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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Exames moleculares predizem o risco do desenvolvimento do câncer de mama


Com resultados precisos, é possível um tratamento preventivo, minimizando as chances de um mal prognóstico

Campanha Outubro Rosa visa conscientizar mulheres sobre importância da prevenção e do diagnóstico precoce
Créditos: divulgação


O câncer de mama é uma doença que se manifesta pela proliferação de células tumorais, constituindo nódulos geralmente fixos e indolores. A doença, apesar de grave, costuma ter um desfecho favorável quando identificada precocemente. Nesse sentido, o autoexame realizado frequentemente pelas mulheres nas mamas, mamilos e axilas, além da mamografia, a principal forma de identificação destas anormalidades. Entretanto, antes mesmo que sintomas se manifestem é possível predizer a probabilidade do seu desenvolvimento, graças aos testes moleculares. Altamente indicado para mulheres que têm histórico familiar da doença, este exame identifica mutações em genes fortemente associados à doença. 

Uma simples coleta de sangue, que analisa o DNA da paciente, basta para a pesquisa destas mutações. O resultado pode indicar ao médico informações sobre a probabilidade do desenvolvimento da doença. "Um diagnóstico precoce e abrangente, garante até 95% de chances de cura, ", informa o gerente geral do DB Molecular, laboratório de apoio focado em biologia molecular e genética, Nelson Gaburo, especialista em biologia molecular. 

O teste mais conhecido para detectar as mutações que levam ao câncer de mama é a análise dos genes BRCA1 e BRCA2. Gaburo explica que esses genes protegem o organismo do câncer de mama. Quando há alteração em um deles, o corpo perde essa capacidade de reparo e se torna vulnerável e propenso a aparição da doença. “Mulheres que apresentam alguma mutação, principalmente no gene BRCA2, possuem cerca de 85% de chances de desenvolver um tumor”, explica o especialista. Outro exame básico para esse tipo de diagnóstico é o CA 15-3, que analisa no sangue da paciente os marcadores tumorais - macromoléculas presentes no tumor, cujo aparecimento indica a presença destas células tumorais em desenvolvimento. “Tanto marcadores sorológicos quanto genéticos, em conjunto com exames de imagem, fornecem resultados precisos, auxiliando para o tratamento adequado”, garante Gaburo.


Outubro Rosa

A campanha Outubro Rosa visa conscientizar as mulheres sobre importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. No Brasil, a aderência à campanha aconteceu em 2002, no parque Ibirapuera, em São Paulo, quando o monumento Obelisco do Ibirapuera foi iluminado de rosa, para chamar atenção para a causa. A partir de 2008, a campanha foi se popularizando e várias entidades, empresas, ONGs, etc, fazem campanhas e as mais variadas ações para passar incentivar a prevenção, o cuidado e informar as mulheres. 





DB Molecular


Outubro Rosa: Conheça 4 exames da Medicina Nuclear que ajudam no diagnóstico precoce e preciso do câncer de mama


 Tecnologia é eficaz na detecção de lesões e possíveis metástases, aumentando as chances de cura


Outubro é o mês da prevenção ao câncer de mama, doença mais comum entre as mulheres no Brasil e a segunda mais frequente no mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, por meio da Campanha Outubro Rosa. O diagnóstico precoce aumenta de forma considerável as chances de cura, pois conhecendo-se a extensão da doença (se está localizada ou generalizada) é possível determinar qual o melhor tratamento.

"A Medicina Nuclear conta com tecnologias precisas para determinar o comprometimento dos gânglios (linfonodos que atuam na defesa do organismo) e a existência de metástases e micrometástases", afirma o médico nuclear e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho – responsável clínico da Dimen SP (www.dimen.com.br), que explica os exames existentes para o diagnóstico do câncer de mama:


Pesquisa de linfonodo sentinela

O exame é realizado com a injeção de um radiofármaco ao redor do mamilo ou próximo ao tumor - quando realizado em conjunto com ultrassom ou mamografia - que é drenado para os gânglios da axila, de onde se extrai o linfonodo sentinela, que, se estiver acometido pelas células cancerígenas, indica que existem outros gânglios potencialmente comprometidos (micrometástase) e determina a retirada de todos os linfonodos presentes no local, por meio de cirurgia.

As imagens tomográficas do linfonodo sentinela são captadas pelo equipamento SPECT/CT, tecnologia de diagnóstico por imagem mais precisa, que permite melhor localização anatômica dos achados de cintilografia, permitindo um procedimento menos invasivo.


Cintilografia de mama

Para este exame, também realizado com o equipamento SPECT/CT, é necessária a injeção do radiofármaco na veia, que facilita a identificação das lesões tumorais na mama. A tecnologia permite a localização de lesões mesmo em regiões com mais tecido mamário, o que permite avaliar lesões em que a performance dos métodos habituais está limitada.


ROLL para a marcação de tumores ocultos

A técnica ROLL, sigla em inglês para radioguided occult lesion localization, permite a marcação de lesões mamárias não detectáveis ao toque. As lesões são marcadas pelo radiofármaco injetado diretamente na mama acometida pela doença, guiado pela mamografia ou pela ultrassonografia.

O equipamento Gamaprobe detecta a radiação emitida pelo material injetado e consegue facilitar a operação para o cirurgião favorecendo que a lesão seja seguramente retirada.


PET/CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) com Tomografia Computadorizada (CT))

O exame pode detectar metástases ocultas, inclusive na região óssea, aumentando as chances de tratamento. A localização nos núcleos comprometidos é possível graças ao traçador do radiofármaco aplicado na veia, que é captado pelas células cancerígenas e identificado pelo equipamento PET/CT.

Por meio deste aparelho, a Medicina Nuclear atua também no controle das lesões mamárias malignas, após cirurgia, tratamento com quimioterapia e em mulheres cuja doença já esteja controlada.

Todos os procedimentos estão no ROL da Agência Nacional de Saúde Suplementar, ANS, e são cobertos pelos convênios médicos.






DIMEN

Outubro Rosa// Imunoterapia: Resultados positivos em mulheres com tumor de mama agressivo acenam para novos caminhos no tratamento do câncer


Estudos preliminares apontam respostas positivas em casos classificados com triplo negativo; Especialista do Grupo Oncoclínicas explica de que forma essas respostas podem levar à importantes taxas de aumento na sobrevida e até a cura de muitas mulheres com a doença


A imunoterapia já vem sendo apontada como o principal avanço no combate ao câncer, porém seus estudos clínicos no tratamento do câncer de mama até o presente momento ainda não indicavam resultados que pudessem torná-lo uma alternativa segura e eficaz nestes casos.

Recentemente durante a ASCO 2018, principal evento voltado à oncologia clínica, alguns estudos mostraram que em casos classificados como tumor de mama triplo-negativo, ao ser combinado com quimioterápicos, trouxe boas respostas aos pacientes no tratamento neoadjuvante oferecido antes da cirurgia.

Considerado um tipo de câncer agressivo e que afeta geralmente mulheres jovens, o câncer de mama triplo-negativo representa cerca de 20% de todos os casos da doença mundialmente. Se considerarmos que o Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) contará com cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama em 2018, esse percentual representa um universo de ao menos 12 mil pessoas.

"A denominação "triplo-negativo" é utilizada em casos em que o tumor não conta com nenhum dos três biomarcadores relacionados a classificação do câncer de mama: receptor de estrógeno, receptor de progesterona e proteína HER-2", explica o oncologista Daniel Gimenes, do Centro Paulista de Oncologia ( CPO) – unidade de São Paulo do Grupo Oncoclínicas.

Segundo o especialista, o câncer de mama triplo-negativo tem maiores chances de recorrência e em muitos casos acaba promovendo uma sobrevida menor em comparação a outros subtipos de tumores mamários. Por isso, a possibilidade de sucesso com a imunoterapia é animadora e abre novas frentes para o enfrentamento desta doença. "Para esses casos de câncer especificamente houve poucos progressos terapêuticos nos últimos anos. Por isso, os estudos internacionais preliminarmente divulgados na ASCO são animadores por indicarem um novo caminho para tratar esse tipo de câncer de mama", afirma o Dr. Daniel.

O médico menciona o estudo GeparNuevo que analisou 174 pacientes com câncer de mama triplo-negativo metastático ou localmente avançado Um grupo recebeu um tipo de imunoterapico associado à quimioterapia enquanto as demais pessoas utilizaram placebo. O resultado demonstra um aumento significativo na redução do tumor nos casos que receberam a combinação da imunoterapia com a quimioterapia. "Apesar de ainda ser o uma primeira etapa de análises, esse avanço já pode ser entendido como um progresso terapêutico importante para médicos e pacientes. Essa combinação de imunoterapia com quimioterapia desconta como uma opção estratégica importante para mulheres com a doença em especial pelos benefícios a qualidade de vida dessas pacientes", explica Gimenes.

Entenda a Imunoterapia

Na última década, a imunoterapia passou de um tratamento teórico promissor para um padrão de cuidados que está contribuindo para respostas positivas de pacientes oncológicos. Desde 2011, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou 15 novas drogas imunoterápicas para o tratamento do câncer, sendo cinco só no ano passado. No Brasil, a imunoterapia tem aprovação da Anvisa para uso em casos de melanoma, câncer de rim , câncer de pulmão e câncer de bexiga.

De forma simplificada, o nosso sistema imunológico é programado para combater quaisquer sinais que representem ameaças à saúde. Porém, para manter um equilíbrio que assegure plenamente o nosso bem estar, o mecanismo de defesa do corpo também tem freios que impedem uma ação exagerada nesta resposta – caso contrário, ele pode desencadear as chamadas doenças auto-imunes, como lúpus, esclerose múltipla e artrite reumatoide.

Quando, contudo, ocorre uma falha nesse processo de combate ao inimigo e, em consequência, o surgimento de um tumor, a medicação imunoterápica pode ser adotada para inibir a ação desses freios e provocar a resposta necessária para combater as células malignas. "A imunoterapia cria uma memória imunológica no paciente contra o tumor. A concepção é gerar uma resposta imunológica exacerbada no paciente. Ao fazer isso, o sistema imunológico volta a reconhecer o tumor como um agente externo", explica Dr. Daniel.


Quando a imunoterapia é a melhor opção?

Apesar dos avanços promissores, o especialista explica que ainda é cedo para afirmar que a imunoterapia seria a chave para a cura do câncer de mama. De toda forma, os passos já trilhados são observados com otimismo e lançam boas perspectivas para tratamentos do câncer de mama triplo-negativo metastático e que não responde às medicações convencionalmente indicadas, tais como quimioterápicos e drogas alvo-moleculares. 

O que tem se observado de forma global no tratamento do câncer é que nos casos onde o médico pode optar pela imunoterapia, a resposta dos pacientes têm sido satisfatórias. "Ela tem alguns efeitos colaterais, porém o paciente tem melhor qualidade de vida. É um tratamento mais sustentável para a saúde do paciente, pois ataca diretamente o tumor. E uma das principais vantagens da adoção destes imunoterápicos da nova geração é que, mesmo após o fim do tratamento, a imunidade desse indivíduo pode continuar respondendo a células tumorais, diminuindo a recidiva de tumores e aumentando o tempo livre de progressão da doença", conclui o Dr. Daniel Gimenes.






Grupo Oncoclínicas
www.grupooncoclinicas.com

 

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