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quinta-feira, 18 de abril de 2024

4 dicas estratégicas para lançar sua marca no setor de cosméticos

 Setor apresenta enorme potencial de crescimento, mas exige capital elevado de entrada e impõe desafios em gestão financeira e de estoque

 

De acordo com o levantamento mais recente da TCP Partners, o setor de cosméticos e higiene pessoal deve crescer quase 6% ao ano até 2025 e gera uma receita bruta de R$ 54 bilhões para os fabricantes. Já segundo a Euromonitor International, o Brasil possui o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais no mundo, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão. O cenário, evidentemente, vem atraindo novos empreendedores interessados em explorar uma fatia deste mercado.

“A produção de cosméticos exige um capital elevado para entrar. Além disso, é bastante comum encontrar indústrias terceirizadas que oferecem os serviços da cadeia completa, incluindo desenvolvimento de marca, embalagem, armazenamento e até logística. Com tudo isso em mãos, dá para começar a operar em pouco tempo. Por outro lado, existem muitas particularidades na operação e a concorrência é bem forte ”, explica Rodrigo Miranda, CEO da VPx Company, consultoria de negócios e empresa de educação executiva, que atende marcas do segmento de cosméticos e higiene pessoal no mercado brasileiro.

O especialista avalia, abaixo, critérios essenciais que toda marca deve levar em conta antes de iniciar um negócio no segmento de cosméticos e higiene pessoal. Em seu currículo, Rodrigo Miranda também acumula a gestão dos aplicativos de entregas Shipp e Packk, atuais Americanas Delivery, e da rede de lojas autônomas Zaitt, adquirida pela Sapore S/A.


1. Definir seu nicho de mercado

A primeira dica é determinar em qual divisão de mercado a marca será construída, tanto no que diz respeito aos produtos quanto aos clientes. “Existe a possibilidade de ir pelo caminho generalizado, vendendo todo tipo de item para todo tipo de público. Só que, nesse caso, a tendência é que a briga com os concorrentes seja na base do preço mais barato, além do constante aprimoramento dos produtos. Isso exige um fôlego financeiro enorme”, pontua Rodrigo.

Ao definir um nicho, a operação e o marketing podem se concentrar no que é mais importante e a marca tem mais chances de crescer. Alguns exemplos são produtos com foco em sustentabilidade, produtos mais econômicos ou mais luxuosos, dermocosméticos (mais voltados para cuidados com a saúde da pele do que necessariamente para a estética), entre outros.


2. Gestão de ciclo financeiro

“É aqui que muitas empresas quebram. O ciclo deste mercado pode ser bem alongado, por conta dos prazos necessários para as indústrias produzirem os produtos. Elas exigem o pagamento adiantado e à vista, já que precisam do material para trabalhar, e podem levar 30, 40 ou 50 dias para entregar. Depois ainda tem o período de venda. É um fluxo extenso e pode ser perigoso se não houver formas de sustentá-lo”, conta Miranda. A dica do especialista é tentar reduzir o número de fornecedores, o que tende a facilitar a negociação de preços prazos ou meios de pagamento mais interessantes, que reduzam o ciclo.


3. Gestão de estoque

Um erro comum das marcas é não definir o estoque médio de cada categoria de produto. Essa deve ser uma política fundamental para garantir a eficiência do estoque, não deixando dinheiro parado nem perdendo oportunidades de vendas e gerando uma ruptura.

“Existem diferentes formas de identificar o que deve ter mais e o que deve ter menos. O sucesso com os clientes é o principal, a maior razão pela qual sua marca é conhecida, mas também vale olhar para margem de lucro, por exemplo. O objetivo é encontrar um equilíbrio: ter mais estoque daquilo que traz valor para o público e para a empresa, e menos estoque de itens de catálogo que não causariam grandes problemas em caso de ruptura”.


4. Gestão de canais de vendas

A última dica poderia ser resumida em uma palavra: calma. “Muitas empresas querem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. E-commerce próprio, loja física, vendas por redes sociais, distribuidora, marketplace… A ideia é aumentar o alcance e, sim, isso vai acontecer. Mas não necessariamente vale a pena, se não houver domínio de todos esses canais”, Rodrigo exprime.

Por mais que vários negócios tentem atuar com base na lógica do “quanto mais, melhor”, a verdade é que normalmente não há recursos para fazer com que tudo rode bem. Sem nenhuma especialização, todos os canais ficam defasados de alguma forma — isso porque cada um deles exige competências diversas. Imagine o relacionamento com uma distribuidora e outro com uma farmácia. O modo como cada um funciona é diferente, as negociações são outras, os preços são diferentes, tudo muda. O mesmo vale para e-commerce e marketplaces, que possuem taxas variadas, o que impacta no preço. No fim, a marca talvez acabe se canibalizando, com um canal atrapalhando a operação do outro, e o aumento nas vendas pode nem compensar porque a margem de lucro se perde.

Todas essas orientações podem ajudar as marcas de cosméticos a navegar por um mercado de alto potencial e muita turbulência. Mas o conselho final de Rodrigo Miranda vale para todos os setores: “Estude muito bem o seu negócio e seu mercado. Todas as dicas aqui se resumem a isso, de uma forma ou de outra. Com as informações certas na mão, dá para construir uma jornada bem-sucedida mesmo com os percalços do caminho”, conclui.



VPx Company
https://vpxcompany.com/

 

Seis estratégias para potencializar as vendas na indústria metalmecânica

Entre os setores que participam ativamente da economia brasileira, está a indústria metalmecânica. Só em 2021, como exemplo, ela correspondeu a quase 12% do PIB nacional. No entanto, vale destacar que o segmento, mesmo desempenhando um papel essencial no desenvolvimento econômico do país, ainda assim, enfrenta desafios únicos que exigem soluções eficazes para impulsionar as vendas, aumentar o faturamento e garantir uma posição competitiva sólida no mercado.

A indústria metalmecânica oferece um suporte valioso para outras atividades econômicas. Isso porque ela impulsiona o desenvolvimento e adoção de recursos tecnológicos avançados como máquinas e equipamentos, auxiliando para um melhor crescimento e competitividade.

Contudo, o gerenciamento de todas essas abordagens é algo complexo, tendo em vista a magnitude de funções e responsabilidades que acometem o segmento. Quanto a isso, para melhorar a complexidade dos processos, é fundamental que as empresas adotem uma abordagem sistemática e estratégica. Confira algumas dicas para ajudar nessa missão:

#1 Identifique e documente todos os processos existentes na empresa: realizar esse processo, desde na aquisição de matéria-prima até na entrega do produto, ajudará a ter uma compreensão clara de como as operações são realizadas e onde estão as áreas de melhoria.

#2 Analise os processos: mapear as operações ajuda a identificar gargalos, redundâncias, desperdícios e áreas de ineficiência. Essa ação pode envolver a realização de auditorias internas, entrevistas com funcionários e análise de dados operacionais.

#3 Trabalhe na padronização dos processos: uma vez identificados os pontos de melhoria, é importante padronizar aquilo que for possível. Para isso, pode ser eficiente incluir a definição de procedimentos operacionais padrão (POPs), a implementação de fluxos de trabalho claros e a definição de responsabilidades.

#4 Invista na automatização: usar a tecnologia a favor da gestão, sem dúvidas, é uma ação estratégia. Essa abordagem pode incluir desde a implementação de sistemas ERP para integrar e automatizar fluxos de trabalho, o uso de software de gestão de produção para otimizar a programação e o controle da produção, até a adoção de sistemas de monitoramento em tempo real para acompanhar o desempenho operacional.

#5 Invista na capacitação da equipe: essa medida é fundamental para garantir que todos compreendam os novos processos e ferramentas implementadas, bem como promover a colaboração entre diferentes departamentos da empresa. Para atingir esse objetivo, a organização pode realizar treinamentos internos, workshops e programas de desenvolvimento profissional.

#6 Estabeleça um ciclo de melhoria contínua e KPIs: avaliar regularmente os processos ajuda para uma rápida identificação daquilo que precisa ser aprimorado. Além disso, esse ciclo auxilia no estabelecimento de KPIs através do monitoramento e identificação de tendências, que ajudam para tomadas de decisões assertivas.

Vale enfatizar que o planejamento e controle da produção na indústria metalmecânica são desafiadores devido à natureza dos produtos, variações na demanda e complexidade dos processos de fabricação. Além disso, a gestão comercial e de vendas também pode se tornar complexa, devido à necessidade de lidar com cotações de preços, acompanhamento de pedidos e gerenciamento de relacionamento com clientes de forma eficiente, bem como a integração dos desenhos de produtos mais complexos que deve seguir toda cadeia produtiva da empresa.

No entanto, esses obstáculos podem ser superados a partir da implementação de um ERP. Afinal, o software tem a capacidade de impulsionar tanto as vendas quanto o faturamento, auxiliando na adoção de estratégias focadas na diversificação de produtos, marketing eficaz e eficiência operacional, ajudando as empresas alcançarem um crescimento sustentável e uma vantagem competitiva no mercado.

Além disso, a ferramenta também é eficaz para promover a implementação de estratégias efetivas, contribuindo para o fortalecimento e aprimoramento da gestão comercial, vendas, financeira e contábil, garantindo a melhoria e eficiência operacional.

A indústria metalmecânica possui um amplo caminho de oportunidades e expansão. Mas, seu sucesso dependerá do quão preparadas e estruturadas as organizações estarão para acompanhar seu ritmo de crescimento. Deste modo, investir na estruturação e adoção de práticas que impulsionem sua melhoria contínua com o apoio da tecnologia, é o primeiro passo para este futuro de sucesso.

  

Felipe Flórido - Head de Vendas e especialista na indústria MetalMecânica no Grupo INOVAGE

Grupo INOVAGE


RH: descubra as quatro mentiras mais comuns nos currículos

Toda mentira tem perna curta. E pior, quando descobertas em um processo seletivo, os danos à imagem e reputação dos profissionais podem ser devastadores. Em dados recentes divulgados pelo Job Applicant Behavior Survey, foi identificado um aumento preocupante na quantidade de talentos que mentem em seus currículos, demonstrando um comportamento preocupante que apenas trará malefícios para a inserção e crescimento dos candidatos em suas carreiras.

Segundo as informações colhidas pela pesquisa, 70% dos trabalhadores confessaram que já chegaram a adicionar esses dados falsos em seus documentos, junto com 37% que admitem mentir frequentemente ao se aplicarem para uma vaga. Muitos acreditam fortemente que não serão descobertos, principalmente, em “pequenas mudanças” ajustadas – mas, independente da magnitude, qualquer inverdade passada verbalmente ou por escrito nos currículos nunca será bem-vinda, e certamente irá afetar sua aprovação e continuidade no processo seletivo.

Existem muitas técnicas que podem ajudar as empresas a identificarem essas mentiras e evitar uma contratação prejudicial às produções corporativas. Porém, antes disso, é importante conhecer as mais comuns que estão sendo percebidas, para que consigam incorporar esses métodos durante o recrutamento. Veja as principais:

#1 Línguas: tido como um pré-requisito para muitas vagas – especialmente, em empresas multinacionais e de grande porte – a falta da fluência em uma língua estrangeira, com predominância do inglês, faz com que muitos profissionais mintam sobre esse nível no currículo. No entanto, isso é algo que pode ser facilmente descoberto no momento da entrevista em uma conversação prática.

#2 Responsabilidades anteriores: as funções exercidas em posições anteriores também são algumas das mais mascaradas em um currículo, seja em termos de equipe, estrutura ou responsabilidades desempenhadas. Isso costuma ser visto também nos nomes dos cargos, normalmente com uma descrição “superior” do que era realmente ocupado.

#3 Tempo desempregado: o gap entre um emprego e outro costuma ser um item modificado por muitos profissionais em seus currículos, na tentativa de ocultar um espaço considerável de tempo desempregado. Alguns costumam estender o tempo que permaneceram na empresa, ou preencher essa lacuna com outras experiências inexistentes – ambos, também possíveis de serem descobertos rapidamente.

#4 Transição de carreira: o que motivou determinado profissional a encerrar seu contrato em uma empresa também está dentro das mentiras mais comuns vistas em um currículo. Isso porque muitos afirmam ter sido uma decisão própria quando, na verdade, foram desligados da contratante, e decidem ocultar essa verdade por receio do impacto em uma nova oportunidade.

Descobrir essas ou qualquer outra mentira pode parecer um desafio complexo, mas é algo completamente possível de ser identificado ao longo do recrutamento através de algumas técnicas e pontos de atenção a serem tomados.

Nesse sentido, a checagem de referências é a principal forma de atingir este objetivo, entrando em contato com os outros empregadores e antigas lideranças diretas com os quais este candidato trabalhou anteriormente, a fim de coletar diferentes perspecções de gaps de carreira, principais conquistas e pontos a desenvolver.

É importante sempre comparar o que foi informado previamente neste documento com as informações que forem compartilhadas pessoalmente na entrevista. Por fim, existem certas ferramentas de testagem comportamentais que ajudam a ler se o perfil demonstrado na entrevista está, de fato, coerente em termos de atuação no seu dia a dia.

Em todas essas ações, contar com o apoio de uma consultoria de recrutamento pode elevar ainda mais a assertividade na contratação, visto que terão experiência no ramo para conduzir o recrutamento e identificar o perfil mais adequado para a vaga disponível.

Independentemente de sua magnitude, a tolerância para uma mentira não deve ser flexível em nenhuma empresa. Seja ela leve ou grave, a percepção e compromisso ético do profissional que cometer essa ação, certamente, serão fortemente prejudicados, considerando o risco deste comportamento se repetir quando contratado.

Então, ao iniciar qualquer processo seletivo, é extremamente importante adotar essas medidas como cautela perante possíveis mentiras. Assim, as empresas conseguirão evitar perdas de tempo e dinheiro que uma contratação errada pode causar.

 


Jordano Rischter - sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.


Wide
https://wide.works/

 

De Libras à logística: cursos gratuitos são oportunidade de capacitação com certificado

CIEE/PR oferece 22 opções presenciais em Curitiba para pessoas a partir de 14 anos; formação em Libras é destaque


Mais de vinte capacitações gratuitas e com certificado estão disponíveis para pessoas com mais de 14 anos em Curitiba. Os cursos de capacitação são oportunidades oferecidas mensalmente pelo Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná (CIEE/PR), que abordam temas como informática, administração e postura profissional. Em abril, o destaque é o curso de Libras Básico, realizado entre os dias 23 e 30 deste mês.

“Os cursos de capacitação e cidadania e os programas sociais são oportunidades fundamentais tanto para aqueles que desejam ingressar no mundo do trabalho quanto para os que já estão nele. Eles proporcionam um desenvolvimento educacional abrangente, do nível básico ao avançado, e aproximam os participantes de carreiras que, de outra forma, poderiam não conhecer”, explica a coordenadora de Cursos Livres e Programas Sociais do CIEE/PR, Carla Andreia Torres Galvão. As capacitações mesclam atividades teóricas e práticas com duração que costuma variar entre quatro e oito horas. Já o curso de Libras Básico I contará com 24 horas de formação.

As opções disponíveis para inscrição em abril são:

  • Arquivamento, Métodos de Classificação e Organização de Documentos
  • Auxiliar Administrativo – Administração / Gestão de Documentos
  • Auxiliar Administrativo – Ênfase em Recursos Humanos
  • Auxiliar Administrativo –Ênfase em Vendas
  • Auxiliar Administrativo Financeiro/Contábil
  • Compras e Aquisições de Materiais
  • Excel Avançado
  • Excel Básico
  • Excel Intermediário
  • Introdução a Contabilidade
  • Libras Básico I
  • Logística: Almoxarifado e Estoque
  • Marketing Pessoal
  • Oratória
  • Postura e Imagem Profissional
  • Powerpoint Básico
  • Powerpoint Intermediário
  • Princípios Básicos da Administração
  • Tipos de Documentos Administrativos
  • Windows Básico
  • Word Básico
  • Word Intermediário

As aulas dos cursos de abril acontecem até o dia 30, nos períodos da manhã (das 8h às 12h) ou tarde (das 13h30 às 17h30), no Espaço de Capacitação e Cidadania, localizado na Rua Dr. Faivre, 398, bairro Centro, em Curitiba (PR). As inscrições são feitas no site do CIEE/PR, por meio de cadastro na aba estudante. Após o cadastro, basta escolher os cursos disponíveis na área “Cursos Gratuitos/Programas Sociais - Cursos Presencias”, ou na opção “a distância”.

Outras cidades do interior do estado também oferecem cursos de capacitação presenciais, juntamente com opções de ensino a distância disponíveis no site do CIEE/PR. Para mais informações sobre os cursos de capacitação, a instituição atende pelos telefones (41) 3313-4300, para Curitiba e Região Metropolitana, e 0800 300-4300 às demais localidades. Também é possível realizar contato pelo e-mail cidadania@cieepr.org.br


Diversificando a aposentadoria com investimentos para não depender do INSS

De acordo com João Adolfo de Souza, especialista em finanças, as opções são variadas e acessíveis para diferentes perfis e objetivos


A diversificação das fontes de renda na aposentadoria é uma estratégia cada vez mais adotada por brasileiros que buscam maior segurança financeira para o futuro. Embora o INSS ofereça a base para a aposentadoria no Brasil, muitos optam por complementar essa renda por meio de diferentes tipos de investimentos. 

O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS é essencial no Brasil, garantindo a aposentadoria e outros benefícios aos trabalhadores. No entanto, para quem deseja um padrão de vida específico ao se aposentar, é preciso considerar outras fontes de renda que possam complementar o benefício do instituto.

De acordo com João Adolfo de Souza, CEO e fundador da João Financeira e especialista em finanças, a previdência privada é uma excelente alternativa para quem busca um complemento à aposentadoria oficial. “Essa modalidade permite que os investidores adequem suas contribuições de acordo com suas possibilidades e expectativas de renda futura. Além disso, oferecem vantagens fiscais que podem ser aproveitadas para otimizar o retorno sobre os investimentos”, revela.


Renda fixa x renda variável

Segundo o especialista, investimentos em renda fixa são conhecidos por sua segurança e previsibilidade de rendimentos. “Essa modalidade é particularmente atraente para quem busca estabilidade, pois oferece rendimentos regulares com riscos relativamente reduzidos”, relata.

Por outro lado, para aqueles com maior apetite ao risco, o mercado de ações e os Fundos Imobiliários (FIIs) representam alternativas com potencial de rendimentos superiores. “Apesar de mais voláteis, esses investimentos podem gerar ganhos significativos a longo prazo e proporcionar uma fonte de renda por meio de dividendos”, pontua.


Não esqueça o planejamento

João acredita que investir na aposentadoria exige planejamento e visão de longo prazo. “Consultar um especialista financeiro é uma boa alternativa para definir estratégias de investimento personalizadas e alinhadas aos objetivos individuais de cada um, mitigando riscos e aproveitando as oportunidades que cada tipo de investimento oferece”, declara.

As opções para complementar a aposentadoria são variadas e acessíveis para diferentes perfis e objetivos. No entanto, planejar com antecedência e diversificar os investimentos são etapas cruciais para garantir não só a independência financeira, mas também a tranquilidade na terceira idade. “Com as devidas estratégias e precauções, é possível alcançar uma aposentadoria satisfatória e segura, complementando os benefícios oferecidos pelo INSS”, finaliza.



João Adolfo de Souza - administrador de empresas e atua há quase 20 anos no ramo de finanças. Com mais de 6 milhões de seguidores nas redes sociais, João luta pelos direitos dos aposentados e pensionistas, os ajudando a se libertar das dívidas e a garantir melhorias nos seus benefícios, aprimorando a qualidade de vida dessas pessoas. Atualmente, é CEO e fundador da João Financeira. Para mais informações, acesse o canal no Youtube ou o Instagram.


Um olhar para “dentro de casa”: a importância da intraoperabilidade na Saúde

 

Nos últimos anos, um dos principais tópicos debatidos no setor da saúde tem sido a comunicação e troca de informações do paciente entre diferentes instituições - hospitais, clínicas, laboratórios -, a famosa interoperabilidade. Nesse contexto, novos temas têm vindo à tona para discussão, como o Open Health e a privacidade de dados, e diferentes entidades da saúde têm se mobilizado buscando soluções para tornar o ecossistema da saúde mais integrado e colaborativo. 

De fato, este é um tema extremamente relevante para o avanço da digitalização da saúde brasileira. Contudo, diante da maturidade das instituições, é preciso dar um passo para trás e olhar primeiro para dentro de casa, para um tema que ainda carece de muita atenção no segmento: a intraoperabilidade dos dados, ou seja, a troca e o compartilhamento de informações entre os sistemas da própria instituição. 

Pode parecer estranho falar sobre isso hoje em dia, mas quem vive o setor no dia a dia sabe que é um desafio real. Apesar dos avanços tecnológicos, esse ainda é um grande obstáculo para diversas instituições de saúde no país, uma vez que muitas ainda não trabalham seus dados de forma conjunta ou estruturada. Na prática, me refiro, por exemplo, à falta de compartilhamento de dados entre o sistema de agendamento de exames e o atendimento na recepção do laboratório, ou até mesmo a falta de visualização do histórico de atendimentos do paciente em diferentes visitas a hospitais e clínicas. 

O fato é que, com a falta de conexão entre os sistemas, uma série de dados, sejam eles clínicos, de exames, e até mesmo administrativos são perdidos, o que cria pontos de atrito na jornada do paciente, e dificulta o estabelecimento de um atendimento mais eficiente e humanizado. E diante de um futuro cada vez mais digitalizado, é fundamental que as organizações dediquem especial atenção a este tema, organizando a comunicação e compartilhamento de seus dados internamente. 

Para isso, o primeiro ponto é investir na integração de seus sistemas. E aqui não estou falando só sobre investir em tecnologia, mas sim fazer um investimento realmente estratégico. Durante a contratação de soluções, como ERPs especializados para saúde, é importante escolher plataformas completas, que possuam integração com outras soluções, inclusive com os sistemas já vigentes na sua organização. Outra estratégia é optar pela adoção de diferentes soluções de um mesmo fornecedor, o que sem dúvidas facilita a comunicação entre os sistemas. 

Pensando na experiência do paciente, que tem ganhado cada vez mais protagonismo no setor, vale também olhar para soluções que reúnam em um único ambiente diversas funcionalidades (agendamentos, resultados de exames, prontuários), garantindo uma experiência mais fluida para o usuário. E, é claro, uma boa intraoperabilidade exige também o uso de sistemas em conformidade com a legislação, garantindo a privacidade dos dados dos pacientes. 

Quando bem executada, a intraoperabilidade traz uma série de benefícios para as instituições de saúde, possibilitando que diferentes sistemas trabalhem em harmonia em prol de uma gestão mais eficiente. A intraoperabilidade também contribui para a otimização do tempo das equipes, promove um melhor atendimento para os pacientes, e torna mais eficiente e colaborativo o trabalho de médicos, enfermeiros e profissionais da saúde, agregando maior inteligência aos processos.

Sem deixar a interoperabilidade de lado, a mensagem que quero deixar é que a intraoperabilidade precisa ser vista também como uma prioridade das instituições, dado que este ainda é um grande desafio a ser superado pelo setor de saúde no Brasil. E como lição de casa para gestores do setor: precisamos primeiro olhar para dentro de casa, para depois pensarmos em práticas e modelos que integrem todo o ecossistema da saúde. Afinal, se a intraoperabilidade não for bem executada, dificilmente a interoperabilidade será bem-sucedida. 

 

Rogério Pires - diretor de produtos para Saúde da TOTVS


Randstad traz dicas e informações sobre como atrair e reter talentos da Geração Z

 

Dinamismo, criatividade, diversidade, flexibilidade e interatividade são atributos desses jovens profissionais que acreditam ter aspirações de carreira mais intensas do que as demais gerações (46%), segundo o estudo global Workmonitor 2024 

Além disso, mais da metade (55%) da Geração Z acredita não poder ser autêntico no trabalho e 67% escondem traços de suas personalidades

 

A Geração Z está em ascensão, não somente ingressando no mercado de trabalho, mas também assumindo cargos de liderança. De olho nesses profissionais e diante de um cenário bastante dinâmico e com muitas particularidades, a Randstad, empresa líder em soluções completas de recursos humanos, traz dicas valiosas e orientações essenciais para empresas e recrutadores que desejam superar os paradigmas corporativos, compreender melhor as novas expectativas do mercado, assim como atrair e reter esses jovens talentos. De acordo com o estudo Workmonitor 2024, realizado pela consultoria global, aproximadamente metade da Geração Z (46%) acredita que suas aspirações de carreira são mais intensas do que as demais gerações, e uma parte significativa relata que ainda não se sente compreendida pelas organizações (40%), o que pode gerar um grande desafio no ambiente corporativo. 

“Os talentos estão à procura de empresas com ideais semelhantes aos seus, onde possam ser eles mesmos e trabalhar em conjunto com os empregadores. Porém, o estudo revela que 67% ainda escondem traços de suas personalidades e, mais da metade (55%), não se sente confortável em mostrar sua autenticidade no trabalho. Por essas e outras características, para atrair e reter esses talentos da Geração Z, será fundamental que as empresas entendam e se adaptem à uma série de peculiaridades, como abordagens mais inovadoras, investir em um ambiente de trabalho flexível, promover a diversidade e a inclusão, e oferecer oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo”, diz Cindy Oliveira, gerente de recrutamento e seleção da Randstad Digital no Brasil.

 

Perfil dos profissionais da Geração Z 

Quem são

O primeiro passo é entender quais são as principais características dessa geração e qual sua expectativa no mundo do trabalho. Obviamente, é uma geração diversa com indivíduos autênticos. Mas, de maneira geral, por serem nativos digitais, possuem atributos que fazem parte de suas vidas desde a infância. Dominam smartphones, redes sociais e plataformas on-line com naturalidade e como ninguém. Por isso, dinamismo, criatividade e interatividade são palavras que definem bem esse perfil de talentos.

 

O que buscam

Trata-se de uma geração que procura por empresas que tenham missões e valores atrelados ao que consideram importante, com propósito claro e compromisso social, flexibilidade no trabalho e qualidade de vida. Além disso, buscam por oportunidades que ofereçam desenvolvimento profissional, acesso à tecnologia e uma remuneração atrativa.

 

Como se comunicam

Por serem hiperconectados, buscam informações e se comunicam de forma instantânea, preferencialmente online. Por isso, valorizam a rapidez, a eficiência e a conveniência.

 

Os desafios

Os principais desafios ao lidar com a Geração Z incluem entender suas preferências, lidar com sua ansiedade por reconhecimento e manter um ambiente atualizado com as tendências tecnológicas. Eles esperam acesso a ferramentas e plataformas modernas, pois valorizam a autonomia, a criatividade e a capacidade de promover inovação no trabalho. 

Prender a atenção deles por muito tempo e atender à dinâmica de ter tudo de forma instantânea, seja informação, conteúdo ou entretenimento, também gera desafios constantes, principalmente para as lideranças das empresas que contam com equipes multigeracionais.

 

Processos seletivos

O processo ideal para estes jovens é eficiente, inovador, ágil e personalizado. Isso envolve o uso de comunicação digital, transparência sobre a cultura da empresa, simplificação do processo de candidatura, fornecimento de feedback a cada etapa do processo e realização de entrevistas virtuais.

 

Onde encontrá-los

Além dos canais tradicionais de atração, como banco de talentos, redes profissionais, como LinkedIn, a Geração Z também gosta de utilizar outras ferramentas, como o X (antigo Twitter) e o TikTok, na busca por oportunidades. Esses canais têm um potencial único para mostrar os bastidores do trabalho, além de fornecer dicas de carreira de forma mais descontraída, atraindo a visibilidade da Geração Z para as oportunidades abertas.

 

Dicas e dados do estudo Workmonitor 2024 da Randstad que podem ajudar empresas e recrutadores a entender e encontrar os melhores talentos da Geração Z:

 

1. Tecnologia é mais do que uma ferramenta, é uma extensão de si: 69% da Geração Z espera que as empresas utilizem as tecnologias mais recentes para otimizar o trabalho e já estão testando caminhos e ferramentas para se capacitarem.

 

2. Ofereça propósito e esteja comprometido com causas sociais e ambientais: 47% da Geração Z não aceitaria um emprego se a empresa não estivesse alinhada com seus valores sociais e ambientais.

 

3. Flexibilidade e autonomia são essenciais: trabalho remoto é inegociável para 48% da Geração Z.

 

4. Forneça feedback constante e personalizado: mais de um quarto dos jovens da Geração Z ainda sente que não pode compartilhar suas opiniões livremente, por isso, é extremamente importante ouvi-los, ter conversas constantes, que sejam construtivas para o desenvolvimento pessoal e profissional.

 

5. Ofereça aprendizado contínuo e desenvolvimento pessoal: para 80% desta geração, a qualificação e o desenvolvimento são importantes em seus empregos atuais e futuros, e 48% priorizam mais o treinamento e o desenvolvimento quando comparado aos profissionais mais experientes.

 

“Valorizar as características distintivas e contratar profissionais da Geração Z requer uma abordagem holística e adaptativa. As empresas precisam abraçar a mudança e cultivar uma cultura que promova a diversidade, a inclusão e o propósito. Somente assim será possível garantir o sucesso das organizações no futuro”, complementa Cindy. 

Para ter acesso ao estudo completo Workmonitor 2024, clique aqui.

 


Workmonitor da Randstad 
A pesquisa foi realizada entre 23 de outubro e 11 de novembro de 2023 com 27 mil profissionais na Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Holanda, Hong Kong, Hungria, Índia, Itália, Japão, Luxemburgo, Malásia, México, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Singapura, Suécia, Suíça, Turquia.


Randstad - líder em recrutamento e soluções completas de recursos humanos.


Pedidos de recuperações judiciais registram alta em março, aponta Serasa Experian


• Março contabilizou 183 requerimentos;


• Setor de “Serviços” liderou o ranking de pedidos; 

• Falências tiveram redução anual de 45,4%.

 

Em março de 2024, foram registrados 183 pedidos de recuperações judiciais (RJs) por empresas brasileiras, um crescimento de 94,7% em comparação ao mesmo período do ano passado, e de 8,3% em relação a fevereiro deste ano. Os dados, que são do Indicador de Falências e Recuperação Judicial da Serasa Experian, mostram que este foi o maior número de 2024 até agora. Confira a seguir o gráfico com os dados dos últimos 12 meses: 



“O aumento nas solicitações de recuperações judiciais é um reflexo do crescimento das empresas que se viram diante da iminência da insolvência. Primeiro precisamos ter uma redução da inadimplência para depois presenciarmos uma queda no número de pedidos de recuperações judiciais”, explica o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. O executivo acredita que a queda nas requisições de RJs deva acontecer a partir do segundo semestre.  

A análise mostrou, também, que o setor de "Serviços" liderou em pedidos de recuperações judiciais, com 71 demandas, seguido por "Comércio", com 48 requisições. Em seguida, ficaram "Primário", que teve 33, e "Indústria", com 31. Veja, a seguir, o detalhamento desta visão: 



Na visão por portes, as solicitações de recuperação judicial foram lideradas pelas “micro e pequenas” empresas (MPEs), com 136 pedidos. Os negócios de porte médio vieram em seguida (29) e, por último, os “grandes” (18). Confira na tabela a seguir o comparativo completo:



Micro e pequenas empresas puxam os crescimentos de RJs no Brasil 

Falências continuam em queda  

Os pedidos de falências apresentaram redução de 45,4% na comparação com o ano passado, com 53 casos registrados em março de 2024. Já a queda em relação a fevereiro foi de 33,8%. As “micro e pequenas” empresas lideraram em número de requerimentos (33), seguidas pelas pelas “médias” (11) e “grandes” (9). 

 

Serasa Experian ajuda empreendedores contra a inadimplência 

Um dos principais motivos para as empresas terem dificuldade em pagar suas dívidas é por sofrerem inadimplência de seus próprios clientes. Por isso, a ferramenta da Serasa Experian de Recuperação de Dívidas dos clientes possui todo um aparato de cobrança, negativação e ganho de eficiência com mais agilidade. Tudo isso respaldado pela base nacional de negativados da Serasa Experian e que preza pelo bom relacionamento entre empresas e consumidores. Mais informações estão disponíveis na página oficial da Serasa Experian.

Mais informações disponíveis no site oficial da Serasa Experian

 

Metodologia 

O Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações Judiciais é construído a partir do levantamento mensal das estatísticas de falências (requeridas e decretadas) e das recuperações judiciais e extrajudiciais registradas mensalmente na base de dados da Serasa Experian, provenientes dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos estados. O indicador é segmentado por porte.

 

Experian
www.experianplc.com


Peso é o maior motivo de pressão estética sofrido pelas mulheres no ambiente de trabalho

Pesquisa feita por The Body Shop e Instituto Plano de Menina aponta que mulheres sofrem gordofobia no dia a dia de trabalho e em processos seletivos

 

A cobrança por manter uma aparência padrão no ambiente profissional é um desconforto que as mulheres vivem diariamente, principalmente em relação ao peso. Cerca de 88% delas já se sentiram pressionadas no trabalho por não estarem com o peso considerado “ideal” pela sociedade. Esses dados fazem parte do estudo que investiga o impacto dos padrões estéticos para as mulheres no mercado de trabalho, produzido pela pareceria entre a The Body Shop e o instituto Plano de Menina, projeto social que tem como missão capacitar e conectar meninas de periferias a grandes oportunidades que as tornem protagonistas de suas histórias. 

No mundo corporativo, onde a imagem muitas vezes é valorizada tanto quanto as habilidades profissionais, as mulheres que não se enquadram nos padrões estéticos dominantes podem enfrentar discriminação e marginalização, principalmente quando o assunto se trata de peso. Não é de hoje que o tema da gordofobia é debatido, principalmente nas redes sociais, e quando se trata do mercado de trabalho, o estudo evidenciou o quanto este problema ainda é latente para muitas mulheres. 

“Eu estou começando achar que ser gorda é crime, com todas as pessoas que desenvolvo um pouco mais de intimidade, tenho que ouvir que preciso emagrecer por saúde, sendo que minha saúde é perfeita”, conta uma das entrevistadas. 

Além da aparência, a pressão estética com o peso também foi um dos maiores vieses inconscientes apontados pela pesquisa nos processos de recrutamento e seleção. Segundo o estudo, no ambiente profissional ainda existe o estereótipo e preconceito de que pessoas gordas são desleixadas e deprimidas, e isso se reflete na percepção e validação do trabalho delas. 

“Eu estava fazendo a seletiva de candidatos para uma vaga de comunicação interna na empresa em que trabalho, e ao encontrar a candidata perfeita, o gestor da vaga me retornou que não seguiria com ela pois ela não parecia ser uma menina com “sangue nos olhos”. Só depois de contratar outra candidata, percebi que essa percepção do gestor foi puramente baseada no fato dela ser obesa”, disse uma recrutadora. 

As recrutadoras entrevistadas também relatam o despreparo de algumas empresas para absorver profissionais com peso acima da média, pois muitas vezes faltam recursos materiais adequados, como uniformes, EPIs e mobiliário que atenda ao candidato. Sobre isso, uma profissional compartilha: “Na rede de supermercado que eu trabalho, eu não posso contratar uma mulher que use manequim acima de 50 pois não temos uniformes acima dessa numeração”. 

Diante desses desafios, é crucial que as empresas adotem medidas para promover uma cultura de inclusão e respeito à diversidade no ambiente de trabalho. Na The Body Shop, esse compromisso já é um dos pilares fundamentais, refletido não apenas em seus valores, mas também em suas práticas diárias e campanhas publicitárias A marca se destaca por promover campanhas que valorizam a autenticidade e a diversidade, não utilizando maquiagens e softwares de correção de imagem como ferramentas de perpetuação e reforço de padrões de beleza inalcançáveis ou de visões antiquadas sobre saúde e amadurecimento da pele e dos corpos. Paula Pimenta, General Manager LATAM da The Body Shop, afirma: 

"Por meio dos dados obtidos através desta pesquisa, buscamos promover um debate sobre um tema de extrema importância, não apenas para as empresas, mas também para toda a sociedade. Como uma marca comprometida com a promoção da beleza justa, inclusiva e livre de padrões irreais, assumimos o compromisso de nos posicionar firmemente contra qualquer forma de pressão estética, celebrando a singularidade de cada pessoa”. 

Viviane Duarte, presidente do Instituto Plano de Menina e CEO do Plano Feminino, ressalta de forma contundente a importância da união e do engajamento em iniciativas transformadoras, como essa pesquisa conduzida em parceria com a The Body Shop. Diante dos dados reveladores sobre a persistência dos padrões estéticos no mercado de trabalho, ela enfatiza: "A força da mudança reside na nossa capacidade de nos unirmos, de desafiar o status quo e de promover uma revolução na forma como as mulheres são percebidas e valorizadas no ambiente profissional. Essa é uma transformação urgente para que o mercado acolha cada vez mais meninas e mulheres sem ferir quem são, adoecê-las e impactar o desempenho profissional, uma vez que muitas já enfrentam diversos outros desafios só para chegar nesses espaços".


Rizz, situationship, cringe: termos em inglês que são tendência para 2024

Rizz foi eleita palavra do ano pelo Dicionário Oxford
Crédito: Cambridge Dictionary
Em 2023, o Dicionário Oxford elegeu "rizz" como a palavra do ano, uma gíria que significa charme e estilo. Além dela, existem outras que, depois de viralizadas nas redes sociais, ganham destaque no dia a dia

 

O Dicionário Oxford, de língua inglesa, tem a tradição de eleger a Palavra do Ano. A escolha é feita com base em pesquisas realizadas na internet e também no impacto do termo na sociedade. A expressão que marcou 2023 foi “rizz”. Mas é bom saber que, além de ser uma gíria para descrever charme, atratividade ou estilo, ela também pode ser considerada como verbo, “rizz up", que significa atrair ou conversar com alguém, segundo o dicionário.

A curiosidade é que essa palavra se tornou viral depois que o ator inglês Tom Holland, conhecido por seu papel como Peter Parker, o Homem-Aranha, mencionar em uma entrevista que não possuía nenhum “rizz”. A seleção da palavra do ano pelo Dicionário Oxford considera o uso da língua em diversas fontes, incluindo mídia, redes sociais e literatura, refletindo não somente a popularidade do termo, mas também o impacto cultural e social. “Acredito que grande parte dessa potencialidade de se tornar uma palavra amplamente reconhecida vem das redes sociais. A internet está tão presente na vida das pessoas que acaba ditando regras ou hábitos em vários aspectos: gírias, vestuário, hobbies e interesses em filmes e séries”, afirma Marco Antônio Katika, professor de Inglês do Positivo International School, em Curitiba (PR).

Alguns anos atrás, a palavra “cringe” (que, segundo o dicionário de Cambridge, significa “encolher-se”) viralizou na internet, principalmente entre os mais jovens, como equivalente a “cafona”. “Ela foi tão comentada que muitos a incorporaram ao seu vocabulário. É incrível o poder que as pessoas têm de alterar o significado das palavras, atribuindo-lhes novas interpretações. Isso demonstra como a língua é dinâmica e muda constantemente, parecendo ter vida própria. Ou seja, uma palavra se torna relevante quando está ligada a um fenômeno social”, observa o professor.

Ele lembra que, em 2022, o dicionário Merriem-Webster elegeu gaslighting como a palavra do ano. O termo se refere à prática de manipulação psicológica em que alguém é levado a acreditar que é culpado por erros que não cometeu. “Esse tema foi tão comentado nas redes sociais, que se tornou uma das palavras mais buscadas no Google naquele ano. Devido a essa relevância, o dicionário a escolheu como a palavra mais importante”, conta.

Por outro lado, uma palavra pode perder a relevância, cair em desuso ou até mesmo deixar de ser reconhecida se as pessoas pararem de utilizá-la. “Também pode ser vista como pomposa, arrogante, ou até mesmo “cafona” (ou cringe) caso ninguém a utilize”, complementa. “O termo ‘por obséquio’, por exemplo, tornou-se meme na internet alguns anos atrás, justamente porque as pessoas deixaram de usá-lo em seu vocabulário diário. Quem ainda insiste em utilizá-lo, vira piada”, explica.

No entanto, é preciso reconhecer que diferentes contextos demandam diferentes tipos de linguagem. “A maneira como converso com meu melhor amigo de infância não é a mesma da conversa que terei com meu chefe. Não uso os mesmos termos. Da mesma forma, ao escrever um texto acadêmico ou uma redação, não se espera que sejam utilizados termos muito informais”, esclarece. Isso ocorre porque a linguagem tem várias funções e deve ser adaptada de acordo com o contexto. “Por outro lado, a comunicação que usamos nas redes sociais faz parte do nosso cotidiano, e vamos incorporando esse vocabulário, por mais informal que seja, em diversos aspectos da nossa vida. Por isso, é importante que dicionários renomados, como o Oxford e o Aurélio, também incluam essas expressões, pois isso acaba legitimando o uso em contextos mais formais, como no ambiente corporativo e educacional”, adiciona. “Graças à internet, surgiram palavras singulares que, muitas vezes, não têm sinônimos equivalentes em português, como stalkear, crush, sextar ou até mesmo nude”, exemplifica.


Palavras que podem viralizar em 2024

Para este ano, já existem algumas palavras ou termos que podem continuar influenciando as redes, segundo o professor Marco Antônio Katika. “Eu apostaria na palavra situationship, que se refere àquela pessoa que você está conhecendo, se aproximando, desenvolvendo um vínculo e talvez até se envolvendo emocionalmente. Mas ela não é um/a namorado/a ou até mesmo um/a ficante. Não há outra palavra no português que possa descrever esse estado de “limbo” no início de um relacionamento amoroso, mas que, no fundo, ninguém quer admitir ou revelar para os amigos mais próximos”, revela. Outra palavra seria o ghosting, que é aquela pessoa com a qual você está desenvolvendo uma relação amorosa e, do nada, ela some e para de responder suas mensagens. E ainda, based, adjetivo para descrever uma pessoa autêntica, desconstruída. 

 

Esqueça 'afiar o machado', você precisa trocar a ferramenta

Existem muitas empresas bem-sucedidas no mundo, nos mais variados segmentos e  modelos de negócio. No entanto, quais são os fatores que fazem com que estejam nesse nível em seus respectivos contextos? O fato é que para atingir este alto patamar, é necessário entregar uma alta performance e resultados em diversos aspectos, e sabemos que isso não acontece da noite para o dia.

Antes de tudo, é fundamental ter compreensão do cenário atual de negócio. Sim, parece meio óbvio, mas o ponto é que está cada vez mais difícil estar atualizado sobre isso, a cada momento surge um novo concorrente que nem atuava no seu segmento ou um produto novo do velho e conhecido concorrente. Olhe para as listas das maiores empresas há 50, há 20 anos e agora. Perceba que a mudança drástica. O que trouxe as empresas até aqui não é o mesmo que vai te ajudar a navegar nesses mares daqui para frente. Então, como estar sempre pronto para ajustar a vela conforme o vento?

Não basta ter os velhos planos anuais, pois já deixou de ser suficiente há bastante tempo. Se você só tiver isso e seus indicadores financeiros, não será possível realizar mudanças conforme a necessidade. E se você não sabe o que fazer para que esses primeiros passos estejam resolvidos, aqui está a resposta: implementação dos OKRs - Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados Chaves).

Grandes empresas como Google, Microsoft e Amazon utilizam esta ferramenta de gestão no dia a dia, com o objetivo de trazer mais clareza e foco, conseguir priorizar melhor, e, especialmente, gerar muito alinhamento para os seus colaboradores, visto que possuem um número muito alto de pessoas envolvidas nas mais diversas funções, portanto, é necessário que saibam o que é mais importante, como suas tarefas impactam a estratégia e o motivo de estarem realizando-as.

Neste sentido, o alinhamento é fundamental para que o plano de execução de estratégia funcione de maneira adequada. De um lado, não adianta os líderes - o C-Level - definirem as prioridades em uma sala e enviar memorandos para o restante dos colaboradores. Ok, ninguém envia mais memorandos, mas o problema é que os substituímos pelo e-mail. A atitude e a forma de fazer permanecem as mesmas, só mudou a tecnologia. É preciso trazer os colaboradores para o processo de definição, para, do outro lado, capturar pontos que deveriam ser levados em consideração na construção e execução da estratégia.

Falando em mudança, outra que precisa acontecer urgentemente é parar de pensar por tarefas e passar a pensar por resultados. Essa atitude vai tornar nosso pensamento mais eficaz e eficiente no emprego dos recursos, em geral, escassos para nossas ambições. Os OKRs nos estimulam a isso, e cabe à liderança trabalhar para que todos tenham os meios necessários para conseguirem entregar a melhor performance.

Vale destacar que engana-se quem pensa que os OKRs só funcionam quando são aplicados em instituições de grande porte, como as que eu citei anteriormente. A ferramenta pode ser utilizada em qualquer tamanho de empresa, sejam pequenas, médias ou grandes, startups ou não. Aliás, todas as startups do Vale do Silício usam esta ferramenta. Mas o que vai garantir o sucesso do seu negócio é justamente a implementação correta, isso sim pode transformar tudo da água para o vinho.

Dados Trends Report 2023, intitulado The Global State of OKRs, apontam que as principais motivações para utilizar a ferramenta nas organizações são: melhorar o alinhamento (61%), melhorar o desempenho (61%) e definição de prioridades (49%). A pesquisa em questão foi feita com 466 líderes de corporações para compreender as práticas de execução da estratégia e o uso de OKRs.

Tenho experiência em empresas que têm dificuldade de alinhamento e comunicação com menos de 40 pessoas, o que se dirá de grandes e médias empresas. Sabemos que os canais de comunicação crescem quase que exponencialmente com a inclusão de pessoas em um grupo. No entanto, é preciso prestar atenção na forma de passar as informações para os seus colaboradores, porque fará diferença no entendimento deles e evitará ruídos.

Em relação ao desempenho e entrega, estas empresas precisam avançar enormemente em foco e priorização. Tudo é importante e é tudo pra ontem. Até quando vamos continuar nos enganando de que não é possível? Os OKRs são uma ótima ferramenta, pois nos ajudam a priorizar pelo resultado esperado, gerando muito foco, ajudando na eficácia do time e também na melhoria contínua dos processos, aumentando a cada ciclo, tipicamente trimestral, a eficiência da organização.



Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/

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