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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Caso Lady Gaga: estudo mostra que novo tratamento pode ajudar pacientes com fibromialgia



Especialistas do curso de Fisioterapia do Mackenzie desenvolvem técnica para ajudar no tratamento de pacientes com dores crônicas e os resultados são positivos


O método Distensionamento Miofascial Aquático (DMA), vem sendo estudado e aperfeiçoado no grupo de fisioterapia aquática da Clínica de Fisioterapia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O tratamento experimental trata-se de uma intervenção terapêutica com objetivo de diminuir a tensão miofascial, ou seja, a tensão dos músculos e da fáscia (tecido que envolve os músculos) e assim melhorar a flexibilidade na realização dos movimentos do corpo e essa proposta pode ajudar pessoas diagnosticadas com fibromialgia.

A doença despertou o interesse da população a partir do anúncio do cancelamento do Show da Lady Gaga, no Rock in Rio 2017. A cantora informou que foi diagnosticada com a síndrome em que a pessoa sente dores por todo o corpo durante longos períodos, com sensibilidade nas articulações, nos músculos, tendões e em outros tecidos moles. Ainda não existe cura, mas por meio da associação de tratamentos físicos e medicamentosos, os sintomas podem ser amenizados.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) a fibromialgia já atinge 3% da população Brasileira e é mais comum em mulheres de 30 a 55 anos de idade.

Diante disso, a equipe de pesquisadores da Clínica de Fisioterapia da Universidade Presbiteriana Mackenzie desenvolveu o método DMA, realizado dentro da piscina aquecida à 34°C, associando os efeitos da imersão para intensificar a liberação miofascial. O estímulo da “massagem” realizada em regiões pré-definidas (de maior tensão) aliada aos efeitos da flutuação em água aquecida, proporciona relaxamento e alívio da dor de forma imediata, que posteriormente auxilia na flexibilidade global, melhora do sono e da qualidade de vida. Diferente de outras técnicas baseadas em terapia manual e realizadas em consultórios que não contam com os benefícios da imersão.

A orientadora da pesquisa, Étria Rodrigues, explica que os manuseios associados aos exercícios na água estimulam o relaxamento do músculo e reabertura do tecido para que os fluxos de fluídos possam trafegar sem alterações e assim restaurar a função e a conexão do sistema sensoriomotor.


Os resultados da terapia DMA

O estudo descritivo comparativo longitudinal com amostra semiprobabilística foi realizada no Campus Mackenzie Tamboré, com oito mulheres diagnosticadas com fibromialgia, igualmente subdivididas em dois grupos: Grupo Intervenção DMA (GIDMA), submetido a hidrocinesioterapia, associado a técnica de DMA; e o Grupo Controle (GC), submetidos apenas à hidrocinesioterapia, explica Ana Carolina de Araújo, que trabalhou na pesquisa.

As participantes passaram por duas fases. Na fase um, os movimentos eram realizados pelo sujeito, e na segunda, os movimentos foram aplicados apenas pelo fisioterapeuta.

Para chegar aos resultados, as pesquisadoras adotaram testes não paramétrico utilizado para comparar três ou mais populações, como Kruskal-Wallis (KW), Mann- Whitney e Wilcoxon. No questionário de impacto da fibromialgia (QIF), foi possível observar que no GIDMA a mediana diminuiu de 73,99 para 41,17 e no GC diminuiu de 85,57 para 43,22. Portanto, ambos os grupos apresentaram melhora na qualidade de vida. No questionário McGill não foi observado resultados estatisticamente significantes. No geral, as pacientes tiveram melhora dos sintomas da doença e da qualidade de vida: diminuição da dor, melhora da quantidade e qualidade do sono, mais disposição, melhora no humor.


Expansão do estudo

O projeto de Atenção Secundária em Fisioterapia Aquática em grupo para pessoas com fibromialgia teve o seu início em 2016 até o primeiro semestre de 2017, atendendo 20 participantes, mulheres entre 30 e 70 anos, com média de mais de 10 anos de diagnóstico em fibromialgia.

As pessoas que tiverem interesse no tratamento podem procurar o laboratório de fisioterapia do Campus Mackenzie Higienópolis (Rua Maria Antônia n° 163), em São Paulo, ou ligar no telefone (11) 2766-7317, para obter mais informações.





Shopping Pátio Higienópolis realiza campanha "Abraços no Pátio", pelo dia internacional da não-violência





A data de 2 de outubro foi criada pela ONU, em 2005, para celebrar o nascimento do líder pacifista indiano Mahatma Ghandi e disseminar a mensagem da não-violência, pela educação e conscientização pública



Nos dias 2 e 3 de outubro, o Shopping Pátio Higienópolis adere ao movimento mundial pela paz e pela não-violência, com a campanha Abraços no Pátio, que inclui palestras de personalidades reconhecidas pelo seu ativismo pela não violência, pela inclusão social e engajamento contra a discriminação. Paralelamente, o empreendimento lança uma campanha de conscientização com materiais e mensagens sobre respeito, amor, empatia, igualdade e solidariedade.

O dia da não violência é celebrado oficialmente em 2 de outubro, em homenagem ao nascimento do líder pacifista indiano Mahatma Gandhi, e foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2005, para reafirmar a "relevância universal do princípio da não violência e o desejo de garantir uma cultura de paz, tolerância, compreensão e não violência".

"Abrace a Mudança de Comportamento" é a palestra de abertura, em 2 de outubro, da iniciativa Abraços no Pátio, com a líder espiritual Monja Coen, que abordará a importância de pequenas mudanças em nosso comportamento diário, para uma grande transformação em nossas atitudes e gestos. Hoje conhecida como Monja Coen, a líder espiritual nasceu Claudia Dias Batista de Souza e antes de se dedicar à sua missão, foi jornalista, estudante de direito e bailarina. Foi a primeira mulher a ocupar a presidência da Federação das Seitas Budistas no Brasil.  

"Abrace a Empatia" é o tema do debate de 3 de outubro, com participação da ex-consulesa da França no Brasil, Alexandra Loras, da jornalista Adriana Couto (apresentadora do programa Metrópolis, TV Cultura), e da bióloga e neurocientista Tati Fukamati, também criadora da "Revolução da Empatia".
  
Na pauta, a importância da empatia para a construção de uma sociedade melhor.  Juntas, contam suas experiências de vida e conversam sobre interações humanas, injustiças, preconceitos, racismo e violências do dia-a-dia – e compartilham atitudes sobre como a empatia pode ajudar a transformar nossas relações para um novo mundo, por meio de abordagem de conceitos de comunicação não violenta, viés inconsciente, como eliminar as agressões do dia a dia e reflexão sobre diferença entre privilégios e direitos.

Ambas as palestras são gratuitas, com duração de 1h30 cada; e abertas ao público (sujeito à lotação da sala). As palestras acontecem no Teatro Folha, com transmissão em tempo real pela página de Facebook do shopping (https://www.facebook.com/shoppinghigienopolis). 


Serviço:
Abraços no Pátio
Palestras dias 2 e 3 de outubro (Teatro Folha, Piso Terraço, 305 lugares).
Dia 2/10 – Início da palestra às 13h; dia 03/10, início da palestra às 11h. Abertura para credenciamento uma hora antes do início de cada atividade, no próprio local (confirmação por inscrição prévia através do site).
Dia 2: Monja Coen – “Abrace a Mudança de Comportamento"
Dia 3: Alexandra Loras, Adriana Couto e Tati Fukamati – “Abrace a Empatia"
Inscrição para participação
: a partir de 26/09, pelo site do shopping (www.patiohigienopolis.com.br) Vagas limitadas.


Informações sobre o Dia Mundial da Não Violência: http://www.un.org/en/events/nonviolenceday/index.shtml

Pátio Higienópolis
 www.patiohigienopolis.com.br





Endometriose sob o amparo da LEI é uma busca



A endometriose, doença que afeta cerca de seis milhões de brasileiras, precisa de uma legislação específica para amparar as vítimas e abrir frentes de atendimento especializado. A ampliação das especialidades médicas nesse atendimento é também de suma importância, pois hoje, além das dores e das consequências que afetam as portadoras diretamente, o despreparo e a falta de informações da área médica para atendimento específico, têm causado o agravamento dos casos. 

“É muito comum, mesmo para o médico, sublimar as queixas das mulheres em relação a cólicas intensas no período menstrual.

 Pacientes também acham as dores uma manifestação ‘normal’ e sublimam suas queixas na hora da consulta”, alerta Fernanda de Almeida Asencio, especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Febrasgo e Especialista em Endoscopia Ginecológica (Videolaparoscopia e Histeroscopia). Ela, que faz parte do corpo clínico do Núcleo PróEndometriose, atua na clínica especializada recém-inaugurada em São Paulo. "É contra isso que buscamos o amparo de uma lei, para que tenhamos diagnósticos precoces e precisos, em benefício dessas mulheres."

Na semana passada, Dra. Fernanda participou do Congresso Internacional de Endometriose, realizado em Nápoles, na Itália, e relata um avanço que ganhou destaque dentre os congressistas. A região de Campânia, naquele país, saiu na frente e conquistou uma lei regional que ampara as mulheres portadoras da doença para o atendimento público. “A notícia, pelo que pudemos observar, retrata uma condição mundial em relação a esta doença, não só no Brasil”, observa Dra. Fernanda.

Durante o encontro internacional, assistido por mais de 1000 profissionais especializados, Vincenzo De Luca, que é prefeito na região italiana da Campanha, declarou: "é uma importante patologia que já foi incluída nos níveis essenciais de cuidados aqui na Itália, o que significa que todos somos chamados para refinar a identificação e tratamento da doença”.

Para a dra. Fernanda, esta é uma discussão unânime dentre os médicos e especialistas que gravitam em torno do diagnóstico e tratamento da endometriose. “Precisamos, no Brasil, abrir essa temática cidadã, para que por meio do amparo da Lei, possamos tratar esta doença, que limita e promove grande sofrimento a mulheres jovens e em idade produtiva e reprodutiva”.





Sobre o Núcleo PróEndometriose (NPE)
O diagnóstico precoce da endometriose e o acesso a exames específicos para a identificação da doença são o propósito do NPE, bem como atendimento cirúrgico qualificado, quando for necessário. A clínica conta com uma equipe multidisciplinar composta por ginecologistas, cirurgião do trato gastrointestinal, nutricionista, fisioterapeutas e psicólogo. Todos provêm da Santa Casa de São Paulo. A clínica, referência no diagnóstico e tratamento da endometriose do Hospital Santa Isabel, tem condições de atender pacientes de forma privada, mas adotando uma tabela de preços em consultas e exames bem acessível. Exames de imagem também poderão ser realizados na clínica, para conveniência das pacientes e agilidade dos procedimentos.

Fazem parte do Corpo Clínico do NPE o Dr. Fábio Ohara, Especialista em Endoscopia Ginecológica pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), Dra. Fernanda de Almeida Asencio, Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Febrasgo e Especialista em Endoscopia Ginecológica (Videolaparoscopia e Histeroscopia), Dra. Anna Luiza Lobão, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, com ênfase em Endometriose e Endoscopia Ginecológica, e Dra. Aline Estefanes Eras, Mestra em Pesquisa em Cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
http://nucleoproendometriose.com.br

Rua Martinico Prado, 167 cj 22/23 - Higienópolis - São Paulo - Edifício Maryland - SP - CEP 01.224-010 - Telefone: (11) 3223-0069
contato@nucleoproendometriose.com.br





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