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sábado, 27 de abril de 2024

Procrastinação: Por que é tão difícil não deixar para depois?

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Entender a razão por trás desse comportamento pode ser um primeiro passo para contorná-lo

 

Por muito tempo, a procrastinação foi vista apenas como um hábito negativo. No entanto, estudos científicos recentes têm proporcionado um entendimento mais profundo deste comportamento, revelando que ele é mais complexo e enraizado do que muitos pensam. 

Leila Santos, coach e especialista em comportamento humano, explica que procrastinar é simplesmente o ato de adiar o cumprimento de uma tarefa que precisa ser realizada. “Você sabe o que deve fazer e não é capaz de fazer o que acaba gerando uma lacuna entre intenção e ação. A “lacuna” entre intenção e ação é uma característica fundamental da procrastinação, pois a pessoa pode ter a intenção de realizar a tarefa, mas falha em seguir em frente e concluí-la. A procrastinação também pode ser definida como um comportamento habitual que afeta a produtividade e o bem-estar emocional, levando a sentimentos de estresse, culpa e arrependimento”.

A procrastinação é um fenômeno complexo e multifatorial. Ela pode ser motivada por diferentes razões, como medo do fracasso, falta de motivação, falta de habilidades necessárias, perfeccionismo ou simplesmente por não saber por onde começar. “É importante lembrar que a procrastinação não é necessariamente sinônimo de preguiça ou falta de compromisso. Pessoas que procrastinam podem estar lidando com problemas emocionais ou psicológicos que precisam ser tratados”, explica Leila.

De acordo com um levantamento da Forbes Health, apenas 10% das pessoas conseguem concluir as metas planejadas. Além disso, o tempo médio que as pessoas se mantêm dedicadas às metas antes de abandoná-las, é de apenas 3 meses. Existem muitos fatores que levam as pessoas a falharem e um deles começa exatamente na definição desses objetivos, que normalmente se confundem com intenções.

“Mesmo que tenhamos clareza dos objetivos (específicos, realistas, relevantes) , só isso não é suficiente para superar o pior dos nossos inimigos: a procrastinação. É importante ressaltar que a procrastinação é um fenômeno natural do ser humano totalmente associado ao mecanismo cerebral de aproximação (prazer) e afastamento (dor)”, reforça Leila.


Consciente X Inconsciente

O ato de procrastinar pode ser tanto consciente quanto inconsciente, dependendo da situação. Às vezes, mesmo cientes de que estão procrastinando, as pessoas optam por seguir devido a outras prioridades ou escolhas.

Em outras ocasiões, o indivíduo pode procrastinar sem perceber, permitindo que outras distrações ou preocupações o afastem da tarefa que precisamos realizar. “Mas independentemente de ser consciente ou não, ela impacta na nossa produtividade, no bem-estar emocional ou na capacidade de atingir metas importantes e cumprir com nossos compromissos. Por isso, é importante estar ciente deste comportamento e trabalhar para superá-lo”, ressalta.

 

Como diminuir a procrastinação?

Para entender como superar a procrastinação, é fundamental analisar quais são especificamente as causas que nos levam a procrastinar e criar um sistema próprio para minimizar esse comportamento na nossa vida. 

Aqui estão 6 dicas fundamentais para começar: 

  1. Autoconsciência: identifique as causas e o seu padrão de procrastinação
    2. Ambiente: crie um ambiente produtivo e livre de distrações
    3. Atividade: divida a tarefa em pequenas partes e defina prazos realistas
    4. Ganhos: visualize como se sentirá quando concluir a tarefa
    5. Evolução: Avalie sua evolução e crie um sistema de recompensas
    6. Você não está só: peça ajuda

 

Leila Santos - Consultora de empresas e coach de líderes há mais de 20 anos, atende clientes com renome no mercado como Grupo WLM, L’Occitane, Grupo Boticário, Sephora, Itaú, Biolab, Pfizer, Roche, Astellas, Ache, AstraZeneca, Farmoquímica, Fitec, Pierre Fabre, Uni2, Gencos, dentre outras. Com pós-graduação em Gestão de Empresas e Neurociência aplicada ao desenvolvimento de pessoas, a profissional se dedica a potencializar o desenvolvimento e performance de pessoas e organizações através de programas de liderança, coaching e gestão de cultura organizacional.


Neuropsicóloga explica os transtornos de aprendizagem e seus efeitos

 A Dra. Ana Carla Silvestre Sangineto, neuropsicóloga parceira da Docway, explica a diferença entre dificuldades e transtornos de aprendizado

 

Nos últimos anos, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ganhou uma enorme visibilidade, em grande parte devido à proliferação de autodiagnósticos na internet. Tornou-se comum, ainda, nos depararmos com pais que, mesmo sem um diagnóstico confirmado pelo médico, atribuem as dificuldades escolares de seus filhos ao TDAH. Mas será realmente correto classificar o TDAH como um transtorno de aprendizagem? 

De acordo com a Dra. Ana Carla Silvestre Sangineto, neuropsicóloga parceira da Docway, empresa pioneira em soluções de saúde digital no Brasil, a resposta correta é: não. Contudo, a especialista explica que há impactos diretos na vida escolar da criança. “Embora o TDAH não seja classificado como um transtorno de aprendizagem, sua influência na aprendizagem é indireta, uma vez que se trata de um transtorno atencional, frequentemente associado à hiperatividade, que resulta em flutuações na capacidade de concentração das crianças”, explica. 

Os transtornos diretamente ligados a aprendizagem são a dislexia, relacionada aos processamentos linguísticos e à leitura; a disortografia, caracterizada pela dificuldade na aplicação das regras ortográficas; a disgrafia, que afeta a habilidade de escrever de maneira clara e organizada; e a discalculia, relacionada ao processamento numérico e raciocínio matemático. Para ficar ainda mais claro, a especialista explica como distinguir as dificuldades de aprendizagem dos transtornos de aprendizagem. 

“As dificuldades geralmente se manifestam de forma pontual, com um início e um fim determinados por eventos específicos, como mudanças de escola ou problemas familiares. Nessas situações, um suporte adicional na forma de aulas de reforço ou acompanhamento pedagógico pode ser suficiente para superar o obstáculo”, aponta. “Por outro lado, os transtornos têm uma origem neurobiológica, ou seja, a criança já apresenta essa disfunção desde as fases iniciais da vida, antes mesmo de frequentar a escola”, conta a neuropsicóloga. 

No caso da discalculia, a criança pode ter dificuldade em compreender conceitos básicos de matemática, como a soma de 2 +2, que, se não tratada adequadamente, pode afetar suas habilidades na vida adulta, como a capacidade de lidar com transações financeiras simples. Casos como esse exigem investigação neuropsicológica e intervenção para desbloquear habilidades específicas. 

O diagnóstico de um transtorno de aprendizagem envolve uma análise detalhada, que inclui entrevistas com todas as partes envolvidas, desde a própria criança até os pais e professores, seguida pela aplicação de testes psicológicos e de rastreamento para avaliar o nível de dificuldade em relação ao esperado para o desenvolvimento típico. “Somente com base em evidências científicas sólidas é possível encaminhar a criança para um tratamento adequado que permita superar os desafios do transtorno”, afirma. 

A neuropsicóloga ressalta ainda que a vida plena é sim uma realidade para crianças e adultos com ou sem dificuldade ou transtorno de aprendizagem. “Com o suporte adequado, incluindo intervenções educacionais personalizadas, terapia e apoio psicológico, indivíduos com essas desordens podem desenvolver estratégias eficazes para lidar com seus desafios e alcançar sucesso em diversas áreas da vida. Além disso, a conscientização e o entendimento da comunidade são fundamentais para promover a inclusão e eliminar estigmas, permitindo que todos tenham a oportunidade de alcançar seu pleno potencial”, complementa a Dra. Ana Carla Silvestre Sangineto.


O poder da imagem pessoal: Como a estética pode contribuir para a conquista da autoconfiança

 

Especialista em estética facial, Dra. Karina Barrelo, nome à frente da Clínica Barrelo, comenta sobre como a autoestima pode influenciar no bem estar geral
 

Atualmente, a autoestima assume um papel importante em meio à sociedade, onde a pressão por se adequar a padrões de beleza impostos pela mídia se faz constante no dia a dia. “Nossa imagem pessoal é a primeira impressão que transmitimos ao mundo e pode influenciar diretamente nossa autoestima. Uma primeira impressão positiva não apenas abre portas, mas também contribui para nosso bem-estar emocional’’, comenta a especialista Dra. Karina Barrelo, nome à frente da clínica Barrelo, maior clínica de estética facial e corporal da região do Morumbi, bairro nobre de São Paulo. 

A diversidade de opiniões sobre o tema costuma criar pressões sociais que afetam diretamente a autoestima das pessoas, criando uma imagem distorcida de si mesmas. Com o crescimento do uso das redes sociais e da cultura da "comparação", a busca constante por manter uma visão positiva de si mesmo leva as pessoas a enfrentarem desafios internos. 

A expert comenta como os procedimentos estéticos ajudam homens e mulheres a se encontrarem e amarem uma nova versão de si mesmos. “A autoestima e a autoconfiança são componentes essenciais da jornada de bem-estar de qualquer pessoa e o meu trabalho reflete esse compromisso em elevar a confiança dos meus pacientes.”, comenta. 

Para a Dra. Karina, um dos principais procedimentos procurando, é a harmonização facial, que feita da maneira correta e mantendo o aspecto natural, realça a beleza de mulheres e homens sem exageros e promovendo um sentido renovado de autoestima e empoderamento. 

A especialista ainda compartilha que, “por meio da estética, podemos melhorar aspectos de nossa aparência que nos deixam inseguros. Sentir-se bem com nossa imagem refletida no espelho pode impulsionar nossa autoconfiança, felicidade e sociabilidade.”, pontua. 

Para quem está passando por momentos desconfortáveis com sua aparência, a profissional reforça que, gostar de si mesmo é fundamental para se aceitar e se posicionar diante da sociedade, sendo crucial aprender a gostar de si mesmo e sentir-se confortável com a própria aparência, sem sucumbir às pressões externas ou padrões de beleza impostos pela sociedade. “Priorizar nosso bem-estar e adotar uma abordagem de cuidado saudável é essencial para cultivar amor-próprio e uma sensação de paz em relação à nossa imagem.”, finaliza.

3 técnicas de meditação para dormir melhor

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Segundo especialista da TotalPass, prática pode ser uma grande aliada de quem tem dificuldades para pegar no sono

 

 

A insônia é uma queixa comum entre os brasileiros, com mais de 73 milhões de pessoas afetadas, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira do Sono (ABS). Especialistas indicam entre sete ou mais horas de sono por noite, no entanto, a dificuldade na hora de descansar o corpo e a mente podem atrapalhar essa rotina.

Para Ana Carolina Matos, profissional de educação física da TotalPass, uma das principais soluções de saúde integrada do Brasil no âmbito corporativo, práticas de meditação antes de dormir podem ser grandes aliadas para aqueles que buscam soluções para  manter a saúde e um sono reparador. “A falta de repouso adequado não apenas compromete o desempenho diário, mas também representa sérios riscos para a saúde a longo prazo. Portanto, é fundamental adotar medidas que promovam um descanso verdadeiramente revitalizante”, explica.

Pensando nisso, a especialista listou três técnicas de relaxamento para ajudar a desligar o corpo e a mente e manter uma rotina mais saudável. Confira:


  • Respiração 4-7-8

Para realizar essa técnica, Matos recomenda encontrar um lugar confortável para sentar ou deitar. Em seguida, focar na respiração, inspirando pelo nariz e contando até quatro. Após manter o ar nos pulmões por um momento, contar até sete e, em seguida, expirar lentamente pela boca, contando até oito. “Essa sequência de respiração pode ser repetida várias vezes, para ajudar a acalmar a mente e relaxar o corpo”, explica.


  • Relaxamento muscular progressivo

Antes de iniciar o relaxamento muscular progressivo, recomenda-se reservar um momento para respirar profundamente por um minuto. “Isso ajuda a preparar a mente e o corpo para a prática”, pontua a profissional. 

Em seguida, enquanto mantém uma respiração profunda, é necessário escolher uma região do corpo, como os pés, as coxas ou os posteriores de coxa, e tensionar os músculos dessa área por três ou quatro segundos. Após expirar completamente, basta relaxar os músculos e permitir-se descansar por 10 a 20 segundos. “É importante esse processo com outros grupos musculares do corpo, seguindo uma progressão de baixo para cima. Ao final, todos os principais grupos musculares terão sido trabalhados, promovendo relaxamento e alívio do estresse”, completa.


  • Mindfulness

Para essa técnica, a especialista aconselha encontrar um lugar confortável para sentar, como a cama ou qualquer outro local que proporcione tranquilidade. Então, é necessário cruzar as pernas e manter o corpo relaxado, alinhando a postura de modo que a coluna vertebral permaneça em sua curvatura natural. Em seguida é preciso colocar os braços à frente do corpo e as mãos sobre as pernas, abaixar o queixo e fechar os olhos lentamente, concentrando-se na respiração e mantendo o abdômen contraído. 

 

TotalPass


Amor de mãe pela visão da neurociência, médico explica


De acordo com o neurocirurgião, neurocientista e professor livre docente da Faculdade de Medicina da USP, Dr. Fernando Gomes, a neurociência já comprovou com estudos e pesquisas, a relação fisiológica e emocional que o vínculo afetivo materno produz no cérebro. 

“Durante a gestação a mulher é bombardeada por hormônios como ocitocina e prolactina, que são responsáveis pelo amor e instinto protetor materno. Além disso, esses neurotransmissores ajudam na produção do leite e na contração muscular uterina, na hora do parto. Assim, a ligação que a mãe e o filho possuem não é só física, mas também hormonal”, diz. 

E quem acha que o amor de mãe é incondicional e diferente do de pai não está errado. O médico conta que, a mulher, como genitora, recebe em altas doses essas substâncias, como a ocitocina e a prolactina, que são responsáveis pelo amor e pelo instinto protetor. Assim, esses hormônios e neurotransmissores são responsáveis também por estimular a contração uterina, viabilizando o parto e também a produção e ejeção de leite. “Com isso, fica claro perceber que a ligação entre mãe e filho não é só carnal, mas, também, hormonal, física e emocional”, fala Dr. Fernando.
 

E por que a vontade de presentear nesta data? 

O neurocientista diz que essa explicação se dá pela maneira como o nosso cérebro trabalha com recompensas já ao presentar, da mesma maneira como abraçar – ou ser abraçado, por exemplo – ativa o circuito mesolímbico dopaminérgico. “Essa é uma região responsável por emoções agradáveis e quando esse ato acontece há uma descarga de neurotransmissores e substâncias que causam bem-estar e são disparadas para todo o corpo, causando a sensação de conforto que só o presente ou o ato de estar presente, pode causar”, finaliza. 



Dr. Fernando Gomes - Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP. Há 12 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. Atualmente comanda seu programa Olho Clínico com Dr. Fernando Gomes semanalmente no Youtube desde 2020. É também autor de 9 livros de neurocirurgia e comportamento humano.
drfernando
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Segredo para casamentos duradouros

 

Com os anos de relacionamento, não é incomum que todo aquele encanto, a alegria, o prazer de estar com a pessoa amada enfraqueça, diminua, encolha e desbote. Em outras palavras, a conexão vai se perdendo. E, com ela, a intimidade.

Com a convivência, o desgaste, problemas que todo casal enfrenta, a conexão se reduz ou até desaparece. O grande desafio é mantê-la, é recolocá-la na rotina, é renová-la, reerguê-la. E mesmo fortalecê-la, caso não tenha se perdido. Porque nunca é demais estar cada vez mais ligado a quem se ama.

É preciso entender, antes de tudo, que as formas de se manter conectado a alguém mudam com o tempo. A afinidade inicial, que deu o clique lá atrás, quando vocês começaram o namoro, pode não ser mais a mesma.

Se, com o passar dos anos, você quer voltar ao que o(a) aproximava de seu amor, pode ser que reencontre exatamente aquela conexão inicial – mas pode ser também que ela tenha ficado no passado mesmo, para sempre.

Por isso é importante você conhecer seu(sua) parceiro(a), se interessar por ele/ela, procurar o que a(o) liga a ele/ela agora. Às vezes, como no filme Casal improvável, essa conexão pode estar nos momentos mais banais, mais triviais, mais simples da vida.

Portanto, ela começa de algo que vocês já têm. Não é preciso inventá-la. Claro que não é fácil manter compatibilidade em todas as áreas da vida ao mesmo tempo. As conexões são dinâmicas, como a vida. Por isso, em cada momento, é indispensável saber o que o outro deseja, o que ele/ela pensa, quais são suas demandas e carências.

É a partir daí que novas conexões se tornam possíveis. Isso não quer dizer que elas sejam fáceis. Aliás, é exatamente nos momentos mais difíceis que essa ligação é posta à prova. É fácil conectar-se quando tudo está bem.

Porém, quando seu(sua) companheiro(a) está passando por um mau momento ou quando ele/ela está errando com você, aí é muito trabalhoso manter ou gerar conexão. Ela é a forma como a outra pessoa se sente percebida e amada. Tudo parte daí.

É preciso ser um “operário do amor” e trabalhar muito para que a afinidade não se perca e sempre se renove. Porque, uma vez que diminui, a tendência é que, com o tempo, a distância entre o casal só aumente. A relação madura entre um homem e uma mulher é algo desafiador. É necessário ser criativo(a), interessado(a), paciente, sensato(a). E, principalmente, mobilizar toda a sua capacidade de amar.

Quando falamos em conexão, o objetivo é entender que essa reaproximação, essa reconquista da intimidade transmite ao(à) seu(sua) companheiro(a) a certeza de que ele/ela é amado(a), admirado(a). Isso propicia segurança. Uma pessoa se solta, se desinibe, se conecta somente num ambiente em que se sente segura. As relações afetiva e física dificilmente serão boas num ambiente de insegurança e de desconfiança.

O relacionamento amoroso é uma ótima forma de desenvolvimento pessoal. Observe quanta capacidade, quanta habilidade você precisa desenvolver para manter um namoro ou um casamento. Ou seja, a partir de um relacionamento saudável você se prepara para lidar com o trabalho, com as amizades, com os filhos, com os pais. É em casa que aprendemos a cuidar, a amar. A conexão gera harmonia e entendimento.

  

Déa Jório - fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher, e Jal Reis, terapeuta e educador sexual, casados há 10 anos e autores do livro “21 Hábitos para Apimentar o Relacionamento”.


5 maneiras de dizer "não" sem culpa

 

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Reconhecer e respeitar os próprios limites são peças-chave para relacionamentos saudáveis 


Expectativas e necessidades contribuem para o senso de segurança e conforto nos relacionamentos. Essa é a concepção de limites da terapeuta Nedra Glover Tawwab, autora do livro Defina Limites e Encontre a Paz. Aprender quando dizer “sim” ou “não” também é essencial para que o indivíduo se sinta à vontade ao interagir em sociedade.

No livro, trazido para o Brasil pela nVersos Editora, Nedra apresenta maneiras de definir essas fronteiras e manter os próprios valores nas relações. Ela compartilha os mais de 15 anos de atuação como especialista em relacionamentos.

Mas, como estabelecer limites saudáveis para construir laços equilibrados consigo e com as outras pessoas? Para a especialista, a chave das interações positivas reside essencialmente na habilidade de dizer “não”. A especialista enfatiza que tal atitude é uma questão de autopreservação e também uma forma de garantir relações mais maduras. "Saber quando dizer sim ou não é fundamental para se sentir à vontade quando interage com os outros", destaca.

Aqui estão cinco ensinamentos para saber dizer NÃO. De uma vez por todas! 

1) Seja honesto consigo mesmo e com os outros sobre o que você pode e não pode fazer. Não tente ser um super-herói. Reconheça seus limites e não tenha medo de dizer não para coisas que estão além de suas capacidades.

2) Não tenha medo de dizer não, mesmo que seja para pessoas que você ama. É importante ser honesto com os outros, mesmo que isso signifique dizer não para algo que eles querem. Lembre-se que seus próprios desejos e necessidades também são importantes.

3) Aprenda a dizer não de forma educada e assertiva. Você não precisa ser rude ou agressivo para dizer não. Basta ser claro e direto sobre o que você pode e não pode fazer.

4) Não se sinta culpado por dizer não. É importante lembrar que você não é responsável pelas necessidades dos outros. Você tem o direito de dizer não para coisas que não são importantes para você.

5) Lembre-se que seu tempo e sua energia são valiosos. Quando você diz sim para algo, está dizendo que seu tempo e sua energia são valiosos para você. Não os desperdice com coisas que não são importantes para você.

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nVersos
Ficha técnica


Título:
Defina limites e encontre a paz
Subtítulo: Um guia para encontrar a si mesmo
ISBN: 978-65-87638-42-3
Formato: 14x2
1 cm
Páginas: 272
Preço: R$ 59,90
Preço ebook: R$ 42,00
Onde encontrar:
nVersos e Amazon

Sobre a autora: Nedra Glover Tawwab é uma terapeuta americana especializada em relacionamentos, com mais de 14 anos de experiência. Seu objetivo é ajudar as pessoas a estabelecerem limites saudáveis para construir relacionamentos positivos consigo mesmas e com os outros. Tawwab possui especializações em trabalhar com famílias, casais, transtornos perinatais de humor e ansiedade, além de oferecer treinamento avançado para adultos que sofreram negligência emocional na infância.

Site: www.nedratawwab.com
Instagram:
@nedratawwab

Sobre a editora: a nVersos Editora lançou o primeiro livro em 2011 e, desde então, segue aprimorando continuamente o catálogo, a fim de garantir a pluralidade de leitores e de saberes. O objetivo principal da editora é a superação e a expansão do conhecimento, por isso tem como missão publicar obras que façam parte da busca por novos conhecimentos e que proporcionem o enriquecimento intelectual do leitor, ao contribuir para a propagação da publicação de livros relevantes para resolução de problemas e na formação cultural de todos.

Site: www.nversoseditora.com
Instagram:
@nversos


Não era tão mau assim

“Algo não vai bem. Dá para sentir no ar. Qualquer coisa de suspeito está em algum canto”. Após a fala solene, foi à janela e gritou um “cala-boca” severo com os cães que não paravam de ladrar. Havia grandes e pequenos, eram quatro ou cinco e pelo menos dois eram desses que vêm de regiões frias. “É”, pensei comigo, “pobres animais, nestes beirando quarenta graus... Ladrando seu desconforto”.

Mas, todos naquela casa amavam muito os cães. Seus três filhos bem nutridos, sobretudo, declaravam amor aos cães, seja quando os vizinhos protestavam contra odores e barulhos, seja quando ele mesmo tinha ímpetos de se livrar daqueles bichos aos quais ninguém prestava muita atenção. Contudo, ele amava muito os filhos e os filhos amavam muito os cães, então, fica assim. “Danem-se os cães.”

Algo não ia mesmo bem. Atendeu ao telefone, alguém lhe queria falar, mas algum filho escuta suas músicas em volume impeditivo. Não dava para conversar. Já se incomodara noutro dia por causa desses “hábitos modernos”. E justificou-se: “Jovens são mesmo assim, não vou polemizar”. Ele gritava, o sujeito com quem falava gritava também. Notei que estava vermelho, vermelho além do normal.

Um pouco tonto, pronto-socorro. No caminho, reclamou: “Esse mundo de ganância, isso acaba com a vida. As coisas estão fora do lugar. Os políticos roubando, os juízes roubando. Malditos ladrões. Impostos para sustentar essa corja; não há dinheiro que chegue”. Exames. A pressão disparada. Prescrições médicas, causas do estresse... Cuidaria, talvez, do assunto: “É de ver... A vida não para.”

A conta telefônica. “O que é isso?” Alguém, como saber quem!? Mas, alguém naquela casa gastara uma fortuna ligando para Conselhos Matrimoniais. Quem seria tão insensato? “Malditas iscas da existência, maldito consumismo que explora até fraquezas sentimentais.” Imprecou o capitalismo. Desabafou sobre o desrespeito do mundo. Estava seguro: “Algo deveria ser feito, só não sabia o quê e nem quem.”

À noite, a pensar: “Só não vê a falta de nexo de tudo com tudo quem não quer enxergar. Esses sinistros canibais humanos devoram tudo, devoram-se”. Não concluiu sobre solução. Não dormiu em paz. Levantou-se cedo, abafado. Já havia algum tempo não respirava bem. Devia ser a poluição do ar: “Todo mundo conspurca o planeta”. Deu-se na rua. Ensimesmado em cogitações, circundou o quarteirão.

Parou na frente da própria casa. Encontrou-se observando o lixo a ser recolhido. Pôs-se a olhar os sacos com as sobras do seu dia. Tomou-se por uma vontade descontrolada de vasculhar os detritos: “Quanto desperdício. As pessoas são incentivadas a descartar, não refletem, não sabem quanto custa comprar as coisas”. Acreditou que deviam educar as crianças do mundo, assim como ele educou as suas.

Entrou, serviu-se do que comer. Absorto, lerdo, mal ouvia o caminhão rangente moendo seus entulhos, os cães ladrando, os familiares discutindo, o telefone tocando, a obstinação da buzina. Uma dor desagradável no peito. Passado o susto, lembra, acabrunhado: “Canalhas! Eu caído, eles discutindo sobre quem me levaria ao hospital”. Aí, mordaz, acrescenta: “Maravilha! O mundo não é tão mau assim”.

 

Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicanalista e Jornalista.


Ciência no espectro: é possível mudar a rota de desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida dos autistas?

Cada vez mais comum, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não tem cara, nem cura. A condição neurológica afeta milhões de pessoas ao redor do globo, 1 a cada 36 crianças para ser mais exata, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. O aumento no número de casos não é moda nem invenção moderna, está ligado a maior divulgação sobre o transtorno e diferenças recentes nos diagnósticos. E se eu te disser que o maior problema que temos hoje não reside na prevalência do TEA, e sim, nas barreiras colocadas pela sociedade? Veja, além do autista precisar lidar com os próprios desafios, sofre com olhares capacitistas da sociedade. Um preconceito que limita a forma como vemos e o que achamos que essas pessoas são capazes. Embora compartilhem traços em comum, cada sujeito é único, tanto em suas dificuldades quanto em suas qualidades. Até porque o autismo é uma neurodivergência e não uma sentença. E todos anseiam por expressar seu potencial sem limitações impostas por rótulos.

Ao passo que a compreensão sobre o autismo aumenta, surgem ferramentas de suporte para pessoas no espectro e suas famílias. Uma dessas ferramentas é a ABA, ou Análise do Comportamento Aplicada, que tem ganhado destaque como a intervenção que produz mais evidências científicas de eficácia para o autismo, segundo a Associação para a Ciência do Tratamento do Autismo dos Estados Unidos. Essa ciência promete não ser apenas um conjunto de teorias, mas, também, um longo caminho de mudanças na vida de pessoas autistas e familiares. Amplamente conhecida no meio, a abordagem é uma chave-mestra, que desbloqueia potenciais, molda destinos, desafia limites e proporciona uma vida mais plena para quem enfrenta as barreiras impostas pela sociedade. 

Uma série de pesquisas conduzidas há mais de 20 anos têm demonstrado a eficácia das intervenções baseadas em ABA para o Transtorno do Espectro Autista. Em um dos primeiros estudos, 47% das crianças do grupo experimental passaram de série na escola em que estudavam, assim como apresentaram funcionamento compatível com a sua idade. Desde então, isso vem sendo confirmado por diversas pesquisas que revelam que o sucesso está relacionado à intensidade, fidedignidade e precocidade da intervenção.

Mas o que há de tão eficaz nessa ciência, que é estudada desde a década 1960, e por que ela é uma das mais recomendadas tanto por especialistas quanto pelos pais que possuem filhos com autismo? A resposta mais sucinta está no próprio objeto de estudo da ABA: a aprendizagem de comportamentos socialmente relevantes. Ao direcionar pesquisas científicas para melhorar situações reais, essa abordagem fortalece comportamentos voltados para inclusão social e autonomia, enquanto reduz aqueles que impedem uma vida mais plena. Para isso, o analista do comportamento avalia as dificuldades e as potencialidades de cada indivíduo e constrói um plano terapêutico único, a fim de desenvolver repertórios que aumentem a qualidade de vida da pessoa autista e sua família. É como uma formação para a vida, em que cada desafio é uma oportunidade de crescimento.

Muitas vezes, desenvolver habilidades, para um autista, é como decifrar um enigma. Desde tarefas aparentemente simples, como escovar os dentes, até atividades mais complexas, como cozinhar, podem representar desafios significativos. Nesses casos, um analista do comportamento pode avaliar as habilidades prévias, como segurar uma escova de dentes ou identificar ingredientes na cozinha para uma refeição e, de degrau em degrau, construir repertórios robustos. A partir disso, vai auxiliar os aprendizes a se conectarem com o mundo ao seu redor, descobrindo sua própria voz e identidade. É uma jornada na qual cada pequeno avanço é uma vitória a ser celebrada.

A análise do comportamento aplicada não é um milagre. Com muitos estudos e resultados registrados ao redor do mundo, é mais que certo tratar dela como uma ciência sólida, baseada em evidências e que pode ser dedicada a guiar indivíduos com autismo. Para tanto, precisa de robustez e de integridade em relação ao que é produzido pela ciência. Nesse ponto, é importante buscar por profissionais qualificados e passar longe de charlatões.

Diante de tantas fake news, muito cuidado. Não demora tempo para que aventureiros digam que redescobriram a América e falsos especialistas prometam a cura do autismo para famílias fragilizadas. Por isso, é preciso fugir de promessas vazias e poucos resultados. Buscar um acompanhamento seguro que realmente faça a diferença na vida da pessoa com o Transtorno do Espectro Autista. Desde bebês que começam a desbravar o mundo até adultos que querem entrar no mercado de trabalho, todos têm sua própria jornada e é essencial respeitá-la. 

Estamos diante de vidas reais, de sonhos que anseiam por serem realizados e da busca incessante por um futuro mais inclusivo. Nesse ponto, o analista do comportamento pode ser o braço direito. Um profissional qualificado que combina expertise teórica, bagagem de experiência prática e um genuíno compromisso com o bem-estar dos pacientes. Tudo isso aliado a um cuidado guiado pela ciência e aliado à empatia para compreender as complexidades do comportamento humano. 

Então surge a questão que muitos se perguntam: é possível mudar a rota de desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida e inclusão de pessoas com TEA? Sim. No entanto, cada indivíduo é único e responde de maneira diferente às intervenções. Mas quando se estende a mão para caminhar junto e se desenvolve intervenções personalizadas, os resultados são certeiros. Compreender a singularidade de cada pessoa leva tempo e requer um olhar rebuscado sobre os progressos. Afinal, o autismo não é um quebra-cabeça a ser montado e, sim, um ser humano a ser compreendido, auxiliado e empoderado para alcançar seus máximos potenciais. E só quem olha através dos olhos desse outro vai descobrir um novo mundo de possibilidades e crescimento que transcende qualquer barreira.

A jornada ainda é longa e a vida em sociedade é o maior desafio. O momento pede para que façamos nossa parte vestindo a camisa pela conscientização do Transtorno do Espectro Autista. Precisamos acolher as diferenças e acreditar que com elas virão novas formas de pensar e novas condições de ser. O mundo é formado por pessoas diversas. Eu faço parte delas, você também. 

 

Natalie Brito Araripe - diretora da Luna ABA, psicóloga, analista do comportamento certificada internacionalmente e trabalha há mais de 10 anos com ABA aplicada ao autismo.


Retrato é muito mais que uma expressão da aparência física

Segundo especialista, é preciso pensar nos detalhes para comunicar de forma assertiva


Ao longo da história, o retrato tem sido uma ferramenta importante para documentar e expressar. Líderes, celebridades e famílias o utilizaram e utilizam para registrar sua presença no mundo, porém, muito mais que a expressão de aparência física, um retrato tem o poder de comunicar uma história, valores, propósitos e diferenciais. 

De acordo com Leonardo Queiroz, retratista, formado em PNL e especialista em arquétipos, o retrato não transmite apenas como alguém se parece, ele comunica uma série de coisas nos mínimos detalhes. “A postura, a expressão, a forma como alguém está sentado ou até mesmo o objeto que segura. Tudo comunica em um retrato, por isso é preciso muita atenção para que ele saia da melhor forma possível, transmitindo exatamente o que foi intencionado pelo retratado”, explica. 

O especialista afirma que o poder de um retrato bem feito é imenso, já que pode ser usado para comunicar exatamente o que se quer ao público-alvo. “Um bom retrato aproveita os padrões universais dos arquétipos para mexer com o inconsciente coletivo. Você pode mostrar heroísmo, pode mostrar autoridade ou qualquer outro posicionamento com isso”. 

Por outro lado, um retrato mal feito, se divulgado, pode contribuir para transmitir uma imagem errada do retratado. “Não basta escolher uma roupa bonita e dar um sorriso. É preciso definir tudo que se quer passar e montar um ambiente propício para que isso aconteça da forma certa. Até mesmo a escolha de segurar uma flor ou uma caneta pode dizer algo”, diz ele. 

Leonardo Queiroz ressalta que é preciso colocar a própria identidade no retrato. “Não se trata de fazer o que todo mundo faz, mas aproveitar o arquétipo e o poder do retrato de forma única, trazendo autenticidade. É isso que um bom retratista consegue fazer: ele extrai o melhor de cada um e registra em uma imagem”. 

 

Leonardo Queiroz - retratista, formado em PNL e certificado pelo Richard Bandler. É empresário, empreendedor, esposo, pai e especialista em arquétipos, algo essencial para a utilização no posicionamento assertivo a fim de aumentar a percepção de valor sobre você e levar seu negócio para o próximo nível, tornando-o mais desejado ao público certo com atração autêntica. Para saber mais, acesse o insta @leoqueirozcom

 

Descubra como a dança pode ajudar na saúde física e mental

Crédito: Envato
Prática auxilia em casos de ansiedade e depressão e aumenta a autoestima, além de proporcionar diversos benefícios para o corpo

 

A dança, seja para diversão, emagrecimento ou simplesmente para a prática de exercício físico, está cada vez mais associada a um estilo de vida saudável. Não à toa, a procura por esse tipo de serviço vem sendo uma demanda crescente nas academias. 

Um estudo realizado por cientistas da Universidade Chinesa de Hunan, publicado recentemente no periódico Plos One, comprovou que a prática pode ser uma ótima aliada na perda de gordura, além de melhorar significativamente a composição e a morfologia corporal. 

“A dança é uma ferramenta bastante eficaz para quem deseja perder peso de uma forma divertida e estimulante. Como ela envolve movimentos do corpo inteiro, pode ajudar a fortalecer e tonificar os músculos, elevar a frequência cardíaca, e, consequentemente, queimar as famosas gordurinhas. Só tem vantagem!”, afirma Washington de Souza, profissional de educação física da UBS Jardim Comercial, gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim" em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. 

Não só isso, a prática pode resultar no aumento da flexibilidade, auxiliar no condicionamento físico, ritmo, densidade óssea e, até mesmo, melhorar a postura. “É possível diminuir a rigidez e o encurtamento muscular, além de obter ganho na amplitude dos movimentos, melhorar a flexibilidade e a mobilidade das articulações. Mas esses resultados só são atingidos quando a dança é praticada regularmente”, ressalta. 

Consciência corporal, coordenação e equilíbrio também são pilares trabalhados através de coreografias e movimentos, o que pode ser útil para pessoas de todas as idades, especialmente idosos, ajudando a evitar quedas e lesões tão comuns nessa fase da vida. 

"Existem diferentes estilos de dança, e eles envolvem movimentos desafiadores como saltos, giros e mudanças de direção, que estão diretamente ligados à coordenação e equilíbrio. Tanto a coordenação motora como o equilíbrio corporal são capacidades treináveis; quanto mais prática, maiores serão os ganhos", explica o profissional. 

Além dos benefícios físicos, que são evidentes, a dança também exerce impactos positivos na saúde mental. A ação possibilita o aumento dos níveis de endorfina, serotonina e dopamina no organismo, que são neurotransmissores associados a sentimentos de bem-estar, prazer e felicidade. 

Ela ainda contribui para a regressão de quadros de ansiedade, melhora o humor e a motivação, além de facilitar a socialização e a autoestima. "Sem dúvida, a dança também ajuda na construção de autoconfiança, pois, com o tempo, a pessoa vai evoluindo na prática, obtendo resultados físicos e estéticos interessantes. Ela também passa a ser admirada por uma habilidade, e tudo isso conta", reforça o educador físico. 

Como se não fosse o bastante, os movimentos da dança também ajudam a mente ansiosa a focar no momento presente.  “Ao se concentrar nos movimentos e coreografia, a pessoa, sem perceber, desvia a atenção dos pensamentos negativos e preocupantes do dia a dia, reduzindo os sintomas de estresse, ansiedade e depressão”, complementa Washington. 

Entretanto, mesmo com todos os aspectos positivos da prática, a timidez pode ser um empecilho para muitas pessoas começarem a se beneficiar da dança. A hesitação em se expor diante de outros pode ser uma barreira para experimentar essa atividade tão enriquecedora. 

Para esses casos, o especialista dá uma dica: "Algumas estratégias podem ser tomadas, como começar a dançar em casa aprendendo pela internet, sem ninguém por perto. E, assim, quando se sentir mais confortável, dançar com familiares ou amigos íntimos, que não causam constrangimento. Dessa maneira, aos poucos, a experiência vai ficando mais divertida e social".

 

Qual dança praticar 

A diversidade de estilos pode ser outro desafio na hora de começar a praticar dança. Por isso, ao escolher um tipo, é importante considerar, antes de tudo, suas preferências pessoais, objetivos de condicionamento físico e nível de habilidade.
 

Para facilitar o processo, o profissional de educação física sugere algumas opções e suas finalidades. Confira abaixo e caia na pista: 

Zumba e dança de salão: Se você está procurando uma atividade aeróbica que queime calorias e melhore o condicionamento cardiovascular, essas opções são excelentes escolhas. Com ritmos envolventes e movimentos energéticos, você não apenas se diverte, mas também trabalha todo o seu corpo de forma dinâmica. 

Ballet e dança contemporânea: Para aqueles que buscam aumentar a flexibilidade e explorar movimentos mais clássicos, o ballet e a dança contemporânea são opções ideais. Com movimentos que exigem amplitudes variadas e foco na técnica, você pode desenvolver uma maior consciência corporal e fortalecer músculos específicos. 

Dança do ventre: Se a expressão é a sua prioridade, a dança do ventre oferece uma experiência única. Além de trabalhar a flexibilidade e a coordenação, ela pode ajudar a reduzir o estresse e promover uma sensação de bem-estar através de movimentos fluidos e cheios de emoções.
  


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


Saúde mental: como evitar os impactos danosos gerados pelas redes sociais?

No mês da conscientização do estresse, Kaspersky aconselha como lidar com as redes sociais para garantir seu bem-estar digital 

 

O Mês de Conscientização do Estresse, que acontece todo mês de abril desde 1992, serve como um lembrete da importância do gerenciamento da exaustão e manutenção da saúde física e mental das pessoas. As redes sociais se tornaram uma fonte significativa de estresse, contribuindo para o aumento da ansiedade e problemas relacionados à saúde mental. Para minimizar o impacto negativo, os especialistas da Kaspersky fornecem dicas para o bem-estar digital.

A tecnologia possui uma variedade de aspectos positivos, cruciais para nos manter conectados com outras pessoas. Entretanto, é importante reconhecer que, juntamente com seus benefícios, há possíveis impactos na saúde, que merecem atenção. Além do fato de que as mídias sociais podem nos inundar com informações, elas também nos expõem a golpistas que roubam informações pessoais para obter lucro. Entender como as redes sociais afetam o bem-estar das pessoas é crucial para gerenciar o estresse. É importante aprender a ter uma relação saudável com esses espaços digitais.

Veja abaixo as dicas da Kaspersky para evitar impactos da saúde mental:


Aumente sua privacidade revisando as configurações da sua conta

Definir adequadamente as configurações de privacidade das contas online é um passo crucial para proteger informações pessoais e manter a segurança digital. Ao personalizar quem pode visualizar um perfil e publicações, as pessoas reduzem significativamente o risco de interações indesejadas com estranhos com más intenções. Essa medida proativa mitiga ameaças potenciais, como perseguição, roubo de identidade, doxing e mensagens falsas. Seguir as instruções do serviço online Privacy Checker ajudará os indivíduos a gerenciarem as configurações de privacidade nas redes sociais mais populares.


Conexões seletivas e compartilhamento estratégico são táticas cruciais para ministrar a segurança online e o bem-estar digital

Ao limitar as conexões para pessoas conhecidas, também reduz as chances de encontrar conteúdos prejudiciais ou malicioso. O acesso a conteúdo inadequado, como cenas de violência ou crueldade, pode levar ao desconforto; ao controlar o ambiente digital por meio da aceitação cuidadosa de solicitações de amizade, possibilitando uma experiência online mais positiva e segura. Além disso, o uso das ferramentas para criar grupos de amigos permite um compartilhamento personalizado, fazendo com que conteúdos pessoais sejam enviados para pessoas próximas, ganhando os benefícios do compartilhamento seguro e com menos risco.


Vigilância é tudo: qualquer link é um potencial de alerta vermelho

Todo link encontrado na internet deve ser analisado com cautela, mesmo que enviado por um amigo como uma mensagem pessoal, já que a conta por ser comprometida. Por trás de links aparentemente inofensivos nas redes sociais, muitas vezes podem estar escondidos golpes online ou notícias faltas.

Ambas as armadilhas usam técnicas para enganar as pessoas a acreditar que o conteúdo online é real e prejudicar pessoas ou instituições, destruir reputações e gerar caos. Há casos que também podem roubar dados pessoais e dinheiro. Essas ameaças digitais ressaltam a importância da vigilância e da adoção de práticas online seguras, como verificar a autenticidade da fonte/sites antes de compartilhá-lo ou inserir informação neles.


Uma senha fraca pode dar uma grande dor de cabeça, enquanto várias senhas dão uma grande quantidade de pequenas preocupações. Simplifique!

As senhas são a porta de entrada da nossa vida digital: redes sociais, sites de compras, serviços públicos online e e-mail. Usar senhas simples (como 12345 ou asdfg) facilitam que acessos não-autorizados possam acontecer. Por outro lado, criar muitos senhas únicas – apenas de garantir uma proteção alta – pode gerar pequenos atritos para a navegação online, ou até um stress digital. Uma alternativa simples para equilibrar segurança online e saúde mental é o uso de um gerenciador de senhas confiável, que criará e armazenará códigos únicos e complexos enquanto a pessoa precisa memorizar apenas uma senha forte.


Denunciar atividades suspeitas e ciberbullying nas redes sociais é essencial para manter um ambiente online seguro e positivo

Quando um conteúdo ofensivo ou ciberbullying é denunciado, você não está apenas se protegendo, mas também contribuindo para o bem-estar da comunidade em geral. Esses relatórios de denúncia permitem que as empresas que gerenciam essas plataformas tomem as medidas apropriadas – seja removendo o conteúdo nocivo, banindo contas danosas ou implementando novos recursos de segurança – promovendo um espaço online mais seguro para todos.

"No espaço das redes sociais, combinar tecnologia com informação de qualidade para realizar boas escolhas é a melhor maneira de cuidar do nosso bem-estar mental. As soluções da Kaspersky que melhoram a privacidade e a segurança, juntamente com uma abordagem consciente para o engajamento digital, podem transformar a experiência online em algo prazeroso”, comenta Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina.

Para mais informações de cibersegurança, acesse o blog da Kaspersky.

 

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