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terça-feira, 21 de novembro de 2023

Falta de luz: MEIs e pequenos negócios podem acionar Enel com ajuda da ACSP

IMAGEM: Fernando Frazão/Agência Brasil

Parceria da entidade com o TJ-SP permite que empreendedores afetados pelo 'apagão' participem de conciliação extraprocessual com a concessionária de energia e também as de internet a partir do próximo dia 21/11. Serviço é gratuito

 

 

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) firmaram parceria para auxiliar microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas, que tiveram prejuízos com o "apagão" do último dia 03/11, a acionar a Enel e concessionárias de serviços de internet extrajudicialmente. 

A iniciativa tem como objetivo abrir processos de tentativa de conciliação extraprocessual, para proporcionar maior agilidade na resolução das demandas. 

Estimativas da ACSP apontam que, com o blecaute, o comércio da Grande São Paulo pode ter deixado de arrecadar até R$ 126 milhões só na sexta-feira (3). Dos 2,1 milhões de imóveis residenciais e comerciais atingidos, 200 mil ficaram às escuras até a terça-feira (07/11).

No feriado da quarta-feira (15/11), São Paulo teve um novo apagão, e a luz acabou em cerca de 290 mil endereços.

"No intuito de proteger e auxiliar nossos associados e os demais micro e pequenos empresários, firmamos a parceria com o TJ para defender seus interesses e tentar minimizar seus prejuízos", afirma Roberto Mateus Ordine, presidente da ACSP. 

Na última segunda (13), o TJ-SP publicou a portaria 07/2023, do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Resolução de Conflitos (NUPEMEC), após resolução da desembargadora Maria Lúcia Ribeiro de Castro Pizzotti Mendes, coordenadora do núcleo, para orientar o início e o desenvolvimento de projeto-piloto. A ideia é estimular a mediação e conciliação de conflitos entre os envolvidos - como MEIs e pequenos empresários associados à ACSP, comerciantes individuais e a Enel, claro.  

A magistrada explica que, como as intempéries podem, em maior ou menor grau, se repetir por conta do aquecimento global, é importante incluir também nesse trabalho as concessionárias de serviços de internet, como a Net, a Claro e a Vivo, que são as maiores de São Paulo, já que a interrupção dos serviços foi grave e longa, com dificuldade na resolução de questões emergenciais. 

"Mesmo que não seja possível evitar as circunstâncias ambientais, é preciso que as empresas tenham uma estrutura melhor para que, em caso de interrupção, o restabelecimento aconteça o mais breve possível, e para que a resposta ao consumidor dos serviços seja mais rápida", destaca a desembargadora.

Além das pessoas em situações emergenciais e de saúde que precisam da energia elétrica, um bem de primeira necessidade, há o transtorno de se ficar sem luz e sem internet - o que vai gerar muitos pedidos de indenização por danos morais e materiais, por causa de equipamentos queimados, perdas de produtos e alimentos no comércio e outros bens que têm de ficar armazenados e dependem da energia. 

Há ainda a questão da perda dos lucros recentes e dos negócios, como a dos comerciantes vinculados à ACSP, por exemplo, após ficarem dias sem funcionar, reforça - daí a necessidade de requerimentos indenizatórios na Justiça, que demandam mais custos, demoram e, evidentemente, devem gerar inúmeras decisões desfavoráveis às empresas. 

"Queremos evitar uma 'corrida' por processos judiciais. A nossa expectativa é que a portaria estimule a mediação sem gerar processo, realizada por mediadores e aconselhadores técnicos neutros, preparados para chegar a uma solução muito mais rápida, que estabeleça a indenização e evite um prejuízo maior para ambas as partes", diz a magistrada. 


COMO INGRESSAR 

Pioneira na iniciativa de apoio aos comerciantes paulistanos que sofreram os impactos das fortes chuvas, a ACSP utilizará o PACE (Posto Avançado de Conciliação Extrajudicial), localizado na Rua Galvão Bueno, 83 - 3º andar - Liberdade (Centro da Capital Paulista), para orientação e atendimento preferencial aos pequenos empreendedores. O posto é resultado do convênio firmado pela entidade com o TJ-SP em 2008 (Parceria CPA 2015/86.735).

Para entrar com o pedido de expediente pré-processual, os interessados devem acessar este endereço do TJ-SP a partir do próximo dia 21/11/2023. Lá, será disponibilizado um formulário com orientações preliminares sobre a ocorrência, e o solicitante deve incluir o CEP da unidade do PACE (01516-000) no campo destinado ao endereço do demandante.

Os pedidos de demais interessados sobre a questão serão encaminhados para os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). 

Para a desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, do TJ-SP, que elogia a iniciativa da ACSP de instigar os parceiros a usar a mediação para resolver conflitos como esse, também é importante estimular os MEIs e pequenos negócios impactados a ingressarem com os pedidos pré-processuais, para marcar as audiências, convocar as empresas e sustentar os possíveis acordos o quanto antes.

Tudo será feito por meio eletrônico, e os requerimentos são formalizados de forma rápida, assim como as convocações virtuais, por e-mail ou Whatsapp, no padrão Cejuscs - como o do posto da ACSP, diz. 

"É tudo muito objetivo, muito rápido para encontrar uma solução mais efetiva. Mas vale lembrar que é preciso que as empresas aceitem participar, no sentido de prepararem seus advogados para estudarem melhores soluções para essa questão, que é iminente e emergencial", afirma a desembargadora.



Karina Lignelli
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/falta-de-luz-meis-e-pequenos-negocios-podem-acionar-enel-com-ajuda-da-acsp


Em parceria com o CNPq, Iniciativa Amazônia+10 lança a Chamada Expedições Científicas

 

Propostas devem ser voltadas para expedições científicas
multidisciplinares na região da Amazônia por um
período de até 36 meses
divulgação


 O edital vai disponibilizar quase R$ 60 milhões para financiar pesquisas na região amazônica. O prazo para envio de propostas vai até abril de 2024

 

Iniciativa Amazônia+10 e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lançaram ontem (16/11) a Chamada Expedições Científicas, que vai disponibilizar R$ 59,2 milhões para financiar pesquisas voltadas à expansão do conhecimento científico da sociobiodiversidade sobre áreas pouco conhecidas da maior floresta tropical do mundo. O prazo para submissão de propostas vai até 29 de abril de 2024, como detalha o edital.

A Iniciativa Amazônia+10 é liderada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e pelo Conselho Nacional de Secretários para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti) e conta também com a parceria do CNPq.

“O Programa Iniciativa Amazônia+10 visa viabilizar recursos para projetos científicos na região, articulando grupos de pesquisa que combinam pesquisadores locais com de outros Estados. O CNPq orgulha-se em participar dessa iniciativa, que certamente trará grandes benefícios científicos e tecnológicos para a região”, comenta Ricardo Galvão, presidente do CNPq, ressaltando em seguida que a preservação da floresta amazônica e o desenvolvimento de sua economia de uma forma sustentável, não predatória, dependem fortemente do conhecimento científico local.

“A FAPESP participou ativamente da articulação da Iniciativa Amazônia+10. Na primeira chamada, pesquisadores paulistas se associaram aos de outras FAPs para o desenvolvimento de boa parte dos projetos que, atualmente, já estão em curso na região. A segunda chamada contribuirá para ampliar ainda mais a pesquisa em cooperação na busca de solução para uma região que é patrimônio do Brasil e de todo o planeta”, afirma Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP.

Para Odir Dellagostin, presidente do Confap, a Amazônia não interessa apenas aos Estados da região. "Ela diz respeito a todo o país e ao mundo. Pesquisadores de outras partes do Brasil também têm interesse em contribuir com os desafios da região e, por isso, a possibilidade de alocação de recursos por parte de outras fundações estaduais de amparo à pesquisa é muito bem-vinda. Isso fortalece a Iniciativa Amazônia+10 e estamos muito contentes que, no momento, nós temos 25 das 27 FAPs [Fundações de Amparo à Pesquisa] envolvidas no programa."

Neste edital, 19 FAPs aderiram à chamada, sendo nove de Estados da Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso), além de Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Paraná, São Paulo e Distrito Federal. Outras agências nacionais e internacionais ainda podem se somar à Chamada de Expedições Científicas até 31 de dezembro.

"Nós demos um passo importante com essa iniciativa. Muitas vezes, a Amazônia recebia pesquisadores de outros Estados, de outros países e os pesquisadores da própria região não participavam dos projetos – ou atuavam apenas como coadjuvantes. E houve um avanço nesse sentido com o primeiro edital lançado pela Iniciativa Amazônia+10, em 2022, e novamente neste. Isso significa um trabalho de parceria, de pesquisa colaborativa, que leva em consideração o que os amazônidas pensam e o que têm", explicou Márcia Perales, diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Para ela, os resultados que podem ser alcançados com a nova chamada são muito grandes. "As expedições podem trazer materiais superimportantes em relação à sociobiodiversidade regional. E isso faz com que nossos conhecimentos sejam ampliados. Muitos deles servirão de base para novas pesquisas ou para contribuição na solução de problemas que nós identificamos no nosso dia a dia. É de uma riqueza e uma ousadia imensas o lançamento deste edital pelo Confap, pelo Consecti e pelo CNPq."


O edital

Os projetos enviados para avaliação devem contar com pesquisadores responsáveis de pelo menos dois dos 19 Estados cujas FAPs aderiram à chamada, sendo que um deles deve obrigatoriamente estar vinculado a instituições com sede nos Estados da Amazônia Legal. O edital também prevê a inclusão, na equipe de pesquisa, de pelo menos um integrante vinculado a povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais (PIQCT), detentor do conhecimento tradicional relacionado ao território que será estudado.

As propostas devem ser voltadas para expedições científicas multidisciplinares na região da Amazônia por um período de até 36 meses. O valor mínimo de cada projeto contemplado será de R$ 400 mil – não havendo limite máximo. Foi disponibilizado um roteiro que explica o passo a passo para submissão da proposta na Plataforma Carlos Chagas, do CNPq.

Dos R$ 59.250.000 previstos nesta chamada, R$ 30 milhões serão alocados pelo CNPq exclusivamente para pesquisadores com vínculo formal com alguma instituição localizada em um dos Estados da Amazônia Legal.

"Desta vez estamos buscando uma participação maior na Iniciativa Amazônia+10. Temos construído essa chamada junto com as FAPs, Confap e Consecti. E, com ela, queremos manifestar a sensibilidade do CNPq para essa agenda tão importante, que hoje inclui a questão amazônica", diz Dalila Andrade Oliveira, da Diretoria de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq.

Embora a Amazônia seja uma das maiores e mais intactas florestas do mundo, ela é também uma das menos conhecidas em termos biológicos. Seu tamanho imenso, sua diversidade e seus acessos limitados fazem com que a tarefa de documentar sua biodiversidade seja extremamente desafiadora.

O edital tenta justamente preencher duas lacunas, uma geográfica e outra taxonômica, como explica Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP. "Nós sabemos que as áreas que têm forte conhecimento sobre a biodiversidade da Amazônia são as de mais fácil acesso, em geral nas rotas dos rios. Mas 40% do território amazônico tem um grande desconhecimento sobre qual é a biodiversidade existente lá." É o que mostra o artigo publicado em julho de 2023, na Current Biology, pelo projeto Synergize. Segundo o artigo, grande parte das áreas da Amazônia está sendo negligenciada por pesquisas em ecologia (leia mais em: agencia.fapesp.br/41942).

"A outra lacuna é sobre a taxonomia da região", acrescenta Pacheco. "Alguns tipos de espécie têm uma cobertura muito pequena no que diz respeito ao conhecimento da biodiversidade – os casos mais graves são fungos e bactérias. Em relação às bactérias, por exemplo, as implicações são grandes não apenas no que se refere ao uso econômico delas, mas sobretudo quando se fala em saúde pública." A intenção é que a chamada ajude a superar esses gaps.

O edital também apoiará expedições voltadas a ampliar o conhecimento da diversidade sociocultural dos povos tradicionais da Amazônia. Serão financiadas pesquisas, por exemplo, sobre o patrimônio material e imaterial de povos ancestrais, indígenas e tradicionais, documentação de línguas indígenas e sistemas de conhecimento associados, além da relação entre dinâmicas territoriais de povos tradicionais com o uso sustentável dos recursos naturais da floresta.

Para Marcel do Nascimento Botelho, diretor-presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), editais como este são fundamentais. "São conhecimentos basilares que precisam ser adquiridos pela comunidade científica para se transformar em outros produtos, como o uso da biodiversidade, a preservação da cultura, a valorização do conhecimento tradicional. Sem as expedições científicas, não teremos a base para fazer isso com a competência e a qualidade necessárias."

Uma das diretrizes do edital é que o material coletado nas expedições científicas seja catalogado e tombado em instituições amazônicas, como forma de preservação desse patrimônio. Portanto, as universidades e os institutos de pesquisa locais vão ter um papel importante nessa questão.

A divulgação do resultado final das propostas contempladas será feita em agosto de 2024, na página eletrônica do CNPq, do Confap e de todas as FAPs participantes, bem como no Diário Oficial da União.


Sobre a Iniciativa Amazônia+10

A Iniciativa Amazônia+10 apoia projetos de pesquisa em colaboração voltados à conservação da biodiversidade e adaptação às mudanças climáticas, à proteção de populações e comunidades tradicionais, aos desafios urbanos e à bioeconomia como política de desenvolvimento econômico na região. Na primeira chamada de propostas, lançada em junho de 2022, foram selecionados 39 projetos de pesquisa na região.

"É uma ação inédita de conjunção de 25 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa para um único programa. Isso é algo que demonstra a importância do que está se tentando resolver, das soluções que estão tentando criar", destaca Silvio Bulhões, presidente do Consecti.

"Este projeto nasceu como fruto de uma discussão ampla, de uma iniciativa de muitas mãos e responde um pouco sobre a importância do protagonismo da região, de atender às necessidades da região e enxergar as particularidades locais", diz Marcel do Nascimento Botelho, diretor-presidente da Fapespa.

Os estudos apoiados no âmbito desta iniciativa devem avançar o conhecimento científico sobre a Amazônia e, conjuntamente com atores relevantes para as formulações de políticas públicas, atrair investimentos públicos e privados de forma a promover o bem-estar das populações da região de forma consistente e a longo prazo.

A Iniciativa tem o objetivo de, nos próximos anos, investir mais de R$ 500 milhões em pesquisa na Amazônia.

A chamada de propostas também pode ser acessada em: www.amazoniamaisdez.org.br/chamadas.

 

Bruna Bopp
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/em-parceria-com-o-cnpq-iniciativa-amazonia10-lanca-a-chamada-expedicoes-cientificas/50250

 

Puxada pelo vestuário, Black Friday deve fazer varejo paulista crescer 4% em novembro

Somente lojas de roupas e calçados esperam crescer 6% a mais do que no mesmo período de 2022

 
A Black Friday deste ano deve fazer o varejo paulista faturar quase 4% a mais neste novembro do que no mesmo mês do ano passado [tabela 1]. O setor deve ter receitas em torno de R$ 63,5 bilhões no período, puxado principalmente pelas lojas de vestuário, tecidos e calçados – que devem crescer 6,6% com a data. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo.
 
A análise da Federação é que as expectativas positivas se explicam pela combinação favorável dos indicadores emprego, renda das famílias e crédito disponível. Hoje, São Paulo tem aproximadamente 13,5 milhões de empregados formais – 400 mil a mais do que no ano passado. Consequentemente, há mais renda em circulação, que ainda será reforçada com o pagamento da primeira parcela do 13º salário, na penúltima semana do mês. O volume de crédito disponível às famílias, por fim, cresceu, 5,7% em um ano. Soma-se a isso A inflação mais controlada (5,16% em um ano), que elevou o poder de compra em 2023.
 
Assim, das cinco atividades analisadas pela Entidade, considerando a relação delas com a Black Friday, todas têm projeção favorável para novembro. Além do setor de vestuário, destacam-se ainda as lojas de eletrodomésticos, que devem registrar alta de 4% nas vendas, supermercados (3,7%), farmácias e perfumarias (2,2%) e móveis e decoração (1,1%).
 


O balanço não contabiliza atividades que não costumam ter impactos com a Black Friday, como concessionárias de veículos, materiais de construção e o comércio que se relaciona com combustíveis.
 
Apesar dos prognósticos positivos, há pontos relevantes que o empresariado deve levar em conta para registrá-los após a Black Friday: o mais importante deles é usar a data para oferecer descontos reais aos clientes, já que fraudes nos preços têm sido cada vez mais percebidas na ocasião – e minam as vendas de quem as realizam.
 
Além disso, estabelecimentos com preços considerados pouco atrativos pelos consumidores tendem a perder confiança, inclusive, para vendas futuras.
 
Por fim, os descontos também podem ser importantes para movimentar os estoques que ficaram parados ao longo do ano, abrindo espaço para a chegada dos itens de Natal. Sem contar que a Black Friday pode ser um momento-chave para fortalecer o caixa, de forma a ter recursos para arcar com os custos de final de ano – como a contratação de funcionários temporários, por exemplo.


 
FecomercioSP

Por trás dos descontos: Kaspersky mostra os principais golpes na Black Friday

A rede de proteção da empresa já bloqueou mais de 30 milhões de ataques de phishing voltados a compras online, sistemas de pagamento e instituições bancárias em 2023


Com a aproximação da Black Friday, a Kaspersky lança um novo relatório que mostra os recentes golpes relacionados às compras online em 2023. Entre as constatações da empresa, destaca-se o aumento de três vezes nos sites falsos usando o termo “Black Friday” desde outubro e esquemas fraudulentos de cartões de presente falsos.

Segundo os especialistas da empresa, o phishing é a técnica favorita dos criminosos que aproveitam o período da Black Friday e eles visam exclusivamente o lucro/ganho monetário. Nos primeiros dez meses de 2023, a Kaspersky identificou e bloqueou 30.803.840 ataques de phishing voltados a compras on-line, sistemas de pagamento e instituições bancárias - sendo que as plataformas de comércio eletrônico foram usadas como disfarce em 43,5% das mensagens falsas (13.390.142 ataques de phishing).

Desde outubro, foi observado um aumento de três vezes no registro de domínios usando as palavras “Black Friday”. Esses novos endereços online apresentam tanto lojas que não existem como réplicas convincentes de lojas reais. A análise da Kaspersky indica também que muitas dessas lojas falsas oferecem principalmente roupas, eletrodomésticos e gadgets (dispositivos eletrônicos) desde o início do semestre. Nesses esquemas, as vítimas irão pagar por produtos que nunca receberão.

Outro esquema que ganhou destaque envolve a vinculação de um suposto cartão para trocar por mercadorias. Por exemplo, um site falso imita uma conhecida loja online, seduzindo os internautas com cartões de presente de € 800 a € 1,95. Como normalmente esses cartões não existem, as vítimas novamente perdem seu dinheiro.

Os especialistas da Kaspersky também revelaram que os golpistas atacaram as vítimas disfarçando suas fraudes com marcas de grandes líderes do setor, como eBay, Walmart, Alibaba, e também plataformas locais, como Mercado Livre – ao total, a empresa identificou 240.000 tentativas de ataque de phishing nessa modalidade no período. O desejo por roubos mais lucrativos motiva os golpistas a usar marcas de luxo em seus esquemas.

 

Exemplo de página de phishing relacionada a compras

Os golpistas também visam fãs da tecnologia, imitando produtos e serviços da Apple perto da Black Friday. Os produtos da Kaspersky detectaram 2,8 milhões de ataques de phishing de janeiro a outubro de 2023 com esse tema. Outra variação de golpe é direcionada aos gamers de console com ofertas de jogos, mas que no fim, só servem para deixar os jogadores com os bolsos vazios.

“Se compararmos os resultados do Panorama de Ameaças da América Latina com o report Global da Black Friday, nossa região apresenta uma porcentagem ainda maior de mensagens falsas envolvendo compras online, sistemas de pagamento e instituições bancárias – algo em torno de 56%. Isso reforça a afirmação que o cibercrime brasileiro visa o retorno rápido dos golpes e o período de ofertas e compras de Natal é o momento mais esperado por eles. Para uma compra segura, a atenção aos golpes é tão importante quanto olhar para os dois lados da rua antes de atravessar”, alerta Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina.

Para saber mais sobre o cenário das ameaças de compras em 2023, acesse o relatório completo no site do Securelist.

Para aproveitar o melhor da Black Friday tem a oferecer, siga as recomendações de segurança da Kaspersky:

  • Não confie em links ou anexos recebidos por e-mail, app de mensagens ou links patrocinados nas buscas. Sempre verifique o remetente e o endereço antes de clicar para abrir.
  • Confira uma segunda vez se o site é verdadeiro antes de realizar a compra online (informar dados pessoais e financeiros): e endereço é o correto? Existem erros de ortografia ou problemas no visual da página? Esses são detalhes que vale a pena prestar atenção.
  • Proteja o dispositivo onde a compra será realizada, seja o notebook, computador ou celular, com uma solução de segurança confiável. O Kaspersky Premium é compatível com todas as plataformas e ainda oferece recursos para compras online.
  • Se quiser comprar algo de uma empresa desconhecida, verifique as avaliações antes de tomar uma decisão – principalmente em sites de terceiros.

Mesmo tomando todas as precauções possíveis, é importante também verificar conferir o extrato bancário e fatura do cartão de crédito para ter certeza que nenhum transferência foi realizada sem o conhecimento da pessoa. Caso encontre algo estranho, entre em contato com o banco ou empresa de cartão de crédito imediatamente.

 

Kaspersky
site


SMS: como desenvolver uma campanha de conversão eficaz?

Por mais simples que muitos o considerem, optar por uma campanha de SMS é extremamente vantajoso para aumentar a conversão de clientes das empresas. Além de ser uma das ferramentas a atender 100% dos aparelhos celulares, suas mensagens são capazes de entregar uma comunicação muito mais direta e assertiva ao público-alvo, contribuído para a conquista de melhores resultados a favor do crescimento da marca em seu segmento.

Diante de um intenso avanço da digitalização no mercado, hoje, grande parte da população dedicam um tempo considerável utilizando seus celulares para diversas atividades rotineiras. Em um levantamento feito pela Electronics Hub, como exemplo, das 16 horas diárias que costumamos ficar acordados, mais da metade desse tempo é destinado ao uso de smartphones e computadores. Na prática, isso representa 56,6% das horas acordadas em frente a telas, o equivalente a cerca de nove horas do dia.

Considerando este hábito, optar por campanhas de SMS para se comunicar com seus clientes é uma escolha inteligente e estratégica. Isso porque, o alcance das mensagens enviadas por este sistema de mensageria curta atinge a marca dos 98%, junto com uma média de 90% de pessoas que visualizam o texto em até três minutos de seu recebimento.

Em comparação com outros canais de comunicação, o SMS apresenta uma maior propensão de abertura e leitura, por um preço bem mais acessível para as empresas. Afinal, não apenas seu valor de investimento é menor, podendo chegar a até cinco vezes mais barato, como também possibilita a realização de múltiplas estratégias com conteúdos diferentes, direcionadas a segmentações variadas – um combo de benefícios que, em outras plataformas, não é encontrado.

Para as empresas que desejam usufruir das mesmas vantagens deste sistema de mensageria em conjunto com tecnologias mais robustas, os resultados poderão ser ainda maiores. Isso acontece, como exemplo, no Easy RCS, ferramenta que chegou ao mercado em 2020 com o intuito de revolucionar o envio de mensagens pelas empresas, de uma forma muito similar com o que acontece no SMS.

O envio de textos neste recurso ocorre da mesma forma que no sistema de mensageria curta, mas seu grande diferencial está em sua capacidade de transmitir maior confiabilidade e segurança na comunicação. Afinal, as mensagens serão criptografadas através de um perfil verificado gratuito para que se crie uma rede mais segura a todos os envolvidos, reduzindo riscos de fraudes ou ataques de cibercriminosos que corrompam e vazem os dados do negócio e de seus consumidores.

Independentemente da estratégia seguida, toda empresa deve ter claro em mente que será preciso monitorar constantemente a campanha adotada, assegurando a tomada de decisões inteligentes. Por isso, é preciso estabelecer objetivos bem definidos coerentes com a realidade do negócio e que sejam passíveis de serem mensurados, de forma que consigam ajustar o que for preciso ao longo dessa trajetória.

Não há um único jeito de realizar essa mensuração. Porém, um dos métodos mais utilizados é a realização de testes A/B e, até mesmo, a inserção de links nos textos que direcionem o leitor a uma outra página da marca para conduzir sua jornada. Assim, se torna mais fácil acompanhar de perto uma maior quantidade de campanhas, os resultados obtidos e como criar abordagens mais assertivas.

Cada cliente responderá de um jeito diferente ao relacionamento com suas marcas, e é dever delas compreender essas preferências e se adaptar. Sendo assim, busque explorar ao máximo, destes indicadores de desempenho a favor da criação de estratégias mais inteligentes, evitando o envio de mensagens de forma excessiva, em horários inapropriados e com erros gramaticais, o que apenas irá prejudicar a imagem e reputação do seu negócio. Com estes cuidados, as campanhas de SMS trarão performances cada vez melhores para o crescimento da sua empresa. 



Bruno Cedaro - COO Digital da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de voz, SMS, e-mail, chatbots e RCS.

Pontaltech


Indústria de alimentos e bebidas: quatro tecnologias promissoras para o setor

 Entre os setores que vêm despontando um amplo crescimento no país, está a indústria de alimentos e bebidas. De acordo com dados da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), em 2022, o setor atingiu pela primeira vez na história o faturamento de R$ 1 trilhão, aumentando 16,6% o valor registrado no ano anterior. Cabe destacar que, este resultado veio após um conjunto de iniciativas tomadas pelo segmento, das quais, sem dúvidas, se destaca o uso de inovadoras soluções da tecnologia da informação.

Nos últimos anos, vemos falar com frequência os impactos que as mudanças nos hábitos dos consumidores vêm desencadeando em diversos setores. E, na indústria de alimentos e bebidas, também não seria diferente. Se antes, uma empresa dessa área conquistava sua clientela com a oferta de um produto com longa data no mercado, atualmente, o público preza pela diversidade de opções, o que leva a necessidade das empresas ampliarem o seu portfólio.

Deste modo, a logística desempenha um papel crítico na indústria de alimentos e bebidas, ajudando a garantir que os produtos cheguem aos consumidores de maneira eficiente, segura e de alta qualidade, enquanto otimiza os processos para minimizar desperdícios e atender às regulamentações específicas do setor. E, considerando que o segmento muitas vezes opera com margens de lucro baixas, estabelecer uma operação enxuta, que visa eliminar desperdícios, otimizar processos e reduzir custos desnecessários, sem comprometer a qualidade e segurança dos produtos, pode ser uma estratégia eficaz para melhorar a rentabilidade.

Por sua vez, reduzir custos pode ser algo complexo, e pode provocar mudanças significativas nos processos de negócios existentes. Neste aspecto, o uso da tecnologia, como softwares avançados de planejamento, automação e sistemas de análise de dados, é visto como uma ferramenta fundamental e valiosa nesse desafio.

Entretanto, nas empresas de pequeno e médio do segmento, as quais, esse entendimento ainda não é amplo. Ou seja, muitas ainda têm dificuldades de expandir seu desempenho por não utilizarem sistemas corretos ou por não saberem em quais recursos investirem. Sendo assim, quatro tecnologias promissoras se destacam para auxiliar nessa missão:

#1 Data Lake: por meio dessa ferramenta é possível armazenar altos volumes de dados, sejam estruturados ou não, incluindo imagens, documentos e vídeos. Além disso, com o apoio da inteligência artificial e automação, torna-se fácil e ágil extrair informações públicas e combiná-las com os dados privados da organização. Algo que permite uma análise abrangente, levando em conta o mercado e o ambiente de negócios.

#2 Ferramentas de planejamento de demanda: de nada adianta produzir em larga escala, sem que haja demanda para isso. Deste modo, é crucial que seja feito um planejamento prévio, analisando fatores que vão desde a estação do ano, até observar buscas por sabores, tendências e produtos específicos – sendo esses fatores primordiais para guiar as etapas de produção.

#3 Ferramentas de precificação: ter uma solução que ajude na definição de preços, que também esteja baseada em um Data Lake, não só auxilia que as empresas do segmento de alimentos e bebidas se mantenham competitivas, mas também desempenha o papel na maximização de lucros, bem como ajuda a garantir a satisfação do cliente e melhor adaptação frente às mudanças de mercado, ajudando em uma vantagem significativa.

#4 Automação de processos: realizar todas as análises é uma missão complexa, e que pode resultar na perda do ritmo de desempenho. Mas, através da automação, é possível deixar que tarefas burocráticas sejam efetuadas por soluções de automação de processos, o que garante maior agilidade, confiança e segurança das informações obtidas e que serão utilizadas posteriormente.

Vale destacar que para que, seja obtido sucesso nas operações, é importante que tais recursos sejam usados de forma simultânea. E, diferentemente do que se imagina, o custo para isso é acessível, uma vez que já existem soluções que contemplam todas essas funcionalidades em uma única plataforma, que auxiliam em todas as etapas de planejamento e no acompanhamento da execução do time de vendas e distribuição.

Nesse processo, dúvidas e receios quanto à adoção desses recursos, bem como sua execução, podem aparecer. Por isso, ter o apoio de uma consultoria especializada nessa abordagem e com ampla expertise de negócio é um importante auxiliador, pois irá ajudar a direcionar a empresa durante essa jornada, na identificação de oportunidades favoráveis, criação e gestão do ciclo de vendas e um acompanhamento próximo da performance.

A indústria de alimentos e bebidas vem registrando um desempenho excepcional e, à medida em que o mercado cresce, a tendência é que os resultados sejam ainda mais promissores. Desta forma, é essencial que as empresas pertencentes a este setor, principalmente, as que estão em fase de crescimento, busquem o quanto antes alinhar os seus processos de gestão a fim de acompanhar esse movimento. Afinal, se só quem é visto é lembrado, somente os que estiverem preparados é que irão conseguir importantes resultados. 



Márcio Games - gerente sênior de Transformação Digital na delaware, empresa global de tecnologia.

Paulo Ruiz - gerente de Inteligência Digital na delaware, empresa global de tecnologia.

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FIESP faz campanha nas redes sociais para combater violência contra mulher

Além da forte presença digital, a iniciativa conta com a exposição "Feminicídio – Um Crime Contra a Equidade", na calçada em frente à sede da entidade, a partir desta terça-feira (21/11)

 

As redes sociais da Fiesp estão engajadas na nova campanha da entidade contra a violência direcionada às mulheres. A ação, intitulada “Mulheres sem Dor”, está publicando, desde o dia 19/11, uma série de vídeos com depoimentos de mulheres atuantes na pauta, abordando temas como os tipos de violência, formas de prevenção, feminicídio, violência contra as mulheres negras e violência empresarial.

 

Entre as mulheres engajadas na campanha estão Luiza Brunet, ativista e membro do Conselho Superior Feminino (CONFEM) da Fiesp; Beatriz Accioly, coordenadora de parcerias, políticas públicas e gestão estratégica do Instituto Avon; Cleide Vitorino, advogada com atuação na área de Direitos Humanos; Fabíola Sucasas, promotora do Ministério Público de São Paulo; Luiza Eluf, advogada e uma das autoras da lei anti-feminicídio (nº 13.104/2015); e Marta Livia Suplicy, presidente do CONFEM. A ação contará também com depoimentos de vítimas de violência.

 

“Mulheres sem Dor” faz parte da iniciativa “21 dias de ativismo”, uma campanha internacional iniciada em 1991 por ativistas do Centro para Liderança Global das Mulheres. No Brasil, a iniciativa começa no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, considerando a dupla vulnerabilidade da mulher preta, e termina em 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

Os dados nacionais mostram um triste cenário para as mulheres com impacto, inclusive econômico, o que torna o debate sobre o tema ainda mais importante no meio industrial e empresarial, ainda predominantemente masculino. O fim da violência contra a mulher, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), de 2021, representaria um incremento de R$ 214,4 bilhões no PIB brasileiro em 10 anos, gerando 2 milhões de empregos, com reflexos positivos na massa salarial e na arrecadação do governo.

 

No âmbito da violência doméstica, mulheres vítimas dessa realidade faltam, em média, 18 dias de trabalho por ano, resultando em uma perda anual de cerca de R$ 1 bilhão para o país. Essas mulheres enfrentam, também, problemas de concentração e estresse relacionados ao trabalho, como aponta a Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher realizada pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em colaboração com o Instituto Maria da Penha.

 

Para Marta Livia Suplicy, presidente do Conselho Superior Feminino (CONFEM) da FIESP, combater a violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva, promovendo respeito, segurança e direitos. “Convido todos a se engajarem na campanha e acompanhar depoimentos e informações nas redes sociais da FIESP”, diz Marta Lívia.

 

Luiza Brunet, atriz e membro do CONFEM, salienta a importância de identificar os tipos de agressões como primeiro passo para combater a violência contra a mulher. “A informação e a divulgação são fundamentais para oferecer apoio a quem precisa”, ressaltou. Já Cleide Vitorino, mestre em direito e doutoranda em Função Social do Direito e Direito Constitucional, destaca a urgência de abordar a violência contra as mulheres negras que, segundo ela, enfrentam uma dupla discriminação, exigindo uma abordagem integrada para construir uma realidade mais justa e segura para todas.

 

Além de uma forte presença digital, a ação se estenderá à exposição "Feminicídio – Um Crime Contra a Equidade", programada para ocorrer de 21 a 23 de novembro na Avenida Paulista 1313, na calçada em frente à FIESP, das 10h às 20h.

 

Serviço

 

24/11 - Os tipos de violência - Luiza Brunet

 

28/11 - Termo Feminicídio - Luiza Eluf

 

04/12 – Formas de Prevenção à violência - Fabiola Sucasas

 

08/12 - Violência Empresarial - Beatriz Accioly

 

Redes Sociais FIESP

instagram.com/fiesp.oficial/

facebook.com/fiesp

linkedin.com/company/fiesp/

https://twitter.com/Fiesp

www.youtube.com/@fiesp.oficial

 

Exposição "Feminicídio – Um Crime Contra a Equidade"

21 a 23 de novembro

Das 10h às 20h

Calçada da FIESP – Avenida Paulista, 1313

 

Black Friday aquece vendas do setor de beleza premium no Brasil

Um dos meses mais importantes para o varejo, novembro também é uma época importante para as vendas no setor

 

Uma das datas mais importantes para o varejo brasileiro, responsável por aquecer as vendas em vários setores, a Black Friday também aumenta as vendas de beleza premium no Brasil. Segundo dados da Circana - empresa global de data tech para análise do comportamento de consumo – novembro de 2022 foi o segundo mês do ano com mais vendas no segmento.

Cerca de 14% de todas as vendas do ano passado foram realizadas no período. Se comparado ao ano anterior, houve um crescimento de quase 20%. Para Felipe Martins, Gerente de Contas da Circana, a característica de divulgação das promoções no canal online fez com que o e-commerce apresentasse um crescimento acima da média. “As vendas pela internet representaram um crescimento de 28%, quando comparadas ao ano de 2021. Ao todo, as compras online representaram 44% de todas as vendas no mês novembro. Para efeito de comparação, o canal online fechou o ano de 2022 com a participação de cerca de 30% das vendas do segmento”, afirma.

A categoria que teve mais destaque durante a Black Friday de 2022 foi a de fragrâncias femininas, que registou um aumento de 41% em relação mesmo período de 2021. A segunda mais vendida foi a categoria de maquiagem, apresentando um crescimento de 26%, seguida pela categoria de fragrâncias masculinas, que obteve aumento de 23% nas vendas.

Ainda que o canal online tenha apresentado uma desaceleração em 2023, segundo Felipe, há uma boa expectativa para a Black Friday no setor. “Entendemos que o mês de novembro seja, mais uma vez, importante para as vendas dos produtos de beleza premium no Brasil, especialmente para o e-commerce do setor”, finaliza.


Circana
www.circana.com


Mais uma guerra: como estar preparado para lidar com os fatores externos?


Apesar de todos estarmos desprevenidos quando se trata do começo de uma guerra, este conflito armado entre Israel e Hamas não é uma total surpresa para quem acompanha o histórico. Essa briga por território já é uma questão antiga, pois ambos querem ter o total domínio da região da Palestina.

O fato é que essa guerra traz risco para os investidores. Do ponto de vista da economia, o conflito ocorre em uma área próxima com capacidade de produção de petróleo e os países da região têm interesses e se veem implicados nas motivações da guerra para muito além da economia.

Por enquanto, o preço do petróleo segue relativamente estável, mas coloco aqui a seguinte pergunta: até quando? Porque de uma hora para outra, o Irã pode decidir mudar a sua postura e engajar no conflito, o que poderá afetar a produção e consequentemente o preço da commodity.

Focando só no petróleo, se o preço subir, nós brasileiros sentiremos a guerra no bolso. Os combustíveis vão aumentar e os preços dos alimentos também, afetando a inflação de maneira geral. Isso é mais um freio para uma economia que ainda não se recuperou totalmente da guerra da Ucrânia, quando as cadeias de fornecimento foram fortemente afetadas.

Você deve se questionar onde as empresas entram neste cenário. É preciso entender de uma vez por todas que sempre teremos incertezas afetando nossos planos, se não é uma guerra, é uma decisão do governo, uma decisão do STF sobre o julgamento de uma ação relativa a imposto, entre tantas outras. O ponto é: a incerteza veio para ficar e já faz tempo.

O problema é que as organizações ainda não entenderam o valor de trabalhar com ciclos de planejamento de curto prazo. Isso não quer dizer abandonar o ciclo anual, mas inserir o ciclo curto em seu processo de gestão. Trabalhar com planos de curto prazo baseados em resultados fornece capacidade de adaptação às organizações frente às incertezas.

Neste sentido, entram os OKRs - Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados Chaves) -, com os seus ciclos trimestrais e mentalidade de geração de impacto, não de executar tarefas. Essa ferramenta pode ser muito útil para lidar com os fatores externos, justamente porque permitem ajustes constantes no plano de execução, tendo em vista problemas internos e também externos.

Sejamos sinceros, conseguir estar minimamente preparado para lidar com fatores externos é crucial para que sua empresa não vire de cabeça para baixo diante de momentos de adversidades. É claro que muitos destes acontecimentos são imprevisíveis, mas é possível prever o andamento da estratégia, se bem estruturada.

Afinal, sempre teremos diversos planos, mas se não estivermos mirando nos resultados que queremos alcançar, continuaremos fazendo as mesmas coisas, ou executando em dezembro um plano traçado em janeiro, que já não faz mais sentido e que, muito possivelmente, não trará os resultados que desejamos. Ou seja, se não mudarmos essa mentalidade, os resultados esperados nunca chegarão.



Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/


Black Friday: 5 dicas para escapar dos perigos do vício em compras

Mara Leme Martins, VP do BNI Brasil e PhD em psicologia, traz uma profunda reflexão sobre o impacto do consumismo desenfreado durante a temporada de ofertas

 

A Black Friday, um dos eventos de compras mais aguardados do ano, está se aproximando rapidamente, e muitos consumidores em todo o mundo já estão fazendo planos para aproveitar as ofertas tentadoras. De acordo com a pesquisa desenvolvida pela MField com 2.300 participantes, há uma crescente na expectativa de compra durante o período. A pesquisa revelou um crescimento de 32,2% na população que planeja comprar na Black Friday 2023 com relação ao ano passado.

 

Para a psicóloga Mara Leme, que é PhD. e VP da BNI Brasil, este frenesi de compras também traz consigo um perigo silencioso: o vício em compras. “À medida que os descontos inundam as lojas e sites, é necessário que as pessoas lembrem da importância de um consumo consciente, evitando gastos desnecessários e compreendo a causa do desejo desenfreado”, enfatiza.

 

A Black Friday, originalmente uma tradição norte-americana, conquistou o mundo com sua promessa de descontos incríveis em uma variedade de produtos. No entanto, para muitos, o evento se tornou uma oportunidade para ceder a impulsos de compras exageradas e, em alguns casos, desenvolver um vício em compras.

 

Esse fenômeno é conhecido como "oniomania", que pode resultar em dívidas esmagadoras e estresse financeiro, trazendo impactos também para a saúde mental e psicológica de quem passa pela situação. “A dependência psicológica refere-se a um estado de mal-estar que se manifesta após a pessoa interromper o uso daquilo que vicia, nesse caso, as compras. Ou seja, deixar de comprar algo irá promover uma reação negativa no cérebro. E, na situação contrária, ao comprar acontecerá uma diminuição da tensão, da ansiedade, elevação da euforia e outras sensações agradáveis. Porém, o cérebro condiciona esses efeitos à presença contínua do objeto vicioso", explica a psicóloga. 

 

Comprar em excesso pode levar a sérias consequências, e o vício em compras pode ter impactos emocionais e psicológicos, causando sentimentos de culpa, ansiedade e depressão.

 

Para enfrentar esse problema, a especialista recomenda algumas medidas. Confira:

 

1. Defina um orçamento: “Antes de começar a comprar na Black Friday, estabeleça um limite de gastos realista. Cumpra esse orçamento rigorosamente para evitar gastos excessivos”, ensina. 

 

2. Faça uma lista de desejos: “Planeje com antecedência o que você realmente deseja comprar e mantenha-se fiel a essa lista. Evite ceder à tentação de adquirir itens não planejados”, sugere a psicóloga

 

3. Esteja ciente dos gatilhos emocionais: “Muitas vezes, o vício em compras está relacionado a emoções negativas, como estresse ou solidão. Esteja atento aos momentos em que você sente vontade de comprar para lidar com emoções difíceis”, comenta.

 

4. Busque apoio se necessário: “Se você acredita que tem um problema real de vício em compras, não hesite em procurar ajuda profissional. Terapia e aconselhamento podem ser fundamentais para superar esse desafio”, aconselha a psicóloga. 

 

5. Use a Black Friday de forma consciente: “Aproveite as ofertas da Black Friday de maneira consciente, aproveitando os descontos sem comprometer seu bem-estar financeiro”, completa. 

 

A Black Friday é uma oportunidade emocionante para fazer compras com desconto, mas é fundamental lembrar que o verdadeiro significado das festas de fim de ano não está nos bens materiais que adquirimos. “Nesta Black Friday, lembre-se de que o vício em compras é um perigo real, mas com consciência, autodisciplina e apoio, você pode desfrutar das ofertas sem cair nas armadilhas do consumismo desenfreado. O verdadeiro valor da temporada de compras está na busca por um equilíbrio saudável entre o desejo de comprar e a necessidade de ser financeiramente responsável”, conclui Mara Leme Martins.

 

Mara Leme Martins - PhD. Psicóloga e VP da BNI Brasil - Business Network International - a maior e mais bem-sucedida organização de networking de negócios do mundo. Fundado em 1985, o BNI é a maior e mais bem-sucedida organização de networking de negócios do mundo. Os membros são profissionais de negócios que ajudam uns aos outros a desenvolverem seus negócios, através de seu compromisso com o principal valor, o Givers Gain. Todas as semanas, em milhares de comunidades no mundo inteiro, os membros se reúnem com outros respeitados líderes de negócios para construir e intensificar relacionamentos duradouros e passar referências de negócios qualificados. A afiliação ao BNI oferece acesso a treinamento de negócios, aprendizado com colegas e oportunidades para fazer networking.


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