Pesquisar no Blog

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Doença respiratória que mata 100 mil no Brasil1 afeta mais as mulheres2


  • Outubro é o mês que marca a conscientização sobre a saúde da mulher e as doenças respiratórias não devem ser esquecidas
  • Mulheres com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) precisam lidar com 25% mais crises respiratórias3
  • Apesar de não ter cura, DPOC tem tratamentos que melhoram a qualidade de vida4-5

Outubro é um mês historicamente dedicado à saúde da mulher, com grandes campanhas de conscientização, especialmente com relação ao câncer de mama. No entanto, uma doença que atinge muito as mulheres não pode ser deixada de lado. Estima-se que, devido ao uso do cigarro, quase 60 mil mulheres morrem todos os anos no Brasil6. E a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma grande responsável por essas mortes.

A doença, caracterizada por uma diminuição progressiva da capacidade pulmonar, afeta especialmente as mulheres7, sendo 50% mais propensas a desenvolver DPOC do que os homens7. Elas também precisam tomar mais cuidado com doenças relacionadas à DPOC: asma, ansiedade e depressão são mais comuns entre as pacientes que têm a doença pulmonar8-10.

As pacientes do sexo feminino ainda têm 25% mais crises respiratórias, as chamadas exacerbações3. Apesar de homens e mulheres terem falha no diagnóstico nos casos de DPOC, os homens alcançam mais diagnósticos (58%) do que as mulheres (42%)11.

Apesar de não ter cura, o lado bom é que a DPOC tem tratamento4-5. "Na DPOC, cada paciente tem o seu tratamento ideal e o médico procura o que trará melhor resultado. Com o uso dos broncodilatadores e Programas Multidisciplinares de Reabilitação Pulmonar, por exemplo, muitas vezes se consegue uma melhora na vida de quem tem a doença", lembra o pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Diretor Médico da Cia da Consulta e Professor Titular da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Elie Fiss. "Devemos tratar o paciente como um todo, pois, além dos pulmões, a doença afeta múltiplos órgãos, como coração, ossos e músculos. A DPOC pode trazer transtornos as atividades diárias e precisamos preparar os pacientes e os familiares para vencer estes desafios. É preciso lembrar que a doença descontrolada não apenas aumenta a chance de morte, mas o paciente também fica extremamente restrito às atividades do dia-a-dia e acaba perdendo a possibilidade de trabalhar, socializar e praticar atividades físicas."

Em 2020, a DPOC representará a terceira principal causa de morte no mundo12-13 e, no Brasil, estima-se que a doença atinja mais de 7 milhões de pessoas14. A mortalidade pela DPOC no país chega à média de 44,5 para cada 100.000 habitantes1, o que pode representar quase 100 mil casos por ano. Ela é considerada entre a quinta e a sexta maior causa de morte no país, excluindo mortalidade por causas externas15.

A progressão da doença pode levar a dificuldades para respirar e cansaço ao realizar atividades simples do dia a dia, como: caminhar, subir escadas e até mesmo tomar banho em pé16. Cerca de 80% dos pacientes afirmam que os sintomas pela manhã prejudicam sua rotina de trabalho17.






Novartis
http://www.novartis.com



Referências
  1. São José BP, Corrêa RA, Malta DC et al. Mortality and disability from tobaco-related diseases in Brazil, 1990 to 2015. Rev Bras Epidemiol MAIO 2017; 20 SUPPL 1: 75-89
  2. Barnes, P. J. Sex Differences in Chronic Obstructive Pulmonary Disease Mechanisms. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine Volume 193 Number 8 | April 15 2016. Disponível em: http://www.atsjournals.org/doi/pdf/10.1164/rccm.201512-2379ED. Acesso em 08/11/2017.
  3. Celli B, Vestbo J, Jenkins CR, et al. Sex Differences in Mortality and Clinical Expressions of Patients with Chronic Obstructive Pulmonary Disease. Am J Respir Crit Care Med 2011; 183: 317–22.
  4. D'Urzo A, Ferguson GT, van Noord JA, et al. Efficacy and safety of once-daily NVA237 in patients with moderate-to-severe COPD: the GLOW1 trial. Respir Res. 2011;12:156. ;
  5. Kerwin E, Hebert J, Gallagher N, et al. Efficacy and safety of NVA237 versus placebo and tiotropium in patients with COPD: the GLOW2 study. Eur Respir J. 2012;40(5):1106–1114.
  6. Tabacco Atlas. Disponível em: http://tobaccoatlas.org/topic/deaths/#. Acesso em: 28 de setembro de 2018.
  7. Barnes, P. J. Sex Differences in Chronic Obstructive Pulmonary Disease Mechanisms. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine Volume 193 Number 8 | April 15 2016. Disponível em: http://www.atsjournals.org/doi/pdf/10.1164/rccm.201512-2379ED. Acesso em 28 de setembro de 2018.
  8. Agusti A, Calverley PM, Celli B, et al.. Characterisation of COPD heterogeneity in the ECLIPSE cohort. Respir Res 2010;11: 122.
  9. Dal Negro RW, Bonadiman L, Turco P. Prevalence of different comorbidities in COPD patients by gender and GOLD stage. Multidiscip Respir Med. 2015 Aug 5;10(1):24.
  10. Di Marco F, Verga M, Reggente M, et al. Anxiety and depression in COPD patients: The roles of gender and disease severity. Respir Med 2006; 100(10): 1767–74.
  11. Roberts NJ, Patel IS, Partridge MR. The diagnosis of COPD in primary care; gender differences and the role of spirometry. Resp Med 2016; 111:60–63.;
  12. Murray CJ, Lopez AD. Alternative projections of mortality and disability by cause 1990-2020: Global burden of disease study. Lancet. 1997 May 24;349(9064):1498-504.;
  13. Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD). Global Strategy for the Diagnosis, Management, and Prevention of Chronic Obstructive Pulmonary Disease. Atualizado 2017. Disponível em: http://www.goldcopd.org. Acesso em 08/11/2017.;
  14. BMC. The AIMAR recommendations for early diagnosis of chronic obstructive respiratory disease based on the WHO/GARD model. Disponível em: http://mrmjournal.biomedcentral.com/articles/10.1186/2049-6958-9-46 Acesso em agosto de 2018.
  15. de Sousa CA, César CLG, Barros MBA, et al. Doença pulmonar obstrutiva crônica e fatores associados em São 14. Paulo, SP, 2008-2009. Rev. Saúde Pública. 2011 Oct;45(5):887-896.
  16. Associação Brasileira de Portadores de DPOC. Perguntas Frequentes. Disponível em: http://www.dpoc.org.br/perguntas-frequentes Acessado em 22/08/2017.
  17. O'Hagan P et al. The impact of morning symptoms on daily activities in chronic obstructive pulmonary Disease. Cur Med Res Op. 2014; 30(2):301–314.

Doenças do Fígado: Muito além da cirrose e hepatite


 Doença do fígado pouco conhecida e de diagnóstico específico pode levar à cirrose


Quando o assunto é doença hepática, quais as enfermidades mais conhecidas? 

Certamente se pensa primeiro na cirrose e na hepatite. Porém, o que pouco se sabe é que o órgão pode ser acometido por doenças autoimunes caracterizadas pela destruição progressiva dos canais biliares do fígado, chamadas de Colangite Biliar Primária (CBP) e Colangite Esclerosante Primária (CEP), e essas doenças têm algo em comum: a dificuldade no seu diagnóstico por falta de informação e conhecimento.

"A CBP tem sintomas que não são geralmente atribuídos a doenças hepáticas, tais como prurido (coceira) e fadiga excessiva, olhos e boca secos e dores articulares, fazendo com que o seu diagnóstico seja facilmente confundido com outras doenças. Isso dificulta seu tratamento precoce, que retarda a progressão da doença para cirrose e falência hepática com necessidade de transplante", explica o hepatologista Dr. Paulo L. Bittencourt.

A dificuldade está no diagnóstico correto. Segundo o médico, a doença e seus sintomas são tratados habitualmente de forma inadequada, permitindo que a CBP progrida com impacto negativo na sobrevida e na qualidade de vida do paciente. 

Além disso, esses sintomas podem persistir por meses ou anos sem que o paciente receba um diagnóstico definitivo. O especialista recomenda para mais esclarecimentos a leitura da cartilha CBP dirigida para o público em geral da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) no site www.tudosobreofigado.com.br ou no blog www.colangitebiliarprimaria.com.br.


As outras doenças do fígado

O fígado pode também ser acometido, entre outras causas, pelas hepatites virais, alcoólica, pelo uso de medicamentos, chás, e substâncias fitoterápicas e esteatohepatite do paciente obeso e/ou diabético. Estas doenças podem provocar cirrose, que por sua vez, é o estágio final de qualquer doença hepática. Um dos erros mais comuns em relação à cirrose é associá-la exclusivamente à ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. "Este fator está relacionado a 11% das indicações de transplante de fígado por cirrose no Brasil", explica o especialista. Segundo o Dr. Paulo, as causas principais de falência hepática requerendo transplante são hepatites virais e as doenças metabólicas, autoimunes e colestáticas, incluindo a CBP.

"É preciso lembrar que a maioria das doenças hepáticas são silenciosas ou não tem sintomas específicos e, por isso, muitas vezes seu diagnóstico precoce é difícil ou muitas vezes negligenciado pelo paciente".




Cinco dicas para cuidar da saúde feminina no verão


Sol, praia e diversão. A entrada da primavera simboliza mais do que a estação das flores. É também o início do período mais quente do ano, em que as pessoas aproveitam para viajar e se divertir com a família e amigos. Entretanto, esse período exige um pouco mais de cuidado por parte das pessoas: os raios ultravioletas podem ser danosos e trazer consequências desagradáveis para a saúde. Portanto, confira cinco dicas para manter a saúde do seu corpo durante os próximos meses e aproveitar as próximas estações:

Combine a maquiagem com o protetor solar
A principal dica é incluir o protetor solar no ritual de maquiagem durante os dias mais quentes. Ainda que existam produtos de beleza com fator de proteção solar, o ideal é justamente combinar os itens que normalmente você usa com aqueles voltados especificamente para bloquear os raios ultravioleta. Esse é o principal recurso para prevenir manchas no corpo, que também podem acarretar câncer de pele. 

Beba líquidos para ter uma pele mais bonita
É essencial hidratar o corpo constantemente durante os meses mais quentes do ano. A recomendação é ingerir de 1,5 a 2 litros de água por dia, quantidade ideal para manter o metabolismo do nosso organismo funcionando. Durante a primavera e no verão, você pode optar, por exemplo, por sucos naturais e chás. Essa prática também auxilia na saúde da pele, deixando-a mais bonita. 

Aposte em cremes hidratantes após a praia
A hidratação da pele também deve acontecer na parte externa do corpo. Use e abuse de cremes hidratantes para mãos, braços, rosto e perna. Atualmente, é possível encontrar bons produtos que evitam o ressecamento da pele. No caso de dúvida, consulte um dermatologista para descobrir quais as melhores substâncias – e jamais esqueça do protetor solar se ficar exposta ao sol. 

Evite a exposição prolongada no sol
Mesmo com um bloqueador solar, não fique muito tempo exposta aos raios ultravioleta. O horário entre 10h e 16h é considerado o mais crítico e, portanto, deve ser evitado constantemente. Mesmo nos demais horários, tente não ficar debaixo do sol por um longo período. A ação da luz solar no corpo humano traz graves problemas, como queimaduras, manchas e até o desenvolvimento do câncer de pele. 

Tenha um bronzeado saudável com a alimentação
Sabia que é possível ganhar uma pele bronzeada de forma saudável e por meio da alimentação? Pois é, alimentos como cenoura, abóbora, mamão e beterraba são ricos em carotenoides, substância que acelera o bronzeamento (diminuindo o tempo de exposição ao sol), além de converter-se em vitamina A em nosso organismo.



Márcio Pascal - CEO da Zauty, Plataforma Digital que oferece serviços de beleza express como: Manicure/Pedicure, Depilação, Massagem, Cabelo, entre outros.

Posts mais acessados