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quinta-feira, 14 de julho de 2016

7 mitos e verdades sobre Hipertensão



Cardiologista tira principais dúvidas sobre a doença, que atinge 30 milhões de brasileiros

A hipertensão arterial atinge 30 milhões de brasileiros e é a principal causa de morte no Brasil, fatores que fazem dela um dos grandes problemas de saúde pública. A questão vai além do país. Em 2013, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou que, pelo menos, 9.4 milhões de mortes em todo o mundo foram atribuídas à elevação da pressão arterial, sendo 51% por derrame cerebral e 45% por ataque cardíaco.
O médico Antônio Alceu dos Santos, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, explica as principais dúvidas sobre a doença.

1.    Basta retirar o sal da comida para se proteger contra o aumento da pressão arterial
MITO. O sal é apenas um fator de risco para aumento da hipertensão. Temos que nos atentar para diversos alimentos industrializados, como macarrões instantâneos, temperos prontos, entre outros, que são ricos em sódio. Isso merece atenção no país, já que o brasileiro consome, em média, o dobro da quantidade de sal recomendada pela Organização Mundial de Saúde, que aponta 5g de sal de cozinha como máximo a ser ingerido diariamente.

2.    O estresse aumenta a pressão arterial
VERDADE. O estresse mental leva à maior estimulação do sistema nervoso simpático e, consequentemente, elevação dos valores de pressão arterial, redução da circulação de sangue nas coronárias, aumento do consumo de oxigênio pelo músculo cardíaco e aumento da instabilidade elétrica no coração, podendo ocasionar arritmias cardíacas e infarto agudo do miocárdio.

3.    A hipertensão é mais comum entre mulheres
MITO. No Brasil, verifica-se uma prevalência de 35,8% nos homens e de 30% em mulheres. Em um estudo de revisão sistemática de 2003 a 2008, em 35 países, revelou uma média global de 37,8% em homens e 32,1% em mulheres. Porém, após a menopausa, a situação se inverte, com maior preponderância da doença entre elas. Isso, por causa da perda do estrogênio, protetor natural do sistema arterial.

4.    O álcool atrapalha o controle da pressão arterial
VERDADE. A relação está ligada à quantidade ingerida. O maior consumo de bebida, claramente, eleva a PA e está associada a maior risco de morte por doenças cardíacas. Àqueles que têm o hábito de ingerir bebidas alcoólicas, recomenda-se que não ultrapassem 30g de etanol ao dia, para homens, e 15g para as mulheres.

5.    A hipertensão não apresenta sintomas
VERDADE. Na maioria das vezes, não há sintomas. Em pouquíssimos casos podemos ter dor de cabeça, barulho no ouvido (zumbidos), visão turva, tontura, dor no peito, palpitações, e outros.

6.    Quem possui a pressão alta corre mais riscos de ter infartos
VERDADE. A hipertensão arterial é um fator de risco potente e independente para infarto agudo do miocárdio. Essa correlação foi demonstrada em diversos estudos e a redução do risco de doenças cardiovasculares, através do controle da hipertensão, foi documentada em inúmeros estudos clínicos de prevenção primária. De acordo com uma pesquisa da Seven Countries Study, cada aumento médio de 10 mmHg da pressão arterial sistólica na população, corresponde à duplicação do risco de óbito por infarto do miocárdio.

7.    Hipertensão tem cura
MITO. O fator hereditário está presente em mais de 90% dos casos e, nesses, a hipertensão arterial não pode ser curada. Mas, pode e deve ser controlada. Os principais casos específicos de cura são: recessão de tumor de suprarrenal, correção de coarctação da aorta, hiperparatireoidismo, hipertireoidismo, tratamento da apneia do sono.


3 cuidados (essenciais!) com a área íntima no inverno



A estação mais fria do ano está chegando e pede reforço nos cuidados pessoais, principalmente quando o assunto é a região mais delicada e importante da mulher, que fica abafada no inverno, um ambiente mais propício para doenças. Conheça três cuidados superimportantes com dicas da Dra. Cristina Carneiro, ginecologista pela Universidade de São Paulo que escreve a convite da Vagisil, para manter a zona V saudável mesmo em dias frios:


Higiene em dia

Nada de fugir do banho em dias de temperatura baixa! A higiene completa deve ser diária e pede, inclusive, a escolha de um sabonete íntimo, já que a parte externa da vagina possui uma camada protetora naturalmente ácida. Os sabonetes especiais têm a função de limpar sem desequilibrar o pH ácido da área, algo que pode acontecer ao usar um sabonete comum, uma vez que tendem a ter o pH básico ou neutro. Lembrando que o recomendado é lavar sempre a parte externa da vagina e não a interna.


Evite o abafamento

Em dias mais frios é muito comum o uso de calças grossas e até mais de uma peça de roupa. Por isso, como a região já está abafada, evite o uso de absorventes diários, que propiciam que as bactérias proliferem em um meio inadequado e agravem o odor. Deixe os absorventes para serem usados apenas no período menstrual e, durante estes dias, procure realizar sua troca frequente, seja externo ou interno, substituindo a cada 3 ou 4 horas, sobretudos nos dias de fluxo mais intenso.


Rotina fora de casa

Redobre a atenção após urinar ou evacuar. Como a maioria dos locais públicos só disponibiliza o papel higiênico para realizar a limpeza da região, o ideal é que o papel seja passado com delicadeza – já que nesses dias a região fica mais seca - e sempre da frente para trás (da uretra e vagina para frente ao urinar e do ânus para trás ao evacuar) e nunca o contrário. Para manter a região fresquinha, finalize a higiene com um desodorante íntimo.



Cardiologista do HCor dá dicas de primeiros socorros em crianças



Engasgos, cortes, quedas, fraturas e queimaduras são alguns dos imprevistos que podem ocorrer com a criançada durante o período de férias dentro de casa. Preveni-las e saber como agir na hora em que elas acontecem é fundamental para salvar a vida dos pequenos 


As férias escolares chegam sempre acompanhadas de muita diversão, viagens, passeios, além de mais tempo livre para estar com a família e para as brincadeiras. No entanto, o período exige atenção redobrada dos pais para evitar alguns acidentes domésticos. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, todo ano cerca de 122 mil crianças são hospitalizadas por causa de acidentes ou lesões não intencionais. Aspirações de objetos estranhos, afogamentos e quedas lideram o ranking dos atendimentos de crianças de 1 a 4 anos nos prontos-socorros nesta época do ano.

Medidas preventivas simples e eficazes, além de noções básicas de primeiros socorros podem fazer toda diferença na hora de lidar com algum acidente envolvendo as crianças. Para o cardiologista responsável pelo Centro de Ensino, Treinamento e Simulação (CETES) do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, Dr. Hélio Penna Guimarães, adotar uma cultura de prevenção dentro de casa ajuda a evitar cerca de 90% dos acidentes. “É importante que os pais adaptem a casa e os espaços em que as crianças vivem e brincam, adotando dispositivos de segurança em escadas, quinas de móveis e piscinas, por exemplo”, orienta.

Confira algumas dicas importantes e saiba como agir em casos de emergência.

Engasgos
Nestes casos, segundo o cardiologista do HCor, se a criança não desengasgar sozinha, os pais devem abraçar o filho pelas costas, na altura do peito, e fazer pequenas compressões com as mãos. “Essa manobra facilitará a saída do objeto ou alimento. É importante observar a reação da criança e, caso ela se torne inconsciente, acione imediatamente o serviço móvel de urgência (SAMU 192) e execute as compressões torácicas, as chamadas massagens cardíacas, semelhante ao que se faz em uma parada cardíaca”, aconselha Dr. Guimarães.

Cortes
A primeira coisa a ser feita é lavar a área com água e sabão. Para estancar o sangramento, Dr. Guimarães recomenda comprimir o local com o auxílio de um pano limpo ou uma gaze. Se o corte for muito grande ou provocado por algum objeto, e o sangramento não parar, é preciso procurar atendimento médico imediatamente para que o controle seja realizado da forma correta.

Quedas
Certifique-se de que não houve fraturas e faça uma compressa de gelo. Observe se a criança está pálida, consciente ou se há alterações no comportamento, como sonolência ou agitação excessivas. Se isso acontecer, o ideal é procurar, imediatamente, avaliação médica.

Fraturas
Se há a suspeita de fraturas – se a região apresenta inchaço anormal -, o mais correto é manter a criança deitada e imobilizar a região. Procure um atendimento médico com urgência para avaliar a gravidade da fratura e recorrer aos procedimentos adequados. “Não tente colocar ou alinhar os ossos da fratura. Caso realize uma imobilização, evite ataduras muito apertadas”, diz o cardiologista.

Queimaduras
Quando ocorrer algum tipo de queimadura, peça ajuda. “Jamais utilize técnicas caseiras, como pasta de dente, café ou manteiga na área ferida. Apenas lave com água fria e corrente. A água ajudará a aliviar a dor, reduzirá a temperatura do local e evitará que o quadro se agrave”, explica o cardiologista do HCor. “Se houver bolhas, não estoure. Ela é a proteção natural da área queimada. O tratamento deve ser feito por um profissional de saúde especializado”, ressalta.

Afogamento
Baldes, vasos sanitários e banheiras também são os vilões do afogamento. Evite deixar os pequenos próximos a estes objetos sozinhos. Diante de uma situação de emergência, chame o serviço móvel de urgência (SAMU 192). Em caso de inconsciência, as manobras de reanimação no afogamento são as mesmas realizadas habitualmente, priorizando sempre as compressões torácicas.

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