Muitas das pessoas que pretendem viajar para o exterior neste ano, tem uma dúvida em comum: ainda não sabem bem como funcionam os processos e exigências para levar seu pet. Inicialmente pode parecer complexo, mas com a devida preparação e seguindo algumas regras, é totalmente viável. 

Para levar o animal de estimação com você para alguns países é importante estar ciente das regulamentações. De acordo com Wagner Pontes, fundador e CEO da assessoria imigratória D4U Immigration, essas regras mudam de um país para o outro. “Nos EUA, por exemplo, quem determina as obrigações para a entrada de um animal no país é o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC)”, explica o executivo. 

No caso dos EUA, animais vindos de países com alto risco para raiva, como é o caso do Brasil, devem seguir regras específicas. “Seu cachorro precisa ter mais de seis meses de idade e possuir um microchip ISO-compatível, conforme o padrão ISO 11784/11785. Também é essencial que o pet tenha um certificado válido de vacinação antirrábica emitido nos EUA”, completa o especialista. 

Pontes alerta que o não cumprimento dessas diretrizes pode resultar no retorno do seu pet ao país de origem, custeado pelo próprio passageiro. Segundo ele, é vital também considerar as regulamentações adicionais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e as especificidades do estado ou território para onde você está se mudando, já que pode variar de acordo com cada cidade. 

Alguns documentos obrigatórios para levar o pet para o exterior são:

 

Certificado Veterinário Internacional (CVI): o Certificado Veterinário Internacional (CVI) é um documento fundamental, pois comprova que o cachorro está saudável e apto para viajar. Este certificado deve ser emitido por um veterinário licenciado. Nele constarão todos os detalhes da saúde do pet, incluindo vacinas e qualquer tratamento específico que esteja recebendo. 

Microchip compatível com ISO: um microchip ISO-compatível é uma exigência para a entrada de animais de estimação nos Estados Unidos. Este chip, implantado sob a pele do cachorro, armazena informações vitais sobre o animal e seu proprietário. É importante que o microchip seja ISO-compatível, pois isso garante que ele possa ser lido por scanners padrão nos EUA. 

Atestado de saúde do pet: além do CVI, um atestado de saúde emitido por um veterinário é necessário, pois esse documento reafirma a boa saúde do seu animal e certifica que ele está livre de doenças contagiosas. 

Carteira de vacinação atualizada: é essencial apresentar uma carteira de vacinação atualizada. O documento deve incluir todas as vacinas tomadas pelo seu animal, especialmente a vacina contra a raiva, que é obrigatória para entrada em muitos países. 

O especialista reforça alguns cuidados com a logística do animal. “Certifique-se de reservar um voo direto, se possível, para minimizar o estresse do animal de estimação. É essencial que os passageiros obtenham caixas de transporte apropriadas, que sejam suficientemente espaçosas, seguras, ventiladas e que atendam aos padrões da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA)”. Ele também recomenda acostumar o pet com a caixa de transporte antes da viagem para que ele se sinta mais confortável durante o voo. 

Por fim, é importante o passageiro estar atento às restrições específicas de raça e saúde do pet. “Algumas raças de cachorro, por exemplo, especialmente as braquicefálicas (como pugs e bulldogs), podem enfrentar restrições devido a preocupações com a saúde durante o voo. Verifique antecipadamente se a raça do animal está sujeita a quaisquer restrições”, finaliza Wagner Pontes, CEO da D4U Immigration.


Médica-veterinária da Boehringer Ingelheim destaca prevenção de câncer de mama em cadelas durante “Outubro Rosa”

Com incidência em 45% das fêmeas caninas em idade avançada, segundo dados Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a profissional da saúde alerta sobre a importância da castração precoce para prevenção da doença 

 

As ações destinadas ao Outubro Rosa, Movimento Internacional de Conscientização para o Controle do Câncer de Mama, também reverberam no mundo animal, e anualmente são feitas campanhas de conscientização sobre a doença para os pets, principalmente em cães, trazendo maior notoriedade à causa e informações relevantes aos tutores. Segundo pesquisa do médico-veterinário Andrigo Barbosa Nardi divulgada em seu livro Oncologia em Cães e Gatos (2009), os animais representam 25% da incidência, e esse número salta para 45% quando o recorte é de fêmeas caninas em idade avançada e que não foram castradas. 

Suas causas principais em animais variam entre questões genéticas, hormonais e a falta de nutrientes na alimentação, sendo perceptível por um nódulo ou caroço nas mamas do animal. “A percepção da patologia também pode ser feita por meio do toque ou observação da mama avermelhada, inchada ou com secreção. Por isso, o acompanhamento médico frequente e o tratamento precoce são fundamentais para reverter o quadro clínico do animal”, explica Karin Botteon, médica-veterinária e gerente técnica da área de pets da Boehringer Ingelheim. 

Ainda com dados do CFMV, 20% dos diagnósticos são realizados de maneira tardia, dificultando a ação do profissional da saúde. “É recomendado que sejam feitos check-ups frequentes com os médicos-veterinários para que esse tipo de patologia, e outra doenças similares, silenciosa seja identificada o quanto antes”, complementa Botteon. 

Para que haja o controle da doença, a castração segue sendo a principal forma de prevenir os tumores mamários, sendo recomendada já nos primeiros anos de vida da cadela ou após o segundo cio. Fazendo a prevenção precoce, é estimado uma redução de 90% na possibilidade de criar um tumor durante a vida do pet. 

Já após o ato da castração, é fundamental que o cão seja tratado com medicamentos que evitem dor e inflamação. O Previcox®, da Boehringer Ingelheim, é um anti-inflamatório indicado para o alívio desses sintomas em procedimentos pós-operatórios. A veterinária reforça que, com o tratamento adequado, as cadelas não sofrem dor. “Muitos tutores, por sentirem pena dos pets, apresentam resistência ao ato da castração. Porém, é necessário entender que essa é uma questão de saúde, e, que em muitos casos, o prevenirá de diversas doenças no futuro, em especial o câncer de mama”, finaliza a médica-veterinária.


Alimentação canina: entenda a importância dos alimentos indicados para cães filhotes e idosos

 Escolha dos nutrientes certos para cada fase da vida dos pets contribui para o aumento da expectativa de vida


É muito comum encontrar, nos petshops brasileiros, tutores que focam no preço ao buscar alimentos para seus pets, deixando de lado especificações importantes do produto, sem avaliar se aquele item é indicado para a raça e idade do animal. “Uma grande falha”, revela Guilherme Contiero, médico-veterinário da Special Dog Company, uma das maiores empresas de pet food do Brasil.

Segundo o especialista, os cães filhotes estão em plena fase de desenvolvimento, com o metabolismo acelerado, e necessitam de uma alimentação específica. “Nesta fase precisam de um produto que forneça um maior teor de energia e de proteína, que auxiliam no suporte deste desenvolvimento”, explica.

Já os idosos não têm o mesmo gasto energético, e, normalmente, são animais mais letárgicos. “Eles precisam de um alimento com menor teor calórico, pois o excesso pode causar sobrepeso, e, por consequência, malefícios à saúde”, comenta Contiero.


Falhas na escolha da nutrição animal

É muito comum que os tutores se deixem levar pela “satisfação imediata do pet” e acabem adquirindo alimentos que podem comprometer a qualidade de vida dos cães, a médio e longo prazo. Uma situação corriqueira, por exemplo, é dar alimentos de filhotes para cães idosos, imaginando que os grãos menores facilitarão a mastigação:

“Essa prática é desnecessária, afinal, os produtos para cães sêniores já contém partículas que auxiliam no ‘ponto de quebra’, sendo adequados para os dentes sensíveis dos animais mais velhos. Ou seja, além de todos os benefícios nutricionais que o alimento para a fase adequada do cão apresenta, os grãos ainda se quebram mais facilmente”, destaca o médico-veterinário da Special Dog.

Outro erro muito recorrente é o consumo de produtos por partes dos cães idosos com alto nível de fósforo, um mineral essencial para a nutrição dos animais, porém indicado em menor quantidade neste período da vida do cão, pois a longo prazo, pode ser prejudicial aos rins.

Para os filhotes a questão é contrária. As exigências nutricionais de fósforo e cálcio são superiores em relação a fase adulta e sênior, fator importante para esta fase de desenvolvimento”, exemplifica.


Confira abaixo mais detalhes sobre quais nutrientes específicos e que devem ser priorizados em cada fase da vida do seu pet:

Para os cães filhotes, procure por produtos com DHA, um componente proveniente das fontes de ômega 3 e que tem ação no desenvolvimento cognitivo do pet. O ingrediente auxilia no aprendizado e na memória dos cães em fase de crescimento.

Para os cães idosos são indicados produtos que contenham Taurina e Vitamina C. A Taurina é um aminoácido essencial para a visão e para as células do coração, sendo importante suporte aos cães na fase sênior. Já a Vitamina C, é um importante antioxidante natural, que auxilia no combate de radicais livres, resultando em um envelhecimento saudável aos cães idosos.

Vale lembrar que a “fase filhote” é considerada até 1 ano de idade para cães de pequeno e médio porte e até 1 ano e meio para cães de grande porte. Já a “fase adulta” é considerada a partir de 1 ano de idade para cães de pequeno e médio porte e a partir de 1 ano e meio para cães de grande porte. A “fase sênior” é contabilizada a partir dos 7 anos de idade para ambos os portes.

“Uma boa nutrição, com os ingredientes e benefícios específicos para cada fase da vida, é essencial para o bem-estar e manutenção saudável dos pets, favorecendo a prorrogação da sua expectativa de vida”, finalizou. 



Portal Pet
https://www.specialdog.com.br/portalpet


O outro lado dos escorpiões: peçonha pode ajudar no avanço da ciência

Toxina é usada no desenvolvimento de medicamentos e tratamentos de doenças crônicas


O Brasil registra cerca de 200 mil acidentes por ano envolvendo escorpiões. Apesar de representar um desafio para a saúde pública mundial, o veneno desse aracnídeo desperta o interesse da ciência, sobretudo nos estudos das doenças neurodegenerativas, a exemplo do Alzheimer. Para além da reputação negativa, Fabrício Escarlate, professor de Ciências Biológicas do Centro Universitário de Brasília (CEUB), esclarece que os escorpiões desempenham papel relevante no controle biológico de organismos problemáticos, como baratas e lacraias. 

Embora a imagem mais associada ao escorpião seja a do Tityus serrulatus, popularmente conhecido como escorpião-amarelo, o docente do CEUB explica que o grupo é diversificado, abrangendo espécies que, muitas vezes, não representam risco significativo à saúde humana.  “A picada do escorpião ocorre através do aguilhão, localizado na ponta da cauda, e a toxicidade da peçonha pode variar. Algumas espécies possuem toxinas extremamente reativas, causando lesões graves, enquanto outras não afetam os humanos.” 

Escarlate explica que o aumento na oferta de recursos em áreas urbanas, como resíduos orgânicos e entulho, favorece a proliferação de escorpiões, especialmente o escorpião-amarelo, adaptado a esses ambientes. "A limpeza desses locais é essencial para evitar a presença excessiva desses aracnídeos e reduzir os riscos de acidentes", alerta. 

A peçonha de algumas espécies, como o escorpião-marrom (Tityus bahiensis), é objeto de estudo em descobertas científicas. O especialista frisa que no Brasil, pesquisas sobre a composição bioquímica dessa peçonha são recentes e instituições como o Instituto Butantan investigam o potencial farmacológico e neurológico dessas toxinas: “A peçonha tem uma neurotoxicidade que pode ser explorada para desenvolver medicamentos e tratamentos para doenças como o Alzheimer".

 

Em caso de acidentes

As picadas de escorpião costumam causar dor intensa, vermelhidão, inchaço e coceira no local afetado. Em algumas pessoas, a dor pode ser insuportável, enquanto em outras é mais controlável. O professor do CEUB alerta que, em casos graves, pode surgir febre e, em situações extremas, choque anafilático. Por isso, a recomendação é procurar atendimento médico imediato após o acidente. Os soros antivenenos para picadas de animais peçonhentos disponibilizados exclusivamente através do Sistema Único de Saúde (SUS).


Meu pet está com câncer, e agora?

 

Médica veterinária aborda os cuidados que devem ser adotados para garantir que os pets recebam o suporte adequado durante esse período desafiador

 

O diagnóstico de câncer no pet é sempre uma situação desafiadora, que causa angústia e preocupação aos tutores. A identificação precoce e o tratamento adequado são estratégias fundamentais no controle da doença.

O conhecimento é outro aliado indispensável nesse cenário. Compreender como as neoplasias agem no organismo do pet e quais são os cuidados essenciais durante o tratamento são ferramentas que auxiliam a aumentar significativamente a qualidade e a expectativa de vida de cães e gatos.


Mas, antes de tudo o que é um câncer? O câncer em pets, assim como nos seres humanos, é uma condição caracterizada pelo crescimento descontrolado de células anormais no corpo. Esse crescimento pode resultar na formação de tumores, que são massas de células, e, em alguns casos, na invasão de tecidos e órgãos adjacentes. A doença pode ser causada por diversos fatores, incluindo predisposição genética, infecções virais, radiação e inflamação crônica.

“As células cancerígenas apresentam características específicas que as diferenciam das células normais. Elas se dividem sem os mecanismos normais de controle, ignorando os sinais que geralmente regulam o ciclo celular. Além disso, evitam a morte celular programada (apoptose), o que significa que, ao contrário das células normais que se destroem quando estão danificadas ou não são mais necessárias, as células cancerígenas frequentemente escapam desse processo. Outra característica importante é a capacidade de invasão e metástase, em que as células cancerígenas podem invadir tecidos vizinhos e se espalhar para outras partes do corpo através da corrente sanguínea ou do sistema linfático, formando novos tumores em locais distantes”, explica Pamela Pioli Meneghesso, médica veterinária gerente de produtos da Avert Saúde Animal,

O manejo cuidadoso e consciente durante o tratamento oncológico é fundamental para maximizar a eficácia das terapias e garantir o bem-estar do animal. “É fundamental que os tutores estejam bem-informados sobre os cuidados necessários para garantir que seus pets recebam o suporte adequado durante esse período desafiador”

Abaixo, a profissional apresenta cuidados essenciais a serem considerados:


Acompanhamento veterinário regular: A primeira e mais importante medida a ser tomada é garantir um acompanhamento veterinário regular. O tratamento oncológico pode incluir quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, e cada uma dessas opções exige monitoramento constante para avaliar a resposta ao tratamento e ajustar as doses conforme necessário. Consultas periódicas permitem ao médico veterinário identificar rapidamente quaisquer efeitos colaterais ou complicações.

Cuidados pós-cirúrgicos: O tratamento nas neoplasias, muitas vezes, inicia-se pela realização de cirurgia para a retirada do tumor. Neste caso é preciso seguir as instruções do médico veterinário para realizar o manejo da ferida cirúrgica com curativo e higienização diários. O uso de curativo pós-cirúrgico desenvolvido para pets também é indicado por proporcionar rapidez, eficiência e segurança no processo de cicatrização, além de proteger a ferida. No mercado é possível encontrar uma tecnologia com maior absorção de exsudatos (secreções) que auxilia a prevenir infecções, produzida com fibras de celulose virgem natural, sem adição de produtos químicos e géis absorventes, além de contar com uma barreira além de contar com uma barreira chamada Spunbond-meltblown-spunbond que além de ser hidrofóbica impede que patógenos entrem em contato com o ferimento.

Alimentação Adequada: A nutrição desempenha um papel importante na manutenção da saúde global do pet durante o tratamento. Uma dieta equilibrada e adaptada às necessidades do animal pode fortalecer o sistema imunológico e ajudar na recuperação. Muitas vezes, os pets em tratamento podem apresentar perda de apetite ou náuseas. Por isso, é importante consultar o profissional responsável pelo tratamento sobre a melhor dieta, que pode incluir alimentos específicos ou suplementos,. Existem também rações formuladas especialmente para animais com câncer.

Suplementação para auxiliar na imunidade: Os animais em tratamento oncológico frequentemente enfrentam um comprometimento do sistema imunológico, tornando a suplementação uma estratégia importante para auxiliar a fortalecer a imunidade e melhorar a resistência do cão ou gato. As betaglucanas, por exemplo, desempenham um papel importante na modulação do sistema imunológico, ajudando a fortalecer as defesas naturais do organismo. Além de promoverem uma resposta imune mais eficaz, as betaglucanas podem auxiliar no combate aos efeitos colaterais associados ao tratamento do câncer, como a fadiga e a inflamação, contribuindo para uma melhor qualidade de vida dos animais durante o processo terapêutico. Outra opção são os ácidos graxos ômega-3, que possuem propriedades anti-inflamatórias que podem contribuir com o tratamento. Por fim, a inclusão de simbióticos na dieta pode beneficiar a saúde intestinal, especialmente em pets que estão tomando antibióticos ou que apresentam o sistema imunológico enfraquecido, ajudando a equilibrar a microbiota intestinal e, assim, favorecer a recuperação.

Hidratação: Manter o pet bem hidratado é indispensável, pois a desidratação pode causar complicações adicionais. É importante fornecer água fresca e limpa constantemente. Caso o pet tenha dificuldade em beber, considere oferecer água em diferentes recipientes, adicioná-la a ração ou fornecer alimentação úmida.

Controle do ambiente: Animais em tratamento podem ficar mais sensíveis ao estresse, por isso é importante criar um espaço seguro e relaxante. Oferecer uma cama macia em um local tranquilo e confortável para descansar e garantir que ele tenha acesso a seus brinquedos favoritos pode ajudar a reduzir a ansiedade e promover o bem-estar.

Exercícios físicos: Embora o pet possa não ter a mesma energia de antes, a prática de exercícios leves é importante. Caminhadas curtas e brincadeiras suaves ajudam a manter a mobilidade e podem melhorar o humor do animal. No entanto, é fundamental respeitar os limites do pet e não forçá-lo a se exercitar mais do que ele pode suportar.

Atenção aos efeitos colaterais: Os tratamentos oncológicos podem causar efeitos colaterais como vômitos, diarreia, queda de pelos e letargia. É fundamental observar o pet e relatar qualquer mudança ao médico veterinário. Dependendo da gravidade dos efeitos, o profissional pode ajustar a medicação ou sugerir tratamentos adicionais para aliviar os sintomas.

Suporte Emocional: O suporte emocional é essencial durante o tratamento de um pet com câncer. Dedicar atenção e carinho é uma das maneiras mais importantes de oferecer conforto ao animal. O tutor pode passar um tempo de qualidade com o pet, oferecendo abraços e momentos de interação, isso ajuda a fortalecer o vínculo entre eles e proporciona mais segurança ao animal. Atividades calmantes, como tocar músicas suaves, praticar técnicas de relaxamento e fazer massagens, também podem ajudar a acalmar o pet, promovendo bem-estar e reforçando o laço emocional entre vocês.

“Estar bem-informado sobre o câncer em pets e seus tratamentos é essencial, pois o conhecimento pode ajudar o tutor a entender melhor o que esperar durante o tratamento. Cuidar de um cão ou gato com uma neoplasia é desafio emocional e físico, mas com atenção, amor e os cuidados adequados, os tutores podem proporcionar um ambiente que ajude o animal a enfrentar esse período difícil com dignidade e conforto”, afirma Pamela.

Com um acompanhamento veterinário rigoroso, uma dieta equilibrada, conforto e suporte emocional, é possível enfrentar esse desafio com esperança e compaixão. Lembre-se de que cada animal é único, e as necessidades podem variar, portanto, a comunicação com o veterinário e a adaptação às circunstâncias são essenciais para o sucesso do tratamento.

 

Avert Saúde Animal
www.avertsaudeanimal.com.br
www.vidamaisromrom.com.br


Outubro Rosa

 Qual a relação da obesidade com o câncer de mama em pets? Veterinária explica e dá dicas para prevenção 

 

Como os benefícios de uma alimentação saudável e equilibrada pode apoiar a prevenção de doenças em cães e gatos, inclusive o câncer de mama, que acomete especialmente as fêmeas? Muita gente não sabe, mas a obesidade é um dos fatores que aumentam as chances de cadelas e gatas desenvolverem tumores, como por exemplo, os mamários, uma vez que a obesidade é um estado inflamatório crônico de baixa intensidade que gera diversas alterações sistêmicas, como alterações celulares da glândula mamária. Por isso, a escolha de alimentos completos, de alta qualidade e adequados ao porte, fase de vida e necessidades do pet, nas quantidades ideais, está - junto com a castração - entre as principais medidas para prevenir essa e outras doenças.  

Neste mês, não só para os humanos, mas também para o mundo pet, a campanha do Outubro Rosa é dedicada à conscientização sobre a importância da prevenção do câncer de mama. De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, a estimativa é de que esse tipo de tumor afete 45% das cadelas e, aproximadamente, 30% das gatas. Em machos é mais rara, mas também pode acontecer.  

A médica-veterinária de Guabi Natural, marca de pet food da BRF Pet, Mayara Andrade, tira as principais dúvidas dos tutores sobre o assunto e dá dicas sobre como prevenir o câncer de mama e como cuidar da longevidade dos pets.

 

Quais são as principais causas de câncer de mama nos pets?  

Mayara explica que não há como determinar uma causa específica para o câncer de mama nos pets, mas entre as mais comuns estão, além da obesidade, fatores genéticos, como predisposição de algumas raças, exposição à poluição, tabagismo passivo, além do fato de os pets estarem vivendo mais, o que também pode causar maior chances de tumores, já que há mais mudanças celulares pelo passar da idade.  

"Essa é uma doença multifatorial, mas, assim como nos humanos, o câncer de mama em cães e gatos ocorre quando há crescimento descontrolado de células nos tecidos mamários. É uma condição mais prevalente em cadelas do que em gatas, mas ambas as espécies podem ser acometidas pela doença", explica Mayara.

 

Como a alimentação pode ajudar na prevenção?  

Mayara Andrade explica que o tecido adiposo (gordura) em excesso nos pets pode levar a alterações hormonais, principalmente ao aumento de estrogênio, que pode estimular o desenvolvimento de tumores mamários, especialmente em cadelas não castradas. Por isso, a obesidade é um dos principais fatores de risco para várias doenças crônicas, incluindo cânceres.  

"Isso quer dizer que uma alimentação saudável e equilibrada é essencial para a manutenção do peso ideal e, consequentemente, uma vida mais longa e saudável dos animais. Para evitar o ganho de peso excessivo, alimentos com redução de calorias, alta quantidade de fibras e ingredientes funcionais auxiliam na manutenção de peso corporal evitando o ganho excessivo de peso, sem esquecer de seguir a quantidade recomendada", orienta.  

Ainda segundo a médica-veterinária, o desafio é que, apesar de muito conhecida e estudada, a maioria dos tutores não consegue identificar a obesidade em seus pets, o que dificulta o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento. "O ideal é consultar sempre o profissional de medicina veterinária que acompanha o pet. Mas é importante lembrar que o tratamento da obesidade não é baseado somente na mudança da alimentação. A prática de exercícios físicos aliada à alimentação adequada, em quantidades controladas, junto do comprometimento e entendimento do tutor também fazem parte desse processo", completa.

 

Por que a castração também é uma forma de prevenção?  

Segundo Mayara, nos pets, uma das melhores e mais eficazes formas de prevenção é a castração, já que pode reduzir significativamente o risco da doença, devido à influência hormonal que pode estimular o crescimento de células tumorais mamárias.  

"No caso do câncer de mama, a influência hormonal é um dos fatores de maior contribuição para o aparecimento dessa doença. Estudos mostraram que existe uma relação entre a atividade hormonal e a crescente incidência dessa doença para cadelas e gatas, e a castração antes do terceiro cio contribui para a prevenção desse tipo de tumor, que na maioria das vezes é maligno. Pode aparecer em uma ou mais mamas e muitas vezes a remoção cirúrgica é o tratamento escolhido, tendo a remoção total ou parcial das mamas", explica.

 

Como identificar o câncer de mama nos pets? 

O principal sintoma do câncer de mama em cadelas e gatas, segundo a veterinária, é o aparecimento de nódulos em uma ou mais mamas, que podem ser detectados a partir da palpação.

 

Qual o tratamento do câncer de mama nos pets?  

Mesmo com a evolução da medicina veterinária e da oncologia, o câncer de mama muitas vezes não tem cura, sendo o tratamento paliativo uma alternativa para dar conforto às fêmeas. Por isso, a conscientização sobre o tema é uma das ações de prevenção de maior importância.  

"Manter o acompanhamento regular com o médico-veterinário e garantir uma rotina de check-ups também é fundamental para cuidar da saúde dos pets", finaliza Mayara.


Seu pet não pode comer tudo o que você come

Cuidado com o que você oferece ao seu pet: nem toda comida de humano é segura


Durante muitas décadas, os animais de estimação eram alimentados com restos da comida que os tutores comiam. Com o desenvolvimento do mercado pet, das rações e, agora, da alimentação natural, essa prática mudou, mas uma dúvida ainda permanece: “meu pet pode comer o mesmo que eu como?”. Segundo Cleuma Ferreira, veterinária especializada em nutrição animal, é que nem tudo o que faz bem para os humanos pode fazer bem para o seu pet.  

Embora a ideia de compartilhar uma refeição com seu cão ou gato pareça um gesto de carinho, é importante compreender que nem todos os alimentos que consumimos são apropriados ou seguros para os animais. “Muitos tutores ainda desconhecem o que pode ser tóxico para seus pets, o que pode resultar em emergências evitáveis”, alerta a veterinária.

 

Resto de comida não é alimentação natural

De acordo com uma pesquisa recente realizada pela Mars Petcare e divulgada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, cerca de 40% dos tutores não sabem o peso ideal de seus pets, e quase 25% admitem oferecer alimentos inadequados. Além disso, muitos desses tutores não conseguem sequer informar, durante a consulta veterinária, o nome do alimento que fornecem aos animais. “Muitas pessoas acreditam que dar restos de comida caseira aos pets é alimentar naturalmente, mas o que falta é o controle da qualidade, quantidade e a avaliação desses ingredientes, afinal, existem determinados grupo que são tóxicos aos animais”, afirma Cleuma.  

Ainda segundo a especialista, a alimentação natural pode ser uma boa opção se for orientada por um profissional e balanceada corretamente, se não houver este respaldo, é melhor permanecer oferecendo apenas a ração industrial de boa qualidade. “Não podemos simplesmente replicar o que comemos. Comemos comida temperada que no organismo de um pet pode trazer sérios problemas”, reforça. 

Alimentação balanceada e com os ingredientes corretos
 podem ser oferecidas a pets
 Freepik


Pets também precisam de uma alimentação balanceada 


Cuidados ao compartilhar alimentos

Cães e gatos têm um sistema digestivo diferente do nosso, o que os torna mais sensíveis a certos alimentos. ‘’O chocolate, por exemplo, contém metilxantinas, como a teobromina e a cafeína, metabolizadas de forma muito mais lenta pelos cães e gatos, podendo trazer um ‘acúmulo’ da substância no organismo, podendo causar tremores, convulsões e até insuficiência cardíaca em cães”, explica a profissional.  

Outro exemplo são as uvas comuns e as passas, associadas à insuficiência renal aguda em cães, embora o motivo exato ainda não seja completamente compreendido pela ciência. ‘’Estão investigando componentes como o ácido oxálico ou o ácido tânico que podem estar relacionados a essa toxicidade no animal, mas a substância responsável ainda não foi identificada de forma conclusiva. Por essa razão, é essencial evitar a ingestão dessas frutas pelos animais’’, detalha. 

Cleuma explica ainda que o alho e a cebola, pertencentes à família das plantas Allium, que contêm compostos de enxofre, como a alicina, são tóxicos para os animais de estimação. ‘’Quando ingeridos em excesso, esses compostos podem causar anemia hemolítica, uma condição séria em que os glóbulos vermelhos dos pets são destruídos mais rapidamente do que podem ser substituídos, levando a sintomas como fraqueza, letargia, perda de apetite, vômitos e diarreia. Em casos extremos, a intoxicação pode levar à morte, especialmente se não tratada imediatamente. Mesmo pequenas quantidades, quando oferecidas regularmente, podem comprometer a saúde do animal, principalmente se não for um animal saudável.’’ 

 

Uvas e chocolate: veneno para cães e gatos   
Freepik

 

Uvas e chocolate: veneno para cães e gatos

 

Alimentação balanceada

Uma opção segura para quem quer partir para a alimentação natural é a marmita saudável para pets. Maria Mattos, sócia-diretora da Pet Chef Chico, empresa especializada em marmitas e petiscos naturais para pets, explica que todas as linhas foram desenvolvidas por veterinários especialistas em nutrição animal para atender a todas as necessidades dos pets. A linha terapêutica para pacientes renais é uma das formulações mais específicas de todas as comercializadas. ‘’Animais com doença renal precisam geralmente de dietas com restrição de proteínas para reduzir a carga nos rins, então a linha é completamente pensada para adequar a alimentação desse animal. Assim que percebemos que estamos lidando com um cliente renal, imediatamente já sabemos que a tratativa será diferenciada’’, explica Maria.

 

E o que está liberado?

Existem alimentos seguros para os pets, desde que oferecidos em quantidades adequadas. “Então, os pets podem comer comida de gente? Sim, mas sempre com orientação, moderação e sempre considerando o tamanho e a condição de saúde do animal atual”, complementa Cleuma. 

Segundo Gisela Mattos, CMO e cofundadora da Pet Chef Chico, todos os ingredientes das marmitas e das linhas são completamente liberados para pets, em uma quantidade adequada, com a suplementação correta e também com o preparo ideal. “Ocorre um processo diferente para cada linha, afinal são linhas específicas, como as pensadas para os clientes debilitados, para os filhotes, para os alérgicos, e assim em diante’’, aponta a empresária. 

  

Pet Chef Chico


Guarda e visita de pets ganham espaço nas discussões judiciais brasileiras

Monica Pérez, advogada especialista em Direito de Família, explica como o tema é tratado na Justiça e destaca a necessidade de uma legislação específica



A crescente população de animais de estimação no Brasil trouxe um novo desafio para os tribunais: como lidar com a guarda e o direito de visitação de pets em casos de separação de casais. Segundo a Abinpet e o Instituto Pet Brasil, o país possui a terceira maior população de pets do mundo, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, com cerca de 160,9 milhões de animais.

Os cães lideram esse número, com 62,2 milhões, seguidos pelas aves ornamentais (42,8 milhões) e gatos (30,8 milhões). Com o aumento das famílias que tratam os pets como filhos, questões relacionadas à guarda e visitas de animais de estimação têm sido cada vez mais discutidas no meio jurídico.

Embora o ordenamento jurídico brasileiro ainda não possua uma legislação específica sobre guarda e visita de pets, os tribunais têm enfrentado um aumento no número de casos que envolvem a discussão desses temas.  Mas, apesar da popularidade do tema, atualmente não há previsão legal específica para a guarda e visita de pets no Brasil.

Segundo Monica Pérez, advogada especialista em Direito de Família, "mesmo sem uma legislação própria, é cada vez mais comum que casos sobre guarda e visita de pets cheguem à Justiça, especialmente em situações de dissolução de matrimônio ou convivência, em que os tutores se veem emocionalmente apegados aos animais, como se fossem filhos". Isso leva ao embate sobre quem ficará com a guarda e como será regulamentado o direito de visita.

A falta de legislação específica também levanta questões sobre qual vara seria competente para julgar tais casos. "Embora muitos defendam que esses temas deveriam ser tratados na Vara de Família, alguns juízes consideram que a competência é da Vara Cível, uma vez que a competência da Família abrange apenas assuntos relacionados a entes familiares, e o pet, na ausência de uma lei que o classifique como tal, acaba por vezes excluído desse rol", aponta Monica. Como resultado, alguns magistrados discutem o pet como um "objeto", uma propriedade, e não como um membro da família.

Essa perspectiva mais tradicional sobre os pets, que os vê como propriedade de quem os adquiriu ou registrou, está gradualmente mudando. "Há um movimento em crescimento que reconhece o pet como um membro da família, formando o que chamamos de 'família multiespécie'. Isso implica que, em casos de separação conjugal, pode ser necessário regulamentar a guarda e visitas do pet", destaca a advogada.

A regulamentação, na ausência de uma legislação própria, tem sido realizada de forma equiparada à guarda e visita de filhos, definindo se a guarda será compartilhada ou unilateral, a residência do pet, o formato de visita, e o tempo de convivência com cada tutor.

Monica também ressalta a necessidade de reconhecimento legal do pet como membro da família multiespécie, o que inclui considerar os sentimentos dos animais e o vínculo emocional com seus tutores.

"Diante da necessidade apresentada de reconhecer o pet como um ser senciente, que tem sentimentos e se apega aos familiares, os legisladores estão sendo pressionados a legislar sobre o assunto", diz. Um exemplo dessa movimentação é o Projeto de Lei 941/24, que atualmente tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Enquanto a legislação específica não é aprovada, o grande desafio da advocacia é definir a competência correta dessas ações. "É essencial que sejam tratadas no âmbito das Varas de Família, e posteriormente, que se consiga entrar no mérito das regras de guarda, como já ocorre com filhos menores, adaptando esses conceitos para a guarda de pets", afirma Monica.

Para os tutores de pets, o desafio, assim como para quem tem filhos, é considerar o bem-estar, conforto e apego do animal na hora de uma separação, respeitando o direito de convivência do outro tutor.

A tendência é que o tema de guarda e visita de pets continue a evoluir, refletindo as mudanças na composição das famílias e a crescente importância dos animais de estimação na vida das pessoas.

Até que novas legislações sejam criadas, as decisões seguirão variando entre os tribunais, com cada caso exigindo uma análise cuidadosa e uma abordagem que priorize o bem-estar dos animais e o direito de convivência justa entre os tutores.


Furno Petraglia e Pérez Advocacia - O escritório já atuou em quase 3 mil processos ao longo da sua trajetória e tem presença constante em diversos Tribunais. Atualmente, além de atuar em Marcas e Patentes, Direito do Trabalho, de Família e Sucessões, Previdenciário, Civil, do Consumidor, Imobiliário, Tributário e Administrativo, a maior atividade tem sido no Direito Animal, como o caso da Pandora, que se perdeu no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no começo do ano, e o caso das búfalas de brotas, que foi eleito o maior caso de maus tratos do mundo. Das conquistas, além de quase centenas de embarques de animais em cabine, fomos os responsáveis pela permissão junto à Justiça Federal para o transporte de coelhos em todo o Brasil. O caso foi noticiado no programa Fantástico, da Rede Globo, em abril de 2022.


Pets e Outubro Rosa: prevenção e cuidados para o câncer de mama

 Veterinária explica sintomas e métodos de prevenção da doença, que afeta 45% das cadelas e 30% das gatas 

 

Assim como na medicina humana, a campanha do Outubro Rosa se faz presente na veterinária. O câncer de mama afeta 45% das cadelas e aproximadamente 30% das gatas, segundo o levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. A maior incidência é nas fêmeas, mais comum em cadelas de 4 a 12 anos e em gatas a partir de um ano de vida.

 

As chances de cura aumentam quando há prevenção e diagnóstico precoce; para isso, cabe aos tutores observarem os sinais e garantirem acompanhamento médico. Mas, segundo revelam pesquisas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 17% das cadelas diagnosticadas já estão em estágio avançado.

 

“É provável que isso ocorra porque a doença começa silenciosa, portanto, os tutores acabam não percebendo a tempo. Também pode ocorrer de essas famílias carecerem de informações e não conseguirem identificar os sinais, então a conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce faz toda a diferença”, explica Melyssa Shimamoto, veterinária no Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo.

A especialista explica que os tumores podem surgir desde a área do pescoço até próximo à região das genitais. A atenção deve redobrar para pequenos nódulos, inchaços, vermelhidões e secreções que podem sair pelos mamilos. Além disso, alguns dos demais sintomas do câncer de mama em pets são o emagrecimento, falta de apetite, sangramentos inexplicáveis, feridas que não cicatrizam, dificuldades para respirar, urinar ou evacuar e nódulos pelo corpo.

“Além de observar os sintomas, os tutores aproveitem os momentos de carinho e brincadeiras para observar as áreas do corpo e palpar as mamas dos pets para avaliar se há alterações. Ainda que por vezes não gostem de toque físico, a abordagem é válida para os gatos, mas sempre respeitando o tempo deles”, orienta Melyssa. Ao sentir a anormalidade, o tutor deve levar o animal imediatamente ao médico-veterinário. Ela reforça ainda que, apesar de raros, até os machos podem ter a doença, então vale a orientação também. 

Para diagnosticar o câncer de mama em gatos e cadelas, os médicos terão como base o histórico clínico, os sintomas apresentados, a avaliação física, além de exames de imagem e sangue. Já para o tratamento, na maioria dos casos acaba sendo necessária a mastectomia, que é a retirada parcial ou total das mamas. A depender do grau de malignidade, a cirurgia pode acompanhar o uso de medicamentos quimioterápicos.

Segundo Melyssa do Nouvet, para além do check-up médico, a castração é um dos principais métodos de prevenção. Ela explica que o surgimento do câncer de mama está relacionado, além da genética, à produção dos hormônios estrogênio e progesterona, produzidos pelos órgãos reprodutivos removidos na cirurgia de castração. 

Dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) apontam que, quando castrada antes do primeiro cio, uma cadela passa a ter menos de 1% de risco de desenvolver tumores de mama; já para as gatas, a castração precoce reduz em 91% as chances de desenvolvimento de lesões.




Nouvet


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