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sábado, 18 de novembro de 2023

Despertando do sedentarismo: Dicas de como começar a se exercitar e não desistir

 

Divulgação

Especialista da Bio Ritmo explica como iniciar atividades físicas e não perder o foco

 

A atividade física é uma das melhores formas de desenvolver habilidades motoras, melhorar o condicionamento físico e reduzir risco de doenças crônicas. De acordo com estudo publicado pela revista iScience, os exercícios são mais importantes para uma vida saudável do que a perda de peso, principalmente se a pessoa for obesa. Segundo a pesquisa, pessoas com sobrepeso diminuem muito mais seus riscos de doenças cardíacas e morte prematura ao ganhar condicionamento físico do que perder peso ou fazer dieta. No geral, o risco de morte prematura diminui em 30% ou mais entre quem pratica exercícios.
 

Sabendo da importância dos exercícios físicos para uma vida mais longeva, Guilherme Leme, gerente técnico da rede de academias high end Bio Ritmo, listou algumas dicas para quem está começando a se exercitar e deseja ter uma vida mais longa e saudável.


1. Comece devagar

Para quem está começando é importante não exagerar. Comece com atividades físicas de menor intensidade e vá aumentando gradualmente, à medida que seu corpo se acostuma com o exercício. Nessas horas é muito importante também ter um acompanhamento profissional médico e preparador físico para saber o que você está apto ou não a fazer.


2. Estabeleça metas realistas

Outra dica importante é não se deslumbrar. Para quem está começando a fazer exercício físico é também um momento de autoconhecimento, saber suas limitações e suas forças e entender que tudo é um processo e você vai alcançar crescimento. Mas para isso, é preciso consistência e foco e por isso, colocar a atividade física na rotina é o ideal.


3. Alongamento

Antes de iniciar qualquer atividade, o alongamento permite aquecer o corpo e prepará-lo para o esforço físico, aumentando a circulação sanguínea. Além disso, um bom aquecimento diminui o risco de lesões musculares e melhora o desempenho durante o exercício, pois o corpo já está mais preparado para responder a atividades mais intensas. Uma dica é que nenhum alongamento deve causar dor, não precisa exagerar. Alongue-se de forma leve e mantenha cada posição por 15 ou 30 segundos, respirando profundamente para relaxar os músculos.


4. Combine exercícios

Combinar exercícios aeróbicos com exercícios de resistência é uma ótima estratégia para quem está começando. Os exercícios aeróbicos, como corrida, dança e natação, ajudam na saúde cardiovascular, aumentam a capacidade pulmonar e auxiliam no controle de peso. Já os exercícios de resistência contribuem na melhora da força muscular, metabolismo, no equilíbrio e coordenação. Quando combinamos esses dois tipos de exercícios, conseguimos trabalhar todo o corpo, apresentando uma melhora geral
 

“Para quem está começando a se exercitar, a dica é iniciar por uma modalidade menos intensa e com um acompanhamento profissional para familiarização e aprendizagem, além de exercícios de fortalecimento muscular para maior segurança, eficiência e melhor aproveitamento das atividades”, explica Guilherme Leme, Gerente técnico da Bio Ritmo.
 

 

Bio Ritmo

 

Saúde mental na gravidez e puerpério: é preciso criar espaços seguros e acolhedores para tratar esse assunto, inclusive nas empresas, onde a maternidade ainda é estigmatizada

 Uma em cada cinco mulheres vai apresentar doença mental na gravidez ou em até um ano após o nascimento da criança, segundo dados da Organização Mundial da Saúde 

 

A gravidez é um período recheado de sentimentos positivos, como a alegria do resultado positivo no teste, mas que também vêm acompanhado de mudanças na vida da mulher e geram preocupações e expectativas com a nova fase. Todas as variáveis e oscilações emocionais deste período trazem uma sobrecarga que pode impactar sobre a saúde mental da mulher, um grande desafio para saúde pública no mundo, mas ainda pouco discutido e tratado, tanto na atenção pré-natal como no pós-parto.  

 

“A romantização da maternidade ao longo da história traz para esse período um grande desafio às mulheres, que muitas vezes acabam se sentindo sozinhas frente as emoções contraditórias do período. Isso somado ao fato de que a saúde mental dessa mulher ainda é negligenciada durante o pré-natal, tornam a gestante mais suscetível ao desenvolvimento de doenças mentais”, explica a psicóloga da Amparo Saúde, Sabrina Abreu.  

 

“Hoje sabemos que o período da gestação e pós parto são momentos críticos para saúde das mulheres e dos seus bebês, fundamentais para o estabelecimento de padrões parentais, para a formação de vínculo e para o desenvolvimento infantil, e por isso precisa ser tratado com atenção também do ponto de vista mental”, completa a psicóloga. 

 

“Entre o terceiro e o décimo quinto dia pós parto, a mulher apresenta sintomas muito semelhantes a depressão, mas que na maioria das vezes são passageiros. É a persistência desses sintomas e a sua intensidade que podem sinalizar um acometimento psíquico”, explica a psicóloga. 

 

A profissional explica que é fundamental romper paradigmas e abrir espaço para que a mulher possa se expressar, “precisamos romper com o mito da mulher heroína, que permeia uma maternidade idealizada socialmente, para enxergar as mulheres reais, humanas e possíveis que vivenciam, cada uma a seu modo, a maternidade”, conclui Sabrina. 

 

Pensando na necessidade de trazer à tona a questão e criar um espaço de acolhimento, escuta e apoio às suas colaboradoras, o Sabin Diagnóstico e Saúde incluiu há 3 anos o tema em seu Programa Gestação, que acompanha suas colaboradoras da descoberta da gravidez ao retorno às atividades de trabalho. Numa empresa onde 77% dos mais de 7000 colaboradores são mulheres, o programa, criado em 2014, conta com encontros mensais entre as gestantes de norte a sul do Brasil e cada encontro tem um eixo temático específico dentro do universo da gestação e puerpério. 

 

“Os temas são selecionados a partir da troca com as participantes. Em 2020, com a pandemia, a saúde mental ganhou espaço e permanece até hoje no escopo do projeto, explica a gerente de pessoas do Sabin, Mariana Bittar. “A gente percebe a importância do tema pela participação durante o encontro e pelas conversas que realizamos no privado com algumas delas. São momentos de troca, apoio, de olhar para si, perceber que não está só em suas angústias e medos, aprender com a experiência de uma outra colega, poder contribuir com alguém que está mais fragilizado, tudo isso gera uma rede de apoio incrível que promove entre outras coisas o fortalecimento dessas mulheres no espaço de trabalho”, destaca. 

 

Priscila Pereira Mendonça, esteve no encontro realizado recentemente sobre o tema e pode expor suas ansiedades em relação ao desmame que precisa realizar para a volta ao trabalho. Imediatamente, a sua fala foi acolhida pelas colegas e pela psicóloga convidada, que conduzia o encontro. “Saí mais aliviada e fortalecida, pude ouvir histórias de outras colegas e percebi que o que sinto não é incomum e que é parte do processo de adaptação a essa nova etapa. Bom demais poder falar como me sinto com outras colegas de trabalho e saber que não sou a única”, desabafa ela. 
 

 

Grupo Sabin

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Por que o mau humor do seu parceiro pode te contagiar

 A conexão com o outro pode ser tão intensa que quase sentimos suas emoções como se fossem nossas


 

Um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology revelou que o estado emocional da sua parceria exerce grande influência no seu humor. Segundo a pesquisa, o mau humor de um pode ser “contagioso” para o outro, até mesmo quando o casal não está interagindo diretamente.

 

Já outro estudo, desta vez, publicado no Personality and Social Psychology Bulletin, apontou que quando um expressava o mau humor apenas pela linguagem corporal e expressão facial, a outra pessoa adotava a mesma postura, a chamada ‘imitação inconsciente’.

 

“Quando estamos em um relacionamento duradouro, a conexão com o outro pode ser tão intensa que quase sentimos suas emoções como se fossem nossas”, afirma Dani Fontinele, terapeuta sexual, sexóloga clínica e membro da ABRASEX.

 

Em homenagem ao Dia do Mau Humor, em 13 de novembro, Fontinele, que também é pós-graduada em Terapia Sexual e Terapia de Casal pelo CEFATEF/DOCTUM; e apresentadora do Podcast Clitcast; explica como lidar com este fenômeno.


 

Assuma o controle das suas emoções: Segundo a sexóloga, você precisa ter consciência de que seus estados emocionais não devem depender de outra pessoa. Caso contrário, deixarão de estar sob seu domínio. “É muito fácil permitir que a raiva do outro influencie nosso emocional, mas é necessário dar espaço para reflexão e racionalização”.

 

De acordo com Dani Fontinele, ao identificar esse padrão, tente interrompê-lo e substituí-lo. “Em vez de pensar ‘esse mau humor me contaminou’, reflita: ‘é compreensível que eu me sinta vulnerável, mas não é sobre mim e vou manter o equilíbrio emocional’. Preste atenção em seus pensamentos automáticos, em seu diálogo interno, pois é essa interpretação que determinará sua forma de sentir”.


 

Apoie o outro, mas com bom senso: De acordo com a terapeuta sexual, quando nosso(a) parceiro(a) está com algum problema (que vai além de um simples mau humor), é comum o ímpeto de buscar ideias para solucionar uma situação que se tornou inquietante, inclusive para você.

 

“Contudo, querer tomar as rédeas de um problema que você não pode resolver só vai lhe gerar mais desgaste, sendo que você deveria ser o ponto de equilíbrio emocional neste momento. Portanto, apenas dê espaço onde o outro possa se expressar livremente, sem medo de ser julgado ou interrompido”, orienta Dani Fontinele.


 

Respeite seus limites: Em momentos de mau humor, tendemos a ficar com o “pavio curto”. Por isso, pense três vezes antes de emitir opiniões ao outro, principalmente se for em resposta a algo que você não gostou ou discorda. Se o mau humor estiver tão forte a ponto de sequer conseguir manter seu equilíbrio emocional, saia de cena, dê um tempo e retome a conversa quando sentir sua tranquilidade de volta.

 

“Pode ser uma tarefa difícil, sobretudo, quando se trata de sua companhia e parceria de anos. Entretanto, esse é justamente um dos segredos de um relacionamento saudável: jamais extrapolar seus limites para não desrespeitar a si e a sua relação”, finaliza Dani Fontinele.

 

Estudo aponta relação entre síndrome de Asperger e superdotação

Há muitas semelhanças e muitas diferenças entre as condições, o que pode gerar variáveis comportamentais em cada caso, afirma o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela 

 

A Síndrome de Asperger é um Transtorno do Espectro Autista (TEA) que afeta a interação social e a comunicação, especialmente na infância. Pessoas com Asperger têm dificuldade em entender e interpretar as emoções e os comportamentos sociais. Alguns destes traços também podem ser notados em pessoas com alto QI, no entanto, as condições não estão interligadas.

 

É o que conclui o estudo realizado pelo Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, membro da Society For Neuroscience nos Estados Unidos em parceria com a Doutora em Psicologia pela USP e especialista em autismo Natalie Banaskiwitz, e publicada na revista científica “Caderno Pedagógico”, da plataforma Sucupira. O neurocientista luso-brasileiro é especialista em genômica e referência em inteligência e alto QI, tendo mais de 50 estudos publicados, membro de 9 sociedades de alto QI e presidente de duas dessas sociedades. Também fornece consultoria para mais de 30 famílias com superdotados. 

 

Predisposição ao autismo e superdotação


O estudo observou que há relações entre a alta predisposição genética da síndrome de Asperger e a superdotação, no entanto, é necessário observar as diferenças entre as condições para evitar diagnósticos imprecisos.

 

Autistas geralmente têm maior dificuldade de interação social causada pelas especificidades do seu cérebro, mas pessoas com alto QI também podem apresentar esses traços, mas neste caso, causadas por uma necessidade de mascarar suas habilidades para ser mais socialmente aceitos e se afastar por não ser compreendido em relações sociais”.

 

Apesar dessa similaridade, existem várias diferenças neurocientíficas nas duas condições, por exemplo, enquanto no autismo há uma hipoconectividade cerebral, que dificulta a comunicação entre os hemisférios, o superdotado possui hiperconectividade”, afirma Dr. Fabiano de Abreu.

 

Há indivíduos com a síndrome que apresentam QI excepcionalmente altos, demonstrando superdotação; muitos são os cientistas, artistas, esportistas e empresários de sucesso que foram diagnosticados com Asperger ou apresentam comportamentos, como Anthony Hopkins, Susan Boyle, Elon Musk, Isaac Newton e Albert Einstein”, afirma o estudo.

 

Apesar das similaridades entre indivíduos com as duas condições e elas possam ser encontradas juntas, em sua maioria, elas têm diferenças”.

 

Apesar da relação, as condições podem variar


Pessoas com Asperger apresentam similaridades em comportamentos com pessoas superdotadas por compartilharem de algumas características provenientes da genética e estrutura cerebral mesmo com divergências, porém, em sua maioria, são diferentes”.

 

Muitos diagnosticados com Asperger são acima da média, com discrepância em percentil de QI. Concluímos que muitos superdotados, ou são Asperger, ou possuem os genes que corroboram com alta predisposição, por isso tal semelhança. Obviamente, nem todos apresentaram comportamentos relacionados, o que é perfeitamente normal. Resumidamente, muitos Asperger são superdotados, mas nem todos superdotados são Aspergers".

 

A estrutura cerebral de pessoas com alto QI e Asperger são mais próximas do TEA de baixo funcionamento, porém com algumas áreas trabalhando de modo diferenciado, com maior volume e conexões”.

 




Dr. Fabiano de Abreu Agrela - Pós PhD em Neurociências eleito membro da Sigma Xi, membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos , membro da Royal Society of Biology no Reino Unido e da APA - American Philosophical Association também nos Estados Unidos. Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia e filosofia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Membro das sociedades de alto QI Mensa, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society, Numerical e HELLIQ Society High IQ. Autor de mais de 220 artigos científicos e 17 livros




Transtornos mentais podem ser causados pela violência?

 

Crédito: Canva
Entenda a relação

Equipe de saúde mental da SIG - Residência Terapêutica, comenta que episódios violentos - que vão além de agressão física - são gatilhos importantes; prevenção ainda é o melhor caminho


A palavra violência costuma ocupar um espaço de preocupações diárias. Em termos gerais, é comum associá-la a agressões físicas e ações cometidas com a intenção de causar dor, dano ou sofrimento e o brasileiro sabe bem disso, já que o Brasil é o 9º país mais violento do mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). De acordo com a agência da ONU, a cada 100 mil pessoas, 31,1 são mortas. 

A OMS define a violência como o uso de força física ou poder, em ameaça ou na prática, contra si próprio, outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade que resulte ou possa resultar em sofrimento, morte, dano psicológico, desenvolvimento prejudicado ou privação. “A violência por si só não é capaz de fazer com que uma pessoa desenvolva um transtorno mental, mas é um gatilho muito forte para uma crise de quem já tem uma predisposição”, comenta Solange Tedesco, terapeuta da SIG - Residência Terapêutica. 

Em uma discussão ampla e importante, voltamos para a problemática violência e saúde mental, que pode entrar em três categorias, segundo a especialista: os indicadores de violência como um dos fatores de correlação a problemas de saúde mental, o estigma que a ‘desrazão’ é normalmente inferida aos quadros psiquiátricos como os que causam temor, e a violência, necessária ou suficiente, aquela que, muitas vezes, extrapola a ética do cuidado, em relação ao tratamento involuntário ou compulsório que algumas situações de crise impõem. 

Frente às terríveis cenas de violência contemporânea, no nosso dia a dia, nas imagens das guerras, da fome, do sofrimento de doenças e pobreza e nas desigualdades do próprio cuidado, podemos dizer que o sofrimento humano provocado, pode ter ‘boas intenções’? Existe violência justificada? 

“Outro problema nessa definição está no termo ‘agressão física’. Sabemos que as mais requintadas formas de tortura, as que produzem uma enorme desorientação emocional, desorientação dos sentidos que podem nos causar danos irreparáveis para a mente, corpo e cérebro podem não envolver qualquer agressão física direta”, comenta Tedesco. “Temos inúmeros exemplos de violência no ambiente de trabalho e nos relacionamentos, também chamado de tóxicos, que submetem na desigualdade formas insuportáveis de existência. Talvez o termo violência possa melhor ser descrito como formas coercitivas de infligir danos, dor e morte”, completa. 

Recortando essa discussão para as problemáticas da saúde, a violência pode ser entendida, de acordo com o Ministério da Saúde, como todo ato intencional de força física ou poder, ameaçado ou real, contra si mesmo, outra pessoa ou sobre um grupo ou comunidade, que resulta ou tem alta probabilidade de resultar em lesão, dano psicológico ou privação. 

Aqui ressalta-se que a violência física ocorre quando uma pessoa está em relação de poder com a outra. Onde essa evidência é também definida? “Discutimos no dia a dia o impacto dessa temática na nossa vida. No sistema de residência urbana a cidade nos permeia nas ações cotidianas. Nossos residentes, por exemplo, transitam na cidade e assistem e participam do horror da fome na rua, de pessoas abandonadas que vivem nos arredores dos metros, dos teatros, nas ruas, assistem os noticiários e leem jornais”, explica. 

Ainda de acordo com Solange, alguns dos residentes da SIG carregam marcas da violência da vida e do próprio tratamento. “Muitos ficaram anos institucionalizados, sem voz ou opinião, outros foram submetidos a extremos danos morais, financeiros e físicos, sem compreender como isso se relacionava ao seu quadro psicopatológico, muito menos ao seu tratamento”, comenta. “Falamos muito aqui sobre os fatores estressantes, individuais e coletivos e nossas estratégias, também individuais e coletivas para lidar com as condições desfavoráveis inerentes à vida. 

De fato, a violência em suas diferentes frentes está sim relacionada ao risco para o adoecimento psíquico e sofrimento emocional, tanto nas vulnerabilidades biológicas, genéticas, psicológicas e ambientais como nos riscos das adversidades duradouras, principalmente no desenvolvimento de crianças e adolescentes. 

“Temos, por enquanto, a tarefa da melhora possível da qualidade de vida e da qualidade de vida em saúde. A prevenção é mais eficaz. Os estilos de vida saudáveis, se possível, são mecanismos potentes de prevenção”, finaliza Solange.

 

Sig Residência Terapêutica


5 formas de aproximar as crianças do mundo das artes

As expressões artísticas contribuem para o desenvolvimento e a criatividade 


Desenhar, ouvir música, pintar, ler ou criar histórias: a arte tem diferentes expressões que podem ser inseridas no dia a dia das crianças. O uso das expressões artísticas contribuem para o desenvolvimento cognitivo, auxilia na comunicação do mundo e incentiva a criatividade desde a primeira infância. 

 

Para Josué Artigas Machado Junior , diretor do Marista Escola Social Curitiba, as crianças têm a própria forma de ver o mundo, e a arte fortalece a expansão desse olhar. “Por meio dos desenhos, da livre pintura, do personagem de um livro ou até de uma música, a criança pode expressar seus sentimentos, mesmo quando ainda não tem no vocabulário todas as palavras necessárias, é por meio dessas atividades que ela conta suas emoções”, reforça. 

 

Como aproximar as crianças da arte? 

 

Não há apenas uma maneira ou um caminho para que as crianças se aproximem da arte e da cultura. Seja em casa, na escola ou nos momentos de lazer, os pequenos podem ser apresentados às atividades artísticas de diversas formas . “O importante é deixar as crianças explorarem esses universos, seja por meio das cores, da dança e do circo. Quando estão em casa, com os pais, avós, tios e amigos, a ideia é oferecer o maior número de oportunidades para que a criança possa interagir com diversas manifestações da arte”, finaliza Josué. 

 

Para os pais e responsáveis, a especialista dá dicas de como integrar a arte à rotina. 

 

Faça passeios culturais

Nos momentos de lazer, levar as crianças em museus pode ser uma ótima opção. Em diversos locais há exposições interativas, assim como museus de ciência e história com possibilidade de conhecer outros universos Apresentar as crianças ao museu faz com que ela tenha sempre essa referência no futuro. 

 

Pintar o sete

A expressão antiga pode ser utilizada para aproximar as crianças da pintura. O colorido das tintas e pinceis podem incentivar esse pequeno artista, além de colaborar com a coordenação motora e identificação das cores e desenhos. Vale entrar na brincadeira  e pintar junto da criança também. 

 

É tempo de dançar

Ouvir música é uma das atividades favoritas das crianças. Aqui vale apresentar alguns instrumentos musicais, começando com os de percussão, que podem ser aliados na hora de iniciar nesse universo. A dança incentiva a expressão corporal e também é fundamental para o desenvolvimento. 

 

Boas histórias não são esquecidas

A literatura é uma das expressões mais utilizadas, principalmente na primeira infância. Portanto, sempre é  tempo de contar boas histórias para as crianças, ler os livros clássicos infantis, compartilhar personagens favoritos e deixar que essa imaginação tome conta. 

 

Vamos brincar de atuar? 

Além de ir ao cinema e ao museu, o teatro é uma das expressões que mais encantam as crianças. Vale assistir aqueles espetáculos em cartaz na sua cidade, como também criar sua própria peça em casa, utilizando cortina, luzes, fantoches ou aquela fantasia de carnaval na gaveta. 

 

Marista Escolas Sociais


O uso excessivo de telas pelas crianças pode causar sérios problemas no desenvolvimento

Educadora Carolina Delboni faz um alerta e ressalta a importância das relações pessoais na primeira infância: "Não existe tecnologia capaz de reproduzir as sensações"

 

É fato que seres humanos nascidos a partir de meados dos anos 2000, têm a tecnologia intimamente ligada às suas vidas, praticamente, desde o primeiro momento em que chegam a esse mundo, como se fosse (e para muitos é) um item de primeira necessidade.

E quanto mais o tempo avança, mais essa tecnologia se instala na vida das pessoas, já em seus primeiros anos de vida. Hoje em dia, não é raro vermos crianças ainda na primeira infância, de 0 a 6 anos, com os olhos colados em telas de celulares, tablets e dispositivos do tipo, escorregando os dedinhos pelas páginas e interagindo com os equipamentos por horas a fio.

Apesar de inúmeros alertas feitos por especialistas, nem sempre é fácil equilibrar essa balança e dar aos pequenos um dia a dia mais harmônico fora da vida nas telas.

“Ainda que eles tenham nascido num contexto totalmente digital, onde não há distinção entre mundo físico e virtual, é necessário que os pais estejam atentos aos efeitos colaterais causados pela permanência em dispositivos tecnológicos”, diz a educadora e especialista em comportamento adolescente, Carolina Delboni, ressaltando que crianças e adolescentes de hoje são nativos digitais.


Exagero que leva a transtornos

De acordo com recente pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, em 13 capitais do Brasil, um terço das crianças brasileiras de até cinco anos (33%) passam mais de duas horas, diariamente, à frente das telas, assistindo programas ou jogando.

O índice de permanência das crianças nas telas apontadas no levantamento fica bem acima do recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo a instituição, menores de 2 anos não devem ser expostos aos dispositivos. Já para os pequenos de até 5 anos, o uso deve ser limitado a, no máximo, uma hora por dia.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, estudos já mostraram que o uso excessivo de telas por parte das crianças é um dos fatores que influenciam no atraso de desenvolvimento. Afinal, os pequenos precisam brincar, interagir com os pais, responsáveis, e outras crianças, e terem atividades que ajudem a desenvolver as sensações, imaginação, criatividade, coordenação motora e a inteligência emocional.

“Não existe tecnologia 4D capaz de reproduzir as sensações, por mais que ela avance. E, não à toa, crianças que cresceram passando horas à frente das telas, muitas vezes, se transformam em adolescentes com problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade, irritabilidade, transtornos no sono e alimentação, entre outros pontos negativos que vão refletir para toda a vida”, analisa Carolina.


A importância do toque físico, e não nas telas

A vida corrida dos tempos modernos, os inúmeros afazeres de pais, ou responsáveis, de crianças pequenas, e as multitarefas, que fazem com que a pessoa precise se desdobrar em mil, acabam tornando as telas aliadas na hora de distrair os pequenos.

Quantas mães, mesmo sabendo que não é o correto, dão o celular nas mãos dos filhos para que eles foquem a atenção no dispositivo e elas possam se dedicar às atividades da casa? Ou fora da residência, em um passeio com amigos, no restaurante... Sempre há uma criança conectada aos dispositivos para não se sentir entediada e dar tranquilidade aos pais.

Mas está aí um erro muito grave. Segundo Carolina Delboni, a partir do momento em que o adulto entrega um celular, tablete ou iPad nas mãos de uma criança, simbolicamente, está passando o controle da situação para ela e esse é um caminho sem volta.

“É aí que os pais começam a perder o “controle” e passam a ceder a todos os ataques, choros, birras e gritos dos filhos. Quem deve colocar limites são os responsáveis, não a criança. A coisa mais perigosa que tem é entregar o poder de decisão nas mãos de uma criança. Quem decide, põe limite, dá regra, é o adulto. E se você não faz isso na infância, está perdido quando seu filho chegar à adolescência. Porque o limite que você não deu na infância, não se coloca na adolescência.”

Com toda essa problemática, Carolina Delboni volta a ressaltar que os pais devem estar muito atentos e oferecerem outros tipos de distração para os filhos, afinal, tela não é brincadeira de criança, principalmente na primeira infância.

“É clara a necessidade, e importância, tanto para crianças, quanto para os adolescentes, dos afetos físicos, aqueles em que se sente o toque, o cheiro e o calor do outro. São esses pontos que darão ao ser humano as habilidades sociais para o resto da vida, e isso deve começar na infância. A essência do ser humano edifica-se na relação com o outro, e não com a frieza de uma tela”, pontua a especialista.  



Carolina Delboni - jornalista e decidiu dedicar-se à educação e às questões da adolescência. Educadora e pesquisadora do comportamento adolescente, é formada em psicanálise da adolescência, mãe de três jovens e autora do livro Desafios da Adolescência na Contemporaneidade: Uma Conversa com Pais e Educadores.
@carolina_delboni


A cilada do palhaço

Durante as filmagens de “A Lista de Schindler”, Steven Spielberg, que ganharia o seu Oscar com esse filme, terminava o dia comido de angústia: era como presenciar as atrocidades dos Campos de Concentração e o massacre de seu povo ao vivo e em Tempo Real. Sua saída para conseguir encerrar o dia e se preparar para mais outro dia dentro do Campo de Concentração era ligar para seu amigo, Robin Williams, e dar boas gargalhadas com a sua capacidade de disparar piadas como uma metralhadora. Robin era seu fornecedor de “Alívio Cômico”, uma forma de terminar um filme que ele imaginava um fracasso de bilheteria. Sabemos hoje que é dos maiores, senão o maior, de seus filmes. 

Há pouco tempo recebemos a notícia da morte prematura de um grande comediante de sua geração: Mathew Perry, o Chandler de “Friends”, que se afogou na própria banheira, provavelmente sob efeito de substâncias ou depois de um mal súbito. Mathew viveu, como muitos comediantes, o paradoxo de saber extrair a graça das pequenas coisas do cotidiano e divertir a todos com seu fabuloso talento, tendo em sua vida pessoal períodos de profundas trevas, com Depressões graves e uso de álcool e várias drogas, o que determinou muitas internações, tratamentos e tentativas de reabilitação, mas sempre com a característica crônica e recorrente desses transtornos levando a muito sofrimento dos pacientes e de seus seres amados. Ele sempre foi muito aberto ao expor publicamente a sua doença, para trazer luz ao problema e benefício aos que partilham desse sofrimento. O seu livro autobiográfico: “Amigos, Amantes e A Grande Coisa Terrível”, que eu não li, falava sobre essa montanha russa de prazer e de mergulhos nas trevas que sua condição determinava. Sou capaz de arriscar que esses mergulhos no Inferno estavam relacionados às mudanças de humor, angústia e processos depressivos, que acabavam gerando as recaídas. Essa é “Aquela Coisa Terrível”. 

Robin Williams também encerrou sua vida tragicamente, pondo fim à própria vida na vigência de mais uma depressão gravíssima. Ele nos alegrou e marcou com personagens cômicos inesquecíveis, em filmes como “Patch Adams”, “Uma Babá quase Perfeita” e tantos outros que lembramos no sabor de um sorriso ou uma gargalhada aberta e fora de hora. Mas o seu personagem que mais me marcou foi do psicanalista do filme “Gênio Indomável”, Dr Sean MacGuire. 

Poucas vezes pude ver alguém transmitir tanta tristeza em seu olhar como esse e outros personagens dramáticos de Robin. Seu personagem está preso em um profundo processo de luto, pela morte de sua esposa, o amor de sua vida. Vive uma vida reclusa, atende poucos pacientes e dá aulas de Psicanálise para poucos alunos. Seu embate com o jovem prodígio Will Hunting, papel escrito e vivido por Matt Damon, é uma pequena obra-prima de nosso tempo. A capacidade de Robin Williams de traduzir a tristeza, assim como grandes comediantes como Jerry Lewis, Chico Anísio e Jim Carrey, traz em comum o histórico de grandes e profundos quadros depressivos e da Doença Bipolar em alguns casos desses e outros comediantes. Isso significa que a doença e o talento andam juntos nesse mundo? Em muitos casos, sim. Estudos mostram que comediantes tem muito mais alterações de humor, depressões e risco de uso e abuso de drogas que a população em geral. Você corre mais risco psiquiátrico sendo um comediante do que sendo um contador. Nada contra nenhuma das duas profissões. Mas é grande a carga de estresse de quem esconde a própria tristeza com seu talento, ou busca ser amado agradando e divertindo as pessoas. 

Essa é a cilada do palhaço: ao mesmo tempo que ajuda as pessoas a transcender a própria angústia, como Robin Williams arrancando gargalhadas de Stephen Spielberg, no final do dia, é como se ficassem presos dentro dessa Persona alegre, sem espaço para a própria dor. 

Uma das primeiras lições que ofereço a meus alunos é a Lei de Spinelli número 13 (os números são alheatórios): “Ou você dá conta da sua Ferida, ou a Ferida dá conta de você”. Simples (ou não tão simples) assim. 

Jim Carrey, que também falou e ajudou muitas pessoas com os relatos de suas Depressões, pegou um trecho de um escritor que fez a brincadeira com a palavra “depressed”(deprimido) para “deep rest”(descanso profundo). Nossa maior ânsia na vida é receber\dar amor e ser importante para as pessoas. A cilada do palhaço é achar que a sua valência está toda relacionada com sua face alegre. E nunca cuidar da ferida que fica debaixo da sua máscara. Essa necessidade compulsiva de ser feliz e divertir as pessoas acaba terminando em um cansaço profundo. E sua última cena não evoca em nós nenhum riso, mas algumas lágrimas de saudade.

 

Marco Antonio Spinelli - médico, com mestrado em psiquiatria pela Universidade São Paulo, psicoterapeuta de orientação younguiano e autor do livro Stress o coelho de Alice tem sempre muita pressa.


Transtorno Narcisista Materno: Falta de empatia, excesso de cobrança e desvalorização dos filhos são alguns sinais

Filhos de mães narcisistas enfrentam riscos emocionais e psicológicos, como problemas de autoimagem, ansiedade e depressão

 

A concepção da maternidade frequentemente é vinculada a um amor incondicional, mas essa idealização não reflete a realidade de todas as mães. Para muitos filhos, a ausência de relacionamento com suas mães pode resultar em questionamentos. A falta de uma boa convivência entre mãe e filhos pode significar ao Transtorno de Personalidade Narcisista. Para o psiquiatra e professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Lucas Benevides, quando uma mãe tem esse transtorno, seu comportamento pode afetar significativamente o desenvolvimento emocional e psicológico de seus filhos. 

O nome desse transtorno de personalidade faz menção ao personagem Narciso, da mitologia grega, que se destacava por sua beleza e, deslumbrado com seu reflexo observado nas águas de um rio, acabou afogado. A partir desse conceito, além de ser apaixonada pela própria imagem, esta pessoa exige admiração constante de seus filhos, gerando comportamentos abusivos que prejudicam a saúde mental dos herdeiros. 

Para Lucas Benevides, o Transtorno de Personalidade Narcisista, além de caracterizado por um padrão de grandiosidade e falta de empatia, assume proporções significativas quando presente em mães, gerando sérias consequências na vida e nas relações dos filhos. "O foco excessivo em si mesma, comportamento manipulador, críticas frequentes e desvalorização dos filhos são indicadores desse transtorno. Tais atitudes geram impacto negativo no desenvolvimento emocional e psicológico das crianças criadas neste convívio, resultando em problemas como baixa autoestima, depressão, ansiedade e dificuldades de se relacionar", conta. 

Segundo o psiquiatra, as possíveis causas do narcisismo em mães podem incluir experiências de infância, como negligência ou superproteção, traumas, ou mesmo influências genéticas e ambientais. Benevides adverte que é fundamental diferenciar uma mãe com apenas traços narcisistas de uma com o transtorno completo, visto que o último se manifesta desde a infância em todos os relacionamentos, enquanto os traços podem ser mais pontuais. "Uma mãe com traços narcisistas pode exibir comportamentos centrados em si mesma, mas não atende aos critérios completos para o transtorno de personalidade narcisista", explica o professor. 

O professor de Medicina do CEUB recomenda estratégias por parte dos filhos, como estabelecer limites claros com essas mães, buscar apoio emocional externo, compreender melhor o narcisismo e praticar o autocuidado. "A partir da identificação do transtorno ou dos traços narcisistas, é importante buscar ajuda profissional, com terapia individual ou em grupo, tanto para a mãe quanto para a família, como parte fundamental do tratamento", frisa.

 

Sou mãe narcisista, e agora?

Lucas Benevides afirma que filhos de mães narcisistas enfrentam riscos emocionais e psicológicos, mas existe tratamento para os dois lados. "Estes podem ser mitigados através de terapia, apoio de outras figuras parentais ou mentores e desenvolvendo uma rede de suporte". O psiquiatra indica tratamentos terapêuticos com abordagens cognitiva, reflexiva e aconselhamento familiar. Após reconhecer o problema, a terapia pode ajudar a mãe a entender e mudar comportamentos prejudiciais. " O autoconhecimento e a vontade de mudar são essenciais para melhorar seu comportamento e o relacionamento com os filhos", reforça.

 

Como despertar o hábito da leitura em plena era digital?


Com tantas opções de entretenimento disponíveis nos meios digitais, surge uma questão relevante: a tecnologia está roubando um tempo que poderia ser dedicado à leitura? É fato que os jovens têm grande afinidade com jogos, redes sociais e vídeos. Entretanto, os adultos também acabam perdendo tempo com as inúmeras distrações disponíveis nas telas e, por vezes, deixam de incentivar o hábito da leitura em seus filhos. Esse pode ser um dos motivos pelos quais os jovens e as crianças estão se tornando cada vez menos leitores assíduos. “A família tem um papel extremamente importante nesse despertar do interesse pela leitura. Os pais que leem para as crianças na hora de dormir, por exemplo, criam uma memória afetiva que pode estimular esse interesse posteriormente”, ressalta a gerente de projetos no Instituto Pró-Livro, Zoara Failla.

As distrações digitais são, de fato, as principais responsáveis pela queda do número de leitores no Brasil. No entanto, segundo a gerente editorial da Aprende Brasil Educação, Cristina Kerscher, essa não é a única razão. “O desinteresse pela leitura pode ser atribuído à falta de acesso aos livros, tanto em casa quanto na escola, o que muitas vezes ocorre em virtude do custo, que é um fator limitador para famílias de baixa renda”, aponta. Zoara acrescenta que existe a possibilidade de se utilizar desse poder das redes sociais para incentivar a leitura entre as crianças e adolescentes, principalmente por meio dos booktubers. “Realizamos uma pesquisa sobre o que influenciou as pessoas a iniciar a leitura do livro que estavam consumindo, e a maior parte das respostas foi a indicação de influenciadores digitais que produzem conteúdos relacionados à literatura, mostrando que as pessoas também podem usar os meios digitais para desenvolver esse interesse pela leitura”.

A escola também desempenha papel fundamental na formação de potenciais leitores. No entanto, segundo Zoara, a falta de políticas públicas relacionadas à literatura no Brasil contribui para a diminuição do número de jovens leitores. “Faltam ações que garantam esse acesso à leitura para todos, com um maior número de bibliotecas, acervos atualizados e foco na formação de professores leitores”, destaca a educadora, revelando que 60% das escolas públicas do país não têm biblioteca. Cristina enfatiza que os pais precisam engajar pelo exemplo, e as escolas devem selecionar livros apropriados a cada faixa etária com temas que efetivamente sejam de interesse dos estudantes. “É importante que sejam propostas atividades interessantes relacionadas aos títulos, como discussões em grupos, dramatizações, projetos criativos e outras atividades que relacionem o tema dos enredos a outras áreas de conhecimento”, finaliza Cristina.

“Hábito da Leitura” é o tema do episódio 62 do podcast PodAprender, produzido pela Aprende Brasil Educação. Todos os episódios do PodAprender estão disponíveis gratuitamente no site do Sistema de Ensino Aprende Brasil (sistemaaprendebrasil.com.br), nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e nos principais agregadores de podcasts do Brasil. 



Sistema de Ensino Aprende Brasil
http://sistemaaprendebrasil.com.br/


sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Caminhada em prol da conscientização da Prematuridade, será realizada em São Paulo

Evento coordenado pela ONG Prematuridade.com chama atenção para o tema; ação acontecerá no dia 19, às 10h, em frente ao MASP

 

O parto prematuro é a principal causa global da mortalidade infantil antes dos cinco anos de idade e o Brasil está entre os 10 países com mais nascimentos prematuros. A problemática tem alerta na campanha “Novembro Roxo”, que neste ano trouxe o slogan “Garanta o contato pele a pele com os pais desde o momento do nascimento”.

 

Para promover ainda mais visibilidade sobre a temática, está marcado para este domingo, a partir das 10h, na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP, a IV Caminhada da Prematuridade. O evento, organizado pela Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com visa trazer sensibilização sobre causas e consequências do parto prematuro.

 

Globalmente, a média de partos prematuros – aqueles que acontecem antes da 37ª semana de gestação - é de um para cada dez nascidos. No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que, a cada dez minutos, seis bebês nascem antes da hora; cerca de 320 mil, todos os anos.

 

Além de São Paulo, o evento também será realizado em outras capitais. As caminhadas pelo novembro roxo são tradicionais e iniciaram em 2015, quando a primeira foi realizada na cidade de Passo Fundo (RS). A ação promete reunir apoiadores, empresas parceiras, pais de prematuros e profissionais de saúde com o objetivo de conscientizar a população sobre a causa.

 

Campanha Novembro Roxo - Com o tema “Pequenas ações, GRANDE IMPACTO: contato pele a pele imediato para todos os bebês, em todos os lugares”, a campanha global do mês de novembro reforça a importância de garantirmos essa prática. Estudos têm demonstrado que prematuros extremos, os mais vulneráveis, são ainda mais beneficiados por esse contato quando feito de forma precoce. Diante disso, a OMS e as instituições que compõem a Aliança Global para o Cuidado do Recém-nascido (GLANCE), incluindo a ONG Prematuridade.com, escolheram enfatizar a questão novamente em 2023.

No Brasil, a campanha terá ampla programação, contando com audiências públicas, simpósios, lives, ações nos hospitais, caminhadas e piqueniques, dentre outras atividades.

 

Nas ações promovidas pela ONG, estão confirmadas participações de representantes da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Pediatria e de outras importantes instituições no contexto da prematuridade, além de famílias de prematuros, profissionais de saúde, celebridades e formadores de opinião.

 

A programação completa está disponível em: https://prematuridade.com/novembro-roxo-acoes-visam-sensibilizar-a-sociedade-sobre-a-prematuridade

 

ONG Prematuridade.com


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