Pesquisar no Blog

terça-feira, 2 de março de 2021

A negociação no mercado de trabalho

Como a arte de negociar se tornou uma competência decisiva nos dias atuais

 

O mercado de trabalho tem se tornado cada vez mais competitivo, e a arte de saber negociar se torna uma qualidade de destaque. Apesar de ser uma tarefa comum no dia a dia, tentar fazer com que o outro compreenda e aceite suas condições sem deixar que as emoções tomem o melhor de si, mostra-se uma tarefa delicada, e até mesmo complicada.

Segundo Madalena Feliciano, gestora de carreira e hipnóloga, a inteligência emocional é um fator importante na arte da negociação. No mercado de trabalho há mais de 20 anos, ela pontua que um profissional que tem controle das emoções passa mais segurança de maneira geral. “Com isso, entende-se que as pessoas que sabem lidar com seus medos, inseguranças e insatisfações costumam ter maior êxito em seus cargos – e até em suas vidas”.

É importante perceber que o indivíduo é, naturalmente, um negociador. Porém, algumas dicas podem maximizar o sucesso da negociação, como perceber suas necessidades e motivações, estar disposto a repensar a estratégia, entre outras. “Ter suas expectativas e objetivos definidos é um grande passo. Pessoas que sofrem de baixas expectativas miram pouco e obtém menos ainda. O ideal é ter uma proposta ambiciosa, possível de ser realizada, e que seja capaz de motivar o profissional, e não simplesmente satisfazê-lo”, exalta Madalena.

A arte da negociação não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível. Além dessas dicas analisadas e colocadas em prática, um pouco de aprofundamento sobre o assunto por meio de leituras específicas também ajuda o desenvolvimento dessa competência.

 

 


Madalena Feliciano - Gestora de Carreira e Hipnóloga

https://madalenafeliciano.com.br/

https://www.instagram.com/madalenafeliciano/

https://www.facebook.com/madalena.feliciano1

https://www.linkedin.com/in/madalenafeliciano/

www.ipcoaching.com.br

www.outlierscareers.com.br

Professor Aprígio Gonzaga 78, São Judas, São Paulo - SP.


Veja como declarar auxílio emergencial, criptomoedas e outras novidades do IR

Teve início na última segunda-feira (01º de março) o período de entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física 2021 - ano-base 2021, que está com importantes novidades.

Nesse ano a grande alteração é que quem recebeu o auxílio emergencial para enfrentamento da crise de saúde pública e outros rendimentos tributáveis em valor superior a R22.847,76, passa a ser obrigado a enviar a declaração.

"Assim, o contribuinte que recebeu qualquer valor [Lei 13.982/2020 e MP 1.000/2020] em decorrência da Pandemia Covid-19 e obteve mais que R 22.847,76 de outros rendimentos tributáveis no ano calendário 2020 deverá devolver o benefício emergencial para os cofres da União", explica o diretor tributário da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

O programa do Imposto de Renda avisará os contribuintes que se enquadrarem nesse item por meio de cruzamento de informações com o Portal da Cidadania. O contribuinte poderá ainda fazer a devolução por meio de DARF COD 5930 com vencimento 30/04/2021 gerado pelo próprio Programa do IR.

"O contribuinte poderá ainda conferir as informações sobre o auxílio emergencial, inclusive emitir informe de rendimentos diretamente no link https://consultaauxilio.dataprev.gov.br/consulta", complementa Richard Domingos. O valor total do auxílio emergencial a ser devolvido não será deduzido do valor do imposto a restituir.

"Esse ponto será crucial para muitos contribuintes que terão que fazer esse ajuste sobre risco de serem penalizados pela Receita Federal", explica o diretor executivo da Confirp, Richard Domingos. Lembrando que se a pessoa já fez a devolução no mesmo ano-calendário não precisa declarar e não há o que devolver.


Criptomoedas

Outra novidade é que haverá um código específico para a declaração de criptoativos, atualizando a declaração a uma importante demanda da atualidade.

Assim, esse código fica na Ficha de Bens e Direitos, sendo eles:

a. 81 - Criptoativo Bitcoin - BTC

b. 82 - Outros criptoativos, do tipo moeda digital (conhecido como altcoins entre elas Ether (ETH), XRP (Ripple), Bitcoin Cash (BCH), Tether (USDT), Chainlink (LINK), Litecoin (LTC)

c. 89- Demais criptoativos = Criptoativos não considerados criptomoedas (payment tokens), mas classificados como security tokens ou utillity tokens;

Também ocorreu a ampliação do acesso a declaração pré-preenchida, que poderá ser feita até mesmo sem certificado digital. "Esta simplificação já existia, mas é interessante ver que o Governos está buscando melhorias para um futuro mais digital da declaração. Tirando a necessidade do certificado digital será muito maior o número de contribuintes possibilitados de usar a alternativa", analisa Richard Domingos.


Veja outras novidades:

• Os dependentes poderão passar uma procuração para os declarantes que assim terão acesso às informações dos primeiros, para conferência dos dados.

• Teve alteração no uso de e-mail e telefone que poderão ser utilizados para informar a existência de mensagens, para depois o contribuinte entrar na área segura.

• Será permitido o pagamento da restituição por conta pagamento.


Quando e quem precisa entregar

A Entrega da Declaração Imposto de Renda Pessoa Física 2021 - Ano Base 2020 já é uma realidade para grande parte dos contribuintes brasileiros. O período de entrega é de 08 horas do dia 01 de março até às 24 horas do dia 30 de abril.

"Por mais que o início do prazo seja em março, é importante se antecipar e já separar os documentos, garantindo a melhor restituição ou menor pagamento e minimizando os riscos de malha fina. Lembrando que quem entrega nos primeiros dias, normalmente recebe a restituição já nos primeiros lotes", orienta o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

A Confirp detalhou quem está obrigado a declarar o Imposto de Renda 2021:

1) Quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior à R 28.559,70;

2) Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior à R 40.000,00;

3) Quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

4) Relativamente à atividade rural, quem:

I. obteve receita bruta em valor superior a R 142.798,50;

II. pretenda compensar, no ano-calendário de 2020 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2020;

5) Quem teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior à R 300.000,00;

6) Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro;

7) Quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005;

8) Recebeu o auxílio emergencial para enfrentamento da crise de saúde pública e outros rendimentos tributáveis em valor superior a R22.847,76.

Estão dispensados de entregar a declaração os contribuintes que não estejam relacionados em nenhuma das hipóteses acima. Contudo, isso não impede a elaboração da declaração, sendo que muitas vezes isso é interessante, garantindo uma renda extra ou segurança tributária.


Quatro mitos X verdades sobre prescrição de dívidas

Você sabe como funciona as prescrições de dívidas? O advogado e especialista em Direito do Consumidor e sócio-fundador da Holtz Associados, Plauto Holtz, esclarece as principais questões sobre o assunto

 

Muitas pessoas não sabem gerenciar suas finanças e acabam contraindo dívidas que fogem do orçamento. Durante a pandemia do novo coronavírus, o número de inadimplência dos consumidores aumentou, atingindo 26,3% no mês de julho, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

 

Há quem pense que nunca mais estará livre das dívidas, mas isso não é verdade. Se o fornecedor não entrar em um acordo ou cobrar o valor da dívida por meio da justiça, em cinco anos a dívida prescreve e o consumidor não é mais obrigado a pagá-lá. O advogado e especialista em Direito do Consumidor e sócio-fundador da Holtz Associados, Plauto Holtz, defende a importância de manter-se atento às cobranças das dívidas, principalmente se elas acontecerem após o tempo de prescrição.

 

“A principal dica é verificar se a dívida realmente existe. Além disso, também é importante se certificar se já passou 05 anos do vencimento. Não forneça dados pessoais, bancários e muito menos endereço via telefone. Nunca se sabe quem está do outro lado da linha, se realmente é a Instituição ou se são golpistas”, explica.

 

Para não cair em falsas informações sobre o assunto, o especialista lista quatro mitos e verdades sobre prescrição de dívidas. Confira: 

 

1 - O fornecedor pode continuar cobrando após a prescrição da dívida: MITO.

“As dívidas têm um prazo de cinco anos a partir do vencimento para serem cobradas na justiça, após esse tempo e a dívida for prescrita, os fornecedores não podem cobrar o consumidor novamente. Mesmo após a prescrição, muitos consumidores continuam sendo cobrados de dívidas por mais de 10, 15 anos. Isso é algo que não pode acontecer”, defende Plauto.

 

2 - Mesmo com dívida, o consumidor continua tendo direitos que não podem ser violados: VERDADE.

“Mesmo quando estamos falando de dívidas, existem direitos do consumidor que não podem ser esquecidos. O fornecedor não pode cobrar o consumidor publicamente, pelas redes sociais, por exemplo. Além disso, ele também não pode ter seu horário de descanso e nem de trabalho violado com cobranças insistente”, explica.

 

3 - O consumidor não pode entrar com ação judicial se o fornecedor continuar cobrando a dívida após anos dela estar prescrita: MITO.

“A continuação das cobranças após anos acontece muitas vezes. Por exemplo, se você está sendo cobrado de uma dívida vencida há mais de 5 anos, o fornecedor fica ligando várias vezes em um único dia para cobrar, enviam cartas de cobranças com ameaças judiciais e penhoras de bens, o consumidor está no direito de entrar com uma ação para cessarem as cobranças. Além de estarem cobrando algo que não existe mais, ações como essas configuram perturbação rotineira”, complementa.

 

4 - O consumidor pode sofrer golpes por meio de dívidas que já foram prescritas: VERDADE.

“Às vezes é difícil acreditar que golpes podem acontecer por meio de dívidas que são ou foram reais, mas isso é uma realidade. Os estelionatários se valem de informações de bancos de dados para aplicarem golpes, cobrando o consumidor de dívidas prescritas, ou muitas vezes, que sequer existem e já foram pagas. Por conta disso, é necessário manter a atenção e nunca passar dados pessoais ou bancários”, conclui o especialista.

 



 Plauto Holtz - advogado, ex presidente da comissão de direito do consumidor da OAB Sorocaba. Com 16 anos de experiência, também é especialista em direito previdenciário, ex professor Universitário pela faculdade UNIP e perito Grafotécnico. Também é sócio-fundador do Holtz Associados um escritório de advocacia focado em oferecer soluções jurídicas sólidas e multidisciplinares na área do direito, medicina e segurança do trabalho,  atende clientes dos mais variados setores da economia, seja no campo da indústrias como também pessoas físicas e clientes do setor do comércio varejista, educação, tecnologia e instituições financeiras.

 

A agricultura de precisão a serviço da adubação ambientalmente correta

Em sua propriedade o produtor rural Vicente iniciou um diagnóstico do solo para avaliar a necessidade de fertilizantes. O objetivo era reduzir o custo com a aplicação de fertilizantes. Foi sabendo sobre a utilidade da agricultura de precisão que Vicente encontrou o caminho para fornecer a dose necessária de uma maneira muito localizada. 

O termo agricultura de precisão, frequentemente abreviado como AP, é um conceito de gestão agrícola moderna que usa técnicas digitais para monitorar e otimizar os processos de produção agrícola. O principal objetivo desta ferramenta é a otimização. Em vez de aplicar uma quantidade igual de fertilizante em uma área inteira, a agricultura de precisão leva em conta as variações dentro da área e aplica doses de fertilizante de acordo com as variações. Isso permite otimizar o uso de fertilizantes, reduzir custos e diminuir o impacto ambiental.

 

“O processo ainda está em andamento, mas quando terminar, poderei saber os teores de nutrientes e o pH quase por metro quadrado”, explica Vicente.

 

Este diagnóstico é ainda mais importante porque, entre 2013, Vicente iniciou o plantio de duas safras, com soja e milho, em sua propriedade de 1000 ha. O manejo foi então alongado e a questão da adubação veio à tona. “Adubar duas culturas representou um custo significativo. Meu objetivo é ser capaz de usar o fertilizante certo no lugar certo”, explica Vicente.

 

O sucesso de uma propriedade não está somente em ter altos rendimentos das culturas, mas também ter um bom retorno econômico. “Nosso desafio está na qualidade da nossa produção, mas também no aspecto ambiental. A agricultura de precisão torna possível atender a esses dois critérios ", diz Vicente.

 

O objetivo da agricultura de precisão é homogeneizar o rendimento das safras, fornecendo a dose certa de fertilizante necessária. Pode, portanto, impactar o balanço econômico da fazenda de duas maneiras: ou, como na propriedade do Vicente, permite reduzir despesas otimizando a compra de fertilizantes, ou permite aumentar a produtividade em certas áreas que anteriormente eram mal adubadas.

 

Mediante o uso da agricultura de precisão é possível obter os mapas de produtividade da propriedade do Vicente. "Os mapas de produtividade são importantes, mas não foram feitos para pendurar na parede, onde fica muito bonito. Eles são sobrepostos aos mapas de diagnósticos do solo, o que fazem tomar maior importância", reitera Vicente.

 

Só é possível alcançar esse resultado, se houver primeiro investimento no processo. O diagnóstico realizado por Vicente representa, por si só, um investimento monetário por hectare. O equipamento para modular a informação também representa um investimento significativo. No entanto, a economia feita com a redução do volume de fertilizantes e outros insumos pode reembolsar rapidamente os custos da aplicação da agricultura de precisão.

 

Com o crescente uso de fertilizantes e produtos fitossanitários foi necessário otimizar o uso para proteger as pessoas e o meio ambiente. A agricultura de precisão conta com ferramentas tecnológicas que auxiliam o agricultor a tomar as melhores decisões possíveis para suas safras, se tornando a ponta de lança da agricultura sustentável.

 

Com objetivo de melhorar a percepção da população em relação às funções e os benefícios dos fertilizantes, foi estabelecida no Brasil, em 2016, a iniciativa Nutrientes Para a Vida (NPV). A NPV possui visão, missão e valores análogos aos da coirmã americana, a Nutrients For Life. Sua principal missão é destacar e informar a respeito da relevância dos fertilizantes para o aumento da qualidade e segurança da produção alimentar, colaborando com melhores quantidades de nutrientes nos alimentos e, consequentemente, com uma melhor nutrição e saúde humana.

 



 

Valter Casarin - engenheiro agrônomo, coordenador científico da  iniciativa Nutrientes para a Vida

 

Três das tendências de busca de emprego que mais crescem no Brasil atualmente, de acordo com o Indee

pexels-ruslan-burlaka-140945
Buscas para o termo 'home office', aumentaram quase 600% em janeiro em comparação com o mesmo período do ano passado


A pandemia da Covid-19 impactou muitas empresas e trabalhadores em todo o mundo e impactou principalmente os trabalhos de serviços essenciais. Muitas mudanças estão acontecendo no mercado de trabalho brasileiro e a fim de identificar as tendências mais recentes na procura de emprego no Brasil, o Indeed calculou o volume das buscas (por 1M) em Jan'20 e Jan'21, e então calculou a variação em % dessas participações , e descobrimos três tendências principais que estão acontecendo no mercado agora. 


Oportunidades em serviços essenciais

Como mostram as estatísticas do governo, os trabalhos mais afetados com a pandemia foram os que não são possíveis de serem feitos em home-office, como porteiros, manutenção e faxina e também motoristas, vendedores de loja e atendentes. E as estatísticas do Indeed mostram que, por exemplo, as pesquisas de emprego para o termo ‘motorista categoria b’ - cresceram 263% neste mês de janeiro, com mais de 3,4 mil pesquisas por milhão. Assim como as pesquisas pelos termos ‘atendente de loja’ e ‘porteiro noturno (12x36)’, aumentaram 236% e 113% respectivamente. 


A tendência de 'home office' e horários flexíveis

Como esperado, as pesquisas pelo termo 'home office', por exemplo, aumentaram 594% quando comparamos jan2020 a jan2021, com mais de 7 mil pesquisas por milhão em janeiro deste ano. Um reflexo dos hábitos trazidos pela pandemia. 

Para Felipe Calbucci, diretor de vendas do Indeed, esse dado marca uma nova tendência no Brasil que se manterá mesmo quando a situação da Covid-19 se resolver. “As pessoas tiveram a oportunidade de sentir como é ter flexibilidade e melhor qualidade de vida trabalhando à distância e escolhendo seus próprios horários. Não perder tanto tempo no trânsito para chegar ao trabalho e poder ficar mais tempo com a família é algo de que as pessoas não irão abrir mão facilmente. É por isso que podemos ver um aumento tão grande na procura de empregos que oferecem a opção de home office”. 

O sistema de home office implantado durante a pandemia também possibilitou a contratação de pessoas com deficiência, uma vez que a falta de adequação dos espaços de acessibilidade nos ambiente de trabalho deixaram de ser um problema. De acordo com os dados do Indeed, houve um aumento de 21% nas pesquisas por 'vagas pcd'.


Jovens no mercado de trabalho

Os dados também mostraram que as pesquisas pelo termo “jovem aprendiz '' cresceram 9% quando comparamos jan2020 a jan2021, com quase 17 mil buscas por milhão em jan 2021. A demanda por estágios também cresceu em muitos setores. O termo 'estágio' sozinho cresceu 10%, com mais de 659 pesquisas por 1 milhão. Mas as que tiveram o maior aumento nas pesquisas na comparação jan2020 - jan2021 foram 'estágio engenharia’ (115%), ‘estágio em direito’ (89%) e 'estágio recursos humanos’ (68%). As pesquisas por 'estágio online' aumentaram 133%. E o termo 'trainee' teve um acréscimo de mais de 18%.

“Considere um emprego pela experiência. Seu primeiro emprego pode não ser exatamente o que você deseja, mas oferece uma experiência valiosa que você pode usar mais tarde. Cada setor apresenta formas únicas para você aprender novas habilidades ou aprimorar as antigas”, disse Calbucci. “Minha recomendação para os jovens que buscam entrar no mercado de trabalho é fazer networking em todas as oportunidades disponíveis, networking é essencial para encontrar emprego e progredir na carreira. E também adaptar seu currículo para cada vaga que aplicar, gerentes de diferentes locais procuram qualificações diferentes que condizem com a demanda de cada vaga. Procure palavras-chave específicas ou frases de destaque nas descrições dos cargos das vagas de interesse”.


Alta de preços do transporte de cargas pressiona inflação, diz economista da ESPM


Segundo Leonardo Trevisan, redução da concorrência no setor é um dos motivos para a elevação dos preços cobrados pelos serviços

 

- A alta do dólar não é o único fator que pressiona a inflação. Os preços do transporte de cargas vêm passando por diversas alterações desde o início da pandemia do novo coronavírus, provocando um efeito cascata. Um dos motivos seria a redução da competição no setor. Um levantamento sobre transporte de carga marítima feito pela  Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o número de transportadoras que operam para empresas no Brasil caiu de 23 para 14, de 2015 para 2019. “Com um número menor de empresas que transportam contêineres por via marítima, os preços tendem a subir”, diz o economista da ESPM, Leonardo Trevisan.

Segundo dado da Associação Brasileira da Indústria de Eletroeletrônicos (ABINEE), o preço do transporte unitário de contêineres triplicou, passando de 3 000 dólares, em 2019, para 9 000 dólares em 2020. Pelo ar o transporte de carga também encareceu, passando de 6 dólares o quilo de carga transportada, em 2019, para 12 dólares o quilo, em 2020. “A somatória dessas variantes logísticas afeta direta ou indiretamente os preços de produtos que são vendidos para a indústria ou direto ao consumidor, o que pressiona os preços e aumenta a taxa de inflação”, diz Trevisan.

 

segunda-feira, 1 de março de 2021

SAÚDE DA MENTE & PANDEMIA | Pesquisa aponta que 59% dos brasileiros que trabalham no modelo home office estão mais irritados

 
O recorte "Impacto do home office no humor do brasileiro" aponta que 59% dos entrevistados que trabalham em casa estão mais irritados. Entre os que adotaram o modelo híbrido - parte em casa, parte no escritório - esse índice é superior e atinge 65% dos entrevistados. Ainda assim, na prática, mesmo com todos os desafios, o modelo tem representado diminuição do estresse. Entretanto, as pesquisadoras alertam que os índices de irritação são muito altos em ambos os casos.


Conduzido pela NOZ Pesquisa e Inteligência em parceria com o Instituto Bem do Estar, o mapeamento “Saúde da Mente & Pandemia” – realizado entre maio de 2020 e fevereiro de 2021 com 1.515 participantes (primeira etapa) e 1.050 (segunda etapa) – investigou o impacto do isolamento social no cotidiano do brasileiro. O levantamento avaliou questões como hábitos e rotinas; sentimentos e reações físicas; alimentação; e o impacto na libido de casados e solteiros.


De solução a problema, o home office se tornou um fator de estresse e alteração de humor para uma legião de brasileiros que adotou o sistema de trabalho remoto como medida de prevenção e maneira de manter o distanciamento social. Para entender o real impacto da pandemia na saúde emocional dos brasileiros, o Instituto Bem do Estar e a NOZ Pesquisa e Inteligência conduziram o mapeamento Saúde da Mente & Pandemia, que contou com 2.565 respostas de brasileiros de todas as regiões, idades e classes sociais. O levantamento – conduzido entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, em duas etapas – traz um recorte que avalia como a modalidade influenciou os trabalhadores submetidos ao trabalho a distância.

Para 59% dos entrevistados, trabalhar em casa gerou um estado maior de irritação; 65% dos profissionais que estão retornando ao local de trabalho e que dedicam alguns dias ao home office, em um modelo híbrido, também reportam que estão mais irritados do que quando o trabalho era totalmente presencial. De acordo com as pesquisadoras, os índices de irritabilidade são altos nos dois modelos, embora os dados mostrem que permanecer em casa, com todos os desafios, pode reduzir o estresse. 

O mesmo padrão foi observado em relação à insegurança: enquanto 53% dos brasileiros que estão em home office estão se sentindo mais inseguros, o percentual é de cerca de 63% para os estão no modelo híbrido – ou trabalhando apenas presencialmente. Esses índices apontam para o aumento da insegurança em relação ao contágio, principalmente, no momento que vivemos, no qual são registrados novos picos da doença.

A pesquisa – que integra o projeto Sociedade de Vidro – avaliou, também, questões como hábitos e rotinas; sentimentos e reações físicas; e impacto na alimentação e na libido de casados e solteiros. Ao longo do primeiro trimestre de 2021, o levantamento contará com outros módulos focados em investigar a saúde da mente de moradores de periferias, de jovens e o novo ambiente de trabalho.

Segundo Juliana Vanin, fundadora da NOZ Pesquisa e Inteligência e uma das coordenadoras da pesquisa Saúde da Mente & Pandemia, entre os destaques do mapeamento estão as análises propositivas que a diversidade de dados possibilita. “A pesquisa traz muitas informações sobre os sentimentos e as reações físicas, mas também mapeamos mudanças nos hábitos e nas rotinas provocadas pela pandemia, como, por exemplo, o nível de isolamento, aumento de horas dedicadas ao home office e às atividades físicas. Isso nos permite traçar as relações entre as alterações nos sentimentos e as reações físicas ligadas à ansiedade e à depressão com as novas rotinas e os novos hábitos. Essas análises serão úteis para planejarmos como lidar com a saúde da mente nesse novo contexto em que vivemos”, afirma Juliana.

Na percepção de Isabel Marçal, cofundadora do Instituto Bem do Estar, o diferencial da pesquisa está em proporcionar pelo menos cinco minutos de reflexão aos participantes sobre os próprios sentimentos e as reações físicas diante da maior crise da contemporaneidade. “Queremos impulsionar o debate, a troca de experiências e a escuta de novas visões e percepções sobre a saúde da mente. E, o primeiro passo é entender como estão nossos sentimentos e quais reações físicas são provocadas em nosso corpo por questões emocionais. A pesquisa proporcionou, por meio do olhar para si mesmo, que levantássemos esses dados, além de outros – citados por Juliana Vanin, com possibilidade de diversos cruzamentos. A partir dos dados levantados e compilados de forma consistente, precisa e plural, poderemos, com a ajuda de especialistas convidados, observar as tendências e realizar uma análise propositiva do atual cenário brasileiro da saúde da mente”, avalia Isabel.

De acordo com a análise de Milena Fanucchi, cofundadora do Instituto Bem do Estar, a pandemia veio para ‘iluminar’ diversos problemas da nossa sociedade, entre eles, os transtornos relacionados à saúde da mente, como depressão e ansiedade. “Se, antes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já previa que, em 2020, a depressão seria a maior causa de afastamentos no trabalho – e até 2030 a doença mais incapacitante do mundo –, imagina agora? A pesquisa mostra o aumento de diversos sintomas relacionados tanto à depressão quanto à ansiedade, o que é preocupante. Por isso, é de extrema urgência informar a população sobre os cuidados com a nossa saúde da mente, para assim prevenir, principalmente, a depressão e a ansiedade", pondera.

“Embora esteja sendo uma alternativa para manter o distanciamento social, o home office traz desafios, sobretudo à saúde da mente. Em alguns aspectos, proporcionou comodidade e qualidade de vida; em outros, trouxe transtornos, reforçando quadros de ansiedade e irritação, como demonstra o recorte da pesquisa. Em suma, embora permanecer trabalhando em casa neste momento possa trazer maior segurança, os dados mostram que a modalidade ainda requer alguns ajustes para garantir o bem-estar de funcionários com diferentes perfis comportamentais”, analisa Juliana Vanin.


PRINCIPAIS RESULTADOS DO RECORTE

| Entre quem estava trabalhando no final de 2020 e no início de 2021, 56% dos entrevistados estavam atuando integralmente em home office. Na pesquisa Sociedade de Vidro, realizada em maio de 2020, 69% dos respondentes estavam trabalhando em home office.

  • 5%      sempre atuaram no sistema home office.
  • 47%    estavam trabalhando em home office, sem previsão de retorno presencial.
  • 4%      estavam trabalhando em home office, mas já com previsão de retorno.
  • 14%    estavam retornando ao local de trabalho, ou seja, trabalhando alguns dias da semana presencialmente e, em outros, no modelo home office.
  • 13%  por um período trabalharam em home office, mas já retornaram presencialmente todos os dias.
  • 15%    não trabalharam em nenhum momento em home office durante a pandemia.
  • 2%      outros formatos.


O percentual de pessoas que se sentem excessivamente preocupadas mais do que antes do início da pandemia é maior entre quem está deixando de ou nunca trabalhou em home office (o percentual é crescente).

  • 60%    sempre atuaram em home office.
  • 63%    estavam trabalhando em home office, sem previsão de retorno presencial.
  • 64%    estavam trabalhando em home office, mas já com previsão de retorno.
  • 63%    estavam retornando ao local de trabalho, ou seja, trabalhando alguns dias da semana presencialmente e, em outros, no modelo home office.
  • 68%    trabalharam em home office, por um período, mas já retornaram presencialmente todos os dias.
  • 69%    não trabalharam em nenhum momento em home office durante a pandemia.

 

 A análise do impacto do home office no grau de irritação dos entrevistados.

  • 59% dos que estão em home office estão mais irritados.
  • 65% que estavam retornando ao local de trabalho – ou seja, trabalhando alguns dias da semana no local de trabalho e, nos outros, em home office – estão mais irritados.
  • 65% que não trabalharam em nenhum momento em home office durante a pandemia estavam se sentindo mais irritados.

Em geral, o aumento da dificuldade de concentração não se altera entre quem está em home office ou não, mantendo-se alta para todos; porém, cerca de 53% afirmaram que estão com mais dificuldade do que antes da pandemia. Entretanto, entre os que estavam retornando ao local de trabalho – trabalhando alguns dias da semana presencialmente e, em outros, trabalham em home-office – 68% sentiam-se com maior dificuldade de concentração.


METODOLOGIA DA PESQUISA | Conduzida pela NOZ Pesquisa e Inteligência – em parceria com o Instituto Bem do Estar –, o mapeamento Saúde da Mente & Pandemia é uma pesquisa quantitativa on-line com questionário de autopreenchimento voluntário. Sem fins comerciais, foi realizada entre de maio de 2020 e fevereiro de 2021 e contou com participação voluntária de 1.515 respondente na primeira fase e mais 1.050 na segunda etapa. Os dados permitiram mapear os sentimentos, as sensações e mudanças de hábitos e rotinas durante o isolamento social. O perfil da amostra é composto por 20% homens, 70% mulheres e 10% outros ou preferiram não informar; 75% moradores do Estado de São Paulo e 25% distribuídos por todas as regiões do Brasil e com faixas etárias e renda mensal individual diversas. 

O estudo “Saúde da Mente & Isolamento Social” integra um grande projeto do Instituto Bem do Estar, Sociedade de Vidro – um olhar contínuo sobre a sociedade brasileira e as fragilidades emocionais. O projeto conterá estudos para que o máximo de dados sejam levantados e compilados de forma consistente e precisa, além de iniciativas de reflexão e conscientização. 

 

 

INSTITUTO BEM DO ESTAR

www.bemdoestar.org

 

NOZ PESQUISA E INTELIGÊNCIA

www.noz-pesquisaeinteligencia.com


Quando uma mulher é empoderada?

Divisão de átomos, limpador de para-brisa, genética microbiana, cromossomos X e Y, bote salva-vidas. O que todas essas invenções têm em comum? Foram descobertas feitas por mulheres. É verdade que o empoderamento feminino é uma palavra moderna, mas é inegável que a ousadia, o estímulo e a habilidade feminina sempre estiveram ativamente entre os domínios ditos como masculinos.

Mas quando é que a mulher é empoderada?! Quando está psicologicamente fortalecida! A mulher que não permite ser subjugada, que tem a autoestima inabalável, tem tudo para conquistar seus sonhos sem temor às diferenças de gêneros. Da forma que vejo, esses ensinamentos precisam vir do berço, da escola, da sociedade e, também, da literatura como agente transformador. Os livros sempre foram e serão essenciais para construção gradual desta mudança social, que aos poucos quebra paradigmas preestabelecidos em sociedades tradicionais.

De uma forma mais ampla, a literatura de ficção que traz personagens femininas fortes, como é o caso do romance D'Angelo - O Viajante de Conca, inspira um simbolismo à imaginação de leitoras que passam a se espelhar na personagem, em seu modo de expressar suas emoções na construção de uma mulher forte que busca a equidade de gênero, mesmo em outras épocas como em 1949 – ano em que se passa a obra.

No outro lado do prisma, quando decidi escrever um romance de época em um universo totalmente dominado pelas mulheres, sabia das dificuldades, mas foi espelhando-me nessa quebra de padrões que tornei meu objetivo uma realidade. É fato que ainda ouço pessoas impressionadas com isso, mas os desafios nos movem para fora da zona de conforto e é lá que estão as oportunidades.

Deixo aqui minha homenagem às mulheres e o anseio para que todas tenham a certeza que são fortes, que acreditem em seus potenciais. Desejo que todas possam se espelhar nas personagens fortes da minha obra, que sejam uma Valentine confiante; uma Giovanna dona de si e decidida ou uma Isabella em busca de seus sonhos e que todas possam conquistar sua própria felicidade. E, é claro, uma homenagem singular às minhas leitoras que tornam o meu trabalho especial e minha obra mágica.

 



Sérgio Giacomelli - escritor, engenheiro eletricista, nascido em São Miguel do Oeste/SC, passou a infância e a juventude entre a cidade e o campo. Viveu muitos anos em Ribeirão Preto/SP e na capital paulista, hoje segue a vida profissional em Belo Horizonte/MG. Apaixonado por pesquisas, é descendente de italianos e coloca essas particularidades no romance de época D'Angelo - O Viajante de Conca.


Campanha mundial reforça que é possível viver bem com a Doença Renal Crônica

Dia Mundial do Rim: educação e conscientização podem fazer a diferença na prevenção e tratamento da DRC


Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN), o Dia Mundial do Rim (DMR) tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal em todo o mundo, sendo comemorado na segunda quinta- feira do mês de março. Esse ano, a data será celebrada no dia 11 de março. A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) coordena a campanha no Brasil, desenvolvendo material informativo e educativo sobre os fatores de risco para a Doença Renal Crônica (DRC) para todas as regiões do país visando estimular os cuidados com a saúde dos rins.

"Um dos objetivos da campanha mundial de 2021 é ressaltar a importância de educar e conscientizar a população sobre os sintomas da DRC e mostrar que o paciente renal pode ter qualidade de vida e, conviver bem com a doença, seu tratamento e suas diversas fases", comenta Dr. Osvaldo Merege Vieira Neto, presidente da SBN.

O empoderamento do paciente, sua autonomia, envolvimento e resiliência também são tópicos importantes da campanha. O diagnóstico da doença renal crônica pode ser um grande desafio para o paciente, seus familiares, amigos e pessoas do seu convívio social. "Por isso, é fundamental todos entenderem que a DRC, embora apresente sintomas e exija cuidados e gerenciamento com profissionais da saúde, é uma patologia que pode (e deve) ser controlada com tratamentos que visam longevidade, aliviam os sintomas e restauram/substituem a função renal", explica Dr. Merege.

Para o presidente da SBN, o DMR deste ano repetirá o grande sucesso dos anos anteriores, com um número cada vez maior de atividades, sendo o Brasil o atual campeão em ações em todo o mundo. "Para isso, há o engajamento de diversos profissionais de saúde, assim como da maioria dos associados da Sociedade."

Com o tema "Vivendo Bem com a Doença Renal", diversas atividades serão realizadas no Brasil visando ressaltar a importância da saúde renal e conscientizar as pessoas sobre a necessidade da prevenção e diagnóstico precoce da DRC.


Sobre a Doença Renal Crônica


A doença renal crônica se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão arterial, filtrar o sangue, eliminar as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras. Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não há sintomas ou são poucos e inespecíficos. Por isso, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido, muitas vezes em estágio muito avançado, sendo necessário o tratamento de diálise ou transplante renal. Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, com exames de baixo custo, como a creatinina no sangue e o exame de urina simples.


Posts mais acessados