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terça-feira, 30 de abril de 2024

Planos de saúde coletivos terão aumento pela terceira vez consecutiva

A saúde segue ficando mais cara no Brasil. Os planos de saúde coletivos, pela terceira vez, em 3 anos, vão ter reajuste na casa dos 2 dígitos - 14%. Se forem considerados os aumentos desde 2022, a escalada dos preços fica acima dos 13%. 

O levantamento foi feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e aferido pela XP Investimentos, que demonstrou que dos quase 51 milhões de beneficiários, 88,6% deles estão em planos coletivos. O relatório também apontou que, entre os motivos para o novo reajuste, está a retomada dos atendimentos interrompidos pela pandemia de covid-19, inflação e utilização de novas tecnologias no atendimento aos pacientes. Ainda de acordo com o levantamento, SulAmérica, Bradesco Saúde e Amil praticam as maiores taxas do mercado, acima de 20%. 

Segundo o especialista em Direito do Consumidor e Direito da Saúde, Stefano Ribeiro Ferri, a “ausência de controle de reajuste por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deixa os segurados à mercê das decisões arbitrárias das operadoras, que muitas vezes aplicam aumentos desproporcionais sem justificativa plausível." 

Stefano também ressalta que o “CDC estabelece que os fornecedores de serviços são responsáveis por garantir a adequação, qualidade e segurança dos produtos oferecidos, além de assegurar informações claras e precisas sobre os mesmos. No entanto, a falta de regulamentação eficaz dos reajustes nos planos de saúde coletivos viola esses princípios fundamentais, deixando os consumidores à mercê de práticas abusivas e injustas. ” 

Para a advogada Mérces da Silva Nunes, especialista em Direito Médico, o aumento de dois dígitos acontece não apenas por falta de transparência das informações das empresas relativas às despesas, mas, principalmente, porque os aumentos dos planos de saúde coletivos (empresariais e por adesão) não estão limitados ao percentual de reajuste fixado pela ANS, como ocorre com os planos individuais e familiares. 

“Além de medidas indispensáveis para combater as fraudes e o desperdício, que devem ser adotadas pelas empresas, pois o custo dessas perdas é repassado aos usuários, seria muito importante que o aumento dos planos coletivos fosse regulado e controlado pela ANS. Sem mudanças na legislação vigente e adoção de medidas efetivas, por parte da Agência Reguladora (ANS), as dores e as consequências destes aumentos absurdos, continuarão a ser suportadas apenas pelos usuários que seguem procurando alternativas para reduzir o valor das mensalidades, seja migrando para um plano inferior, seja mudando de operadora, seja ainda procurando o Poder Judiciário para discutir a abusividade dos aumentos”, enfatiza a advogada”. 



Fontes: Stefano Ribeiro Ferri - Especialista em Direito do Consumidor e Saúde, Assessor da 6ªTurma do Tribunal de Ética da OAB/SP, Membro da comissão de Direito Civil da OAB –Campinas. Formado em direito pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Mérces da Silva Nunes - Mestre e Doutora em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP; Especialista em Direito Médico e Bioética pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.


Alimentos e bebidas puxam a inflação de março nos supermercados paulistas, aponta IPS

Por outro lado, a deflação de 2,04% dos artigos de limpeza – em especial sabão em barra, amaciante e sabão em pó – impediu alta mais forte no indicador

 

O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a FIPE, acelerou em março, passando de 0,41%, em fevereiro, para 0,57% no último mês. O resultado foi impulsionado pela alta de 0,59% no grupo alimentos e bebidas e 1,03% no grupo de artigos de higiene e beleza; os artigos de limpeza apresentaram deflação de 0,11% no mês. 

A inflação no grupo de alimentos e bebidas foi disseminada em todas as categorias. O principal destaque foi do grupo de bens industrializados que apresentou inflação de 0,20% em março ante uma deflação de 0,45% em fevereiro; na comparação anual, em março de 2023 também os bens industrializados apresentaram deflação de 0,33%. 

No acumulado do ano, o IPS apresenta alta de 1,73%, influenciado pelos preços dos produtos in natura (9,66%) e semielaborados (3,85%). Por outro lado, a deflação de 2,04% dos artigos de limpeza impediu alta mais forte no indicador.



A pressão inflacionária do grupo alimentos e bebidas dentro do IPS-APAS condiz com o observado no IPCA. O índice divulgado pelo IGBE mostra que dos 0,16% de alta do mês de março, 0,11%, foi do grupo alimentos e bebidas – vale destacar que o grupo alimentos e bebidas apresentou inflação de 0,53% no mês, semelhante ao observado no IPS-APAS (0,59%).

A expectativa da APAS para o ano de 2024, é de que o IPS encerre o ano em 4,2%. O cenário projetado pela APAS apoia-se tanto nas projeções de safra deste ano quanto na análise atenta das conjunturas doméstica e internacional.

  1. O 7º Levantamento da Safra de Grãos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) piorou a previsão da colheita de grãos na safra 2023/2024 na comparação com o levantamento anterior. A previsão mais atual é uma colheita de 294,1 milhões de toneladas, queda de 8,0% na comparação com a safra anterior.
  2. As safras que poderão sofrer as principais quedas são milho e soja; por outro lado arroz, gergelim e, principalmente, feijão têm perspectiva de crescimento de produção.
  3. A persistência dos conflitos geopolíticos, principalmente no Oriente Médio, com a escalada nas tensões entre Israel e Irã, pode produzir efeitos sobre diferentes mercados, inclusive o de petróleo. O preço dos fretes tem apresentado quedas semanais, mas ainda estão bastante acima do observado no período pré- conflito no Oriente Médio.
  4. Importante salientar a subida do preço do petróleo nos últimos dias tem aumentado a defasagem de preços do combustível no mercado interno. Caso a Petrobras reverta, em partes, a política de ajustes de preços, poderá provocar um repique inflacionário no preço de prazo.

 

Proteínas animais

Entre janeiro e março, o preço do frango ao consumidor final inflacionou 4,73%, maior alta dentre as proteínas animais. Em sentido oposto ao preço do frango, as carnes bovinas deflacionaram -2,1% em março, de modo que acumulam retração de -2,06% no ano e -11,59% em doze meses. 

Dentre os diferentes cortes bovinos, apenas os cortes menos nobres apresentam alta nos primeiros meses do ano, como o acém (1,12%), braço (0,92%) e músculo (0,91%). Já os cortes que acumula as maiores retrações nos primeiros meses de 2024 são fígado (-17,62%), fraldinha (-7,04%) e filé mignon (-6,18%). 

O preço do leite ao consumidor final registrou alta de 3,43% em março, totalizando inflação de 9,49% no primeiro trimestre do ano. O aumento do preço do leite que ocorre desde os últimos meses de 2023 é fruto da menor produção interna e do acirramento do conflito entre cooperativas de produtores e laticínios. Conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da USP, a redução na oferta de leite é decorrente das alterações climáticas, que afetaram a produção interna. Além disso, segundo o CEPEA, as margens espremidas dos pecuaristas têm levado à redução dos investimentos na produção, o que, consequentemente, afeta a capacidade de oferta de médio e longo prazo. 

No acumulado do ano, merecem destaque os derivados de leite, que, apesar da alta do leite ao consumidor final, acumula redução de -0,68%.


 

Produtos In natura 

Os produtos in natura sofrem diretamente os efeitos das alterações climáticas. Ao longo dos últimos anos, observamos o aumento contínuo da temperatura média do planeta e, especificamente em 2023, os fenômenos climáticos, principalmente o El Ninõ, afetaram a produção de diferentes culturas agrícolas, impactando a oferta do produtor rural e o preço ao consumidor final. O setor supermercadista, vale enfatizar é apenas o último elo dessa grande cadeia produtiva, que avança desde a pequena produção rural até os grandes distribuidores, e sofre todos os custos e altas provenientes dessas cadeias.

No mês de março, a alta foi de 1,41%, uma desaceleração na comparação tanto com o mês de fevereiro (+5,09%) quanto com o mesmo período do ano anterior (+3,60%). 

No período, todos os grupos apresentaram crescimento nos preços com exceção dos tubérculos que tiveram deflação de 2,05%. Embora os ovos tenham peso pequeno no indicador, eles apresentaram inflação de 6,85% na comparação mensal. Nos legumes, o preço do tomate sofreu aumento de 6,19%, enquanto o quiabo (-17,19%) e a berinjela (-19,21%) apresentaram forte queda em março. 

Em relação às frutas, maior peso no indicador total, o destaque foi para a inflação de 16,06% no preço do limão. Por outro lado, o maracujá continua em queda (-21,46% em março) e a pera e a maçã deflacionaram -6,11% e -1,38%, respectivamente, em março.

 

Artigos de limpeza e Produtos de higiene e beleza 

Os artigos de limpeza novamente apresentaram deflação mensal (-0,11%), a oitava em sequência; na comparação com março de 2023, o resultado surpreendeu, pois no ano passado houve inflação de 0,03%. O destaque dentro do grupo é a deflação do sabão em pó: 0,87% mensal.


Já os artigos de higiene e beleza apresentaram crescimento nos preços (1,03%), revertendo a sequência de quatro meses com deflação. O resultado de março de 2024 mostra uma aceleração na inflação quando comparado ao mesmo mês de 2023. Chama a atenção o crescimento de 5,07% nos preços das fraldas descartáveis e 1,48% no creme dental. 

A queda acumulada nos preços dos artigos higiene e beleza durante o primeiro trimestre do ano é resultado, sobretudo, na redução do preço dos insumos produtivos, especialmente aqueles importados. Como a taxa de câmbio (R$/US$) apresentou queda na maior parte do último ano, os custos produtos de diferentes produtos, especialmente os derivados de petróleo, apresentaram redução. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), acumula queda de 6,4% nos últimos 12 meses encerrados em abril de 2024, enquanto as matérias-primas brutas recuaram 13,3% no período, enquanto os bens finais mantém redução de apenas 0,83% nos últimos 12 meses.

 

Nota Metodológica

O Índice de Preços dos Supermercados tem como objetivo acompanhar as variações relativas de preços praticados no setor supermercadista ao longo do tempo. O Índice de Preços dos Supermercados é composto por 225 itens pesquisados mensalmente em 6 categorias: i) Semielaborados (Carnes Bovinas, Carnes Suínas, Aves, Pescados, Leite, Cereais); ii) Industrializados (Derivados do Leite, Derivados da Carne, Panificados, Café, Achocolatado em Pó e Chás, Adoçantes, Doces, Biscoitos e Salgadinhos, Óleos, Massas, Farinha e Féculas, Condimentos e Sopa, Enlatados e Conservas, Alimentos prontos,); iii) Produto In Natura (Frutas, Legumes, Tubérculos, Ovos, Verduras); iv) Bebidas (Bebidas Alcoólicas, Bebidas Não Alcoólicas); v) Artigos de Limpeza; vi) Artigos de Higiene e Beleza. Assim, o IPS se apresenta como instrumento útil aos empresários do setor na tomada de decisões com relação a preços e custos dos mais diversos produtos. No que diz respeito à indústria, de maneira análoga, possibilita a tomada de decisão com relação a preços e custos dos produtos destinados aos supermercados. Ao mercado e aos consumidores é útil para a análise da variação de preços ao longo do tempo possibilitando o acompanhamento da evolução dos custos ao consumidor do setor supermercadista.

 

APAS –Associação Paulista de Supermercados

Workalove traz insights a respeito do que esperar sobre o futuro do trabalho

Tecnologia, saúde mental e soft skills são algumas das tendências elencadas no e-book divulgado pela plataforma; Fernanda Verdolin, estrategista de carreira e pesquisadora do futuro do trabalho, comenta os impactos desses rumos no ambiente profissional

 



A Workalove, plataforma de orientação e desenvolvimento de carreiras do Pravaler, divulga o e-book “Futuro do Trabalho: cenário e tendências”, com o intuito de apontar as principais habilidades que são ou que serão exigidas no universo corporativo. A análise foi feita a partir do ‘Observatório do Futuro do Mundo do Trabalho’, da própria edtech, e celebra o Dia Internacional do Trabalhador em 1º de maio.

A tecnologia utilizada pela empresa apoia as instituições de ensino superior, aproximando os jovens do primeiro emprego e, ao mesmo tempo, entende diferentes cenários do mercado de trabalho e perfis profissionais. Por isso, identifica de forma mais profunda as reais necessidades e quais adaptações são necessárias para acompanhar a influência digital nas relações atuais e futuras do ambiente corporativo.

Para Fernanda Verdolin, estrategista de carreira, pesquisadora do futuro do trabalho e fundadora da edtech, apontar as tendências é o primeiro passo para preparar as pessoas em direção aos seus objetivos. “Essa pesquisa não é exclusiva só para os estudantes que estão procurando seu primeiro emprego, mas também para os profissionais experientes que visam sempre se adequar às transformações”, analisa a executiva.

Por meio da tecnologia da Workalove, as universidades podem adaptar seus planos pedagógicos para que estejam mais alinhados com as mudanças constantes que são observadas no mercado de trabalho. Assim, os estudantes sairão para o mercado de trabalho mais preparados para lidar com os desafios e com as transformações que podem vir a ocorrer durante sua trajetória.

O estudo ajuda a desvendar quais são os maiores pontos emergentes que moldarão o ambiente profissional nos próximos anos. “Nosso objetivo ao lançar o e-book não era de esgotar o assunto, afinal, estamos falando de um tema com mudanças constantes”, explica Fernanda. “A ideia foi apresentar alguns cenários que temos em nossa sociedade e no mundo do trabalho, e estimular o estudante a explorar suas potencialidades e sua capacidade de gerar renda, ou seja, sua trabalhabilidade”, pontua a especialista.

Confira, abaixo, cinco pontos elencados por Fernanda Verdolin como essenciais no que diz respeito ao futuro do trabalho e da trabalhabilidade:


· Tendências tech

Com tantos avanços tecnológicos sendo feitos em um curto período de tempo e, após a explosão da pandemia da Covid-19, os processos de adaptação à tecnologia sofreram ampla aceleração. Por isso, trabalhadores podem esperar uma inclusão cada vez maior de elementos como Inteligência Artificial em sua rotina profissional.


· Maior impacto das soft skills

O termo “soft skills” tem ganhado força no ambiente profissional nos últimos anos e se refere às habilidades comportamentais cuja importância e valor se mostram cada vez mais imprescindíveis para o mundo corporativo. Autoconhecimento, adaptabilidade, empatia e organização são apenas algumas das soft skills mais buscadas nos dias de hoje.


· Valorização da saúde mental

Nos últimos anos, as empresas e seus líderes têm feito um esforço consciente para, cada vez mais, priorizar a existência de um ambiente de trabalho saudável para todos os seus colaboradores. Compreendendo que a boa saúde mental dos indivíduos é fator determinante para o bem-estar geral das corporações, algumas empresas colocaram projetos e ações em prática para garantir que todos dentro da empresa se sintam ouvidos e satisfeitos.


· Práticas ESG

A sigla ESG se refere a três pilares: Ambiental, Social e de Governança Corporativa. Empresas que já adotam esses objetivos em sua cultura estão focadas em designar uma resposta necessária e sustentável frente aos problemas da sociedade. Futuramente, podemos esperar um mundo mais sustentável, responsável e inclusivo dentro do setor empresarial.


· Ampliação da diversidade

As estratégias de diversidade e inclusão vêm para as empresas como uma necessidade de combater estigmas a respeito de questões de raça, gênero, sexualidade e muito mais. No entanto, a verdadeira inclusão deve ocorrer de dentro para fora e imprime responsabilidade para todas as equipes, com um propósito que vai além da estratégia competitiva. Por isso, é desejável que a cultura organizacional e a gestão estejam alinhadas com este avanço e se estruturem para abraçar a causa com força, afinal, o futuro do trabalho é para todos!

Para conferir o e-book na íntegra e ter acesso a mais informações sobre o futuro do trabalho, clique aqui.


Pravaler


Como alavancar a qualidade dos softwares com a IA?

Quando falamos sobre qualidade de software, estamos tratando muito mais do que apenas a funcionalidade ou desempenho de um produto digital, mas nos referindo também a um conjunto de práticas, processos, padrões e ferramentas que são necessárias para que a solução seja capaz de atender às expectativas, sendo confiável e seguro.

Nesse contexto, é importante entendermos os problemas enfrentados pela falta de implementação dos processos de garantia da qualidade e o que ela pode trazer para os negócios. Segundo informações publicadas no relatório 'The Cost of Poor Software Quality in the USA 2022 Report ' realizado pela Synopsys Inc., estima-se que as falhas de software tenham custado às empresas US$ 2,41 trilhões em 2022.

Deste modo, atuar dentro de processos estruturados, bem definidos, e, principalmente, automatizados, garante um maior sucesso quando o assunto é gerar um produto de valor, visando deixar o cliente satisfeito com o que está sendo entregue. Caso contrário, a falta desses elementos pode deixar todo o processo sob o risco de retrabalho – que pode ser causado por conta de defeitos ou problemas que não foram detectados precocemente na fase de desenvolvimento, afetando diretamente no maior consumo de tempo e recursos, influenciando nos prazos e valores entregues.

Visando eliminar esses riscos, a utilização de tecnologias especializadas com o auxílio da Inteligência Artificial nas etapas dos processos, torna possível e efetiva a garantia de qualidade em todas as pontas. Isso porque, os recursos fornecem ferramentas que geram a capacidade de construir um produto com alta qualidade e em menor tempo, uma vez que os aceleradores se fazem presentes para aumentar a produtividade. 

Hoje, já existem diversas ferramentas que possibilitam uma boa organização e integração entre requisitos e casos de teste, juntamente com seus status de execução e respectivas evidências. Nesse cenário, o uso de IA generativa colabora durante a criação dos cenários de teste, contribuindo para uma cobertura mais completa dos principais pontos e acelerando sua documentação, bastando, para isso, criar um contexto e passar a funcionalidade com os critérios de aceite e suas respectivas regras de negócio.

Uma vez finalizadas as fases de testes, documentação de evidências e registros de eventuais falhas, os indicadores podem ser criados ao integrar os resultados em dashboards para acompanhamento da qualidade do projeto e suas partes mais críticas, oferecendo recursos de IA (linguagem natural) na análise da massa de dados e facilitando a identificação de módulos sensíveis, antes que esses possam impactar a qualidade de forma mais significativa.

Já na parte de análise do código e segurança, há outras ferramentas com seus “Quality Gates”, que podem auxiliar exibindo de forma simplificada e automatizada, quando integrado a um pipeline de execução, a quantidades de bugs, vulnerabilidades, code smells e duplicidades presentes no código do produto. 

E, por falar em pipelines, a utilização desse processo traz praticidade quando o assunto são tarefas rotineiras, que podem ser automatizadas, publicando resultados dos testes, criando artefatos com o produto construído e até mesmo publicando essas construções em seus respectivos ambientes. Essa automação cria mais tempo para os envolvidos poderem atuar em outras tarefas, otimizando a produtividade ao delegar essas que foram automatizadas para que sejam executadas de forma customizadas pelos scripts desenvolvidos e vinculados.

Para os testes de API (interfaces de integrações) há também boas ferramentas de mercado. Nelas, as avaliações podem ser criadas para que a cada desenvolvimento, o produto tenha sua integração realizando o esperado, garantindo que os novos recursos estejam cobertos e que os recursos regressivos – aqueles que já existiam no código – continuem funcionais.

Porém, quando vamos falar de garantia desses cenários regressivos, de pronto nos vem à cabeça: qual deve ser o custo e a complexidade de garantir todo o funcionamento do sistema a cada vez que uma nova funcionalidade é desenvolvida? Como garantir que tudo esteja em seu devido lugar se a cada novo teste o sistema como um todo cresce e de nenhuma forma deixar de garantir a qualidade dos recursos já existentes pode ser uma opção? É aí que entram testes automatizados.

Dentro dos tópicos que necessitam codificação, como os testes automatizados de interface de usuário e os unitários, o universo de Inteligência Artificial nos fornece algo bem interessante: as chamadas “IAs copilotas”. Sua principal função é acelerar a execução de tarefas mais complexas, agindo como um copiloto junto a quem estiver desenvolvendo o código para esses testes automatizados. Ele sugere trechos de códigos em tempo real e gera sugestões contextuais de acordo com o que está sendo programado, aprendendo o padrão do código e as necessidades individuais de cada cenário, comprovando até 55% de redução de tempo nas codificações, segundo levantamento do GitHub em setembro de 2022.

Em suma, investir na qualidade de software não é somente uma medida preventiva, mas também uma estratégia superimportante para o sucesso do produto a longo prazo. A realidade é que a Inteligência Artificial chegou com tudo, e a utilização desses aceleradores juntamente com as devidas ferramentas, auxiliam no alcance dessas garantias com muito mais assertividade. E quando aplicado em conjunto com processos maduros, torna possível construir produtos mais robustos e eficazes, mitigando riscos, reduzindo custos, antecipando entregas e tendo mais tempo para impulsionar a inovação e a produtividade do negócio. 



Christian Henrique de Oliveira - Analista de Qualidade de Software da Viceri-SEIDOR.

Viceri-Seidor
www.viceri.com.br

 

GSH Banco de Sangue de São Paulo funcionará no feriado de 1º de maio

O GSH Banco de Sangue de São Paulo informa que funcionará normalmente na próxima quarta-feira, feriado de 1º. de maio, Dia do Trabalho, atendendo aos doadores, das 7h às 18h, na Rua Tomás Carvalhal, 711, no bairro Paraíso. 

“Convidamos todos os doadores regulares e novos voluntários a reservarem um momento neste feriado do Dia do Trabalho, para contribuir com esta causa nobre que pode salvar até 4 vidas. Essas doações são essenciais para garantir o equilíbrio dos nossos estoques sanguíneos”, convoca Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue de São Paulo. 

A instituição informa que os estoques das bolsas de sangue estão 50% abaixo do ideal, pois vem recebendo cerca de apenas 80 doações por dia, quando o ideal seriam 160 bolsas diárias para atender com conforto às demandas dos hospitais. Em períodos em que há feriados a situação fica pior, pois as pessoas aproveitam o dia para as atividades de lazer. 

Para doar, basta comparecer à unidade observando os requisitos mencionados abaixo. “Se você está em boas condições de saúde e atende aos requisitos para doação, junte-se a nós neste feriado para salvar vidas, por meio da doação de sangue”, conclui Janaína.

 

Requisitos básicos para doação de sangue:

  • Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
  • Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Pesar a partir de 50 kg;
  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas.
  • Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos
  • Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
  • Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
  • Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina
  • Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
  • Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

 

Serviço:
GSH Banco de Sangue de São Paulo
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso
Tel.: (11) 3373-2000 / 3373-2001 e pelo WhatsApp (11) 99704-6527
Atendimento: Diariamente, inclusive aos finais de semana, das 7h às 18h. Estacionamento gratuito no local.


segunda-feira, 29 de abril de 2024

Enxaqueca é até 3 vezes mais prevalente em mulheres1 e condição é a mais incapacitante entre as jovens3

  

Maio bordô: conheça 5 mitos e verdades sobre a enxaqueca ao longo de toda a vida da mulher

 

Com a cor bordô, maio é o mês de combate à cefaleia, distúrbio neurológico mais prevalente do mundo, que atinge 190 milhões de pessoas por ano, variando entre dor de cabeça tensional e enxaqueca, segundo estudo global publicado no The Journal of the American Medical Association2. Em mulheres, o problema é três vezes mais predominante,1 sendo a condição mais incapacitante entre as jovens3 com idade entre 15 e 49 anos, período da vida em que enfrentam os maiores desafios por estarem em idade reprodutiva e com foco no crescimento relacionado à carreira. 

A neurologista especialista em cefaleia, Eliana Melhado, liderou o estudo Headache classification and aspects of reproductive life in young women, com 422 estudantes universitárias, cujo resultado apontou que a grande maioria delas tem cefaleia (79%), sendo 31,8% enxaqueca menstrual4, a forma mais incapacitante desse tipo de condição5. “Para se ter uma ideia, mais de 80% das mulheres com enxaqueca têm uma redução nas atividades sociais e domésticas e 45% delas relatam limitação no trabalho em períodos de crises, que na fase menstrual costumam ser mais longas e graves5”, explica, e completa: “os episódios dependem da variação dos níveis hormonais, e a preparação do corpo para a menstruação é um gatilho para as crises6, já que o cérebro é sensível à subida de estrogênio no organismo e, quando há a queda, a dor é desencadeada”. 

A médica, que é parceira da Libbs Farmacêutica, conta que a enxaqueca é uma doença genética neurológica séria, cujo tratamento deve ser individualizado e realizado por um especialista, pois a automedicação é um grande risco para o desenvolvimento de uma cefaleia crônica por uso excessivo de medicação. “O tratamento é baseado no tripé manejo da crise, tratamento preventivo e terapias complementares. Praticar atividades físicas por pelo menos 150 minutos por semana diminui as crises pela metade. Ioga, acupuntura e fisioterapia também são estratégias que podem ajudar”, recomenda ela. A especialista também pontua que a continuidade do tratamento por pelo menos seis meses, mesmo após a fase aguda da dor ter passado, é o autocuidado necessário para melhorar a qualidade de vida das pacientes. “Ter uma dieta saudável e cuidar da saúde mental tem um papel decisivo nos resultados.”

 

5 mitos e verdades sobre a enxaqueca em mulheres:
 

1 – Depressão e ansiedade estão relacionadas com a enxaqueca.

Verdade. A enxaqueca é uma comorbidade de várias situações de saúde como asma, fibromialgia, endometriose e acidente vascular cerebral (AVC). Nesse sentido, pode ser uma condição associada também a questões psicológicas como estresse, depressão, ansiedade, transtorno bipolar e transtorno de personalidade. A neurologista conta que pessoas com enxaqueca têm de três a quatro vezes mais depressão e vice-versa. Por isso é importante o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar no tratamento. Fazer acompanhamento psicológico melhora a condição do paciente”.
 

2 – Jejum, cheiro e estresse desencadeiam as crises.

Verdade. Não se alimentar por longos períodos é um dos principais desencadeadores da enxaqueca, chegando à marca de 70% de casos. Já 20% dos pacientes com o problema relatam outros fatores que, de forma subjetiva, podem desencadear as crises, como alimentos específicos, cheiros, exposição à luz, barulho. “Cada caso de paciente é único e devemos tratar o cérebro de forma individual”, explica a dra. Eliana.
 

3 – As mudanças hormonais pioram a enxaqueca.

Verdade. Diferentemente dos homens, ao longo da vida as mulheres têm grandes oscilações de níveis hormonais, que começam na puberdade e se alteram na gravidez e na menopausa e isso tem impacto direto na relação com a enxaqueca. Para se ter uma ideia, a prevalência da dor de cabeça a partir da primeira menstruação é de 33%, condição que tem cerca de 40% de melhora com o uso de anticoncepcionais6.
 

4 – Enxaqueca piora na gravidez.

Mito. A pesquisa Management of primary headaches during pregnancy, postpartum, and breastfeeding, publicada no Headache Journal, apontou que 1/5 das mulheres evitou a gravidez por causa da enxaqueca e uma das principais preocupações é o medo da piora dos sintomas durante a gestação7. Em contrapartida ao que se supõe pelo senso comum, a dor de cabeça pré-existente melhora ou desaparece em 55% a 90% das mulheres durante a gravidez8-9, segundo estudo do mesmo órgão, liderado por Eliana, principalmente a partir do 2º trimestre6

Vale pontuar que, após o parto, período denominado puerpério, há uma queda rápida de estrogênio, o que pode resultar no aparecimento da enxaqueca6. Para ambos os casos, gravidez ou puerpério, é importante entender que a enxaqueca tem tratamento. Além de existirem tabelas de segurança de medicamentos, outras abordagens são ainda mais importantes, como diminuição do ritmo de trabalho e ioga.
 

5 – A menopausa intensifica as dores de cabeça.

Mito. Com a chegada da menopausa é comum que haja o desaparecimento dos sintomas da enxaqueca na maioria dos casos6. Quando a dor permanece mesmo após essa fase da vida, a reposição hormonal pode ser uma aliada, pois 64% dos casos melhoram ou desaparecem com a terapêutica10, segundo a pesquisa Migraine, menopause and hormone replacement therapy, publicada no periódico científico Post Reproductive Health Journal.
 

*Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica da médica.
 


Libbs



Referências

1 Victor TW, Hu X, Campbell JC, Buse DC, Lipton RB. Migraine prevalence by age and sex in the United States: a life-span study. Cephalalgia. 2010;30 (9):1065–72. https://doi.org/10.1177/ 0333102409355601.

2 GBD 2017 US Neurological Disorders Collaborators. Burden of Neurological Disorders Across the US From 1990-2017 A Global Burden of Disease Study. JAMA Neurol. 2021;78(2):165-176. doi:10.1001/jamaneurol.2020.4152 Published online November 2, 2020

3 Steiner TJ, Stovner LJ, Jensen R, Uluduz D, Katsarava Z. Lifting The Burden: the Global Campaign against Headache. Migraine remains second among the world's causes of disability, and first among young women: findings from GBD2019. J Headache Pain. 2020;21(1):137. https://doi.org/10.1186/ s10194-020-01208-0.

4 Melhado, E.M., Bigal, M. et al. Headache classification and aspects of reproductive life in young women. Arq Neuropsiquiatr 2014;72(1):17-23

5 Warnock JK. Et al. Hormone-related Migraine Headaches and mood Disorders: Treatment with Estrogen Stabilization. Pharmacotherapy 2017 Jan;37(1):120-128. doi: 10.1002/phar.1876. Epub 2017 Jan 6

6 Melhado EM. Cefaleia Na Mulher. Atheneu 2011

7 Ian J. Saldanha; Wangnan Cao; Monika Reddy Bhuma et al. Management of primary headaches during pregnancy, postpartum, and breastfeeding: A systematic review. Headache. 2021;00:1–33. DOI: 10.1111/head.14041

8 Melhado E.M.; Maciel JA; Guerreiro CA. Headaches during pregnancy in women with a prior history of menstrual headaches. Arq Neuropsiquiatr;63(4):934-40, 2005 Dec.

9 Melhado E.M.; Maciel JA; Guerreiro CA. Headache during gestation: evaluation of 1101 women. Can J Neurol Sci;34(2):187-92, 2007 May

10 E Anne MacGregor. Migraine, menopause and hormone replacement therapy. Post Reproductive Health. Vol 24, Issue 1, 2018 -11-18. Link


Herpes simples infantil: o que é e como tratar

Com prevalência de 50% até os 07 anos, doença causa desconforto em crianças e pode ter quadro agravado com febre e desidratação
 

Lesões na língua, gengivas inflamadas, dificuldade de engolir e diminuição da ingestão de líquidos e alimentos, podem ser alguns dos sintomas de quem sofre com o herpes. Os sintomas são desconfortáveis para adultos e o quadro pode ser ainda mais grave quando atinge crianças, que podem apresentar febre alta2. De acordo com um estudo realizado pelo Brazilian Journal of Development, a prevalência do herpes em crianças até os 07 anos de idade é de 50%.

O herpes é uma infecção causada pelo Herpes simplex virus1. O contato com o vírus ocorre geralmente na infância. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, e se instala no organismo de forma perene, ou seja, não há cura definitiva para a infecção. Em alguns momentos, em geral relacionados a queda de imunidade, o vírus pode ser reativado, causando sintomas clínicos.

Define-se assim a primo-infecção e as reativações. Na infecção primária, ou primo-infecção, a pessoa entra em contato com o vírus pela primeira vez. Frequentemente, a infecção primária acomete crianças de seis meses a cinco anos de idade, com pico de prevalência entre dois e três anos. Pode variar de assintomática até uma manifestação dolorida e preocupante.  A infecção primária acontece apenas uma vez na vida, no primeiro contato com o vírus, e as infecções posteriores de herpes labial costumam ser mais brandas. São as reativações, aquelas que aparecem diversas vezes ao longo da vida A manifestação clínica mais comum de herpes são pequenas bolhas no lábio que se rompem e formam crostas.

Geralmente os sintomas se resolvem dentro de cinco a sete dias, em casos mais brandos, ou até em duas semanas, nos casos mais graves. Não existe cura e, uma vez infectada, a pessoa levará o vírus para sempre, mas nem todos vão manifestar a doença.


O HSV é muito contagioso e pode ser transmitido pelo contato direto com lesões e objetos contaminados e também por gotículas Maneiras comuns de transmissão incluem beijo e uso de talhes e copos compartilhados. Também não é indicado tentar furar ou espremer as bolhas.


Tratamento

De acordo com a dermatologista e gerente médica do Aché, Andrea Bauer Bannach, “o tratamento visa reduzir os sintomas de febre e dor com o uso de analgésicos e antitérmicos. Além disso, existem medicamentos antivirais que ajudam a diminuir o período de evolução da crise herpética e os sintomas. O antiviral também reduz o período de disseminação viral, o que é muito importante, considerando que a doença é de fácil contágio”.

 


Aché Laboratórios


REFERÊNCIAS
1. Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina [https://spdm.org.br/noticias/saude-e-bem-estar/herpes-infantil-quais-sao-os-riscos/#:~:text=Tratamento%20do%20herpes%20em%20crian%C3%A7as,de%20analg%C3%A9sicos%2C%20antit%C3%A9rmicos%20e%20antiinflamat%C3%B3rios.]

2. IVO, R.P; TEIXEIRA, J.J.M. Análise das formas de contaminação e contaminação cruzada pelos vírus herpes Tipo 1 e Tipo 2: uma revisão da literatura. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 8, 2020 [Link]



Abril é mês de conscientização sobre a rosácea: dermatologistas destacam importância da informação e prevenção

 

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As causas exatas são desconhecidas, mas diversos fatores como predisposição genética, alterações hormonais e exposição solar podem desencadear ou agravar a condição 

 

A rosácea é uma doença inflamatória crônica da pele, caracterizada principalmente pela vermelhidão na região central do rosto, podendo também afetar outras áreas faciais e até mesmo os olhos.

"A rosácea é uma condição que pode afetar significativamente a qualidade de vida das pessoas que convivem com ela. É importante estar ciente dos sintomas e fatores desencadeantes para buscar um tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida dos pacientes", destaca a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS), Rosemarie Mazzuco.

Os sintomas podem variar de vermelhidão persistente a vasos sanguíneos visíveis, bolinhas vermelhas e/ou bolinhas com pus, sensação de queimação, inchaço e ardência na pele. Ocorre principalmente em adultos entre 30 e 50 anos. É mais frequente em mulheres, porém atinge muitos homens e, neles, o quadro tende a ser mais grave, evoluindo frequentemente com rinofima (aumento gradual do nariz por espessamento e dilatação dos folículos).

"É fundamental que os pacientes estejam cientes dos fatores que podem desencadear ou piorar a rosácea, para poderem adotar medidas de prevenção e controle da doença. O acompanhamento médico especializado é essencial para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado", acrescenta Mazzuco.

A SBD-RS reforça a importância de buscar orientação médica especializada ao observar quaisquer sintomas relacionados à rosácea. Apesar de ser uma condição que não tem cura, tem sim tratamento e é possível uma melhora substancial da qualidade de vida do paciente com um plano adequado. Os profissionais habilitados podem ser encontrados no site oficial da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção do Rio Grande do Sul (SBD-RS) em www.sbdrs.org.br.



Marcelo Matusiak


Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Redação: PlayPress Assessoria e Conteúdo / Revisão: Dra. Valéria Rossato


Seconci-SP alerta sobre riscos do uso inadequado de remédios

Entidade orienta trabalhadores da construção à utilização correta dos medicamentos

 

Não se medicar sem prescrição médica, seguir as orientações e os horários certos para tomar remédios e aderir ao tratamento até o final. As recomendações são de Nathalia Xavier de Almeida, supervisora de Farmácia do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião do Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos (5 de maio).

A efeméride surgiu a partir de um movimento estudantil nacional em 1999, com o objetivo de promover ações para alertar a população sobre os riscos de utilização irracional ou inadequado de medicamentos. Estudo realizado em 2019 pelo Conselho Federal de Farmácia mostrou que, apesar de terem se passado 20 anos daquele movimento, 77% dos brasileiros ainda se automedicavam; 47% o faziam ao menos uma vez por mês e 25%, uma vez por semana.

“A maioria das pessoas que tomam remédios sem prescrição médica o fazem por falta de conhecimento sobre as consequências dessa prática”, comenta a farmacêutica. Ela alerta que a automedicação pode causar os seguintes danos, principalmente se praticada com frequência:

·         Alergias – a ingestão de medicamentos com um ou mais de um princípio ativo podem causar até alergias que o paciente desconheça. 

·         Intoxicação – causada por se tomar superdosagem de determinado fármaco. 

·         Problemas de saúde ou ineficácia do tratamento – podem ocorrer por interação medicamentosa, quando o paciente ingere remédios que já usa continuamente com os da automedicação. 

·         Dependência de determinado fármaco, prejudicando a qualidade de vida da pessoa. 

·         Criação de resistência a microorganismos como bactérias, vírus, vermes e parasitas.

 

Recomendações

Para que o tratamento seja bem-sucedido, Nathalia recomenda seguir à risca a prescrição médica, evitando-se remédios ineficazes para seus sintomas; consumir a medicação na dose recomendada e nos horários prescritos; e proteger os remédios da luz, da umidade e do calor excessivo.

De acordo com a supervisora, neste momento de epidemia de dengue a automedicação pode aumentar o risco hemorrágico da doença e agravar a situação do paciente. “A pessoa infectada não deve tomar nenhum tipo de anti-inflamatórios ou outras medicações, apenas dipirona e soro, conforme orientação médica”.

“A adesão à prescrição dos medicamentos é fundamental. Se a pessoa interromper um tratamento de sete dias no quarto dia porque os sintomas desapareceram, ela se arrisca a não se curar. É o caso, por exemplo, de um paciente que interrompe a ingestão de antibiótico para debelar uma infecção bucal a fim de poder tratar um dente – ele não conseguirá tratá-lo. Ou do paciente com tuberculose que interrompe o tratamento e a doença volta a se manifestar anos depois.


Procedimentos do Seconci-SP

Nathalia relata que o Seconci-SP toma uma série de cuidados para que os trabalhadores da construção e seus familiares tomem as medicações corretamente. Por exemplo, no caso de pacientes com sífilis, eles são convidados a vir à entidade para tomar as injeções, garantindo o tratamento até o final. Na impossibilidade desse comparecimento, recebem o receituário para as aplicações na drogaria.

“No Seconci-SP, dispensamos a medicação e fazemos a reconciliação medicamentosa, para evitar problemas ocasionados pelo uso simultâneo de muitos remédios. Analisamos com o usuário os melhores horários para ele se medicar. Caso ele tenha dificuldade de se medicar, o farmacêutico se reúne com o médico/dentista prescritor, para sugerir uma opção de fácil acesso ao paciente.

Os pacientes recebem os remédios junto com planilhas que indicam quais medicamentos devem ser tomados e em quais horários. No caso de usuários que não saibam ler, as orientações vêm com desenhos sobre os horários, e com cores para identificar cada remédio.

Para garantir a eficácia do tratamento e evitar o desperdício, o Seconci-SP entrega ao paciente o número exato dos comprimidos prescritos. A entidade busca, com os usuários, determinar os melhores horários para eles se medicarem, de modo a não se esquecerem de fazê-lo. E ainda os orienta sobre quais remédios devem ser tomados em jejum ou requerem alimentação prévia, e em quais períodos do dia são recomendados.


Coceira, irritações na pele e congestão nasal - entenda por que esses sintomas podem ser indicativos de alergias

Especialista reforça a importância de manter-se atento a possíveis sinais de complicações no corpo

 

Durante a infância, a manifestação de dores ou quaisquer alterações corporais, é sinônimo de preocupação. Contudo, durante a fase adulta, essa atenção é deixada de lado na maioria dos casos. A automedicação tem se tornado cada vez mais comum, em paralelo ao uso da internet como ferramenta de diagnóstico, substituindo idas ao médico e realização de exames. Esse comportamento se revela um desafio, uma vez que os sintomas podem ser indicativos de alergias, por exemplo, condição que demanda tratamento urgente.

“Quando alergias não são adequadamente diagnosticadas e tratadas, surge a possibilidade de várias complicações, incluindo crises alérgicas graves, que se tornam potencialmente fatais se não forem tratadas com urgência”, explica Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, rede de cosméticos hipoalergênicos.

 

Dar atenção às manifestações é fundamental

Os sintomas alérgicos interferem no sono, no desempenho no trabalho, nas atividades de lazer e, consequentemente, na qualidade de vida geral. Coceiras, irritações na pele, espirros, congestão nasal, são apenas alguns dos vários exemplos de indicativos frequentes que muitas vezes são desconsiderados. Embora esses sinais possam parecer inofensivos em casos leves, ignorá-los pode resultar em complicações mais graves, especialmente se forem recorrentes.

“A alergia pode manifestar-se de várias formas e afetar diferentes sistemas do corpo”, pontua Lazaretti. Portanto, é essencial estar atento aos sinais que o corpo está enviando e buscar orientação médica adequada para identificar e tratar possíveis complicações futuras.

 

Técnicas de prevenção

Existem estratégias que auxiliam a evitar que sintomas simples se transformem em crises alérgicas graves. Uma delas é prestar atenção aos cosméticos utilizados diariamente, pois muitos deles podem conter substâncias químicas e alérgenos que desencadeiam reações adversas na pele.

“Optar por produtos hipoalergênicos, livres de fragrâncias e corantes, e realizar o Patch Test antes de usar um novo produto podem ajudar a reduzir o risco de irritações e alergias cutâneas”, explica André Sobanski, CEO da Alergoshop. O profissional reforça que o mercado nacional tem priorizado cada vez mais esse cuidado com as fórmulas dos cosméticos. Na rede citada, por exemplo, os compostos são livres de 95 substâncias nocivas à saúde humana.

Além disso, é fundamental manter um ambiente doméstico limpo e livre de ácaros, poeira e mofo, que são comuns desencadeadores de crises respiratórias. Utilizar capas antialérgicas em travesseiros e colchões, aspirar regularmente a casa, lavar roupas de cama e cortinas com frequência e manter uma boa ventilação nos ambientes internos podem ajudar a reduzir a exposição a esses alérgenos e prevenir sintomas como espirros, coriza e dificuldades respiratórias.

Outra técnica importante de prevenção é evitar o contato com substâncias como pólen, pelos de animais, mofo e produtos químicos agressivos. Isso pode envolver medidas como o uso de máscaras descartáveis faciais ao realizar atividades ao ar livre durante estações mais secas, manter os animais de estimação fora dos quartos e escolher produtos de limpeza e de cuidados pessoais que sejam livres de alérgenos conhecidos. 



Alergoshop
https://alergoshop.com.br/

6 Dicas de como despertar o interesse das crianças pela saúde bucal

 Freepick
Especialista revela dicas sobre como prevenir problemas dentários em crianças, reforçando a necessidade de adquirir hábitos saudáveis desde cedo

 

A saúde bucal é uma parte essencial do desenvolvimento saudável das crianças. Introduzir bons hábitos de higiene desde cedo pode prevenir problemas dentários que afetam não apenas a boca, mas também a saúde geral. Segundo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 70% das crianças terão pelo menos uma cárie até os cinco anos de idade. 

Ela é a doença crônica infantil mais comum e é cinco vezes mais frequente que a asma. A saúde bucal precária pode levar a problemas de nutrição, dor crônica e até mesmo a dificuldades na fala e na aprendizagem, mas também há outros problemas, que a falta de uma higiene bucal pode acarretar às crianças. 

De acordo com o Bruno Vidigal, Professor Doutor do Curso de Odontologia do Centro Universitário Newton Paiva, desde cedo, os pais devem incentivar os filhos a adotarem essa prática. "A consulta de pré-natal odontológico é importante para que a odontopediatra oriente os pais sobre higiene bucal da criança visando uma introdução desde o nascimento, e quando os primeiros dentes começarem a surgir ", indica. 

Pensando nisso, o profissional preparou algumas dicas para os pais inserirem a saúde bucal nos pequenos: 

  • Comece cedo: Introduza a higiene bucal assim que o primeiro dente do bebê aparecer. Use uma gaze ou escova de dentes infantil macia para limpar suavemente os dentes e a gengiva. Algumas crianças fazem o uso de mamadeira deitados após a escovação, o que não é indicado
     
  • Um hábito divertido: Utilize escovas de dentes coloridas e com personagens que a criança goste, bem como pastas de dente com sabores agradáveis, apropriadas para a idade, sempre se atentando com a quantidade de produto e flúor. Torne o momento da escovação uma atividade divertida, cantando músicas ou contando histórias enquanto escova os dentes.
     
  • Seja um modelo: Atitudes contam mais do que o discurso. Crianças imitam muitas atitudes dos pais e escovarem os dentes juntos pode ser uma maneira divertida e eficaz de adotarem bons hábitos de higiene bucal.
     
  • Use recursos visuais e jogos: Existem livros, aplicativos e vídeos projetados para ensinar as crianças sobre a saúde bucal. Esses recursos podem explicar a importância de cuidar dos dentes de uma forma que elas entendam e apreciem.
     
  • Estabeleça rotinas: Faça da escovação e do uso do fio dental hábitos diários que aconteçam ao mesmo tempo todos os dias, como após o café da manhã e antes de dormir. A consistência ajuda a transformar a higiene bucal em parte da rotina diária da criança.
     
  • Visitas regulares ao dentista: Leve seu filho ao dentista para check-ups regulares a partir do aparecimento do primeiro dente ou no primeiro aniversário. Visitas regulares não só ajudam a manter a saúde bucal em dia, mas também acostumam a criança ao ambiente do consultório dental, reduzindo o medo e a ansiedade.
     

“A adoção de medidas preventivas e educativas pode reduzir significativamente o número de casos de problemas dentários graves no futuro, garantindo um sorriso saudável para toda a vida.” Finaliza o especialista. 

 

Centro Universitário Newton Paiva


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