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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Paralisia do Sono


Sensação acontece quando a pessoa acorda, mas não consegue mover seu corpo.

 
A paralisia do sono é uma condição caracterizada por uma paralisia temporária do corpo. "Envolve um período de inabilidade de realizar movimentos voluntários que pode ocorrer no início do sono ou durante um despertar", comenta a neurologista e especialista do sono do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dra. Patrícia Coral. 

Acontece quando a pessoa acorda durante o estágio REM (rapid eye movement = movimento rápido dos olhos). A sensação de paralisia acontece porque o cérebro da pessoa despertou antes do corpo. Neste momento, o cérebro pode ainda estar envolvido com sonhos, numa espécie de confusão mental. A pessoa tem uma sensação terrível de não se mexer, além de estar vivenciando as imagens do sonho recente. "É um sintoma ligado ao cérebro porém o mecanismo pelo qual ocorre ainda não foi bem elucidado. Alguns estudos evidenciaram que pode estar relacionado ao transtorno de ansiedade, depressão, ingesta abusiva de álcool ou estresse pós-traumático. Em parte pode ter um componente genético", explica a médica. 

A situação explica muitos relatos de sonhos nos quais as pessoas se veem deitadas na cama e incapazes de se mover. "Dependendo da frequência que ocorre pode requerer tratamento medicamentoso. Se ocorrer de forma isolada o paciente deve apenas tentar ficar calmo, pois o quadro reverte em poucos segundos", afirma a Dra. Hábitos do sono mais saudável - como ir para cama em horários regulares, fazer atividades mais calmas próximo de dormir e evitar bebidas alcoólicas e medicamentos que relaxam a musculatura, são bastante eficazes para combater a paralisia do sono.

Segundo a especialista, a paralisia do sono pode ocorrer de forma isolada ou quando o paciente é diagnosticado com narcolepsia – doença genética na qual apresenta sintomas de sonolência excessiva diurna e cataplexia - perda repentina do tono muscular provocada por emoção forte, às vezes associada a um irresistível desejo de dormir que é associada ao quadro.



TPM não é frescura


 Em alguns casos mais graves, ela deve ser tratada com medicamentos


A tensão pré-menstrual atinge sete em cada dez mulheres brasileiras em idade reprodutiva, de acordo com o Ministério da Saúde, e apresenta mais de duzentos sintomas associados. Entretanto, ela ainda é tratada como “frescura”.

A TPM é um estado no qual o corpo sofre com os sintomas da variação hormonal decorrente do ciclo menstrual. O tempo de duração varia de 7 a 10 dias antes da menstruação, e segue até o fim dela. A intensidade e variedades de sintomas pode estar relacionado ao estilo de vida da mulher.

“Biologicamente, o copo da mulher se prepara após a ovulação para que haja uma gravidez. Quando isso não ocorre, vem a menstruação e com elas as alterações hormonais que podem causar a sensação de angústia tão comum na TPM”, explica a ginecologista, obstetra e sexóloga Dra. Erica Mantelli.

Apesar de incomodar, é possível de trata-la. Segundo a Dra. Erica, mais de 90% dos sintomas desaparecem através de mudança de hábitos associada e suplementação individualizado. 

A melhor maneira de combater e prevenir os desconfortos da TPM é manter uma dieta saudável e tentar resistir ao excesso de doces, industrializados e alimentos ricos em sódio, que podem piorar o inchaço. A prática de exercícios físicos também ajuda a combater cólicas e o mau humor através da liberação de endorfina, o hormônio do bem-estar.

“A tensão pré-menstrual pode atingir graus mais severos e isso pode comprometer a qualidade de vida, o ambiente familiar, social e profissional”, explica Dra. Erica. “Em alguns casos mais graves, a TPM é tratada com medicamentos”.





Dra. Erica Mantelli - Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Dra. Erica Mantelli tem pós-graduação em Medicina Legal e Perícias Médicas e Sexologia/Sexualidade Humana pela Universidade de São Paulo (USP). É formada também em Programação Neurolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute).


Alterações nos olhos podem revelar doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto


Por meio do exame de fundo de olho é possível identificar essas e outras doenças crônicas presentes no corpo e não apenas as doenças oculares.


Visão embaçada, desconforto visual e vermelhidão nos olhos revelam diversas doenças, que podem não ser oculares, como, por exemplo, hipertensão, diabetes e colesterol alto. O exame de fundo de olho, que deve ser feito periodicamente, identifica os sinais quando há algo de errado no organismo. "Isto se deve porque a única região em que é possível ter uma visão direta dos vasos e artérias é o fundo do olho", explica o oftalmologista e Professor da USP, Dr. Rony Preti, fundador do Preti Eye Institute.

Doenças crônicas são as mais comuns de serem identificadas por meio de exames oftalmológicos. Pacientes com pressão alta, geralmente, apresentam borrões ou manchas vermelhas persistentes na área branca de ambos os olhos (esclera). De acordo com o médico, essa doença expande os vasos sanguíneos, devido ao excesso de pressão, e pode até estourá-los, deixando avermelhada a região. Além da parte da frente do olho, a retina também pode ser afetada pela Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) causando derrame ou aneurismas na retina que podem levar a perda visual. A diabetes também afeta os vasos sanguíneos, provocando doenças oculares graves, como catarata, glaucoma e retinopatia diabética. Para o médico, o fornecimento de sangue em pacientes diabéticos é reduzido, devido ao bloqueio de vasos sanguíneos, levando a uma baixa entrega de oxigênio e nutrientes, que prejudicam o funcionamento dos tecidos do organismo e do olho, como a retina. "O exame de fundo de olho alterado de um paciente diabético pode revelar problemas nos rins e nos pés, já instalados, porque quando os olhos de pacientes com esse diagnóstico estão em situação grave, os pés e os rins, geralmente, estão no mesmo estado", explica Professor Preti.

O colesterol, por sua vez, pode ser apontado por meio de um anel branco com aspecto leitoso ao redor da íris do olho, que sinaliza o acúmulo de lipídeos na córnea, chamado de halo senil. Esse sintoma, em 50% dos casos, é causado por uma deposição de gordura na córnea. Outro sinal de colesterol elevado presente nos olhos é na superfície das pálpebras, que formam caroços de diversos tamanhos, amarelados e com bordas bem definidas, chamados de xantelasmas. Com relação ao acometimento do fundo do olho, "Durante exames oftalmológicos, o médico pode identificar a presença de veias ou artérias entupidas, devido às placas de gordura. Quando o colesterol impede a irrigação de sangue de tecidos oculares e da retina, há grave comprometimento da visão. É importante lembrar, também, que o colesterol pode agravar o quadro dos pacientes diagnosticados com diabetes e/ou pressão alta", diz.

Doenças infecciosas também podem dar sinais por meio do olho. O HIV, por exemplo, pode ser identificado por meio de doenças corneais como a ceratoconjuntivite bacteriana e fúngica, inflamação do olho que afeta a conjuntiva e a córnea, provocando sintomas como vermelhidão dos olhos, sensibilidade à luz e a sensação de areia nos olhos e ceratite por citomegalovírus, inflamação do tecido transparente na parte frontal do olho (córnea), que causa vermelhidão intensa, dor nos olhos, lágrimas em excesso e visão embaçada. O HIV pode causar, ainda, uveíte, inflamação da camada média do olho (úvea) e retinite, doença ocular em que a parede posterior do olho (retina) encontra-se danificada. "A sífilis também pode ser identificada por meio de doenças oculares como a ceratite, úveite e coriorretinite, processo inflamatório que envolve o trato uveal do olho e, geralmente, anda quem tem sífilis tem grande chance de ter HIV", finaliza o professor Rony Carlos Preti.






Preti Eye Institute
www.pretieyeinstitute.com.br


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