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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Confira dicas de como cuidar de pés de crianças e bebês


É preciso redobrar a atenção com os pequenos, já que, do momento que começam a engatinhar, os pés ficam mais suscetíveis às fricções com o solo


Quem convive com criança sabe como é difícil ter momentos de tranquilidade, salvo os horários do sono. As brincadeiras rolam solta o dia inteiro e o pé no chão, muitas vezes, acaba sendo o principal alvo de pancadas e machucados. Cortar unhas também é um trabalhão e a agitação e recusa deles tornam o processo ainda mais difícil. A segurança nesses casos é fundamental e a melhor opção é sempre recorrer a um profissional especializado, que tem um olhar mais técnico e aguçado para proceder da melhor maneira, de forma a evitar complicações, como unhas encravadas ou inflamações.

“Os pais precisam sempre observar os pés dos bebês, principalmente quando começam a engatinhar, pois eles acabam friccionando-os no chão e se a unha não estiver cortada corretamente poderá inflamar”, comenta Cristina Lopes, podóloga e coordenadora técnica da rede Doctor Feet. Para os maiores, a atenção ainda continua, já que é comum, nessa idade, trombadas com objetos, ou até mesmo com o chão, que causam lesionam às unhas. Para evitar esses tipos de problemas, a podóloga dá algumas dicas de cuidado com os pés.
  1. Se o corte das unhas for feito em casa, é importante que a tesoura seja própria para o uso infantil, como as de ponta arredondada.
  2. Esterilização é sempre um cuidado que se deve ter em mente, por isso, evite que a escolinha faça o aparo, uma vez que os objetos são, na maioria das vezes, compartilhados entre as crianças.
  3. A melhor maneira de cortar as unhas dos pequenos é de forma reta, sem invadir os cantos ou tirar a cutícula.
  4. Uma dica é aproveitar os momentos que eles estiverem mais tranquilos, como o pós-banho ou assistindo um desenho infantil, para apará-las.
  5. Se a criança quiser esmaltar as unhas, há opções de produtos que são feitos à base de água e saem sem a necessidade de acetona ou removedor, além de serem hipoalergênicos.
  6. No caso de crianças que usam tênis, é importante deixá-los arejar, pois o suor cria um ambiente bastante favorável para proliferação de micro-organismos que causam o chulé.
  7. Em bebês e recém-nascidos, não roa a unha deles com os seus dentes, isso pode contaminar o lactente com germes caso exista uma pequena fissura na região.
  8. As crianças também podem realizar a reflexologia, um método que consiste em aplicação de pressão nos pés de forma a causar resultados em outras partes do corpo.



Doctor Feet


Você tem cuidado da saúde renal do seu filho?


A prevenção das doenças deve iniciar na infância para evitar problemas futuros


Educar para a saúde, promover a boa alimentação em casa, evitar a obesidade infantil e prevenir doenças que, são causadas pela má alimentação e sedentarismo, é um desafio para os papais.

Para evitar esses problemas de saúde, como as doenças renais, na fase adulta é imprescindível que a prevenção ocorra já na infância e principalmente, tendo o exemplo dentro de casa.

Assim como nos adultos, as doenças renais são muito sutis e apresentam poucos sintomas específicos da doença nas crianças. Além disso, outros fatores podem contribuir para o aparecimento da doença e merece atenção, como as doenças hereditárias, entre elas a hipertensão.


Doença renal em crianças

A Doença Renal Crônica ocorre devido a perda progressiva e irreversível das funções renais. Quando isso ocorre, o tratamento de diálise ou transplante é necessário. Se esse tratamento é pesado para um adulto que tem sua rotina totalmente comprometida – devido às sessões de hemodiálise, que ocorrem 3 vezes por semana durante 4 horas a cada sessão, imagina para uma criança?

A pequena Maria Gabriela B. Duarte, de 6 anos, faz o tratamento de hemodiálise há cerca de 10 meses na Fundação Pró-Rim, após a perda total da função dos rins. A insuficiência renal da menina, veio em conseqüência de uma pneumonia necrotizante diagnosticada quando ela tinha 1 ano e 9 meses. Acompanhada dos pais, ela realiza o processo de hemodiálise, tratamento que garante a vida da menina enquanto o transplante não acontece.


Causas das doenças renais na infância

As principais causas de insuficiência renal crônica na infância são as malformações congênitas do trato urinário associado a infecção urinária de repetição, doenças renais hereditárias (como doença de rins policísticos), nefrites (doenças inflamatórias nos rins), cistos renais, fatores genéticos.

O nefropediatra Dr. Arthur Ricardo Wendhausen, alerta que os sinais da doença renal na infância são muito sutis e devem ser observados pelos pais. “Inchaço no corpo; vômitos frequentes; infecções urinárias de repetição; atraso no crescimento e desenvolvimento; problemas ósseos; anemias de difícil tratamento e hipertensão arterial são alguns dos sintomas que indicam aos pais a necessidade urgente de uma avaliação renal ao seu filho”, alerta.


Prevenção da Doença Renal desde a infância

Uma forma importante de prevenir danos aos rins das crianças é ficar atento à infecção urinária recorrente.  Dr. Artur afirma que existe uma pré-disposição em algumas crianças a apresentarem infecção urinária, especialmente em crianças em que durante o pré-natal, identificou-se a má-formação no trato urinário. “Sintomas como febre persistente, diminuição no volume urinário, irritabilidade, perda de peso, dificuldade de ganhar peso são sinais que devem chamar atenção dos pais, pois a criança pode apresentar algum tipo de complicação da doença diagnosticada previamente”, destaca o especialista.  “Muitas vezes os pais pensam que uma febre é devido a alguma dor do ouvido ou outras causas e não se atentam de que pode ser um problema mais grave ligada à infecção urinária que pode causar dano aos rins de seus filhos”, reforça.

Hábitos de vida saudáveis desde a infância também previnem a doença renal. A estimativa da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) aponta que existem no Brasil aproximadamente 122 mil pacientes renais crônicos.

Como reduzir a alta incidência dessa epidemia, considerada silenciosa? De acordo com o Presidente da Fundação Pró-Rim, Dr. Marcos Alexandre Vieira, a prevenção e a mudança de hábitos da população são fundamentais para esse quadro. Começar desde a infância é a melhor forma.


Alerta sobre a obesidade infantil

A obesidade infantil já é considerada uma doença crônica. Além de reduzir a qualidade de vida da criança, pode trazer doenças como a diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e a doença renal crônica, tanto na infância quanto na idade adulta.

Cerca de 30% das pessoas que precisam fazer hemodiálise eram diabéticas e 40% perderam a função renal devido a pressão alta não controlada. “Atitudes saudáveis que podem ser aprendidas na infância impedem positivamente o aumento da incidência de diabéticos, hipertensos e doentes renais no futuro”, relata Dr. Wendhausen.

A nutricionista Jyana Gomes Morais Campos enfatiza que a adoção de uma boa alimentação e hábitos saudáveis pode interferir na saúde na vida adulta. “É comprovado que uma alimentação saudável desde a infância pode prevenir o aparecimento de doenças renais. Basta ter um pouco de planejamento para montar um cardápio variado e saudável”, comenta a nutricionista.

Em se tratando de alimentação saudável e prevenção da obesidade, a nutricionista alerta para a importância de consumir alimentos in natura e evitar o máximo possível o consumo de alimentos ultra-processados. “Alimentos industrializados apresentam baixo valor nutricional e são ricos em sódio e demais conservantes, elementos extremamente perigosos à saúde. O importante é comer comida de verdade e não esquecer da água para manter os rins saudáveis e também para equilibrar o peso”, alerta a especialista.


Dicas de prevenção:

– Buscar hábitos de alimentação saudável, evitando a obesidade infantil;

– Controlar o consumo excessivo do sódio, muito presente nos salgadinhos, sucos de caixinha e demais produtos industrializados;

– Estimular a prática de atividade física;

– Controlar o diabetes;

– Estimular a criança a consumir água;

– Aferição da pressão arterial nas consultas de rotina nas crianças a partir de 3 anos de idade.

  




Fundação Pró-Rim


Diabetes terá alta de 48% e poderá ser vista como epidemia, em 2045


Segundo pesquisa realizada pela Federação Internacional de Diabetes, cerca de 630 milhões de pessoas sofrerão com a doença até 2045


Estudos e pesquisas recentes sobre o quadro da diabetes entre os brasileiros estão trazendo números muito alarmantes. Numa projeção mundial, até 2045 a estimativa é de que cerca de 630 milhões de pessoas sejam diagnosticadas com a doença. 

“A diabetes é uma doença, digamos, traiçoeira. Ela ataca sorrateira e os sintomas aparecem aos poucos. Basicamente, o corpo humano começa a apresentar uma disfunção na produção da insulina – hormônio responsável pela absorção da glicose - através do pâncreas. A falta de glicose bem distribuída no organismo acarreta uma série de maus funcionamentos em vasos sanguíneos levando complicações a órgãos como rins e olhos, além de ocasionar má circulação de sangue em extremidades do corpo como a perna”, explica Dr. Henrique Eloy, médico clínico geral, especialista em cirurgia e endoscopia bariátrica e gastroenterologia.

Diante disso, especialistas do mundo inteiro trabalham numa série de artigos conhecida por Atlas da Diabetes. Segundo os documentos, a Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), comprovou um aumento de 10 milhões de pessoas com a doença ao longo de 2016 e 2017. E essa mesma pesquisa avalia que em 2045, aproximadamente 630 milhões de pessoas estejam dentro do diagnóstico de algum dos três tipos de diabetes. 

Tantos casos, se comparados ao atual momento, representarão um aumento de 48%. Hoje são cerca de 310 milhões de registros no mundo, sendo a Índia o país com maior índice – 114 milhões de pessoas. O Brasil é o quarto desta lista, com pouco mais de 12 milhões de doentes. Já na projeção para 2015, deveremos descer uma posição. Seremos o quinto colocado, porém, devido ao suposto aumento, poderemos chegar a mais de 20 milhões de casos.

Todas essas pessoas serão 22% da população mundial. O que significa que ao menos dois a cada dez indivíduos serão portadores da doença. Num outro ponto de vista, temos a questão de quanto custará tratar todas essas pessoas. Em 2017 foram gastos US$ 727 bilhões no mundo com o diabetes. Se o custeio dos tratamentos acompanhar a projeção de doentes, serão gastos mais de US$ 1 trilhão apenas em 2045.

“Epidemia é quando há uma alta propagação de uma doença. Tais números podem sim significar uma epidemia do diabetes. E para melhorar esse quadro, o ideal é a prevenção. Principalmente de quem tenha histórico familiar. Consultas médicas periódicas, acompanhamento com especialistas e medicamentos adequados podem evitar que o diabetes seja um caos na saúde mundial”, conclui Dr. Henrique Eloy.



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